PQ | Resort 2022 | Full Show

PQ | Resort 2022 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PARAISO Miami Beach) #Miamiswim

Alex Arcoleo – Bring The House Down

Estelle Chen – Nylon China March 2022 Cover

Nylon China March 2022 Cover
Source: instagram.com
Published: March 2022

All people in this magazine cover:

Jiaji Jin – Photographer Wang Qian – Makeup Artist Estelle Chen – Model

Paloma Elsesser – Vogue España April 2022 Cover

Vogue España April 2022 Cover
Source: vogue.es
Published: April 2022

All people in this magazine cover:

Nadine Ijewere – Photographer Kate Phelan – Fashion Editor/Stylist Amidat Giwa – Hair Stylist Chiao Li Hsu – Makeup Artist Paloma Elsesser – Model

Anna Sorokin, de ‘Inventando Anna’, faz exposição de arte mesmo na prisão

Evento reuniu cerca de 150 pessoas e teve pedidos para sua liberdade
EMILY PALMER

Julia Garner em cena da série ‘Inventando Anna’, da Netflix Nicole Rivelli/Netflix

NOVA YORKTHE NEW YORK TIMES

Um corredor estreito com as paredes recobertas de armários e obscurecido por nuvens de fumaça de cigarro e de maconha conduzia ao espaço da A2Z Delancey, uma galeria pop-up de arte no Lower East Side de Manhattan. Cerca de 150 convidados, todos sem máscara, foram até lá numa noite de quinta-feira para a abertura da primeira exposição coletiva de arte de Anna Sorokin em uma galeria.

Os visitantes tomavam cerveja, acomodados em sofás, e alguns saíram para o pátio do espaço artístico, onde grafitaram desenhos com tinta spray em um muro. Uma banda de rock tocou por cerca de meia hora. Tanto os músicos quanto os espectadores sacudiam as cabeças violentamente. Cabelos voavam, e seus rostos pareciam convulsos.

Para os fãs ardorosos de “Inventing Anna”, série da Netflix que descreve a ascensão meteórica da falsa herdeira alemã na sociedade de Manhattan –ela deu golpes em bancos, roubou um jato executivo e deixou contas de hotel não pagas como parte de uma trama para transformar em realidade a Anna Delvey Foundation, um clube de arte exclusivo para sócios que ela queria criar na Park Avenue South—, a abertura da mostra não poderia ter sido menos Anna.

Mas é claro que não foi assim que Sorokin (seu nome real) viu a cena. “Gostei de o lugar ser meio tosco”, disse Sorokin, 31, de sua cela no Orange County Correctional Facility, um centro de detenção em Goshen, Nova York, onde ela está sob custódia das autoridades de imigração depois de cumprir sua sentença de quatro anos de prisão por oito acusações de crime financeiro, anunciada em 2019. “O retrato muito glamoroso que fizeram de mim na série da Netflix não é muito preciso”, ela disse.

A mostra, intitulada “Free Anna Delvey”, ficou em cartaz até o último dia 20 e a designa pelo nome que Sorokin preferiu por muito tempo; os folhetos também mencionam sua atual detenção por ter excedido o prazo de seu visto. A mostra inclui obras de 33 artistas, inspiradas pela experiência de Sorokin, e sua peça central são cinco desenhos de 55 por 75 centímetros que Delvey fez em lápis e tinta acrílica, à venda por US$ 10 mil (R$ 50,1 mil) cada. (Uma organização de assistência a crianças receberá 15% do preço de venda de um dos desenhos.)

Mas nenhuma das obras de arte de Delvey foi desenhada por Sorokin. As peças, em exibição no fundo da sala, foram reproduzidas por Alfredo Martinez com base em desenhos que ela fez na prisão e que amigos postaram em sua conta de Instagram. (Martinez serviu uma sentença de prisão no começo da década de 2000 por fraude postal e telegráfica, depois de falsificar desenhos do artista urbano Jean-Michel Basquiat.)

