Apple destaca privacidade do iPhone em novo comercial

A Apple publicou hoje um novo comercial destacando alguns dos principais recursos de privacidade do iPhone, como a Transparência do Rastreamento de Apps e a Proteção de Privacidade do App Mail.

Nele, a empresa mostra como seus produtos ajudam a evitar que dados de usuários sejam usados indevidamente na internet, em um tom muito bem-humorado.

O iPhone tem recursos de privacidade, como a Transparência no Rastreamento em Apps e a Proteção de Privacidade do Mail, que ajudam você a controlar quem fica e quem não fica de olho nos seus dados.

Intitulado “Data Auction” (em português, “Leilão de Dados”), o vídeo mostra uma mulher surpresa ao descobrir que suas informações pessoais estavam sendo vendidas em uma espécie de leilão no fundo de uma loja de discos. Entre os itens listados, aparecem coisas como o seu histórico de navegação, emails, lista de contatos e mais.

Para evitar que seus dados continuem a ser explorados, ela então decide ativar os recursos de privacidade de seu iPhone, fazendo com que todas as pessoas presentes no leilão desapareçam.

A Apple também divulgou uma versão dublada do comercial em seu canal brasileiro no YouTube — bem mais curta, porém:

A empresa também voltou a destacar a privacidade de seus produtos na página inicial do seu site.

A Transparência do Rastreamento de Apps (App Tracking Transparency, ou ATT), vale lembrar, dá aos usuários opção de permitir ou não que um app colete informações pessoais obtidas entre serviços ou em sites na web. O recurso está presente em iPhones e iPads desde o iOS/iPadOS 14.5.

Já a Proteção de Privacidade do App Mail (Mail Privacy Protection) oculta o endereço de IP do usuário e carrega o conteúdo das mensagens recebidas de forma remota em segundo plano, impedindo que remetentes rastreiem a sua atividade.

Nike comemora 50 anos confrontando a força do passado com as promessas do futuro

Campanha dirigida por Spike Lee exibe mais de 40 atletas simbólicos da Nike, incluindo Rayssa Leal, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho
por Carlos Merigo

Em comemoração aos 50 anos da marca nesse mês de maio, a Nike apresentou a campanha “Seen It All”. Com curta-metragem dirigido por Spike Lee – que também atua revivendo o papel como Mars Blackmon de seu filme “Ela Quer Tudo” (She’s Gotta Have It), de 1986 – a iniciativa resgata inúmeros momentos simbólicos do esporte e atletas que se tornaram a cara da Nike no último meio século.

Michael Jordan, Serena Williams, Tiger Woods, Kobe Bryant, LeBron James, Cristiano Ronaldo, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Colin Kaepernick, Mia Hamm e Megan Rapinoe são celebrados por Blackmon, que já disse ter visto tudo. Porém, sua experiência é confrontada pela atriz Indigo Hubbard-Salk, que cita diversos esportistas da nova geração com um futuro promissor pela frente. Entre eles, Rayssa Leal, Naomi Osaka e Kylian Mbappé.

“Em uma coisa concordamos: Devem ter sido os tênis!”

Essa é maneira da Nike dizer que, nesse 50º aniversário, a marca não quer apenas olhar para o o seu passado lendário – que inspira, é claro – mas também continuar apostando nos talentos da atualidade. E que, definitivamente, ainda não vimos de tudo.

Assista ao filme “Seen It All” legendado no topo dessa página. E abaixo, a versão do diretor com quase 5 minutos de duração.

A criação é da Wieden+Kennedy.

Propaganda da Adidas que exibe dezenas de seios é banida no Reino Unido por ‘nudez explícita’

Agência de Padrões de Publicidade recebeu 24 reclamações de que o anúncio de sutiãs esportivos objetificava o corpo feminino

Propaganda da Adidas que exibe seios foi banida no Reino Unido Foto: Reprodução

LONDRES – Uma propaganda de sutiãs esportivos da Adidas foi banida no Reino Unido por exibir fotos de seios de dezenas de mulheres de diferentes tons de pele, formato e tamanho. O anúncio foi proibido por conter “nudez explícita”, segundo a BBC.

