Programa de tevê dinamarquês investigou a H&M sobre a destruição de toneladas de roupas em perfeitas condições de serem reaproveitadas. Cadê a campanha de reciclagem agora?

HM.jpgH&M, uma das maiores redes de fast-fashion do mundo que se comprometeu publicamente a apoiar a sustentabilidade na moda, lançando campanhas de reciclagem de suas próprias roupas que sobravam no estoque ao final de cada coleção, foi pega mentindo descaradamente.

Segundo uma investigação que iniciou em junho deste ano por um canal de tevê dinamarquês,  TV2, o programa “Operation X” descobriu que a empresa sueca incinerou aproximadamente 60 toneladas de roupas novas, acumuladas de suas sobras desde 2013.
Segundo a equipe do programa descreveu, todas as roupas estavam em perfeitas condições de serem reutilizadas para evitar o desperdício, que como todo mundo já entendeu, geram mais quantidade de lixo que é tão prejudicial ao meio ambiente.

O programa reuniu provas apresentadas em vídeo que começaram a ser capturadas no dia 15 de junho, quando um caminhão despejou mais de 1.500 quilos de roupas direto para a incineração. Um porta-voz da H&M respondeu a equipe da TV2, e disse o seguinte na última segunda-feira, 16/10: “As roupas apresentadas nesse programa são de pedidos interrompidos, enviados para a incineração por causa do mofo ou por não cumprirem nossas restritas avaliações químicas, o que já é acordado em nossas rotinas para esse tipo de pedido”.

Isso significa que todo o volume de roupas descrito no programa era parte de algum processo de desenvolvimento que deu errado, mas eles ainda citam problemas com as restrições químicas. O nariz do Pinóquio deve ter crescido bastante, pois a equipe do programa coletou amostras das roupas que estavam na fila para serem incineradas, e os resultados comprovaram que esse vestuário “defeituoso” não apresentava nenhuma anormalidade química ou acúmulo de bactérias diferentes das peças oferecidas em suas lojas.

Operation-XNão é de estranhar que a rede de varejo revide mais uma vez para se livrar da culpa, dizendo que o laboratório usado pela emissora não tenha sido tão conclusivo. A H&M disse ter feito novos testes, concluindo o acúmulo de mofo e níveis maiores de chumbo nas peças descartadas.

O que mais dói é saber que essa não foi a primeira vez em que a H&M é pega no flagrante e tenta se redimir aos olhos públicos. Mesmo nas vezes em que a empresa contratou artistas ativistas para promover suas campanhas de sustentabilidade, sempre ficava entendido que era só mais uma jogada de marketing do que a realização propriamente dita.

Outra declaração feita por um representante fortalece esse quadro: “Os produtos que não são vendidos a preços cheios são oferecidos aos consumidores com descontos. Nós também deixamos uma oportunidade de mover os artigos entre as lojas, como ainda salvamos alguns itens para as estações seguintes. Na última opção, ainda podemos vender os produtos para compradores externos”.

A ideia pode até ser essa, mas vai saber a verdade sobre a quantidade de sobras dessas gigantes do varejo… A incineração de toneladas de roupas só diz o seguinte: tem muita roupa sendo produzida, mais do que o mundo inteiro precisa. Se toda essa quantidade de roupa vem sendo literalmente queimada, é preciso repensar e rápido essa produção.

Deu pra entender também que economicamente mais viável queimar roupa, do que reciclá-la. Isso também faz sentido, uma vez que produtos reciclados são geralmente mais caros. E o próprio porta-voz deixou claro mais essa teoria ao dizer o seguinte: “A circulação é o cerne de nossa estratégia de sustentabilidade e trabalhamos arduamente para garantir a maximização do uso e valor de nossos produtos, de acordo com os princípios da economia circular e da hierarquia de resíduos”.

Basta fazer uma pesquisa básica dentro de sua própria casa. O que é mais barato: comprar produtos reciclados ou não-reciclados? No fim das contas, o processo de reciclagem pode até custar mais caro para as redes de varejo, e estava todo mundo jurando que essas empresas estavam se alinhando aos métodos de sustentabilidade. Talvez seja o modo como os consumidores encontraram para livrarem as próprias consciências da culpa, mas no fundo, todo mundo sabe que não tem mais jeito: fast-fashion é a pior praga do meio ambiente. Alguém ainda tem qualquer dúvida disso?

