Kolovrat | Spring Summer 2022 | Full Show

Kolovrat | Spring Summer 2022 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Moda Lisboa/Lisboa Fashion Week) #Kolovrat #SS22 #Modalisboa

Victoria Beckham se derrete por clique de David Beckham e a filha, Harper

Filha caçula de casal compareceu a evento na Itália ao lado do pai com vestido de R$ 10 mil

David Beckham e a filha, Harper (Foto: Reprodução/Instagram)

Victoria Beckham se derreteu toda ao compartilhar um clique do marido, David Beckham, ao lado da filha caçula do casal, Harper. “Essa foto derrete meu coração! Momentos especiais com o melhor pai do mundo. Mamãe ama muito vocês dois, vocês são meu tudo”, escreveu na legenda.

Pai e filha compareceram juntos a um evento em Veneza, na Itália, na noite desta segunda-feira (13). Para a ocasião, Harper, que está com 10 anos de idade, usou um vestido em tons de rosa e roxo avaliado em 1,6 mil libras esterlinas, o equivalente a quase R$ 10 mil.

Nicholas Daley vence o BFC/GQ Designer Fashion Fund 2022

por Anna Barr

O British Fashion Council (BFC) anunciou Nicholas Daley  como o vencedor do BFC/GQ Designer Fashion Fund 2022. Daley receberá um programa de orientação empresarial de alto nível de 12 meses, serviços jurídicos pro-bono da Sheridans e um prêmio em dinheiro de £ 150.000.

Adam Baidawi, chefe de conteúdo editorial da GQ britânica e vice-diretor editorial global da GQ comentou: “ Nicholas Daley é um fenômeno. Ele deu vida a uma visão de moda masculina que é totalmente sua ”, diz Adam Baidawi, vice-diretor editorial global da GQ. “ Além de seu talento de design selvagem e estonteante, Nicholas tem um dom para a curadoria, reunindo uma coleção diversificada de colaboradores e influências para criar uma marca verdadeiramente moderna. Não poderíamos estar mais orgulhosos de homenageá-lo .”

Nicholas Daley, vencedor do BFC/GQ Designer Fashion Fund de 2022, comentou: “ Estou muito honrado em receber este prêmio e gostaria de agradecer ao GQ, o BFC e ao painel de jurados da indústria por me selecionar como vencedor deste ano. O programa de financiamento e mentoria me apoiará na continuidade do crescimento da minha marca para o futuro. 

Os vencedores anteriores do BFC/GQ Designer Menswear Fund incluem Ahluwalia (2021), A-COLD-WALL* (2019), Craig Green (2016), E Tautz (2015) e Christopher Shannon (2014).

Nova tela bloqueada do iOS 16 é como uma capa de revista, diz VP de design Alan Dyeda da Apple

O vice-presidente sênior de engenharia da Apple, Craig Federighi, e o vice-presidente de design, Alan Dyeconcederam uma entrevista ao TechRadar. A conversa foi centrada nas novidades da tela bloqueada, com comentários sobre o processo de desenvolvimento e questões alíneas à renovação de uma das principais áreas do iPhone.

Federighi colocou a mais nova mudança como o próximo passo da reformulação dos widgets do iOS 14. Segundo ele, após transformar a tela de Início, seria a vez da tela bloqueada, uma área também bastante importante, de ganhar um banho de loja. Foi dito, ainda, que há alguns anos tenta-se introduzir essas novidades, mas só agora foi possível (o que é engraçado, visto o foco dos rumores em outras áreas).

Com isso, o time de design viu-se diante de um desafio: mudar uma das telas mais icônicas do iPhone, dando mais funcionalidades e uma cara renovada, mas sem perder a essência que dá identidade ao sistema e ao aparelho. O resultado foi manter o relógio no mesmo lugar, embora explorando outras possibilidades de tipografia, algo que Dye lembrou que a Apple aprecia bastante.

