Estrela Millie Bobby Brown de “Stranger Things” lança coleção de tênis Converse All-Star

Mais jovem colaboradora da icônica marca, Millie Bobby Brown assina 10 pares com estampas exclusivas que refletem seu amor pelos oceanos e as baleias
Por Vanessa Barbosa

Millie Bobby Brown: personalidade mais jovem a ter uma linha própria da marca.  (Converse/ Instagram/Reprodução)

São Paulo – Aos 15 anos, Millie Bobby Brown, estrela de uma das séries de maior sucesso da Netflix, juntou-se à norte- americana Converse para lançar uma coleção própria de tênis, a “Millie By You”.

Mais jovem colaboradora da icônica marca de tênis, a intérprete de “Eleven” (ou El) em “Strager Things” lançou 10 pares com estampas exclusivas que refletem seu amor pelos oceanos e as baleias.

Os calçados estão disponíveis em dois modelos: no clássico “Chuck Taylor”, decano alto e no modelo de cano baixo. Na paleta de cores, predominam tons pasteis de amarelo, rosa e azul.

As vendas começam a partir de 11 de julho, em lojas nos Estados Unidos e na Europa, e no e-commerce da marca. É possível personalizar certos elementos, como os cadarços ou o logotipo.

Embora essa parceria diga respeito apenas à atriz, as colaborações entre outras marcas e a série de sci-fisão numerosas, e incluem H&M, Nike, Levi’s, M&M’s e Coca-Cola.

Um levantamento do jornal Wall Street Journal identificou aproximadamente 70 produtos colaborativos para a terceira temporada da série, que estreou no dia 04 de Julho. 

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Havaianas busca provar que o Brasil de 1985 era muito mais estranho que a cidade de “Stranger Things”

O que são monstros de outra dimensão perto do figurino ousado de apresentadoras de programas infantis e facas escondidas em bonecos?
Por Pedro Strazza

Depois de anunciar uma linha de sandálias inspiradas em “Stranger Things” há uns dois meses, a Havaianas resolveu aproveitar a estreia da terceira temporada da série ambientada nos anos 80 para divulgar seus produtos inspirados na história. O gancho do comercial, porém, é uma provocação das mais inusitadas: por que nós, brasileiros, nos surpreendemos tanto com o que acontece com os personagens do seriado na Hawkins oitentista se o Brasil dos anos 80 era muito mais estranho?

Criado pela AlmapBBDO, o comercial “Strangest Things” em pouco mais de um minuto e meio busca lembrar algumas das “peculiaridades” que definiram o país durante esta década bizarra, desde o figurino das apresentadoras de programas infantis até os brinquedos com facas escondidas, além de (claro) o hábito incomum das pessoas em customizar suas sandálias da marca invertendo as superfícies para conseguir chinelos coloridos. 

A terceira temporada de “Stranger Things” chega à Netflix no próximo dia 4 de julho.

Agência de publicidade NBS cria app que bloqueia celular de pais durante tempo com filhos

App bloqueia mensagens de celular durante brincadeiras

Brinquedo ‘offline’ vem com espaço para colocar celular dos pais, que fica bloqueado (Foto: NBS)

A agência de publicidade NBS e a Apê Kids criaram a Offline Toys, linha de brinquedos artesanais que “conversa” com um aplicativo que evita que o momento entre pais e filhos seja interrompido pelo celular. A linha inclui um carro, um fogão e um corpo humano, todos feitos de madeira. Os produtos vêm com um espaço para o encaixe do smartphone. O app Offline Toys – disponível para telefones Android e iOs, da Apple – bloqueia notificações do aparelho durante a brincadeira.

As 20 marcas de tecnologia mais valiosas do mundo

Decidida a mostrar que é mais do que uma fabricante de dispositivos inteligentes, Apple lidera ranking BrandZ, lançado pela Kantar e a WPP

Interior do Apple Park

São Paulo – A Apple é a marca de tecnologia mais valiosa do mundo, segundo o ranking BrandZ, lançado pela Kantar e a WPP, uma das maiores agências de publicidade do mundo. Comandada por Tim Cook, a empresa viu seu valor de marca crescer 3% em relação ao ano passado e alcançar US$ 309,5 bilhões em 2019. Por uma diferença pequena, o Google aparece em segundo lugar, com um valor de marca de US$ 309 bilhões.