Fotos: TV2, H&M.

Sustentável que desperdiça toneladas de roupas? []

Será que dá pra ser criativa com tantas marcas fazendo jabá no tapete vermelho?

garotas-Calvin-Klein.jpgJessica Chastain (acima, à esq.), Tessa Thompson (acima ao centro) e Riley Keough


Todo mundo já entendeu que muitas celebridades são contratadas por marcas de moda para vestirem suas criações no tapete vermelho. É um acordo pré-estabelecido e muitas têm a liberdade de escolher o modelo que quiserem, porém isso faz com que as produções percam a naturalidade e identidade própria. É como se fosse uma pequena apresentação das marcas referidas, ao contrário da livre escolha de vestirem determinado look.

Foi o que aconteceu no Elle “Women in Hollywood”, realizado em Los Angeles na noite passada, 16/10, evento que homenageou as mulheres que se destacaram ao longo deste ano. Grande parte das convidadas foram claramente contratadas pela Calvin Klein para usarem modelos da marca, considerando a quantidade de looks presentes nesse tapete.

Jessica Chastain, Tessa Thompson Riley Keough foram as três garotas que vestiram looks da coleção mais recente da Calvin Klein, destacada pelo uso de tecidos tecnológicos em desenhos retrô.

A saia rodada de Chastain lembrou muito os modelos de saias dos anos 50, porém o tecido vinil reforça a sensação moderna, quase futurista. O contraponto da peça são os elementos casuais, a camisa branca e a sandália preta neutralizam a produção e se relacionam com a personalidade da atriz, que sempre opta por modelos clássicos em suas aparições.

Já Tessa e Riley não foram muito além dos looks da maneira como foram apresentados no desfile da marca, mas considerando que o styling não termina apenas na forma como montamos o look, ambas as atrizes mandaram muito bem na conclusão do make e cabelo, reforçando o perfume retrô identificado nas roupas.

Tessa-Thompson-HOME.jpgTessa Thompson (acima) acertou em cheio com o cabelo preso e um topete em formato de rolinho, como as mulheres usavam nos anos 40. Apesar de toda conotação de modernidade, o cabelo se relaciona com a roupa. Quando a roupa já possui cores suficientes, mas mesmo assim queremos uma beleza mais destacada, as cores escuras e neutras são ótimas pedidas: o bocão vermelho puxando pro vinho, com brilho clássico e sombra marrom puxando pro cobre. Perfeita!

Krsiten-Steart-580.jpgUma das poucas que preza pela originalidade do look sem se prender aos acordos com marcas de moda, Kristen Stewart (acima) vestiu terninho da Antonio Berardi porque quis e condiz com seu estilo. A atriz já mostrou que não segue muito uma linha específica e veste sempre o que dá vontade em cada ocasião, justamente por isso suas aparições são sempre tão interessantes.

Dessa vez ela elegeu o terninho estampado e vermelho da marca fundada pelo estilista britânico com ascendência italiana, uma peça que foge do convencional na costura marcada pelo tule ilusão para agregar transparência ao look, o casaco totalmente aberto como ela já usou antes, mas desta vez com um sutiã da For Love and Lemons por baixo.

Os pequenos detalhes importam, e para dar acabamento à produção a stylist Tara Swennenajustou os comprimentos do blazer e calça dando algumas voltinhas na barra. As cores das unhas de Kristen também coordenam com o look, e repare que ela destacou tudo com as unhas dos pés brancas, como Rihanna usa há muito tempo.

Krsiten.jpgO cabelo que ainda está bem curtinho ganhou aquele efeito molhado, e as pontas continuam descoloridas mas deu pra ver que o comprimento já cresceu um pouco. Quem possui cabelo curto sabe que essa é a fase de crescimento mais complicada de lidar, e usar esse efeito molhadinho e grudado é uma ótima dica para segurar a onda sem precisar de um novo corte. O make foi finalizado com os olhos pintados de preto, como Kristen geralmente usa.

