Demônios? Maior inimigo da She-Hulk é o app de namoro no 4º episódio

Seja como super-heroína, seja como civil, Jen Walters tem muita dificuldade de encontrar um match minimamente decente
MARIANA CANHISARES

She-Hulk/Marvel Studios/Reprodução

“Existe algo pior que a vida de solteira aos 30?”. No caso das desventuras de Jennifer Walters (Tatiana Maslany) no quarto episódio de She-Hulk, nem demônios vindos de outra dimensão se comparam às dores de cabeça dos aplicativos de namoro. Seguindo os conselhos da sempre solidária Nikki (Ginger Gonzaga), em “Não é Magia de Verdade?” ela não apenas entra no equivalente do Tinder do MCU, como muda seu perfil, até então burocrático e com fotos profissionais, para se assumir super.

Sua vida amorosa, de repente, começa a ficar movimentada. A advogada, considerada um 6 pelo seu último date — um absurdo, diga-se de passagem —, passa a ter muitos matches em questão de segundos. No entanto, isso não se reflete necessariamente na qualidade dos encontros. Jen se depara com homens que, quando não querem competir para ver quem é mais forte, querem testá-la como uma cobaia de laboratório. Quando finalmente encontra alguém que parece decente, um pediatra oncologista que a ouve, Wong (Benedict Wong) surge com um problema: o mágico Donny Blaze (Rhys Coiro), ex-aluno do Kamar-Taj, segue usando magia de forma irresponsável e agora uma avalanche de pequenos demônios faz um furdúncio na sua casa de shows.

E lá vai She-Hulk ao resgate. As criaturas são numerosas, chatas e babonas, mas tudo bem. Porque Jen sabe que tem um homão em casa a esperando. Assim que soluciona o problema e ouve da boca do próprio Donny Blaze que vai parar de fazer magia de verdade, ela vai pegar seu date no colo. Um final perfeito, correto? Não. Quando o médico conhece Jen na sua forma civil no dia seguinte, ele foge, constrangido. E, para piorar, logo pela manhã a heroína recebe a notícia de que Titânia (Jameela Jamil) abriu um processo contra ela por usar uma marca registrada: o nome She-Hulk. É, Jen, adotar seu nome de super foi um mau negócio em todos os sentidos.

“Não é Magia de Verdade?” pode ser considerado um episódio filler, já que não traz avanços significativos à jornada de Jen — sobretudo se lembrarmos que, na semana passada, She-Hulk estabeleceu que há um vilão interessado em uma amostra do seu sangue. Contudo, ainda assim é um episódio simbólico para o MCU. Novamente, a série da showrunner e roteirista Jessica Gao é muito sagaz ao incorporar as críticas que produções centradas em mulheres costumam receber, e dessa vez reconhecer que Wong pode servir de “armadura” para o Twitter é de uma ironia deliciosa. Mas, mais do que isso, este episódio é talvez a primeira vez que vemos um herói com tesão no universo compartilhado — Eternos teve uma cena de sexo, mas sejamos honestos: ela foi mais espiritual do que demonstrou desejo. Jen é, afinal de contas, um ser humano, então nada mais natural que ela tenha seus casinhos. Uma pena que ela ainda não encontrou ninguém à sua altura.

She-Hulk é exibida às quintas, no Disney+.

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