Vídeos curtos alimentam sonho de US$ 2 bilhões

IW_05_VIDEO1Jeffrey Katzenberg, que vendeu a DreamWorks Animation por US$ 3,8 bilhões, pretende criar programas de dez minutos para dispositivos móveis. (Ahn Young-Joon/Associated Press)


Quando Mark Zuckerberg fundou o Facebook e saiu à procura de investidores, sua primeira rodada de financiamento pedia US$ 1 milhão. Quando Travis Kalanick buscou financiamento para a Uber, ele conseguiu que investidores colocassem US$ 1,25 milhão em seu negócio. Reed Hastings, da Netflix, levantou US$ 2,2 milhões. A ideia de captação de recursos de Jeffrey Katzenberg está em uma escala muito diferente. Katzenberg, executivo veterano de Hollywood e fundador da DreamWorks Animation, está tentando levantar US$ 2 bilhões para sua nova startup de televisão.

O enorme valor não impediu que virtualmente todas as grandes companhias de mídia e tecnologia — Apple, CBS, Disney, Google, Spotify e Verizon, entre elas — marcassem reuniões com ele. E diversas empresas de private equity de Wall Street estão em volta. Katzenberg, 66, está convencido de que seu novo produto, chamado New TV, pode transformar drasticamente o formato da televisão para dispositivos móveis. Ele pretende criar a versão da próxima geração para a HBO ou a Netflix, construída com o propósito de ser assistida em telefones e tablets, com um conteúdo de qualidade em formato curto — imagine um Game of Thrones em que cada episódio tenha um arco de história de dez minutos.

Ele pretende criar produções grandes e caras, com o custo de US$ 100 mil o minuto (um minuto de programação com alta produção no YouTube pode custar US$ 10 mil). E ele pretende atrair talentos de primeira linha para trabalhar tanto diante quanto detrás das câmeras. Esse é um motivo para o pedido de financiamento ser tão alto: os talentos de Hollywood não farão vídeos de dez minutos a não ser que sejam pagos conforme estão acostumados.

O número de jovens que usam seus dispositivos móveis para assistir a conteúdo em vídeo é espantoso. Globalmente, 72% de todos os vídeos são assistidos em dispositivos móveis, segundo a provedora de plataforma para vídeo Ooyala.

A aposta de Katzenberg está sendo levada a sério em razão de seu longo histórico de sucesso e sua tese provocativa sobre o modelo de televisão atual. “O desenho e a arquitetura da narrativa atendem ao paradigma do negócio, não ao contrário”, afirmou, acrescentando que programas feitos nos formatos de meia hora ou uma hora não fazem sentido atualmente.

Katzenberg espera criar uma emissora de qualidade superior sustentada por uma combinação entre vendas de assinatura e de espaços de publicidade. Ele não acha que tirará do negócio empresas de televisão; na verdade, ele espera que as grandes emissoras de televisão invistam e produzam conteúdo para o serviço.

Katzenberg vendeu no ano passado a DreamWorks Animation para a Comcast por US$ 3,8 bilhões. Ele afirmou que teve uma revelação enquanto desenvolvia a ideia para sua nova companhia, chamada WndrCo, de que “o conteúdo” não era o santo Graal.

“O conteúdo é o criador do rei, não é o rei”, afirmou. “O rei é a plataforma. HBO é o rei. Netflix é o rei. Spotify é o rei”.

Até agora, a maior parte do conteúdo de formato curto tem sido relativamente barata de produzir, em razão da qualidade mais baixa das produções — e os consumidores têm assistido de bom grado.

Mas Katzenberg afirmou que sempre há uma oportunidade para criação de um produto de alta qualidade e haverá “um subgrupo bem significativo de pessoas que efetivamente pagaria por isso”. Segundo ele, “há uma base montada de um bilhão e meio de pessoas que assistem a 45 minutos de vídeos em smartphones todos os dias”. [Andrew Ross Sorkin]

Nescafe Gold celebra as verdadeiras conexões em nova campanha

Marca afirma que conhecemos cerca de 80.000 pessoas ao longo da vida

Ao longo da vida, conhecemos cerca de 80.000 pessoas. Destacar nossas verdadeiras conexões em meio a diferentes laços é o tema da nova campanha do Nescafe Gold, para TV europeia. O café instantâneo foi relançado pela empresa, e agora se esforça para incentivar momentos que valorizem as verdadeiras conexões – principalmente, se ele estiver presente entre uma xícara e outra.