Jennifer-Lawrence-580.jpgQuando a gente fala em personalidade, você não tem a impressão que certas coisas simplesmente não combinam em algumas pessoas? É como a maquiagem pesada nos olhos que Kristen Stewart sempre usa. A mesma proposta foi usada na beleza de Jennifer Lawrence (acima), que optou pelo vestido delicado com detalhes de renda preto da Dior, marca a qual ela representa comercialmente. O modelo, porém, é delicado demais para a maquiagem pesada com climinha rock’n’roll. O cabelo chapado também não associa à ideia romântica do modelo. Nesse caso, uma conclusão de beleza mais natural teria funcionado melhor.

garotas-de-preto.jpgO time de garotas de preto foi formado por Jennifer Lawrence (acima, à esq.) , Margot Robbie (acima, ao centro) e Nikki Reed (acima, à dir.), todas com modelos bastante similares, por serem longos e de alcinha. Margot Robbie Robbie, porém, foi uma das poucas que acertou na produção: conotou o modelo com a beleza dos anos 90, com o cabelo mais bagunçado e batom quase marrom. O vestido era Calvin Klein, claro, mas não faz parte das coleções assinadas por Raf Simons.

Já Nikki Reed trabalhou a beleza super clássica, que funcionaria melhor com um vestido que não fosse tão minimalista. O modelo, da Victoria Beckham, pede a beleza um pouco mais natural que isso. Um rabo de cavalo ficaria perfeito, com algum tipo de textura nos fios que poderiam ficar sem brilho, por favor!

Nina-Dobrev-580.jpgConfesso que Nina Dobrev (acima) não possui o estilo que eu mais gosto, mas achei uma das mais bem vestidas, graças a sua personalidade, com o vestido florido da Prabal Gurung. É o tipo de modelo que não requer nenhuma atenção extra na composição, mas ela arrasou com o cabelo que está cada vez mais curto, agora um chanel na altura da linha do queixo, que ela texturizou para dar o acabamento mais natural ao look. Basicamente o que descrevi nos últimos looks acima.

coloridas.jpgOs look coloridos tem atraído minha atenção, e fico no mínimo curiosa para saber como as famosas concluem a composição de todas as cores. Laura Dern (acima, à esq.) é uma das garotas Calvin Klein pelos tapetes vermelhos afora, que dessa vez apostou na composição entre o tom clarinho (verde água) do vestido com a sandália de cor vibrante (laranja). Arrasou, especialmente pela toque de pintar as unhas dos pés de vermelho, detalhe que muita gente poderia considerar colorido demais.

Gigi Hadid (acima, à dir) também é uma garota que sabe usar as cores a seu favor, e ela investiu no amarelo, unindo diferentes tons do canário entre o vestido da Prabal Gurung e o sapato que puxou um tom a mais para o mostarda, para participar da estreia nova-iorquina de “All I See Is You”. Mas, como falamos antes, a produção não termina nas roupas e sapatos, e o make também era colorido para concluir a proposta do look.

Gigi-Hadid-beleza-580Enquanto você associa o amarelo e vermelho com as cores do Ronald McDonald, a modelo mostrou a combinação de cores funcionando em seu look. O make todo vermelho, mais aberto e puxando para o coral, foi provavelmente usado de sua nova linha de maquiagens lançado em parceria com a Maybelline na semana passada.

De Calvin Klein passamos para Michael Kors, marca que vestiu as famosas no Golden Hearts Awards na noite passada, 16/10.

coloridas-michael-Kors.jpgKate Hudson (acima, à esq.), uma das poucas a carregar o colorido com vestido vermelho da marca. Ao invés de apostar na combinação de cores diferentes, ela neutralizou o look com um par de escarpins no tom de sua pele, o que tornou essa produção mais sensual do que criativa e moderna.

Maggie Gyllenhaal (acima, à dir.) optou pelo floral da mesma marca, e para não romantizar a produção bastou trocar as cores das estampas entre vestido e blazer e voilá! Ficou criativa e moderna!

