5 possíveis substitutos de Tim Cook como CEO da Apple

Tim Cook, CEO Apple

Ao longo da história da Apple, a empresa americana já teve sete CEOs1, dois deles bastante marcantes. O primeiro, Steve Jobs, dispensa comentários. O atual, Tim Cook, driblou a desconfiança em torno do seu nome e vem conseguindo deixar um legado positivo, mesmo com o eterno estigma de ser o “substituto de Jobs”.

Com resultados para lá de satisfatórios — inclusive transformando a Apple na empresa mais valiosa do mundo —, Cook ainda poderia permanecer por muito tempo no comando da Maçã. Porém, ele já expressou verbalmente que não pretende continuar como o chefão da Apple por tantos anos.

Mais dez anos? Provavelmente não, mas posso dizer que me sinto ótimo agora e a data não está à vista. Porém, mais dez anos é muito tempo — e provavelmente não [ficarei] mais dez anos.—Tim Cook, no ano passado.

Com essa saída praticamente anunciada — esperada para algo em torno de cinco anos, imaginamos —, fica uma grande pergunta no ar: quem atualmente na Apple está no radar para substituir Cook no comando da Apple? Nesta publicação, veremos cinco nomes cotados para o cargo de futuro CEO da companhia.

O que a Maçã procura?

Antes de tudo, é importante destacarmos o que a Apple espera de um nome para ocupar seu cargo mais importante. As características já foram dadas por alguns órgãos de imprensa, como a Forbes, a qual acredita que o sucessor de Cook será alguém que tenha profunda intimidade com a cultura única estabelecida na Maçã.

Apesar de novos gestores passarem por uma espécie de treinamento (que dura semanas), adquirir essa cultura e estilo único da empresa leva muito tempo, visto que ela desempenha importante papel na formação da visão e dos processos de decisão da companhia.

Exatamente por isso é que é bastante improvável que o novo CEO da Apple seja alguém de fora ou algum executivo que tenha adentrado o universo da Maçã há pouco tempo, visto que seria difícil para alguém absorver rapidamente tanto os conceitos e as diretrizes da empresa quanto como a visão que Jobs tinha sobre o que é esperado para um diretor executivo.

Quem são os nomes?

Muita gente, desde a entrevista reveladora de Cook, sugeriu prováveis nomes para o lugar do atual CEO — alguns com claras chances de serem alçados ao cargo, outros bastante improváveis (apostas ousadas).

Um dos jornalistas que fez suas apostas foi Mark Gurman, nome bastante renomado no que se refere a notícias exclusivas sobre a Apple. Muitos dos nomes presentes nesta lista, inclusive, foram sugeridos por ele — que já tem um favorito para ser alçado ao cargo.

Vamos à lista?

Craig Federighi

Craig Federighi
Foto: WIRED

Cientista da computação, Craig Federighi é provavelmente o nome mais conhecido dessa lista, especialmente devido ao destaque que ele vem tendo durante os eventos da Apple — no último, inclusive, acabou gerando um festival de memes usados exaustivamente por Applemaníacos nas redes sociais.

Obviamente, não são os memes que fazem de Federighi um forte candidato ao posto de futuro CEO da Apple, e sim sua posição elevada e de destaque dentro da Maçã atualmente — e em um setor de grande importância para a empresa.

Vice-presidente sênior de engenharia de software, ele responde diretamente a Cook, sendo o grande responsável por comandar o desenvolvimento dos sistemas operacionais para os dispositivos da empresa — como o iOS/iPadOS e o macOS —, bem como pelas partes de interface do usuário, aplicações e frameworks.

Tendo um grau de master of science em ciência da computação e bacharelado em engenharia elétrica e ciência da computação pela Universidade da Califórnia (em Berkeley), ele apareceu pela primeira vez em um grande evento da Apple na WWDC19, não parando de lá para cá, tendo uma imagem geralmente associada a humor e espontaneidade.

