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Sean Allen – Walk It Out/Round Here

Ator anglo-brasileiro Alfred Enoch lembra episódio de racismo em hotel de luxo Rio

Artista estreou no cinema nacional em “Medida Provisória”, primeiro filme dirigido por Lázaro Ramos
Yasmin Setubal

Colete Serpent’ne, calça Retropy, colares Sara Joias e relógio Cartier na Sara Joias Foto: Marcus Sabah
Colete Serpent’ne, calça Retropy, colares Sara Joias e relógio Cartier na Sara Joias Foto: Marcus Sabah

Eram dez e meia da manhã de uma sexta-feira que prometia um temporal daqueles no Rio. Alfred Enoch caminhava a passos largos por um dos corredores da Feira de São Cristóvão, cenário escolhido para as fotos deste ensaio. Pisava naquele lugar pela primeira vez, apesar de visitar o Brasil anualmente desde a infância. Rasgando um português perfeito, com direito a “carioquices” (como o famoso “mermo”), o ator cumprimentou a todos com a cortesia típica de quem nasceu e ainda mora em Londres, na Inglaterra. “Vejo que perdi muita coisa sendo criado fora, mas, quando criança, não sentia a necessidade de afirmar essa parte da minha identidade, porque, para mim, era muito óbvio: sou metade brasileiro, metade inglês”, pontua ele, que já morou em Salvador, na Bahia, em dois momentos: aos 3 anos, por um trimestre, e aos 6, por mais de um ano.

Camisa e calça Gucci Foto: Marcus Sabah
Camisa e calça Gucci Foto: Marcus Sabah

Aos 33, o ator coleciona sucessos no currículo, como o Dino Thomas nos filmes da saga “Harry Potter” e Wes Gibbins no seriado “Como defender um assassino” — onde atuou junto a nomes do quilate de Viola Davis —, e faz sua estreia no cinema nacional como protagonista de “Medida Provisória”, primeiro longa-metragem dirigido por Lázaro Ramos, lançado na última quinta-feira. “Além de ter uma carreira internacional reconhecida, ele tem uma forte ligação com a nossa cultura e com a nossa língua. A partir disso, saí em busca do contato do Alfred”, lembra Lázaro. “Gosto de dizer que a cena da sacada, na qual ele grita ‘esse país também é meu’, é muito emblemática para o filme e também para a história pessoal dele.”

Camisa Ori Rio, calça Handred e colares Sara Joias Foto: Marcus Sabah
Camisa Ori Rio, calça Handred e colares Sara Joias Foto: Marcus Sabah

Alfred é filho do ator britânico William Russell, conhecido por “Doctor Who”, e da médica brasileira com ascendência afro-barbadiana Etheline Enoch, que se apaixonaram em 1981, durante uma turnê no Rio de um espetáculo estrelado pelo veterano, hoje com 97 anos. “Meu pai convidou minha mãe para passar o Natal em Londres, e ela nunca mais voltou”, conta. Apesar de iniciar sua fluência em português aos 3 anos, o artista admite certa insegurança com o idioma. “Não acho que falo bem e me cobro demais. Quando já estou há muito tempo aqui, consigo relaxar, mas quando chego, fico bolado tentando falar direitinho. Sei que é uma besteira, e que esse lugar de cobrança não me ajuda, mas é como se esses erros colocassem a minha brasilidade em jogo”, pondera ele, graduado em Português e Espanhol pela Universidade de Oxford.

Camisa poloSerpent’ne e colar Dipuá Foto: Marcus Sabah
Camisa poloSerpent’ne e colar Dipuá Foto: Marcus Sabah

No filme, o ator vive o advogado Antônio, que sofre com a imposição de uma medida provisória absurda, que pretende devolver todos os negros à África. Seu par romântico é a cirurgiã Capitu, interpretada por Tais Araújo. “Trabalhar com ele foi maravilhoso, é um cara muito técnico, mas sem perder a espontaneidade. Aprendi demais e era lindo vê-lo tomando posse dessa identidade brasileira”, elogia a atriz.

