Autoestima feminina X autoestima masculina: por que os homens são mais confiantes do que as mulheres?

Uma pesquisa recente concluiu que apenas 3% dos homens brasileiros se consideram feios, enquanto estudo similar feito com mulheres ao redor do mundo mostra uma realidade completamente oposta
JU FERRAZ (@JUFERRAZ)

Nova pesquisa constatou que apenas 3% dos homens brasileiros se consideram feios (Foto: Arquivo Vogue/ Antonio Dicorato)

Alguns dizem que a autoestima dos homens precisa ser estudada, encapsulada e vendida. Eu digo que devemos analisá-la de uma forma mais próxima para entender os motivos de ser tão fora dos parâmetros quando comparada a das mulheres. Será que essa autoestima masculina não é fruto de uma sociedade onde, por muitos e muitos anos, eram eles que ditavam o que era certo e o que era errado? E mais do que isso: será que a sociedade não cobra muito mais da mulher do que do homem também como resultado desse machismo?

Estou levantando essas questões porque fiquei sabendo de uma informação intrigante recentemente. O Instituto Ideia, à pedido da revista GQ Brasil, fez uma pesquisa que concluiu que apenas 3% dos homens brasileiros se consideram feios. É mole?

Entre outros assuntos abordados pelo estudo, está a saúde mental, em que 16% dos entrevistados contaram fazer terapia; e a inteligência masculina, pergunta na qual 28% dos homens disseram se achar mais inteligentes do que a média, enquanto 7% se enxergavam inferiores. Questionados sobre qual homem mais admiram, 7% responderam “eu mesmo”.

À título de comparação, uma pesquisa de 2004 encomendada pela Dove e comandada pela psicóloga Nancy Etcoff, da Universidade de Harvard, ouviu mais de 2 mil mulheres ao redor do mundo e o resultado foi exatamente o oposto: somente 2% das entrevistadas escolheram a palavra “bonita” para descrever como se sentiam sobre si mesmas.

O que essas informações podem nos dizer? Que nós, mulheres, somos ensinadas desde cedo a perseguir um ideal de beleza que nunca é suficiente, e o mesmo não acontece com os homens. Esse cenário tem mudado, é claro, a curtos passos e às custas de muitos esforços. Porém, ainda vai demorar para que pesquisas como essas endereçadas ao público feminino tenham resultados parecidos. E talvez nunca tenham.

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