Rich Mnisi | Spring Summer 2022 | Full Show

Rich Mnisi | Spring Summer 2022 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Portugal Fashion) #Richmnisi #SS22 #PortugalFashion

Caso Klara Castanho reforça que o aborto deve ser legalizado

Atriz mostrou que a mulher deve decidir o que fazer com a sua vida e que o corpo é dela, não do Estado
Teté Ribeiro

A atriz Klara Castanho – Instagram/klarafgcastanho

No livro “Só Garotos”, lançado em 2010 pela cantora Patti Smith, um dos ícones do movimento punk e uma das vozes feministas mais influentes do rock, ela revela que teve uma gravidez indesejada aos 21 anos e decidiu gerar o bebê e entregar para adoção.

A história não é contada sem dor, como nenhuma história de gravidez indesejada, e me marcou muito por ser o primeiro relato que li de uma mulher influente que viveu essa experiência. Fiquei pensando em quem terá se tornado esse bebê, uma menina, hoje uma mulher de 54 anos, provavelmente fã da obra de sua mãe.

Como o assunto tinha a ver com o meu momento de vida então —meu purgatório da infertilidade, sete anos em que passei por todos os tratamentos disponíveis para engravidar, sem sucesso—, fui pesquisar a respeito.

Há uma lista de celebridades que já puseram os filhos para adoção. Segundo reportagens, em 1935 os atores Clark Gable e Loretta Young tiveram um romance e ela engravidou de uma menina, que foi entregue a um orfanato assim que nasceu. Gable nunca assumiu a paternidade da criança, mas a mãe adotou a própria filha pouco mais de um ano depois de a entregar ao orfanato.

A cantora canadense Joni Mitchell, hoje com 78 anos, também teve uma gravidez indesejada na juventude e entregou a bebê, uma menina, para adoção. Em 2001, as duas se reencontraram.

Os músicos Rod Stewart, de 77 anos, e David Crosby, de 80, da lendária banda Crosby, Stills, Nash & Young, têm histórias parecidas. Jovens, engravidaram as namoradas e decidiram que os bebês seriam mais bem cuidados por uma família que os adotassem. Mais tarde, ambos reencontraram os filhos. Crosby chegou a fazer show com o filho.

Nenhum brasileiro na lista.

Klara Castanho é a primeira mulher brasileira conhecida a assumir esse fato publicamente. Salvo engano, nunca houve uma declaração dessas de uma pessoa que teoricamente teria condições financeiras e familiares de cuidar de um bebê.

Mas ela não pôde fazer esse gesto por escolha, não teve a oportunidade de refletir e decidir contar a verdade porque isso a libertaria e talvez abrisse o caminho para que outras mulheres pensassem nessa possibilidade.

Teve que ver sua vida íntima virar pública por, até onde se sabe, provável chantagem de quem deveria cuidar dela num dos momentos mais sensíveis de sua história. Aos 21 anos, Klara Castanho já trabalha há 20. Emancipada aos 16, já disse em várias entrevistas que tem intenção de voltar a estudar e se formar em direito ou psicologia.

Mas sofreu uma das violências mais hediondas que uma mulher pode sofrer, em uma longa lista. Foi estuprada. E engravidou. Percebeu isso tarde, quando um aborto já seria pouco recomendável e muito arriscado. Não sei se essa teria sido sua opção, e não importa. Não devia importar, nem para mim nem para ninguém.

Há histórias de sobra de famílias brasileiras que dão os filhos para serem criados por seus patrões, ou que trocam por comida em um momento de desespero, entre outras tramas bem mais dramáticas.

Mas é diferente. Nas histórias que se ouvem por aqui, é a miséria que faz uma mãe ou um pai optarem por entregar uma criança, não a falta de condições pessoais, psicológicas, mentais, ou mesmo a falta de vontade de abrir mão dos projetos de vida para criar um filho que pesam na decisão.

Como estamos numa sociedade majoritariamente católica e na qual a porção evangélica caminha para um terço da população nos próximos anos —e como ambas as religiões condenam o aborto em qualquer forma—, tudo parece pecado na história de uma mulher que engravida sem querer.