A Agência de Padrões de Publicidade (ASA, na sigla em inglês) verificou que três versões da peça publicitária tinham potencial para causar “ofensa generalizada”. O órgão recebeu 24 reclamações de que o uso de nudez no anúncio era gratuito e objetificava as mulheres ao sexualizá-las e “reduzi-las a partes do corpo”.

O anúncio foi compartilhado no Twitter em fevereiro e suscitou críticas por parte de internautas. A rede social disse que a publicação não descumpria as regras da plataforma, apesar de o post ter sido denunciado por usuários.

“Acreditamos que os seios das mulheres em todas as formas e tamanhos merecem apoio e conforto. É por isso que nossa nova linha de sutiãs esportivos contém 43 estilos, para que todos possam encontrar o ajuste certo para eles”, dizia o tweet, com um pôster exibindo seios de mais de 60 mulheres.

Propaganda da Adidas que exibe seios foi banida do Reino Unido Foto: Reprodução
Propaganda da Adidas que exibe seios foi banida do Reino Unido Foto: Reprodução

A ASA avaliou que a maneira como as mulheres foram retratadas no post não era sexualmente explícita nem as objetificava, mas interpretou que poderia ser visto como nudez explícita. A agência decidiu que os anúncios não eram adequados para uso em mídia direcionada, onde pudessem ser vistos por crianças.

A Adidas alegou que os anúncios “mostram o quão diversos são os seios”, de acordo com a BBC. A multinacional alemã afirmou que as imagens pretendiam “refletir e celebrar diferentes formas e tamanhos, ilustrar a diversidade e demonstrar por que os sutiãs de apoio sob medida são importantes”.

A empresa acrescentou que as imagens foram cortadas para proteger a identidade dos modelos e garantir sua segurança. Segundo a Adidas, as modelos que posaram para o anúncio endossaram os objetivos da publicidade e se ofereceram para a campanha.

Em carta, brasileiros questionam falta de diversidade racial no Cannes Lions

Dos 24 representantes do Brasil escolhidos para compor o time de jurados de todas as categorias do festival, há apenas um profissional negro
por B9

A organização do Cannes Lions anunciou a lista de jurados da edição de 2022 do festival internacional de criatividade, que será realizado entre os dias 20 e 24 de junho na Riviera francesa, no último dia 28 de abril. Mas a falta de diversidade racial na escolha dos 24 representantes brasileiros foi questionada por coletivos e profissionais que integram a indústria de publicidade e comunicação no Brasil.

Dos 24 representantes brasileiros escolhidos para compor o time de jurados de todas as categorias do festival, há apenas um profissional negro, Angerson Vieira, diretor criativo da Africa. 

Na última quarta-feira (4), uma carta endereçada a Simon Cook, CEO do festival, questionava por que o Cannes Lions 2022 “não conseguiu selecionar um time de jurados brasileiros” que refletisse a composição racial do país. 

Na mensagem, que tem versões em inglês e português, com assinatura do coletivo Papel & Caneta, com apoio da Chapa Preta, do hub criativo Auê e do conselho do coletivo Publicitários Negros, o grupo questiona “por que entre os 24 jurados brasileiros escolhidos para o Cannes Lions deste ano, apenas 1 pessoa é negra?”

A carta ressalta que, apesar de provavelmente a maioria dos criativos brasileiros conhecidos por Cook serem brancos, mais da metade da população brasileira é negra. “Entendemos que não é uma tarefa fácil selecionar um júri e que muitos fatores precisam ser considerados, mas nós, como indústria, estamos com pressa para realizar as mudanças urgentes que estão nos impedindo de construir esse futuro inovador. Não podemos ficar calados diante da falta de inclusão e representatividade que é hoje um dos maiores motivos – se não o maior – de atraso da criatividade do Brasil e de toda a sociedade”, diz o documento.