A implementação da medida 1888 e o consequente embranquecimento da população brasileira, de carona no discurso da reparação histórica, é o grande argumento do filme. Para o ator, que não cresceu no Brasil, injustiças sociais e o racismo não escolhem país. Mas é no Rio onde ainda habita a lembrança de um episódio dolorido da infância. Aos 10 anos, um segurança o impediu de entrar num hotel de luxo com seus pais. Estava de bermuda, chinelo e molhado por causa da chuva que batia forte. “Ele achava que não tinha por que eu estar naquele lugar. Isso te diz muito sobre quais espaços os corpos negros são permitidos ocupar”, afirma. “Percebo essa desigualdade desde sempre, porque minha mãe era praticamente, senão a única, pessoa negra da turma de Medicina, e estudava enquanto trabalhava como professora de escola primária. Ela não teve os mesmos privilégios que eu.”

Regata Ori Rio, calça Handred, colar menor Dipuá e colar mais longo, Sara Joias Foto: Marcus Sabah
Regata Ori Rio, calça Handred, colar menor Dipuá e colar mais longo, Sara Joias Foto: Marcus Sabah

Acostumado a vir ao Brasil para passar férias e “fazer tudo aquilo que uma pessoa faz quando não tem compromissos”, o ator, que é apaixonado por “se perder num bloco” de carnaval de rua, conta que se viu desafiado ao trabalhar num país tropical por conta do clima quente e do ritmo da cidade. Mas se diz aberto a convites e mais oportunidades por aqui. “Só estou esperando me chamarem.”

Sem qualquer perfil oficial nas redes sociais, enquanto uma fan page no Instagram dedicada a ele esbanja mais de 170 mil seguidores, Alfred não acompanhou a repercussão de sua vinda ao Brasil para o lançamento do filme. “Não tenho talento e nem saco para tecnologia. Brinco que o transporte público é a minha rede social. As pessoas vêm e falam comigo. Melhor que viver a vida com o celular na mão”, finaliza.

‘É uma coisa horrível’, diz Maria Fernanda Cândido sobre fase adolescente dos filhos

Atriz deu declaração no programa ‘Provoca’, do apresentador Marcelo Tas

Atriz Maria Fernanda Cândido está nas produções internacionais ‘Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore’, ‘Traição’ e ‘El Presidente’. Foto: TABA BENEDICTO / ESTADAO

A atriz Maria Fernanda Cândido foi bem sincera ao comentar sobre como é a experiência de criar filhos adolescentes.

“É uma coisa horrível”, disse a artista, que é casada com o empresário francês Petrit Spahira, com quem tem dois filhos: Tomás, de 15 anos, e Nicolas, de 13.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Provoca, do apresentador Marcelo Tas.

“Não tem segredo, eu é que estou atrás desse segredo. É uma coisa horrível. Esse período da adolescência, a gente deveria dividir e compartilhar mais com as pessoas para avisar […] É uma opinião muito sincera, a minha. A gente tinha que dividir mais isso para as pessoas não serem pegas de surpresas como eu fui”, iniciou a atriz.

Maria Fernanda disse que, quando crianças, os filhos dialogavam mais com ela, mas agora, no período da adolescência, a comunicação é mais difícil.

“Você escuta assim: ‘olha, a adolescência é um período difícil’. Não, gente, tem que falar a verdade. É um período muito difícil, é forte. Antigamente, eu dizia assim: ‘Tá na mesa, pessoal’. E eu servia a mesa. Aí todo mundo vinha correndo. ‘Mamãe, mamãe, que delícia, o que tem para comer hoje?’. Agora, nem resposta. Só o silêncio”, confessou a atriz.

Maria Fernanda Cândido mora na França com a família e a mudança ocorreu por causa do trabalho do marido.

“O meu marido ficou direto no Brasil por 12 anos. Aí chegou um momento que ele me falou: ‘fiquei esses anos direto, mas agora preciso de você comigo’. O principal motivo foi o trabalho dele. Foi justo o pedido dele”, contou a atriz.