Por essa lógica, querer sexo é pecado; não se proteger —nem proteger o parceiro desse infortúnio—; depois engravidar; e, meu Deus, não querer o filho, é “safadeza”, no mínimo. “Golpe da barriga.” Enfim, alguma a mulher aprontou.

Na minha geração, de gente que viveu os últimos minutos do sexo mais ou menos livre dos anos 1980, fazer aborto era meio um rito de passagem —uma peneira imaginária que separava as meninas verdadeiramente rebeldes e libertárias das caretas disfarçadas, que faziam tudo igual, mas aí se “acovardavam” e tinham os bebês.

Ninguém passa por um aborto impunemente. Muito menos por ter um bebê que não queria. Ninguém passa pela vida impunemente. E, sim, o aborto deve ser legalizado, cada mulher que decida o que fazer com sua vida e com seu corpo —e o que está dentro do corpo de uma mulher é dela, não do Estado.

Pagar o preço a cada decisão ou a cada reviravolta da nossa história íntima não é uma questão que se decida num tribunal, muito menos pelo tribunal da opinião pública.

Eu não conhecia Klara Castanho até ontem. Hoje, sou fã. E torço para que ela faça da vida exatamente o que quiser, sem prestar contas a ninguém. Sem pedir desculpas, sem dar explicações.

Every Outfit Japanese Breakfast’s Michelle Zauner Wears in a Week | 7 Days, 7 Looks | Vogue

In this episode of 7 Days, 7 Looks, Michelle Zauner walks Vogue through her epic collection of Thom Browne, Simone Rocha, and more.

Neste episódio de 7 Days, 7 Looks, Michelle Zauner percorre a Vogue através de sua coleção épica de Thom Browne, Simone Rocha e muito mais.

Shop 7 Days 7 Looks:

MONDAY:
Mara Peralta Studio utility belt: https://fave.co/3ymr43S

Sandy Liang oversized fleece jacket: https://prf.hn/l/xON4EPG

Prada Monolith sharp over-the-knee boots: https://bit.ly/3nkQiJD

Mukzin lapel sheer floral white chiffon shirt: https://fave.co/3QT1OcI

Sandy Liang pilot dress: https://fave.co/3QRkae5

TUESDAY:
Reposeux Scorpius drop earrings: https://fave.co/3nhfZee

Junya Watanabe women’s spike and pearl necklace: https://fave.co/3y0jRFg

Jennifer Behr Gracie pearl bobby pins: https://fave.co/3u6OLdU

Simone Rocha lace platform tracker sandals with ankle straps: https://fave.co/3NpBzaQ

Simone Rocha signature puff sleeve asymmetric cloqué midi-dress: https://bit.ly/3Ou7Xe2

WEDNESDAY:
Rodarte brocade-trimmed sequined tulle straight-leg pants: https://bit.ly/39YtRXI

Rodarte floral printed sequin cropped blouse: https://fave.co/3Op5xNv

Dr. Martens Jadon Pisa platform boots: https://bit.ly/3QRlFJf

Panconesi black solar ring: https://bit.ly/3OwRLsw

THURSDAY:
Fry Powers set of three sunshine enamel 14-karat gold ear cuffs: https://bit.ly/3NDP1Z7

Crying in H Mart by Michelle Zauner: https://fave.co/3OrYJ1E

Simone Rocha tooth-pendant earrings: https://prf.hn/l/ojoN3bB

Thom Browne black classic wingtip boots: https://bit.ly/3QRDLe7

Thom Browne white RWB stripe athletic socks: https://bit.ly/3No6JzE

Thom Browne white double-face cotton striped bow-pocket jacket: https://fave.co/3Npf1qV

Thom Browne linen flower sack shorts: https://fave.co/3HYw16o

FRIDAY:
Gentle Monster Bliss VC5 sunglasses: https://prf.hn/l/9vYE2Ra

Gemma butter ring: https://fave.co/3xWqkRx

Nodress white bowknot socks: https://bit.ly/3Ou2aFa

Mirror Palais heart-pocket high-waist silk-crepe mini skirt: https://fave.co/3yo3iok

