OTRURA | Spring Summer 2022 | Full Show

OTRURA | Spring Summer 2022 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Mercedes-Benz Fashion Week Madrid/IFEMA) #OTRURA #MBFWMadrid #SS22

Terry Devine-King – Overexposed
Bob Bradley – To The Future/Ten Bob Millionaire

Isaac Silva I SPFW53

Assista ao desfile de Isaac Silva no encerramento do SPFW

Isaac Silva encerra SPFW com festa LGBTQIA+ e show de drag queens lendárias

Último dia de desfiles em São Paulo ainda teve moda artesanal de luxo da baiana Ateliê Mão de Mãe
Pedro Diniz

Desfile da grife Isaac Silva na 53ª edição do São Paulo Fashion Week, no Komplexo Tempo
Desfile da grife Isaac Silva na 53ª edição da São Paulo Fashion Week, no Komplexo Tempo – Isaac Fontana/CJPRess/Folhapress

SÃO PAULO – As últimas horas do sábado reservaram à 53ª São Paulo Fashion Week um encerramento como há muito não se via. Numa edição que escancarou a tensão política do país, o estilista baiano Isaac Silva levou ao Komplexo Tempo, na zona leste, um desfile de drag queens, transexuais e travestis em torno de uma coleção que homenageou Marcia Pantera.

Ícone da noite gay paulistana dos anos 1990, ela iniciou a apresentação com uma performance potente em que dublou hits de boate e, em seguida, abriu caminho para várias artistas que fazem shows pelas casas de São Paulo, entre elas Silvetty Montilla e Bianca Della Fancy.

Ao fundo, a bandeira do orgulho LGBTQIA+, comemorado neste mês de junho, flamejava nos telões instalados no galpão que recebeu a semana de moda.

A performance era só o primeiro ato do desfile Panterona do Brasil, que, além de reverenciar Marcia Pantera, fez paralelo com o movimento dos Panteras Negras e à primeira mulher-gato negra da TV, a atriz Eartha Kitt, morta em 2008.

Paulatinamente, nomes importantes do movimento negro nacional e da pauta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+, como a cantora Majur, a vereadora Erika Hilton, a modelo Rita Carrera, a diretora do Instituto Identidades do Brasil, Luana Génot, e a ex-BBB e médica Thelma Assis, entraram no espaço da passarela vestidas com a moda pop de Silva.

Ele retirou da imagem da pantera as estampas que forraram looks de inspiração urbana, vestidos amplos adaptáveis para qualquer corpo e uma série de roupas com brilho prateado para refletir a luz das pistas de dança.

Várias peças da coleção foram produzidas com fios naturais, como linho, algodão e cânhamo, essa última uma fibra retirada da espécie Cannabis sativa e fiada pela tecelagem Vicunha, um recado de Silva para a produção de uma moda mais sustentável.

O final da apresentação foi uma espécie de grande celebração contra o preconceito, unindo todas essas pautas sob a mesma bandeira, estendida pelos modelos e pelas celebridades que desfilaram ali para dar o último passo dessa temporada enxuta, mas cheia de momentos de representatividade.

Antes do estilista apresentar a coleção, outra grife baiana, a Ateliê Mão de Mãe, exibiu um trabalho minucioso de crochetaria para vitrines de luxo, provando que há mais moda acontecendo fora das arestas do eixo Rio-São Paulo do que se supõe.

Patrick Fontoura e Vinicius Santana ampliaram o repertório de sua grife, aplicando a seda ao trabalho manual de crochê e lançando peças de tweed que, no conjunto, retiram da coleção a imagem excessivamente artesanal.

A dupla à frente da marca, um dos destaques da plataforma de aceleração para etiquetas nordestinas, a Nordestesse, olhou para o trabalho da comunidade de artesãos de Maragogipinho, no Recôncavo Baiano. De lá, tirou também a cartela de tons terrosos e a paleta do céu em diferentes fases do dia.

Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia
Isaac Silva _ SPFW N53_ – Komplexo Tempo- 04/06/2022 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
Fotos: Marcelo Soubhia

Bilheteria EUA: Top Gun: Maverick, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, Bob’s Burger: O Filme, Os Caras Malvados, Downton Abbey 2: Uma Nova Era

Novo longa de Tom Cruise manteve bons resultados

Top Gun: Maverick continua voando nas bilheterias americanas. A continuação do clássico dos anos 1980 arrecadou US$ 86 milhões nos cinemas em seu segundo fim de semana, em um resultado impressionante. 

Ao todo, Maverick fez US$ 291 milhões nas bilheterias domésticas até agora, consolidando a posição do longa como o maior sucesso do astro Tom Cruise nos Estados Unidos

O filme ainda teve uma queda de apenas 52% em relação à sua semana de estreia — a menor queda de bilheteria para um longa que estreou no feriado americano do Memorial Day. 

O novo Top Gun mostra o Maverick de Tom Cruise como mentor de uma nova geração de pilotos, que luta para se manter necessária em um mundo recheado de drones. Joseph Kosinski, que dirigiu Cruise em Oblivion (2013), assina o filme.

Ranking

A segunda posição das bilheterias norte-americanas ficou com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Bem distante de Maverick, o filme da Marvel arrecadou US$ 9,2 milhões em sua quinta semana em cartaz. 

Em terceiro Bob’s Burger: O Filme US$ 4.5, seguido por Os Caras Malvados US$ 3.3, em quarto.

Fechando o top 5 Downton Abbey 2: Uma Nova Era US$ 3.0

Fintechs estrangeiras chegam ao Brasil para disputar espaço com o Nubank

Britânica Revolut e a alemã N26 devem começar a operar no País no 2º semestre, e prometem inovações como a possibilidade de uma conta global
Lucas Agrela, O Estado de S.Paulo

Fintech
Glauber Mota, da Revolut, diz que País não tem boas soluções de câmbio para viagem, recurso considerado ponto forte da fintech Foto: Werther Santana/Estadão

Após o Nubank conquistar mais de 50 milhões de clientes, fintechs do exterior abriram os olhos para o Brasil. É o caso de dois gigantes do setor na Europa que têm o País na mira e devem começar a atuar aqui nos próximos meses: Revolut e N26. Serão as primeiras grandes fintechs de fora a disputar o mercado com as startups brasileiras. 

A Revolut é a maior delas, avaliada em US$ 33 bilhões e com mais de 15 milhões de clientes em 35 países. Fundada no Reino Unido, a empresa anunciou sua chegada ao Brasil a partir do segundo semestre deste ano. 

No mesmo período, a alemã N26 também deve finalmente iniciar suas operações. Será a segunda tentativa da empresa de entrar no mercado brasileiro – ela “ameaçou” chegar ao País em 2019, mas acabou desistindo em 2020, diante da pandemia de covid-19. O movimento não é incomum para a empresa, que se retirou recentemente dos EUA. 

Tanto a Revolut quanto a N26 vão atuar no Brasil, inicialmente, como fintechs de crédito. Sendo assim, podem oferecer conta de pagamentos, cartão de crédito e financiamentos com recursos próprios. Com o tempo, ambas planejam ampliar o escopo de serviços – e não descartam aquisições. 

O foco inicial, porém, é no crescimento com recursos próprios, obtidos com fundos de capital de risco. Segundo dados da plataforma de informações financeiras Crunchbase, as duas empresas já captaram US$ 1,7 bilhão cada. Porém, o valor ainda é menos da metade dos US$ 3,9 bilhões recebidos pelo Nubank durante a fase anterior à abertura de capital.

As fintechs gringas chegam ao País em um momento delicado para o Nubank, que abriu capital em dezembro de 2021. Passado o sucesso do IPO, que levou a empresa a ser brevemente o maior banco da América Latina, hoje o neobanco é negociado a menos da metade do pico de valorização na Bolsa. 

Além do Nubank, Revolut e N26 terão muita competição no mercado brasileiro, como o Banco InterC6 BankNeon e Original. A competição também vem dos grandes bancos, com o iti, do Itaú, e o Next, do Bradesco, além da conta digital do BTG Pactual.