O texto ainda pondera que as indústrias criativas e publicitárias no Brasil fizeram um imenso progresso nos últimos anos quando se trata de inclusão e empoderamento de profissionais criativos negros. “Seria uma pena que uma organização internacional como o Cannes Lions não igualasse esse progresso na seleção do júri”, lamentam os autores da carta. 

Segundo a organização, o festival de 2022 reunirá as “mentes mais criativas do mundo” para abordar a falta de representação na indústria globalmente. Mas, apesar da programação deste ano tratar de temas considerados “prioritários”, como diversidade e inclusão, a escolha dos jurados brasileiros não foi pautada com o olhar para a diversidade racial.

Em resposta ao site Propmark, a organização do evento explicou que “a atual composição do júri reflete a indústria”. A nota diz ainda que o evento, no entanto, reconhece “o papel na formação da agenda em torno da DEI [diversidade & inclusão] e na promoção de uma maior diversidade na indústria.”

“Temos trabalhado com uma consultoria especializada em inclusão para revisar todos os processos sob a ótica da diversidade, equidade e inclusão. Este é um programa de trabalho contínuo que fará com que nossos júris sejam mais representativos da sociedade, ano após ano”, complementou.

Falta de diversidade já foi questionada em 2021

Mas essa não é a primeira vez que o evento é alvo de críticas por falta de equidade, diversidade e inclusão. Em 2021, textos escritos por Abraham Abbi Asefaw, cofundador da The Pop-Up Agency e atual chairman da LW, levaram o Cannes Lions a pedir desculpas publicamente. 

Nas publicações, Asefaw contou que foi reitor da Roger Hatchuel Academy, academia de formação que ocorre durante a semana do festival Cannes Lions, por cinco anos. Ele relatou que, após ele e o outro reitor terem rompido a parceria, escreveu à organização do Cannes Lions e sugeriu que  eles escolhessem um único reitor ao programa e que fosse uma pessoa não-branca. Mas não foi isso que aconteceu. 

Nas mensagens postadas, Asefaw esclareceu: “Fui removido da função de reitor do Cannes Lions School. Todos os reitores da lista são brancos. Sim, até na Roger Hatchuel Academy – o lugar de mais diversidade do Cannes Lions.”

Na ocasião, ele disse ainda que: “Eu posso lidar com o fato de não continuar como reitor, apesar de mais de uma década de longo compromisso com a organização e de ter sido seu consultor para qualquer assunto relacionado à diversidade. Mas, o que não consigo lidar é com o fato de a próxima geração de criativos, de todo o mundo, terem uma representatividade menor por causa de uma solução rápida.”

Após o texto ter repercutido nas redes sociais, o próprio festival de criatividade respondeu aos comentários de Asefaw em seus perfis oficiais no Twitter e no Instagram. “Estamos tratando de tudo o que Abraham Asefaw disse de maneira intencional e recebemos bem as críticas para poder garantir que erros como esse não voltem a acontecer. Entramos em contato com ele, mas queremos oferecer-lhe um pedido público de desculpas. Trabalhamos com Abraham por mais de dez anos, e, se ele quiser se comunicar conosco no futuro, ficaríamos mais do que felizes em trabalhar novamente com ele e com outras pessoas para assegurar que não apenas busquemos por diversidade, inclusão e equidade, mas que alcancemos diversidade, inclusão e equidade. Esse é um momento particularmente decepcionante para nós do Cannes Lions, pois a organização tem tido orgulho em incrementar a diversidade nos painéis, entre os jurados e talentos.”