O VP sênior de engenharia destacou, ainda, como a nova tela bloqueada é muito mais pessoal, dando destaque à foto escolhida pelo usuário, usualmente de pessoas queridas. Nesse contexto, ele chamou a mudança de um “um ato de amor”, inclusive em razão das múltiplas possibilidades de personalização que vão se tornar existentes. Enquanto isso, Dye comparou o design aos de pôsteres de filmes e capas de revista.

Para alcançar o que a Apple chama de “segmentação”, aquele efeito de sobreposição sobre o relógio, há muita tecnologia por trás. Tudo começa com o Modo Retrato, no iOS 10. Desde então, o recurso e o que o viabiliza vem sendo bastante aperfeiçoado, de modo que a nova função é uma consequência dessa sofisticação que vêm ganhando as redes neurais e o sistema aprendizado de máquina da Maçã.

Não se pode esquecer que alguns pontos desse novo desenho foram aproveitados do Apple Watch. Os widgets, por exemplo, que ficarão abaixo do relógio, em pequenos ícones, foram inspirados nas complicações do watchOS, assim como a sobreposição da imagem, como mencionou Dye na entrevista.

Por fim, algo tratado sempre muito lembrado pela empresa é o cuidado em não permitir que as mudanças tornem o sistema complicado demais. Sobre isso, Federighi disse que o usuário não será de maneira alguma forçado, de modo a apresentar às pessoas as novas funções de maneira amigável e com o ímpeto de dar-lhes mais opções se quiserem utilizá-las, e não empurrá-las de um jeito ou outro.

Os dois debruçaram-se sobre alguns outros pontos, como o modo Foco, além de darem mais detalhes sobre as questões aqui destacadas. Como várias das entrevistas do tipo, a leitura é interessante pois mostra que tudo o que é apresentado já foi exaustivamente pensado e testado pela Apple.

O texto completo pode ser conferido no TechRadar.

Direitos e orgulho LGBT+: entenda a história da luta da comunidade em 9 títulos do streaming

Entre documentários, ficção e biografias, o retrato das conquistas da comunidade LGBT+ através dos anos é mostrada em formatos diferentes
Simião Castro, O Estado de S.Paulo

‘Equal’, da HBO Max, é um dos mais completos registros da história de reivindicação por direitos igualitários da comunidade LGBT+ nos Estados Unidos Foto: HBO Max

Ser LGBT+ é ser subversivo apenas por existir. E chegar ao século 21 precisando reafirmar o óbvio – que a orientação sexual e a identidade de gênero alheia não diz respeito a mais ninguém senão ao indivíduo – é inadmissível.

Mas os esforços fundamentalistas em distorcer os fatos e difamar quem desafia a norma seguem tão profundos que resta um único recurso: informação. Isto porque não há escolha em um dos países que mais mata LGBT+ no mundo.

No Brasil, ocupar espaços, resgatar direitos e construir consciências mais humanas é a fronteira entre viver ou morrer. E há recursos disponíveis. Às vésperas da Parada LGBT+ de São Paulo, veja nove títulos do streaming para ajudar a conhecer, entender e respeitar a batalha pelo orgulho LGBT+.

Desde que o mundo é mundo

Equal, da HBO Max, é um dos mais completos registros da história de reivindicação por direitos igualitários da comunidade LGBT+. Quero dizer, ao menos nos Estados Unidos. A produção oferece um retrato fiel da violência sofrida por LGBT+, mas também das conquistas a duras penas em quase um século.

A série documental busca as raízes do movimento ainda nas décadas de 30 e 40, mas volta muito antes para mostrar que ser LGBT+ não é nenhuma novidade. As histórias na tela fazem refletir sobre a aparente caminhada em círculos que a humanidade sustenta.

Por exemplo, discussões supostamente modernas sobre transexualidade já eram debate nos anos 50 – inclusive na TV. O que apenas evidencia a quantidade de retrocessos enfrentados através das décadas.  São apenas quatro episódios, brilhantemente narrados por Billy Porter – um dos mais magníficos atores contemporâneos da indústria.