Gwyneth-Paltrow-580.jpgFalando em moderno, Gwyneth Paltrow (acima, à esq.) escolheu um vestido brilhante com textura devorê e ponta assimétrica para a noite. O modelo lembra um pouco as roupas de patinadoras no gelo que está na moda, mas como modernizar a produção? A atriz fez o impensável e combinou com um blazer azul marinho durante a festa, algo que possivelmente faríamos elegendo um xale ou qualquer outra peça menos masculina.

franjadas.jpgDepois das coloridas, as garotas de vestidos franjados são as que mais chamam a atenção na festa. Amber Valletta (acima, à esq.) de modelo preto da Michael Kors, com propostas meio anos 80 carregando o cintão largo na cintura, e Annabelle Wallis (acima, à dir.) mais minimalista – se é que isso seja possível com um vestido inteiro franjado – conseguiu unir ainda o brilho prateado com o colorido do vermelho no mesmo look assinado pela Erdem. Note que a produção não precisa de mais nada, portanto a atriz prendeu o cabelo todo puxado pra trás em um coque discreto. Ficou fina! []

Tommy Hilfiger cria roupas para pessoas com deficiência física

Linha conta com 71 peças que passaram por adaptações para ficarem mais práticas

1508349014106.jpgModelos desfilam na apresentação da coleção de verão 2018 da Tommy Hilfiger, em Londres Foto: REUTERS/Mary Turner


O estilista Tommy Hilfiger anunciou uma nova extensão de sua grife homônima: agora, ele irá desenhar também roupas para pessoas portadoras de deficiência física.

Ao todo, serão 71 peças, 37 masculinas e 34 femininas, que passaram por adaptações para serem mais práticas de vestir e se adequar a algumas deficiências físicas.

Todas as roupas terão fechos magnéticos ou de velcro, que as tornam mais fáceis de colocar pela cabeça ou fechar com uma mão só, e as calças terão aberturas para acomodar melhor próteses.

Para Hilfiger, esse passo é um esforço para a democratização da moda. Ainda não há previsão de lançamento da linha.

Christy Turlington manda um papo reto sobre assédio e abuso sexual na moda: prepare seus filhos.

christy-turlington-580x673Aproveitando que o escândalo Harvey Weinstein trouxe a tona o tópico de assédio sexualno local de trabalho e o “day of the girl” (dia da garota, em português) nos Estados Unidos semana passada, a modelo Cameron Russell usou sua conta no Instagram para compartilhar depoimentos anônimos de modelos que foram assediadas/abusadas sexualmente em sua carreira. Você pode ler todos em sua conta, no Instagram para compartilhar depoimentos anônimos de modelos que foram assediadas/abusadas sexualmente em sua carreira. Você pode ler todos em sua conta, com identidades protegidas, e todos são realmente impressionantes: “Nós sabemos o que está acontecendo na moda. Nós toleramos, ignoramos e desculpamos isso todos os dias. Ficar cara a cara com tantas pessoas afetadas é se abrir para uma tristeza avassaladora”, em uma de suas conclusões sobre o assunto.

Pouco mais de uma semana após Cindy Crawford declarar que não tinha a menor preocupação com a filha Kaia, de apenas 16 anos, começar sua carreira tão jovem na moda, Christy Turlington Burns deu uma entrevista ao WWD sobre o cenário pavoroso que modelos encontram nos bastidores dessa indústria. Em uma troca de emails com o jornal, ela disse que desde o estouro do caso Harvey Weinstein ela vem pensando em como assédio e maus tratos sempre foram sabidos e tolerados na indústria da moda, segundo ela “cercada de predadores que se aproveitam da constante rejeição e solidão” de que tantas modelos vivenciaram em algum ponto de suas carreiras.

Turlinton se diz sortuda por ter tido uma mãe muito presente ao seu lado no começo da carreira, e depois que ela começou a ficar famosa, foi agenciada com cuidado extra, por isso nunca sofreu qualquer assédio traumático. “Nós confiávamos nas pessoas que deveriam tomar conta de mim”, disse, mas nem tudo era fácil: “Houve vezes em que eu não conseguia acreditar que aquela pessoa estava cuidando de mim em nossas viagens iniciais a Milão, Paris ou Londres. Eu saía do avião e tinha um playboy bizarro lá me esperando. Olhando agora, tenho medo de ter servido como um ‘pote de mel’, como já descreveram nas histórias sobre esses predadores, que servem para fazer com que outras mulheres se sintam protegidas. Sem saber, mas uma espécie de cúmplice”, reflete, afirmando que se soubesse do comportamento dessas pessoas naquela época, teria mantido distância.