“Vimos muitas startups nascendo no Brasil indo para o exterior. Essas empresas fazem o caminho contrário, e chegam com grande faturamento e muita tecnologia. São pesos-pesados que dependem menos do momento do País, enquanto a taxa de juros mais alta afeta a capitalização das empresas brasileiras”, afirma Arthur Igreja, especialista em inovação e professor convidado da FGV

Conta global  

Com bilhões de dólares em caixa, as duas fintechs chegam ao Brasil em um cenário macroeconômico desafiador, com inflação e taxa de juros altas, que reduz o poder de compra do brasileiro e requer maior controle das finanças. As empresas dizem olhar para o Brasil com visão de longo prazo e se propõem a oferecer aplicativos para celular que ajudam a organizar os gastos e a melhorar a relação com o dinheiro. 

Os caminhos que as empresas pretendem seguir são ligeiramente diferentes. Enquanto a Revolut tem a ambição de conquistar o consumidor que deseja ter uma conta global que permita a gestão de ativos como dólar, euro, criptomoedas, entre outros, o N26 é mais focado na gestão dos gastos do dia a dia.

“No contexto mundial, a Revolut quer ser um superapp financeiro. A América Latina ainda estava fora da operação principal, e agora Brasil e México entraram no radar da empresa. Nossa proposta é levar facilidade e acesso a soluções financeiras, independentemente do cenário econômico do País. No Brasil, temos um mercado muito disputado por fintechs, mas não ainda com as melhores soluções”, diz Glauber Mota, presidente da Revolut no Brasil.

Egresso do BTG Pactual, o executivo acredita que o País não tem, por exemplo, boas soluções de câmbio para viagem – recurso que considera como ponto forte da Revolut.

Lista de espera

Após chegar a anunciar o desembarque no Brasil em 2019 e depois voltar atrás, o N26 está agora em fase avançada de testes para iniciar sua atuação País. Com uma lista de espera de mais de 200 mil clientes, cerca de 2 mil pessoas participam de um teste dos serviços financeiros da companhia. No mundo, a empresa tem mais de 7 milhões de clientes.

Fintech
Eduardo Prota, da N26, diz que muitos ainda gastam mais do que ganham e não gostam de pensar em dinheiro Foto: JF Diorio/Estadão

“A primeira geração de fintechs melhorou a relação do consumidor com os bancos. Mas ainda falta melhorar a relação do brasileiro com o dinheiro. Muitos ainda gastam mais do que ganham e nem gostam de pensar em dinheiro. Queremos resolver isso”, afirma Eduardo Prota, presidente do N26 no Brasil. 

O N26 também prepara uma solução para orientar decisões financeiras, como a alocação de investimentos, retomando de forma digital a figura do gerente bancário – mas sem estimular a contratação de produtos e serviços que não façam sentido apenas para cumprir metas. “Queremos oferecer serviços financeiros com suporte para tomar as melhores decisões”, diz Prota.

O mercado em potencial para fintechs como Nubank, Revolut e N26 ainda é grande. De acordo com pesquisa feita pela consultoria Accenture em parceria com o N26, uma em cada cinco pessoas que são clientes de bancos e seguros tem conta em um banco digital no mundo, totalizando 450 milhões de clientes. A estimativa é de que esse número teria potencial para ser triplicado nos próximos anos. 

“As pessoas seguem uma tendência de usar vários bancos, nem que seja para testar qual será o banco principal no futuro. A barreira de entrada para abrir uma conta é mínima. Não é mais preciso ir até uma agência, e os custos foram reduzidos ou extintos. Mas o ambiente competitivo para as fintechs é muito mais acirrado do que há cinco ou dez anos”, diz o analista Pedro Leduc, do Itaú BBA.