Mirror Palais collared crop in lime: https://fave.co/3nlsVjm

Fry Powers Austen ball chain drop earrings: https://fave.co/3NjwuRD

Miu Miu Naplak leather flatform ballerinas: https://fave.co/3nnVcWp

Fry Powers unicorn rainbow silver and enamel bracelet: https://bit.ly/3u0FzIb

SATURDAY:
Valentino floral-sequinned tulle midi-dress: https://bit.ly/3xUClHq

Hiro Taka Akoya pearl diamond cuff ring: https://fave.co/3P24zab

SUNDAY:
Sister Friend rice paddle charm: https://fave.co/3u4MdwW

Japanese Breakfast Persimmon girl yellow hat: https://fave.co/3NpQ4eP

Mon Cher Moi kissproof rings: https://fave.co/3A8rJqV

Gucci web-striped rubber pool slides: https://bit.ly/3yksfkq

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Director: Catherine Orchard
Director of Photography: Rachel Batashvili
Editor: Tajah Smith
Senior Producer: Jordin Rocchi
Associate Director, Creative Development: Alexandra Gurvitch
Commerce Fashion Market Editor: Madeline Fass
Associate Producer: Qieara Lesesne
Audio: Sean Paulsen
AC: Haitao Zeng
Cam Op: Helen Cassell
Gaffer: Sam Warga
Set Decorator: Taylor Horne
Set Decorator Assistant: Javier Scalley
Glam: Maiko Waki
Stylist: Cece Liu
Stylist Assistants: Tawnee Clifton, Brittney Aceves
Filmed on Location: House of Oyo
Production Coordinator: Ava Kashar
Production Manager: Kit Fogarty
Senior Director, Production Management: Jessica Schier
Post-Production Coordinator: Andrea Farr
Post-Production Supervisor: Marco Glinbizzi
Associate Talent Manager: Phoebe Feinberg
Director of Content, Vogue: Rahel Gebreyes
Senior Director, Programming, Vogue: Linda Gittleson
Executive Producer: Ruhiya Nuruddin
VP, Digital Video Programming and Development,Vogue (English Language): Joe Pickard

00:00 – Intro 00:13 – Monday 02:00 – Tuesday 04:03 – Wednesday 05:49 – Thursday 07:52 – Friday 08:46 – Saturday 10:39 – Sunday

Stranger Things | Eleven fica cara a cara com Vecna em novo pôster

Volume 2 chega à Netflix nesta sexta-feira (1)
BIA VACCARI

the beginning of the end is near. see you friday.

A Netflix liberou nesta segunda-feira (27) um novo pôster de Stranger Things, mostrando Eleven cara a cara com Vecna. A imagem serve como material promocional para o segundo volume de episódios da 4ª temporada da série, que chega na próxima sexta-feira (1).

Na semana passada, o streaming divulgou o trailer oficial dos próximos episódios, mostrando cenas imperdíveis Max enfrentando Vecna novamente e Nancy no laboratório de Hawkins. Assista abaixo.

A primeira parte da nova temporada de Stranger Things chegou à Netflix em 27 de maio de 2022 após alguns adiamentos por conta da pandemia de COVID-19. Dividida em duas partes, a temporada completa contará com nove episódios de durações estendidas que somarão um total de quase 13 horas de conteúdo inédito.

Maya Capital abre fundo de US$ 100 milhões na contramão da crise das startups

Monica Saggioro e Lara Lemann, fundadoras da firma, dizem que o momento exige ‘coragem’ dos empreendedores
Por Guilherme Guerra – O Estado de S. Paulo

Monica Saggioro (esq.) e Lara Lemann são as fundadoras do fundo de investimento brasileiro Maya Capital
Monica Saggioro (esq.) e Lara Lemann são as fundadoras do fundo de investimento brasileiro Maya Capital

Em um momento turbulento para as startups, com centenas de demissões realizadas no últimos meses, a Maya Capital anuncia nesta quarta, 22, o lançamento de um novo fundo de investimento de US$ 100 milhões voltado ao segmento. “As melhores empresas do mundo foram criadas durante ou após crises”, afirma ao Estadão Monica Saggioro, fundadora, ao lado de Lara Lemann, da Maya, em 2018. Com o novo fundo, a ideia é justamente apoiar os empresários em tempos de capital escasso e bastante oscilação de preços. 