Realizada pela Publicis London em parceria com Publicis Conseil, o vídeo apresenta um homem entrando em um estádio cheio por pessoas que passaram em sua vida: ex-namoradas, colegas de trabalho, meros conhecidos. No meio do palco, ele inicia uma série de perguntas que destacam algumas das pessoas na multidão, mostrando quem continuou ou não ao seu lado. Com um tom emocional, o vídeo se esforça para passar a nostalgia do reencontro através da conexão entre atuação e fotografia de cores aconchegantes. Cercado pela identidade da marca, o VT foi dirigido por Henry Mason, da Quad Productions.

Alinhando-se com o título do vídeo, “Para os Momentos que Importam”, o rapaz convida as pessoas para se conhecerem outra vez, recuperar seu contato, em meio ao tempo de um café. A intenção da marca não é reforçar a qualidade de seu produto, mas resgatar justamente a época em que não existiam copos descartáveis e cápsulas prontas.

Para a empresa, dividir um café com alguém por mais de cinco minutos parece uma conexão maior do que um simples seguir nas redes sociais. []

Katy Perry e outras mulheres reforçam fim de padrões estéticos em campanha da marca de cosméticos CoverGirl 

A mudança de ideias e padrões ganha força a cada nova campanha que reforça a diversidade. Sem questionar as reais intenções do mercado publicitário, o que importa mesmo é que o discurso sobre igualdade tem sido cada vez mais propagado.

Assim, a nova campanha da marca de cosméticos CoverGirl aparece como mais uma peça que ressalta o fim de uma busca para atingir padrões estéticos irreais entre as mulheres.

O vídeo traz um grupo de mulheres variado em suas personalidades e belezas: a cantora Katy Perry, a chef e apresentadora de TV Ayesha Curry, a atriz Issa Rae, a coach Massy Arias, a modelo de 69 anos Maye Musk e a piloto Shelina Moreda.

A direção é de Matt Lambert e mostra no início uma citação do autor Toni Morrison. A intenção é mostrar que as pessoas não devem se esforçar mais para alcançar um padrão de beleza singular, mas buscam usar maquiagem como ferramenta para autoexpressão e transformação pessoal.

A mudança nos campos da moda e estética tem se mostrado forte. Recentemente, a empresa de fotos Getty Images proibiu o uso de imagens com photoshop para alterar  corpo de modelos, acatando uma lei francesa que, agora, impede o uso dessas fotos em revistas.

A criação é da Droga5. []

“The Walking Dead” terá comercial de 6 segundos antes de cada episódio

1_1_3_the-walking-dead-saison-afficheO canal AMC anunciou que passará uma propaganda de 6 segundos antes de cada início de episódio da oitava temporada da série “The Walking Dead”.

Esses anúncios já estão rolando desde agosto, mas será a primeira vez que ele entrarão na programação de uma série.

As propagandas serão exibidas a partir do segundos episódio da temporada 8, que vai ao ar no dia 29 de outubro,  precisamente às 21h.

A empresa buscará as melhores tarifas de CPM (custo por mil espectadores alcançados) para esses anúncios.

O formato de propagandas com 6 segundos vem ganhando espaço e deve crescer ainda mais em 2018. Em junho, a Fox Networks Group foi a primeira emissora a utilizar o formato, como forma de seguir as tendências mostradas pelo YouTube.

O novo formato já é chamado de “o momento mais poderoso que você pode comprar na TV”. []

Itaú transforma “Starman”, de David Bowie, em “Stargirl”

Em nova campanha, banco imagina a primeira astronauta brasileira a ir para o espaço

Na nova edição do projeto “Leia para uma Criança”, que distribui livros infantis gratuitamente, o Itaú transformou um dos mais conhecidos clássicos de David Bowie.

“Starman” virou “Stargirl”, em uma produção que busca mostrar causa e efeito dos livros na educação das crianças. A criação da DPZ&T imagina a saga da primeira astronauta brasileira, que teve um livro infantil como grande inspiração e incentivo para se encantar pelo espaço durante a infância.

Produzido pela Saigon, o comercial foi filmado no Chile, em um dos principais observatórios astronômicos do mundo: La Silla, localizado a 2.400 metros de altitude, no deserto do Atacama.

