Patti Smith recebe Legião de Honra do governo francês

ícone do movimento punk, a cantora e escritora ganha as novas gerações com seu carisma e trabalho
Maggy Donaldson, AFP

Patti Smith lê um trecho do livro ‘The Coral Sea’ a cantora, compositora e escritora recebeu a Legião de Honra, mais alta honraria do governo francês.  Foto: Andrea Renault/AFP

Quando criança, a cantora e poetiza Patti Smith, ícone do movimento punk, foi ensinada a nunca aceitar nada de estranhos. Mais tarde, isso significou recusar um broche de campanha que ela cobiçava e todo mundo tinha. Enquanto caminhava desanimada para a casa de sua família em Nova Jersey, prometeu a seu futuro eu que em breve adquiriria suas próprias medalhas para adicionar à lapela.

No sábado, a lenda do rock de 75 anos cumpriu essa promessa: o embaixador da França nos Estados Unidos, Philippe Etienne, concedeu-lhe a Legião de Honra, a mais alta ordem de mérito de seu país. Smith dividiu essa anedota com uma plateia extasiada após a cerimônia de condecoração no centro do Brooklyn, onde multidões se reuniram para a “Noite de Ideias”, uma maratona anual de filosofia e performances organizada pela Villa Albertine da Embaixada da França em parceria com a Biblioteca Pública do Brooklyn.

“É uma honra indescritível, eu entendo a importância disso”, disse à AFP nos bastidores, depois de se apresentar ao lado de sua filha, Jesse, no piano e seu colaborador de longa data, o guitarrista Lenny Kaye. “Para alguém (…) que foi muito moldada pela cultura francesa, literatura francesa, arte francesa e cinema, por toda a minha vida – é especialmente significativo”, continuou.

Por mais de meio século, Smith tem sido celebrada como artista, adorada por sua música, composições, poesia e escrita profundamente introspectiva. Em 2010, ganhou o Prêmio Nacional do Livro dos EUA por seu emocionante livro de memórias Só Garotos. No livro, Smith revive memórias de seu relacionamento com Robert Mapplethorpe, o falecido fotógrafo com quem compartilhou uma profunda amizade, romance e vínculo criativo.

Por mais de meio século, Smith tem sido celebrada como artista, adorada por sua música, composições, poesia e escrita profundamente introspectiva

“Eu sinto que é muito apropriado receber uma honraria como essa aqui no Brooklyn – é apenas algumas paradas de metrô de distância de onde Robert Mapplethorpe e eu morávamos aos 20 anos”, disse ela à plateia. “À noite, quando Robert não conseguia dormir, ele me pedia para ler poesia francesa para ele (…) Me lembro daquelas noites tão claramente”. Smith também sentiu uma afinidade especial com o local da cerimônia de sábado.

“Também é apropriado que seja uma biblioteca, porque vindo de uma área muito rural de South Jersey, com muito pouca cultura nos anos 50 e meados dos anos 60, eu dependia da biblioteca para abrir e expandir meu mundo”, recordou. Fiel ao seu estilo, Smith homenageou os artistas que vieram antes dela no encerramento de seu discurso, iniciado com uma apresentação de sua música ‘Wing’, de 1996.

Eu sinto que é muito apropriado receber uma honraria como essa aqui no Brooklyn – é apenas algumas paradas de metrô de distância de onde Robert Mapplethorpe e eu morávamos aos 20 anos

Patti Smith, cantora e escritora

Pessoas fazem a mudança 

Após a cerimônia, Smith encantou os fãs com um show que incluiu seu hit People Have The Power, que compôs com seu falecido marido, Fred “Sonic” Smith. Falando à AFP, disse que embora “os artistas sempre possam inspirar as pessoas, podem reunir as pessoas, dar esperança às pessoas (…) no final, não são os artistas que fazem a mudança, são as pessoas”.

“Através do voto, da iniciativa, das marchas em massa, são as pessoas que fazem a mudança”, prosseguiu. Citando a pandemia e a “dor da guerra”, Smith disse que “estamos vivendo em um mundo muito conturbado”, destacando as mudanças climáticas como a grande crise do nosso tempo. “Há ondas de calor sem precedentes (…) Há uma fome tremenda e padrões climáticos violentos que nunca vimos”, disse ela.

