Apple Store em Glasgow vai em direção à sindicalização

Apple Store em Glasgow vai em direção à sindicalização

Como mostrou o jornal Glasgow Times, trabalhadores da Apple Store da rua Buchanan, em Glasgow (Escócia), afiliaram-se ao sindicato GMB Scotland e entraram com um pedido de reconhecimento voluntário de sindicato direcionado à Apple.

Segundo a lei do Reino Unido, como lembrou o iMore, empregados que desejem formar um sindicato precisam solicitar o reconhecimento voluntário do empregador. A empresa, então, pode aceitar ou recusar o pedido, embora ainda possa negociar com os funcionários sem reconhecer a sindicalização. É necessário haver 10% de adesão e maioria dentre esses, o que o GMB afirma ter. A Apple terá dez dias úteis para responder a requisição.

Funcionários ouvidos pelo Glasgow Times afirmaram não serem ouvidos pela Apple. Existe um fórum de membros da equipe, mas diz-se que as reclamações expostas são ignoradas. “É uma conversa unidirecional. Precisamos de nossos representantes e de uma voz adequada para mudar as coisas”, disse um trabalhador anônimo.

São solicitados aumentos no salário, que é atualmente de £12 por hora (cerca de R$70) — lembrando da questão da crise no custo de vida por que o Reino Unido passa e os altos lucros da Apple. Além disso, também foram explicitadas reclamações sobre o horário de trabalho e transparência, no sentido de que os funcionários estariam sendo desencorajados a conversar sobre o valor de seus pagamentos.

“A Apple fala a língua da justiça social, mas na prática é a mesma história de salário baixo, turnos injustos e falta de respeito”, disse John Slaven, representante do GMB. O sindicato afirmou que outras lojas no país também estão buscando se associar, o que corresponde a uma tendência também vista em nações como os Estados Unidos.

No mês passado, uma Apple Store em Atlanta adiou uma eleição para decidir sobre a sindicalização. Foram alegadas táticas que desencorajariam a ação por parte da Apple, além da situação da COVID-19 e um aumento recente de salários na loja. A chefe do varejo da Maçã, Deirdre O’Brien, já discursou contra sindicatos em um vídeo, de modo que o assunto é algo pouco aceito pela empresa.

A resposta da gigante de Cupertino foi exatamente a mesma já dada em outros casos no mesmo tema. “Somos felizes em ter membros do time de varejo incríveis e valorizamos profundamente o que eles proporcionam à Apple.” Também são lembrados benefícios dados aos funcionários, como plano de saúde e licença maternidade/paternidade paga.

Bom, vamos ver qual será a reação da Maçã ao pedido da Apple Store em Glasgow e dos que ainda virão! [MacMagazine]

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