Com dois “unicórnios” (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) no portfólio – a chilena NotCo e a mexicana Merama –, a gestora pretende investir em até 30 startups da América Latina em estágio inicial, de segmentos como finanças, varejo, educação e alimentação – mesma proposta do fundo de US$ 40 milhões que elas lançaram em 2018. A diferença é que, agora, Monica e Lara querem liderar as rodadas. 

Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Por que decidiram lançar um novo fundo?

Lara Lemann: A principal mudança é que queremos liderar as rodadas. Temos o papel de não investir só em ótimos times, mas apoiá-los conforme vão escalando. Isso permite ajudar os fundadores nas nossas três frentes: investir no time de fundadores, ampliar a rede de contatos e levantar capital. 

Qual meta do novo fundo?

Lara: Vamos ter um portfólio mais concentrado. Enxergamos que, para agregar valor, precisamos que seja um pouco menor. Vamos investir em cerca de 25 a 30 negócios e nosso período é de cinco anos. Reservamos metade do fundo para fazer investimentos em rodadas subsequentes dessas startups.

Há mais eficiência se a Maya lidera a rodada?

Monica Saggioro: Faz sentido para a Maya e para os fundadores, porque temos essa tese de colocar a mão na massa e ficar perto das startups. E o segundo motivo é que construímos muitos casos de sucesso. Apresentamos cofundadores, como é o caso da Merama, nosso segundo unicórnio. Em introduções comerciais, apresentamos a NotCo para o Starbucks. Houve o caso da Nilo, de cuidados de saúde, que apresentamos para a GNDI, hoje o principal cliente deles. Também apresentamos a EmCasa para o fundo Globo Ventures. Ter esses exemplos fez com que outros fundadores buscassem esse nosso suporte. Queremos nos especializar nisso.

Faz sentido esse movimento no momento em que o mercado está cauteloso?

Mônica: Tudo o que aprendemos com o mercado mostra que não é hora de pisar no freio. Agora é um movimento de baixa, no qual investidores mais recentes do mundo de venture capital talvez se assustem com o problema de liquidez. Mas quem conhece o mercado sabe que os fundamentos estão presentes e muito fortes. Temos muitos dos melhores talentos querendo empreender e ainda existe uma base sólida de capital. Os principais fundos da América Latina estão muito bem capitalizados, com mais dinheiro do que há três ou cinco anos. Continua havendo possibilidades de saídas, com 21 IPOs em três anos, além dos M&As (fusões e aquisições). E há ainda muitos problemas a serem resolvidos na América Latina. Não nos intimidamos nem queremos reduzir o ritmo. Queremos continuar apoiando os fundadores que sejam resilientes e que queiram entrar nesse desafio de resolver grandes problemas. Historicamente, as melhores empresas do mundo foram criadas durante ou após anos de crises. Os empreendedores vão precisar de mais coragem e resiliência.

O que mudou do primeiro fundo para cá no mercado de inovação?

Lara: O mercado evoluiu muito. Enxergamos que as três principais coisas de que o mercado precisa (capital, talento e saídas) têm evoluído. Em termos de talento, nunca antes vimos tantos talentos voltando para a América Latina para trabalhar com startups — e vemos cada vez mais alunos latinos de MBA que querem voltar para a região para empreender. Em termos de capital, apesar do momento, vemos um cenário que tem uma cadeia de investidores razoavelmente completa. A Maya atua muito em startups de estágio inicial, vemos ótimos fundos com série A e, no estágio final, mais fundos locais e gringos com mais capital permanente aqui do que antigamente. Por último, vemos cada vez mais saídas, com ecossistema de fusões e aquisições aquecido. Quando existem essas saídas, existe uma reciclagem de talento. Esse é o círculo virtuoso de que participamos e que também catalisamos. 

Cada vez mais falamos sobre mulheres em cargos de liderança nas startups. Estamos melhorando?

Lara: Nunca vai ser no ritmo que a gente quer.

