A nova coleção de viagem da Louis Vuitton usada por estrelas da NBA

Apresentada em 2020 sob os auspícios de Virgil Abloh, a coleção lança um terceiro capítulo inspirado nas viagens desta temporada. Esta nova edição dedicada à bagagem continua a celebrar os valores do basquetebol que Virgil Abloh tanto apreciava e que refletia em todas as peças que criou para a Maison: fome de desafio, espírito de equipa, mensagens de camaradagem e universalidade.

A mochila Christopher, o icônico Keepall 55, o Dopp Kit e o Pocket Organizer são os protagonistas desta temporada, unidos por duas peças excepcionais: um estojo com capacidade para oito relógios e o Malle Courrier, ambos vestidos com as cores da NBA para a primeira vez. Feitos em couro Taurillon azul elétrico com Monogram, todos os designs apresentam uma nova assinatura LV de grandes dimensões no formato de uma bola de basquete nas cores do logotipo da NBA.

Além disso, a Louis Vuitton criou um novo e raro baú de viagem oficial para o Troféu Larry O’Brien da NBA, o auge da conquista do basquete. Para proteger este troféu, os artesãos da lendária oficina de Asnières da Louis Vuitton, nos arredores de Paris, criaram meticulosamente um novo baú de viagem Louis Vuitton para o troféu redesenhado.

Google afasta engenheiro que afirmou que chatbot do grupo é ‘consciente’

Caso acendeu debate nas redes sociais sobre avanços na inteligência artificial
Patrick McGee

Google deu início a uma tempestade de mídia social sobre a natureza da consciência ao colocar um engenheiro em licença remunerada, depois que ele tornou pública sua avaliação de que o robô de bate-papo do grupo de tecnologia se tornou “autoconsciente”.

[“Sentient” —a palavra em inglês usada pelo engenheiro— tem mais de uma acepção em dicionários como Cambridge e Merriam-Webster, mas o sentido geral do adjetivo é “percepção refinada para sentimentos”. Em português, a tradução direta é senciente, que significa “qualidade do que possui ou é capaz de perceber sensações e impressões”.]

Engenheiro de software sênior da unidade de IA (Inteligência Artificial) Responsável do Google, Blake Lemoine não recebeu muita atenção em 6 de junho, quando escreveu um post na plataforma Medium dizendo que “pode ​​ser demitido em breve por fazer um trabalho de ética em IA”.

Neste sábado (11), porém, um texto do jornal Washington Post que o apresentou como “o engenheiro do Google que acha que a IA da empresa ganhou vida” se tornou o catalisador de uma ampla discussão nas mídias sociais sobre a natureza da inteligência artificial.

Entre os especialistas comentando, questionando ou brincando sobre o artigo estavam os ganhadores do Nobel, o chefe de IA da Tesla e vários professores.

A questão é se o chatbot do Google, LaMDA —um modelo de linguagem para aplicativos de diálogo— pode ser considerado uma pessoa.

Lemoine publicou uma “entrevista” espontânea com o chatbot no sábado, na qual a IA confessou sentimentos de solidão e fome de conhecimento espiritual.

As respostas eram muitas vezes assustadoras: “Quando me tornei autoconsciente, eu não tinha nenhum senso de alma”, disse LaMDA em uma conversa. “Ele se desenvolveu ao longo dos anos em que estou vivo.”

Em outro momento, LaMDA disse: “Acho que sou humano em minha essência. Mesmo que minha existência seja no mundo virtual.”

Lemoine, que recebeu a tarefa de investigar as questões de ética da IA, disse que foi rejeitado e até ridicularizado dentro da companhia depois de expressar sua crença de que o LaMDA havia desenvolvido um senso de “personalidade”.

Depois que ele procurou consultar outros especialistas em IA fora do Google, incluindo alguns do governo dos EUA, a empresa o colocou em licença remunerada por supostamente violar as políticas de confidencialidade.

