Entenda a polêmica sobre Kim Kardashian ter danificado o vestido de Marilyn Monroe

A influenciadora e empresária está sendo acusada de danificar o vestido histórico usado pela atriz em 1962, depois de surgir com a peça no tapete vermelho do Met Gala 2022
GUILHERME DE BEAUHARNAIS

Kim Kardashian usou vestido de Marilyn Monroe para o MET Gala (Foto: Reprodução/Instagram)

Kim Kardashian parou a internet quando os rumores de que usaria um vestido histórico de Marilyn Monroe no Met Gala 2022 se tornaram verdade. No evento luxuoso da primeira segunda-feira de maio, no Metropolitan Museum de Nova York, a socialite e empresária surgiu no tapete vermelho com a icônica peça que a atriz americana usou para cantar “Parabéns a Você” no aniversário do presidente John F. Kennedy, em 1962. Agora, imagens reveladoras mostrando os danos causados ao item foram divulgadas, provocando revolta nas redes sociais.

Milhares de internautas já haviam criticado a decisão da ex-mulher de Kanye West em usar o vestido de 60 anos. Criado pelo figurinista de Hollywood Bob Mackie, a peça tem mais de 6 mil cristais costurados sobre um tecido translúcido. “Hoje, todo mundo usa vestidos assim, mas, esse não era o caso antigamente,” disse Kim Kardashian na época do baile. “De certa forma, é o primeiro naked dress. Por isso é tão chocante”.

Não tão chocante, porém, quanto a reação de usuários ao perceberem que vários dos cristais foram perdidos depois que Kim usou a peça. Rasgos e outros desgastes também estão entre os danos, expostos em fotografias de “antes e depois” compartilhadas pelo perfil @marilynmonroecollection no Instagram, que soma mais de 82 mil seguidores.

Kim Kardashian elege vestido de Marilyn Monroe (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian usou vestido de Marilyn Monroe para o MET Gala (Foto: Reprodução/Instagram)

Até o Met Gala, o vestido estava sendo mantido em um cofre escuro, a 20ºC e com 40-50% de umidade, no Ripley’s Believe It Or Not Museum de Orlando, Flórida. O museu, que faz parte de uma rede, comprou a peça em 2016, no leilão Julien’s Auctions, por 4,8 milhões de dólares, marcando o recorde de vestido mais caro já leiloado no mundo. Antes disso, ele já havia sido leiloado em 1999, pela tradicional Christie’s, por mais de 1 milhão de dólares. Originalmente, Marilyn comprou do estilista Jean-Louis (que trouxe o croqui de Mackie à vida) por 1.440 dólares.

Actress Marilyn Monroe sings "Happy Birthday" to President John F. Kennedy at Madison Square Garden, for his upcoming 45th birthday. (Foto: Bettmann Archive)
A atriz Marilyn Monroe cantando “Parabéns a Você” na noite do aniversário do presidente John F. Kennedy (Foto: Bettmann Archive)

Antes de Kim Kardashian surgir no red carpet, a atriz americana havia sido a única pessoa a usar a peça. “Sou uma grande fã de leilões e tenho alguns itens do JFK, então conheço o dono da Julien’s. Ele me colocou em contato com a equipe do Ripley’s e foi assim que a conversa começou”, explicou a socialite que, meses antes do baile, provou uma réplica do vestido icônico que serviu perfeitamente. Resultado: o museu concordou em emprestar o modelo, o enviando em um avião particular da Flórida até Calabasas, onde vive o clã Kardashian-Jenner.

NEW YORK - SEPTEMBER 21:  Marilyn Monroes dress, worn during her 1962 performance of Happy Birthday for President John F. Kennedy, is displayed during a press conference for the exhibit Marilyn: Character Not Image curated by Whoopi Goldberg at Mana Conte (Foto: Getty Images)
O icônico vestido de Marilyn Monroe, usado pela atriz americana na noite do aniversário do presidente John F. Kennedy (Foto: Getty Images)
NEW YORK - SEPTEMBER 21:  Marilyn Monroes dress detail, worn during her 1962 performance of Happy Birthday for President John F. Kennedy, is displayed during a press conference for the exhibit Marilyn: Character Not Image curated by Whoopi Goldberg at Man (Foto: Getty Images)
Detalhes do vestido de Marilyn Marilyn, antes de ser usado por Kim Kardashian (Foto: Getty Images)

Na segunda prova, acompanhada por seguranças, o vestido não serviu. Kim, que precisou usar luvas, confessou que “queria chorar porque não podíamos fazer nenhuma alteração”. A solução foi fazer uma dieta rigorosa durante três semanas, que garantiu à Kardashian os 7 quilos a menos necessários para caber na peça, que alguns comentadores na internet chegaram a descrever como um “tesouro nacional”.

