Inteligência artificial DALL-E 2 cria capa da nova edição da ‘Cosmopolitan’

Revista americana diz ser a primeira a ter utilizado um sistema automatizado para estampar a principal página da publicação

Revista americana Cosmopolitan usou a inteligência artificial DALL-E para criar a capa da próxima edição da publicação

Já famoso na internet, o DALL-E, modelo de inteligência artificial (IA) que gera imagens a partir de descrições em texto, é o autor da nova capa da Cosmopolitan, revista americana focada em moda e entretenimento para mulheres.

A imagem foi criada a partir de um comando da artista visual Karen X. Cheng que pedia uma “foto grande angular de baixo de uma astronauta com um corpo feminino atlético andando com arrogância em direção à câmera em Marte em um universo infinito, arte digital de ondas sintéticas”.

Embora outras publicações já tenham utilizado imagens geradas por IA (como a revista britânica The Economist, que estampou uma imagem criada por um bot de IA na capa do seu relatório sobre o estado da tecnologia) é a primeira vez que uma imagem criada por um robô estampa uma capa inteira. 

O fato de a pioneira ter sido uma revista feminina tem simbolismo. “No momento, as mulheres estão subrepresentadas no campo da IA. A Cosmopolitan é uma oportunidade de apresentar a IA a mulheres que nunca saberiam disso de outra forma. Esse é um campo que será responsável por grande parte da infraestrutura sobre a qual o futuro é construído, por isso precisamos garantir que as mulheres façam parte dele”, escreveu Cheng em seu perfil no Instagram. 

O que é o DALL-E?

A ferramenta DALL-E pertence à OpenAI, companhia especializada em IA que tem Elon Musk entre os seus fundadores e investidores. Para gerar figuras totalmente do zero, pixel por pixel, a tecnologia utiliza uma base de dados com milhões de imagens produzidas em diferentes momentos da história.

A tecnologia permite combinar conceitos não relacionados e criar imagens inusitadas, como “dinossauros vestidos para uma partida de futebol” ou “São Paulo como se fosse uma pintura de Salvador Dalí”.

Assim como o LaMDA, IA do Google que chamou atenção depois de um engenheiro da empresa afirmar que a ferramenta ganhou vida, o DALL-E é projetado para imitar o funcionamento do cérebro humano — ao menos, em tarefas específicas. A partir da análise de imagens e suas respectivas legendas, a ferramenta aprende o que são os objetos e como eles se relacionam entre si.

Por isso, as imagens criadas pelo DALL-E podem ser bastante complexas. A Cosmopolitan relata que, ao digitar o comando “Darth Vader na capa de uma revista Cosmopolitan”, a ferramenta vai além de recortar e colar uma foto do personagem: ela também o veste com um vestido e um batom rosa choque.

Como usar o DALL-E?

Para usar a plataforma oficial da OpenAI, é preciso fazer um cadastro e entrar em uma fila de espera. Mas já é possível utilizar ferramentas disponíveis na internet, como o DALL-E Mini, criadas por pessoas que tiveram acesso ao sistema. O modelo de código aberto é semelhante ao DALL-E original e permite obter resultados parecidos. 

CINEMA I Estreias: Carro Rei, A Colmeia, Minions 2: A Origem de Gru, Seguindo Todos os Protocolos, As Verdades

‘Minions 2’ estreia nos cinemas como primeira aposta para as férias de julho

Cena da animação ‘Minions 2: A Origem de Gru’, dirigida por Kyle Balda, Brad Ableson e Jonathan del Val – Divulgação

SÃO PAULO – Doze anos depois do primeiro “Meu Malvado Favorito”, os monstrinhos amarelos continuam encantando novas gerações de crianças para manter a franquia como a mais lucrativa do mundo. Nesta quinta, dia 30, mais alguns milhões vão se somar à carteira dessa turma com a estreia de “Minions 2: A Origem de Gru”.

