Conheça a micro minissaia da Miu Miu, hit de só 20 centímetros de comprimento

Item desfilado pela grife no ano passado ganhou nova variante na Semana de Moda de Paris e foi usado até por Nicole Kidman
Jessica Testa

Modelo em desfile de outono/inverno 2022 da Miu Miu, na Semana de Moda de Paris
Modelo em desfile de outono/inverno 2022 da Miu Miu, na Semana de Moda de Paris – Piero Biasion/Xinhua

THE NEW YORK TIMES – A saia da Miu Miu é tão curta que parece não ter fim. Nas duas últimas semanas, ela vem aparecendo quase todos os dias —nas capas de revistas, nos corpos de celebridades e influenciadoras, e como tema de reportagens sobre seu alcance.

O look completo que a acompanha em geral é parte desse horizonte. Em geral, a minissaia curtíssima vem acompanhada por um top recortado igualmente extremo, um look polarizador que recebe atenção adicional sempre que é usado por alguém que não seja parecida com as modelos que apresentaram a peça inicialmente, em um desfile da Miu Miu em outubro. Por exemplo, uma atriz de mais de 50 anos, ou uma modelo “plus size”.

Convidada usa a minissaia de cintura baixa da Miu Miu no desfile de outono da marca na semana de moda de Paris
Convidada usa a minissaia de cintura baixa da Miu Miu no desfile de outono da marca na semana de moda de Paris Simbarashe Cha – 15.mar.2022/NY

Mas recentemente a minissaia deixou claro —porque ela agora é um ser senciente, com uma conta própria no Instagram e tudo mais, a @miumiuset— que não pretende sair de cena.

No desfile de outono de 2022 da Miu Miu, surgiram novas variantes ultracurtas, não em cáqui e cinzento crus, como as saias que pareciam modelos escolares recortados apresentadas na coleção da primavera de 2022, mas saias de tênis pregueadas, brancas, e shorts de couro escuro para rapazes.

Pelo menos dez das saias originais estavam presentes para testemunhar essa evolução. Ao chegar aos seus lugares, as mulheres que as vestiam contemplavam as cadeiras inclinadas posicionadas à beira da passarela, tentando descobrir a melhor maneira de sentar.

“Antes do desfile, me perguntaram em que roupas eu estava interessada, e pensei que de maneira alguma me mandariam esse look”, disse Jenny Walton, ilustradora de moda com 336 mil seguidores no Instagram que antecipou que a saia teria enorme demanda. (Quando pessoas altamente fotografadas são convidadas para desfiles de moda, a grife organizadora tipicamente as veste com peças que estejam à venda em suas lojas.)

Depois de descobrir que aquele era o look que receberia, Walton marcou sessões de musculação no Barry’s Bootcamp, em Paris, para os três dias seguintes, a fim de se preparar. Quando experimentou o modelo pela primeira vez, ela achou que o comprimento da saia era “uma loucura”, disse. “Mas a roupa de baixo a segura no lugar.”

A roupa de baixo bege faz parte do look. A faixa superior deve aparecer por cima da cintura da saia, o que aumenta o comprimento total do modelo em cerca de 2,5 centímetros. (É como as cuecas boxers da Tommy Hilfiger na década de 1990.) Walton, que estava sentada no meio de sua fileira de cadeiras, ergueu uma ponta da saia em um gesto brincalhão, para demonstrar a firmeza do tecido.

“Bem, eu já estou exposta a esse ponto”, ela disse, fazendo um gesto para indicar a área de seu corpo que ia da parte inferior dos seios aos ossos da bacia.

Xenia Adonts, fundadora da Attire the Studio e influenciadora que tem dois milhões de seguidores no Instagram disse que estava usando sua própria lingerie sob a saia. Ela definiu o look como “surpreendentemente fácil de usar”, mas sua sensação era a de que “poderia ser um pouquinho mais longo na parte de trás”.

“Perguntei ao meu namorado se o meu traseiro estava visível”, ela disse. “E ele respondeu que não.”

Quando perguntadas se tinham se sentido expostas demais, todas as mulheres entrevistadas responderam que não.

“É sexy, mas não é sexy demais”, disse Ginevra Mavilla que, com 538 mil seguidores no Instagram, usou a saia com meias que quase chegavam aos joelhos e mocassins de salto baixo e bico fino. “Valoriza o corpo da mulher e lhe dá muita confiança.”

E também a fez sentir um pouco nostálgica.

“É como reviver o ensino médio escolar”, disse Mavilla, de 19 anos.

The New York Times, tradução de Paulo Migliacci

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