Perguntada sobre a melhor maneira de uma jovem modelo se resguardar desse perigo nos dias de hoje, a supermodel diz que chega a se tremer de medo ao pensar que essas pessoas vão sobreviver a todas elas no meio, e que a mesma deveria investir mais na proteção de jovens garotas e garotos. Christy aponta que a indústria da moda era a única que não tinha uma união firme para inspecionar carga de trabalho, comportamento e os temas de sessões de fotos com menores de idade (em 2012, foi criada a Model Alliance), e é incisiva em sua opinião de que a melhor forma de proteger jovens modelos é deixá-los na escola e longe desse meio até que eles sejam adultos: “Mas essa é apenas uma parte do problema. Precisamos ensinar nossas garotas e garotos como se proteger e se defender contra predadores em qualquer área de suas vidas. Assédio sexual pode acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento. No parquinho, na escola, no ônibus, em espaços públicos lotados. Aceitar isso e se preparar para isso vai nos ajudar mais a lidar com a situação quando ela acontecer.”

Não faltam escândalos: vimos Terry Richardson ser acusado por uma série de modelos e atrizes de assédio e abuso sexual e modelos escrevendo cartas abertas sobre como sofrem para conseguir seu lugar na indústria enquanto rostinhos de família rica têm seu caminho muito mais fácil. Negar que isso acontece e tratar a indústria como um mar de rosas só porque se tem experiência no assunto não torna menos assustador o ambiente para uma garota de 16 anos, nem algumas de suas fotos menos apropriadas. Uma pena que algumas modelos prefiram achar que sua experiência as priva de falar a verdade sobre os bastidores da moda. [Mariana Inbar]
Foto: St Clair Periot.
Obrigada, Christy.

No sofá com Karlie Kloss 

Sem título18Antes que a aposentadoria de modelo bata em sua porta, Karlie Kloss começou a se mexer para encaminhar a sua vida profissional. Ao contrário do caminho mais comum, de lançar uma linha ou parcerias na moda, onde seu nome já é bem conhecido, Kloss decidiu trilhar novas estradas. E assim ela transformou as suas paixões em negócios. Primeiro como os cookies: depois de estampar página na Vogue preparando as suas receitas ao lado da até então melhor amiga Taylor Swift, ela abriu a sua empresa. Já vimos até ela ensinar o passo a passo para quem quer fazê-los em casa!

Depois ela pegou outro assunto de seu interesse: criar apps. Foi de sua formação na NYU que nasceu a vontade de levar essas informações para tantas outras garotas que ela criou a Kode With Klossy – visitamos há pouco tempo o seu escritório, lembra?
Junte ai na lista o seu canal no YouTube – que também entra na seção dos negócios – o Klossy, que tem receitas, roteiros de viagem e até o dia em que ela foi fazer uma limpa no seu armário na casa da mãe.

Ou seja, Karlie é praticamente uma garota Bombrill, com mil e uma funções.
E pode juntar mais uma nessa lista: ela ganhou o seu programa de televisão! Karlie contou a novidade em um post em seu Instagram.

O “Movie Night With Karlie Kloss” será exibido no canal americano a cabo Freeform, que faz parte do grupo que detém também a ABC. E como o título sugere, será ela e as suas amigas (a maioria das convidadas serão modelos) comentando o filme da noite.
As primeiras convidadas são Kendall Jenner, Ashley Graham e Jourdan Dunn – que aparece na foto abaixo retocando a maquiagem:

Sem título11Ela também já gravou com Kaia Gerber, a filha da Cindy Crawford, que aparece na foto abaixo.

Sem título15.jpgA data de estreia ainda não foi divulgada, mas a rede televisiva já confirmou que entrará na grade da programação neste inverno americano. []

Foto: Instagram Karlie Kloss, Instagram Kloss Style.

Amazon começa a vender eletrônicos no País e ameaça rivais locais

Gigante americana, que durante 4 anos vendeu apenas livros no Brasil, começa hoje a ofertar produtos como TVs, celulares e computadores, que representam 40% do comércio online nacional; movimento fez ações de rivais como B2W e Magazine Luiza despencarem

1508281987986Alex Szapiro, presidente da Amazon no Brasil: aposta no marketplace para crescer no País


A chegada da gigante americana de e-commerce Amazon à área de eletrônicos no Brasil promete ser um “ponto de virada” na competição do setor. A confirmação de que a companhia iniciará hoje a atuação em novos segmentos foi suficiente para afetar as ações das líderes do comércio eletrônico nacional. Apenas no pregão de ontem na B3, bolsa paulista, o papel do Magazine Luiza teve queda de 7,94%, enquanto o da B2W – dona da Americanas.com – caiu 5,6% (na semana, ambas tiveram baixas da ordem de 20%). Segundo analistas, o mercado financeiro vê a Amazon como uma séria ameaça ao crescimento das rivais nacionais.