Curiosamente, neste ponto ele acaba indo na direção oposta à de Cook, visto que o atual CEO é bastante centrado e sério durante suas apresentações. No entanto, quando falamos em trabalho, Federighi parece estar bem próximo ao atual diretor executivo, visto que ele prefere gerenciar as coisas por consenso (como já opinou o The Wall Streat Journal).

Para Gurman, Craig não parece estar se encaminhando para virar CEO da Apple justamente por causa de seu perfeito encaixe no comando do setor de engenharia de software da Maçã. Ele, inclusive, já descartou boatos envolvendo uma promoção na empresa — mas, ao mesmo tempo, isso não seria confirmado com tamanha antecedência.

Deirdre O’Brien

 Deirdre O’Brien

Única mulher na nossa lista (infelizmente), Deirdre O’Brien é uma das fortes candidatas à vaga de CEO da Maçã. Vice-presidente sênior do setor de varejo e de recursos humanos (RH) da empresa, ela exerce duas lideranças bastante importantes, também respondendo diretamente a Cook.

Há 30 anos na Apple e tendo passado por várias gestões da empresa, ela é bacharel em gestão de operação pela Michigan State University e MBA pela San Jose State University, comandando equipes responsáveis por funções como desenvolvimento de talentos, recrutamento, relações com funcionários, parceria comercial e remuneração.

O’Brien, inclusive, está no centro da luta da Apple contra o processo de sindicalização que é cada vez mais crescente nos Estados Unidos — inclusive, já tendo sido concretizado em duas lojas da empresa. Fortemente contrária aos sindicatos, ela teme que eles retardem a capacidade da Maçã de melhorar as condições para funcionários.

Uma grande diferença da executiva é que ela atua mais nos bastidores, visto que o setor de RH e de varejo não é lá muito “atraente” aos olhos dos espectadores de uma WWDC ou qualquer outro evento da Apple. Mesmo assim, isso está longe de significar menor importância para seu trabalho, que é bem avaliado dentro da empresa.

Esse trabalho de bastidores, inclusive, foi feito por muito tempo pelo próprio Cook, visto que ele nunca foi um homem de holofotes e sempre atuou ao lado de Jobs desempenhando grande papel na Maçã como chefe de operações — mesmo que publicamente Jobs fosse o homem do “recado”, aquele que falava diretamente com o público.

John Ternus

John Ternus

Outro nome que figura na lista de prováveis futuros CEOs da Apple é John Ternus, que é nada menos do que o membro mais jovem do time de executivos da Maçã. Enquanto por um lado isso pode jogar contra — devido à menor experiência em relação aos seus concorrentes —, por outro pode representar uma maior longevidade no futuro cargo.

Chefe do departamento de engenharia de hardware da Apple, ele assumiu o cargo no ano passado e também responde diretamente a Cook. É ele o responsável por supervisionar o trabalho de hardware em produtos importantes, como iPhones, iPads, Macs e AirPods.

Ternus também foi um líder bastante importante quando falamos na transição dos chips da Intel para os da própria Apple em Macs — um dos marcos mais importantes para a empresa na sua história recente.

Na Apple desde 2001, Ternus é bacharel em engenharia mecânica pela Universidade da Pensilvânia, já tendo trabalhado como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems antes de ingressar na Maçã.

Publicamente, ele já apareceu em algumas WWDCs e eventos especiais da Apple, principalmente para revelar aspectos de hardwares de Macs. Uma das suas apresentações de hardware mais recentes foi a que revelou ao mundo os novos MacBooks Pro de 14 e 16 polegadas, em 2021.

Segundo Gurman, Ternus seria o nome ideal caso a Apple procure colocar um gerente de desenvolvimento de produtos no comando de toda a empresa por um longo tempo, visto que ele poderia ter a trajetória mais longa na Maçã. O carisma também contaria muito a seu favor.