Na noite do Met Gala, todo o cuidado foi tomado para que a empreitada fosse um sucesso. Kim se trocou em um pequeno provador na base dos degraus do evento, onde foi acompanhada por um conservador do Ripley’s. Depois de cruzar o tapete vermelho com a peça orginal, ela se trocou novamente, dessa vez para uma réplica do vestido, também emprestada pelo museu. “Sou extremamente respeitosa sobre o que o vestido significa para a história americana. Nunca arriscaria danificá-lo”, comentou.

Ainda assim, mais de um mês depois do baile, foram divulgadas imagens mostrando em detalhes os danos causados. No TikTok, o crítico de moda Luke Meagher, do perfil Haute le Mode, compartilhou um vídeo comentando o ocorrido, acumulando mais de 1,3 milhões de visualizações. No Google, as pesquisas sobre “Kim Kardashian danificou o vestido de Marilyn Monroe” tiveram um aumento repentino e a influenciadora está entre os assuntos do momento no Twitter.

Loewe celebra o lançamento da coleção #LOEWEpaulas em Ibiza

por Eduardo G.

Richie Shazam e Devin Halbal #LOEWEpaulas

O fucking young passou um fim de semana em Ibiza com a Loewe Perfumes para descobrir os verdadeiros sentimentos por trás desta coleção, que inclui roupas, acessórios, a nova fragrância ‘Eclectic’ e uma loção corporal.

Mais uma vez este ano, para marcar o lançamento do Loewe Paula’s Ibiza , o Diretor Criativo Jonathan Anderson organizou um fim de semana em Ibiza para amigos da marca, que incluiu uma série de eventos exclusivos, desde um mercado de pulgas personalizado e festa em Las Dalias até um almoço à beira-mar no restaurante Cala Bonita, seguido de um jantar de coquetel no Beach Caves do recém-inaugurado hotel Six Senses.

Jeanne Cadieu e Jonathan Anderson

Pudemos viver a experiência completa na primeira pessoa, conhecendo Armin Heinemann, o criador da icônica loja de moda Paula’s fundada em 1972 que se torna parte da essência da ilha desde o início. Armin mais tarde incorporou Stuart Rudnick à equipe. ‘Se ele conseguiu vender flores silvestres à beira da estrada para os visitantes de Ibiza… ele era a pessoa perfeita para fazer parte do projeto.’ – Armin explica. Embora a loja tenha fechado no início dos anos 2000, seu legado vive agora mais do que nunca.

Fundadores da loja de Paula em Ibiza Armin Heinemann & Stuart Rudnick

50 anos depois de começar a aventura, esses dois soul-hippies veem como Loewe e Jonathan Anderson (que conhece a Paula’s porque passou o verão de sua infância em Ibiza) revivem a história, usando estampas originais e transformando esta coleção de verão em uma das itens mais desejados do mundo.

Biel Yuste

‘Todo o projeto de Paula nasce da liberdade absoluta’, nos conta Armin. E foi exatamente isso que sentimos nesta viagem dos sonhos, que compartilhamos com os atores Franco Masini e Hugo Arbués; modelo Jeanne Cadeau; a designer de sapatos Amina Muaddi; O comediante americano Ziwe e criadores de conteúdo como Bryan Boy, Susie Bubble, Gala Gonzalez, Biel Yuste, Miranda Makaroff, Marc Forné ou Blanca Miró. Todos viajaram para a ilha para mostrar seu apoio e amor pela Loewe.

O mítico mercadillo Las Dalias , onde normalmente se encontram diferentes barracas de artesanato e produtos locais, foi redecorado por uma noite, para uma festa privada excepcional cheia de detalhes em cada esquina. Até os moradores da ilha falam sobre esse momento há semanas. Ao cair da noite, o mercado se transformou em boate, vibrando junto com o Dj set de Rami do The XX , deixando o espírito da coleção Ibiza de Paula tomar conta de nós.

