A volta da série ‘Bridgerton’ promete intensidade e glamour

Série de sucesso da Netflix vai expandir universo criado pela escritora Julia Quinn
Paula Escalada Medrano, EFE

Cena da segunda temporada da série ‘Bridgerton’ Foto: Liam Daniel/Netflix

Depois de se tornar uma das séries mais bem-sucedidas na história da Netflix, o clã Bridgerton regressa nesta sexta-feira, 25, disposto a deixar para trás a história de Daphne e do Duque e continuar a avançar em um universo cada vez mais pomposo e intenso, que procura se superar e consolidar a série para as sucessivas temporadas.

A responsabilidade de conseguir igualar ou passar o poder magnético do Duque de Hastings (vivido pelo britânico-zimbabuense Regé-Jean Page), que não reaparece na série, recai agora no primogênito da família, o visconde Anthony Bridgerton (interpretado pelo ator britânico Jonathan Bailey), e na sua decisão de encontrar a esposa perfeita.

“Cada pessoa que entra na série, incluído o Regé, enriquece este mundo e é um universo que está sempre expandindo, espero que os fãs também estejam muito emocionados de ver o que vem por aí”, conta à Agência Efe o ator Jonathan Bailey, protagonista da narrativa principal.

Numa breve conversa, na qual está acompanhado de duas das novas caras da série – as atrizes britânicas de ascendência indiana Simone Ashley e Charithra Chandran -, Bailey explica que “começará a entender” que um dos principais elementos deste projeto é que existem muitas “personagens que entram e saem”, dispostas a contar que há “muitas formas diferentes de se apaixonar”.

Pelo menos uma para cada irmão Bridgerton, protagonistas dos romances best-seller escritos por Julia Quinn que a Netflix começou a adaptar com a história de amor entre a mais velha das garotas (interpretada por Phoebe Dynevor) e o cotado Duque de Hastings. Tendo estreado em dezembro de 2020, a série quebrou todos os recordes da plataforma.

Golda Rosheuvel retorna como a Rainha Charlotte na segunda temporada da série ‘Bridgerton’  Foto: Liam Daniel/Netflix

Esta particular versão exagerada e pomposa dos romances ambientados no mundo competitivo da alta sociedade de Londres durante a regência (século  19) -criada por Chris Van Dusen e produzida por Shonda Rhimes-, acumulou nos seus 28 primeiros dias na Netflix mais de 625 milhões de horas visualizadas e se tornou A na produção de língua inglesa mais vista na história da plataforma.

Um mês mais tarde foi anunciado que a série teria uma segunda temporada (já foram também confirmadas uma terceira e uma quarta) e pouco depois se soube, para o desgosto de milhões de fãs, que Regé-Jean Page não estaria nela. Phoebe Dynevor aparece, mas num papel muito secundário.

O enredo central da série decorre durante uma nova época de apresentação de debutantes na qual Lord Anthony, consciente da responsabilidade que tem por ser o primogênito, decide se casar e procurar a mulher que reúna toda as qualidades para se tornar a viscondessa de Bridgerton.

A busca de Anthony por uma debutante que cumpra com os seus padrões impossíveis parece infrutífera até que Kate Sharma (Simone Ashley) e a sua irmã mais nova Edwina Sharma (Charithra Chandran) chegam da Índia com propósitos similares. Surgirá então um triângulo amoroso que vai mexer com o visconde, que vai debater-se entre o conveniente aos olhos da sociedade e o amor verdadeiro.

Simone Ashley e Jonathan Bailey em cena da segunda temporada da série ‘Bridgerton’  Foto: Liam Daniel/Netflix

“É muito emocionante estar na série, ainda que obviamente pode ser verdadeiramente avassalador entrar num projeto tão  bem-sucedido. Agente se sente como a criança nova na escola, mas tivemos a sorte de vir como uma unidade, como o pacote de irmãs”, conta Chandran à Agência Efe.

Na opinião de Ashley, o orgulho é duplo por também “ser parte deste incrível espetáculo que representa muitas pessoas diferentes”, explica À a Efe, aludindo a uma das características mais notáveis da série, a variedade racial e a igualdade plena.

Junto a este trio amoroso decorrem outras histórias, com a rebelde Eloise Bridgerton (Claudia Jessie) a dar muito que falar, com a (já não tão misteriosa) Lady Whistledown -narradora da série, na voz de Julie Andrews– revelando segredos e movendo fios com os seus folhetos semanais e com as Featheringtoninventando nos planos para não caírem.

E, a envolver tudo, está a grandiosidade da corte encabeçada pela rainha Charlotte (interpretada por Golda Rosheuvel), a sua eleição do “diamante da temporada” e os luxuosos fastuosos bailes da época, que serão mais pomposos e cerimoniais.

“Cada vez que há um baile, é sempre o maior e mais deslumbrante que já vimos (…) Estamos sempre tentando nos superar. Nesta temporada criamos espaços absolutamente mágicos para as cenas de baile”, aponta o designer de produção da série, Will Hughes-Jones, numa entrevista concedida pela Netflix.

Tudo isso, reconhece, está ligado ao sucesso da primeira temporada, que criou uma espécie de “síndrome do segundo álbum”, que é “Quando você faz o seu melhor trabalho e depois tem de fazê-lo ainda melhor”, pelo que a autossuperação tem sido a constante obsessão, que se reflete desde a primeira flor até A à última touca.

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