Veja os jurados brasileiros da edição 2022 de Cannes Lions:

Digital Craft Lions:
Luciana Haguiara, diretora executiva de criação da Media.Monks Brasil (presidente de júri)

Health & Wellness
Patrícia Corsi, chefe global do marketing da Bayer (presidente de júri)

Entertainment Lions for Sport
Marcel Marcondes, presidente global da Beyond Beer (presidente de júri)

Creative Commerce Lions:
André Gola, vice-presidente de criação (CCO) da Lew’Lara\TBWA

Direct Lions:
Angerson Vieira, diretor executivo de criação da Africa

Entertainment Lions for Sport:
Beto Rogoski, diretor executivo de criação da VMLY&R

Entertainment Lions for Music:
Bruno Brux, diretor executivo de criação da Gut São Paulo

Health & Wellness Lions:
Carolina Lobo, vice-presidente da área de healthcare da Weber Shandwick

Outdoors Lions
Gabriela Hunnicutt, fundadora da Bold

Creative Data Lions
Gláucia Montanha, líder de negócios e mídias digitais da Arplan & Convert

Radio & Audio Lions
James Feeler, presidente e fundador da Jamute

Creative Business Transformation Lions
Laura Chiavone, diretora executiva de agências Meta Brasil

Print & Publishing Lion
Laura Esteves, diretora executiva de criação da Galeria

Titanium Lions
Luiz Sanches, sócio da AlmapBBDO

Design Lions
Marco Giannelli (Pernil), vice-presidente de criação (CCO) da AlmapBBDO Brasil

Creative Strategy Lions
Mariana Gordilho de Sá, vice-presidente de criação (CCO) da W/McCann

Media Lions
Mauricio Almeida, vice-presidente de mídia da Publicis Brasil

PR Lions
Patrícia Ávila, diretora executiva do Jeffrey Group Brasil

Film Craft Lions
Paulo André Dantas Garcia, diretor criativo da Zombie Studios

Glass: The Lion for Change
Rafael Pitanguy, vice-presidente de criação (CCO) da VMLY&R

Film Lions
Renata Leão, diretora executiva de criação da DAVID

Brand Experience & Activation Lions
Renato Zandoná, vice-presidente de criação (CCO) da Droga5 Brasil

Industry Craft Lions
Saulo Rodrigues, líder global de design da R/GA

Entertainment Lions
Sophie Schonburg, diretora executiva de criação da Africa

Apple faz teaser de vídeo sobre “Star Wars” em campanha do Mac

Dia 4 de maio, para quem não sabe, é o Dia de Star Wars — graças à brincadeira de “May 4th”, em inglês, se ler de forma parecida com a clássica frase “May the Force be with you”.

Em antecipação à data, a Apple publicou hoje em seu canal do YouTube um teaser de vídeo da campanha “Behind the Mac” que aparentemente focará na produção de sons para a franquia.

Escape from the Office | Apple at Work

Apple compartilhou recentemente um novo vídeo da sua campanha “Apple at Work”, lançada em 2019 com o premiado vídeo “Apple at Work — The Underdogs” — que, por algum motivo, não está mais disponível no seu canal do YouTube —, mostrando como os seus produtos e serviços podem ajudar pequenas empresas (ou um grupo de amigos insatisfeitos com seu trabalho) a alcançar grandes objetivos.

No vídeo mais recente, justamente a equipe que apareceu no comercial de 2019 se reuniu no curta “Escape from the Office”, o qual destaca as ferramentas colaborativas da Apple (como compartilhar senhas de Wi-Fi via AirDropFaceTime de grupo, Notas colaborativas, etc.) para criar outro projeto: a BetterBag — ou muito mais do que isso…

Além de mostrar diversos recursos colaborativos, o vídeo também promove a nova plataforma Apple Business Essentials – a qual combina gerenciamento de dispositivos, suporte 24/7 e armazenamento iCloud empresarial para empresas com até 500 funcionários.

Anuncie no UFW

O universomovie forward traz um olhar diferente sobre moda, beleza, cultura, lifestyle, tech, arquitetura, design, advertising.