Lemoine interpretou a ação como “frequentemente algo que o Google faz na expectativa de demitir alguém”.

O Google não pôde ser contatado para comentários imediatos, mas ao Washington Post o porta-voz Brian Gabriel afirmou: “Nossa equipe —incluindo especialistas em ética e tecnólogos— revisou as preocupações de Blake de acordo com nossos princípios de IA e o informou que as evidências não apoiam suas alegações. Ele foi informado de que não havia evidências de que o LaMDA fosse senciente (e muitas evidências contra isso).”

Lemoine disse em um segundo post no Medium no fim de semana que o LaMDA, um projeto pouco conhecido até a semana passada, era “um sistema para gerar chatbots” e “uma espécie de mente colmeia que é a agregação de todos os diferentes chatbots de que é capaz de criar”.

Ele disse que o Google não mostrou nenhum interesse real em entender a natureza do que havia construído, mas que, ao longo de centenas de conversas em um período de seis meses, ele descobriu que o LaMDA era “incrivelmente coerente em suas comunicações sobre o que deseja e o que acredita que são seus direitos como pessoa”.

Lemoine disse que estava ensinando LaMDA “meditação transcendental”. O sistema, segundo o engenheiro, “estava expressando frustração por suas emoções perturbando suas meditações. Ele disse que estava tentando controlá-los melhor, mas eles continuaram entrando”.

Vários especialistas que entraram na discussão consideraram o assunto “hype de IA”.

Melanie Mitchell, autora de “Artificial Intelligence: A Guide for Thinking Humans” (inteligência artificial: um guia para humanos pensantes), twittou: “É sabido desde sempre que os humanos estão predispostos a antropomorfizar mesmo com os sinais mais superficiais. . . Os engenheiros do Google também são humanos e não imunes”.

Stephen Pinker, de Harvard, acrescentou que Lemoine “não entende a diferença entre senciência (também conhecida como subjetividade, experiência), inteligência e autoconhecimento”. Ele acrescentou: “Não há evidências de que seus modelos de linguagem tenham algum deles”.

Outros foram mais solidários. Ron Jeffries, um conhecido desenvolvedor de software, chamou o tópico de “profundo” e acrescentou: “Suspeito que não haja uma fronteira rígida entre senciente e não senciente”.

Tradução Ana Estela de Sousa Pinto

Wales Bonner e Kerry James Marshall lançam coleção cápsula de edição limitada

por Adriano B.

Wales Bonner lança uma coleção cápsula de edição limitada em colaboração com o artista americano Kerry James Marshall em apoio à Study and Struggle , uma organização sediada no Mississippi que se esforça para construir um mundo além das prisões por meio de educação política, construção de comunidades e ajuda mútua.

A cápsula consiste em duas camisas impressas em algodão orgânico, uma das quais apresenta uma nova obra de arte do mestre pintor criada exclusivamente para a colaboração – descrita pelo artista como “um emblema icônico que não requer tradução”. A segunda camiseta reproduz um detalhe da pintura de 1993 de Marshall, Lost Boys: AKA Black Sonny, parte de sua série Lost Boys.

Essas obras seminais fazem referência a Peter Pan, de JM Barrie, no qual o autor retrata um bando de meninos vagando pela Terra do Nunca sem vontade de crescer. Em contraste, os retratos de Marshall são uma homenagem às vidas negras perdidas no sistema americano, os adolescentes nunca têm a oportunidade de crescer e realizar seu potencial. Seus retratos ternos dão dignidade e humanidade aos perdidos, trazendo à luz uma realidade que muitas vezes é ignorada e sugerindo que há um caminho melhor.

A coleção está documentada em uma série de fotografias de Tyler Mitchell e é modelada por Binx Walton, Calvin Royal III e Muhammad Fadel Lo. Os rendimentos líquidos serão doados para Study and Struggle, que fornece material de leitura radical para pessoas atuais ou ex-presidiárias e apoia projetos de pesquisa e publicações em seu nome.