Ainda sobre os filhos adolescentes, a artista declarou que não existe uma cartilha a ser seguida, mas que o diálogo é uma das estratégias mais bem-sucedidas.

“Acho que tem sido uma conquista ter conseguido conversar com eles. Não ter tanto medo de se aproximar desse mundo deles. O pai e a mãe ficam numa posição de ter uma opinião, de ditar regras. Não precisa. Deixa eles se aproximarem. É importante chegar perto do mundo deles e procurar entender o que eles estão passando”, aconselhou.

Décor do dia: living integrado com muita madeira e decoração neutra

O espaço foi um dos ambientes repaginados pelos arquitetos Ana Luisa Cairo e Gustavo Prado, do escritório A+G Arquitetura
CAMILA SANTOS | FOTOS JULIANO COLODETI/ MCA ESTÚDIO

A marcenaria é da Madform, o aparador foi adquirido na Novo Ambiente e o espelho é da Rosa Kochen.  Já a bandeja de couro é da Ekko Home e o abajur, da Dimlux. Na área de estar, a cadeira Julieta foi desenhada por Gustavo Bittencourt para a Novo Ambiente (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)

Diante da nova configuração familiar, o casal de aposentados que vive neste apartamento de 150 m², no Rio de Janeiro, sentiu a necessidade de reformar a área social do imóvel. Para deixar o espaço mais confortável para receber visitas, eles confiaram o projeto à filha, a arquiteta Ana Luisa Cairo e ao genro, o arquiteto Gustavo Prado, que atuam no escritório A+G Arquitetura.

Décor do dia: living integrado tem muita madeira e decoração neutra (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)
O tapete é da Galeria Hathi e a mesa de centro foi desenhada por Marcelo Ligieri para a Loja Arquivo Contemporâneo. A poltrona Collana Fixa by Adolini + Simonini pode ser adquirida na Arquivo Contemporâneo. Já a arandela dourada é da Boobam e os vasos e objetos decorativos são da Ekko Home (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)
Décor do dia: living integrado tem muita madeira e decoração neutra (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)
Na varanda, o carrinho de chá Bea by Luan Del Savio foi adquirido na Way Design e a mesa Saarinen com tampo em mármore, na Nero Marquina. A dupla de cadeiras foi desenhada por Zanini de Zanine e está disponível na Novo Ambiente, que também vende o banco de madeira (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)
Décor do dia: living integrado tem muita madeira e decoração neutra (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)
O sofá com pufê é da Novo Ambiente, assim como a mesa de apoio, que foi desenhada por Marcelo Ligieri. Já a manta e a almofada são da Codex (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)

A solução encontrada pelos profissionais foi apostar na integração total da sala com a varanda. Além disso, parte do antigo banheiro social e da área de circulação íntima foram incorporados ao living. Deste modo, foi possível aumentar o ambiente de estar e criar um lavabo.

Décor do dia: living integrado tem muita madeira e decoração neutra (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)
No espaço de jantar, os pendentes foram desenhados por Jader Almeida e estão disponíveis na Arquivo Contemporâneo. A mesa assinada por Alessandra Delgado pode ser encontrada na Way Design e as cadeiras também podem ser adquiridas na mesma loja (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)
Décor do dia: living integrado tem muita madeira e decoração neutra (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)
O quadro na parede do espaço de jantar é do artista Rodrigo de Castro e foi adquirido na GAM Arte em Molduras (Foto: Juliano Colodeti/ MCA Estúdio)

Com a sala maior, os arquitetos apostaram em elementos leves – que valorizam a luz natural do apartamento –, e utilizaram materiais naturais na composição do décor. Na lugar, houve a mistura do freijó com a madeira natural, que tornou o local mais aconchegante.

“Para deixar o ambiente com um ar mais sofisticado, pontuamos o décor com mobiliárioluminárias e detalhes de peças decorativas em preto e dourado”, acrescenta Ana Luisa.