O novo filme, a primeira grande aposta para as férias de julho, volta no tempo para exibir a infância do personagem principal, nos anos 1970, enquanto ele tenta se juntar a um grupo de vilões badalados. Nisso, as coisas não vão como planejado e vai sobrar para o trio de minions salvarem o seu minichefe, usando golpes de kung fu. As artes marciais e uma série de referências à cultura pop daquela década deve manter os pais acordados no cinema.

A estreia infantil divide as salas com quatro lançamentos nacionais. Destaque para “Carro Rei”, vencedor do último Festival de Gramado, em que o protagonista é capaz de ouvir a voz dos carros. Nesse misto verde e amarelo de “Titane” e “Christine, O Carro Assassino”, a diretora Renata Pinheiro desdobra uma trama entre o sobrenatural e o político, com um elenco em que Matheus Nachtergaele vive um mecânico alucinado.

“Seguindo Todos os Protocolos” também chega ao circuito após colecionar elogios em festivais, trazendo de maneira inusitada um homem gay que quer transar após dez meses de isolamento por causa da pandemia de Covid-19.

Já nomes como Lázaro Ramos, Drica Moraes e Zécarlos Machado estão em “As Verdades”, novo longa do diretor de “Alemão”, que aqui trabalha com uma história contada sobre diversos pontos de vista num afastado município na Bahia, envolvendo a tentativa de assassinato de um político.

Por fim, “A Colmeia” parte para os rincões do Sul para acompanhar um estranho grupo de imigrantes alemães que tenta se esconder no país durante a Segunda Guerra Mundial —mas o clima opressivo talvez seja pior do que os europeus conseguem aguentar.

Alguns cinemas da cidade já exibem também a pré-estreia do novo “Thor: Amor e Trovão”, da Marvel, além de diversas sessões do Festival Varilux de Cinema Francês até a próxima quarta-feira (6).

Confira a seguir as estreias.

Carro Rei
Vencedor de cinco troféus no último Festival de Gramado, incluindo de melhor filme, o longa de Renata Pinheiro pode lembrar um “Christine, O Carro Assassino” à brasileira. O protagonista é capaz de ouvir a voz dos carros, dom sobrenatural que se mistura a uma trama em que carros antigos são postos fora de circulação —mas, com a ajuda do alucinado mecânico vivido por Matheus Nachtergaele, uma lata velha vai renascer como o Carro Rei do título, um possante capaz de ouvir, falar e se apaixonar.
Brasil, 2021. Direção: Renata Pinheiro. Elenco: Matheus Nachtergaele, Okado do Canal, Jules Elting. 14 anos


A Colmeia
O segundo longa de Gilson Vargas, elogiado na passagem pelo Festival de Gramado, parte de um clima opressivo para observar uma família de imigrantes alemães que vive no sul do Brasil durante a Segunda Guerra. Enquanto eles tentam permanecer quietos, o medo de serem descobertos vai construindo o suspense até o colapso.
Brasil, 2019. Direção: Gilson Vargas. Elenco: Renata de Lélis, Andressa Matos, Samuel Reginatto. 16 anos


Minions 2: A Origem de Gru
O novo filme da lucrativa franquia “Meu Malvado Favorito” traz de volta os monstrinhos amarelos, agora numa viagem no tempo. O público vai conhecer a origem do vilão Gru, o mais bonzinho dos cinemas, que vai fazer de tudo para se juntar a um grupo de vilões famosos. A aventura mergulha no pastelão para agradar à criançada, enquanto traz dezenas de referências à cultura pop dos anos 1970 para despertar a atenção dos pais —​ou até dos avós.
EUA, 2022. Direção: Kyle Balda, Brad Ableson e Jonathan del Val. Livre


Seguindo Todos os Protocolos
Depois de uma carreira em festivais, chega ao circuito este longa protagonizado e dirigido pelo pernambucano Fábio Leal, que vive um homem gay que quer transar —mas ainda durante o auge da pandemia de Covid-19 no Brasil. Daí que, com bom humor, o longa esbanja volúpia, com a nudez convivendo com máscaras PFF2.
Brasil, 2022. Direção: Fábio Leal. Com: Fábio Leal, Paulo Cesar Freire, Marcus Curvelo. 16 anos


