New York Times, Washington Post e Semafor se preparam para disputar o ‘mundo de língua inglesa’

Nelson de Sá

Crédito … Zack DeZon para The New York Times

O New York Times destacou supostas “frustrações” do único concorrente que restou ao próprio NYT nos EUA, na imprensa de interesse geral. O Washington Post estaria enfrentando estagnação em assinaturas “desde que o ex-presidente Trump deixou o cargo”.

Seja por que for, o WaPo está de olho no mercado internacional, o mesmo priorizado para crescimento pelo NYT. A Equipe de Revisão Estratégica do jornal de Washington teria concluído que ele “pode ser a fonte definitiva de notícias para o mundo de língua inglesa”. Entre os passos para tanto, seus executivos teriam discutido comprar os londrinos The Guardian e The Economist.

O primeiro já negou, mas é fato que a imprensa inglesa, como seus clubes de futebol e montadoras, vem sendo internacionalizada. O próprio Guardian, que criou fundo nos EUA para isso, hoje cede parte da cobertura para projetos de fundações americanas.

Nesse “mundo de língua inglesa”, o maior concorrente do NYT pode não ser o WaPo. O Semafor de Ben e Justin Smith, também sediado em Nova York, só deve ser lançado no mês que vem, mas não se conteve e adiantou na sexta (2) a sua primeira notícia.

O foco é a China, confirmando que, qualquer que seja o veículo, a cobertura americana terá o mesmo adversário. No título (reprodução acima), “Exclusiva do Semafor: Biden vai reprimir tecnologia chinesa com nova ordem executiva“.

Até o fim do mês, segundo três fontes, a medida “poderia limitar drasticamente os investimentos dos EUA na China”. E outras duas reduziriam o acesso do TikTok a dados de usuários e o tipo de tecnologia que pode ser vendida a empresas chinesas.

O Semafor deixa registrado o aviso de que, dependendo dos detalhes, “as ordens executivas podem servir simplesmente como declarações políticas duras contra a China antes das eleições de novembro”.

NA AMÉRICA LATINA

Em entrevista ao Economic Times, Justin Smith disse estar “aberto a um parceiro indiano para lançar uma edição local” do Semador.

Acrescentou que, após o lançamento, “criaremos produtos regionais e nacionais em sequência, no Oriente Médio, Ásia, Europa, América Latina”. Um dos maiores investidores no veículo é o bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann.

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