Cantor R. Kelly é condenado a 30 anos de prisão por crimes sexuais

Rapper americano foi considerado o ‘Rei do R&B’, Rhythm and Blues, gênero musical americano influenciado pelo soul e pelo hip-hop
Por AFP — Nova York

Cantor R. Kelly

A Corte Federal do Brooklyn, em Nova York, nos Estados Unidos, condenou nesta quarta-feira Robert Sylvester Kelly, cantor conhecido como R. Kelly, a 30 anos de prisão. O artista, considerado o “Rei do R&B” era acusado de liderar por décadas uma rede de tráfico e abuso sexual.

O júri, composto por cinco mulheres e sete homens, considerou o artista de 55 anos culpado por todas as acusações que tinha contra si, acusando-o de usar sua fama para recrutar vítimas para fins sexuais, com a colaboração de sua equipe.

Os promotores descreveram um “universo centrado em Robert Kelly”, que fez com que seus assessores apoiassem ou fechassem os olhos para o comportamento do cantor. Ao longo dos anos, diversos rumores de atividade sexual criminosa também foram encobertos por acordos com algumas das vítimas.

A Promotoria pedia à juíza do tribunal do Brooklyn, Ann Donnelly, 25 anos de prisão para o artista. “Seus atos foram insolentes, manipuladores, controladores e coercitivos. Ele não mostrou nenhum remorso ou respeito à lei”, sustenta a Promotoria em documento, no qual também assegura que “uma longa pena de prisão impedirá outros — ricos, famosos e com excesso de poder, como aquele concedido pelo seu status — de cometer este tipo de crimes”.

Em setembro do ano passado, o artista foi considerado culpado por liderar uma rede de abuso sexual contra adolescentes e mulheres, que atuou durante décadas.

Três vezes vencedor do Grammy, R. Kelly já vendeu mais de 75 milhões de discos, tornando-se um dos músicos de maior sucesso comercial da história do R&B, com sucessos como “I Believe I Can Fly” e “Ignition (Remix)” .

A defesa do cantor de 55 anos, atualmente encarcerado em uma prisão do Brooklyn, em Nova York, pedia que a pena não ultrapassasse 17 anos.

Em agosto deste ano, outro julgamento está previsto para começar, desta vez em Chicago, onde Kelly e dois colaboradores são acusados de manipular um julgamento por pornografia em 2008, além de esconder anos de abuso infantil.

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