ContatoEmail: anuncieufw@gmail.com

Whats: (11) 96190 – 5729

Scarlett Johansson convive com Alexa que lê mentes no comercial da Amazon pro Super Bowl

Campanha marca primeira ocasião em que atriz contracena com o marido Colin Jost numa ação publicitária
Pedro Strazza

Scarlett Johansson & Colin Jost in Amazon Super Bowl Commercial

Amazon divulgou nesta segunda-feira (7) o seu comercial para o Super Bowl deste ano, que desta vez será estrelado por Scarlett Johansson e o comediante Colin Jost. Além de marcar a primeira ocasião que o casal contracena junto em uma campanha, a ação mais uma vez aposta na divulgação da Alexa e suas habilidades sinistras de interação.

Nesse caso, porém, a brincadeira de novo extrapola pro fantástico, dado que a Amazon brinca com a possibilidade da assistente virtual poder ler mentes dos usuários. Na peça de 90 segundos e batizada de “Mind Reader”, Johansson e Jost imaginam um mundo onde a Alexa adianta todos os seus pedidos, incluindo aqueles que eles gostariam de manter privados dos amigos, familiares e até do parceiro romântico. Confira abaixo na íntegra.

De acordo com o Hollywood Reporter, o comercial está previsto para ir ao ar na versão de 60 segundos durante a final da NFL. A campanha segue o mote fantástico para a assistente virtual da companhia no evento nos últimos anos, o que em outras edições incluiu ideias furadas com Harrison Ford e Forest Whitaker, um mundo sem ela (e estrelado por Ellen DeGeneres e sua esposa) e a Alexa materializada em Michael B. Jordan de 2021.

O Super Bowl acontece no próximo domingo, 13 de fevereiro.

Magalu x Via: o que está por trás da disputa judicial por palavras-chave no Google

Com acusações mútuas entre as companhias, processo foi parar na Justiça
Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

Magazine Luiza
Loja do Magazine Luiza; empresa e a Via estão em disputa judicial Foto: Magazine Luiza

BRASÍLIA – Quem nunca fez uma busca na internet por um produto de uma empresa e viu como primeiro resultado da pesquisa uma companhia concorrente ou um item similar? É isso o que está por trás da guerra judicial entre o Magazine Luiza e a Via, dona de marcas como Casas Bahia. Disputas como esta existem desde que a rede passou a ser também um espaço publicitário, segundo o diretor geral no Brasil da AdPolice, Daniel Filla, mas tendem a “explodir” nos próximos anos. 

Há algumas formas de se “parasitar” uma marca nas redes. O infrator pode cometer uma fraude visível, só de palavra-chave ou uma mescla desses dois atos. O chamado branding bidding já entrou para o vocabulário do mercado de publicidade aportuguesado. “Alguém bidou minha marca”, é hoje uma expressão usada. O termo é genérico e poderia ser usado para a própria marca ou para a de terceiros, mas, na prática, está ligado a uma questão concorrencial. Geralmente é quando se faz uma busca por determinada empresa na internet e o primeiro resultado que emerge é o de uma competidora. É considerado menos grave, mas com a maior ocorrência de ilícitos.

A reportagem testou algumas delas, em que uma busca apontou para um resultado um pouco diferente – não necessariamente há aqui um ato ilícito, o que precisa necessariamente ser julgado pela Justiça. Ao procurar por DFImoveis em um buscador, depara-se primeiro com o site do Quinto Andar – ambas companhias que oferecem venda e alugueis de imóveis. No caso de buscar o modelo Honda RV, o primeiro resultado foi o do Jeep Renegade. São dezenas de casos deste tipo na internet.

E mais: podem mudar de acordo com inúmeras variáveis. Os dois exemplos acima apresentaram respostas diferentes no computador e no celular em buscas feitas pelo mesmo usuário com diferenças de segundos entre elas. “Os resultados de desktop e móvel são diferentes, pois as preferências do usuário influenciam esta análise, assim como a região geográfica da solicitação realizada, horário etc. Tudo flutua sem parar, por isso, o nosso trabalho é fundamental para registrar as diferentes nuances de ocorrências”, explicou Filla.