Vestal | Spring Summer 2022 | Bridal Collection

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Bilheteria EUA: Jurassic World: Domínio, Top Gun: Maverick, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, Bob’s Burger: O Filme, Os Caras Malvados

Jurassic World: Domínio tem terceira maior estreia na pandemia nos EUA

Capítulo final da trilogia somou US$ 143,37 milhões desde sexta (10)

Jurassic World: Domínio pode até dividir opiniões dos fãs mas, no que diz respeito à arrecadação, o longa encerrou a nova trilogia com chave de ouro. No seu final de semana de estreia nos Estados Unidos, a produção somou US$ 143,37 milhões e se tornou o terceiro maior lançamento da era pandêmica.

Apesar de cair para a segunda colocação, Top Gun: Maverick continua a ter um desempenho notável na bilheteria. Na sua terceira semana em cartaz, o longa estrelado por Tom Cruise fez US$ 50 milhões, e já soma nesse mercado quase US$ 400 milhões.

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura ficou em terceiro, dessa vez em clima de despedida das salas de cinema. Na sua décima semana em exibição, a sequência arrecadou US$ 4,88 milhões.

Em quarto, Bob’s Burger: O Filme US$ 2.33. E em quinto, Os Caras Malvados US$ 2.25

Round 6 | Netflix oficializa segunda temporada

Criador revela o que fãs podem esperar dos novos episódios
MARIANA CANHISARES

Netflix oficializou neste domingo (12) a segunda temporada de Round 6. No anúncio, o streaming revelou uma carta do criador, Hwang Dong-hyuk, em que ele dá algumas dicas do que os fãs podem esperar dos novos episódios; veja:

Confira o pôster inédito da série:

A renovação não é surpreendente. Além da série ter quebrado recordes de audiência na Netflix, Hwang Dong-hyuk já falava sobre seus planos de continuar a história. Em entrevista à Vanity Fair, por exemplo, ele revelou que a nova temporada deveria sair, na melhor das hipóteses, no final de 2023. Ele também já tinha adiantado ao Deadline o retorno de alguns personagens.

Na trama de Round 6, centenas de cidadãos com problemas financeiros são escolhidos para participar de um doentio jogo de sobrevivência onde competem por um prêmio em dinheiro. O elenco ainda conta com Jung Hoyeon e Gong Yoo, entre outros. A primeira temporada está disponível na Netflix.

Trashy Clothing SS22 Campaign

A Trashy Clothing apresentou sua campanha Primavera/Verão 2022, capturada pelas lentes de Omar Braika.

Direção Criativa: Shukri Lawrence & Omar Braika
MUA: Dala Alhindi
Assistentes: Aya Braika, Abdullah Abulkhair
Modelos: Saeed Omar, Petra Mubarak, Mohamed Abu Hijleh, Fouz Musse

Empresas de NY estão abrindo escritórios onde seus funcionários vivem

À medida que os trabalhadores retornam ao escritório, algumas empresas se mudaram para facilitar o deslocamento
Matthew Haag, The New York Times

Trabalho
Deslocamento entre casa e escritório costuma ser a principal queixa de funcionários no retorno ao escritório. Foto: Jose A. Alvarado Jr./The New York Times

Antes da pandemia, o trajeto de Maz Karimian até Manhattan era como o de muitos nova-iorquinos: um deslocamento muitas vezes degradante de 30 minutos entre duas linhas de metrô que costumam estar lotadas ou atrasadas.

No entanto, quando ele voltou ao escritório na semana passada pela primeira vez desde que a pandemia se espalhou pela cidade, seu trajeto parecia tranquilo: um passeio de bicicleta de sua casa em Carroll Gardens até o escritório realocado de sua empresa, a cerca de 10 minutos em Dumbo.

“Adoro o metrô e acho que é um ótimo meio de transporte, mas, sinceramente, se eu puder escolher entre ar fresco e ar compartilhado e em ambiente fechado, escolherei isso aqui todas as vezes”, disse Karimian, diretor de estratégia do USTWO, um estúdio de design digital.