A companhia americana, que chegou ao Brasil em 2012, atuava até agora somente em um segmento relativamente pequeno, o de livros, no qual conseguiu se tornar um nome relevante, representando até 10% da receita de grandes editoras, apurou o Estado. Com o início das vendas de eletrônicos, celulares e itens de informática, a Amazon passa a brigar em um terreno muito mais amplo, já que os novos setores de atuação da empresa no País somam 41% da receita do e-commerce nacional.

Segundo Pedro Guasti, presidente da eBit, especializada em e-commerce, o tíquete médio dos eletrônicos é alto, de R$ 700, e bem superior ao preço de um livro.

Nova força
Amazon chega aos principais segmentos do comércio eletrônico brasileiro

Sem título24O presidente da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, afirma que pretende aplicar a experiência que já adquiriu no País em market place – revenda de produtos de terceiros – aos eletrônicos. “Nos tornamos um dos principais canais de venda de vários sebos e livrarias no Brasil e agora queremos fazer o mesmo com os vendedores de eletrônicos”, diz.

Para se mostrar competitiva no País, a companhia está reduzindo a comissão cobrada para listar os produtos em seu site – nos EUA, a taxa média é de 15%; por aqui, ficará em 10%. Segundo fontes, a média brasileira gira em torno de 12%.

Uma das “queridinhas” do mercado financeiro – que levantou mais de R$ 1,56 bilhão na Bolsa há menos de um mês –, o Magazine Luiza depositava suas perspectivas de crescimento justamente no marketplace, segmento em que agora terá a Amazon como concorrente. O mesmo caminho era trilhado pela B2W, líder do comércio eletrônico brasileiro e dona de marcas como Americanas.com, Submarino e ShopTime.

Comportamento das ações
Chegada da Amazon ao setor afetou papéis de varejistas de eletrônicos

Sem título11Segundo o analista Guilherme Assis, do banco Brasil Plural, é natural que a concorrência da Amazon faça o mercado revisar para baixo as expectativas de crescimento das marcas nacionais. Embora o consumidor brasileiro seja menos “fiel” a sites de e-commerce do que o americano – onde a Amazon nada de braçada, dominando da venda de alimentos à de eletrônicos –, o analista do Brasil Plural diz que a americana é uma rival capaz de brigar pela liderança, pois tem muita capacidade de investimento.

O professor de marketing Silvio Laban, da escola de negócios Insper, define a Amazon como um “urso de 800 quilos”. “Se ela entrar na sala em que você estiver, vai sentar onde quiser. Então, saia de perto.”

Desafios. Isso não quer dizer, porém, que o mercado brasileiro não tenha desafios específicos. O analista Roberto Indech, da Rico Investimentos, lembra que o País oferece dificuldades do ponto de vista tributário e logístico – e que nem todos os grupos estrangeiros se dão bem por aqui. “É só lembrar o caso da francesa Fnac, que atuava justamente no setor de eletrônicos, e resolveu sair do Brasil”, exemplifica.

A Fnac, na verdade, está pagando cerca de R$ 130 milhões para deixar o País, valor que será investido nas lojas da companhia antes do repasse da operação à Livraria Cultura.

Líder do setor de marketplace no País, o site argentino Mercado Livre diz que é até surpreendente que a Amazon tenha levado tanto tempo para se estabelece no Brasil. “O mercado brasileiro está em franco crescimento”, diz Stelleo Tolda, diretor de operações do Mercado Livre, lembrando que a empresa cresceu 51% no volume de eletrônicos vendidos no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Procuradas, as redes Via Varejo e Magazine Luiza não se pronunciaram. /Claudia Tozetto e Fernando Scheller – O Estado de S. Paulo

Apenas um dia normal em Hollywood

3ec9000281995634c92eHarvey Weinstein, um dos maiores produtores de Hollywood, é acusado por “décadas” de assédio sexual


Harvey Weinstein é um monstro. Mas o que dizer de toda a indústria que protegeu seu comportamento criminoso por décadas? Como ouvir agora um sermão dos sinalizadores de virtudes progressistas de Hollywood, estes semideuses que apontam o dedo para nós com superioridade e desdém, sem sentir náuseas?