Sorokin disse que tinha planejado fazer os desenhos maiores por conta própria, mas que o centro de detenção restringe o tamanho do papel que ela pode receber e por isso Martinez se ofereceu para ajudar. “No mundo da arte, é muito comum ter um assistente”, ele disse.

Os desenhos colaborativos presentes na mostra incluem o de uma mulher que está no sistema penitenciário conversando com alguém pelo computador com os dizeres “mande bitcoins”, e um desenho a lápis de uma mulher flutuando mar afora sobre um bloco de gelo com o título “Anna on ICE” [ICE quer dizer gelo e é também a sigla do sérvio de alfândega e imigração americano].

Julia Morrison, artista que criou NFTs com base em mensagens que diz ter recebido do ator Armie Hammer, afirmou que a primeira vez que viu os desenhos de Sorokin foi no Instagram. Morrison, que responde com Martinez pela curadoria da exposição, disse que se identifica fortemente com a história de Sorokin porque sua mãe foi prisioneira em um centro de detenção do serviço de imigração.

Morrison, que mostrou o trabalho de Sorokin a Martinez, disse que a maioria das pessoas tinha simplificado excessivamente sua história pregressa.

Inicialmente Martinez não sabia como entrar em contato com Sorokin, que estava desfrutando de uma turnê de imprensa nas seis semanas de liberdade que teve entre o final de sua sentença de prisão e sua detenção por agentes da imigração. Por isso, ele disse, propôs um artigo ao jornal New York Post, que foi publicado com a manchete “Anna Sorokin pode ter uma exposição de suas obras de arte”, e esperou que ela telefonasse. O que ela fez.

Mas a detenção dela pelas autoridades de imigração poucos dias depois do telefonema prejudicou o processo de planejamento, os dois disseram, acrescentando que tinham se reconectado por meio do serviço de mensagens de texto do centro de detenção e retomado seus planos no começo deste ano.

Na noite da abertura, Sorokin ligou para Martinez para saber como as coisas estavam indo. Ele colocou a chamada no viva-voz e ergueu o celular para o alto, dando oportunidade às pessoas para dizer olá e congratulá-la pela mostra. “Libertem Anna Delvey!”, as pessoas gritaram, antes de ela desligar o telefone.

Entre os presentes estava Todd Spodek, advogado que a representou em seu julgamento, mas não adquiriu qualquer dos desenhos.

“Já tenho algumas peças seletas de uma mostra individual que aconteceu em 111 Centre St”, ele brincou, mencionando o endereço do local de julgamento. (Sorokin passou boa parte do tempo do julgamento desenhando.) Mas ele disse que estava contente por ver pessoas interessadas no trabalho dela.

“Anna Delvey afeta as mulheres agora do mesmo jeito que ‘Clube da Luta’ afetava os homens na década de 1990”, disse Martinez sobre o interesse por Sorokin. “Todas as mulheres que participaram da mostra responderam que sim antes mesmo de eu terminar de convidá-las”.

Mais de metade dos artistas participantes eram mulheres. Rina Oh pintou “Sua Alteza Real Princesa Annoushka (Anna Delvey) Louisa da Savoia”, imitando um retrato de Maria Antonieta e retratando Sorokin como integrante da realeza russa. “Estou zombando da realeza”, disse Oh, “porque ela tirou vantagem desse tipo de pessoa, e esse tipo de pessoa em geral tira vantagem de nós”.

Para a mostra, Morrison destruiu com um martelo pneumático um porta-penicos cheio de papéis picotados, inspirado pelo ex-presidente Donald Trump. (Ela agora está preparando NFTs de imagens capturadas durante a performance.) Martinez disse que sua esperança era a de que a exposição mostrasse às autoridades de imigração que Sorokin talvez tenha mais a oferecer se a libertarem.

O comerciante de arte Chris Martine, que representa Sorokin há diversos meses, disse que está planejando uma segunda exposição –desta vez a primeira individual da artista– em “um lugar elegante de Manhattan”. A mostra teria 20 desenhos e deve acontecer já em abril. Ele planeja levá-la mais tarde a Los Angeles, Miami, Londres, Paris e outras grandes cidades. Martine espera que Sorokin consiga completar “as poucas peças que faltam” até a semana que vem.