Rostos que não podem ser esquecidos

Os capítulos têm média de 40 minutos muitíssimo bem editados e de uma estética primorosa. O documentário traz gravações até então inéditas de eventos emblemáticos para o grupo e, quando não há imagens, reencena os acontecimentos com eficiência e criatividade.

De negativo, a legenda em português merece uma revisão. Há problemas sérios inclusive quanto a designação de gênero, em vários momentos. Ainda assim, imperdível e didático.

Vozes retiradas do silêncio

As vidas contemporâneas de pessoas LGBT+ contadas em primeira pessoa. Tão atuais que depoimentos foram colhidos por trás das máscaras de proteção contra a covid. Assim é Falas do Orgulho, no GloboPlay.

O documentário de menos de uma hora foi exibido em 28 de junho de 2021, na Globo. É construído em tom quase trivial, até nos acertar com o peso de uma pedrada inesperadamente. Um choque de realidade.

Representatividade brasileira necessária

O cuidado na escolha dos entrevistados e a diversidade de perfis é exemplar. E a pluralidade de histórias atesta que, assim como em todos os aspectos da sociedade, a comunidade LGBT+ tem muitas cores.

A produção dá voz a figuras inspiradoras que são, sem sombra de dúvidas, a representatividade para uma multidão desacostumada a se ver na tela. É tão bem feita que permite até perdoar a trilha ligeiramente clichê.

Além de estampar o absurdo da LGBTfobia, o documentário também consegue mostrar as várias faces do amor. E, acima de tudo, expressar o básico, que ninguém exige nada além do mínimo: respeito.

Vida após a morte

A Morte e Vida de Marsha P. Johnson, da Netflix, é o desenho de como são tratadas as vidas de pessoas LGBT+, especialmente as de travestis e transexuais: displicentemente, como seres de segunda categoria, sem direito a dignidade.

Marsha foi uma ativista ícone da comunidade, contemporânea da Rebelião de Stonewall – marco da luta LGBT+ –, que morreu em 1992. O corpo dela foi encontrado nas águas do Rio Hudson, em Nova York, supostamente em decorrência de um suicídio.

O documentário, porém, joga luz sobre outra possível causa, suspeita dos amigos da ativista por muitos anos: um ataque ou crime de ódio. Fundamental.

Um gênio destruído pela homofobia

O Jogo da Imitação é desses filmes que são sobre uma coisa até você perceber que são sobre outra. O roteiro genial mostra um grupo de cientistas liderados por Alan Turing desenvolvendo uma técnica matemática para ajudar a derrotar os alemães na guerra.

E seria por essa invenção revolucionária que Turing se tornou o pai da computação moderna. Acontece que ele era gay, o que era proibido por lei na Inglaterra à época e ainda é em alguns países hoje em dia.

Descoberto, ele é punido em tribunal com uma crueldade insana e condenado a um fim angustiante. A homofobia leva à destruição de uma das mentes mais brilhantes da humanidade. Revoltante, no Amazon Prime Video.

 

Perucas que construíram um Brasil 

Era tudo proibido. Quando a primeira geração de artistas travestis do Brasil subiu ao palco, todo tipo de repressão estava posta no País, mas elas eram resistência muito antes desse termo virar moda.

Com um olhar de pura sensibilidade, Leandra Leal mostra em Divinas Divas a trajetória de oito ícones LGBT+ de um Brasil vintage e glamuroso. Mas também suprimido pelo punho de chumbo da ditadura.

Rogéria, Divina Valéria, Jane di Castro, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios compartilham as próprias memórias. E descortinam a importância dessas vivências para o que viria a ser o movimento LGBT+ brasileiro. Purpurinado na Netflix.

Ao vivo e em cores

A TV é a cara da LGBTfobia. E isso fica cristalino em Visible: Out on Television, da Apple TV+. O documentário em quatro episódios mostra a necessidade de uma representatividade saudável na mídia. E como levou tempo para algo próximo disso ser realidade nas telas.

Antes, gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e qualquer outra letra da sigla era retratada como um estereótipo, na melhor das hipóteses, ou com a mais insolente discriminação, nas piores. Já que a maneira como nos é exibido o mundo influencia em como o pensamos, a série mostra que um mundo diferente é possível. 