Os discursos da geração mais afetada e autoindulgente da história do cinema só enganava trouxas ou desavisados, mas não há mais qualquer desculpa para quem quiser levar essa gente a sério. Depois de tantos anos agindo sem ser denunciado, constrangido ou combatido, é claro que Harvey Weinstein contava com a cumplicidade hipócrita de grande parte dos atores e atrizes da cidade.

Se as revelações sobre a conduta de um dos maiores produtores de Hollywood dos últimos anos são revoltantes, muito mais absurda é a sugestão, repetida por alguns papagaios de pirata da imprensa, de que as atrizes eram alvos frágeis e desprotegidas. Alguém sinceramente acredita que as mais poderosas, influentes, populares e abastadas atrizes do mundo não têm meios de sobra para resistir a um assédio sexual no trabalho e denunciar o criminoso? Ah, façam-me o favor.

Uma das ativistas mais radicais (e insuportáveis) desta esquerda hollywoodiana é Ashley Judd, mais uma da lista das assediadas por Harvey Weinstein. Segundo ela própria, Weinstein assediou a atriz pela primeira vez há 20 anos e em tempos tão recentes quanto 2015. Como ela ousa falar em nome do feminismo e das mulheres desfilando na “Marcha da Mulheres”, uma passeata extremista patrocinada em parte por seu próprio assediador? Que tipo de mente doentia vai para as ruas gritar contra a “cultura do estupro” sem denunciar seu próprio predador, deixando que fique livre para assediar outras mulheres com muito menos fama e fortuna que ela?

O que dizer das declarações de Woody Allen, ele mesmo envolvido com a denúncia de assédio da própria enteada Dylan Farrow quando a menina tinha 7 anos? É o tipo de história que faz a perda da virgindade de Paula Lavigne aos 13 anos na festa de 40 de Caetano Veloso parecer normal. Allen, que é casado com uma filha adotiva, disse que estava com medo de que o caso Weinstein gerasse “uma atmosfera de caça às bruxas em Hollywood” e que “daqui a pouco, todos os caras que piscarem para uma mulher terão que contratar um advogado”. Quando Allen sofreu as denúncias de pedofilia foi Weinstein quem mais apoiou e ajudou o amigo. Almas gêmeas?

Um dos jornalistas mais atuantes no caso Weinstein é ninguém menos que Ronan Farrow, filho biológico de Woody Allen com a atriz Mia Farrow. Muitos acreditam que a obsessão de Ronan com o caso seria um “acerto de contas” já que ele é meio-irmão de Dylan Farrow. Tudo fica ainda mais curioso quando se sabe que Ronan é a cara de Frank Sinatra, como quem Mia Farrow teve um caso, e muitos acreditam que na verdade o jornalista seja filho do cantor e não de Allen. Pedofilia, assédio, traição e crimes sexuais encobertos? Apenas um dia normal em Hollywood.

Angelina Jolie, outra das alegadas vítimas de Weinstein, acumulou uma fortuna estimada em meio bilhão de dólares com o ex-marido Brad Pitt e é um dos rostos mais conhecidos do mundo, embaixadora da boa vontade da ONU e reverenciada por seu trabalho humanitário exatamente contra violência sexual. Como alguém como ela tem a pachorra de receber prêmios como o título de Dama da Rainha da Inglaterra sabendo que um predador sexual está naquele mesmo momento assediando jovens atrizes em Hollywood e é incapaz de abrir a boca? Nada, absolutamente nada, justifica.

Jane Fonda, decana das militantes de causas antiamericanas e da esquerda mais radical, disse que está “envergonhada” de não ter denunciado Weinstein antes. Um pouco tarde, não? Vão dizer que Jane Fonda se sentiu intimidada? Além de ser quem é, Fonda é ex-mulher de Ted Turner, o magnata sócio de um império de comunicação que controla canais como CNN, TCM, TNT, Cartoon Network, além de ser o maior proprietário de terras dos EUA. Será que ela pode mesmo dizer que se sentiu intimidada? Ou Mira Sorvino, Rosanna Arquette e Gwyneth Paltrow?

