Lulu et Gigi | Fall Winter 2020/2021 | Full Show

Lulu et Gigi | Fall Winter 2020/2021 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Art Hearts Fashion/New York Fashion Week)

Alex Arcoleo – Impala/Ghost/Ok

Uma olhada na nova sede da High Alpha em Indianápolis, Indiana

O estúdio de empreendimento B2B SaaS High Alpha contratou recentemente o estúdio de design arquitetônico DKGR Architects para projetar sua nova sede em Indianápolis, Indiana.

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Staircase/ communal space

“A nova sede incorpora o espírito da High Alpha para criatividade, inovação, colaboração, flexibilidade e hospitalidade, ao mesmo tempo que cimenta a presença nacional do Venture Studio e seu compromisso em aprimorar o ecossistema de tecnologia em Indianápolis.

O projeto é composto por 40.000 pés quadrados de espaço para escritórios no terceiro, quarto e quinto andares do edifício. O coração da nova sede é o centro social do quarto andar, com bar de hospitalidade, áreas de coworking, display wall e escada para eventos conectando-se ao Sky Deck externo do quinto andar ”, disse DKGR Architects.

  • Location: Indianapolis, Indiana
  • Date completed: 2020
  • Size: 40,000 square feet
  • Design: DKGR Architects
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Reception
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Staircase/ communal space
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Staircase/ communal space
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Conference room
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Conference room
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Corridor
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Social hub
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Lounge
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Corridor
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Outdoor garden

Mario Principe Exclusively for Fashion Editorials with Natalia Kaczorowska

Photographer: Mario Principe. Makeup Artist: Raquel Soeiro. Photography Assistant: Rodrigo Lopes. Model: Natalia Kaczorowska at We Are Models.

Anastasia Beverly Hills Lipstick Palette N13 Mac Madly Magenta
Illamasqua in Gold White from Grimas
Charlotte Tilbury Light Wonder n1,5 Powder Makeup Forever and Bronzer Givenchy

Invocação do Mal 3 | Documentário da franquia mostra bastidores do novo filme

Ed e Lorraine Warren retornam em junho de 2021
ARTHUR ELOI

Warner Bros. lançou hoje (26) um mini-documentário sobre a franquia Invocação do Mal que, além de mostrar as várias etapas da criação de James Wan, também revela os bastidores de algumas cenas do vindouro Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio. Veja o especial completo acima (a parte do terceiro filme começa a partir de 29:40s).

Baseada em uma história real, a trama acompanhará Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) atuando ao lado da lei no primeiro caso de possessão demoníaca a ser levado ao tribunal dos Estados Unidos. O roteiro de David Leslie Johnson-McGoldrick, a produção é de James Wan e direção de Michael Chaves (A Maldição da Chorona).

A estreia de Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio estava inicialmente prevista para 2020 mas, por conta da pandemia do coronavírus, foi adiada para 4 de junho de 2021.

Grupo Soma, dono da Animale e da Farm, fecha acordo para compra da byNV da influenciadora digital Nati Vozza por até R$ 210 milhões

Parte do valor da operação com a marca criada pela influenciadora digital Nati Vozza será paga em dinheiro e outra parte em ações; negócio ainda depende da aprovação do Cade
Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

Grupo Soma é dono das grifes Farm, Animale e Maria Filó, entre outras Foto: Farm/Divulgação

Grupo Soma, dono da Animale e da Farm, fechou acordo para comparar a NV Comércio de Roupas, que atua no varejo físico e online e também no segmento de atacado, por um valor que pode chegar a R$ 210 milhões, de acordo com fato relevante publicado nesta segunda-feira, 26.

A empresa, que atua sob a marca byNV e foi criada em 2009 pela influenciadora digital Nati Vozza, tem como sócio, além dela, Antônio Carlos Junqueira e Beatriz Junqueira. O Soma pagará parte do valor da operação em dinheiro e outra parte em ações, o que significa que os três passarão a ser sócios do grupo.