 

Conto de fadas contemporâneo

Mais recente ficção de temática LGBT+ do mainstream, Heartstopper, da Netflix, já foi destaque no Radar do Streaming. É um conto perfeito, sem medo do adjetivo, que representa tudo que jovens da comunidade desejariam ver na tela.

A série entrega o típico romance de príncipe encantado, exceto que não tem princesa. São dois garotos adolescentes descobrindo o primeiro amor com pais decentes e apoiadores, amigos devotos e um combate intransigente dos preconceitos. Fundamental!

 

Chegadas e partidas

podcast Passagem só de ida narra histórias de pessoas LGBT+ que migraram para São Paulo atrás de novas oportunidades – parece familiar, né? A diferença, é que muitas dessas migrações é resultado da discriminação sofrida nos lugares de origem.

Produzido pela Casa 1 e Acervo Bajubá, com apoio da Rede MILBI, o podcast tem dez episódios e está disponível nas principais plataformas de áudio. Existe ainda um dossiê multimídia de cada personagem no site da Casa 1. Para se reconhecer ouvindo.

Ser LGBT+ para todo mundo ouvir

Fora do meio é um podcast feito por pessoas LGBT+ para todo mundo, mas especialmente para quem não é da comunidade. No típico formato ‘mesacast’, os episódios tratam da vida da comunidade nas mais diferentes dimensões.

O bate-papo navega desde questões mais cotidianas como relacionamentos até conversas sérias sobre preconceito, saúde mental e visibilidade. Nas principais plataformas de áudio, vale o play.

Diamantes de laboratórios conquistam a indústria da joalheria

Pedras são 30% mais baratas do que as tradicionais
Por Gilberto Júnior

Gaem — Foto: Divulgação

A história da mineração é repleta de páginas horrendas, ambientada em cenários hostis, muitas vezes de guerra. Na década de 1990, o mundo conheceu o “diamante de sangue”. A alcunha tinha a ver com o fato de a pedra ser extraída da terra por mão de obra escrava, em meio a conflitos na África. No Brasil, o garimpo ilegal movimenta bilhões de reais de forma clandestina, deixando um rastro de morte e destruição, especialmente na Amazônia. Mas a ciência, sempre ela, aponta um caminho interessante para deixar práticas nocivas para trás, colocando no centro do jogo os lab-grown diamonds. Em outras palavras: gemas de laboratório. Lá fora, as marcas Pandora, De Beers e Lark & Berry entraram na onda, assim como Rihanna, Lady Gaga e Meghan Markle. No Brasil, a joalheria paulistana Gaem, de Luna Nigro e Julia Blini, já está seguindo por esse caminho.

“O processo começa com uma semente de carbono, que vai parar numa câmara vedada e lá fica sob alta pressão e temperatura. A pedra bruta é formada em sete semanas”, explica Julia. “O diamante de laboratório tem as mesmas propriedades químicas e físicas do gerado nas minas, mas sem o processo cruel de extração. A única diferença realmente é a origem”, acrescenta Luna.

Gaem — Foto: Divulgação
Gaem — Foto: Divulgação

A dupla conta ainda que os lab-grown diamonds têm preços competitivos (cerca de 30% mais baratos) porque encurtam o caminho até chegar ao consumidor final. “Não há tantos intermediários. O laboratório entrega a pedra pronta para ser trabalhada”, diz Luna, que estudou Moda com Julia no Studio Berçot, em Paris. “Ficamos muito amigas, mas cada uma trilhou sua própria trajetória. Fui stylist de revistas e campanhas; enquanto a Ju fez parte dos times das grifes de sapatos Jimmy Choo e Alexandre Birman. Antes da pandemia, tivemos a ideia da etiqueta e cá estamos nós, cheias de propósitos.”

Afinal, os diamantes também podem ser os melhores amigos da natureza, não só das garotas.

