Schutz se lança no vestuário e ambiciona que até 2026 este responda por 50% das vendas

A movimentação é parte do início da estratégia do Arezzo & Co. para fincar os pés também no vestuário feminino
VÍVIAN SOTOCÓRNO

Fotografadas no ateliê da marca em São Paulo, Milena Penteado usa blazer (R$ 1.290), t-shirt (R$ 220), calça (R$ 945) e escarpim (R$ 450); e Cacá Garcia usa camisa (R$ 495), calça (R$ 645) e escarpim (R$ 450), tudo Schutz. (Foto: João Bertholini)

Foi da união entre a Schutz, fundada em 1995, com a Arezzo, em 2007, que nasceu o grupo Arezzo & Co. Hoje, 15 anos depois dessa fusão, o conglomerado é um dos mais importantes do mundo no setor, e a Schutz segue como um dos principais vetores dessa expansão. Nos nove primeiros meses de 2021, foram 2 milhões de pares de sapatos vendidos, 400 mil bolsas e quase meio bilhão de faturamento na marca. Para 2022, a expectativa é que as vendas batam R$ 1 bilhão. Se os números parecem superlativos, a ambição segue a mesma medida: a meta é que, até 2026, tais sapatos e bolsas respondam por apenas 50% do faturamento da Schutz. É que no que depender dos planos do grupo, em breve, vai ficar difícil lembrar que a Schutz já foi uma etiqueta “somente” de calçados: a partir de abril, como lançamento da linha de roupas, ela será a primeira marca brasileira de sapatos a ser tornar full look.

A movimentação é parte do início da estratégia do Arezzo & Co. para fincar os pés também no vestuário feminino, que incluiu ainda a aquisição da marca Carol Bassi. Ao incorporar a Reserva e a Baw Clothing, 18% das vendas do grupo já passaram a vir das roupas. Ao lado de Alexandre Birman, CEO do grupo, quem está por trás da empreitada, que está sendo desenvolvida desde maio de 2021, é Milena Penteado (diretora executiva das marcas Schutz e Alexandre Birman) e a estilista Cacá Garcia (convocada a assumir a direção criativa da linha). “É uma roupa que vai acompanhar a mulher 24 horas por dia, seja para trabalhar, levar os filhos na escola, uma balada, um jantar. É sobre peças-chave, atemporais, que estarão no seu armário para sempre e que vão muito de encontro ao que acredito para o futuro da moda: design com preço justo, roupa com propósito e diálogo com todas as mulheres”, conta Cacá, figura querida da moda nacional, que durante sete anos comandou ao lado de Helena Linhares a extinta Pelu, além de ter passado pela Cris Barros e pela Raya de Goeye.

Looks da coleção de estreia da linha de vestuário (Foto: João Bertholini)
Looks da coleção de estreia da linha de vestuário (Foto: João Bertholini)

Atemporais, nesse caso, que não necessariamente básicas. Com 300 modelos, a coleção de estreia imprime aquela sensação de que você pode até já ter uma camisa azul, mas não tem uma camisa azul com aquela mesma bossa – vide os looks usados por Milena e Cacá na foto acima. “Jeans, camisaria, alfaiataria, sarja e malharia são o foco dessa primeira coleção. E era importante para nós que as peças fossem fáceis, a vida hoje é muito corrida para estarmos muito montadas”, diz Cacá do ateliê que a grife montou em uma casa na Vila Olímpia (SP) e cuja equipe já reúne 15 pessoas (o desenvolvimento dos sapatos e bolsas seguem acontecendo na sede do grupo em Campo Bom, no Rio Grande do Sul). A exemplo dos calçados da Schutz, os best-sellers devem se tornar fixos nas coleções, ganhando novas roupagens a cada temporada, estratégia amplamente usada pelas marcas do Arezzo & Co.

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As quatro integrantes da Schutz Band, novo projeto da grife com neocantoras que lançam um videoclipe com sua primeira música no próximo mês (Foto: Divulgação)

Segundo pesquisa do grupo com clientes da marca, uma mulher adquire em média três peças de roupa a cada par de calçados. E a base de compradoras da Schutz é formada por 10 milhões de pessoas, 543 mil delas ativas. “Como 16,6% das ativas são heavy users, trocamos muitas informações com elas para ter certeza de que seria um tiro certo. Elas compram roupas duas vezes ao mês e 85% delas mostraram interesse na linha de vestuário da Schutz”, diz Milena, braço direito de Alexandre Birman na grife que leva o nome do empresário desde a fundação e que em 2020 assumiu também a Schutz. A partir do dia 7 de abril, entra no ar um e-commerce completamente reformulado para receber a linha, simultaneamente à abertura de duas lojas: na Oscar Freire (em São Paulo) e no Shopping Leblon (no Rio).

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Schutz Band (Foto: Divulgação)

Os endereços serão segmentados assim como lojas de departamentos, com salas dedicadas aos calçados, bolsas e roupas. A partir do verão, as roupas chegam também a multimarcas pelo Brasil. “Em dois anos, o potencial é que o vestuário já represente 25% da receita da marca”, diz Milena. “Vamos adicionar mais um capítulo à história da Schutz.”

Styling: Sam Tavares
Beleza: Juliane Lima com produtos Lancôme, Dior Beauty e Chanel Beauty

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