O comercial do Google Play para o “Mario Kart” mobile é muito mais do que os olhos veem

Você com certeza não está preparado para o nível de easter egg que “Start Your Engines” esconde em seu cenário
Por Pedro Strazza

Nintendo recentemente confirmou ao mundo que a versão para os celulares de“Mario Kart” enfim vai ser disponibilizada, depois de alguns meses de atraso para últimos ajustes. Com o lançamento de “Mario Kart Tour” marcado para o próximo dia 25 de setembro e a versão beta já aberta para inscrições, o Google Play resolveu lançar um comercial para divulgar o game, o que é justo se considerar que o app do jogo já nasce com toda a cara de fenômeno no meio mobile.

O que fascina na peça criada pela TBWA\Chiat\Day Los Angeles para a loja de aplicativos do Google, porém, não é o que ela promove diretamente e sim o que ela esconde nas bordas. Com pouco mais de um minuto, o anúncio relativamente simples e intitulado “Start Your Engines” esconde uma variedade um tanto impressionante de referências discretíssimas que aumentam o seu tom de celebração geral da franquia – e é bem provável que você não pegue metade delas na primeira visualização.

Mas antes de mais nada é necessário ver o comercial, cuja premissa é basicamente uma materialização das famosas corridas do game com smartphones alheios. Confira acima o vídeo na íntegra e abaixo sua versão de 30 segundos.

Assistiu, achou bonitinho e não viu nada demais na peça? Bom, olhe mais atentamente. Além da piadinha de cada celular representar um dos corredores tradicionais do jogo, o comercial na verdade é um grande baú de referências à mitologia do circuito de corridas de “Mario Kart” e à própria Nintendo, começando logo no primeiro plano que traz um táxi da companhia “Lakitu’s NYC Taxi” estacionado numa tal Rainbow Road e próximo a um tal Koopa Cafe, menções diretas a personagens e pistas de “Mario Kart”.

A partir desta constatação não é lá muito difícil pirar com “Start Your Engines”, até porque o vídeo vive deste nível de easter egg escondido em todos os cantos. Tem de tudo, de atendente do café vestido de Mario a parte escrita na porta do café que faz referência ao ano de criação do primeiro “Mario Kart”, passando por abajur de Toad e gato com pingente da estrelinha. Até o nome da escola dona das escadarias onde o menino está sentado é uma referência!

Gigante do salgadinho, Doritos faz “antipropaganda” e abandona logotipo

Marca da Pepsico quer atrair uma geração mais jovem e avessa a anúncios
Vanessa Barbosa

São Paulo – A gigante dos salgadinhos Doritos, pertencente à PepsiColançou uma campanha publicitária que não possui logotipo ou o nome da marca. Achou estranho? Há uma razão: a marca quer atrair uma geração mais jovem e avessa a anúncios, daquelas pessoas de até 22 anos que cresceram familiarizadas com experiências sem anúncios, como a Netflix.

O novo esforço, batizado de “Another Level” (ou “Outro Nível”, em português) estreou na noite de terça-feira (27) durante o MTV Video Music Awards (VMA). No spot de 60 segundos intitulado “Anti-Ad” (“Anti-Anúncio”), a marca admite que está transmitindo uma “mensagem paga”, mas não mostra quem está por trás. Não há nenhuma menção explícita à Doritos.

Em vez disso, um locutor anuncia que está promovendo um “chip tão icônico, que não precisamos nomeá-lo, porque este é um anúncio sem logotipos, sem jingles, sem truques”. O comercial começa mostrando uma jovem escolhendo um pacote de lanche em uma loja de conveniência.

O filme apresenta apenas imagens desfocadas das embalagens da marca, pacotes vermelhos e azuis e uma série de formas triangulares no mesmo ângulo da silhueta do salgadinho.  Claro que o característico pó laranja também marca presença em cena — ele suja roupas e é atirado ao ar.

E a campanha não fica só na telinha. Doritos também está “limpando” seus canais sociais e substituindo-os por imagens triangulares sem marca. O endereço do Twitter mudou para @Logo_Goes_Here (“O logo vai aqui”) e o endereço do site da marca para thelogogoeshere.com.

A Doritos chama o público alvo da propaganda de “adultos emergentes” e afirmou: “As novas gerações estão cada vez mais desligadas pelo marketing promocional descarado”, em comunicado enviado por e-mail à rede CNBC.