Monica: Mas está melhorando. É o nosso compromisso ter iniciativas voltadas para isso. No nosso portfólio, 40% das startups têm pelo menos uma fundadora mulher. Mas não aplicamos nenhum filtro nem utilizamos isso como critério de investimento. Estamos procurando os melhores times e as melhores teses. Somos criteriosas em nossa seleção e temos uma rede diferenciada. Muitas mulheres nos procuram por se identificarem e acabamos nos conectando com muitas fundadoras. E talvez porque tenhamos um olhar diferenciado para alguns modelos que não passam por aquilo que a gente passa. Porém, essa pergunta deveria ser direcionada também a todas as outras gestoras de VC (venture capital) que não têm mulheres. Não é uma pauta que sozinha vamos conseguir resolver. Todo o ecossistema precisa se mobilizar.

Amadurecemos no aspecto de diversidade?

Lara: Virou um assunto. O primeiro passo é que todos estão falando disso, e 2020 foi o grande ano para isso: a pauta racial também ganhou destaque. Todo mundo está percebendo que é importante e que não é uma questão de ESG ou percepção. Para um time tomar melhores decisões de investimento, precisa haver visões de vida diferentes. 

Monica: Eles entenderam que não é contratar mulher para ficar bonito na foto. Isso mudou muito. Nossos fundadores falam que chegaram em porcentuais acima dos 50% de mulheres em cargos de liderança. 

Aos 57, Elizabeth Hurley ganha elogios ao posar de biquíni no Instagram

Atriz publicou fotos em rede social que possui mais de 2,7 milhões de fãs

Elizabeth Hurley (Foto: Reprodução/Instagram)

Elizabeth Hurley, de 57 anos de idade, ganhou elogios ao publicar fotos no Instagram em que aparece usando um biquíni amarelo. A atriz britânica posou se apoiando em uma parede e também sentada em cima uma bicicleta em meio à natureza.

“Deixe o sol entrar”, escreveu Elizabeth na legenda. Ela possui mais de 2,4 milhões de seguidores na rede social.

A atriz foi casada com Arun Nayar de 2007 a 2011. Com Steve Bing, que morreu em 2020, a modelo teve Damian Hurley, de 20 anos.

Elizabeth Hurley (Foto: Reprodução/Instagram)
Elizabeth Hurley (Foto: Reprodução/Instagram)
Elizabeth Hurley (Foto: Reprodução/Instagram)
Elizabeth Hurley (Foto: Reprodução/Instagram)

XP cria faculdade para driblar falta de mão de obra e abastecer seus quadros de tecnologia

Sem cobrar mensalidade, novo negócio do grupo visa a formar profissionais do ramo e fazer dinheiro com cursos de curta duração e pós-graduação. Primeira leva de turmas terá 400 vagas
Por Marcelo Mota — São Paulo

Além de ensino superior gratuito, XP irá oferecer outros cursos pagos: faculdade da empresa visa a driblar escassez de mão de obra – Foto: Divulgação

Contratar profissionais de tecnologia se tornou um tormento tão presente na vida das empresas que o grupo XP, célebre por ter promovido por meio digital a popularização do mercado de capitais brasileiro, lança esta semana a sua faculdade. Com cinco cursos voltados para essa área e totalmente online, a Faculdade XP inova em pelo menos um aspecto: isenção de mensalidade para todos os seus alunos.

Não se trata de filantropia e menos ainda de demonstração de desinteresse da casa fundada e liderada por Guilherme Benchimol. Face a uma escassez de mão de obra qualificada para sustentar o crescimento do próprio negócio, a XP terá na sua unidade de educação um celeiro de craques em tecnologia, moldados desde o nascedouro conforme a sua cultura de trabalho. Com isso, busca ter a chance de atrair esses profissionais para si antes que sejam capturados pelo mercado.

– A gente se inspirou em movimento que nos Estados Unidos estão chamando de employer university (universidade do empregador) – conta o presidente da XP Educação, Paulo de Tarso. – É o desenvolvimento de mão de obra que a empresa ainda vai contratar – explica ele.

Nesta segunda-feira será lançado o edital para a abertura das 400 vagas que vão formar as primeiras turmas de Sistemas de Informação, Ciência de Dados, Análise de Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados e Defesa Cibernética.