Vestido preto: a história do clássico em 25 momentos icônicos

Ícone atemporal, o little black dress protagonizou momentos inesquecíveis ao lado de Coco Chanel, Marilyn Monroe, Lady Gaga e Beyoncé
GUILHERME DE BEAUHARNAIS

Moda (Foto: Reprodução, Divulgação e Getty Images)

Há tempos que “o pretinho básico” já não é tão básico. Ao contrário, o “little black dress” (abreviado como LBD) é um ícone de estilo que consquista e fascina a moda desde que Coco Chanel lançou sua versão há quase um século. Estrelas do cinema, como Marilyn Monroe e Audrey Hepburn, marcaram momentos inesquecíveis da peça, assim como outros estilistas ressignificaram o look com iterações diversas e cheias de personalidade, das luxuosas às mais polêmicas e escandalosas.

O “pretinho” nunca foi, de verdade, uma novidade na história da moda. No século XVI, a cor atingiu seu primeiro auge de popularidade na Europa depois que a corte espanhola adotou o costume católico de se vestir inteiramente de preto.

Chanel (Foto: Antonio Barros)
Chanel (Foto: Antonio Barros)

Apesar das conotações religiosas (que séculos depois seriam resgatadas por Cristóbal Balenciaga), o hábito também era uma forma de ostentar status e riqueza. O pigmento para tingir os tecidos, conhecido como “asa de corvo”, era trazido de navio direto das Américas, na forma de troncos de árvores que seriam fermentados. Artistas renomados da época, como Velázquez e Goya, ficaram famosos por retratar cortesãos vestidos de preto.

Nos séculos seguintes, o preto continuou a ser sinônimo de poder, posição social e o ocasional luto. Amantes e mulheres poderosas adotaram a cor como uniforme; caso de Madame de Maintenon, concubina (e depois esposa) de Luís XIV, o rei-sol francês, que se vestia com tecidos negros para afirmar sua posição como rainha secreta.

Balenciaga  (Foto: Divulgação)
Balenciaga (Foto: Divulgação)

Foi apenas com a invenção da anilina, em meados da Revolução Industrial, que a cor preto se popularizou entre classes mais pobres e se tornou ainda mais associada com a ideia de morte. Foi Coco Chanel, na década de 1920, quem ressignificou o preto, inspirando um ideal de luxo do vestido preto recém-democratizado.

Ao longo do último século, diversas atrizes e personalidades incorporaram suas próprias versões do little black dress. De Audrey Hepburn com seu clássico Givenchy à Kim Kardashian e seu guarda-roupa Balenciaga polêmico, contamos a história do “pretinho básico” em 25 looks e momentos icônicos:

1. Rainha Vitória, 1861

Depois de perder o marido, Príncipe Albert, em 1861, a religiosa rainha Vitória da Inglaterra assumiu um luto de quatro décadas. No período, que terminou com sua morte, em 1901, aos 81 anos, a monarca ficou marcado por seu guarda-roupa composto inteiramente por vestidos pretos.

Rainha Vitória da Inglaterra, em 1873 (Foto: Getty Images)
Rainha Vitória da Inglaterra, em 1873 (Foto: Getty Images)

O estilo fúnebre consolidou a tendência da moda de luto, que logo atingiu até mesmo as camadas mais populares da Inglaterra vitoriana. Vestidos escuros começaram a ser produzidos em massa (um fenômeno possível graças à Revolução Industrial) e vendidos pelos mais diversos preços. Apesar de já ser associado com austeridade, foi com a rainha Vitória que o preto ficou intimamente ligado com a o luto e morte na moda europeia. 

2. Madame X, 1884

Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, as influências vitorianas tiveram menos impacto entre a elite, que preferia seguir os estilos de Paris, onde a alta-costura que estava florescendo com o trabalho de Charles Frederick Worth. A jovem Amélie Gautreau, casada com um banqueiro com o dobro de sua idade, estava entre as damas da sociedade atentas às tendências francesas.