É óbvio que o tema da imaginação infantil é vital, mas aqui o Itaú consegue unir outro aspecto tão importante quanto: a representatividade. Numa época em que as marcas tanto tagarelam sobre empoderamento – sim, e isso é importante de qualquer maneira – o banco aposta mais no fazer do que no falar, unindo os temas com emoção, pertinência e sensibilidade na assinatura: “Imaginar é o primeiro passo para uma criança ser o que quiser”. []

//CRÉDITOS
Cliente: Itaú Unibanco
Produto: Institucional
Campanha: Itaú Criança 2017
Data da Produção: setembro 2017
Título: Astronauta
Secundagem: 120”
Direção Geral de Criação: Rafael Urenha
Direção Executiva de Criação: Sergio Mugnaini
Direção de Criação: Silvio Amorim
Criação: Rafael Urenha, Silvio Amorim, Bruno Landi, Giampietro Zanon, Thomaz Dantas, Raphael Lucone, Vinicius Curi, Yuri Goo
Atendimento: Daniel Jotta, Kika Palhares, Danielle Bacha, Vanessa Nascimento, Laine Santos, Bruna Lelis
Aprovação Cliente: Eduardo Tracanella, Thiago Cesar da Silva, Marcela Correia de Oliveira
Planejamento: Fernando Diniz, Guilherme Sampaio, Camilla Facin, Fernanda Felício, Bruno Affonseca, Renata Cardetas
Mídia: Paulo Ilha, Clara Corrales, Vivian Simões, Bruno Felix, Cibele Perandin, Gabriela Pereira, Vitor Maia, Yasmin Gonçalves, Julia Santana
RTVC: Ducha Lopes, Pity Lieutaud, Adriana Marino, Brunno Cunha
Projetos: Marcos Yamamura, Luiz Felipe Rodriguez, Karina Kanashiro
Conteúdo: Adriana Blanco
Produtora de Som: Satélite Áudio
Produção e Finalização: Equipe Satélite
Atendimento Produtora de Som: Fernanda Costa, Tatiane Dias Ferreira
Produtora de Imagem: Saigon Filmes
Direção de Cena: Vellas
Produção Executiva: Marcelo Altschuler
Coordenação de Produção: Carol Pessini
Atendimento produtora: Fernanda Gomes e Tais Sanches
Coordenação de Finalização: Virgini Fares
Direção de Fotografia: Agustin Claramunt
Direção de Arte produtora: Marcelo Reginato
Finalização: Jacquelini Lima
Montagem: Rami D’Aguiar
Pós-Produção: Nash Production
Cor: Bleach Filmes
Produção Gráfica: Marcos Moura, Durval Brum
Art Buyer: Marcos Moura, Andrea Soeiro
Fotógrafo: Erika Verginelli
Ilustração: Platinum/Techno Image
Tratamento de Imagem: Platinum

O futuro não tão brilhante das revistas

IW_05_MAGAZINESAs revistas ainda enfeitam as bancas de jornal como esta em Cambridge, Massachusetts, mas a indústria está desaparecendo (M. Scott Brauer para The New York Times)


Por Sydney Ember e Michael M. Grynbaum

Em meados de setembro, um grupo de escritores e de editores ‘bons vivants’ se reuniu ao redor da fogueira do lado de fora de uma taberna de Manhattan. Saborearam uns bons bifes e os brindes seguiram noite adentro, enquanto a festança se espalhava pela calçada. Poderia ser uma cena como as que se viam nos melhores dias da Era do Jazz no mundo das revistas de Manhattan – ou mesmo dos anos 90, quando luxuosas publicações mensais ainda ganhavam milhões de dólares em publicidade, e os editores em automóveis com motoristas diziam aos leitores o que deviam vestir, o que ver e quem ler.

Entretanto, aquela noite teve um toque elegíaco. A equipe de “Vanity Fair” estava se despedindo do editor Graydon Carter, que anunciara sua partida depois de 25 anos à frente da publicação. Escritores famosos como James Wolcott e Marie Brenner falaram de sua gratidão e pesar.