Além disso, a depender do cumprimento de determinadas metas de negócio, podem receber um valor adicional em dinheiro em 2026.

O preço de R$ 210 milhões pode sofrer alterações. Isso porque o valor de compra será um múltiplo de 7 vezes o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) dos 12 meses encerrados em 30 de junho deste ano, menos a dívida líquida combinada da NV. Nesse intervalo, de acordo com os valores apurados até hoje, o Ebitda das marcas foi de R$ 30 milhões e a dívida líquida era zero.

Após o anúncio do negócio, as ações do Soma, que abriu capital em julho deste ano, passaram a ter forte alta e, às 14h40, subiam 10,91%.

Segundo o Soma, a compra faz parte de sua estratégia de expandir o portfólio de marcas, ampliando a oferta de produtos de forma complementar. O grupo afirma que, nascida na internet e com resultados consistentes mesmo durante a pandemia, a NV traz uma “oportunidade de complementar o portfólio de marcas da Companhia, de forma a impulsionar o seu crescimento por meio de ferramentas tecnológicas, expansão de lojas físicas e ampliação do canal de atacado”.

Hoje, a NV tem cinco lojas físicas próprias, um site de e-commerce sob a marca byNV e vendas no atacado, através de um showroom próprio. Natalia e Junqueira continuarão à frente da marca, atuando em postos executivos, no que, segundo o Soma, garantirá a manutenção das características da NV. Modelo parecido foi adotado pela Arezzo na compra da Reserva, anunciada na última sexta-feira, 23.

A operação depende da aprovação por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de outras condições.

Gordofobia: Instagram muda regras sobre exibição de seios após protesto

Imagens em que mulheres gordas apareciam cobrindo os seios eram derrubadas pela rede, mas mesma cena com magras era mantida; influenciadora iniciou campanha e protocolo será alterado a partir desta quarta
Constança Tatsch

A influenciadora digital do Reino Unido, Nyome Nicholas-Williams Foto: Reprodução Instagram

O Instagram vai mudar a partir dessa quarta-feira (28) sua política sobre exibição parcial de seios depois que uma influenciadora digital plus size do Reino Unido iniciou uma campanha dizendo que suas fotos eram derrubadas, enquanto o mesmo não ocorria com imagens semelhantes de mulheres magras.

Em julho, a modelo Nyome Nicholas-Williams postou uma foto sua, feita pela fotógrafa Alexandra Cameron, em que aparecia segurando e cobrindo parcialmente os seios, numa pose comum em fotos artísticas femininas. Mas a imagem foi removida pela rede social pois iria contra suas regras de nudez e pornografia.  

“Milhões de fotos de mulheres brancas e magras nuas podem ser encontradas no Instagram todos os dias, mas uma negra gorda celebrando seu corpo está proibida? Foi chocante para mim. Eu sinto que estou sendo silenciada”, reagiu Williams.  

Foi o início da campanha #iwanttoseenyome, que acabou levando a rede a rever as políticas. Um abaixo assinado on-line chamado “Instagram pare de censurar mulheres negras gordas” reuniu mais de 22 mil assinaturas. Nesta segunda-feira (26), a decisão está sendo celebrada por pessoas plus size e de movimentos body positive (que buscam aceitação de corpos considerados fora do padrão). 

“No dia 28 de outubro vai haver uma mudança nas políticas oficiais que deve ajudar diretamente para que imagens de mulheres plus size deixem de ser removidas por serem consideradas inapropriadas ou de conteúdo sexual”, afirmou a fotógrafa Cameron em sua conta. “Tem sido maravilhoso ver as fotos que eu fiz serem reintegradas, imagens das quais tenho tanto orgulho e que representam um grupo de pessoas que frequentemente é silenciado ou censurado.”