O estudo atribui a liderança da marca da maçã, criada por Steve Jobs, às novas estratégias da empresa para ampliar seu portfólio de produtos e serviços, e mostrar que é mais do que uma fabricante de dispositivos inteligentes. A Apple anunciou nos últimos meses a criação de serviços de transmissão de TV, assinatura de notícias, séries e filmes e serviços de jogos, além de introduzir um cartão de crédito próprio em parceria com o banco de investimentos Goldman Sachs.

“A Apple está expandindo seu crescente ecossistema de tecnologia para um modelo de serviço que pode ser altamente disruptivo e que todas as marcas precisam entender para ter sucesso nesta nova era”, diz a pesquisa. Nesta semana, a empresa anunciou a saída de Jony Ive, lendário designer responsável por diversos aparelhos da marca, que deixou a Apple para formar seu próprio estúdio de design. Os efeitos da saída do designer, que estava na empresa há mais de 20 anos, são incertos, embora Ive afirme que seguirá colaborando com a Apple por meio de seu estúdio, o LoveFrom. 

Terceira colocada no ranking, a Microsoft soma US$ 251,2 bilhões em valor de marca, uma alta 25%,  graças à estratégia de Satya Nadella de estimular mudanças de cultura e estratégia para reposicionar a empresa no mercado. Nos últimos cinco anos, a marca tem se envolvido fortemente com serviços corporativos, que visam oferecer maiores benefícios de economia de tempo, e são menos suscetíveis de serem afetados por crises econômicas.

O Facebook subiu uma colocação para a quarta posição no ranking com US$ 159 bilhões em valor de marca, um leve declínio de 2% em meio a preocupações com privacidade nas redes social e segurança de dados dos usuários. Assim como o Google e suas plataformas sociais, entre elas o YouTube, a empresa Mark Zuckerberg também tem sido alvo de constante escrutínio público dado ao avanço de fakenews e conteúdos impróprios no Facebook.

Embora as marcas chinesas não tenham sido afetadas pelas preocupações com a privacidade do consumidor, algumas sofreram com restrições regulatórias de Pequim. Maior empresa de jogos e redes sociais da China, a Tencent caiu um lugar no ranking, para a quinta posição, com US$ 130,9 bilhões em valor de marca.

A queda de 27% em valor de marca em relação ao ranking anterior, foi puxada pela intensificação da repressão governamental a jogos online. No entanto, a receita de publicidade e computação em nuvem compensou esse déficit, juntamente com a listagem de seus negócios de música na Bolsa de Nova York no final de 2018.

Na contramão das plataformas de mídia social que enfrentam desafios em termos de confiança dos usuários, o Instagram sobe oito posições no ranking de tecnologia, aumentando em 95% o valor da marca, com US$ 28,2 bilhões, na décima segunda colocação. “Com mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo, a marca evoluiu rapidamente de um aplicativo de compartilhamento de imagens para uma plataforma digital desejada para profissionais de marketing e criadores de marcas”, destaca o estudo.

Segundo Martin Guerrieria, Diretor Global de Pesquisas da BrandZ na Kantar, a tecnologia está impulsionando o crescimento em várias categorias diferentes, como varejo, luxo, cuidados pessoais, fast food e entretenimento.

“A tecnologia permite que os consumidores estejam mais conectados do que nunca a marcas individuais, dando a eles uma voz mais forte e a capacidade de aplicar pressão quando as expectativas não são atendidas. E a transparência leva à confiança, e as empresas de tecnologia estão percebendo a verdadeira extensão de seu poder para influenciar o comportamento do consumidor”, avalia o executivo em nota.

Veja o ranking das 20 marcas de tecnologia mais valiosas do mundo:

Bye, bye garrafas plásticas? Vem aí a água em latinha da PepsiCo

A mudança se aplica à Aquafina, marca de água mais vendida nos Estados Unidos, seguida pela Dasha, da Coca-Cola
Por Craig Giammona, da Bloomberg

Latas de alumínio da Pepsico: produto será testado em estádios e restaurantes. (Pepsico/Reprodução)

A gigante PepsiCo deve começar a vender água em latinhas de alumínio em vez de garrafas de plástico como uma opção para clientes como estádios e restaurantes, disse uma fonte da PepsiCo nesta quinta-feira. 

Se a nova embalagem emplacar, a Pepsico pode virar um case bem sucedido de empresa que abandona o plástico. A mudança se aplica à Aquafina, marca de água mais vendida nos Estados Unidos, seguida pela Dasha, da Coca-Cola.