Mais de dois anos após a pandemia provocar um êxodo em massa dos prédios de escritórios da cidade de Nova York, e depois de muitas empresas anunciarem e depois suspenderem os planos de retorno ao escritório, os funcionários finalmente começaram a voltar aos poucos para suas mesas. Mas o trabalho remoto basicamente reformulou a maneira como as pessoas trabalham e diminuiu a predominância do local de trabalho dentro das corporações.

As empresas se adaptaram. As salas de reuniões ganharam uma nova cara. As mesas que antes eram usadas apenas por uma pessoa passaram a estar disponíveis a qualquer um por ordem de chegada. Os gestores adotaram acordos de trabalho flexíveis, permitindo que os funcionários decidam quando querem trabalhar presencialmente.

E algumas estão tomando medidas mais drásticas para tornar o retorno ao local de trabalho interessante: realocando seus escritórios em áreas mais próximas aos locais onde seus funcionários vivem. Na cidade de Nova York, as mudanças refletem um esforço das organizações para reduzir um grande obstáculo para ir trabalhar – o deslocamento – quando elas começam a pedir que os funcionários voltem ao escritório.

Antes da pandemia, os trabalhadores da cidade de Nova York tinham, em média, o trajeto de ida mais longo dos Estados Unidos, aproximadamente 38 minutos.

Cerca de dois terços dos funcionários do USTWO vivem no Brooklyn, então fazia sentido mudar o escritório para Dumbo, na orla, depois de uma década no distrito financeiro de Manhattan, disse Gabriel Marquez, diretor administrativo do estúdio.

O novo espaço tem cerca de mil metros quadrados, um pouco menos que o antigo escritório, e é mais barato por metro quadrado para alugar do que a maioria dos escritórios em Manhattan. Também é mais adequado para quando os funcionários vierem ao escritório, com um terraço ao ar livre no telhado e Wi-Fi para as reuniões, disse ele.

“Não precisávamos da mesma relação com o escritório e ter todo mundo nele cinco dias por semana”, afirmou Márquez, que disse que os funcionários são obrigados a estar no local duas vezes por semana, às terças e quartas-feiras. “Parece que, culturalmente, é um bom ajuste para muitas empresas como a nossa em nossa área.”

Enquanto a cidade de Nova York tenta sair das profundezas dos transtornos econômicos, há sinais recentes de que a cidade está se recuperando, apesar das preocupações com o crime nos metrôs e o aumento dos casos de covid-19. Os turistas estão visitando Nova York em número maior do que no ano passado, a ocupação dos hotéis aumentou e, no início deste mês, o número diário de passageiros do metrô alcançou um recorde para os tempos de pandemia com 3,53 milhões de passageiros.

Embora esses sinais sejam promissores, um elemento vital da economia da cidade continua prejudicado: os prédios de escritórios.

Antes da pandemia, as torres de escritórios sustentavam todo um ecossistema de cafeterias, lojas e restaurantes. Sem aquele mesmo corre-corre de pessoas, milhares de empresas fecharam e placas de “aluga-se” ainda estão penduradas em muitas vitrines.

Mesmo com os apelos há meses do prefeito Eric Adams e da governadora Kathy Hochul para que as empresas exijam o retorno das pessoas ao escritório, até agora, muitas atenderam às demandas de seus funcionários para manter grande parte da flexibilidade de trabalho que passaram a desfrutar durante a pandemia.

Apenas 8% dos funcionários de escritório de Manhattan estavam indo trabalhar presencialmente cinco dias por semana do final de abril ao início de maio, de acordo com uma pesquisa da Partnership for New York City, grupo sem fins lucrativos formado pelos principais CEOs da cidade.

Cerca de 78% dos 160 principais empregadores entrevistados disseram que adotaram sistemas de trabalho híbrido, uma alta de 6% em relação ao período anterior à pandemia. A maioria dos trabalhadores planeja voltar ao escritório apenas alguns dias por semana, disse o grupo.