O Instagram afirma que o caso da influenciadora realmente serviu como incentivo para revisão de suas políticas sobre imagens que mostrem, ainda que parcialmente, os seios. O problema estava em diferenciar imagens em que os seios eram cobertos ou segurados pelas mãos de ações como apertar ou puxar, relacionadas à pornografia. 

Agora, a orientação para avaliação de conteúdo, tanto da tecnologia quanto para a revisão humana, é manter fotos em que a mulher esteja abraçando, segurando, acariciando ou cobrindo os seios. Para estabelecer o limite, por exemplo, os dedos das mãos não devem estar dobrados (o que relacionaria ao ato de agarrar). Quando houver dúvida, o conteúdo deve ser mantido.

“O Instagram está atualizando as políticas para evitar que imagens de corpos gordos e maiores sejam removidas erroneamente, com a ajuda de diversos especialistas e criadores da comunidade de Body Positive ao redor do mundo. Imagens ou vídeos de seios sendo apertados não são permitidos no Instagram, pois isso costuma ser comumente associado a conteúdo pornográfico. Sabemos, no entanto, que a aplicação desta política específica pode levar a erros, especialmente com relação à comunidade de Body Positive e corpos gordos e maiores”, afirmou a rede.

O Instagram nega que a questão seja racial. Segundo a comunicação, o problema estava apenas relacionado a mulheres plus size, em que apareceria mais pele na imagem. 

Em isolamento, idosos sozinhos em casa ‘adotam’ robôs de estimação

À medida que os idosos ficam isolados de seus entes queridos durante a pandemia, alguns estão se voltando para animais automatizados como companhia
Paula Span, The New York Times – Life/Style

Um robô PARO em uma casa de repouso em Amsterdã. Foto: Ilvy Njiokiktjien/The New York Times

Quando Linda Spangler perguntou à mãe, durante uma chamada de vídeo, que presente ela gostaria de ganhar em seu aniversário de 92 anos, a resposta foi imediata. “Gostaria de um cachorro. O Wolfgang morreu?”, perguntou Charlene Spangler. Wolfgang, o dachshund da família, morreu há muitos anos, assim como todos os seus sucessores.

Charlene Spangler, que vive em uma casa para pessoas com demência, em Oakland, na Califórnia, não consegue se lembrar direito dessa história. Sua filha, que é médica, considerou realizar o desejo da mãe. Antes que os visitantes fossem proibidos de frequentar a residência devido à pandemia da covid-19, Linda Spangler via a mãe dia sim, dia não, e muitas vezes a levava na cadeira de rodas até o Lago Merritt para ver os patos e brincar com os cachorros.

Na instituição em que vive, Charlene Spangler fazia as refeições com muitos outros moradores, participava de aulas de arte e assistia a apresentações de músicos visitantes. Agora, as atividades e refeições coletivas foram interrompidas. Além de uma visita rápida no lobby, ela não vê a filha pessoalmente há seis meses; as duas se comunicam por meio de chamadas de vídeo de 15 minutos, quando os funcionários conseguem se organizar.

“Ela ficou mais isolada no quarto e tem saudade de ter um cachorro“, disse Linda Spangler. Sabendo que a mãe não conseguiria cuidar de um animal de estimação, mesmo que a instituição permitisse, Linda Spangler procurou na internet pelos robôs de estimação de que tinha ouvido falar.

Encontrou um cachorrinho peludo com sensores que lhe permitem arfar, latir, balançar o rabo, cochilar e acordar; o usuário pode até sentir as batidas simuladas do coração. Impossibilitada de entregá-lo pessoalmente, ela pediu a um funcionário que o levasse para dentro.

Mais tarde, em uma chamada de vídeo, Linda Spangler soube que a mãe havia batizado o cachorro-robô de Dumbo. Esses dispostitivos apareceram pela primeira vez em lares para idososnos Estados Unidos há muitos anos. Uma empresa japonesa começou a distribuir um bebê foca animatrônico chamado Paro em 2009, e a Hasbro começou a vender gatos robóticos em 2015.