As Verdades
À moda de “Rashomon”, o famoso filme de Akira Kurosawa, o novo longa de José Eduardo Belmonte acompanha uma mesma história sob diferentes pontos de vista. O detetive recém-chegado ao local, papel de Lázaro Ramos, terá de tentar solucionar a brutal tentativa de assassinato de um candidato a prefeito cruzando as versões de três personagens, vividos por outros nomes de peso —Bianca Bin, a bela local e possível pivô do crime, Thomás Aquino, um matador de aluguel apaixonado por ela, e Zécarlos Machado, a própria vítima, no leito do hospital.
Brasil, 2020. Direção: José Eduardo Belmonte. Com: Bianca Bin, Drica Moraes, Lázaro Ramos. 16 anos

Cantor R. Kelly é condenado a 30 anos de prisão por crimes sexuais

Rapper americano foi considerado o ‘Rei do R&B’, Rhythm and Blues, gênero musical americano influenciado pelo soul e pelo hip-hop
Por AFP — Nova York

Cantor R. Kelly

A Corte Federal do Brooklyn, em Nova York, nos Estados Unidos, condenou nesta quarta-feira Robert Sylvester Kelly, cantor conhecido como R. Kelly, a 30 anos de prisão. O artista, considerado o “Rei do R&B” era acusado de liderar por décadas uma rede de tráfico e abuso sexual.

O júri, composto por cinco mulheres e sete homens, considerou o artista de 55 anos culpado por todas as acusações que tinha contra si, acusando-o de usar sua fama para recrutar vítimas para fins sexuais, com a colaboração de sua equipe.

Os promotores descreveram um “universo centrado em Robert Kelly”, que fez com que seus assessores apoiassem ou fechassem os olhos para o comportamento do cantor. Ao longo dos anos, diversos rumores de atividade sexual criminosa também foram encobertos por acordos com algumas das vítimas.

A Promotoria pedia à juíza do tribunal do Brooklyn, Ann Donnelly, 25 anos de prisão para o artista. “Seus atos foram insolentes, manipuladores, controladores e coercitivos. Ele não mostrou nenhum remorso ou respeito à lei”, sustenta a Promotoria em documento, no qual também assegura que “uma longa pena de prisão impedirá outros — ricos, famosos e com excesso de poder, como aquele concedido pelo seu status — de cometer este tipo de crimes”.

Em setembro do ano passado, o artista foi considerado culpado por liderar uma rede de abuso sexual contra adolescentes e mulheres, que atuou durante décadas.

Três vezes vencedor do Grammy, R. Kelly já vendeu mais de 75 milhões de discos, tornando-se um dos músicos de maior sucesso comercial da história do R&B, com sucessos como “I Believe I Can Fly” e “Ignition (Remix)” .

A defesa do cantor de 55 anos, atualmente encarcerado em uma prisão do Brooklyn, em Nova York, pedia que a pena não ultrapassasse 17 anos.

Em agosto deste ano, outro julgamento está previsto para começar, desta vez em Chicago, onde Kelly e dois colaboradores são acusados de manipular um julgamento por pornografia em 2008, além de esconder anos de abuso infantil.