Pascal Moscheni
Gray Sorrenti e Olivia Pezzente
Suporte LOEWE Aromas para Casa
Susie Lau
Stand LOEWE Paula’s Ibiza
Mona Tougaard
Stephane Bak e amigo
Marc Forné
Loção corporal e sabonete Ibiza ‘Electic’ da LOEWE Paula 
Paul Hameline
Franco Masini
Stand Elpelut
Stand Paula’s Ibiza com peças originais do arquivo 
Amina Muaddi e Jahleel Weaver
Adam Bainbridge
Kemio & Parker Kit Hill
Miranda Makaroff
Parker Kit Hill

www.perfumesloewe.com

Imagens cortesia de Loewe
(César Segarra, Artenqueardan)

Coringa 2 | Lady Gaga negocia para interpretar Arlequina; sequência será musical

Cantora e atriz se juntaria a Joaquin Phoenix no elenco
CAIO COLETTI

Photography: Steven Meisel Model: Lady Gaga Styling: Edward Enninful Hair: Guido Palau Make-Up: Pat McGrath Manicure: Jin Soon Choi

Lady Gaga pode estrelar Coringa 2: Folie a Deux ao lado de Joaquin Phoenix. Segundo o The Hollywood Reporter, a cantora e atriz de Nasce Uma Estrela Casa Gucci está em negociações iniciais para interpretar a Arlequina na sequência do longa de 2019.

Gaga seria dirigida por Todd Phillips no filme, que – de acordo com fontes do veículo – terá elementos musicais. O cineasta escreveu o roteiro ao lado de seu colega do primeiro CoringaScott Silver, e o título foi revelado recentemente pelas redes sociais.

Coringa fez história como o filme baseado em HQs com maior número de indicações no Oscar. Foram 11, incluindo melhor filme, e vitórias em melhor ator (Phoenix) e melhor trilha sonora (Hildur Guðnadóttir).

Na trama, acompanhávamos uma versão alternativa do famoso palhaço do crime de Gotham City. Inspirado por clássicos de Martin Scorsese, como Taxi Driver O Rei da Comédia, o filme buscava discutir saúde mental e exclusão social através do personagem.

Arrecadando mais de US$ 1 bilhão na bilheteria mundial, o longa ultrapassou os filmes do Deadpool e se tornou o longa para maiores mais lucrativo da história.

Amber Heard será cortada de ‘Aquaman 2’ e papel reformulado, diz site ‘Just Jared’

Segundo o ‘Just Jared’, estúdio decidiu tirar atriz de elenco de longa com Jason Momoa após teste com público; ela perdeu processo de difamação movido por ex-marido Johnny Depp

Amber Heard em Aquaman (Foto: Reprodução)

Amber Heard está sendo cortada de Aquaman 2, segundo o site  Just Jared, e seu papel, a princesa Mera, será refomulado. De acordo com o veículo, a Warner testou o filme junto ao público e decidiu inclusive refilmar algumas cenas com Jason Momoa e Nicole Kidman. A permanência da atriz na franquia já tinha questionada durante o conturbado julgamento de difamação de seis semanas contra ela movido seu ex-marido Johnny Depp, que a atriz perdeu.

“A Warner Bros. decidiu reformular o papel de Amber Heard depois de testar o filme. Eles vão fazer refilmagens com Jason Momoa e Nicole Kidman”, disse a fonte do Just Jared, acrescentando que a nova atriz interpretaria Mera em Aquaman 2 e qualquer filme futuro da DC.

Aquaman e o Reino Perdido, o título oficial de Aquaman,  está programado para chegar aos cinemas em 17 de março de 2023.

Anvi | Spring Summer 2022 | Full Show

Anvi | Sangue Novo | Spring Summer 2022 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Moda Lisboa/Lisboa Fashion Week) #Anvi #SS22 #Modalisboa

Daniela Rettore for Marie Claire Hong Kong with Elodie Christ

Photographer: Daniela Rettore. Fashion Stylist: Benedetta Ceppi. Hair Stylist: Salvatore Pennisi. Makeup Artist:  Barbara Bonazza. Retouch: Katya Kachanouskaya. Models: Elodie Christ at Monster Milan.

