Uber teve sistemas de dados hackeados, confirma empresa

Companhia está investigando o ataque sofrido nesta semana
Por Kate Conger and Kevin Roose

Foto: AP Photo/Jeff Chiu

O Uber confirmou que seus sistemas foram hackeados nesta quinta-feira, 16, levando a empresa a colocar várias de suas redes internas de comunicação e engenharia fora do ar, enquanto investigava a extensão do problema. Os funcionários foram instruídos a não usar o serviço interno de mensagens da empresa, o Slack, e descobriram que outros sistemas internos estavam inacessíveis, disseram dois funcionários, que não estavam autorizados a falar publicamente.

Um porta-voz do Uber disse que a empresa estava investigando a violação e entrando em contato com as autoridades policiais. Pouco antes de o sistema Slack ser desativado, na tarde de quinta-feira, os funcionários do Uber receberam uma mensagem que dizia: “Anuncio que sou um hacker e o Uber sofreu uma violação de dados”. A mensagem passou a listar vários bancos de dados internos que o hacker alegou terem sido comprometidos.

O hacker comprometeu a conta Slack de um funcionário e a usou para enviar a mensagem, disse o porta-voz do Uber. Mais tarde, o hacker conseguiu acesso a outros sistemas internos, postando uma foto explícita em uma página de informações internas para os funcionários. Não foi a primeira vez que um ataque roubou dados do Uber. Em 2016, hackers roubaram informações de 57 milhões de contas de motoristas e passageiros, depois abordaram o Uber e exigiram US$ 100 mil para excluir sua cópia dos dados.

O Uber providenciou o pagamento, mas manteve a violação em segredo por mais de um ano. Joe Sullivan, que era o principal executivo de segurança do Uber na época, foi demitido por seu papel na resposta da empresa ao ataque. Sullivan foi acusado de obstruir a justiça por não divulgar a violação aos reguladores e está atualmente em julgamento.

Os advogados de Sullivan argumentaram que outros funcionários eram responsáveis pelas divulgações regulatórias e disseram que a empresa havia usado Sullivan como bode expiatório./NEW YORK TIMES

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