Space Funk and Cosmic Jazz Beats with Micaela Grei

Micaela Grei is a dedicated selector and half of the Loose Leaf Collective. Her music is simply about beauty in difference. There is no genre restriction here and Loose Leaf go far and wide to bring mind-expanding jazz, enthralling fusion work and outstanding instrumentals to their listeners. Although most of her sound stems from her time spent living in brazil, her set centres around acid jazz, mo wax and many gems released under Gilles Peterson. so welcome to space funk and cosmic jazz beats as coined by Time Warp Records circa 1999.

Micaela Grei é uma seletora dedicada e metade do Loose Leaf Collective. Sua música é simplesmente sobre beleza na diferença. Não há restrição de gênero aqui e o Loose Leaf vai longe para trazer jazz que expande a mente, trabalho de fusão fascinante e instrumentais excelentes para seus ouvintes. Embora a maior parte de seu som venha de seu tempo morando no Brasil, seu set gira em torno de acid jazz, mo wax e muitas preciosidades lançadas sob Gilles Peterson. então bem-vindo ao funk espacial e ao jazz cósmico, cunhado pela Time Warp Records por volta de 1999.

Cameras:

SPFW N53 em vídeo: um olhar alternativo e glamoroso dos desfiles. Play!

Confira em detalhes as coleções do SPFW em vídeos exclusivos da Vogue feitos nos bastidores dos desfiles da temporada.
RENATA GARCIA (@RENATAGARCIAC)

SPFW N53 em vídeo: um olhar alternativo e glamoroso dos desfiles. Play! (Foto: Vogue Brasil)

SPFW que você só vê na Vogue: direto dos bastidores da edição N53 da semana de moda paulistana, o site mostra o melhor da temporada em vídeos divertidos e repletos de glamour feitos pelas lentes de Carlos Queirozi. 3, 2, 1… Play!

SPFW EM MOVIMENTO (Foto: Divulgação/ Reprodução)
SPFW N53 em vídeo: um olhar alternativo e glamoroso dos desfiles. Play! (Foto: Vogue Brasil)
SPFW N53 em vídeo: um olhar alternativo e glamoroso dos desfiles. Play! (Foto: Divulgação)
SPFW N53 em vídeo: um olhar alternativo e glamoroso dos desfiles. Play! (Foto: Divulgação)

Em busca de ocupar a cidade de São Paulo, os desfiles presenciais foram realizados entre o Senac Lapa Faustolo (período da tarde) e o Komplexo Tempo, na Mooca (período da noite). Algumas marcas também elegeram suas próprias locações externas, como o Museu de Arte Brasileira (MAB FAAP), o Teatro FAAP e o Hotel Rosewood.  

SPFW N53 em vídeo: um olhar alternativo e glamoroso dos desfiles. Play!  (Foto: Vogue Brasil)
SPFW N53 em vídeo: um olhar alternativo e glamoroso dos desfiles. Play! (Foto: Vogue Brasil)

Vídeo: @carlosqueirozi
Coordenação digital: @renatagarciac e @laisfranklin
Assist. vídeo: @naapazz
Montadora: @vegabnvs

‘Pessoas antivacina fizeram minha dor viralizar’, relata Amanda Makulec que perdeu filho durante a pandemia

Há um custo humano para a desinformação e muita gente ganhando dinheiro com isso
Por Amanda Makulec

Amanda Makulec engravidou durante a pandemia e perdeu seu filho com três meses de vida. Negacionistas usaram sua perda para questionar eficácia das vacinas e a chamaram de assassina.
Amanda Makulec engravidou durante a pandemia e perdeu seu filho com três meses de vida. Negacionistas usaram sua perda para questionar eficácia das vacinas e a chamaram de assassina.  Foto: Greg Kahn para o The New York Times

THE NEW YORK TIMES – LIFE/STYLE – Eu fui uma das muitas mulheres que tiveram um bebê na pandemia. Poucas pessoas me viram grávida, e menos ainda conheceram meu segundo filho, ou conhecerão. Em setembro de 2021, com apenas 3 meses de idade, meu filho morreu. Ele foi um dos bebês mais felizes e de olhos brilhantes que conheci e passou todos os dias de sua curta vida amado e adorado.