'Madame X', de John Singer Sargent (1884) (Foto: Getty Images)
Madame, de John Singer Sargent (1884) (Foto: Getty Images)

A paixão pela moda, no entanto, também significou a ruína da reputação de Amélie. Em 1884, ela posou para o pintor John Singer Sargent, usando um vestido preto ousado (especialmente para uma mulher casada). Quando o quadro foi exposto em Paris, naquele mesmo ano, foi alvo de ridicularizações e causou tamanho escândalo internacional que a modelo jamais voltou para os Estados Unidos.

Amélie faleceu em 1915, em Cannes. No ano seguinte, Sargent vendeu a pintura para o Metropolitan Museum of Art, de Nova York, com pedidos para que o nome da modelo nunca fosse revelado. Hoje, a obra é uma das principais atrações do museu e inspirou, em junho de 1999, um editorial da Vogue americana fotografado por Steven Meisel, estrelando Nicole Kidman como a musa do artista.

3. Coco Chanel, 1926

Considerada a mãe do “pretinho básico”, Coco Chanel lançou seu vestido “Ford” em 1926. O nome, dado pela Vogue americana, fazia referência ao carro “modelo T”, da Ford, um símbolo de eficiência em linhas de montagem. Não foi, porém, o primeiro vestido preto lançado por Chanel, e muito menos um pioneiro.

Coco Chanel (Foto: Getty Images)
Coco Chanel (Foto: Getty Images)

Outros nomes, como o inglês Edward Molyneux, já haviam proposto vestido pretos sem relação com o luto anos antes. Até a expressão criada por Chanel, “little black dress”, tem origens em “little black frock” (gíria britânica para vestido), usada por Henry James em seu romance de 1902, “As Asas da Pomba”.

Coco Chanel (Foto: Getty Images)
Coco Chanel (Foto: Getty Images)

Coco Chanel, no entanto, é a responsável por estimular e provocar as mulheres a usarem o preto como um manifesto de liberdade e modernidade. A peça continua a ser um ícone da marca e, não à toa, foi uma criação de Karl Lagerfeld para a maison, em 2006, que inspirou o editor de moda André Leon Talley a organizar uma histórica exposição no famoso museu de arte SCAD, em Savannah, nos Estados Unidos, batizdada de “Little Black Dress”.

4. Jeanne Lanvin, 1926

Concorrente de Coco ChanelJeanne Lanvin é considerada um dos nomes mais expressivos no universo da alta-costura e do sufragismo na indústria. Entre suas criações mais famosas, a robe de style marcou a história como um design revolucionário.

A atriz Gilda Gray com um vestido preto Lanvin, na década de 1920 (Foto: Getty Images)
A atriz Gilda Gray com um vestido preto Lanvin, na década de 1920 (Foto: Getty Images)

Proposto como uma alternativa aos vestidos retos que Chanel popularizou, o design de Lanvin não conseguiu competir em popularidade devido à falta de praticidade e estilo pouco acessível. O modelo era inspirado nos vestidos da nobreza francesa do século XVIII, uma silhueta que fazia pouco sentido para mulheres que não pertenciam à elite dos anos 1920.

Ainda assim, a robe de style marcou um momento luxuoso na moda e, é claro, não resistiu à tendência do preto, uma das cores favoritas entre as clientes do design.

5. Elsa Schiaparelli, 1938

Considerada a maior rival de Coco Chanel, a italiana Elsa Schiaparelli também não acreditava no minimalismo. Ao contrário, suas criações foram marcadas pela fantasia e o surrealismo, especialmente em seus designs feitos em parceria com artistas como Jean Cocteau e Salvador Dalí.

Com esse último, em 1938, ela criou uma de suas peças mais icônicas: o “vestido esqueleto“, inspirado em desenhos do artista. A peça fez parte da coleção “Circo”, de alta-costura primavera-verão daquele ano.