Antes de ‘Runway Bird’, Irina Lazareanu revela momentos épicos em sua carreira

por ROSIE DALY

Com sua presença inspiradora desde que chegou ao cenário da moda no início dos anos 2000, Irina Lazareanu é a derradeira Cool Girl™. Seu forte senso de estilo pessoal e beleza élfica pós-punk fizeram com que ela se tornasse a musa de Karl Lagerfeld e Nicholas Ghesquiere e uma colaboradora frequente de Kate Moss. Agora com duas décadas de carreira, Irina faz uma retrospectiva com Models.com e compartilha um trecho de seu livro recentemente publicado, Runway Bird: A Rock ‘n’ Roll Style Guide .

Staying Power é uma série contínua que celebra modelos que passaram pelo menos uma década trabalhando no topo da indústria. Por meio de uma seleção de suas imagens mais significativas, esses nomes familiares e favoritos da moda cult contam suas histórias.

imagem cortesia de Irina Lazareanu

Vogue Tchecoslováquia, abril de 2022
Fotografado por Branislav Simoncik

Voei para Paris na manhã de 24 de fevereiro de 2022, para fotografar minha primeira capa da Vogue em anos e começar a promover meu novo livro, “Runway Bird”. Eu estava, como você pode imaginar, em alto astral e ansioso para começar a trabalhar. Quando pousamos e fomos autorizados a ligar nossos telefones, as notificações começaram a soar pelos corredores: a Rússia havia invadido a Ucrânia. Meu humor passou de efervescente para desespero quando dei meus primeiros passos para fora do avião em um estado de descrença. Quando cada um de nós chegou naquela manhã, reconheci a mesma tristeza em seus olhos e, mais fundo por trás disso, uma memória muito familiar de medo e opressão nas mãos da URSS. Se você é da Europa Oriental, isso está embutido em seu DNA.

Foi Jan Králíček , Diretor Criativo e Diretor de Moda da Vogue Tchecoslováquia, e o fotógrafo Branislav Simoncik que vieram em nosso socorro, elevaram nosso moral e nos ajudaram a descobrir “o que uma revista de moda pode fazer pela paz?” Na minha experiência, as coisas nunca parecem funcionar como deveriam inicialmente, e esta sessão de capa confirma isso. Esta história deveria ser uma homenagem à moda indie na primeira década dos anos 2000. Um dos aspectos daquela década que mais sinto falta foi como os smartphones e as mídias sociais ainda estavam por chegar. Sem a distração do Twitter, YouTube, Instagram, etc, quando os artistas se reuniam, eles passavam mais tempo em diálogos ininterruptos, onde as ideias se desenvolviam com mais fluidez em colaborações criativas.

Erin [Wasson] e eu fomos encarregados de recriar o visual distinto da época, repleto de atitude punk e uma confluência de referências musicais que vão do Grunge ao New Wave e Krautrock. Com a ajuda da nossa talentosa estilista Chiara Totire, começamos a pintar um retrato honesto e íntimo do que era sinônimo de alfaiataria daqueles anos. Como Erin colocou naquele dia em seu idioma inimitável: “auto e expressivo”. Erin sempre teve a capacidade de prever tendências através da pura exuberância de sua clareza nítida e única. Ela tem inteligência e percepção para sempre encontrar algo raro e maravilhoso que está acontecendo na consciência social de uma época e transformá-lo em arte. A adição de última hora do sinal de paz na capa parecia um aceno apropriado para o sentimento subjacente de profunda preocupação que todos sentimos naquele dia como filhos do Oriente. A incrível equipe da Vogue Czech conseguiu nos tirar do desespero por um dia, e acho que você pode sentir isso nas imagens.

imagem cortesia de Irina Lazareanu

Dior Couture, 60º aniversário, 2007
Fotografado por Robert Fairer

A Paris Fashion Week é inegavelmente o evento da joia da coroa dentro da indústria. Algumas das minhas experiências de passarela mais inesquecíveis aconteceram na Cidade Luz, principalmente no 60º aniversário da Dior em Versalhes. Ao longo dos corredores do Orangery foi a passarela mais longa que eu já andei – quase uma milha! Para ser honesto, porém, parecia mais dez naqueles saltos. O elenco do show foi um quem é quem de supermodelos: Linda, Naomi, Amber, Shalom, Gisele – a lista continuou. Naquela temporada, John [Galliano] transformou suas musas em interpretações tridimensionais de obras de pintores impressionistas e modernos. Cada modelo recebeu um briefing para um papel pseudo-teatral para ajudá-la a entrar no personagem. Gisele tornou-se a Vespa Negra, Helena Christensen foi Catarina, a Grande.