“Sequestro de anúncio”

Um tipo de caso, considerado mais grave, é quando há uma clara fraude por meio de texto e imagem. O “sequestro de anúncio”, mais conhecido pelo termo em inglês Ad Hijacking. 

“A prática de propaganda visível no texto do anúncio é muito fácil de derrubar, pois as empresas de busca não a aceitam e é mais rapidamente de ser apontada”, disse o diretor da ADPolice. 

De qualquer forma, a principal via de se retirar algo deste tipo do ar é por meio das centrais de compliance para o recebimento de avisos das companhias. Ou seja, por meio de denúncias.

Má conduta da concorrência

Na outra ponta, para quem está sendo prejudicado, há algumas formas de se apropriar do tráfego de outra marca. Uma delas é sinalizar no seu anúncio que você é aquela marca buscada inicialmente. Outra é desviar mesmo o acesso do potencial cliente da marca inicialmente almejada para a sua.

Quando uma má conduta da concorrência é descoberta, a primeira ação é evitar o enfrentamento. Por isso, a primeira medida tomada quando é detectado um ato anticompetitivo é avisar o buscador – empresas como Google, Bing e Yahoo. Muitas vezes, essas plataformas já derrubam o anúncio desleal, mas, se a tática não surtiu efeito por dificuldades em comprovação, a companhia infratora deve ser comunicada pela que se sente prejudicada. Foi isso o que aconteceu entre a Magazine Luiza e a Via. Como há acusações mútuas entre as companhias, porém, o processo foi parar na Justiça.

Em alguns dos casos, até as empresas que oferecem o serviço de busca podem ser responsabilizadas pelo anúncio “errôneo”. 

“Muitas vezes é a agência de comunicação contratada que comete atos ilícitos em nome da companhia, sem ela saber, e muitas das vezes tudo também pode ser resolvido com um ‘acordo de cavalheiros’”, explicou Filla, que presta consultoria atualmente alguns dos casos que têm tido destaque no País. De origem alemã e instalada desde 2016 no Brasil (segundo maior mercado do mundo da companhia, atrás da Europa), a empresa é especializada em controlar fraudes de tráfego digital. 

O caso Magazine X Via veio à tona na semana passada, mas para o diretor da ADPolice, a prática ainda tende a ser mais explosiva no futuro. E isso pode ser um problema sério para o caixa de companhias que atuarem fora dos trilhos, pois se for comprovado desvio de navegação do usuário durante longos períodos sobre empresas que têm receitas substanciais pela internet, os montantes de penalidade podem chegar em milhares ou milhões de reais. “São condenações perigosas, e podem se tornar uma fábula”, alertou.

Lei de Propriedade Industrial 

Para Filla, o mercado doméstico está atento para se proteger dessa prática e a Justiça brasileira tem oferecido boas respostas. “A nossa operação tende a ser cada vez mais intensa no Brasil. O País é um terreno fértil para a proteção porque os tribunais estão sendo corretos e justos em relação à propriedade de marcas”, avaliou.

O ato de utilizar palavras chaves de concorrentes para benefício próprio, também conhecido como brand bidding, pode ser penalizado no Brasil com base na Lei de Propriedade Industrial (Lei n° 9.279/96). A lei doméstica também assegura a retirada imediata dos materiais que contenham o uso indevido de marcas, por isso é importante que o ato seja rapidamente identificado.

A migração de leitores para meios digitais alavancou da mesma forma o mercado de anúncios para serviços online. Nessa transição, também cresce a quantidade de casos de brand bidding. 

“Golpistas se aproveitam do investimento das empresas em anúncios online, valendo-se de diferentes tipos de violações de marca e competição injusta para atrair clientes para seus próprios negócios. Com isso, a média de perda dos investimentos em campanhas de busca devido a estas fraudes chega a 30% do total”, disse Filla.