Elsa Schiaparelli in collaboration with Salvador Dali: Illustration for the "Skeleton" dress, A/W Haute Couture 1937, ink and gouache on paper (Foto: COPYRIGHT LES ARTS DÉCORATIFS, PARIS/JEAN THOLANCE)
Vestido criado por Elsa Schiaparelli em colaboração com Salvador Dali (Foto: Getty Images)

Elsa ficou famosa por popularizar o rosa-choque, mas era igualmente fã do preto. Ela já trabalhava com o tom desde o início de sua carreira, incluindo em encomendas para nobres e socialites, como a Duquesa Wallis Simpson e a herdeira Daisy Fellowes. O vestido esqueleto, porém, marcou a história por ser um presságio sinistro da onda de violência e mortes que viriam no fim da mesma década, com a Segunda Guerra Mundial.

6. Rita Hayworth, 1946

Quando Rita Hayworth protagonizou Gilda (1946), o “pretinho básico” já era o que havia de mais sexy na moda. No papel da sedutora Gilda, a atriz performou a “Put The Blame on Mame” enquanto fazia um pseudo-striptease vestindo uma criação de Jean Louis, o mesmo figurinista que, 15 anos depois, vestiria Marilyn Monroe no aniversário do presidente John F. Kennedy (peça revivida por Kim Kardashian no Met Gala 2022).

Rita Hayworth em "Gilda" (1946)  (Foto: Reprodução)
Rita Hayworth em “Gilda” (1946) (Foto: Reprodução)

O vestido preto usado por Hayworth é considerado um caso de sucesso na história dos figurinos de Hollywood, já que a atriz realizou a cena perfeitamente sem nunca ter provado o vestido antes. Além do corpete, a criação também possuia uma tira de plástico costurada internamente, o que preocupou o diretor, Charles Vidor.

Depois que o filme foi lançado, Jean Louis recebeu um telegrama da editora de moda Diana Vreeland (futura chefe da Vogue americana), que descreveu o vestido como “Soberbo”. 

7. Christian Dior, 1947

Apesar do clássico “tailleur bar“, com seu casaqueto off-white, receber o crédito de criação mais icônica de Christian Dior, foi, na verdade, um vestido preto que fez a editora de moda Carmel Snow exclamar, em 1947, “esse é o New Look“. O modelo, batizado de “Corolle” (o mesmo nome da coleção), foi feito com 14 metros de lã cor de carvão e, por ser um dos preferidos do estilista, foi desfilado pela modelo Tania, sua preferida.

Vestido preto no primeiro desfile de Christian Dior, em Paris, fevereiro de 1947 (Foto: Getty Images)
Vestido preto no primeiro desfile de Christian Dior, em Paris, fevereiro de 1947 (Foto: Getty Images)

A peça não foi a única na cor preta que desfilou na estreia solo de Dior na moda. Entre os quase 200 vestidos apresentados (o desfile durou mais de 2 horas), a maioria era em tecidos negros, incluindo os modelos Soirée e Diorama.

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8. Rainha Elizabeth II, 1952

Em fevereiro de 1952, enquanto Elizabeth e o marido, Philip, estavam em viagem ao Quênia, o pai da princesa, rei George VI, faleceu, deixando o trono e a coroa da Inglaterra para a filha. Quando voltou para casa, agora como Rainha Elizabeth II, a monarca protagonizou um pequeno escândalo: como não havia levado nenhum vestido preto na mala, não podia descer do avião. Membros da corte providenciaram uma roupa de luto e a nova soberana poder aparecer em público.

A Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip na Abadia de Westminster, logo depois de descer do avião, em 1952, seguindo a morte do Rei George Vi (Foto: Getty Images)
A Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip na Abadia de Westminster, logo depois de descer do avião, em 1952, seguindo a morte do Rei George VI (Foto: Getty Images)

O episódio deu origem à tradição de que todo membro da família real deve viajar com, pelo menos, um roupa preta na mala. Além disso, também acabou com o “luto branco”, uma tradição na Inglaterra desde o século 16, que permitia às mulheres usarem roupas de cores claras após a morte de um ente querido.

9. Yves Saint Laurent, 1955

Yves Saint Laurent entrou para a maison Dior como assistente aos 18 anos, em 1955, e não demorou para mostrar seus talentos. Na temporada de alta-costura outono-inverno daquele ano, o jovem criou o modelo “Soirée de Paris”, para a coleção “Y”.

