Apenas 9% das mulheres negras ganham acima de R$ 5 mil, diz pesquisadora Janaina Feijó

Grupo também é o que mais sofre com o desemprego, mostra estudo feito por pesquisadora da FGV/IBRE
Por Ana Carolina Diniz

Carteira de trabalho – Foto: Divulgação

A mulher negra é o grupo que mais sofre com o desemprego e com baixos salários, e poucas conseguem chegar a cargos que paguem melhor. Veja o que mostra o estudo feito pela pesquisadora Janaina Feijó, do Ibre/FGV, sobre a situação das mulheres negras no mercado de trabalho brasileiro na última década a partir dos microdados da PNADC/IBGE.

A participação das mulheres negras entre os 10% com os maiores salários ainda é baixa. No primeiro trimestre de 2022, no grupo de pessoas que tinham rendimentos de todas as fontes superior a R$ 5.012, apenas 9,2% eram mulheres, embora elas representem 22,1% da população total de trabalhadores. Houve crescimento de 2 p.p em 10 anos: 2012 (7,1%) e 2022 (9,2%). Neste mesmo período, cresceu o número de mulheres negras no curso superior: em 2019, correspondiam a 27% , maior grupo nas universidades públicas.

Pesquisadora Janaina Feijó, do Ibre/FGV

Um motivo para os baixos salários é que as negras são a maioria no mercado informal: no primeiro trimestre de 2022 43,3% das mulheres negras ocupadas estavam em postos de trabalho informais, taxa superior à média nacional (40,1%), dos homens brancos/amarelos (34,8%) das mulheres brancas e amarelas (32,7%). Ficou abaixo apenas da taxa entre homens negros (46,6%).

Fora isso, segundo os dados,  atualmente, das 48,8 milhões de mulheres negras em idade para trabalhar, apenas um pouco mais da metade (51,5%) está no mercado de trabalho, seja buscando emprego ou ocupada.

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