Mas produzir uma mostra quando você está detido é complicado. Sorokin confirmou ter recebido papel de aquarela de 24 por 30 centímetros e 12 lápis coloridos não tóxicos, mas suas tintas de aquarela –confundidas com maquiagens– não passaram pelo detector de metais. Ela não pode usar um apontador de lápis e por isso tem de pedir a uma guarda do presídio que aponte seus lápis. Também está trabalhando sem borrachas. “Por isso com certeza não posso errar”, afirmou Sorokin em uma mensagem de texto.

Martinez disse que encaminhou para ela via mensagem de texto as fotos que Sorokin tinha pedido como fonte de inspiração. Entre elas: o Balthazar Restaurant e o Sant Ambroeous, no SoHo; La Mamounia, um luxuoso hotel de Marrakech, Marrocos, em que ela se hospedou certa vez; Passages Malibu, o centro de tratamento contra vícios na Califórnia de onde ela estava saindo quando foi presa em 2017; e os degraus do tribunal de Nova York.

A fim de ajudar a coordenar a mostra, e porque as baterias fornecidas pelo centro de detenção para seu tablet se esgotam rápido demais, Sorokin tem de negociar com outras das prisioneiras que trocam o acesso aos seus tablets por doces e salgadinhos comprados nas máquinas de venda eletrônica do centro de detenção, com dinheiro da conta de Sorokin no refeitório da prisão. “Estou contribuindo para a economia local”, disse Sorokin.

Mas Martine disse que todas essas dificuldades valiam a pena. “Queremos que o mundo tenha um vislumbre do ingresso legítimo do Anna no mundo das belas artes”. Ele acrescentou que “mas, além disso, a arte envolve apenas em parte talento e determinação e gira ainda mais em torno da capacidade de um artista para atrair atenção por conta de sua personalidade e de sua história. E é quanto a esse aspecto que ela realmente brilha”.

De sua cela no centro de detenção, Sorokin refletiu sobre o quanto sua carreira como artista já tinha avançado depois de um começo marcado pela tentativa fracassada de criar uma fundação e pela série de acontecimentos que a mantiveram encarcerada por boa parte dos últimos quatro anos e meio.

“É irônico”, ela disse, “que depois de ter fracassado de maneira tão escancarada quando tentei criar a Anna Delvey Foundation alguns anos atrás, as pessoas agora estejam muito mais interessadas em ouvir minha voz do que era o caso em 2017”.

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci

Morre Lygia Fagundes Telles, imortal da ABL e grande dama da literatura brasileira

Escritora paulista marcou a literatura com obras como ‘Ciranda de Pedra’, ‘As Meninas’ e ‘Antes do Baile Verde’
Bruno Molinero

Integrante da Academia Brasileira de Letras, Lygia publicou seu primeiro livro de contos, de nome “Porões e sobrados”, em 1938, mas considerava “Ciranda de Pedra” (1954) o marco inicial de suas obras Foto: Reprodução

SÃO PAULO – Um dos principais nomes da literatura brasileira e uma das últimas escritoras de uma geração que marcou a produção literária nacional, a escritora Lygia Fagundes Telles morreu aos 98 anos, em São Paulo. Ela estava em sua casa, na capital paulista, e teve sua morte confirmada pela agente literária Lucia Riff e pela Academia Paulista de Letras.

A escritora é um marco na literatura brasileira e recebeu os principais prêmios —foi ganhadora do prêmio Camões em 2005, o maior troféu da literatura em língua portuguesa, além de ter vencido o Jabuti em 1966, 1974, 1996 e 2001. Ela fazia parte da Academia Brasileira de Letras desde 1985, além de pertencer também à Academia Paulista de Letras.

Mulher de cabelos escuros compridos olhando diretamente para a câmera
A escritora Lygia Fagundes Telles em retrato de 1949; fotografia recuperada – Chico Albuquerque/ Acervo Instituto Moreira Salles

Sua obra conta com títulos incontornáveis como “Antes do Baile Verde”, de 1970, “As Meninas”, de 1973, “Ciranda de Pedra”, de 1954, “O Jardim Selvagem”, de 1965, entre outros.