Patti Smith
Patti Smith. Voz literária poderosa, voz musical histórica Foto: Rebecca Miller/The Washington Post

“A única maneira de resolver isso é um esforço global, e acho que mais do que qualquer coisa, essa é a coisa mais importante que as pessoas precisam resolver”, emendou. Smith vai lançar este ano um livro intitulado A Book Of Days, uma coleção visual inspirada em sua conta no Instagram.

Atualmente, “estou escrevendo como sempre”, disse ela à AFP, “escrevendo músicas, poemas, escrevendo outro livro – estou sempre ocupada, sempre fazendo alguma coisa”. Após sua apresentação, Smith afirmou que a medalha a inspirou a fazer “mais trabalho, trabalho melhor”. “Que eu tenha sido escolhida para ser uma espécie de miniembaixadora do país é realmente uma grande alegria para mim”, disse ela. “Então você me fez uma garota feliz.”

Calvin Klein celebra nossa família escolhida dentro da comunidade LGBTQIA+ em sua campanha “This is Love”

por Gabriel Córdoba Acosta

Mais uma vez este ano, a Calvin Klein mostrou seu apoio incondicional à comunidade L G B T Q I A + através de sua última campanha, “ This is Love ”, que celebra a família que escolhemos dentro da comunidade LGBTQIA+: amigos, parceiros, amantes , vizinhos, aliados e muito mais.

A campanha, fotografada por John Edmonds em estilo nostálgico álbum de fotos, apresenta pioneiros, artistas e defensores LGBTQIA+, incluindo: o cineasta John Waters; as atrizes/atores Mink Stole, Sasha Lane e Sergio Lane, Nic Ashe e Justice Smith; a musicista Snail Mail e sua equipe, a lendária casa de dança House of Xtravaganza; a cabeleireira Holli Smith e seu noivo Pony e o coletivo de arte afro-futurista TRIBE Collective.

Mas, além de tudo isso, três funcionários do The Trevor Project , a maior organização de prevenção ao suicídio e intervenção em crises para jovens lésbicas, gays, transgêneros, queer e questionadores de gênero, patrocinada pela Calvin Klein, também estão presentes. Para quem ainda não sabe do que se trata a organização, ela oferece suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana por telefone, mensagens de texto e chat, programas de prevenção ao suicídio e outros recursos para jovens LGBTQIA+, suas famílias, educadores e apoiadores.

Todos eles posaram na campanha com seus entes queridos em momentos de conexão e momentos íntimos de intimidade usando roupas da coleção “This is Love”, composta principalmente por roupas básicas, roupas íntimas e esportivas, inspiradas nas cores do Pride bandeira.

Cada peça inclui uma etiqueta tecida que revela o que cada cor da bandeira representa: preto para beleza, marrom para poder, rosa para sexo, laranja para cura, amarelo para sol, canela para harmonia, branco para gênero não binário, turquesa para magia e azul para serenidade.

No caso da roupa íntima, inclui faixas e tecidos com combinações dessas cores em um aceno à interseccionalidade que existe em todo o espectro das sexualidades LGBTQIA+, identidades de gênero e características sexuais.

Por último, mas não menos importante, a Calvin Klein prometeu este ano doar US$ 400.000 em apoio a ONGs que lutam pela equidade, advocacia e justiça LGBTQIA+ e continuar a apoiar as iniciativas da ILGA World como a voz internacional das redes e comunidades LGBTQIA+ e movimentos comprometidos em moldar um mundo onde todos possam viver com segurança, igualdade e liberdade.

Confira as imagens abaixo para descobrir a campanha completa da Calvin Klein “This is Love”.

Alex Garland, de ‘Ex-Machina’, diz que se sente uma fraude como diretor

Diretor avalia seu trabalho e cogita voltar a ser apenas roteirista

Alex Garland Olivia Crumm/The New York Times

THE NEW YORK TIMESAlex Garland, 51, sabe que dar ao seu novo filme o título “Men” é um ato provocador. “É interessante ver que uma palavra tão curta e simples pode carregar um peso tão grande em termos de significados subjetivos”, ele disse sobre o filme que deve chegar aos cinemas brasileiros no segundo semestre.

Como roteirista e diretor, Garland se interessa por assuntos que exigem, discussão: na complicada parábola robótica “Ex-Machina: Instinto Artificial” (2015) e em “Aniquilação” (2018), drama de ficção científica estrelado por Natalie Portman, ele optou por estruturas audaciosas e secas, posicionadas bem na interseção de tendências culturais conflitantes.