O vestido "Soirée de Paris" que Yves Saint Laurent criou para a Dior, em 1955 (Foto: Reprodução: Instagram @gdebeauharnais)
O vestido “Soirée de Paris”, que Yves Saint Laurent criou para a Dior, em 1955 (Foto: Reprodução: Instagram @gdebeauharnais)

A peça, feita em veludo preto, entrou para a história da moda graças à uma fotografia de Richard Avedon, que clicou a modelo Dovima posando com o look em frente a dois elefantes. A imagem é uma das mais icônicas na história da moda e o vestido se tornou um divisor de águas na carreira de Saint Laurent que, dois anos mais tarde, em 1957, aos 21 anos, assumiria a direção-criativa do ateliê Dior, seguindo a morte do mentor.

10. Anita Ekberg, 1960

Abrindo a década de 1960, o clássico italiano “La Dolce Vita“, dirigido por Federico Fellini e estrelado por Marcello Mastroianni conquistou o cinema internacional. Além de ser um marco na história da sétima arte, o filme é responsável por criar a palavra “paparazzi”, que surgiu graças ao personagem Paparazzo, um repórter fotográfico.

Marcello Mastroianni e Anita Ekberg em A Doce Vida, de Federico Fellini (Foto: Reprodução)
Marcello Mastroianni e Anita Ekberg em “La Dolce Vita”, de Federico Fellini, de 1960 (Foto: Reprodução)

Em uma das cenas do longa, o jornalista persegue os protagonistas Marcello e Sylvia Rank (interpretada por Anita Ekberg). Livres das câmeras e sozinhos na madrugada de Roma, o casal protoganiza a icônica cena na Fontana di Trevi, em que Sylvia se banha nas águas do monumento com um vestido preto.

Anita Ekberg em A Doce Vida (Foto: Moviestore/Shutterstock)
Anita Ekberg em “La Dolce Vita”, de Federico Fellini, de 1960 (Foto: Moviestore/Shutterstock)

A peça, criada por Piero Gherardi, foi inspirada no vestido de Rita Hayworth em “Gilda” (1946) e rendeu ao figurinista um Oscar. O sucesso não veio sem polêmicas: a cena não agradou os políticos conservadores da Itália, que pediram a retirada do filme de circulação. A tentativa não vingou e Anita (e seu vestidinho preto) se tornaram símbolos de sensualidade.

11. Audrey Hepburn e Givenchy, 1961

O vestido preto mais icônico do cinema é, com certeza, o modelo usado por Audrey Hepburn no papel de Holly Golightly em “Bonequinha de Luxo” (1961). Inicialmente, Elizabeth Taylor, Jane Fonda e até Marilyn Monroe haviam sido cotadas para protagonizar o longo, baseado no romance “Breakfast at Tiffany’s” de Truman Capote, mas Hepburn acabou sendo escolhido e trouxe, para junto do estúdio, o amigo e estilista Hubert de Givenchy.

Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (1961) (Foto: Getty Images)
Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo” (1961) (Foto: Getty Images)

Enquanto todo o figurino da obra é uma coletânea de peças apaixonantes, o look mais memorável é aquele com o qual a atriz inicia o longa, enquanto contempla a vitrine da joalheria Tiffany & Co. na Quinta Avenida de Nova York.

Audrey Hepburn em cena de "Bonequinha de Luxo" (Foto: Getty Images)
Audrey Hepburn em cena de “Bonequinha de Luxo” (Foto: Getty Images)

Ainda que a figurinista oficial do longa tenha sido a lendária Edith Head, quase todos os looks de Audrey foram assinados pelo próprio costureiro francês. Apesar de existirem mitos sobre a criação do vestido (algumas fontes afirmam que a versão original era muito ousada e foi alterada por Head), o colecionador e historiador de moda britânico Henry J. Wilkinson, especialista no trabalho de Givenchy, confirma que se trata “apenas de uma lenda”.

