Beyoncé Knowles-Carter – British Vogue July 2022 Cover

British Vogue July 2022 Cover
Source: vogue.co.uk
Published: July 2022

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Rafael Pavarotti – Photographer Edward Enninful – Editor Edward Enninful – Fashion Editor/Stylist Jawara – Hair Stylist Sir John – Makeup Artist Mary Howard – Set Designer Jill Demling – Casting Director Miho Okawara – Manicurist Beyoncé Knowles-Carter – Entertainer

Julia Gastin abre loja em Ipanema com peças que remetem a falos e vulvas

A designer ficou conhecida por resgatar as joias de crioula, ornamentos afro-brasileiros produzidos na Bahia entre os séculos XVIII e XIX e usados por mulheres negras, alforriadas ou escravas
Por Gilberto Júnior

Designer Julia Gastin em seu novo espaço, em Ipanema – Foto: Ana Branco

Julia Gastin aparece em cena com um colar curioso, repleto de pingentes de pênis. Uma versão erotizada de seu trabalho, sempre pautado por uma pesquisa profunda nas raízes brasileiras. “Trouxe também a figura da vulva. Quis sair do trivial. Por que presentear alguém com uma bermuda se podemos surpreender, sair do lugar-comum?”, questiona a designer, de 35 anos. Essas peças ocupam posição de destaque no espaço que a carioca acaba de inaugurar em Ipanema, na garagem de uma casa de pedra onde também funciona a multimarcas Pinga. “Minha história começou em 2016 num ateliê no Horto. “Gostava do clima, mas ficava muito escondida. Adoro essa ideia de estar na rua, próxima ao público. Decorei o ambiente com palha, madeira e outros elementos que traduzem minha obra.”

Antes dos falos e das vulvas, a designer ficou conhecida por resgatar as joias de crioula — ornamentos afro-brasileiros produzidos na Bahia entre os séculos XVIII e XIX e usados por mulheres negras, alforriadas ou escravas. “Sou apaixonada pela cultura do meu país, que passei a entender melhor ao fazer parte da equipe de figurino do ‘Esquenta’, programa que foi apresentado por Regina Casé. Ela, inclusive, é uma das minhas maiores referências”, conta Julia, que soma passagens pelos estilos das extintas grifes Marcella Virzi e Zigfreda.

“Iniciei meu negócio para fugir do minimalismo que existia em nossa joalheria, que dialogava com o que era feito nos Estados Unidos e na Europa. Além desse passado, o funk e a cultura de rua estão no meu radar. Quero que esse Brasil profundo enfeite nossos corpos.”

Emma Thompson fala sobre o desafio de aparecer nua na tela aos 63 anos em ‘Boa Sorte, Leo Grande’

Em ‘Boa Sorte, Leo Grande’, ela interpreta professora que nunca teve um orgasmo
NICOLE SPERLING

Se “você quer que a iconografia do corpo feminino mude”, disse Emma Thompson, “é melhor você fazer parte da mudança”.Crédito…Charlotte Hadden para o New York Times

THE NEW YORK TIMES – Os cabelos brancos revoltos são a primeira coisa que você percebe em Emma Thompson; a tonalidade deles é muito mais chique do que a pessoa média de 63 anos ousaria escolher, mas ao mesmo tempo não ignora a idade da atriz. Os cabelos vêm acompanhados por sorriso largo e generoso e por uma expressão inteligente e convidativa que sugere tanto um senso de humor seco e ferino quanto disposição de trocar ideias abertamente.

Mas mesmo assim, Thompson começa nossa conversa via vídeo dando uma de MacGyver e usando papel e fita adesiva para bloquear parte do monitor de seu computador, porque não gosta de se ver na tela. “A única coisa que não suporto no Zoom é ter de olhar para meu rosto”, ela disse. “Por isso, vou me cobrir.”

Estamos sentadas diante de nossos computadores a fim de discutir aquele que talvez seja o papel mais revelador de sua carreira. Em seu novo filme, “Boa Sorte, Leo Grande”, dirigido por Sophie Hyde, Thompson se dilacera emocionalmente e se desnuda fisicamente, e não de um jeito sutilmente iluminado e sensual.