Ricardo Preto | Spring Summer 2022 | Full Show

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Amber Heard diz que não culpa júri por ter dado vitória a Johnny Depp

Em sua primeira entrevista desde o veredito que a condenou na Justiça, atriz também afirmou à NBC que mídia não foi justa

Amber Heard em conversa com a jornalista Savannah Guthrie, que foi ao ar nesta segunda-feira no programa Today, do canal de TV americano NBC.

Em sua primeira entrevista desde o fim do julgamento que a tornou alvo de um processo movido por Johnny Depp, Amber Heard afirmou que não culpa o júri pelo veredito, que deu vitória ao seu ex-marido. Em conversa com a jornalista Savannah Guthrie, que foi ao ar nesta segunda-feira no programa Today, do canal de TV americano NBC, a atriz também classificou como injusta a atuação das redes sociais no caso.

“Eu não os culpo”, disse Heard em referência ao júri. “Eu realmente entendo. Ele é um personagem amado e as pessoas sentem que o conhecem. Ele é um ator fantástico”, ela declarou sobre Depp.

O veredito do processo se desenrrolou em um tribunal no estado americano da Vrgínia por mais de seis semanas. O resultado condenou Heard a pagar uma indenização de cerca de US$ 15 milhões por uma acusação de difamação do ex-marido após ela ter publicado um artigo de opinião no jornal Washington Post em 2018. No texto, ela diz ter sido vítima de violência doméstica quando os dois viviam juntos.

“Eu não me importo com o que alguém pensa sobre mim ou quais julgamentos você quer fazer sobre o que aconteceu na privacidade da minha própria casa, no meu casamento, a portas fechadas”, afimou Heard sobre a exposição do caso na mídia. “Eu não presumo que uma pessoa comum deva saber dessas coisas. E por isso não levo para o lado pessoal.”

Heard foi intensamente atacada por fãs de Depp nas redes sociais durante as seções no tribunal, e sua defesa argumenta que tal atuação influenciou o júri. “Mesmo alguém que tem certeza de que eu mereço todo esse ódio, mesmo que você pense que estou mentindo, você ainda não pode me olhar nos olhos e me dizer que acha que nas mídias sociais houve uma representação justa”, afirmou a atriz na entrevista.

Semanas atrás, uma representante do time jurídico de Heard veio a público anunciar que a atriz vai recorrer do veredito e que ela não tem dinheiro suficiente para pagar o marido.

As afirmações mais recentes de Heard são parte de entrevista da atriz ao canal NBC que ainda será publicada de modo completo nesta terça-feira (14).

Legado de Sheryl Sandberg é não deixar mulheres fora de altos cargos de tecnologia

Executiva ficou 14 anos como uma das principais executivas do Vale do Silício, enquanto era chefe de operações do Facebook
Por Naomi Nix e Caroline O’Donovan – Washington Post

Sheryl Sandberg foi chefe de operações do Facebook por 14 anos antes de sair do cargo

Durante anos, a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, encorajou as mulheres a subir na hierarquia corporativa ao promover a si mesmas no lugar de trabalho e solicitar mais ajuda dos cônjuges em casa.

Agora, a saída dela do Facebook, como uma das executivas mais importantes no mundo corporativo americano, simboliza o fim de uma era do feminismo de autoempoderamento que ela defendeu como uma ferramenta fundamental para combater o sexismo no local de trabalho.

Sheryl, 52 anos, anunciou no último dia 1º. que estava deixando o cargo de chefe de operações, depois de um período de 14 anos em uma empresa que ela ajudou a transformar de um site de rede social para universitários em um gigantesco negócio de publicidade digital. Sheryl, que se posicionou como defensora das mulheres no local de trabalho, disse que deixaria o Facebook para passar mais tempo com sua família e em seu trabalho filantrópico.

“Gostaria de pensar que a carreira que tive e a carreira de outras mulheres líderes inspiram as demais a entender que podem liderar”, disse ela em entrevista ao jornal americano Washington Post. “Se você estivesse crescendo há 100 anos, não conheceria uma única mulher no mundo dos negócios. Se você está crescendo hoje, conhece algumas. Espero que minhas filhas cresçam em um mundo onde existam muitas mais.”