12. Marilyn Monroe, 1962

Lenda de Hollywood, Marilyn Monroe é uma das personagens revividas constantemente através de referências na arte, moda e cinema. Ainda que considerada um ícone de estilo, o clássico vestido preto não costuma ser associado com sua figura loira e voluptuosa. Seus dois modelos mais famosos, usados no filme “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e na noite de aniversário do presidente JFK, são branco e bege, respectivamente.

A atriz, porém, protagonizou um momento icônico com seu próprio LBD. O momento aconteceu em julho de 1962. Na ocasião, ela foi fotografada por Bert Stern com um look Dior, criado por Marc Bohan, para a edição de setembro da Vogue americana.

Marilyn Monroe, em 1962, com look Dior (Foto: Getty Images)
Marilyn Monroe, em 1962, com look Dior (Foto: Getty Images)

Em suas memórias, a editora de moda Babs Simpson conta que as fotos foram clicadas no Hotel Bel-Air, em Los Angeles, e que, quando Marilyn não apareceu no primeiro dia, a equipe foi para a Disneyland. O momento antecedeu dias de sessão de fotos em que a atriz se mostrou imensamente vulnerável. Três semanas depois, ela faleceu em sua casa.

Marilyn com seu vestidinho preto foi a última imagem glamourosa que o público viu da atriz, que nunca chegou a ver as fotos publicadas.

13. Catherine Deneuve, 1967

Em mais um momento icônico de “little black dress” no cinema, a musa de Yves Saint Laurent, Catherine Deneuve, protagonziou “A Bela da Tarde” (1967) como Séverine Serizy, a dona de casa que se torna prostituta.

Catherine Deneuve ao lado do vestido preto Yves Saint Laurent que usou no filme "A Bela da Tarde" (1967) (Foto: Getty Images)
Catherine Deneuve ao lado do vestido preto Yves Saint Laurent que usou no filme “A Bela da Tarde” (1967) (Foto: Getty Images)

A história, com allure sensual, acompanhou um figurino igualmente cheio de personalidade, criado pelo próprio Saint Laurent. Entre eles, um vestido preto curto, com mangas e golas de setim off-white. Além de evocar uma sexualidade velada, o look também fez homenagem ao quadro “Woman in a Black Dress” (1923), da artista boêmia Tamara de Lempicka, fascinada pelo feminismo do início do século 20.

14. Mireille Darc, 1972

Considerado o mais sexy dos vestidos pretos do cinema, o modelo usado (e ousado) pela atriz Mireille Darc em “Loiro Alto do Sapato Preto” (1972) é um marco na união entre os LBDs e o cinema. Com um enorme decote nas costas, revelando toda a sensualidade de sua personagem, a sedutora espiã Christine, o vestido é um design de Guy Laroche, que tinha a atriz como musa.

Mireille Darc no filme "Loiro Alto do Sapato Preto" (1972), com vestido de Guy Laroche (Foto: Getty Images)
Mireille Darc no filme “Loiro Alto do Sapato Preto” (1972), com vestido de Guy Laroche (Foto: Getty Images)

Icônico e histórico, a peça hoje faz parte do acervo permanente do Musée des Arts Décoratifs, em Paris.

15. Jackie Kennedy, 1979

Met Gala, baile anual nova-iorquino conhecido por reunir as maiores personalidades do mundo da moda, já foi palco para inúmeros vestidinhos pretos icônicos. Entre eles, o modelo usado por Jackie Kennedy Onassis, na festa de 1979.

Jackie Kennedy no Met Gala 1979, com vestido Valentino (Foto: Getty Images)
Jackie Kennedy no Met Gala 1979, com vestido Valentino (Foto: Getty Images)

Assinado pelo estilista italiano Valentino, a peça marcou a estreia da ex-primeira-dama dos Estados Unidos no evento de gala do Metropolitan Museum of Art, de Nova York.

16. Elizabeth Hurley e Versace, 1994

O pretinho nada básico que Liz Hurley usou em 1994 faz parte do hall de looks mais icônicos do século 20. Criado por Gianni Versace para a temporada de verão daquele ano, o modelo cheio de alfinetes acompanhou a atriz na première do filme “Quatro Casamentos e um Funeral” (1994), de braços dados com o então namorado, Hugh Grant.