Mas o isolamento causado pelo coronavírus – não apenas em asilos, mas também entre os idosos que vivem sozinhos em casa – intensificou o interesse por esses produtos e as vendas aumentaram, de acordo com executivos do setor. As circunstâncias também levaram a um crescimento na alocação de recursos públicos para a compra desses produtos. Muito antes da pandemia, a solidão e o isolamento social já eram reconhecidos como problemas de saúde pública entre as pessoas da terceira idade, ligados a um declínio sensível na saúde física e mental.

Agora, o risco de contrair doenças graves, causado pelo coronavírus, afastou muitos idosos do estímulo e do conforto das visitas pessoais, dos eventos culturais, do voluntariado e até mesmo das idas ao mercado. O isolamento é uma ameaça especialmente grave para pessoas com demência, que têm mais dificuldade de realizar atividades de lazer e comunicação pela internet.

“A covid-19 criou um mundo bizarro em que ninguém mais pode se abraçar. A ideia de ter um animal de estimação que você pode pegar no colo – uma experiência tátil – alivia um pouco esse problema”, explicou Laurie Orlov, experiente analista do setor e fundadora da newsletter “Aging and Health Technology Watch” (Observatório de tecnologias de saúde e envelhecimento).

Devido, em parte, ao preço – US$ 6.120 –, o Paro (cujo nome soa como o termo japonês para “robô pessoal”) foi adotado principalmente por instituições como hospitais, asilos e casas de repouso. Como a FDA (agência responsável pelo controle de alimentos e remédios nos EUA) classifica o robô como um aparelho de biofeedback, o sistema público de saúde dos EUA cobre a compra e o uso dos robôs por parte dos terapeutas.

“Desde o início da pandemia, o interesse aumentou muito”, disse Tom Turner, gerente geral da Paro Robots U.S., que vende cerca de 50 focas robóticas por ano, mas espera um crescimento significativo nas vendas à medida que a cobertura dos planos de saúde se amplia. Os pesquisadores relataram os benefícios da interação com o Paro, embora os estudos geralmente tenham sido pequenos e de curta duração.

Em instituições no Texas e no Kansas, por exemplo, os pesquisadores acompanharam 61 idosos com demência, que realizaram sessões em grupo de 20 minutos com o Paro três vezes por semana durante três meses. Os estudiosos revelaram uma queda nos níveis de estresse e ansiedade, levando a uma diminuição nos problemas de comportamento e no uso de remédios para a dor.

A Front Porch, uma empresa sem fins lucrativos que oferece moradia para idosos, comprou vários Paros em 2015 e registrou seus efeitos por meio de cerca de 900 pesquisas que relatavam as interações com os moradores. Ao longo de seis meses, os funcionários informaram que os robôs – que ganharam nomes e, em dias festivos, fantasias especiais – ajudaram a acalmar os moradores, a ampliar seu comportamento social e a melhorar o humor e o apetite.

Mais recentemente, pesquisadores começaram a analisar o uso de robôs de estimação fora dos ambientes institucionais, com idosos que vivem sozinhos em casa. O mais interessante é a marca Joy For All, vendida pela Ageless Innovation, criada com base no robô da Hasbro e disponível nos EUA em lojas como o Walmart e a Best Buy por cerca de US$ 120.

Um dos maiores estudos sobre o tema, patrocinado pela United HealthCare e pela AARP, distribuiu robôs Joy for All gratuitamente para 271 idosos que vivem sozinhos. Todos os idosos sofriam com a solidão, de acordo com os questionários. “Depois de 30 e de 60 dias, houve melhora no bem-estar mental, no senso de propósito e no otimismo”, observou Charlotte Yeh, diretora médica da subsidiária comercial da AARP e uma das autoras do estudo.