Estrela Millie Bobby Brown de “Stranger Things” lança coleção de tênis Converse All-Star

Mais jovem colaboradora da icônica marca, Millie Bobby Brown assina 10 pares com estampas exclusivas que refletem seu amor pelos oceanos e as baleias
Por Vanessa Barbosa

Millie Bobby Brown: personalidade mais jovem a ter uma linha própria da marca.  (Converse/ Instagram/Reprodução)

São Paulo – Aos 15 anos, Millie Bobby Brown, estrela de uma das séries de maior sucesso da Netflix, juntou-se à norte- americana Converse para lançar uma coleção própria de tênis, a “Millie By You”.

Mais jovem colaboradora da icônica marca de tênis, a intérprete de “Eleven” (ou El) em “Strager Things” lançou 10 pares com estampas exclusivas que refletem seu amor pelos oceanos e as baleias.

Os calçados estão disponíveis em dois modelos: no clássico “Chuck Taylor”, decano alto e no modelo de cano baixo. Na paleta de cores, predominam tons pasteis de amarelo, rosa e azul.

As vendas começam a partir de 11 de julho, em lojas nos Estados Unidos e na Europa, e no e-commerce da marca. É possível personalizar certos elementos, como os cadarços ou o logotipo.

Embora essa parceria diga respeito apenas à atriz, as colaborações entre outras marcas e a série de sci-fisão numerosas, e incluem H&M, Nike, Levi’s, M&M’s e Coca-Cola.

Um levantamento do jornal Wall Street Journal identificou aproximadamente 70 produtos colaborativos para a terceira temporada da série, que estreou no dia 04 de Julho. 

Havaianas busca provar que o Brasil de 1985 era muito mais estranho que a cidade de “Stranger Things”

O que são monstros de outra dimensão perto do figurino ousado de apresentadoras de programas infantis e facas escondidas em bonecos?
Por Pedro Strazza

Depois de anunciar uma linha de sandálias inspiradas em “Stranger Things” há uns dois meses, a Havaianas resolveu aproveitar a estreia da terceira temporada da série ambientada nos anos 80 para divulgar seus produtos inspirados na história. O gancho do comercial, porém, é uma provocação das mais inusitadas: por que nós, brasileiros, nos surpreendemos tanto com o que acontece com os personagens do seriado na Hawkins oitentista se o Brasil dos anos 80 era muito mais estranho?

Criado pela AlmapBBDO, o comercial “Strangest Things” em pouco mais de um minuto e meio busca lembrar algumas das “peculiaridades” que definiram o país durante esta década bizarra, desde o figurino das apresentadoras de programas infantis até os brinquedos com facas escondidas, além de (claro) o hábito incomum das pessoas em customizar suas sandálias da marca invertendo as superfícies para conseguir chinelos coloridos. 

A terceira temporada de “Stranger Things” chega à Netflix no próximo dia 4 de julho.

Agência de publicidade NBS cria app que bloqueia celular de pais durante tempo com filhos

App bloqueia mensagens de celular durante brincadeiras

Brinquedo ‘offline’ vem com espaço para colocar celular dos pais, que fica bloqueado (Foto: NBS)

A agência de publicidade NBS e a Apê Kids criaram a Offline Toys, linha de brinquedos artesanais que “conversa” com um aplicativo que evita que o momento entre pais e filhos seja interrompido pelo celular. A linha inclui um carro, um fogão e um corpo humano, todos feitos de madeira. Os produtos vêm com um espaço para o encaixe do smartphone. O app Offline Toys – disponível para telefones Android e iOs, da Apple – bloqueia notificações do aparelho durante a brincadeira.

As 20 marcas de tecnologia mais valiosas do mundo

Decidida a mostrar que é mais do que uma fabricante de dispositivos inteligentes, Apple lidera ranking BrandZ, lançado pela Kantar e a WPP

Interior do Apple Park

São Paulo – A Apple é a marca de tecnologia mais valiosa do mundo, segundo o ranking BrandZ, lançado pela Kantar e a WPP, uma das maiores agências de publicidade do mundo. Comandada por Tim Cook, a empresa viu seu valor de marca crescer 3% em relação ao ano passado e alcançar US$ 309,5 bilhões em 2019. Por uma diferença pequena, o Google aparece em segundo lugar, com um valor de marca de US$ 309 bilhões.

O estudo atribui a liderança da marca da maçã, criada por Steve Jobs, às novas estratégias da empresa para ampliar seu portfólio de produtos e serviços, e mostrar que é mais do que uma fabricante de dispositivos inteligentes. A Apple anunciou nos últimos meses a criação de serviços de transmissão de TV, assinatura de notícias, séries e filmes e serviços de jogos, além de introduzir um cartão de crédito próprio em parceria com o banco de investimentos Goldman Sachs.

