Quase 60% das empresas trabalham com profissionais de TI de fora de seus países

Segundo Gartner, contratação de profissionais de TI que atuam em outros países dobrou nos últimos três anos e deve se intensificar

Imagem: Shutterstock

trabalho remoto e sem fronteiras se tornou uma realidade para boa parte dos profissionais de tecnologia. Nova pesquisa do Gartner aponta que 58% das principais empresas do mundo possuem colaboradores de TI trabalhando sob essa modalidade.

O Gartner define como ‘força de trabalho sem fronteiras’ os profissionais que trabalham remotamente a partir de diferentes países, com um contrato de trabalho firmado além das fronteiras dos locais onde as empresas estão instaladas. Segundo a consultoria, esse tipo de contrato dobrou nos últimos três anos. A pesquisa global foi realizada com 288 executivos e seus subordinados diretos durante o segundo trimestre de 2022.

A tendência é que essa modalidade de trabalho aumente, tendo em vista que 27% dos líderes estão atualmente analisando a possibilidade de contratar mais funcionários de tecnologia que residam em outros países.

“Hoje, no mundo profissional, a localização é fluída, o mercado é global e a competição de talentos é agnóstica, pois todos competimos sob a mesma bandeira: a da tecnologia”, avalia Gabriela Vogel, Analista e Diretora Sênior do Gartner. “Consequentemente, os países estão perdendo talentos para outros locais, o setor público está perdendo talentos para o setor privado e todas as verticais estão na mesma situação. Não há mais limites de concorrência e, portanto, os líderes de negócios e de TI estão tendo que contratar funcionários sem fronteiras para ter maior vantagem competitiva no que chamamos de ‘zona sem fronteiras’”.

Índia na liderança

No recorte dos países, o Brasil fica como o décimo país com maior força de trabalho sem fronteiras. O País representa 5% do total de profissionais contratados para os Estados Unidos e 8%, para a Europa. Já a Índia lidera na oferta de mão de obra de TI para empresas europeias e norte-americanas, seguido pelo Reino Unido e pela Alemanha. A pesquisa também mostra que a Europa tem uma concentração significativa de contratação dentro dos países da região, uma vez que tem leis trabalhistas favoráveis ​​a funcionários sem fronteiras.

As duas principais áreas de especialização para as quais CIOs e líderes de TI estão procurando talentos sem fronteiras são engenharia de software e desenvolvimento de aplicações (62% dos entrevistados), além de suporte a aplicações (55% dos entrevistados).

Segundo o Gartner, enquanto 71% das empresas pesquisadas disseram que é fundamental levar em consideração as necessidades específicas dos trabalhadores de tecnologia sem fronteiras em sua estratégia de local de trabalho, 50% das organizações indicam que já possuem ferramentas totalmente implementadas para colaboração e produtividade, como soluções em Nuvem, sistemas de colaboração de fluxo de trabalho, soluções para reuniões e para quadro branco digital.

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