A energia nos bastidores foi frenética! Todos sentimos que este desfile poderia ser lembrado como um momento importante na história da moda. A emoção era palpável. Como se vê, reunir sessenta supermodelos em um ambiente real cria um enredo cativante. Sem revelar muito, tenho certeza que você pode imaginar as reviravoltas narrativas que a galeria de personagens de um trapaceiro poderia criar. Havia drama de diva suficiente para fazer Maria Antonieta corar. Para começar, uma certa supermodelo estava faltando em ação. Seu jato particular estava parado em uma pista abastecido e pronto para partir. Ela, no entanto, estava enfrentando algumas dificuldades técnicas com seu outro significativo devido a padrões climáticos imprevisíveis causados ​​por sua atitude insuportável. Havia três tendas de maquiagem separadas atribuídas a diferentes categorias: ‘modelo’, ‘supermodelo’, ou ‘super supermodelo’. Quem teve essa ideia brilhante não demorou muito para este mundo. Classificar supermodelos em ordem de importância não é algo que qualquer mortal deveria tentar.

Depois de cinco horas de cabelo e maquiagem e várias garrafas de champanhe, eu estava coberta de glitter e penas e estava metodicamente entrando no personagem. Rindo e dando risadinhas em direção à passarela, eu rapidamente percebi que ninguém poderia realmente andar com os sapatos. “Dane-se”, gritou Naomi, “vamos flutuar na pista!” Um mero dobrador de pára-choques para este grupo de estrelas, que, é claro, se saiu bem. Um show mágico, requintado e delicioso, foi perfeito e, como todos os shows de John, nos divertimos – talvez um pouco demais – na luxuosa after-party, considerando que metade de nós mal chegou a Chanel na manhã seguinte.
Extraído de Runway Bird: A Rock ‘n’ Roll Style Guide de Irina Lazareanu, © Flammarion, 2022.

imagem cortesia de Irina Lazareanu

Capa Self Service S/S 2006
Fotografada por Inez e Vinoodh

O conceito do nosso editorial Self Service foi este: dois universos paralelos que de alguma forma colidem na mesma suíte de hotel do Saint Regis em NYC. Duas mulheres diferentes, cada uma representando a estética de duas décadas diferentes. A segunda modelo foi minha amiga, Hilary Rhoda , a quintessência da bomba americana e de uma beleza natural totalmente intimidadora. Eles a transformaram em uma garota feroz dos anos 80, nos moldes de Brooke Shields ou Joan Collins, ambas divas que definiram uma década. Meu personagem era definitivamente uma interpretação moderna de Penelope Tree. Habitando uma mentalidade de vanguarda dos anos 60, ela era uma combinação de excentricidade e inocência, parte franja icônica, parte Blow Up de Antonioni . Eu não pulava assim desde que vi New Order nos anos 90 em Manchester.

Tudo isso aconteceu sob o olhar atento e a direção precisa de Suzanne Koller . Muito mais que uma estilista, Suzanne é uma verdadeira diretora artística. Ao longo de sua carreira estelar na Self Service (a revista que ela criou com Ezra Petronio) e M Le Monde, ela sempre retratou com desenvoltura uma visão confiante da feminilidade, criando imagens atemporais que são ao mesmo tempo modernas, poéticas, fortes e sensuais. Fiel à forma, a aposta de Suzanne aqui foi audaciosa, pois a história poderia facilmente se transformar em um fiasco. Sou mais baixa que Hilary e nossas estruturas faciais não têm nada em comum, mas Suzanne encontrou uma maneira de utilizar nossas diferenças com grande efeito, transformando o clima com uma energia percussiva que fica evidente nas imagens. Seu estilo era um verdadeiro je ne sais quoide acessórios peculiares e vestidos glamorosos.