Carter sempre teve uma queda por lançar tendências. Duas semanas mais tarde, três outros importantes editores – da “Times”, “Elle” e “Glamour” – anunciaram que também estavam deixando seus cargos. E outro titã da indústria, Jann S. Wenner, informou que pretendia vender a participação que lhe garantia o controle da revista “Rolling Stone”, depois de meio século.

As revistas vêm tendo há anos uma vida difícil: seu monopólio dos leitores e da publicidade desapareceu com a chegada de Facebook, Google e concorrentes online mais ágeis. Editores e executivos afirmam que esta abrupta agitação nos altos escalões das revistas assinala que o romance do setor agora se rende à realidade financeira. O elemento fundamental do negócio – o produto impresso – é cada vez mais secundário, superado pelos acontecimentos ao vivo, podcasts, vídeos e parcerias com marcas de fora.

Um dia depois da festa em homenagem a Carter, a Time Inc. lançou uma nova iniciativa: People TV, com uma programação de cultura pop. Entre os programas apresentados: “Paws & Claws” (Patas e garras), que, segundo um release, trará “todas as adoráveis histórias virais de animais da semana de interesse do público”.

Uma reviravolta e tanto em relação ao jornalismo várias vezes premiado, que outrora preenchia as páginas da Fortune, Sports Illustrated e Time.

Estas mudanças representam as vicissitudes intrínsecas de um negócio que há muito dependia de uma fórmula simples: calhamaços em papel brilhante com anúncios caríssimos. “O sentimentalismo é talvez o maior inimigo do setor de revistas”, disse David Carey, presidente da Hearst Magazines. “É preciso encarar o futuro”.

Editores que viraram celebridades, com enormes salários e gostos dispendiosos, são cada vez mais ultrapassados. Executivos de editoras como Hearst e Condé Nast analisam de maneira mais crítica pedidos de serviços fotográficos de seis dígitos e escritores a US$ 5 por palavra. Os otimistas afirmam que talvez seja saudável que as rédeas passem para uma geração mais jovem. Editores mais velhos estão menos acostumados ao ritmo do jornalismo web; Wenner, por exemplo, resistiu a postar artigos da Rolling Stone online.

A Hearst, como a Condé Nast, é uma empresa de capital fechado, portanto, os detalhes do seu desempenho financeiro não são claros. O faturamento da Time Inc. tem caído anualmente desde 2011. Meredith, cuja sede em Des Moines, Iowa, tem cozinhas de teste e estúdios com oficinas, está indo melhor do que as suas glamourosas concorrentes de Nova York. Suas revistas focam, na maior parte, em assuntos como decoração e receitas. No entanto, ela registrou uma ligeira queda do faturamento em seu setor de revistas no mais recente exercício fiscal.

Terry McDonell, ex-editor principal da Sports Illustrated e da Rolling Stone, disse que as revistas poderão ganhar um séquito cult semelhante ao interesse despertado por outras mídias antigas, como os discos de vinil.

“Elas acabarão se tornando barcos a vela”, ele disse. “Não precisam mais existir. Mas continuarão sendo publicadas, amadas e compradas”.

Google encerra política do clique grátis

Segundo diretor da empresa, internet depende de bom conteúdo produzido pela imprensa

sede-google-610x400O Google anuncia hoje duas novidades em sua relação com as empresas jornalísticas. A primeira delas é o fim da política do “primeiro clique grátis”, que permitia que os usuários acessassem conteúdos sem ter de pagar pela assinatura de um site, quando eles eram direcionados a partir de um resultado na ferramenta de busca. A partir de agora, a postura do Google é de que cada publicação decida quantos cliques serão “gratuitos” para os usuários a partir das pesquisas feitas pelo motor da empresa.

“Vimos muitas mudanças acontecendo no mercado nos últimos anos, com os consumidores cada vez mais se abrindo para pagar por conteúdo de alta qualidade. Queremos ajudar nesse processo”, diz Richard Gingras, diretor do Google News.

Criada em 2007, a política do “primeiro clique grátis” era uma forma de expor conteúdo que estava bloqueado mediante o pagamento de assinatura nos sites de notícias. Dessa forma, a empresa queria evitar que o usuário fosse bloqueado e, na época, acreditava-se que isso ajudaria o internauta a experimentar o conteúdo para, depois, decidir se gostaria de assinar o site.