“A Apple está expandindo seu crescente ecossistema de tecnologia para um modelo de serviço que pode ser altamente disruptivo e que todas as marcas precisam entender para ter sucesso nesta nova era”, diz a pesquisa. Nesta semana, a empresa anunciou a saída de Jony Ive, lendário designer responsável por diversos aparelhos da marca, que deixou a Apple para formar seu próprio estúdio de design. Os efeitos da saída do designer, que estava na empresa há mais de 20 anos, são incertos, embora Ive afirme que seguirá colaborando com a Apple por meio de seu estúdio, o LoveFrom. 

Terceira colocada no ranking, a Microsoft soma US$ 251,2 bilhões em valor de marca, uma alta 25%,  graças à estratégia de Satya Nadella de estimular mudanças de cultura e estratégia para reposicionar a empresa no mercado. Nos últimos cinco anos, a marca tem se envolvido fortemente com serviços corporativos, que visam oferecer maiores benefícios de economia de tempo, e são menos suscetíveis de serem afetados por crises econômicas.

O Facebook subiu uma colocação para a quarta posição no ranking com US$ 159 bilhões em valor de marca, um leve declínio de 2% em meio a preocupações com privacidade nas redes social e segurança de dados dos usuários. Assim como o Google e suas plataformas sociais, entre elas o YouTube, a empresa Mark Zuckerberg também tem sido alvo de constante escrutínio público dado ao avanço de fakenews e conteúdos impróprios no Facebook.

Embora as marcas chinesas não tenham sido afetadas pelas preocupações com a privacidade do consumidor, algumas sofreram com restrições regulatórias de Pequim. Maior empresa de jogos e redes sociais da China, a Tencent caiu um lugar no ranking, para a quinta posição, com US$ 130,9 bilhões em valor de marca.

A queda de 27% em valor de marca em relação ao ranking anterior, foi puxada pela intensificação da repressão governamental a jogos online. No entanto, a receita de publicidade e computação em nuvem compensou esse déficit, juntamente com a listagem de seus negócios de música na Bolsa de Nova York no final de 2018.

Na contramão das plataformas de mídia social que enfrentam desafios em termos de confiança dos usuários, o Instagram sobe oito posições no ranking de tecnologia, aumentando em 95% o valor da marca, com US$ 28,2 bilhões, na décima segunda colocação. “Com mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo, a marca evoluiu rapidamente de um aplicativo de compartilhamento de imagens para uma plataforma digital desejada para profissionais de marketing e criadores de marcas”, destaca o estudo.

Segundo Martin Guerrieria, Diretor Global de Pesquisas da BrandZ na Kantar, a tecnologia está impulsionando o crescimento em várias categorias diferentes, como varejo, luxo, cuidados pessoais, fast food e entretenimento.

“A tecnologia permite que os consumidores estejam mais conectados do que nunca a marcas individuais, dando a eles uma voz mais forte e a capacidade de aplicar pressão quando as expectativas não são atendidas. E a transparência leva à confiança, e as empresas de tecnologia estão percebendo a verdadeira extensão de seu poder para influenciar o comportamento do consumidor”, avalia o executivo em nota.

Veja o ranking das 20 marcas de tecnologia mais valiosas do mundo:

Bye, bye garrafas plásticas? Vem aí a água em latinha da PepsiCo

A mudança se aplica à Aquafina, marca de água mais vendida nos Estados Unidos, seguida pela Dasha, da Coca-Cola
Por Craig Giammona, da Bloomberg

Latas de alumínio da Pepsico: produto será testado em estádios e restaurantes. (Pepsico/Reprodução)

A gigante PepsiCo deve começar a vender água em latinhas de alumínio em vez de garrafas de plástico como uma opção para clientes como estádios e restaurantes, disse uma fonte da PepsiCo nesta quinta-feira. 

Se a nova embalagem emplacar, a Pepsico pode virar um case bem sucedido de empresa que abandona o plástico. A mudança se aplica à Aquafina, marca de água mais vendida nos Estados Unidos, seguida pela Dasha, da Coca-Cola.

As latas de alumínio são mais comuns e fáceis de serem reutilizadas do que as garrafas plásticas. Também são menos propensas a acabarem nos oceanos.

A PepsiCo também está fazendo uma transição de sua marca de água engarrafada mais cara, a LIFEWTR, para embalagens 100% recicladas até o fim de 2020 nos EUA. 

Outra marca da casa, a Bubly, de água gaseificada, já é distribuída principalmente em latas, mas também é vendida em garrafas plásticas de 600 ml, segundo a PepsiCo.

As mudanças devem eliminar mais de 8 toneladas de plástico virgem, de acordo com a empresa.