O ardiloso “Men” opera de maneira parecida, e escala Jessie Buckley para o papel de Harper, uma mulher que tem de aprender a aceitar a morte do marido e a lidar com a culpa que ele atribuiu a ela em seus momentos finais.

Harper aluga uma casa de campo no Reino Unido para se isolar e encarar seu trauma, mas os homens da aldeia vizinha (todos os quais interpretados pelo ator Rory Kinnear) se insinuam, a menosprezam e também a espicaçam. Um deles chega a persegui-la sorrateiramente, e aparece nu no jardim de sua casa. Mas a quem Harper pode reclamar quando todos os homens que a cercam –ou todos os homens, ponto– são, no fundo, o mesmo cara?

Conversei com Garland por vídeo neste mês enquanto ele estava dirigindo “Civil War”, um filme de ação épico do estúdio A24, estrelado por Kirsten Dunst. Garland é britânico, e parecia cansado. Antes de dirigir “Ex-Machina: Instinto Artificial”, ele só tinha trabalhado como roteirista, criando histórias para que outras pessoas dirigissem –entre as quais “Extermínio”“Sunshine – Alerta Solar” e “Dredd”. Quanto mais nossa conversa avançava, mais ele parecia questionar se deseja continuar dirigindo.

“Estou cansado de me sentir uma fraude”, ele me disse. “Tenho tantos outros motivos para me sentir uma fraude. Não precisava ter acrescentado mais uma razão, estrutural, para me sentir assim por causa do meu trabalho”.

Alex Garland Olivia Crumm/The New York Times

Você lê as críticas dos seus filmes?
Às vezes, porque há alguns sites a que eu vou, e neles eu vejo –com uma sensação horrível, desesperadora– que resenharam alguma coisa em que trabalhei, e eu teria de ser um monge para evitar a tentação de ler. Mas em geral tento ficar longe dessas coisas. A primeira coisa que fiz em qualquer tipo de foro público foi escrever um livro, “A Praia”. Eu tinha 26 ou 27 anos quando saiu, li todas as resenhas, e percebi que aquilo podia me ferir incrivelmente, e que tudo parecia muito pessoal. Fui recuando aos poucos, porque afinal já faz 25 anos que estou no ramo. Minha sensação é de que estou recuando aos poucos de todo tipo de coisa.

Do que mais você está recuando?
Acho que em parte é função de eu estar envelhecendo. Conheço menos e menos pessoas, meu círculo é cada vez menor, e saio cada vez menos. Tudo está ficando progressivamente mais silencioso e menor, eu diria.

Seus filmes refletem um pouco essa atitude. Os elencos são sempre muito pequenos e as locações, muito circunscritas. Não há muito entulho.
Seria definitivamente correto defini-los assim. Vejo-me interessado em menos e menos coisas, mas mergulho cada vez mais fundo nas coisas em que estou interessado. E além disso na verdade não sou diretor de cinema. Sou um roteirista que dirige por conveniência.

Você não esperava essa carreira como diretor?
Não foi como se eu tivesse alguma aspiração a dirigir. O que aconteceu se relaciona mais à minha ansiedade como escritor: sempre me incomodei demais quando alguma coisa [no filme] me parecia muito errada, ou quando algo que me parecia importante estava ausente. Mas eu tenho pensado que, depois que eu terminar o filme que estou dirigindo no momento, talvez devesse voltar a ser só roteirista. Isso pode se tornar parte da ideia de recuar do mundo –acho que é hora de deixar esse trabalho. Não tenho o temperamento certo para ser diretor de cinema.

Por que você acha isso?
Seria mais honesto, provavelmente, dizer que eu não gosto especialmente desse trabalho. É algo que preciso me forçar a fazer. É uma função incrivelmente sociável, porque você passa o tempo todo com um grande grupo de pessoas –e, em meu caso, eu preciso fingir ser o que não sou, em alguma medida. No fim do dia, você se sente meio fraudulento e exausto.

Porque você precisa se tornar uma espécie de “showman”?
Sim, exatamente. Vejo-me em pé diante de um grupo de figurantes, dizendo coisas como “vejam só, agora o que vai acontecer é isso e aquilo blablá”, falando em voz bem alta e tentando encorajar as pessoas, sendo bem intenso. Faz com que eu me sinta intensamente performativo. Sempre que assisto a um talk show, e vejo o apresentador e o convidado envolvidos naquelas conversas espirituosas, eu olho para eles e penso “e se na verdade essas pessoas estiverem se sentindo muito deprimidas, nesse momento?” Há a obrigação de dizer alguma coisa engraçadinha, há a obrigação de demonstrar interesse por alguma coisa que absolutamente não interessa, e por dentro você sente incrivelmente deserto, existencial. Eu sempre estremeço quando penso nisso –quase não consigo assistir a programas de entrevistas, porque essa é uma sensação muito forte para mim. E minha versão de ser o apresentador de um talk show é estar lá em pé no set de filmagem.