A pesquisa também revelou uma “redução na solidão”, de acordo com Yeh, embora os questionários mostrassem que os participantes continuavam sozinhos. De posse dessas informações, a Ageless Innovation passou a oferecer robôs com desconto para agências do Estado que trabalham com idosos. (Os robôs Joy for All e Paro podem ser desinfetados para evitar a transmissão do vírus, de acordo com as empresas.)

O estado de Nova York encomendou e distribuiu 1.100 robôs de estimação depois que um estudo piloto revelou que os participantes se sentiam menos isolados e solitários. “As famílias me enviavam notas de agradecimento”, comentou Becky Preve, diretora executiva da Associação do Envelhecimento de Nova York. A Flórida comprou 375 robôs. A Ageless Innovation informou que uma dúzia de estados encomendou, ao todo, seis mil aparelhos.

Isso, porém, é pouco em comparação com o potencial de vendas, caso os planos Medicare Advantage, oferecidos por empresas privadas, concordem em pagar pelos robôs de estimação. Um plano de saúde já cobre o custo do robô – a HealthPartners, na região Centro-Oeste dos EUA – e “estamos negociando com muitos outros planos Medicare Advantage”, disse Ted Fischer, executivo-chefe da Ageless Innovation, por e-mail. A empresa também está de olho em determinados programas do Medicaid. Por mais estranha que pareça, a ideia de um robô como antídoto para a solidão produz, ao mesmo tempo, entusiasmo e repulsa.

“Esses animais estão ajudando pessoas”, elogiou Preve, que é fã dos robôs. Mas Sherry Turkle, psicóloga do Instituto de Tecnologia de Massachusetts que estuda há anos o modo como os idosos usam a tecnologia, se opôs: “A promessa é que o animal robótico vai se tornar um companheiro com quem você desenvolverá um relacionamento, como se houvesse uma troca. Mas não há. Ele não passa de um monte de bits e bytes.”

A irmã Imelda Maurer, que, como membro das Irmãs da Divina Providência de San Antonio, se dedica há muito tempo ao cuidado com idosos, não gosta da ideia de enganar as pessoas com demência, que podem achar que os robôs são animais de verdade. “Existe nisso um elemento de desonestidade ética”. 

Tanto ela como Turkle destacaram que o entusiasmo pelos robôs é um indício dos muitos problemas na forma como nossa sociedade cuida dos idosos em instituições com poucos funcionários ou isolados em casa. Além disso, não é possível prever como os idosos vão reagir.

A consultora de serviço social Emily White, de Sunnyvale, na Califórnia, ficou boquiaberta quando viu a mãe, de 96 anos, que tem demência, depressão e praticamente tinha parado de comer, ficar animada com um gato Joy for All – e, imediatamente depois, pedir um pedaço de bolo. Mas o cientista planetário Timothy Livengood, de Columbia, em Maryland, disse que a mãe, de 80 anos, que sofre de demência e vive em uma instituição, praticamente ignorou o gato. “Ela nunca se apegou, pois ele não tem personalidade.”

Já Charlene Spangler mencionou, durante uma chamada de vídeo recente, que o cachorro estava latindo e que ela conseguia sentir seu coração batendo. “Parece que existe alguma interação”, comentou a filha. O cuidador, no entanto, precisa mostrar o cachorro com frequência e lembrar a idosa de fazer carinho ou de conversar com o robô. Do contrário, ela acaba se esquecendo. Ainda não se sabe com que frequência isso acontecerá, nem se o robô ajudará a diminuir a dor do isolamento. “Não sei se isso vai funcionar direito. Mas, por US$ 120, vale a pena tentar”, concluiu Linda Spangler.