“Sentimos hoje que essa política já não se encaixa mais para todos os nossos parceiros jornalísticos”, diz Gingras. “Por outro lado, sabemos que oferecer amostras do conteúdo é importante para convencer um usuário a contratar um serviço e achamos isso importante”, avalia o executivo, que tem 30 anos de experiência no mundo da mídia, em grupos como NBC e CBS.

Segundo Gingras, com ajuda da tecnologia de mapeamento de usuários do Google, as empresas jornalísticas poderão até criar ofertas de amostras diferentes para perfis de público distintos. “Isso pode ajudar os jornais a terem mais assertividade em suas estratégias para conquistar assinantes específicos.”

Para Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais, as mudanças são bem-vindas. “À primeira vista, é um passo à frente, se de fato favorecer a independência da decisão dos editores em relação a seus modelos de negócios”, diz. “No entanto, temos de aguardar para verificar como funcionará na prática e se virá ou não acompanhado de outras medidas.”

Apoio técnico. A segunda novidade é que o Google pretende colocar à disposição dos veículos de imprensa suas ferramentas para melhorar o processo de contratação de assinaturas. “Há jornais em que é preciso dar mais de 20 cliques para fechar uma assinatura”, diz Gingras. O executivo crê que, com ajuda do Google, seja possível assinar um jornal com apenas um clique, usando informações já pré-cadastradas.

Outro plano é em relação ao engajamento dos grupos de mídia com seus assinantes atuais. “Queremos fazer o assinante aproveitar melhor o conteúdo pelo qual já paga”, diz o executivo. Um exemplo: quando o assinante de determinada publicação fizer uma pesquisa no Google, o buscador poderá ter uma área específica, dentro dos resultados, mostrando notícias da publicação sobre o tema.

Segundo Gingras, o Google não pretende cobrar pelos serviços. “Esta não é uma nova linha de negócios para nós”, garante. A intenção da empresa, diz, é colaborar e entender melhor como funciona o sistema de assinaturas. “Nosso objetivo é gerar um ecossistema saudável. Afinal de contas, uma busca só é relevante para um usuário se ele consegue encontrar bom conteúdo, e por isso precisamos dos veículos de imprensa.”

Estudo global revela as 10 marcas mais autênticas segundo os consumidores

Empresas de tecnologia dominam o ranking, que inclui percepção do mercado brasileiro

brandssneakpeekEnvolvendo mais de 14 mil pessoas em 14 mercados, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, China e Brasil, a Cohn & Wolfe descobriu quais são as marcas consideradas mais autênticas.

estudo inclui 100 empresas, que será lançado na íntegra em 16 de outubro, mas a consultoria revelou as 10 primeiras colocadas. Dominado por marcas de tecnologia, o ranking traz Amazon na topo, seguida por AppleMicrosoft e Google.

Segundo a Cohn & Wolfe, a presença de tantas empresas tecnológicas se deve a presença e atuação delas no dia a dia das pessoas. A Coca-Cola não está na lista, por exemplo, mas considere quantas vezes você se lembra ou consome o refrigerante durante a semana. Já uma ferramenta do Google você com muito mais frequência, um iPhone está na sua mão o tempo todo, e o varejo (mesmo quando só pra pesquisa) é reinado da Amazon. Isso sem contar as recentes inovações com Alexa e liderança do Kindle como e-reader. []

Corpos reais: Getty Images proíbe alterações em fotos de modelos

Decisão procura acatar lei que multa o não aviso do retoque em imagens

Getty-ImagesA agência de imagens Getty Images, uma das maiores do mundo, anunciou que vai banir de seu catálogo fotos de modelos com alterações em seus corpos. A decisão faz parte de um novo posicionamento da empresa, que vai de encontro com as mudanças que estão acontecendo dentro do mercado da moda, a fim de eliminar imagens de corpos que seguem um padrão irreal.

Antes dos elogios, porém, é preciso entender que a medida foi tomada a fim de acatar uma nova lei que entrou em vigor na França, e que obriga todas as publicações de moda a informarem quando a foto de uma modelo foi retocada.

Em caso do não cumprimento da lei, a publicação pode ser punida com uma multa em torno de R$ 140 mil. Assim, o Getty Images se viu na obrigação de divulgar essa informação em todas as fotos que possui. Para facilitar o processo, a empresa resolveu banir as fotos alteradas.

