Comercial do HomePod dirigido por Spike Jonze leva prêmio de “excelência em publicidade”

Em março passado, a Apple veiculou um novo comercial do HomePod, intitulado “Bem-vindo ao Lar” (“Welcome Home”).

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FKA Twigs em comercial da Apple

O vídeo, dirigido por Spike Jonze — do filme “Ela” — e estrelado pela cantora britânica FKA Twigs, levou para a casa o prêmio de excelência em publicidade durante a premiação da Association of Independent Commercial Producers (AICP), conforme divulgou o site Ad Age.

No comercial, FKA Twigs é uma secretária que está, perceptivelmente, cansada do trabalho e da rotina. Ao chegar em casa, ela pede à Siri que toque uma música que ela possa gostar, através do HomePod. Enquanto a faixa “‘Til It’s Over” do cantor Anderson .Paak toca, Twigs dança e devaneia pela casa expandindo paredes e objetos, numa clara alusão à vontade de se afastar da realidade por um momento.

Além de Jonze, os membros da produção incluem grandes nomes como o diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema, que recebeu uma indicação ao Oscar por seu trabalho em “Dunkirk”, de Christopher Nolan. Também já mostramos um vídeo da produção do comercial — no estilo por trás das câmeras —, revelando como os cenários foram montados e como foi trabalho entre Jonze e Twigs.

A premiação da AICP ocorreu ontem (14/6), no Museu de Arte Moderna de Nova York.[MacMagazine]

VIA 9TO5MAC

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O que pensam os presidentes de júri do festival Cannes Lions 2018

Em 2018, dois brasileiros vão comandar categorias em Cannes: Fernando Machado, do Burger King, e Luiz Sanches, da AlmapBBDO

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Brasil chegará ao Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade com número recorde de 27 jurados Foto: Gabriela Bilo/Estadao

Em um ano em que o Brasil chegará ao Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade com um número recorde de 27 jurados, entre brasileiros que atuam por aqui e em agências e empresas internacionais, haverá dois representantes do País em presidências de júris.

O executivo Fernando Machado, vice-presidente global de marketing do Burger King, vai comandar os jurados de Creative Effectiveness, que mede a capacidade de geração de negócios de peças publicitárias de todo o mundo. Já o presidente da AlmapBBDO, Luiz Sanches, vai encabeçar Film Lions, que escolherá os melhores trabalhos em vídeo e película do ano passado.

E o que os brasileiros valorizam na hora de escolher quem receberá Leões? Para Sanches, da Almap, o foco na emoção e no engajamento do consumidor deve ser um dos principais pontos avaliados. Além disso, a peça precisa ser relevante o suficiente para ajudar a solidificar a reputação da marca.

“Começou-se a comparar Cannes Lions com outros festivais, como o South by Southwest. Mas é preciso ter em mente que Cannes é um evento de comunicação, que envolve clientes, anunciantes, produtores de conteúdo e veículos de mídia. No entanto, ele é dedicado a falar de comunicação para marcas, de propaganda. Esse aspecto a gente não pode esquecer”, diz o executivo da Almap.

Antes de assumir o comando global do marketing do Burger King, Machado trabalhou na Unilever, onde foi responsável pela aprovação da iniciativa Retratos da Beleza Real, da Dove. O executivo chega ao júri Creative Effectiveness como vencedor de Leões de Ouro na categoria. Para ele, é preciso valorizar as ideias simples, de fácil identificação. “Um bom brief é simples, atrelado a um objetivo claro e, de preferência, com um insight que dê espaço para a criação. No Burger King nós focamos nisso”, afirma.

Cannes Lions: Spotify é eleita Media Brand do ano

Categoria substitui a antiga Media Person, que premiava líderes de empresas

unnamed (1)O conceituado Cannes Lions  já anunciou o Spotify como Media Brand do ano. A revelação marca a mudança do prêmio Media Person para o Media Brand, o que significa que agora a premiação foca na empresa e não mais em profissionais.

Na última década, o Cannes Liones homenageou os líderes de empresas, como Mark Zuckerberg, CEO do Facebook (2010) e Salar Kamangar, CEO doYoutube (2013). O último vencedor na categoria, no ano passado, foi Lucian Grainge, CEO do Grupo Universal Music.