‘Ele se casou com uma sociopata: eu’

Como esposa e mãe, aprendi a dizer a verdade. É por isso que sempre sei quando meu marido está mentindo
Patric Gagne, The New York Times – Life/Style

Ilustração de Brian Rea/The New York Times

Meu marido estava tentando me dizer que eu era “a única pessoa certa” para ele. “Não minta para uma mentirosa”, eu disse. Não foi uma resposta muito romântica, eu sei. Mas não sou romântica. Sou sociopata. Meu marido sabe disso, claro. Quanto a mim, logo aos sete anos, soube que não era como as outras crianças.

Não gostava das coisas que elas faziam. Era uma garota (meu nome, que soa meio masculino, é abreviação de Patricia) que não sentia quase nada. Foi só na faculdade que um terapeuta me disse aquilo que eu suspeitava havia um bom tempo: minha falta de emoção e empatia são marcas da sociopatia.

Alguns anos depois, os médicos confirmaram meu diagnóstico. Os seres humanos não foram projetados para funcionar sem acesso à emoção, então nós, sociopatas, muitas vezes temos comportamentos destrutivos para sentir as coisas. Eu arrombava casas e roubava carros só pela adrenalinade saber que estava num lugar onde não devia estar – só para sentir, só isso.

Não demorou muito para eu perceber que não era uma boa estratégia de vida. Em vez de correr o risco de acabar na cadeia (ou algo pior), usei meu diagnóstico para abastecer minha busca por um doutorado em psicologia. Como muitas outras pessoas, tive meu primeiro entendimento sobre sociopatapor meio da cultura pop, que nos retrata como indivíduos singularmente perigosos e ameaçadores, nosso vazio emocional e falta de remorso como características que nos incapacitam para a vida normal.

Foi só quando comecei minha pesquisa na pós-graduação que descobri que os sociopatas existem num amplo espectro, a exemplo de muitas outras pessoas com transtornos psiquiátricos. Você nos encontrará em todos os lugares da vida diária. Somos seus colegas, seus vizinhos, seus amigos e, às vezes, membros de sua família.

Meu marido e eu namoramos no ensino médio e voltamos a nos encontrar depois da faculdade. Você deve estar pensando que minha falta de sinceridade, pobreza emocional, pouca empatia e ausência de culpa ou vergonha não me colocam exatamente na categoria de “garota dos sonhos” de ninguém. Talvez porque ele e eu tivéssemos crescido juntos, ele já conhecesse o meu lado “ruim”. Meu marido passou anos em negação sobre a possibilidade de eu ter qualquer tipo de problema psicológico mais sério. Mas, treze anos depois, ainda estamos apaixonados e felizes no casamento. Mas será que eu sou “a única pessoa certa” para ele? Definitivamente não. Meu marido teve uma “queda” por uma colega de trabalho.

Era óbvio e eu entendi por quê. Ela era tudo o que eu não sou: atenciosa, gentil, compassiva. Duvido que ela já tenha tentado estrangular alguém. Diferente de mim. Ela era socialmente adequada nas festas, gostava de elogios e carinho. Seu charme era autêntico e sua escuridão, se é que ela tinha alguma escuridão, era compreensível.

Ao contrário da minha. Fazia sentido que ele gostasse dela. Eles formariam um belo casal. Então, por que ele simplesmente não admitia? Ele sabia que eu não levava coisas desse tipo para o lado pessoal. É uma das vantagens de ser casado com uma sociopata: eu não fico com ciúmes. Ele sabia que, se me dissesse que gostava dela, eu ouviria e levaria numa boa. Talvez até o ajudasse a se livrar um pouco da sua culpa criada em colégio católico.

Tudo o que ele precisava fazer era ser honesto comigo. Quando você é sociopata e está num casamento, especialmente com filhos, a honestidade é fundamental – ainda mais, eu diria, do que para as pessoas em relacionamentos “normais”. Como sociopata, eu tinha dificuldade em priorizar a verdade, mas, como esposa e mãe, me obriguei a aprender.