Balmain Kids Campaign S/S 22

Balmain Kids Campaign S/S 22
Source:  us.balmain.com
Published: June 2022

Credits for this picture: An Le (Photographer), Victoria Pavon (Art Director), Jamal Scott (Makeup Artist), Taylor Horne (Set Designer), Victoria Pavon (Casting Director)

All people in this campaign:

An Le – Photographer Victoria Pavon – Art Director Natalia Zemliakova – Fashion Editor/Stylist Jamal Scott – Makeup Artist Taylor Horne – Set Designer Victoria Pavon – Casting Director

Credits for this picture: An Le (Photographer), Victoria Pavon (Art Director), Jamal Scott (Makeup Artist), Taylor Horne (Set Designer), Victoria Pavon (Casting Director)
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Credits for this picture: An Le (Photographer), Victoria Pavon (Art Director), Jamal Scott (Makeup Artist), Taylor Horne (Set Designer), Victoria Pavon (Casting Director)
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Marca de maquiagem de Selena Gomez será vendida no Brasil

Rare Beauty terá itens que vão de sombra a delineador, já cadastrados na plataforma da Anvisa
Por Mariana Rosário — São Paulo

Selena: Rare Beauty chegará ao Brasil Reprodução Instagram

A marca de beleza da cantora norte-americana Selena Gomez está com tudo pronto para desembarcar no Brasil. Cerca de 20 produtos da chamada Rare Beauty já foram registrados recentemente no site da Anvisa — passo fundamental para que uma nova empresa de cosméticos seja vendida no país.

De acordo com o cadastro, a venda dos produtos será na rede Sephora. Entre os itens previstos para chegar aqui, no segundo semestre, está o blush liquido Soft Pinch, cuja facilidade de aplicação e acabamento natural, sem marcar a tez, fez o item ganhar fama no TikTok.

Ainda devem aparecer nas gôndolas o batom líquido, paleta de sombras, corretivo e base. Os cosméticos, inclusive, carregam mensagens que evocam o bem estar e a saúde mental, um dos temas favoritos de Selena. Há, por exemplo, o delineador labial “kind words” (algo como “gentilezas”, no inglês) e o bronzer “warm wishes”, (algo como “os melhores cumprimentos”).

O lançamento complementa as linhas de maquiagem ligadas a celebridades que desembarcaram no país nos últimos anos. Entre elas há a Fenty Beauty, da cantora Rihanna, e a Kylie Cosmetics, da empresária Kylie Jenner. Para tristeza dos fãs de Lady Gaga, no entanto, ainda não há qualquer sinal do aparecimento em terra brasilis da marca de maquiagem “Haus Laboratories”.

Prada F/W 2022 Campaign

Prada F/W 2022 Campaign
Source: prada.com
Published: July 2022

In this picture: Kai Newman
Credits for this picture: Miuccia Prada (Designer), Raf Simons (Designer), David Sims (Photographer), Ferdinando Verderi (Creative Director), Olivier Rizzo (Fashion Editor/Stylist), Duffy (Hair Stylist), Lucia Pieroni (Makeup Artist), Poppy Bartlett (Set Designer), Ashley Brokaw (Casting Director)

All people in this campaign:

Miuccia Prada – Designer Raf Simons – Designer David Sims – Photographer Ferdinando Verderi – Creative Director Olivier Rizzo – Fashion Editor/Stylist Duffy – Hair Stylist Lucia Pieroni – Makeup Artist Poppy Bartlett – Set Designer Ashley Brokaw – Casting Director Emi Kudo – Manicurist Hunter Schafer – Actor Amanda Murphy – Model Kai Newman – Model Kendall Jenner – Model Lina Zhang – Model Liya Kebede – Model Loli Bahia – Model Sora Choi – Model

In this picture: Kendall Jenner
Credits for this picture: Miuccia Prada (Designer), Raf Simons (Designer), David Sims (Photographer), Ferdinando Verderi (Creative Director), Olivier Rizzo (Fashion Editor/Stylist), Duffy (Hair Stylist), Lucia Pieroni (Makeup Artist), Poppy Bartlett (Set Designer), Ashley Brokaw (Casting Director)
In this picture: Lina Zhang
Credits for this picture: Miuccia Prada (Designer), Raf Simons (Designer), David Sims (Photographer), Ferdinando Verderi (Creative Director), Olivier Rizzo (Fashion Editor/Stylist), Duffy (Hair Stylist), Lucia Pieroni (Makeup Artist), Poppy Bartlett (Set Designer), Ashley Brokaw (Casting Director)

Giorgio Armani cria uniforme para Seleção Feminina de Futebol italiana

Time usará o look durante o Campeonato Europeu, na Inglaterra

A Seleção Feminina de Futebol italiana — Foto: Divulgação

Giorgio Armani desenhou o uniforme social da Seleção Feminina de Futebol italiana para o Campeonato Europeu, que será disputado entre os dias 6 a 31 de julho, na Inglaterra. As meninas usarão um terninho elegante, dinâmico e contemporâneo.