O que dizer então de Roman Polanski que em 1977 foi preso e condenado por estuprar uma menina de 13 anos e ainda fugiu para a França para não ir para a cadeia? Pior, o que dizer também da turma engajada e protetora dos direitos das mulheres que aplaudiu de pé uma imagem de Polanski num telão quando ganhou a estatueta de melhor diretor em 2003?

É comum aqui em Los Angeles ouvir de amigos da indústria do cinema sobre o lado sombrio de muitas destas estrelas. Seus estilos de vida raramente batem com o que pregam com a voz embargada ao receberem uma estatueta. Nos discursos, muitos deles recheados de agradecimentos a Weinstein, pérolas hipócritas sobre como fazer o planeta um lugar melhor para as mulheres.

Bill e Hillary Clinton também eram amigos próximos do estuprador de Hollywood. Além do Partido Democrata, a fundação da família recebeu gordas doações do produtor (ou predador, como queiram). Hillary evidentemente disse que “não sabia de nada” (cada país com a sua alma honesta) e, não satisfeita, afirmou que não devolverá o dinheiro doado por ele. Como sempre, são na vida real o que acusam seus adversários sem provas. Os progressistas só mudam de endereço.

Espero que estes mimados hipócritas, de uma vez por todas, entendam o ridículo de dar lições de moral para nós, pobres mortais. Não é possivel que ainda tentem construir a narrativa de que algumas das mulheres mais bem sucedidas de todos os tempos são vítimas do patriarcado ou qualquer cafonice deste marxismo de botequim.

Pagamos os salários pornográficos da indústria do entretenimento para que nos divirtam nas telas, não para fornecimento de modelos cenográficos de conduta, aqui nos Estados Unidos ou Brasil. Temos mais de 342 razões para isso. [Ana Paula Henkel]

Donna Karan se retrata por declaração sobre o caso de Harvey Weinstein

Estilista disse que estava confusa quando afirmou que as vítimas de assédio estavam ‘pedindo por isso’

Donna-Karan-Thumbnail-15c7ea5aNa sexta, 13, a estilista Donna Karan se envolveu na polêmica das acusações de assédio contra o produtor Harvey Weinstein, ao declarar culpar as vítimas pelo ocorrido. “Você olha para mulheres do mundo inteiro, a forma que elas se vestem e o que elas estão pedindo, apenas se apresentando do jeito que fazem. O que elas estão pedindo? Confusão”, disse.

Em entrevista ao portal norte-americano WWD, a estilista se desculpou pela fala, afirmando que não estava a par das notícias e que ficou confusa com o questionamento. “Eu conheço ele e sua esposa, Georgina Chapman, não acho que seja apropriado eu comentar o caso, então tentei me esquivar”, explicou. “Eu falei, de maneira geral, que sob nenhhuma circunstância, nenhum homem tem o direito de tocar uma mulher – é inaceitável. Isso é quem eu sou, como mulher e como mãe.”

Quando questionada pelo repórter sobre falar que as mulheres
‘pedem por isso’, a estilista afirmou que a frase “não saiu do jeito certo”.

Após a declaração, consumidores diminuíram o volume de compras em sua marca homônima, mesmo Donna tendo se afastado da grife em 2015. De acordo com o site WWD, as ações do conglomerado G-III Apparel Group, que possui a marca Donna Karan, caíram 4,11%. Ao mesmo tempo, uma petição de boicote apareceu no site Care2, pedindo para que a multimarcas Nordstrom removesse todos os produtos Donna Karan de suas lojas.

Natalie Klein lança o verão 2018 da sua NK Collection

Lançamento dá continuidade às celebrações dos vinte anos de história da NK

nk-collection-verao-2018_17Na próxima terça-feira (17/10), Natalie Klein lança o verão 2018 da NK Collection, dando continuidade às comemorações dos vinte anos de história da marca. Segundo o mood festa, a linha reúne peças repletas de brilho para fazer bonito de dia ou noite, franjas, além de transparências, rendas e fluidez – que ditam o lema party hard.

O vermelho dá tom à temporada de festas, que contrasta com os clássicos preto e branco. Abaixo uma prévia do que estará nas araras. [Vogue]