Thompson interpreta Nancy, uma professora que um dia foi religiosa e enviuvou recentemente, e nunca teve um orgasmo. Ela sempre foi completamente dedicada ao marido e aos filhos, e carrega imensos arrependimentos pela vida que não viveu e pelas crianças chatas e carentes que criou. Nancy contrata um profissional do sexo, um homem muito mais jovem, interpretado pelo novato Daryl McCormack (“Peaky Blinders”), para lhe propiciar o prazer que nunca teve. A audiência acompanha a trajetória dessa mulher com quem é fácil demais simpatizar –ela poderia ter sido sua professora, sua mãe, você—, e que, nas palavras de Thompson, “cruzou todas as barreiras que um dia reconheceu na vida”, naquele ato monumental de rebelião.

“Sim, ela tomou uma decisão completamente extraordinária, de fazer algo incomum, audacioso e revolucionário”, disse Thompson, de seu escritório em Londres. “Em seguida, ela toma duas ou três decisões de não fazê-lo. Mas tem sorte porque escolheu alguém que, por sorte, é muito sábio e instintivo, e tem um nível de insight incomum sobre a condição humana; ele a compreende, sabe pelo que ela está passando, e é capaz de dar a entender gentilmente que talvez exista um motivo para tudo aquilo”.

Thompson aceitou o desafio de fazer o filme com o que ela define como “saudável terror”. Ela conhecia a personagem em nível celular –mesma idade, mesma origem, mesmo impulso de fazer a coisa certa. “O que me separa dela é só um pedacinho de papel e a intervenção do acaso”, brincou a atriz.

Mas o papel exigiu que ela revelasse um nível de vulnerabilidade física e emocional a que Thompson não estava costumada. (Na preparação para esse trabalho aberto e positivo sobre sexo, que se passa quase todo dentro de um quarto de hotel, Thompson, McCormack e Hyde disseram que passaram boa parte de suas dias de ensaio nus.) A despeito de uma carreira de quatro décadas de duração, elogiada tanto por sua qualidade quanto pela irreverência, e que lhe valeu dois Oscars, um por atuação (“Retorno a Howard’s End”) e um por roteiro (“Razão e Sensibilidade”), Thompson só tinha aparecido nua na tela poucas vezes.

Daryl McCormack e Thompson em “Boa Sorte para Você, Leo Grande”, que a roteirista Katy Brand escreveu pensando na atriz.Crédito…Imagens do holofote

Ela disse que nunca foi magra o bastante para conquistar o tipo de papel que exige mostrar o corpo, e que, embora ela tenha tentado por algum tempo se beneficiar da indústria da dieta, e passado fome como todas as jovens atrizes que batalham por papéis na tela, não demorou a perceber que aquilo era “absurdo”.

“Não é justo quando uma atriz diz que ela é daquele jeito naturalmente. É desonesto e faz com que as outras mulheres se sintam uma” [ela usa um palavrão], disse Thompson. “Assim, se você quer que o mundo mude e que a iconografia do corpo feminino mude, você precisa fazer sua parte para essa mudança. Você precisa ser diferente”.

Para “Boa Sorte, Leo Grande”, a decisão de se despir foi dela e, embora tenha sido tomada com hesitação, Thompson disse acreditar que “o filme não seria o mesmo sem isso”. Mesmo assim, o momento em que precisou se posicionar completamente nua diante do espelho como o roteiro pedia, com um ar de serenidade e aceitação no rosto, foi a coisa mais difícil que ela já fez.

“Para ser completamente honesta, eu nunca vou estar satisfeita com o meu corpo. Isso nunca acontecerá”, ela disse. “Sofri lavagem cerebral desde muito pequena. Não há como alterar esses percursos neurais.”

Mas ela não tem dificuldades para falar sobre sexo. Tanto os absurdos da coisa quanto as complicações do prazer feminino. “Não consigo ter um orgasmo sem esforço. Preciso de tempo. Preciso de afeto. Não dá para correr para o clitóris, brincar com ele e esperar que dê certo. Isso não funciona, rapazes. Eles acham que basta apertar aquele botãozinho e lá vem os fogos de artifício, e tudo será maravilhoso.”