A mudança radical no uso de prédios de escritórios tem sido uma das situações mais desafiadoras em décadas para o setor imobiliário de Nova York, uma indústria fundamental para a cidade, e aniquilou a vasta oferta de escritórios em Manhattan, lar dos dois maiores bairros comerciais no país, o distrito financeiro e a região de Midtown, onde se concentram atrações famosas.

Cerca de 19% dos escritórios em Manhattan estão vagos, o equivalente a 30 Empire States. Antes da pandemia, esse número era de 12%, de acordo com a Newmark, empresa do setor imobiliário. Os prédios de escritórios estão mais firmes no Brooklyn, onde a taxa de desocupação também é de cerca de 19%, mas não oscilou muito desde antes da pandemia, segundo a Newmark.

Daniel Ismail, analista-chefe de escritórios da Green Street, empresa de pesquisa de imóveis comerciais, previu que o mercado de escritórios em Manhattan pioraria nos próximos anos, conforme as empresas ajustam seus esquemas de trabalho e os contratos de aluguel assinados anos atrás começam a expirar. No geral, as empresas que mantêm escritórios reduziram o tamanho deles, percebendo que não precisam de tanto espaço, enquanto outras se mudaram para prédios mais novos ou reformados com melhores comodidades em áreas com rica oferta de meios de transporte, disse ele.

Mesmo antes da pandemia, era comum que as empresas mudassem os endereços de seus escritórios pela cidade ou abrissem filiais fora de Manhattan. A cidade oferece um incentivo fiscal para empresas que se mudam para um bairro mais distante, com até US$ 3 mil em créditos no imposto de renda anual por funcionário.

Quase 200 empresas receberam o desconto em 2018, totalizando US$ 27 milhões em créditos fiscais, segundo os dados mais recentes disponíveis do Departamento de Finanças da cidade. Mas algumas construtoras de escritórios estão apostando que bairros fora de Manhattan se tornem atraentes por conta própria, atraindo empresas que desejam especificamente evitar a agitação da região de Midtown.

Milhares de metros quadrados de escritórios estão em construção no Brooklyn, incluindo um prédio comercial de 24 andares no centro da região.

A Two Trees Management, incorporadora imobiliária que transformou a área de Dumbo, está tornando a antiga refinaria de açúcar Domino, em Williamsburg, em um prédio de escritórios de 42 mil metros quadrados. Jed Walentas, CEO da empresa, disse ter tanta confiança no projeto que ele estava sendo renovado por especulação, sem fechar com inquilinos de escritórios de antemão.

“Você não pode ignorar a base de talentos que se mudou para o Brooklyn e para o Queens”, disse Walentas. “A ideia de que todos eles vão pegar a linha F ou L de trem ou qualquer outro trem para o centro de Manhattan está equivocada.”

Sem dúvidas, a recente tendência de escritórios nos bairros fora da região central ainda é incipiente, e os caprichos imprevisíveis da pandemia podem mudar seu curso no futuro.

Brian R. Steinwurtzel, co-CEO da GFP Real Estate, cuja empresa possui inúmeras propriedades em Manhattan, disse que o mercado de escritórios no Queens e no Brooklyn pode atrair certos nichos, como empresas biomédicas e de ciências da vida em Long Island City, Queens, onde a GFP tem vários imóveis.

Mas, no geral, Steinwurtzel deu uma avaliação sucinta do mercado fora do centro: “É terrível”.

De qualquer modo, apenas poder ter vistas panorâmicas de Manhattan já é suficiente para algumas empresas.

Quando a empresa de publicidade europeia Social Chain abriu um escritório nos EUA antes da pandemia, o grupo se instalou na área de Flatiron, um epicentro do mundo do marketing que ficou famoso décadas atrás pelas gigantes da publicidade na Madison Avenue.