Greg Joswiak

Greg Joswiak

Outro nome bastante carimbado nas keynotes da Apple é Greg Joswiak. Também conhecido simplesmente como Joz, ele é atualmente o vice-presidente sênior de marketing mundial da Maçã e — assim como os nomes já citados anteriormente — responde diretamente a Cook.

Um dado importante a considerar sobre ele é que trata-se do funcionário mais antigo ainda na equipe executiva do atual CEO da Maçã, tendo ingressado na empresa em junho de 1986 e desempenhado — de acordo com a própria empresa — “um papel fundamental no desenvolvimento e no lançamento de alguns dos produtos de consumo mais amados do mundo, incluindo o iPod original e o iPhone”.

Tendo subido recentemente ao atual cargo, substituindo nada menos que o lendário e Apple Fellow Phil Schiller, ele é formado em engenharia da computação pela Universidade de Michigan e começou sua carreira na Maçã trabalhando nos primeiros computadores Macintosh, bem como apoiando a comunidade de desenvolvedores de terceiros do Mac.

Com mais de 30 anos de experiência em marketing e gestão na empresa, ele tem figurado no ciclo mais íntimo de líderes importantes da companhia há muito tempo. Para Gurman, da Bloomberg, o fato de ser cerca de quatro anos mais novo que Cook pode jogar a favor do executivo — bem como sua clara identificação com a Apple.

Jeff Williams

Jeff Williams em keynote do Apple Watch
Jeff Williams

Outro nome grande na Maçã é o de Jeff Williams. Há quem diga que ele é o homem com mais poder na empresa depois do próprio CEO — o que pode jogar muito a favor, mas também contra uma futura promoção a diretor executivo da Apple.

Atual COO2 da companhia — mesmo cargo que Cook tinha antes de ser alçado ao posto de CEO —, é ele o encarregado de supervisionar as operações mundiais da empresa, assim como o atendimento e o suporte aos clientes.

Liderando também a equipe de design da Maçã e responsável pela engenharia de software/hardware do Apple Watch, Williams está envolvido diretamente em outros setores como o de Saúde — o qual vem ganhando grande espaço ultimamente na companhia.

Tendo chegado à Apple em 1998 como chefe de compras mundiais, Williams também tem em seu histórico um papel fundamental na entrada da Apple no mercado de smartphones com o lançamento do iPhone — um marco na história da telefonia móvel.

Obviamente, um currículo desses faria o nome dele ser automaticamente tido como o de substituto de Cook, mas o fato de Williams ser apenas três anos mais jovem que o atual CEO jogaria contra ele, visto que ao que tudo indica a Apple procura um nome que possa permanecer por pelo menos mais de uma década no cargo.

Segundo o Motley Fool, “a capacidade de negociar com fornecedores, coordenar a distribuição, fazer malabarismos com a logística da cadeia de suprimentos e reunir dezenas de milhares de funcionários” é de extrema importância para a Apple — bem mais do que o sonho de revolucionar com um novo produto.

E Williams é certamente o nome em torno dessa capacidade atualmente, a qual é bastante semelhante à que Cook tinha nos tempos em que se preparava para assumir o comando da maior empresa do mundo sob a tutela de Jobs.


É importante ressaltar que todos os nomes mencionados não passam de apostas — obviamente, de alguém bastante por dentro de tudo o que acontece na Apple e em seu entorno.

O provável é que um dos nomes mencionados seja o escolhido pela Maçã, mas há também a possibilidade de a empresa surpreender ao anunciar um nome menos cogitado e inesperado — que, obviamente, é bastante remota. Quem sabe, até mesmo um nome de fora da empresa — o que é difícil, mas não impossível.

De resto, tudo indica que os acionistas da Apple querem Cook no comando da empresa por um bom tempo, Afinal, não se mexe em time que está ganhando. E, na fase Cook, a Apple ganhou — e muito! [MacMagazine]

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