Existe um momento no filme em que Nancy e Leo dançam no quarto de hotel ouvindo “Always Alright”, do Alabama Shakes. Os dois estão se encontrando pela segunda vez, e o encontro vem acompanhado por uma lista de atos sexuais nos quais Nancy está determinada a mergulhar. O objetivo de eles dançarem é ajudá-la a deixar de lado o estresse, e desligar sua personalidade meticulosa de professora, que ameaça tirar o encontro dos trilhos. Leo a enlaça e dança com ela de olhos fechados, e vemos uma breve expressão de gratidão e ternura, temperada por uma dose de preocupação, surgir brevemente no rosto de Nancy.

Several women have written screenplays for Thompson. That’s because “she always somehow feels like she’s on your side,” Brand said.Credit…Charlotte Hadden for The New York Times

Para a roteirista do filme, Katy Brand, que trabalhou com Thompson como atriz em “Nanny McPhee e as Lições Mágicas” e que a imaginou no papel de Nancy desde que escreveu o primeiro rascunho do roteiro, aquele olhar é o ponto mais importante do filme.

“É absolutamente tudo”, disse Brand. “Ela sente sua juventude perdida e o tipo de desenvolvimento sexual orgânico e natural que poderia ter tido, se não tivesse conhecido seu marido. Há um arrepio não só sobre o que poderia ter acontecido mas quanto ao que ainda pode acontecer dali por diante”.

Brand não é a primeira jovem roteirista a escrever especificamente para Thompson. Mindy Kaling fez o mesmo em “Talk Show – Reinventando a Comédia”, e afirma que sempre amou a atriz, desde os 11 anos de idade. A roteirista Jemima Khan disse a Thompson que sempre quis que ela fosse sua mãe, e por isso escreveu um papel para ela em “What’s Love Got to Do With It?”, um filme que está em produção.

“Acho que o que Emma dá a todos, seja em pessoa, quando você a conhece, mas também nas telas, é a sensação de que sempre está do seu lado”, disse Brand. “E acho que as pessoas realmente respondem a isso. Ela realmente se aproxima de você, em um nível muito humano”.

A produtora Lindsay Doran conhece Thompson há décadas. Doran a contratou para escrever o roteiro de “Razão e Sensibilidade” depois de assistir a “Thompson”, uma série de curta duração que a atriz escrevia e protagonizou na BBC. As duas colaboraram nos filmes sobre a personagem Nanny McPhee, e estão trabalhando em uma versão musical deles. Thompson está escrevendo o libreto e trabalhando nas canções com Gary Clark (de “Sing Street”).

Para a produtora, o filme é o perfeito exemplo de uma roteirista que compreende totalmente sua atriz.

“Minha sensação era a de que Katy conhecia o instrumento, e sabia do que o instrumento era capaz, instantaneamente”, disse Doran. “Não é como se ela tivesse calculado que seria dramática em tal trecho, engraçada no outro e emotiva no terceiro. As expressões passam pelo rosto de Emma com tamanha rapidez que temos sempre um sentimento lá, uma emoção”.

Em sua crítica sobre “Boa Sorte, Leo Grande” para o The New York Times, Lisa Kennedy definiu Thompson como “terrivelmente ágil com as revelações e as tiradas de humor do roteiro”, e a revista Harper’s Bazaar a definiu como “um tesouro perpétuo que merece urgentemente sua quinta indicação ao Oscar”.

A trajetória óbvia para um filme como esse seria uma passagem pelo circuito de premiações, que provavelmente valeria a Thompson sua quinta indicação ao prêmio. Mas o filme, que estreou sexta-feira no serviço de streaming americano Hulu, não será lançado nas salas de cinema dos Estados Unidos.

Thompson não se incomoda. “É um filme pequeno, não há armas nele, e por isso não acho que muita gente sairia de casa para assisti-lo nos Estados Unidos”, ela disse, com uma piscada.