Quando a mágica acontece, há apenas uma coisa a fazer: observar e aprender. Foi exatamente o que fiz naquele dia. Há sempre um momento surreal de calma e serenidade quando você está no set, logo antes do clique dos obturadores da câmera começar. Geralmente é quando fecho os olhos e respiro fundo. Naquele dia, lembro-me de sentir que estávamos prestes a criar algo muito especial, a dedicação e atenção aos detalhes de toda a equipe foi inspiradora. A sensação de deixar ir e perder a ansiedade de precisar do controle perfeito do meu corpo (que tantas vezes tem ideias melhores que minha cabeça nesses momentos) é uma dádiva.

imagem cortesia de Irina Lazareanu

Runway Bird, 2022
fotografado por Jan Welters

Escolher uma capa para Runway Bird foi uma escolha orgânica e surpreendentemente fácil. A favorita unânime foi uma fotografia tirada por Jan Welters e com estilo de Lucy Pinter . Quando olho para esta imagem, sinto que sua energia contém com bastante precisão como me sinto fora da câmera – na busca pelo equilíbrio evolutivo de harmonia e caos e sua sincronicidade tranquilizadora com o tom do conteúdo do meu livro: alegre, honesto e divertido. Tive a sorte de ter trabalhado com essa dupla dinâmica muitas vezes ao longo dos 20 anos de minha carreira. Foi Jan quem tirou meu primeiro retrato no mesmo dia em que cheguei a Paris, em janeiro de 2002.

Olhando para trás agora, posso ver o quanto esse maestro da luz e rainha do estilo confirmada logo se tornou uma presença tranquilizadora para mim. Durante nossas muitas aventuras viajando pelo mundo fotografando campanhas para a marca Superfine de Lucy, eles sempre me incentivaram a ser eu mesmo e abraçar uma sensação de diversão diante das lentes, com aquela sensação de calma que só vem ao trabalhar com pessoas que você sabe que não são apenas um par de mãos seguro, mas profissionais no topo absoluto de seu jogo.

Jan & Lucy foram uma fonte de inspiração e uma fonte de felicidade constante ao longo da minha carreira, sempre encontrando uma maneira de manifestar qualquer imagem em que colaboramos em uma obra de arte cigana-punk atemporal. Eles são dois dos meus parceiros de crime favoritos de todos os tempos e, como tal, me enche de alegria que esta seja a fotografia na frente do meu livrinho engraçado.

Quanto ao que está dentro, acho que pode ser melhor descrito como uma série de cartas de amor para as pessoas mágicas com quem fui abençoado por me conectar durante todo o meu tempo na moda. Cada capítulo aborda uma pessoa específica, casa de moda ou banda/músico. Eu dou uma pequena vinheta anedótica sobre o primeiro encontro com eles ou uma história que eu sinto que melhor descreve sua personalidade e/ou meu relacionamento com eles, então me divirto falando sobre como – se você quiser – alguém pode pegar emprestado alguns de seus estilo de roupa ou atitudes. As pessoas que você encontrará à espreita nestas páginas são aquelas cuja influência mais me impactou, aquelas cujo feitiço ainda perdura. Alguns me desafiaram, alguns me ensinaram a me vestir, alguns me ensinaram a amar, e compartilho o que aprendi com eles.
Extraído de Runway Bird: A Rock ‘n’ Roll Style Guide de Irina Lazareanu, © Flammarion, 2022.

Ativista Luísa Mell narra documentário ‘Exportação Vergonha’ da ONG Mercy For Animals que mostra lado obscuro da exportação de animais vivos

O anúncio foi feito nesta terça-feira (14), Dia Internacional Contra a Exportação de Animais Vivos, criado por movimentos ligados à causa animal. Veja o trailer!

Foto: Miguel Perfectti

Imagine passar semanas confinado em um navio viajando de um continente ao outro com pouco espaço para circular e realizar necessidades básicas. Por ano, mais de meio milhão de animais deixam os portos do Brasil rumo ao mercado internacional como cargas vivas, em viagens que segundo defensores da causa animal, prejudicam a saúde e o bem-estar físico e psicológicos dos animais.

Buscando despertar os consumidores para esta realidade pouco conhecida, a ONG Mercy For Animals, dedicada ao fim da exploração animal, lançará em julho um documentário sobre a exportação de animais vivos no país. O anúncio foi feito nesta terça-feira (14), Dia Internacional Contra a Exportação de Animais Vivos.

A data foi criada em 2016 pela Compassion in World Farming, que promove ações internacionais de conscientização sobre o assunto, depois que 13.000 ovelhas morreram durante uma viagem marítima da Romênia para a Somália.