Mesmo com a mudança, a premiação continuará a ser entregue a uma persona, No caso, Daniel Ek, CEO do Spotify, que receberá o prêmio em nome da empresa no próximo dia 20 de junho. “Estamos onde estamos hoje, graças aos nossos funcionários, passados ​​e presentes, que foram a parte mais integrante de nossa história de 10 anos”, disse o CEO em um comunicado.

Segundo Philip Thomas, CEO da Ascential Events e presidente eleito do Cannes Lions, o Spotify “transformou a maneira como nos envolvemos com a música. Nos 10 anos desde que Daniel e sua equipe lançaram o serviço, ele passou a reformular o futuro da mídia e a transformar a maneira como artistas e marcas se comunicam com seu público”, disse Philip Thomas,

A plataforma conta hoje com mais de 170 milhões de usuários em todo o mundo sendo o maior serviço de streaming de música. [Soraia Alves]

“Shoe Therapy”: nova campanha da Nike é inspirada em história real

Obsessão pelos tênis foi baseada em sonho da atleta Shalane Flanagan

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Atriz Lena Waithe e a atleta Shalane Flanagan

Na semana passada, a Nike divulgou uma nova campanha que fala sobre a obsessão dos consumidores pelos tênis da marca.

No vídeo de “Shoe Therapy”, vemos a atriz Lena Waithe como a Dra. Dana Sole, uma terapeuta que trabalha com clientes viciados em seus tênis. Na ocasião, ela está em uma sessão de terapia com Shalane Flanagan, maratonista que tem dificuldades em admitir o vício nos sapatos.

O que deixa tudo mais interessante é saber que a situação foi baseada em uma história real. A agência Dirty Robber se baseou em um sonho que Shalane teve na noite anterior à Maratona de Nova York, que ela finalmente ganhou.

A atleta sonhou que alguém havia roubado seus sapatos Zoom Vaporfly 4% na véspera da corrida, e acordou em pânico. A história de ser obcecado por seus sapatos nasceu daí.

O vídeo mostra ainda outras pessoas na sala de espera, com suas diferentes formas de obsessão em relação aos seus Nikes. [Soraia Alves]

Ogilvy Brasil e Nexo anunciam Joint Venture

Sem títuloOgilvy Brasil, através do seu Cognitive Studio, e a Nexo, consultoria de inovação e tecnologia, anunciam uma joint venture para trabalhar com inteligência artificial no mercado publicitário. Com o acordo, a Nexo passa a ser a parceira exclusiva para as entregas da agência – e outras empresas do grupo – na área de solução cognitiva, nesse segmento. O Cognitive Studio foi lançado em meados do ano passado e tem como objetivo explorar no dia a dia, em cada briefing, o que a inteligência artificial pode agregar a nossa indústria na entrega do produto criativo.

O acordo prevê que a empresa dos sócios Diego Figueredo e Luiz Carvalho potencialize os projetos do Cognitive Studio. Nesse sentido, outro destaque da operação está nas ferramentas de automação e no ecossistema tecnológico que a Nexo pode garantir, criando uma oportunidade para que as agências do grupo se dediquem aos processos mais valorizados pelos clientes – justamente aqueles que não podem ser automatizados -, como o planejamento e, principalmente, a criatividade.  

O primeiro projeto, resultado dessa parceria, é a campanha “Ricky Brasil, criada para a Forbes, a qual dá cara e personalidade à corrupção praticada no país. “A joint venture com a Nexo reforça nossa posição em inovar e explorar cada vez mais a inteligência artificial como uma nova ferramenta para responder aos desafios do negócio dos clientes e dentro do nosso próprio negócio. Muitas vezes, a inteligência artificial pode ser parte da entrega criativa, a exemplos de campanhas como ‘A Voz da Arte’, criada para IBM, e ‘Ricky Brasil”, da Forbes. Além disso, é um segundo passo dentro da estratégia dos nossos estúdios, nesse caso o Cognitive Studio, lançado pela operação brasileira da Ogilvy em 2017”, diz Fernando Musa, presidente do Grupo Ogilvy Brasil

“Acredito firmemente no valor que as agências podem trazer aos seus clientes, utilizando a I.A. para potencializar as entregas. Por isso, fazer parte do Grupo Ogilvy é uma oportunidade incrível de fazer isso em escala ainda maior, já que passamos a ser parte integrante do WPP”, ressalta o CEO daNexoDiego Figueredo, que com a joint venture espera crescer três dígitos ainda esse ano dentro do mercado publicitário. “Esse é um passo expressivo para posicionar o Brasil cada vez melhor no mercado de inovação e a Nexo como dos maiores players mundiais em soluções de inteligência artificial e outras tecnologias que farão parte da nossa vida nos próximos anos”, comenta o CTO, Luiz Carvalho.