Fora da minha família, minha lealdade à verdade é o que possibilitou que eu me conectasse com as outras pessoas. Como especialista em pesquisa sobre a sociopatia, prezo a credibilidade e a integridade como meus maiores patrimônios. É claro que não foi fácil. As pessoas dizem que querem honestidade total de seu parceiro ou cônjuge, mas descobri que nem sempre ficam felizes quando é honestidade total o que recebem, especialmente quando essa honestidade vem de uma sociopata.

Meu marido nunca gostou de saber que eu tinha passado o dia na casa de alguém sem o conhecimento dessa pessoa, muito menos de saber que eu tinha cometido outros crimes. Mas sua verdadeira raiva se direcionava ao fato de que nunca me sentia culpada por essas coisas. Para meu marido, a culpa é uma força motriz. Seus anos de formação foram moldados por uma mãe enferma e autoritária. Aí ele se casou com alguém que parecia imune a tudo isso.

Ele queria saber: por que nunca me importei com o que as pessoas pensavam? Por que meu comportamento nunca foi limitado pela culpa? Por muito tempo, ele ficou com raiva. Mas, no fim das contas, começou a entender que não era minha culpa ter nascido com pouca propensão ao remorso.

E não era culpa dele que sua mãe fosse tão ligada ao lado negativo das coisas. Alguns anos depois de nos casarmos, meu comportamento começou a mudar, com seu incentivo. Eu jamais sentirei vergonha como as outras pessoas, mas aprendi a entendê-la. Graças a ele, passei a me comportar melhor.

Parei de agir como sociopata. E, graças a mim, ele começou a ver a vantagem de não se importar tanto com o que os outros pensam. Ele percebeu quantas vezes era a culpa que estava orientando suas ações, muitas vezes em direções prejudiciais. Ele jamais será um sociopata, mas viu valor em alguns traços da minha personalidade.

Ele aprendeu a dizer “não” para valer, especialmente quando se tratava de atividades que realizava por pura obrigação – visitas ou festas de família de que não gostava, mas não conseguia recusar. Ele começou a reconhecer quando estava sendo manipulado. E a perceber quando a emoçãoestava embaçando seu julgamento.

Que casal nós formamos. Com certeza vivemos alguns contratempos. Ele nem sempre tem muita paciência. E eu nem sempre estou no meu melhor. Nessas ocasiões, deixo um sinal na mesa dele, para avisá-lo quando fiz alguma coisa não muito legal (travessuras menores, como escorregar uns itens meio embaraçosos para dentro do carrinho de supermercado de alguém que furou a fila).

O símbolo que deixo em cima da mesa é uma bugiganga inócua, uma estatueta da Estátua da Liberdade tirada de um chaveiro. A qualquer outra pessoa passaria despercebida. Mas ele sabe o que significa. Sempre que deixo a estatueta na mesa, significa que fiz alguma coisa errada.

No segundo em que ele a vê, ele vem me encontrar, me dá um beijo e põe a estátua de volta na minha bolsa. Muitas vezes, ele não pergunta o que eu fiz, mas, quando pergunta, sabe que pode confiar que vou ser honesta na resposta. E eu também sei, então nunca ultrapasso muito os limites.

É por isso que sua insistência em negar o “crush” do escritório era tão confusa. Pela primeira vez na nossa relação, não era minha interpretação da verdade que estava provocando um desequilíbrio no casamento: era a dele. Você pode até não acreditar, mas consegui apreciar a causa de sua desonestidade.

Nos dias bons, ficava quase entretida pensando nela. Suas mentiras leves e desajeitadas pareciam as de uma criança – e eram quase tão cativantes quanto. Nesses dias, eu queria abraçá-lo por ser assim tão fofo. “Você está vendo só o que está fazendo?”, eu queria dizer a ele.

“Você não está sendo honesto sobre seus sentimentos por ela. Você está mentindo. Agora, será que isso é diferente do que eu costumava fazer?” E assim, simples assim, ele teria aprendido uma lição de empatia – com uma sociopata. E aí teríamos dado risada e nos entendido melhor e voltado a compartilhar tudo.