A jaqueta de um botão e a calça cinza são feitas de lã ultraleve para garantir conforto e praticidade. Uma camisa e um par de tênis completam o visual. Armani tem um acordo com a Federação Italiana de Futebol desde 2019, em que compromete a criar um guarda-roupa formal para a Seleção Masculina, a Seleção sub-21 e a Seleção Feminina.

Sempre conectado ao esporte, o estilista elegeu grandes atletas, como Cristiano Ronaldo, David Beckham, Kaká e Rafael Nadal, para suas campanhas no passado.

Aos 42 anos, Christina Ricci esperou ficar mais velha para ganhar bons papéis

Atriz fez sucesso como Wandinha Addams ainda criança e estará na nova série de Tim Burton sobre a menina; Ricci também está em ‘Yellowjackets’, série de sucesso da Showtime
Thessaly La Force, The New York Times

Christina Ricci
Aos 42 anos, Christina Ricci celebra bons papeis que surgiram depois de ficar mais velha. Atriz começou a carreira ainda criança ao lado de Cher e Winona Ryder. Foto: Daniel Jack Lyons/The New York Times

LOS ANGELES – Christina Ricci sabia que havia ótimos papéis para ela. Ela só tinha que esperar ficar mais velha. Não velha – apenas mais velha. Idade suficiente para não ser mais julgada por quão sexy ela era (ou não era). Com idade suficiente para que os homens na sala não pensassem nela dessa maneira.

Isso foi no começo dos anos 2000. Ricci estava na casa dos 20 anos e já era uma estrela de cinema completa. Apenas alguns anos antes, ela havia interpretado Katrina Van Tassel, loirinha e de bochechas rosadas ao lado de Johnny Depp na adaptação de Tim Burton de Sleepy Hollow (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça). Ela apresentou o Saturday Night Live e apareceu em talk shows de televisão e nas capas das principais revistas. Ela era ambiciosa. Ela queria construir uma carreira duradoura.

Mas essa também foi a era das comédias românticas, quando atrizes como Kate HudsonRachel McAdamsJennifer Aniston e Jennifer Love Hewitt dominavam a tela. Ricci poderia tentar ser um pouco mais desse jeito? Você sabe, feminina. Compreensível. Com o riso fácil. Amigável. A garota do lado. Ainda sexy, é claro, apenas um pouco menos ousada. Nada daquelas obscuras coisas góticas. Isso era fofo quando ela era mais jovem, mas vamos lá, é hora de crescer.

Alguns de seus filmes nessa mesma época – O Preço do Sucesso e O Encontro, especificamente – fracassaram. Não havia problema em ter um ou dois fracassos, mas nesse ramo ela precisava ter cuidado. A irrelevância espreitava da esquina.

Isso gerou insegurança e a deixou impressionável. As opiniões de outras pessoas sobre quais roteiros deveria gostar e quem ela deveria ser importavam mais do que deveriam.

Então ela testou esta nova versão de si mesma. Ela era simpática, divertida, normal. Mas ela foi informada de que seu visual era muito específico. Ela era realmente uma protagonista, ela se perguntou? Sempre que ela dizia “eu te amo” para a câmera, nunca parecia muito convincente.

“Quando me observo e estou tentando ter medo”, ela disse, “sempre acho que sou um pouco blasé demais com a coisa toda”.