As imagens que tiveram alterações, seja para deixar a modelo mais magra ou mais gorda, serão excluídas do banco de dados da agência, ficando inabilitadas pelas empresas que utilizam seus serviços a partir de 1° de outubro. A partir da mesma data, o Getty Images também não aceitará mais nenhum material enviado por fotógrafos e que apresente as mesmas alterações.

O “Photoshop”, no entanto, continua liberado. A empresa informou que outros tipos de alterações continuarão sendo aceitas, como a mudança em cor de cabelos ou olhos, mudança no formato do nariz, retoques na pele, etc. []

Inbound marketing é o novo story telling

Novos modelos de trabalho são necessários, mais ágeis e integrados. Ao criar um núcleo dedicado aos clientes B2B, os profissionais da agência trocam mais informações entre si, tornam-se polivalentes em diversas áreas de atuação.

IMG_3336Desde o começo do ano estou totalmente dedicado ao desenvolvimento de trabalhos de comunicação para clientes B2B e nunca aprendi tanto: cada reunião é uma aula. Seja sobre tecidos térmicos, transformadores de energia, sistemas de gestão, softwares industriais, componentes químicos, ou agronegócio, a profundidade e o impacto das empresas na sociedade são brutais. Eu não tinha ideia da quantidade de assuntos que eu não conhecia. A cada dia, uma boa novidade e muitos aprendizados. Seguem os principais:

Encontrei gente muito inteligente e modesta. Perdi a conta de conversas com ph.Ds e engenheiros que, apesar de dominarem absurdamente os assuntos mais complexos que já vi, têm interesse e humildade proporcional à sua capacidade de identificar oportunidades em B2B marketing. Compreendido o potencial, não há limite para as frentes de trabalho. Se faz sentido, tem negócio. O pragmatismo desse comportamento é viciante.

Estou criando relações sólidas a longo prazo. Como tudo é novo para todo mundo, começo a desenhar projetos que, acredito, darão frutos no futuro próximo. Muito diferente do modelo mental anterior, baseado na busca por contas no “momento zero”, venho buscando relações pontuais, e não fees. Além disso, percebo muita abertura na criação de formatos comerciais de success fee que, de largada, já trazem incentivos para os envolvidos.

Longo prazo, de novo. Os clientes dos nossos clientes B2B também operam a longo prazo. Lifetime Value (LTV), é o norte de todas as conversas. Não basta fechar a venda ou trazer o lead, é preciso manter o cliente dentro de casa. Diferentemente de grande parte dos trabalhos B2Cs, que terminam quando a venda ocorre, existem oportunidades infindáveis para se desenvolver o relacionamento com empresas B2B. Inbound marketing é o novo story telling.

Reputação é tudo. O processo de compra é lento, os produtos e serviços têm alto valor agregado, os mercados são relativamente pequenos e todos se conhecem. Os eventos são onipresentes. Uma entrega ruim dói bem mais aqui e a construção de credibilidade demora a ser conquistada.

B2P. Essa sigla já virou clichê, mas é a mais pura verdade. Business to Business é igual a Business to People. Sim, o Facebook funciona no B2B. Sim, as pessoas devem se posicionar no LinkedIn e as estratégias de thought leadership são muito valorizadas. Sim, as pessoas consomem jornal e há oportunidades geradas em conjunto com os laboratórios de conteúdo dos maiores publishers do Brasil. Sim, qualquer ser humano faz busca no Google para se aprofundar em qualquer tema.

Novos modelos de trabalho são necessários, mais ágeis e integrados. Ao criar um núcleo dedicado aos clientes B2B, os profissionais da agência trocam mais informações entre si, tornam-se polivalentes em diversas áreas de atuação e conseguem aprimorar os seus conhecimentos sobre o negócio dos clientes. As soluções devem ser viabilizadas com valores compatíveis às verbas menores desse segmento. Não há espaço para retrabalho nem gorduras na cadeia produtiva.

Por fim, liberdade. Liberdade de tentar uma nova abordagem no mercado, correr risco, tentar algo novo, criar alianças inéditas, ouvir “não” e seguir em frente, ouvir “sim” e se animar ainda mais. B2B marketing é um campo riquíssimo em vários níveis e tenho a convicção de que muita gente vai se encantar com os seus desafios e oportunidades.

(*) Paulo Loeb é sócio e head do núcleo de B2B da F.biz