Sua prosa mergulha na dimensão psicológica dos personagens, usando a narrativa como uma escavação para encontrar o que de mais profundo existe no ser humano —mas sem afastar o subjetivo da realidade social e coletiva. Um exemplo é justamente “As Meninas”, relato que explora principalmente as questões de três narradoras universitárias, mas intimamente ligado à ditadura militar brasileira. O livro surgiu depois que Lygia recebeu em casa um relato de tortura realizada pelo governo.

Filha de um delegado e promotor público, a autora nasceu em São Paulo em 1923, mas passou toda a infância em diferentes cidades do interior paulista —entre elas, Areias, Assis, Apiaí e Sertãozinho. De volta à capital, estudou na escola Caetano de Campos, onde recebeu os primeiros incentivos literários.

Ela fazia parte da Academia Brasileira de Letras desde 1985, além de pertencer também à Academia Paulista de Letras. Na foto, a escritora em 1964
Ela fazia parte da Academia Brasileira de Letras desde 1985, além de pertencer também à Academia Paulista de Letras. Na foto, a escritora em Folhapress

Foi justamente nessa época que escreveu seu primeiro livro, que viria a destruir tempos depois. Segundo ela, a pouca idade não justificava a má literatura da obra. “Hoje uma jovem de 15 anos fuma, bebe, lê Kafka, discute sexo —enfim, ousa tudo. Eu, com essa idade, era só ignorância. E medo”, disse Lygia sobre esse seu primeiro livro.

Estudante da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, a autora publicou oficialmente seu primeiro livro de contos, “Praia Viva”, em 1944. Mas foi difícil fazer com que a obra saísse, já que muitos editores recusavam a publicação, como ela mesmo reclamou em carta para Erico Verissimo em 1941.

Seguiram-se então “O Cacto Vermelho”, de 1948, que venceu prêmio da Academia Brasileira de Letras. E, em 1954, saiu seu primeiro romance, “Ciranda de Pedra”, um marco em sua obra —tanto que o crítico Antonio Candido diz que essa foi a fronteira da maturidade em sua literatura.

Dividido em duas partes, o título já traz assuntos como homossexualidade e vida sexual feminina ao narrar a história de Virginia em dois momentos: na infância, com a mãe separada, e anos mais tarde, tendo que lidar com a família e os conhecidos.

Retrato da escritora Lygia Fagundes Telles em seu partamento no Jardins, em São Paulo
Retrato da escritora Lygia Fagundes Telles em seu partamento no Jardins, em São Paulo Eduardo Knapp/Folhapress

Mas foi nos anos 1970 que sua produção se intensificou, com os lançamentos dos premiados “Antes do Baile Verde” (1970), “As Meninas” (1973) e “Seminário dos Ratos” (1977).

Na vida pessoal, Lygia foi procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo até a aposentadoria. Em 1947, casou-se com Goffredo Telles Jr., seu professor de direito, de quem herdou o sobrenome usado para assinar seus livros. Separada, casou-se mais uma vez, nos anos 1960, com o escritor e cineasta Paulo Emílio Salles Gomes.

Do primeiro casamento, nasceu seu único filho, Goffredo Telles Neto, cineasta que morreu em 2006, aos 52 anos. “De um certo modo, eu me transformei numa espécie de testemunha dele e de mim. Quando ele morreu, eu pensei: O que estou fazendo aqui? Vou morrer junto? E decidi escrever. Sobre ele, nunca; isso eu não poderia fazer. Mas de um certo modo, a lembrança do meu filho está em tudo”, disse ela à Folha em 2007.

Além dos prêmios Jabuti e do Camões, Lygia foi uma das escritoras mais premiadas do país. Ganhou prêmio na França por “Depois do Baile Verde”, troféus da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), prêmios da Biblioteca Nacional e o troféu Juca Pato de intelectual do ano dado pela União Brasileira dos Escritores.