Narrado pela ativista Luisa Mell, o documentário “Exportação Vergonha” mostra imagens inéditas de investigação sobre a passagem pelo Brasil, em março de 2022, do Mawashi Express, o maior navio de transporte de animais vivos do mundo. O filme traz entrevistas e dados para contextualizar o tema com base em um relatório investigativo produzido pela ONG, em parceria com a agência independente de jornalismo Repórter Brasil.

“O objetivo é potencializar o despertar da consciência da população brasileira e internacional para a urgente necessidade do banimento desta atividade econômica, que é uma das piores da indústria devido ao extremo sofrimento dos animais, além de impactos negativos ambientais e sociais”, diz em nota Cristina Mendonça, diretora executiva da Mercy For Animals no Brasil.

O lançamento, que ainda terá a data anunciada, faz parte de uma campanha mais ampla pelo fim da prática, que conta também com uma petição pública criada pela própria ativista Luisa Mell. O documento que angaria assinaturas no site Change.org busca pressionar o Congresso Nacional a aprovar um dos três projetos de lei que visam proibir, em todo o território nacional, a exportação de animais vivos para abate: o PL 357/2018, o PL 3093/2021 e o PL 3016/2021.

Segundo o relatório, atualmente, o Brasil é o segundo maior exportador de bovinos vivos por via marítima, o segundo maior fornecedor do Oriente Médio e o maior fornecedor do Norte da África. A cada ano, ao redor do mundo, cerca de 11 milhões de bovinos são exportados vivos para abate. Uma parte significativa (18%) desses animais é transportada em navios por longas distâncias a partir de portos localizados na Oceania e na América do Sul.

Antes de chegarem ao porto para a viagem, com frequência os bois têm que enfrentar longas e debilitantes viagens de caminhão, principalmente na região Norte do Brasil. Grande parte das fazendas fornecedoras nessa região localizam-se a centenas de quilômetros das estações de pré-embarque (EPEs), locais em que os animais permanecem por dias ou semanas, até serem transportados para o porto.

Se a pandemia da Covid-19 cobrou sua dose de confinamento da sociedade, para as cargas vivas a situação ficou mais dramática. Os mais de 2 bilhões de animais, incluindo vacas, ovelhas, cabras, porcos e galinhas, exportados a cada ano ficaram presos em trânsito por muito mais tempo do que o esperado. Para além dos danos ao bem-estar animal, situações como essa também são um campo fértil para problemas sanitários e doenças.

Atentos ao risco, vários países estudam propor a proibição da exportação de animais vivos. Em agosto do ano passado, o Reino Unido anunciou que colocaria um fim à prática. No mesmo ano, a Nova Zelândia disse que encerraria a exportação de gado por mar a partir de abril de 2023, citando preocupações com danos à reputação do país em bem-estar animal.

Inside Designer Anna Sui’s Otherworldly Apartment Filled With Wonderful Objects | Vogue

“There’s always a sense of irony,” says designer Anna Sui of her interior style, which includes a red-adorned room and mirrored bathroom. Anna guides us through her otherworldly apartment filled with mythological creatures, secret doorways and vintage Vogue magazines.

“Sempre há uma sensação de ironia”, diz a designer Anna Sui sobre seu estilo de interior, que inclui um quarto decorado em vermelho e banheiro espelhado. Anna nos guia por seu apartamento sobrenatural cheio de criaturas mitológicas, portas secretas e revistas vintage da Vogue.

Director: Posy Dixon
Director of Photography: Rachel Batashvili
Editors: Alana McNair, Robby Massey
Senior Producer: Jordin Rocchi
Producer: Nicola Pardy
Assistant Camera: Haitao Zeng
Gaffer: Sam Warga
Audio: Gabe Quiroga
Associate Producer: Jessica Gordon
Production Assistant: Carlo Betia
Hair Stylist: Steven Fernandes
Makeup Artist: Ayako Yoshimura
Production Manager: Kit Fogarty
Line Producer: Tina Magnuson
Post Production Coordinator: Andrea Farr
Post Production Supervisor: Marco Glinbizzi
Associate Director, Creative Development, Vogue: Alexandra Gurvitch, Billie JD Porter
Director of Content, Vogue: Rahel Gebreyes
Senior Director, Programming, Vogue: Linda Gittleson
Executive Producer: Ruhiya Nuruddin
VP, Digital Video Programming and Development, Vogue (English Language): Joe Pickard

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