Agora, aos 42 anos, Ricci interpreta Misty Quigley, uma enfermeira aterrorizante que possui um papagaio de estimação chamado Calígula e sabe como dar sumiço em um corpo. Ela faz parte de um elenco de destaque em Jaqueta Amarela (Yellowjackets), da Showtime, disponível na Paramount+, que estreou no outono (do hemisfério norte) passado e rapidamente se tornou uma das séries de maior sucesso da rede. O programa alterna entre 1996 e o presente, contando a história de um time de futebol feminino do ensino médio cujo avião, a caminho de um torneio nacional, cai no deserto canadense. A equipe sobrevive por 19 meses antes de ser resgatada e, nesse período, possivelmente pratica canibalismo.

Uma razão pela qual amou esse papel é porque ela não precisa fingir.

“Com Misty,” ela disse com um sorriso, “eu nunca tive que lidar com nenhuma dessas emoções irritantes.”

Sua personagem cuida dos equipamentos do time, usa óculos e cabelos cacheados, e não tem o carisma das atletas mais populares ao seu redor. Ricci a retrata como uma esquisita passivo-agressiva cuja voz doce e melosa é misturada com uma quantidade enervante de hostilidade. Ela não é a queridinha da América.

Pode ser difícil acompanhar o trabalho de Ricci. Ela nunca parou de atuar, aparecendo em um filme ou série de televisão (ou duas ou três) quase todos os anos desde que começou quando criança. Ela interpretou uma herdeira amaldiçoada com focinho de porco no lugar do nariz (Penelope), uma garota privilegiada de uma república que se apaixona por uma pessoa com deficiência (Meu Namorado Pumpkin), Zelda Fitzgerald (Z: O Começo de Tudo), a escritora Elizabeth Wurtzel (Geração Prozac), uma vigarista (Miranda), um assassina que usa um machado (The Lizzie Borden Chronicles), um giz de cera amarelo (The Hero of Color City) e uma advogada em Ally McBeal, entre outros.

Christina Ricci
Christina Ricci em imagem de 2012, durante promoção do filme ‘Bel Ami’. Foto: REUTERS/Thomas Peter

Aos 10 anos, Ricci era uma celebridade. Ela estreou no cinema ao lado de Cher e Winona Ryder em Minha Mãe é uma Sereia (1990). Um ano depois, ela interpretou Wandinha Addams em A Família Addams (a personagem será reprisada em uma próxima série da Netflix; Ricci faz parte do elenco), no qual ela deixou uma impressão indelével como uma garotinha precoce e de aparência angelical que tinha um talento para o sadismo e falava com um tom mortal e impassível. Apesar de suas tendências sociopatas, havia uma inocência na personagem de Ricci que ainda a tornava queridinha.

Na vida real, ela também era muito inteligente e charmosa. A mídia adorou sua confiança e sua falta de interesse em atuar para adultos. Aos 15 anos, ela já havia feito oito filmes, incluindo os sucessos Gasparzinho: O Fantasminha Camarada e Agora e Sempre.

Alguns anos depois, ela começou a aparecer em filmes indie e dramáticos: Tempestade de GeloBuffalo 66 e O Oposto do Sexo. Em todos esses filmes, ela interpretou personagens menos inocentes, adolescentes que testavam os limites dos adultos ao redor e cresceram um pouco soltos e rápido demais.

Seu corpo – visível para o mundo julgar – também havia mudado. Ela agora tinha quadris e seios. Aos 19 anos, ela fez uma cirurgia de redução de mama porque não suportava a forma como as pessoas falavam sobre seu corpo. Alguns anos antes disso, ela havia desenvolvido um distúrbio alimentar. A ansiedade se tornou uma companheira constante. Desconfortável com a atenção, ela começou a reagir através da mídia, com declarações hiperbólicas e provocativas em entrevistas, incluindo uma piada sobre incesto para um repórter que queria discutir o caso de amor entre irmãos em Les Enfants Terribles, de Jean Cocteau, depois que Ricci expressou seu apreço pelo romance francês. Essa atitude de confronto, ela acredita, provavelmente lhe custou alguns papéis.