Sua morte deixa estantes cheias de livros, paredes cheias de troféus e a literatura brasileira mais vazia. O velório vai ocorrer na sede da Academia Paulista de Letras, ainda neste domingo (3), aberto ao público. O endereço é largo do Arouche, 312. Depois, o corpo da escritora será cremado.

Na mesma entrevista à Folha em 2007, Lygia declamou um poema de Carlos Drummond de Andrade: “As coisas tangíveis/ tornam-se insensíveis/ à palma da mão. // Mas as coisas findas,/ muito mais que lindas,/ essas ficarão”.

“É lindo esse poema, não? Como dizia meu pai, ninguém morre”, disse ela.

Doja Cat encanta com bolsa de vidro no Grammy 2022

Cantora mergulhou na transparência e levou muito glamour ao tapete vermelho

Cantora levou transparência a sério no look Getty Images

A cantora Doja Cat causou a passar pelo tapete vermelho do Grammy. Além de optar por um vestido transparente cravejado de cristais, ela inovou ao usar uma bolsa de vidro, com direito a uma caixinha de som pendurada.

O acessório é uma criação do casal Box e Peter Dupont, que fundou o ateliê especializado em vidro Heven. Recentemente, eles assinaram uma linha de bolsas esféricas para a Coperni, que virou a queridinha de artistas descolados.

Além da bolsa, Doja completou o glamour do look com joias e um penteado para lá de moderno. Nunca errou!

Detalhe da bolsa de vidro usada por Doja Cat no Grammy Getty Images for The Recording A — Foto:
Detalhe da bolsa de vidro usada por Doja Cat no Grammy Getty Images for The Recording A
Detalhe das joias e do cabelo de Doja Cat, hair FilmMagic — Foto:
Detalhe das joias e do cabelo de Doja Cat, hair FilmMagic
Doja Cat chegou servindo transparência e irreverência REUTERS — Foto:
Doja Cat chegou servindo transparência e irreverência REUTERS

Integração de ambientes com foco no receber bem transforma apê paulistano

Apartamento de 270 m² nos Jardins, em São Paulo, ganha a identidade da família que adora receber visitas
TEXTO MATTHEUS GOTO

A sala de estar capta a essência do projeto, com base de cores neutras e destaque para as obras de arte do acervo pessoal. Entre as peças estão Planeta dos Macacos, de Nelson Leirner; The Kiss, de Banksy (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
SALA DE ESTAR | A sala de estar capta a essência do projeto, com base de cores neutras e destaque para as obras de arte do acervo pessoal. Entre as peças estão ‘Planeta dos Macacos’, de Nelson Leirner; ‘The Kiss’, de Banksy; quadros da Galeria Choque Cultural e da Galeria Mônica Filgueiras e pranchas de skate por Felipe Cama, da Galeria Leme. No living, o sofá é da ,ovo (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)

Festa poderia ser o nome do meio da família Salvanha Ardessore. Esse foi um dos critérios que Gleidys, Nando e Sophia consideraram ao escolher um novo lar. Os três adoram receber visitas em casa: a mãe é publicitária; o pai, DJ e dono de um salão de cabeleireiro; e a filha, cantora e estudante de música.

Em busca de um estilo de vida mais prático, morando mais próximo ao local de trabalho, eles encontraram um apartamento de 270 m² em prédio antigo nos Jardins, em São Paulo. Antes de fechar o negócio, consultaram o arquiteto Gabriel Garbin (@studiogabrielgarbin) para avaliar o potencial do imóvel. “O espaço estava detonado. Era compartimentado e pouco iluminado, mas percebi que, com algumas soluções, eles teriam uma joia em mãos”, diz o profissional.

reforma começou em junho de 2018 e terminou em agosto de 2019, com a integração como prioridade. “Quase todas as paredes foram derrubadas”, conta Garbin. As salas de estar e de televisão foram abertas, permitindo maior entrada de luz e ganharam uma cozinha gourmet com churrasqueira ao fundo, para Nando cozinhar quando recebem visitas. Dos três dormitórios, originalmente apenas um era suíte, mas agora todos têm banheiro particular.