No dia em que isso aconteceu, compartilhei a notícia de sua perda em um breve post no Twitter. O impulso de compartilhar era de proteção. Como alguém ativa nas redes sociais, queria evitar a pergunta inevitável de amigos e conhecidos: como está seu bebê?

Em um dia, um estranho revisou meus tuítes antigos e encontrou a confirmação de que eu havia sido vacinada contra a covid-19 durante a gravidez. Essa pessoa criou uma imagem dos meus tuítes lado a lado: uma de julho onde compartilhei meu alívio por ter sido vacinada durante a gravidez e outra de setembro com a história da minha perda. Um estranho escreveu “segura … e eficaz” ao lado das capturas de tela, sugerindo que minha vacinação na gravidez causou a morte do meu filho. A implicação captada nesta imagem, que perdura em vários cantos da internet, é uma mentira: a autópsia não mostrou nenhuma ligação entre a morte do nosso filho e quaisquer vacinas.

Perder um filho é um dos maiores medos dos pais; parece insondável até você se encontrar nessa terrível minoria estatística. No entanto, a resposta imediata de muitas pessoas ao falso enquadramento de nossa história muitas vezes não foi de conforto, mas perguntas sobre o que eu fiz para causar uma tragédia tão terrível.

Eu não esperava que o momento de minha mais profunda tristeza e dor fosse armado contra mulheres grávidas e vacinas que poderiam protegê-las das piores consequências da covid-19. A justaposição das duas imagens parecia uma violação do espaço que meu marido e eu precisávamos para sofrer. Misturados aos e-mails com condolências, havia mensagens como: “Você sabia que está no Reddit?” A apropriação indevida de nossa perda me deixou com raiva. A percepção de que as pessoas ainda podem ver pedaços da minha história e serem influenciadas em suas escolhas de saúde dói, tanto como mãe quanto como profissional de saúde pública. O custo humano dessa desinformação continua.

Dediquei minha carreira à criação de visualizações responsáveis de dados de saúde pública. Escrevi e falei sobre como é fundamental tornar os dados da covid-19 claros e compreensíveis, especialmente considerando como é fácil ser influenciado por experiências pessoais ou anedotas online. É por isso que ver nossa perda deturpada com tanta ousadia, além de divulgada tão amplamente, para promover outras agendas, foi tão doloroso.

Eu me senti frustrada porque parecia haver pouco que eu pudesse fazer para impedir a propagação das mentiras. Também senti profunda tristeza pelas mulheres grávidas que podem ter visto o relato enganoso da morte de nosso filho e sentiram medo e hesitação em relação à vacinação em um momento em que eram mais propensas a adoecer de covid.

No outono (setentrional) do ano passado, os dados populacionais do V-safe, um verificador de saúde pós-vacinação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, e outros estudos mostraram esmagadoramente os benefícios da vacinação durante a gravidez. Dados mais recentes indicaram que ter covid-19 durante a gravidez aumenta o risco de parto prematuro ou natimorto; outros estudos mostraram que ser vacinada não aumenta o risco de resultados negativos para a mãe ou o bebê. Apesar da vacinação ser segura para mulheres grávidas, elas foram subvacinadas no início da pandemia em comparação com a população em geral.

Há toda uma economia digital dedicada à disseminação de informações falsas convincentes. Histórias parecem mais pegajosas do que gráficos. As mídias sociais permitem uma rápida amplificação e compartilhamentos, enquanto os sites preservam histórias e anedotas em páginas com curadoria. Nas semanas após a morte de nosso filho, um colega e outras pessoas gentilmente monitoraram minhas contas de mídia social para limitar minha exposição ao ódio e ao assédio. Eles relataram e documentaram comentários quando valiam a pena, enquanto outros trabalharam para retardar a propagação da mentira e denunciar casos de bullying. O proprietário de um site com quem entramos em contato com uma solicitação para remover a postagem de um blog respondeu que nunca aceitaria isso. Ele nos disse que a maioria dos leigos “não entende o trabalho que envolve a criação de conteúdo”. As pessoas estavam ganhando dinheiro com aquela imagem, por meio de cliques e compartilhamentos, enquanto nós tínhamos recursos limitados.