Isso pode ser verdade. Mas o mais importante é que, por conta de uma mudança nas regras da Associação de Artes e Ciências Cinematográficas que restaura a exigência de que um filme fique em cartaz pelo menos sete dias nos cinemas para que possa concorrer ao Oscar, como acontecia antes da pandemia, “Boa Sorte, Leo Grande” não é elegível para o prêmio, uma realidade que desagrada a diretora Sophia Hyde.

“É realmente decepcionante”, disse Hyde. “Compreendo o desejo de proteger o cinema, de alguma maneira, mas também creio que o mundo mudou demais. No ano passado, um trabalho feito para streaming ficou com o Oscar de melhor filme”. Ela argumentou que seu filme e outros feitos para serviços de streaming não são produções para a televisão. São cinemáticos, ela disse, e acrescentou que “é isso que a academia deveria proteger, e não o tipo de tela em que são exibidos”.

Já Thompson parece encarar a questão toda de um modo despreocupado. “Acho que, se considerarmos que o modo de vida pode ser um pouco mais puritano onde você está, talvez seja mais fácil para as pessoas compartilhar de algo assim em casa, e depois poder desligar a TV e preparar um bom chá horrível”, disse Thompson, rindo. “Porque nenhum de vocês americanos consegue fazer um chá bom”.

Tradução de Paulo Migliacci

Morre Paulo Diniz, figura da MPB por trás de ‘Pingos de Amor’, aos 82 anos

Além da música gravada por nomes como Paula Toller, artista também é autor de ‘I Want to Go Back to Bahia’

O cantor Paulo Diniz – Reprodução

Paulo Diniz, músico da MPB conhecido por sua famosa composição “Pingos de Amor”, morreu aos 82 anos nesta quarta-feira. De acordo com comunicado divulgado nas redes sociais do artista, ele morreu de causas naturais em sua residência, às sete da manhã.

“Com imenso pesar, confirmamos a morte do cantor e compositor Paulo Diniz”, declarou a nota. “O velório e enterro serão restritos para amigos e familiares. Nossos sinceros e profundos sentimentos à família, aos amigos e fãs.”

Nascido em Pernambuco em janeiro de 1940, Diniz chegou a trabalhar como locutor e ator de rádio e televisão antes de se dedicar integralmente à música. Foi no Rio de Janeiro, a partir de suas apresentações na rádio Tupi na década de 1960, que ele passou a fazer composições musicais com mais frequência.

Um de seus clássicos mais conhecidos é a música “I Want to Go Back to Bahia”, lançada em 1970 nas rádios brasileiras. A letra da canção é uma homenagem a Caetano Veloso —de quem Diniz era amigo—, que estava exilado em Londres desde 1969 em decorrência da ditadura militar brasileira.

Outra obra famosa de Diniz foi “Pingos de Amor”, que alcançou sucesso com gravações de artistas como Paula Toller, da banda Kid Abelha.

“Que Deus conforte os corações dos familiares e coloque ele em um bom lugar”, escreveu o cantor Luan Estilizado em homenagem a Diniz, por meio de comentário à nota sobre a morte do artista no Instagram.

“Esse pernambucano querido escreveu uma das músicas mais belas e conhecidas do nosso cancioneiro. ‘Pingos de Amor’ atravessa gerações, mas não foi a única composição genial da sua lavra”, escreveu a vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, do PCdoB, em sua conta do Facebook. “Daqui, nossa homenagem nessa despedida e um abraço fraterno e solidário à Iluminata, sua esposa, e toda a família, amigos e fãs —como eu— deste grande ícone da música brasileira.”

Brad Pitt – GQ Magazine U.S. August 2022 Cover

GQ Magazine U.S. August 2022 Cover
Source: gq.com
Published: August 2022

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Elizaveta Porodina – Photographer Will Welch – Editor Jon Tietz – Fashion Editor/Stylist Heath Mattioli – Set Designer Brad Pitt – Actor

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Aweng Chuol – Angel Fragrance Campaign 2022

Angel Fragrance Campaign 2022
Published: June 2022

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Mélissa De Araujo – Photographer Natacha Voranger – Fashion Editor/Stylist Kalle Eklund – Hair Stylist Aurore Gibrien – Makeup Artist Lora de Sousa – Manicurist Aweng Chuol – Model