A área social do apartamento é toda integrada. O hall de entrada tem instalação azul da Montageart, quadro adquirido em viagem ao exterior, banco preto da Micasa e peça vermelha da Vitra (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
ÁREA SOCIAL | A área social do apartamento é toda integrada. O hall de entrada tem instalação azul da Montageart, quadro adquirido em viagem ao exterior, banco preto da Micasa e peça vermelha da Vitra (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)

Além de redefinir o layout, o escritório do arquiteto selecionou os revestimentos e o mobiliário, com peças criadas por novos nomes do design brasileiro. Para completar, a sala recebeu uma mesa de som, à disposição do DJ, e a composição de obras de arte contemporânea colecionada pelos moradores.

O resultado é um projeto atemporal, onde os revestimentos quentes e neutros, com predomínio da madeira cumaru no piso, dão espaço para os pontos focais de cor em destaque nas paredes. “A ideia foi usar o mínimo possível de materiais e não recorrer a modismos. Assim, dá para mudar o mobiliário sem precisar interferir na caixa arquitetônica”, comenta o arquiteto.

A parte favorita de Garbin pode passar despercebida, mas coroa a atmosfera alegre, minimalista e urbana do projeto: uma janela amarela com vista para o horizonte de São Paulo, repleto de prédios. “Antes essa era só uma janela na área de serviço e agora oferece uma bela visão do movimento da cidade lá embaixo. Para mim, esse frame é uma licença poética.”

A sala de televisão tem sofá de Sergio Fahrer, poltrona da Dpot, tapete da Phenicia e bolas de bilhar da ovo. Iluminação da Lumini e piso de madeira cumaru da Indusparquet (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
SALA DE TELEVISÃO | Sofá de Sergio Fahrer, poltrona da Dpot, tapete da Phenicia e bolas de bilhar da ,ovo. Iluminação da Lumini e piso de madeira cumaru da Indusparquet (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
A cozinha gourmet ao fundo do living foi pensada para servir e receber visitas. Pendente da Fas Iluminação, mesa de jantar da ,ovo e cadeiras da Micasa. Estante metálica com nichos executada pela Villa Ferg, marcenaria da Artigiano  (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
COZINHA GOURMET | A cozinha gourmet ao fundo do living foi pensada para servir e receber visitas. Pendente da Fas Iluminação, mesa de jantar da ,ovo e cadeiras da Micasa. Estante metálica com nichos executada pela Villa Ferg, marcenaria da Artigiano e revestimentos Sleek Concrete, da Caesarstone (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
Detalhe da janela com vista para o Centro da cidade. Banquetas da Cremme (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
DETALHES | Detalhe da janela com vista para o Centro da cidade. Banquetas da Cremme (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)

“O coração do projeto é o living, lugar bastante frequentado da casa, onde recebem visitas.”Gabriel Garbin

Louças da Deca, bancada e piso de mármore branco piguês da Itu Mármores e metais da Hansgrohe (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
BANHEIRO | Louças da Deca, bancada e piso de mármore branco piguês da Itu Mármores e metais da Hansgrohe (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)

“Nós adoramos uma estética clean e minimalista, com objetos e cores mais leves.”Gleidys Salvanha

Seguindo a paleta do projeto com predomínio de tons neutros, a suíte recebeu cama da Auping; painel ripado Miniwave, da Hunter Douglas; cortina da Uniflex Gabriel; luminárias da ,ovo e roupa de cama da Zara Home (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)
SUÍTE | Seguindo a paleta do projeto com predomínio de tons neutros, a suíte recebeu cama da Auping; painel ripado Miniwave, da Hunter Douglas; cortina da Uniflex Gabriel; luminárias da ,ovo e roupa de cama da Zara Home (Foto: Valentino Fialdini / Divulgação)

Lea T – Marie Claire Brazil March 2017 Cover

Marie Claire Brazil March 2017 Cover
Source: womenmanagement.com
Published: March 2017

All people in this work:

Gustavo Zylbersztajn – Photographer
Silvio Giorgio – Hair Stylist
Lea T – Model