Ainda assim, acredito que você desejaria estar no set, para supervisionar a realização física dos mundos e dos temas que você cria.
Oh, sim, mas esse é o limite da vontade que tenho. Existem muitos diretores para os quais o set é o lugar onde eles querem estar, mais do que qualquer outro, e tão logo um filme acaba eles já começam a tramar para voltar àquela situação o mais rápido que puderem. Para mim, não funciona assim.

Vi alguns diretores chegarem à velhice, e era como se eles tivessem de continuar a dirigir para continuarem vivos. Às vezes, eles já estão começando a lidar com um novo filme antes de terminarem a filmagem do anterior.
Sem dúvida. Bastou você dizer isso e apareceu uma lista de nomes em minha cabeça, e pensei comigo mesmo que “é dessa e daquela pessoa que ele está falando”. Mas também existe um outro tipo de diretor que de repente para, pessoas como Peter Weir e Alan Parker. Eles talvez estivessem procurando se afastar de alguma coisa, ou pode ser que tenham só se cansado.

Esse é o intervalo mais curto que você já teve entre o trabalho em dois sets de filmagem? Você filmou “Men” na metade do ano passado e começou a rodar “Civil War” não muito depois.
Sim. O último dia da pós-produção de “Men” aconteceu 48 horas antes do começo da fotografia principal de “Civil War”. Literalmente, do sábado para a segunda-feira.

Lembro-me de que conversei com Kirsten Dunst depois que ela foi convidada para “Civil War”, e ela disse que estava entusiasmada porque enfim ia interpretar “o papel do menino” em um filme.
Espero que ela esteja feliz com o processo, mas nunca se sabe. Não acredito que seja só eu que acha o trabalho difícil. Sets de filmagem são lugares estranhos. São espaços calvinistas, punitivos, de abstinência. As pessoas trabalham muito, muito, trabalham literalmente até cair de exaustão –e você percebe isso no rosto de todo mundo, ao final do dia. Pode ser que haja elementos de vício, nisso, mas a sensação é a de que tenho um despertador tocando o tempo todo em minha cabeça para me dizer que “você precisa parar de fazer isso”.

“Men” foi um filme tão difícil assim de fazer?
“Men” foi realmente difícil. O tema da história incomoda, e é preciso viver com ele, mas também foi um trabalho difícil no plano técnico. A filmagem foi muito curta, e estávamos tentando fazer muita coisa muito rápido. Eu me preocupava com Rory, frequentemente, porque nas semanas finais da filmagem, lá estava ele, nu no meio da madrugada, em um frio de rachar. Parte enorme do processo de fazer um filme é a logística, e é como um trabalho executivo –como executar tais e tais coisas dentro de um prazo de x horas. Literalmente: como executar tanta coisa?

É o tipo de filme que levará as pessoas a discutir sobre sua intenção, e sobre o que a história está tentando dizer. Você me disse uma vez que, no caso de “Ex-Machina: Instinto Artificial”, queria que pelo menos 50% do filme ficasse sujeito à interpretação do espectador.
Com o passar dos anos, eu venho conscientemente colocando mais e mais coisas nas mãos dos espectadores. Provavelmente existe um outro elemento nisso, se devo ser honesto, que é o de tornar o espectador meu cúmplice. Essa é outra razão para que eu me afaste, porque há uma parte de mim que é realmente subversiva e agressiva e que gosta de zoar com as pessoas. Às vezes, no caso de “Men”, sinto que fui tão longe nessa direção que esbarrei na delinquência.

Que reações o filme despertou até agora?
Tenho bons amigos a quem realmente respeito e a quem mostrei “Men”, e a interpretação convicta deles –”sei o que esse filme quer dizer, e quer dizer isso”– é 180 graus diferente daquilo que imaginei que seria.

Quando isso acontece, a sensação é a de uma experiência bem-sucedida?
Não.