Como uma das bilionárias mais ricas do mundo por esforço individual, Sheryl era um símbolo de que as mulheres poderiam chegar ao topo de uma indústria dominada por homens, como as empresas de tecnologia do Vale do Silício. O conselho dela para as mulheres que queriam alcançar o topo em suas carreiras era simplesmente “faça acontecer”, ou ser mais assertiva em seus empregos, o que se tornou um fenômeno cultural.

A palestra dela no TED Talk de 2010, um livro best-seller e a fundação sem fins lucrativos Lean In a levaram a uma espécie de estrelato no mundo corporativo que poucos diretores de operações usufruem quando são o número dois no comando das empresas onde trabalham.

Sheryl esteve durante anos entre os funcionários mais confiáveis para o CEO do Facebook Mark Zuckerberg, e as pessoas falavam dos dois informalmente como “co-CEOs” – tornando-a uma das poucas mulheres poderosas no comando de uma gigante da tecnologia.

“Esta é uma grande perda no que diz respeito a ter mulheres representadas no Vale do Silício de forma significativa”, disse Crystal Patterson, ex-gerente sênior do Facebook e atual diretora administrativa da empresa de lobby Washington Media Group. “Não há outra Sheryl.”

Ao longo dos anos, Sheryl lutou para manter sua voz como defensora das mulheres, já que o Facebook, cujo nome mudou para Meta no ano passado, continuou a ser assolado por controvérsias políticas durante sua gestão. Ela enfrentou críticas a respeito de, entre outras coisas, a viralização de desinformação sobre a covid-19 e o papel que a empresa desempenhou na disseminação das falsas alegações do ex-presidente Donald Trump de que a eleição presidencial de 2020 foi fraudada.

“A importância dela como mensageira sem dúvidas mudou ao longo do tempo com o rumo da empresa”, acrescentou Crystal.

Teto de vidro

Embora as mulheres tenham conquistado pequenas vitórias ao chegarem aos níveis mais altos de poder nas corporações, os cargos executivos, conhecidos como C-level, ainda são predominantemente ocupados por homens. Em 2021, 26% de todos os CEOs e diretores administrativos eram mulheres, uma alta em comparação aos 15% de 2019, de acordo com um relatório do Catalyst, grupo que defende a inclusão das mulheres nos locais de trabalho.

O movimento para ter mais mulheres em cargos de maior peso no mundo corporativo americano estagnou nos últimos anos. Diante de escolhas difíceis entre como equilibrar as aspirações de carreira com as demandas de cuidado dos entes queridos durante as paralisações causadas pela pandemia, muitas mulheres recuaram no mercado de trabalho. Um relatório de 2021 realizado pela McKinsey em parceria com a Lean In descobriu que 1 em cada 3 mulheres havia considerado deixar de trabalhar ou mudar de carreira, o que correspondeu ao aumento do número de mulheres que disseram o mesmo durante os primeiros meses da pandemia.

E as trabalhadoras, sobretudo aquelas de minorias raciais, costumavam estar em maior número entre os profissionais que mais foram impactados pela pandemia. Um relatório recente do National Women’s Law Center descobriu que ainda havia 1 milhão de mulheres a menos na força de trabalho em janeiro de 2022 do que em fevereiro de 2020, enquanto os homens, em sua maioria, recuperaram os empregos perdidos durante aquele período.

Sheryl disse em entrevista ao Post que acha que a campanha Lean In pode e vai sobreviver à sua saída do Facebook.

Senador Richard Burr (esq.) foi um dos chefes de comissão que interrogou Sheryl (dir.)no senado americano
Senador Richard Burr (esq.) foi um dos chefes de comissão que interrogou Sheryl (dir.)no senado americano

Existem outras mulheres em cargos de destaque na tecnologia que poderiam continuar o movimento de onde Sheryl parou. No ano passado, Fidji Simo deixou seu cargo como chefe do aplicativo do Facebook para se tornar a CEO da Instacart. Deborah Liu, também ex-executiva do Facebook, tornou-se CEO da Ancestry.com. Susan Wojcicki é a CEO do YouTube, e Safra Catz é dona desse título na empresa de software Oracle.