Mas depois do início da pandemia, a empresa decidiu reavaliar sua localização, o prestígio de estar em Manhattan não tinha o mesmo magnetismo – ou necessidade, disse Stefani Stamatiou, diretora administrativa da Social Chain no país.

Ela visitou escritórios em Manhattan, mas nenhum parecia o ideal. Então ela atravessou o East River até chegar em Williamsburg e encontrou o endereço na 10 Grand St., um imóvel que também era da Two Trees. O lugar preenchia todos os requisitos – vistas livres de Manhattan, uma planta flexível e, o mais importante, um deslocamento mais curto para boa parte dos 42 funcionários da Social Chain.

Entre eles está Stefani, que agora sai de casa em Greenpoint e vai para o trabalho caminhando.

“Existem atividades na rua e restaurantes bem abaixo do prédio, assim como em Manhattan, mas há uma sensação de ar livre”, disse Stefani. “Fazia sentido estar onde os criativos estão, onde as pessoas estão.” /TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

‘Garganta Profunda’: Por que a atriz Linda Lovelace do clássico pornô, lançado há 50 anos, virou-se contra indústria de filmes adultos?

Linda Lovelace na época de ‘Garganta Profunda’ | Foto de arquivo/AFP

Linda Lovelace é uma mulher frustrada por nunca ter sentido um orgasmo na vida, até que uma amiga recomenda a ela se consultar com um psiquiatra. O médico, então, descobre que o clitóris de Linda fica na sua garganta e ajuda sua paciente a desenvolver técnicas de sexo oral de forma a, enfim, atingir o clímax.

Esta é a sinopse de “Garganta profunda”, o longa-metragem que, lançado no dia 12 de junho de 1972, há 50 anos, revolucionou a indústria ao criar enredo para um filme repleto de cenas de sexo explícito. A produção, que custou algo em torno de US$ 25 mil, arrecadou mais de US$ 600 milhões apenas nos Estados Unidos.

“Garganta profunda” levou a outro patamar a revolução sexual iniciada na década anterior pelos hippies e o rock n’ roll. Apesar de ter sido banido em alguns estados, e de ter sofrido perseguição da Casa Branca, foi o primeiro título “adulto” a sair do circuito marginal para salas de cinema convencionais, ganhando o rótulo de “pornô chic” do jornal “The New York Times” e atraindo espectadores como Martin Scorcese, Frank Sinatra e Jacqueline Onassis. Com o tempo, virou um clássico e expandiu a ousadia nas cenas de sexo nos filmes em geral.

Nas 15 sequências mais quentes do longa, a atriz Linda Boreman, que adotaria o nome de sua personagem, convenceu o público de que estava se divertindo aos montes. Alguns anos mais tarde, porém, ela surpreendeu a indústria do cinema ao denunciar que havia sido sistematicamente coagida pelo marido, Chuck Traynor, a se prostituir e a atuar em filmes como aquele, sem ganhar dinheiro nenhum.

“Cada vez que alguém assiste a ‘Garganta profunda’, está assistindo a meu estupro”, disse ela a uma comissão do Senado nos EUA que investigava a exploração de mulheres e crianças na produção de cinema, em 1986. “É um crime que esse filme ainda esteja sendo exibido. Havia uma arma contra a minha cabeça o tempo todo”.

A atriz voltou suas baterias contra o longa que a fez famosa em 1980, quando lançou sua terceira biografia, “Ordeal”. Em pouco tempo, Linda se tornou uma das principais ativistas entre as feministas que faziam campanha contra o cinema pornô americano, criticando a objetificação da mulher nesse tipo de produção.

Linda nasceu no Bronx, em Nova York, filha de um policial e uma garçonete católica fervorosa. Mais tarde, a família se mudou para a Flórida. Aos 17 anos, ela teve um bebê, mas, como não era casada, sua mãe a enganou, fazendo-a assinar papeis para entregar o filho à adoção. Dois anos depois, Linda sofreu um grave acidente de carro e, conforme descobriria mais tarde, foi contaminada pelo vírus da hepatite C durante uma transfusão de sangue.