Não?
Não. Só parece inevitável. Quando as pessoas assistem a um filme, têm uma resposta que, em nível racional, sabemos ser subjetiva, mas que tratamos como objetiva, e é assim que funciona. Desconfio demais das minhas reações e das reações de outras pessoas –elas podem variar de dia para dia. Por isso, quando ofereço alguma coisa, não tenho expectativa de que todos vão concordar quanto àquilo. Minha expectativa maior é de que as pessoas discordem entre elas, e vejo essa discordância como reflexo primariamente do que essas pessoas são.

O que seus amigos disseram sobre o filme?
“Quem é o protagonista?” E, “esse filme é sobre o que o homem pensa ou sobre o que a mulher pensa?” Mas são as certezas das pessoas que eu acho mais estranhas: “Isso significa tal coisa, aquilo significa tal outra coisa”. Já eu me vejo cada menos seguro sobre absolutamente tudo.

Mesmo sobre seu trabalho?
Oh, não tenho certeza alguma a esse respeito. Tudo não passa de um monte de compulsões.

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci

Bilheteria EUA: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, Downton Abbey: Uma Nova Era, Os Caras Malvados, Sonic 2, Men 

Doutor Estranho 2 mantém liderança na bilheteria norte-americana

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura chegou à sua terceira semana seguida na liderança da bilheteria dos Estados Unidos. O filme de Sam Raimi arrecadou mais US$31,6 milhões chegando a uma arrecadação total de US$342 milhões dentro do território norte-americano.

blockbuster é seguido de Downton Abbey: Uma Nova Era, que estreou com uma bilheteria de US$16 milhões. O pódio é completado por Os Caras Malvados, que fez mais US$6 milhões e chegou à marca de US$74,36 milhões.

Sonic 2 (US$3,94 milhões) e Men (US$3,29 milhões) completam o “top 5”. 

Salvatore Ferragamo Top Handle Bag Digital Campaign

Salvatore Ferragamo Top Handle Bag Digital Campaign
Source: instagram.com
Published: May 2022

All people in this campaign:

Senta Simond – Photographer Daniela Magginetti – Hair Stylist Luca Cianciolo – Makeup Artist Paolo Vecchione – Choreographer Achan Biong – Model Isilda Moreira – Model Maria Khan – Model Seohyun Kim – Model

Viver Ahsoka exige muito fisicamente, diz Rosario Dawson

Atriz diz que odeia treinar, mas que malharia todo dia pela ex-jedi
NICO GARÓFALO

Estrela de AhsokaRosario Dawson definiu a ex-jedi como o papel mais fisicamente exigente de sua carreira. Em entrevista à Vanity Fair, a atriz afirmou que a personagem “não se cansa” e que, embora não ela não goste de treinar no dia a dia, ela “malharia diariamente” para poder dar vida à protagonista.

Não posso interpretá-la como uma humana. Ela é uma alienígena incansável. É precisa. Uma mestra. É um desafio para mim chegar e demonstrar isso”, contou Dawson, que tem trabalhado para entregar um retrato que honre o legado de Ahsoka. “Sou muito fã dela e não quero assistir e ficar tipo ‘cara, a mão da Ahsoka tá tremendo um pouco aqui”.

Ahsoka, obviamente, é centrada em Ahsoka Tano (Rosario Dawson), personagem que fez sua primeira aparição live-action na segunda temporada de The Mandalorian, no ano passado. A produção terá roteiro de Dave Filoni, criador da personagem-título, que estreou na franquia de George Lucas na animação The Clone Wars.

Além de Dawson, Ahsoka contará também com Hayden ChristensenMary Elizabeth WinsteadNatasha Liu Bordizzo Ivanna Sakhno.

Ainda não há previsão de estreia.

Sob ordens do Talibã, afegãs cobrem o rosto para ir ao ar na TV

Regime fundamentalista vem impondo restrições para mulheres fazerem atividades em público

Mulher com véu preto que cobre o cabelo, boca e nariz em frente a fundo azul
A apresentadora da Tolo News Thamina Usmani cobre seu rosto no estúdio da emissora em Cabul – Wakil Kohsar – 22.mai.22/AFP

CABUL | AFP – Apresentadoras de diferentes canais de TV do Afeganistão começaram neste domingo (22) a cobrir o rosto para ir ao ar, obedecendo às ordens do regime do Talibã.

Desde que retomaram o poder no país asiático em agosto, após a retirada das tropas ocidentais lideradas pelos Estados Unidos, os talibãs impuseram uma série de restrições à sociedade civil, muitas delas direcionadas a mulheres.