As latas de alumínio são mais comuns e fáceis de serem reutilizadas do que as garrafas plásticas. Também são menos propensas a acabarem nos oceanos.

A PepsiCo também está fazendo uma transição de sua marca de água engarrafada mais cara, a LIFEWTR, para embalagens 100% recicladas até o fim de 2020 nos EUA. 

Outra marca da casa, a Bubly, de água gaseificada, já é distribuída principalmente em latas, mas também é vendida em garrafas plásticas de 600 ml, segundo a PepsiCo.

As mudanças devem eliminar mais de 8 toneladas de plástico virgem, de acordo com a empresa.

Atrás de EUA e Reino Unido, Brasil é terceiro país em prêmios em Cannes Lions 2019

by Fernando Scheller

Equipe da Akqa recebe Grand Prix, o segundo de 2019, em Cannes (Foto: Soraya Ursine/Estadão)

Com tantas categorias de premiação – são 28, no total – e com múltiplos Leões distribuídos em cada uma delas, o que representam os 85 prêmios que o Brasil trouxe para casa no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade de 2019? O Brasil é um destaque global da publicidade ou é mais um na multidão? Pelos dados de premiação por país divulgados pelo festival após o término do evento, pode-se dizer que, apesar da crise econômica, o Brasil ainda é um dos principais mercados de criatividade do mundo.

Com 85 Leões, o Brasil ficou na terceira posição em número de prêmios em Cannes Lions de 2019, atrás apenas da perpétua força dominante dos Estados Unidos – 313 prêmios, ou mais de um terço do total de Leões distribuídos (932) – e não muito distante do Reino Unido, que contabilizou 90 prêmios. No entanto, o Brasil ficou bem à frente de outros mercados europeus importantes, como a França (60 Leões) e a Alemanha (32). Entre esses dois países, ficou a Austrália (36 premiações).

A criação de países asiáticos de economia relevante também ficou bem atrás do total de prêmios brasileiros – o Japão levou 16 Leões para casa, enquanto a China totalizou apenas 9. Entre os países latino-americanos, após o Brasil, a Argentina é de longe a maior força criativa da região. Contabilizou 20 prêmios, o que também é uma resultado relevante, uma vez que o mercado argentino é bem menor do que o brasileiro.

‘Virada’. No desempenho brasileiro, uma tendência foi a redução da participação de empresas tradicionais – como a AlmapBBDO, campeã em títulos de Agência do Ano no festival. Neste ano, agências como David Brasil, Wieden+Kennedy e principal Akqa apareceram como forças emergentes da criatividade brasileira, angariando Leões de Ouro e dois Grand Prix (Grande Prêmio).

A Akqa levou os dois Grand Prix: um em Media Lions (que julga o melhor uso das diferentes mídias para a difusão de uma campanha) e outro para Entertainment Lions for Music (que escolhe o melhor trabalho global que inclui o uso de música). A primeira campanha foi realizada para o modelo AirMax, da Nike, e envolveu a cultura paulistana do grafite, enquanto o segundo transformou o lançamento do segundo álbum do rapper Baco Exu do Blues em um movimento contra o racismo institucionalizado no País (veja vídeo abaixo).

Veja a campanha do ‘New York Times’ eleita como melhor filme publicitário em Cannes Lions

A relevância do jornalismo profissional em um mundo cada vez mais dominado por fake news foi o tema da campanha para o The New York Times que ganhou o Grand Prix (Grande Prêmio) de Film Lions no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade de 2019.

A campanha destacou qualidades do bom jornalismo: rigor, perseverança, determinação e coragem. Os conteúdos foram amarrados pela frase “a verdade vale a pena”. A série de cinco filmes ficou a cargo da Droga5, agência do publicitário premiado David Droga que recentemente foi vendida à Accenture.

Para compor o clima de cada um dos filmes, a Droga 5 criou uma tipologia que explicava o contexto de cada tema abordado e recrutou os jornalistas que fizeram as reportagens retratadas para narrar os vídeos, amplificando a sensação de urgência dos temas abordados, como a limpeza étnica em Mianmar e o grupo terrorista Isis.

Além de receber o prêmio de Film, a série de comerciais do NYT também recebeu o prêmio em Film Craft, que elege os filmes publicitários com o melhor resultado técnico (veja um dos vídeos acima). [Fernando Scheller]