Navegar em sua carreira pelas próximas duas décadas foi um desafio. Não que ela tivesse azar. Oportunidades incríveis se apresentaram. Ela trabalhou com diretores como Wes CravenJohn WatersLana Wachowski e Woody Allen.

Mas a pressão ficou muito intensa. Então ela parou de se importar com os papéis que conseguia ou não conseguia, ela disse. Ela começou a se desligar emocionalmente de seu trabalho. Era difícil sentir qualquer tipo de paixão. Ela não está reclamando; afinal, é da vida de um ator ouvir “não”. Ainda assim, a rejeição sempre doeu. Para lidar com isso, Ricci costumava dizer a si mesma que nada disso – este mundo, este cenário, esse papel – era real.

“Eu costumava repetir para mim mesma várias vezes: ‘Você não existe'”, ela disse.

Um ponto de virada

Se há uma linha de passagem, uma maneira de entender como Ricci atravessou uma indústria dominada por homens ocasionalmente sem imaginação, de menina a adulta, Ricci apontou sua decisão de fazer Monster – Desejo Assassino em 2003. No ano anterior, ela havia lido o roteiro de Patty Jenkins e adorado. Ela teve uma reunião com Jenkins e Charlize Theron, que havia assinado contrato para interpretar a protagonista, Aileen Wuornos.

O filme conta a história real de Wuornos, uma profissional do sexo e serial killer na Flórida que assassinou e roubou vários de seus clientes. Jenkins e Theron queriam que Ricci interpretasse Selby Wall, a namorada de Wuornos. Elas explicaram que não estavam tentando fazer um filme lascivo. Seria algo grotesco e inflexível. Ricci queria dizer sim. Mas algumas pessoas temiam que isso fosse um erro. Ela ficaria muito feia. E seria muito desagradável. Não haveria volta.

Ela fez mesmo assim. Ela se preocupou, é claro. Na época, havia um caminho definido para ser uma estrela de cinema, e ela queria a orientação de quem sabia como chegar lá. Monster se desviou disso.

No entanto, o filme foi um sucesso comercial e de crítica. A relação entre Wall e Wuornos é tão complicada, e o que acontece é tão terrível, que é impossível desviar o olhar. Quando Theron ganhou o Oscar de melhor atriz em 2004, ela agradeceu sua co-estrela chamando-a de “protagonista”, dizendo: “Você é realmente a heroína desconhecida deste filme”. /TRADUÇÃO LÍVIA BUELONI GONÇALVES

Mudar para o Android: Google expande app para mais aparelhos

Google liberou hoje uma atualização para o aplicativo Mudar para o Androidlançado em abril, que o torna compatível com qualquer aparelho equipado com o Android 12. Até então, a ferramenta criada para ajudar donos de iPhones a migrar para o sistema da gigante de buscas só funcionava com dispositivos da linha Pixel.

A novidade foi anunciada pela empresa nesta quarta-feira em um post no seu blog oficial, no qual ela também aproveitou para listar dez motivos que tentam convencer usuários a realizarem a migração. Entre os pontos destacados, estão coisas como as opções de privacidade do Android, o vasto catálogo do Google Play e o suporte para troca de mensagens RCS1.

Embora o número de smartphones Android que já receberam a versão mais recente do sistema ainda seja relativamente pequeno, essa expansão deverá levar o aplicativo a todo um novo público, já que poucos países contam com a linha de smartphones Pixel de forma oficial. Ele também chega como uma boa alternativa para ferramentas de outras fabricantes.

Como explicamos anteriormente, o aplicativo permite transferir dados entre aparelhos (como fotos, vídeos, músicas, contatos e mais) sem precisar, necessariamente, de uma conexão cabeada. Antes disso, quem quisesse realizar essa migração precisava transferir tudo de forma manual — o que podia levar uns bons minutos (ou até horas).

VIA MACRUMORS