Pelo menos eu gostaria de pensar assim. Afinal de contas, era meu marido quem dizia que devemos ser honestos, sem exceção. E era ele quem insistia que eu confesse todas as coisas, todas as vezes. Então, por que ele não estava jogando sob as mesmas regras? Sou forçada a confessar tudo, mesmo quando – especialmente quando – não quero.

É difícil, é frustrante, é confuso e irritante, mas faço isso por ele, por nós! Se ele não estivesse disposto a fazer o mesmo, o que aconteceria? Deveria abandoná-lo? Voltar a ser desonesta? Esperar que ele me abandonasse? Nos dias ruins, estes eram os pensamentos que me dominavam.

E eu não conseguia deixar de me perguntar: então é assim que se sente medo? Acho que sim. Meu marido estava mentindo para mim. Me manipulando. Agindo como um sociopata. E não é assim que nós, sociopatas, somos definidos? Como mentirosos que não têm a capacidade de sentir empatia?

Nesses dias, entendi como deve ser a sensação de estar casado com alguém como eu. E essa ironia é quase cintilante. Ainda assim, não pude deixar de abrir um sorriso pensando no futuro, nos dias em que poderíamos dar risada falando sobre a época em que quase nos separamos porque ele começou a agir como um sociopata. E, ao fazer isso, meu marido finalmente conseguiu me ensinar a única coisa que venho tentando aprender em toda a minha vida: empatia. / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

Uma olhada nos novos escritórios da Equitas Capital Partners em Manchester, Inglaterra

A empresa de estratégia de investimento Equitas Capital Partners contratou recentemente o estúdio de design de locais de trabalho Oktra para projetar seu novo escritório em Manchester, Inglaterra.

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Open-plan workspace

“Em linha com sua forte cultura empresarial de definição de padrões da indústria, os principais especialistas em fusões e aquisições da Equitas Capital Partners nos abordaram querendo um novo escritório principal com sede em Manchester, capaz de trazer o melhor de seus outros ambientes de escritório globais e evoluir para a próxima etapa . Tendo chegado até nós com um espaço já reformado para um padrão Cat A, eles estavam procurando nossa orientação para moldá-lo para refletir seus valores e priorizar as experiências dos visitantes e funcionários.

Mantendo a comunicação com as principais partes interessadas, e armados com nossa pesquisa completa e compreensão do edifício e sua área circundante, começamos o trabalho. Nós criamos duas elevações totalmente envidraçadas, centrando a experiência do cliente e o bem-estar da equipe com acesso a vistas deslumbrantes e muita luz natural, e introduzimos obras de arte de inspiração local para enraizar totalmente o escritório em seu habitat. Também incorporamos elementos biofílicos e vários bolsões de espaço de descanso para incentivar os funcionários a aspirar a uma vida profissional de alta qualidade.

Fizemos a curadoria do espaço para uma sensação premium, com seleção cuidadosa de materiais e peças de marcenaria personalizadas, enquanto ainda incentivamos a Equitas Capital Partners a personalizar o espaço e torná-lo seu. Intercalar o espaço de trabalho focado ao lado do espaço para reuniões e para o cliente oferece privacidade e abertura em todo o espaço do escritório, enquanto os voiles puros oferecem a flexibilidade de aumentar a exibição conforme desejado, sem gerar uma sensação de isolamento. Tivemos o prazer de trabalhar com a Equitas Capital Partners neste projeto e, em última análise, criar um fit out que manifeste seu ethos de uma cultura de padrões mais elevados ”, diz Oktra.

  • Location: Manchester, England
  • Date completed: 2020
  • Design: Oktra
  • Photos: Rick McCullagh
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Breakout space
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Private offices
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Conference room
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Meeting room
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Private office
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Lounge