“Desde o ano passado estamos trabalhando com a Nexo e agora, com a parceria que fechamos, ampliaremos a atuação do Cognitive Studio para as operações locais e globais da Ogilvy”, diz Daniel Martins, diretor de operações da Ogilvy Brasil e um dos profissionais responsáveis pelo Cognitive Studio.  “É um exemplo de pioneirismo em inovação aberta”, diz Marco Poli, da ClosedGap, que auxiliou na operação.

Especializada no desenvolvimento de soluções cognitivas para a transformação dos negócios de empresas, marcas e agências, a Nexo conquistou seu espaço e se consolidou como a principal empresa do segmento, ao realizar projetos para Volkswagen, Vale, Whirlpool, Vertiv, Explorum, Forbes e Tribunal de Justiça de São Paulo. Atualmente, além da inteligência artificial, também faz parte de seus pilares de atuação tecnologias como: blockchain, internet of things (IoT), machine e deep learning.

Para soluções de negócios, a partir do uso dessas tecnologias, em outros mercados, a Nexo segue atuando de forma independente. Segundo estudo do Bank Of America Merril Lynch, as cifras geradas pelos sistemas dotados de inteligência artificial chegarão a US$70 bilhões nos próximos quatro anos. [StarTupi]

Campanha inglesa contra cyberbullying mostra como ficaria o corpo de uma blogueira caso ela ouvisse seus haters

Ao fim do experimento, Chessie King ficou irreconhecível

O ódio na internet só cresce, infelizmente. E por isso mesmo as campanhas contra o discurso de ódio e o cyberbullying ganham força em diversos países.

Na Inglaterra, para mostrar os perigos de mensagens perturbadoras dos haters em redes sociais, a ONG de combate ao cyberbullying Cybersmile convidou a blogueira fitness Chessie King para uma experiência incomum: atender às críticas haters.

https_blueprint-api-production.s3.amazonaws.comuploadscardimage755144f1f04436-3b69-407c-9934-e90aaaace966Chessie é britânica e tem mais de 330 mil seguidores no Instagram. Ela postou uma série de fotos e vídeos de si mesma no Stories que eram “alterados em tempo real” para refletir as respostas que ela recebia dos trolls. O resultado é bizarro.

Embora pessoas públicas, como influencers, sofram mais com esse tipo de ataque, uma pesquisa conduzida pelo Data and Society Research Institute descobriu que 47% dos usuários da Internet experimentaram pessoalmente assédio ou abuso online.

É claro para mostrar o efeito prejudicial dos abusos online, a blogueira não mudou de verdade, mas retocou sua imagem no Photoshop de acordo com cada mensagem abusiva recebida em suas DMs do Stories no Instagram.

1524013051_959_campanha-inglesa-contra-cyberbullying-mostra-como-ficaria-o-corpo-de-uma-blogueira-caso-ela-ouvisse-seus-hatersA experiência foi atendendo às mensagens como “Você nem mesmo preenche esse top esportivo“, e photoshopando seu corpo atendendo aos pedidos. No final do experimento, King ficou irreconhecível.

“Eu ri da imagem inicialmente, mas percebi o quão triste é como algumas garotas sentem que precisam mudar de corpo para serem ‘lindas’”, disse a blogueira.

Ela, assim como a ONG, esperam que as imagens entrem ajudem a alertar outras pessoas que sofreram abusos online, mostrando que eles não estão sozinhos e devem lutar com essa cultura de abusos. [Soraia Alves]

Nasce uma gigante pelo fim dos testes de cosméticos em animais

Campanha global da Natura &Co, capitaneada pela marca The Body Shop, pede abolição dos testes em cobaias no mundo
Por Vanessa Barbosa

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 (Leandro Fonseca/EXAME)

São Paulo – Quando a Natura concluiu a aquisição da marca britânica The Body Shop, em setembro do ano passado, não nascia ali apenas um grupo de cosméticos global, multicanal e multimarcas – o Natura &Co, constituído também pela australiana Aesop, adquirida em 2012 – mas um gigante que não testa seus ingredientes e produtos em animais e que  quer convencer o mundo a fazer o mesmo.