Elizabeth Hurley e o longo Versace ao lado de Hugh Grant na pré-estreia de Quatro Casamentos e um Funeral, em 1994 (Foto: Getty Images)
Hugh Grant e Elizabeth Hurley, com o look Versace, em 1994 (Foto: Getty Images)

A peça foi a única conseguida por Hurley para o evento, que havia tentado vestir looks de outros marcas, mas foi rejeitada por ainda não ser conhecida. O design ajudou a catapultar a atriz para o centro dos holofotes e o momento marcou a década de 1990.

Várias cópias do vestido foram feitas e, uma delas acabou na coleção dos italianos Enrico Quinto e Paolo Tinarelli. Em 2019, São Paulo recebeu parte do acervo em uma exposição no Instituto Tomie Ohtake, onde apaixonados por moda puderam ver o design icônico de perto.

17. Princesa Diana, 1994

O ano de 1994 marcou a história do “pretinho básico“. Poucos meses depois que Liz Hurley roubou a cena com seu look Versace, a Princesa Diana protagonizou um dos momentos mais conhecidos de sua jornada fashion.

Princesa Diana (Foto: Getty Images)
Princesa Diana com o “vestido vingança”, de Christina Stambolian, em 1994 (Foto: Getty Images)

Em junho daquele ano, ela apareceu em um evento filnatrópico com um modelo assinado pela estilista Christina Stambolian e inspirado no balé “O Lago dos Cisnes” (1875), de Tchaikovsky. Na mesma noite, seu ex-marido, o príncipe Charles, confessou adultério em rede nacional. Graças ao contexto e pelo visual sexy, a peça foi batizada de “revenge dress” (vestido da vingança).

O item não era uma novidade no armário de Diana, que o comprou 3 anos antes. Na noite do festa, ela planejava usar um modelo Valentino, mas mudou de ideia na última hora, assegurando para o público um dos episódios mais celebrados na história da moda.

18. Michelle Obama, 2009

Em um momento histórico na história da política e da moda americana, Michelle Obama quebrou protocolos ao posar para seu primeiro retrato oficial na Casa Branca, em 2009, com um vestido preto Michael Kors, sem mangas. A decisão foi revolucionária, já que evitar a cor em poses oficiais, assim como cobrir o corpo, é uma tradição entre as esposas de presidentes.

WASHINGTON - FEBRUARY 2009:  In this handout image provided by the White House, First Lady Michelle Obama poses for her official portrait in the Blue Room of the White House February 2009 in Washington, DC. This was the first time the offical First Lady p (Foto: Getty Images)
Michelle Obama com look Michael Kors, em 2009 (Foto: Getty Images)

Em 2013, ela repetiu a escolha de um vestidinho preto (agora com mangas) para seu segundo retrato na casa presidencial, assinado por Reed Krakoff.

Michelle Obama (Foto: Getty Images)
Michelle Obama com look Reed Krakoff, em 2013 (Foto: Getty Images)

19. Lady Gaga, 2019

Acessorizada com o lendário diamante amarelo da Tiffany & Co., Lady Gaga roubou a cena no tapete vermelho do Oscar 2019, em que ela ganhou sua primeira estatueta, com um vestido preto Alexander McQueen. Junto com a peça, ela usou um par de luvas de couro e um penteado vintage. Tudo, é claro, em referência à Audrey Hepburn, uma das únicas mulheres a também usar a joia.

Lady Gaga (Foto: Getty Images)
Lady Gaga com look Alexander McQueen, no Oscar 2019 (Foto: Getty Images)

20. Beyoncé, 2021

Dois anos depois de Lady Gaga, Beyoncé fez história como a primeira mulher negra a usar o diamante Tiffany (como é conhecida a pedra amarela de 128.54 quilates). O momento marcou igualmente a estreia de uma joia histórica em uma campanha da Tiffany & Co., batizada de “About Love”.

Beyoncé e Jay-Z na campanha about love da Tiffany & Co. (Foto: Divulgação)
Beyoncé com look Balmain na campanha “About Love” da Tiffany & Co. (Foto: Divulgação)

Nela, a cantora surgiu em um vestido preto Balmain, também em referência ao clássico “Bonequinha de Luxo” (1961). 