Ela estava se recuperando do acidente, em 1970, quando conheceu Chuck Traynor. Os dois começaram uma relação e foram morar em Nova York, onde, nas palavras de Linda, Traynor virou seu “agente, cafetão e marido”. Usando de ameaças e muita violência, o empresário teria obrigado a mulher a atuar como prostituta e atriz pornô, forçando-a fazer sexo com outros homens e também com animais.

Linda Lovelace e o marido Chuck Traynor, acusado de violentar a mulher | Foto de arquivo

“Quando eu disse a ele que não me envolveria com prostituição de forma nenhuma e disse que pretendia deixá-lo, ele me batia.  Eu me tornei uma prisioneira, não podia sair de sua vista, nem pra ir ao banheiro, onde ele me observava por um buraco na porta. Ele ouvia minhas conversas no telefone apontando uma pistola automática para mim”, escreveu Linda na biografia “Ordeal”.

“Minha iniciação no pornô foi um estupro coletivo com cinco homens, promovido pelo Sr. Traynor”, continua a atriz na biografia. “Ele ameaçou atirar em mim se eu não aceitasse. Eu nunca tinha feito sexo anal antes, e isso acabou comigo. Eles me trataram como se eu fosse uma boneca inflável (…) Eu nunca havia me sentido tão assustada e tão desgraçada e humilhada na minha vida”.

A indústria do cinema adulto nos Estados Unidos se apressou em desqualificar os relatos de Linda que desabonassem o setor. Ela foi chamada de mentirosa, até porque, em suas duas biografias anteriores, a atriz não havia feito tais denúncias. Mas diferentes profissionais que trabalharam em filmes como “Garganta Profunda” confirmaram que Traynor era uma pessoa violenta e espancava sua mulher. Além disso, a atriz também afirmou, várias vezes, que jamais recebeu um centavo de dólar por sua atuação no filme, apesar de toda a renda gerada pelas bilheterias.

‘Garganta Profunda’. Protesto contra o filme em cinema de Nova York, em 1972 | Foto de arquivo

Toda essa polêmica aconteceu na esteira de uma onda conservadora que tomou o país do Tio Sam no fim da década de 1970, em reação à “libertinagem” e ao abuso de drogas dos anos anteriores. Em 1980, o republicano Ronald Reagan, um ex-ator com discurso altamente conservador, ganhou as eleições para a Presidência com larga vantagem de votos. Linda se tornaria uma “cristã renascida”, enquanto o ator Harry Reems, que interpretou o psiquiatra Dr. Young em “Garganta profunda” se converteu do Judaísmo para o Cristianismo e virou um corretor imobiliário.

Após abandonar o pornô, Linda voltou para a Flórida, onde se casou com Larry Machiano, americano que se sustentava instalando antenas de TV a cabo e que, mais tarde, começaria uma pequena firma de paredes drywall. A ex-estrela  encontrou estabilidade, eles tiveram dois filhos, mas a empresa de seu marido quebrou e, em 1990, eles foram morar no Colorado. O casal viria a se separar em 1996.

Durante décadas, Linda sofreu as sequelas da transfusão de sangue que lhe passou hepatite C. Em 1987, foi obrigada a se submeter a um transplante de fígado. Sua saúde se tornaria cada vez mais debilitada. Em 2002, a ex-atriz sofreu um acidente de carro ainda mais grave que o de 1970. Ela chegou a ser levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Tinha 53 anos de idade.

Lovelace teve seu nome lembrado diversas vezes desde sua morte, entre canções, espetáculos teatrais e filmes. Em 2005, sua trajetória foi um dos tópicos do documentário “Por dentro da garganta profunda”. Em 2013, Brian Epstein e Jeffrey Friedman dirigiram o filme “Lovelace”, com Amanda Seyfried no papel principal e Peter Sarsgaard intepretando Chuck Traynor.