Exemplo desse empenho é a campanha “Para Sempre Contra Testes em Animais”, capitaneada pela The Body Shop, marca historicamente reconhecida por seus produtos livres de crueldade (do inglês “cruelty free”), em parceria com a Cruelty Free International, organização não-governamental que lidera esforços nessa seara.

O objetivo é angariar oito milhões de assinaturas em uma petição pelo fim dos testes animais na indústria cosmética e encaminhar o documento à Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de criar uma pressão global pelo fim dos testes. A petição está disponível online e também pode ser assinada em uma das 121 lojas da The Body Shop no Brasil.

A causa naturalmente ressoa nas demais marcas do grupo Natura &Co. Apoiadora da campanha, a brasileira Natura não testa produtos ou ingredientes em animais há mais de dez anos, e tampouco o faz a australiana Aesop. Ao longo desta semana, toda a rede de consultoras da Natura vai receber a nova revista da marca para angariar assinaturas para a campanha.

“Uma das resultantes da formação do Grupo é a crença na capacidade de mudança que as três marcas juntas possuem. Temos alinhamento de valores, de sustentabilidade e de valorização da vida”, diz à EXAME Andrea Alvares, vice-presidente de marketing, inovação e sustentabilidade da Natura.

Segundo a executiva, o grupo está estudando a possibilidade de aderir a um selo “cruelty free”, que comunique de forma mais clara aos consumidores o posicionamento da marca. Ter o selo não significa que a empresa não usa nenhum ingrediente de origem animal. Alguns produtos de maquiagem da Natura trazem em sua composição cera de abelha e lanolina (gordura extraída da lã de ovelha).

Novas regras, novos mercados

Eliminar todo e qualquer teste na indústria cosmética mundial exige mudanças de regras. São diversas as leis que regulamentam a produção de cosméticos no mundo.

Há países que permitem o uso de cobaias animais em casos específicos, por exemplo, para avaliar irritação, alergias e corrosão da pele, testes oculares e de toxicidade.

É o caso do Brasil, onde esse tipo de prática é permitida, embora não obrigatória, e do Japão. Na União Europeia, testes de produtos cosméticos em animais são proibidos há cinco anos.

Mas a prática ainda é obrigatória na China, um dos maiores mercados de produtos de beleza e com grande potencial para a expansão das três marcas da Natura &Co, que ainda não atuam por lá.

Em teleconferência com analistas em dezembro passado, Robert Chatwin, vice-presidente internacional da Natura, afirmou que o grupo poderia “ter um plano China”, embora não tenha detalhado que plano seria. Seja como for, a expansão de cosméticos “cruelty free” no mercado asiático é totalmente dependente da mudança da legislação chinesa.

Testes livres de crueldade

No Brasil, a Natura foi uma das primeiras gigantes do setor a extinguir os testes de cosméticos em animais, em 2006. “Já desenvolvemos 67 metodologias alternativas, tanto para avaliar a segurança quanto eficácia dos ingredientes e produtos”, afirma à EXAME Roseli Mello, diretora de inovação e segurança do consumidor da Natura.

Ao invés de usarem animais, os métodos modernos de teste incluem exames sofisticados usando células e tecidos humanos em 3D (o chamado “in vitro”), técnicas de modelagem de computador avançadas (conhecidas como modelos “in silico”), e estudos com voluntários humanos nas últimas etapas de testes.

A empresa não abre quanto já foi investido no desenvolvimento de tecnologias alternativas para testes de segurança e eficiência. “Mas posso te assegurar que é bastante. Como trabalhamos com ingredientes inéditos da biodiversidade, há uma grande preocupação em garantir que eles são seguros, e daí a necessidade de tecnologias sofisticadas para garantir segurança do consumidor”, diz Andrea Alvares, vice-presidente de marketing, inovação e sustentabilidade da Natura.