Afastar-se das mídias sociais foi a escolha certa na época, mas também senti falta das mensagens de apoio, amor, condolências e empatia, principalmente de outros pais que perderam bebês.

Meses após esse calvário, li mais de 400 capturas de tela. Enquanto uma grande parte dos comentários me chamou de “assassina” ou “mãe mais burra de todos os tempos”, muitos outros continham perguntas sobre os detalhes de nossa perda ou afirmavam que essa história validava seu ceticismo em relação à vacina.

Essa atribuição de culpa para explicar a perda parece ter se tornado mais comum nos últimos dois anos. Em uma matéria de abril para o The Atlantic, Ed Yong escreveu sobre os muitos americanos que perderam seus entes queridos para a covid. Ele observou uma constante em particular: muitas vezes, quando os enlutados contavam aos outros sobre sua perda, recebiam perguntas como: Eles foram vacinados? Eles tinham uma condição pré-existente?

Em uma época cheia de incógnitas, as pessoas buscam explicações sobre por que coisas terríveis acontecem e também para se assegurar de que a tragédia de uma pessoa não poderia acontecer com elas. Mas fazer isso com um desrespeito cruel à verdade, como foi feito com minha família, é uma nova norma inaceitável que é reforçada quando as pessoas pedem e compartilham informações sem pensar criticamente sobre isso. Se alguém já tem dúvidas sobre a segurança de uma intervenção médica, como uma vacina, ouvir falar de uma mulher vacinada na gravidez cujo bebê morre mais tarde pode criar um ciclo vicioso de uma confirmação infundada.

Preciso acreditar que o mundo não está cheio de pessoas ansiosas para criar mais dor para alguém enlutado, apesar das evidências contrárias que vi.

Amanda Makulec

Talvez as pessoas estivessem procurando se confortar me culpando, como se a perda inesperada não acontecesse todos os dias. Talvez se sintam inquietas com a incerteza em torno das mudanças nas recomendações sobre a pandemia, então elas querem achar um vilão fácil, como as vacinas ou a Big Pharma. Talvez sentissem que estavam amplificando uma história não contada que as pessoas precisavam ouvir, sem considerar se os envolvidos tinham algo a dizer ou se aquilo era verdade.

A internet e as mídias sociais são espaços onde muitos de nós encontramos comunidade e conexão, tanto pessoal quanto profissionalmente. Como alguém que pensa profundamente sobre como as pessoas consomem informações, meu conselho para aqueles que querem impedir a disseminação de desinformação é fazer uma pausa e avaliar antes de se envolver e compartilhar. Pergunte: Quem fez esse conteúdo e por quê? Anedotas que vão contra dados concretos, particularmente sobre tópicos voláteis como segurança de vacinas, são frequentemente usadas para promover desinformação. É ainda mais importante ler essas histórias com uma lente crítica.

No contexto de eventos globais, ser tanto um leitor consciente como retuitar de forma consciente pode retardar a disseminação dessa desinformação. Fazer isso pode organizar nossos feeds sociais para abrir espaço para a verdade e também salvar uma família enlutada de dor e sofrimento adicionais.

Lembre-se, há pessoas reais em jogo. /TRADUÇÃO LÍVIA BUELONI GONÇALVES

Balenciaga lança campanha de outono 2022 estrelada por Bella Hadid e Aya Nakamura

por Anna Barr

A campanha de outono de 2022 da Balenciaga continua de onde sua apresentação, “ The Lost Tape ”, criou imagens estáticas e em movimento inspiradas em outra era para hoje. Fotografada pela artista britânica Nadia Lee Cohen, a primeira edição da campanha multissérie traz a modelo Bella Hadid, seguida pela cantora Aya Nakamura e pelos modelos Kit Butler, Zuo Chen, Abdou Diop, Inti Wang e Lina Zhang. Filmadas em um cenário sem costura, suas poses fazem referência à natureza provocativa da publicidade do início dos anos 1990.