21. Bella Hadid, 2021

Festival de Cannes é um dos tapetes vermelhos mais aguardados do ano para os apaixonados por moda. Para a edição de 2021 do evento, a supermodelo Bella Hadid elegeu um look dramático Schiaparelli. Parte da coleção de alta-costura de inverno 2021 da marca, o vestido preto super decotado foi completado por um colar dourado no formato de vasos sanguíneos dos pulmões.

CANNES, FRANCE - JULY 11: Bella Hadid attends the "Tre Piani (Three Floors)" screening during the 74th annual Cannes Film Festival on July 11, 2021 in Cannes, France. (Photo by Samir Hussein/WireImage) (Foto: WireImage)
Bella Hadid com look Schiaparelli no Festival de Cannes, 2021 (Photo by Samir Hussein/WireImage) (Foto: WireImage)

Nas redes sociais, fãs amaram o visual, que entrou para a lista de looks mais comentados e memoráveis da história do festival de cinema.

22. Kim Kardashian, 2021

Kim Kardashian rendeu memes nas redes sociais depois que surgiu no Met Gala 2021 com um look inteiro Balenciaga (referenciado pela brasileira Gkay em 2022), ao lado de Demna Gvasalia, diretor-criativo da marca. Enquanto fãs brincaram sobre o visual assustador de influenciadora e empresária, a presença marcou seu primeiro tapete vermelho sem o ex-marido, o rapper Kanye West.

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: Kim Kardashian West and Demna Gvasalia attend The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by John Shearer/WireImage) (Foto: WireImage)
Kim Kardashian, de Balenciaga, e Demna Gvasalia no Met Gala 2021  (Photo by John Shearer/WireImage) (Foto: WireImage)

O momento foi significativo no histórico fashion de Kim, consolidando sua relação com a casa de moda francesa, da qual ela se tornou uma embaixadora oficial meses depois, seguido de um desfile na temporada de alta-costura. 

23. Anitta, 2021

Para os fãs brasileiros, o LBD também esteve presente em um momento marcante. Em 2021, a cantora brasileira Anitta parou as redes sociais com rumores de que ela estaria presente no Met Gala, maior e mais luxuoso evento de moda anual do mundo. Os rumores se confirmaram quando, ao lado do empresário Alexandre Birman, ela pisou no tapete vermelho das escadas do Met com seu próprio “pretinho básico”.

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: Anitta and Alexandre Birman attend The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by Jeff Kravitz/FilmMagic) (Foto: FilmMagic)
Anitta e Alexandre Birman no Met Gala 2021, em Nova York

24. Rihanna, 2021

Provando que 2021 foi, de fato, ao ano dos vestidinhos pretos, Rihanna foi roubou a cena ao ser a última a chegar na edição do Met Gala daquele ano. Como sempre, a Bad Gal Riri transformou sua chegada em um verdadeiro espetáculo, com um look Balenciaga.

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: Rihanna and A$AP Rocky attend The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by Theo Wargo/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Rihanna, de look Balenciaga, e A$AP Rocky no Met Gala 2021 (Photo by Theo Wargo/Getty Images) (Foto: Getty Images)

O evento também marcou a primeira vez em que ela e o namorado, A$AP Rocky, fizeram sua uma aparição pública oficial como casal. Meses depois, a artista deu a luz ao seu primeiro filho com o rapper.

25. Naomi Campbell, 2022

Em sua segunda temporada na alta-costura, a Balenciaga parou a internet com um casting de peso, que incluiu Kim Kardashian, Dua Lipa, Nicole Kidman e Bella Hadid. O quarteto icônico foi seguido pela top Naomi Campbell, que vestiu um enorme look preto e passou, com dificuldade, pelas portas do salão onde o show foi apresentado.

Balenciaga  (Foto: Divulgação)
Balenciaga (Foto: Divulgação)

detalhe não passou despercido pelo público, mas a agilidade da modelo foi suficiente para lembrar o motivo de seu status como lenda da moda.

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