No início do mês, o chefe supremo do Talibã emitiu uma ordem para que as mulheres se cobrissem por inteiro para sair em público, idealmente vestindo a tradicional burca. Até então, panos que cobrissem o cabelo já bastavam.

O Ministério da Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício recorreu a ameaças para garantir que as apresentadoras de TV do país passassem a cobrir o rosto a partir deste domingo. Até a véspera, as profissionais de imprensa seguiam expondo o rosto.

Neste domingo, apresentadoras dos canais Tolo News, Ariana Television, Shamshad TV e 1TV acataram a decisão e apareceram no ar com máscaras, deixando apenas os olhos expostos.

“Nós resistimos, somos contra o uso [do véu completo]”, disse à agência de notícias AFP Sonia Niazi, apresentadora da Tolo News. “Mas a emissora sofreu pressões, [os talibãs] disseram que qualquer apresentadora que aparecesse na tela sem cobrir o rosto deveria ser deslocada para outra função.”

“Seguiremos nossa luta usando nossa voz. Serei a voz de outras mulheres afegãs”, afirmou a âncora após apresentar o jornal. “Vamos trabalhar até que o emirado islâmico nos retire do espaço público ou nos obrigue a ficar em casa.”

Lima Spesaly, apresentadora da 1TV, foi na mesma linha e, alguns minutos antes de entrar no ar com o rosto coberto, disse: “Vamos continuar com nossa luta até o último suspiro”.

O diretor da Tolo, Khpolwak Sapai, afirmou que o canal havia sido obrigado a reforçar a ordem a suas profissionais. “Ontem [sábado] me telefonaram e me disseram em termos estritos que acatássemos a regra. Portanto, não o fazemos por escolha própria, fomos obrigados.”

Ao longo do dia, os homens que trabalham no escritório da Tolo News em Cabul cobriram o rosto em solidariedade às apresentadoras. E, à noite, apresentadores do canal e da 1TV foram ao ar usando máscaras pretas, numa forma de protesto.

O porta-voz do Ministério da Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício, Mohamad Sadeq Akif Mohajir, afirmou que as autoridades não tinham a intenção de obrigar as apresentadoras a deixar seu emprego. “Estamos felizes que os canais exerceram corretamente a sua responsabilidade”, disse à AFP.

Funcionárias públicas que desrespeitarem a ordem de cobrir o rosto correm o risco de serem demitidas.

Antes das ordens de vestimenta, o Talibã já havia proibido as afegãs de viajarem desacompanhadas e imposto a separação de meninas e meninos nas escolas.

Assim, o grupo radical vai abandonado o discurso de moderação adotado quando retomou o poder no ano passado e restabelecendo restrições que vigoravam durante o primeiro período em que governo o Afeganistão, entre 1996 e 2001.

As lições de vida que aprendemos com Naomi Campbell

No dia em que o ícone da moda comemora 52 anos, elencamos 5 dos seus maiores ensinamentos
ALEX KESSLER – VOGUE INTERNATIONAL

Naomi Campbell (Foto: Divulgação)

Ícone da moda, Naomi Campbell tem mais de três décadas e meia de carreira ilustre e duradoura, e hoje (22.05) completa 52 anos. Lenda viva, trabalhou e cultivou amizades com fotógrafos, estilistas, stylists e maquiadores que moldaram a indústria. Para celebrar esta data, listamos as 5 lições que aprendemos com a supermodelo em sua série do YouTube (apropriadamente intitulada ‘No Filter’), que tem uma lista estrelada de convidados, como Anna Wintour, Christy Turlington, Marc Jacobs, Pierpaolo Piccioli, Akut Adut, Ashley Graham e Nicole Richie. Descubra abaixo. 

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Anna Wintour e Naomi Campbell (Foto: Reprodução)

Aqui, algumas lições que aprendemos com as conversas de Campbell no No Filter até o momento.

1. Você pode escolher sua família

Ao longo dos anos, Naomi estabeleceu muitos relacionamentos significativos na indústria da moda e além – “a família escolhida por ela”. Seu vínculo pai-filha com o falecido designer Azzedine Alaïa a levou a chamá-lo de ‘papai’, enquanto Nelson Mandela era seu ‘avô’. Agora Campbell é uma espécie de mãe – ela refere-se amorosamente à modelo Adut Akech como sua “filha bebê”, chegando ao ponto de dizer que “procurou em todo o mundo encontrá-la”.

Como Marc Jacobs disse a Campbell quando era convidado no No Filter: “Estou muito entusiasmado com a ideia de “família que você escolheu” porque não tinha esse relacionamento com minha família de nascimento, mas tenho com você e nosso grupo de amigos. Isso não significa que a gente precise se ver todos os dias, mas sabe quando precisa aparecer e estar lá. E você aparece e está lá.

2. Peça o que você merece – você pode fazer história

Quando Campbell e Ashley Graham discutiram a capa da Sports Illustrated de 2016 estrelada por Ashley (a primeira a trazer na capa uma modelo de tamanho 16 americano), Campbell contou uma história semelhante de 1988, quando se tornou a primeira modelo negra a estrelar a capa da Vogue Paris.

No ano seguinte, Campbell conseguiu a cobiçada capa de setembro da Vogue americana – novamente, a primeira modelo negra a ocupar tal espaço. Era a primeira edição de setembro (a mais importante do ano) de Anna Wintour como diretora – e Wintour lembra como ela se recusou a ceder quando seus superiores questionaram sua decisão: “Eu apenas pensei: ‘Esta é uma garota fantástica, a modelo do momento, E fizemos história juntos, então muito obrigada.”

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Ashley Graham e Naomi (Foto: Reprodução)

3. Sempre defenda grandes talentos

Enquanto Campbell compartilha boas lembranças de suas filmagens com os lendários Irving Penn e Richard Avedon, bem como Herb Ritts e Peter Lindbergh, ela também usa sua plataforma para apoiar talentos emergentes, como os fotógrafos Campbell Addy e Tyler Mitchell e o designer nigeriano Kenneth Ize.

Campbell e Wintour discutiram o brilho dos tecidos de Ize e o senso de comunidade criativa. “O único desfile que fiz na última semana de moda de Paris foi o de Kenneth”, conta Campbell. Ela também elogia Pierpaolo Piccioli, de Valentino, não apenas pela beleza de seus desenhos, mas também pela diversidade de seus castings. “Chorei apenas duas vezes na passarela ao longo da minha vida, e o desfile de alta-costura para o verão 2019 da Valentino foi uma delas.”

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Adut Akech e Naomi (Foto: Reprodução)

4. O autocuidado é a chave para o bem-estar mental

Se você é um dos 9 milhões de seguidores do Instagram de Campbell, já reparou que ela se exercita diariamente. “Eu preciso fazer isso por minha própria mente, sabia?” Quando ela recebeu as irmãs campeãs de tênis Venus e Serena Williams no programa, elas discutiram seus planos para a semana juntas: “Então, temos um treino na quinta-feira e na sexta darei uma espiadinha em você com um mocktail”, disse Naomi.

Como uma alternativa a visitar seu massagista ou quiroprata, Campbell toma banhos com uma mistura de ingredientes à noite. A receita? “Sais Epsom de lavanda, sal kosher e uma xícara de vinagre de maçã”, explica.

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Cindy Crawford e Naomi (Foto: Reprodução)

5. Abrace sua história e avance

Tanto Campbell quanto seus convidados usaram alguns dos seus minutos no programa para clamar por mudanças. Esforços notáveis ​​incluem: o Vogue/CFDA fashion fund para a Covid-19, A Common Thread, anunciado por Anna Wintour em março; Diddy prometeu US $ 1 milhão para abrir uma nova escola no Bronx; a organização sem fins lucrativos de saúde materna de Christy Turlington, Every Mother Counts; e Adut Akech – uma ex-criança refugiada – que falou sobre seu trabalho com a agência de refugiados das Nações Unidas UNHCR. A própria Campbell, enquanto isso, é a porta-voz da instituição de caridade Fashion For Relief, que arrecada dinheiro para causas ambientais e humanitárias.

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Marc Jacobs e Naomi (Foto: Reprodução)

6. Seja o melhor amigo possível, especialmente nas horas mais sombrias

Ao relembrar o início de sua carreira de modelo, Campbell declarou sua gratidão a Christy Turlington: “Você falou de mim para Steven Meisel, me apresentou a Gianni Versace … Você apenas se colocou na linha de frente.” Jacobs e o diretor Lee Daniels foram transparentes sobre a recuperação do vício, com Daniels elogiando Campbell por seu papel fundamental na recuperação dele. “Você me deixou sóbrio”, disse ele.