A diretora jurídica do Facebook, Jennifer Newstead, e a diretora de negócios, Marne Levine, assumiram recentemente cargos importantes na gigante das redes sociais.

“Ainda há milhares de questões para as mulheres na tecnologia, mas Sheryl deixa um longo rastro de executivas que podem assumir esse posto”, disse Katie Harbath, ex-funcionária do Facebook e CEO da consultoria Anchor Change.

“Faça Acontecer”

A imagem de Sheryl como uma feminista no mundo corporativo ficou evidente pela primeira vez após o TED Talk de 2010, no qual ela contou o que acreditava serem as razões pelas quais as mulheres ainda tinham dificuldades para competir com os homens na ascensão na hierarquia corporativa. Ela argumentou, entre outras coisas, que as mulheres com frequência se retraíam por não receberem crédito por suas conquistas ou por não buscarem oportunidades mais ambiciosas pelo medo de não conseguirem lidar com as demandas de suas vidas pessoais.

“Ninguém chega aos melhores escritórios se escondendo, sem se mostrar”, disse ela. “E ninguém consegue uma promoção se não acredita que merece o seu sucesso.”

Sheryl continuou a falar do tema no livro de 2013 “Faça Acontecer: Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar”, que ajudou a colocá-la no centro das atenções. Mais tarde, ela criou a fundação Lean In, que ajuda a organizar grupos de networking para mulheres apoiarem umas às outras em suas carreiras.

Mas as reflexões de Sheryl rapidamente receberam críticas por não levarem em consideração os obstáculos extras enfrentados por mulheres negras e por aquelas que não trabalham em ambientes corporativos. Outros argumentaram que ela estava minimizando os obstáculos sistemáticos que mantêm as mulheres fora das salas de reuniões e exagerando no peso das ações delas mesmas na questão.

Amy Nelson, fundadora e co-CEO de uma startup de espaços de coworking para mulheres chamada Riveter, disse esperar que Sheryl se concentre em trazer maior equidade para a conversa que a Lean In iniciou.

“Ela estava falando de algo antes de muitas pessoas, no que diz respeito às profissionais mulheres, terem uma comunidade e defenderem umas às outras, e acho que o Lean In desempenhou um papel crucial ao mudar isso”, disse Amy. “Mas também acho que está muito claro que a capacidade de fazer acontecer é um privilégio em grande parte possuído por mulheres brancas, e a discussão esquece das mulheres que não têm dinheiro, conexões ou apoio.”

“Acho que precisamos ter essa conversa”, continuou Amy. “Não seria legal se Sheryl liderasse essa discussão?”

A estratégia do “faça acontecer” também encarou desafios filosóficos do movimento #MeToo, que destacou a cultura disseminada de assédio sexual e sexismo que existe até mesmo para mulheres altamente bem-sucedidas em suas carreiras. Entretanto, na semana passada, mulheres dentro e fora do Facebook a parabenizaram pelos passos dados por ela.

“Acho que ela iniciou esse movimento”, disse Debbie Frost, ex-executiva do Facebook e atual conselheira da Lean In. “Não acho que isso deixe de existir com a saída dela. Na verdade, acho que o impacto que ela pode ter em mais empresas e organizações agora será o que vai ser mais profundo e emocionante.”

Quanto ao futuro de Sheryl, ela disse que ele ainda não está totalmente planejado. Ela vai se casar novamente em breve e continuar a criar seus filhos, disse em um post no Facebook ao anunciar sua saída da empresa.

“Não tenho certeza do que o futuro me reserva – aprendi que ninguém nunca tem”, disse ela no post. “Sei que haverá mais foco na minha fundação e no trabalho filantrópico, que é mais importante para mim do que nunca, levando em consideração como esse momento é crítico para as mulheres”./TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA