Vogue Czechoslovakia June 2022 Covers

Vogue Czechoslovakia June 2022 Covers
Source: vogue.cz
Published: June 2022

In this picture: Ashley Radjarame
Credits for this picture: Arseny Jabiev (Photographer), Jan Králíček (Fashion Director), Cyril Laloue (Hair Stylist), Thomas Lorenz (Makeup Artist), Anna Koziakova (Casting Director)Brands in this picture: Chanel

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Arseny Jabiev – Photographer Jan Králíček – Fashion Director Cyril Laloue – Hair Stylist Thomas Lorenz – Makeup Artist Anna Koziakova – Casting Director Ashley Radjarame – Model Louise de Chevigny – Model

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In this picture: Louise de Chevigny
Credits for this picture: Arseny Jabiev (Photographer), Jan Králíček (Fashion Director), Cyril Laloue (Hair Stylist), Thomas Lorenz (Makeup Artist), Anna Koziakova (Casting Director)
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In this picture: Ashley Radjarame
Credits for this picture: Arseny Jabiev (Photographer), Jan Králíček (Fashion Director), Cyril Laloue (Hair Stylist), Thomas Lorenz (Makeup Artist), Anna Koziakova (Casting Director)

Jovens reivindicam em Cannes a ‘liberdade para criar’ com o TikTok

Pela primeira vez, a plataforma lançou um concurso de curtas-metragens, para dar visibilidade a criações “muito mais bem construídas do que (os tiktokers) costumam fazer”, explica Angèle Diabang, cineasta senegalesa, membro do júri do #TikTokShortfilm
Por O Globo Com AFP — CANNES

Mulher olha para o celular enquanto passa por um pôster publicitário do aplicativo TikTok exibido na Croisette durante o 75º Festival de Cinema de Cannes em 20 de maio de 2022 — Foto: REUTERS/Sarah Meyssonnier

Os vídeos curtos do TikTok representam a “liberdade para criar” sem a necessidade de investimento financeiro e a possibilidade de criar uma “nova gramática visual” com planos verticais, acreditam os jovens que usam este popular aplicativo, parceiro desta edição do Festival de Cannes.

Pela primeira vez, a plataforma lançou um concurso de curtas-metragens, para dar visibilidade a criações “muito mais bem construídas do que (os tiktokers) costumam fazer”, explica Angèle Diabang, cineasta senegalesa, membro do júri do #TikTokShortfilm, que entregou seus prêmios na sexta-feira.

Claudia Cochet, atriz francesa de 34 anos e tiktoker assídua, ganhou o prêmio de “melhor roteiro” por uma peça de três minutos, “Princesse moderne”.

— O TikTok me dá liberdade criativa e um público” e “me dá confiança para fazer as coisas por conta própria — afirmou.

Para o concurso #TikTokShortfilm, essa criadora quis abordar um tema sério, que em princípio não condiz com o tom lúdico da plataforma: a violência contra a mulher.

Excepcionalmente, filmou com uma câmera 16K. Sua criação não mostra violência física, e há poucas palavras, mas retrata muitos sinais do desconforto e da emoção em torno de uma menina abusada que acaba cometendo algo irreparável para se defender.

— Quando se é vítima de violência doméstica, não ousa dizer, mas pode mostrar — explicou Cochet.

‘Nova gramática visual’
O formato vertical do TikTok “nos permite reinventar toda uma nova gramática visual”, explicou Camille Ducellier, diretora francesa e membro do júri, durante a cerimônia de premiação.

— Esse enquadramento não é apenas algo que identifica o celular, mas também faz alusão a uma janela, a uma porta, e de repente se aproxima da pintura — disse.

Eric Garandeau, diretor do TikTok France, idealizador do concurso, disse que “dezenas de milhares de criadores” de 44 países participaram. O TikTok, diz ele, “nos leva de volta às origens do cinema”.

O esloveno Matej Rimanic, vencedor do Grande Prêmio, faz referência às primeiras criações do cinema com uma história de amor em preto e branco, na qual dois jovens de vinte e poucos anos trocam mensagens por meio de aviões de papel.

Já o japonês Mabuta Motoki se destacou com um vídeo sobre artesanato tradicional, segundo a rede “France Info”.

Por melhor edição, o neozelandês Tim Hamilton recebeu o prêmio com seu filme “Zero Gravity”.

O júri desta primeira edição foi heterogêneo, com os componentes variando de Khaby Lame, a segunda pessoa com mais seguidores na plataforma, ao cineasta franco-cambojano Rithy Panh, presidente do júri.

Pahn surpreendeu Cannes ao apresentar a sua demissão, aludindo à “pressão” da plataforma sobre a decisão da bancada. Horas depois, pouco antes da cerimônia de entrega de prêmios, anunciou que voltou a fazer parte do júri, que na sua opinião “voltou a ser soberano”.

Mulheres demoram mais para perceber sintomas de doença cardíaca

Mesmo quando procuram assistência médica, encontram mais dificuldade do que homens para receberem tratamento
Anahad O’Connor

New research shows that women may not realize their symptoms point to heart trouble, and that medical providers are not picking up on it either. (Charlotte Fu/The New York Times) -- FOR EDITORIAL USE ONLY WITH NYT STORY SLUGGED SCI HEART DISEASE WOMEN BY ANAHAD OÕCONNOR FOR MAY 16, 2022. ALL OTHER USE PROHIBITED. --
Novas pesquisas indicam que mulheres podem não perceber sintomas de doença cardíaca – Charlotte Fu/The New York Times

THE NEW YORK TIMES – A doença cardíaca é a principal causa de morte de homens e mulheres nos Estados Unidos, matando quase 700 mil pessoas por ano. Mas estudos indicam há anos que mulheres têm propensão maior que homens a descartar os sinais de alerta de um ataque cardíaco, às vezes aguardando horas ou mais antes de ligar para o número de emergência ou procurar um hospital.

Pesquisadores agora tentam entender a razão disso. Eles descobriram que as mulheres frequentemente hesitam em buscar assistência médica porque tendem a ter sintomas de ataque cardíaco mais sutis que os dos homens –mas, mesmo quando chegam a ir ao hospital, os médicos são mais propensos a minimizar a urgência de seus sintomas ou atrasar o tratamento.

Autoridades de saúde dizem que a doença cardíaca em mulheres permanece em grande medida subdiagnosticada e subtratada, e que esses fatores contribuem para resultados piores e índices de mortalidade mais altos entre as mulheres.

A maioria dos estudos sugere que a razão principal por que as mulheres demoram a buscar ajuda médica e por que frequentemente recebem um diagnóstico equivocado está nos sintomas que elas apresentam.

Embora a dor ou desconforto no peito seja o sinal mais comum de ataque cardíaco tanto em homens quanto em mulheres, as mulheres que sofrem ataque cardíaco têm muito menos chance que os homens de sentir qualquer dor no peito. Em vez disso, frequentemente têm sintomas que podem ser difíceis de vincular a problemas cardíacos: falta de ar, suores frios, mal-estar, fadiga, dor mandibular e nas costas.

Um artigo da American Heart Association descobriu que os ataques cardíacos são mais letais em mulheres que não apresentam dor no peito, em parte porque significa que pacientes e médicos demoram mais a identificar o problema.

Mas, mesmo quando mulheres desconfiam que estejam tendo um ataque cardíaco, encontram mais dificuldade que homens em receber tratamento.

Estudos mostram que há probabilidade maior de serem informadas que seus sintomas não têm origem cardiovascular. Muitas mulheres ouvem de seus médicos que os sintomas estão todos em sua cabeça.

Um estudo constatou que mulheres que se queixam de sintomas condizentes com doença cardíaca, incluindo dor no peito, têm duas mais chances de ser diagnosticadas com uma doença mental, em comparação com homens que se queixaram de sintomas idênticos.

MULHERES ENFRENTAM ESPERAS MAIS LONGAS

Num estudo publicado este mês no Journal of the American Heart Association, pesquisadores analisaram dados de milhões de visitas a salas de emergência antes da pandemia e constataram que as mulheres que se queixaram de dor no peito, especialmente as mulheres não brancas, tiveram que aguardar em média 11 minutos mais para ser atendidas por um médico ou enfermeiro do que os homens que se queixaram de sintomas semelhantes.

As mulheres tiveram menos chance de ser admitidas no hospital, receberam avaliação médica menos completa e tiveram menos chance de fazer exames como eletrocardiograma, que pode detectar problemas cardíacos.

A cardiologista Alexandra Lansky, do Yale-New Haven Hospital, nos Estados Unidos, mencionou uma paciente que procurou vários médicos para queixar-se de dor na mandíbula, mas foi encaminhada a um dentista, que extraiu dois molares. Quando a dor mandibular não desapareceu, a mulher procurou Lansky, que descobriu a origem cardíaca do problema.

“Ela acabou fazendo uma cirurgia de ponte de safena, porque a dor na mandíbula era causada por doença cardíaca”, disse Lansky, que dirige o Centro Yale de Pesquisas Cardiovasculares.

Ao longo dos anos as autoridades de saúde lançaram várias campanhas públicas para tentar zerar a disparidade de gênero no atendimento cardiovascular. O governo federal e a American Heart Association lançaram campanhas de conscientização da doença cardíaca e seus sintomas em mulheres.

A Women’s Heart Alliance fez o mesmo, tendo no ano passado começado a publicar anúncios no Facebook, Instagram e milhares de estações de rádio e televisão. Ao som de música de Lady Gaga, os anúncios pedem às mulheres que “reconheçam os sinais” de um ataque cardíaco, avisando que podem ser tão difusos quanto transpiração, tontura ou fadiga incomum.

Em janeiro um grupo de cientistas publicou um estudo que investigou os fatores que levam mulheres a demorar a buscar assistência médica para seus problemas cardíacos. O estudo concluiu que a ausência de dor ou desconforto no peito é uma das grandes razões.

Publicado no periódico especializado Therapeutics and Clinical Risk Management, o estudo analisou 218 homens e mulheres que receberam atendimento em razão de ataque cardíaco em quatro hospitais distintos de Nova York antes da pandemia. Constatou que 62% das mulheres não sentiram dor ou desconforto no peito, comparadas com apenas 36% dos homens. Muitas mulheres relataram falta de ar e sintomas gastrointestinais como náusea e indigestão. Cerca de um quarto dos homens também relatou sentir falta de ar ou mal-estar gastrointestinal.

No final, 72% das mulheres que sofreram um ataque cardíaco esperaram mais de 90 minutos até ir a um hospital ou ligar para o número de emergência 911, contra 54% dos homens. Um pouco mais de metade das mulheres ligaram para uma pessoa da família ou amiga antes de chamar o número 911 ou ir ao hospital, coisa que foi feita por apenas 36% dos homens.

DOENÇA CARDÍACA VEM CRESCENDO ENTRE MULHERES MAIS JOVENS

“Nem mulheres nem homens entendem que um ataque cardíaco não precisa necessariamente provocar dor no peito ou sintomas impressionantes como se veem em filmes”, comentou a dra. Jacqueline Tamis-Holland, autora do estudo de janeiro e cardiologista no Mount Sinai Morningside, em Nova York.

Segundo ela, há outros fatores que motivam a demora. Um deles é que as mulheres não se consideram tão vulneráveis à doença cardíaca quanto os homens.

Estudos anteriores também mostraram que elas têm maior tendência a descartar seus sintomas, atribuindo-os a estresse ou ansiedade. Elas também tendem a desenvolver doença cardíaca em idade mais avançada que os homens.

No estudo de Tamis-Holland, as mulheres que tiveram ataque cardíaco tinham em média 69 anos de idade, enquanto a idade média dos homens era 61.

Mas mulheres mais jovens não são imunes à doença cardíaca. Na realidade, estudos recentes constataram que ataques cardíacos e mortes por doença cardíaca vêm aumentando entre mulheres na faixa dos 35 aos 54 anos, em parte devido a um aumento nos fatores de risco cardiometabólicos como hipertensão e obesidade.

Especialistas dizem que é preciso mais informação e educação para ajudar mulheres e homens a reconhecer os sinais e fatores de risco de doença cardíaca.

Mas Lansky disse que também quer empoderar as pessoas a defender sua própria causa. Se você suspeita que há algo de errado com sua saúde, não deixe que o médico ou hospital a rejeite enquanto não receber respostas.

“Se você não está se sentindo normal e acha que um problema cardíaco é uma das causas possíveis, explicite isso”, ela recomendou. “Diga: ‘Acho que posso estar tendo um ataque cardíaco e quero fazer um eletrocardiograma só para ter certeza’. Ninguém na sala de emergência vai dizer que você não pode fazer o eletro. Mas às vezes o profissional de saúde não está pensando nessa possibilidade. Logo, é bom mencioná-la.”

Tradução de Clara Allain

Cannes: Astro sul-coreano Lee Jung-jae de ‘Round 6’ estreia na direção e filme sobre imperatriz Sissi é exibido

De Lee Jung-jae, ‘Hunt’ é um filme de espionagem; ‘Corsage’ lança um olhar feminista e crepuscular para a imperatriz que entrou em depressão perto dos 40 anos
AFP

Lee Jung-jae, astro de ‘Round 6’, apresenta ‘Hunt’, sua estreia na direção, em Cannes Foto: Joel Ryan/Invision/AP

O ator sul-coreano Lee Jung-jae, estrela da série Round 6, apresentou no Festival de Cinema de Cannes seu primeiro trabalho como diretor, o filme sobre espionagem Hunt.

O ator, que interpreta um dos personagens principais, situa sua trama nos anos 1980 em uma Coreia do Sul que teme a invasão do Norte.

O intérprete e agora diretor, de 49 anos, dá vida ao chefe do serviço de inteligência externa sul-coreano, oposição ao seu homólogo do interior, em uma intensa busca por um espião sul-coreano.

Os dois heróis e suas equipes se enfrentam em combates com armas de fogo e as cenas de ação são um destaque do filme.

Com um orçamento significativo, este longa-metragem tem momentos que podem lembrar a saga de James Bond, com uma trama que passa por Washington, Seul e Bangkok.

Após este filme, apresentado fora de competição, a Coreia do Sul volta aos holofotes com Decision to Leave do cineasta Park Chan-wook, autor de Old Boy, e Broker, do diretor japonês Hirokazu Kore-eda, filmado em Coreia do Sul.

Para esta ocasião, o diretor trabalhou com figuras de destaque de seu país: Song Kang-ho, protagonista de Parasita (Palma de Oro de 2019) e a estrela de K-Pop, IU (cujo verdadeiro nome é Lee Ji-eun).

Imperatriz Sissi em Cannes

A imperatriz Sissi, que não tinha permissão para se expressar livremente, foi “vítima de sua imagem”, como os usuários do Instagram são agora, disse em em entrevista à AFP atriz Vicky Krieps, que interpreta a soberana austríaca em Corsage, apresentado nesta sexta-feira em Cannes.

Vicky Krieps
Vicky Krieps, que interpreta Siss em ‘Corsage’, durante o Festival de Cannes Foto: Guillaume Horcajuelo/EFE

“As fotos no Instagram nos tornam cada vez mais vítimas de nossa imagem, como também aconteceu com Sissi, declarou a atriz luxemburguesa, que se coloca no lugar da esposa de Franz Joseph I nesta nova versão, feminista e crepuscular, sobre a vida da imperatriz.

Quinze anos depois de Maria Antoinetta, vestida de tênis na versão de Sofia Coppola, agora é a vez do mito de Sissi, que já foi vivida nos cinemas por Romy Schneider, passar por uma revisão.

Marie Kretuzer
Marie Kreutzer, diretora de ‘Corsage’, que foi apresentado em Cannes e revisita a história da imperatriz Sissi Foto: Guillaume Horcajuelo/EFE

A partir de uma ideia de Vicky Krieps, a austríaca Marie Kreutzer conta a história da imperatriz da Áustria, que era restringida a apenas sorrir e falar pouco, e que se aproxima da depressão quando chega aos 40 anos.

O filme busca encontrar seu lugar em nossa época, principalmente nas redes sociais. “Em todas as funções que temos, em todos os setores profissionais, a beleza tem um papel e não é nada bom!”, lamenta a atriz, que protagonizou Trama Fantasma.

Arquiteto israelense premiado Moshe Safdei projeta centro de pesquisa do Einstein em SP

Marcela Paes

O arquiteto Moshe Safdei durante uma visita ao centro de pesquisa. Foto: arquivo pessoal

Responsável por edifícios icônicos como o Habitat 67, em Montreal, a Marina Bay Sands, em Cingapura, e o Raffles City Chongqing, na China, Moshe Safdie deixou há pouco tempo uma marca no Brasil, o Centro de Pesquisa e Educação Albert Einstein. Inaugurado parcialmente em março, com abertura total programada para junho, o projeto ocupa mais de 44 mil metros quadrados no Morumbi e traz uma das marcas registradas do arquiteto: a integração da área construída com a natureza.

“A questão do jardim é central no meu trabalho. Em projetos residenciais como o Habitat e nos muitos outros que se seguiram, a ideia é ‘for everyone a garden’ – para todos um jardim’. Esta deve ser uma verdade, quer se trate da construção de empreendimentos urbanos terrenos de baixa densidade, quer de empreendimentos urbanos de vários andares e de alta densidade”, diz. No projeto paulistano, foram escolhidas árvores nativas do Brasil, que ficam em um grande jardim dentro e fora do edifício. 

Fã de São Paulo – descrita por ele como “uma metrópole vital, cheia de energia e criatividade” – Safdie opina que para resolver os problemas da cidade deve-se pensar em como humanizar o desenvolvimento em mega escala, em encontrar alternativas à dependência do automóvel e em como conseguir aproveitar a vitalidade econômica e cultural para uma solução mais equitativa para os residentes. “Como a maioria das megacidades, o fosso entre ricos e pobres é extremo, gerando tensões sociais e crime”, diz o israelense.

Desde os anos 1960 na ativa, quando se formou na Universidade McGuill, no Canadá, Safdie crê que a pandemia criou mudanças no foco da profissão do arquiteto, como o olhar para a questão dos espaços ao ar livre. “A pandemia de covid provou ser uma afirmação dos princípios que temos defendido e reforçado na nossa contínua integração da natureza e dos espaços abertos nos nossos edifícios”.