Marketing de causa “pega bem” aos olhos da maioria dos brasileiros

É o que revela o estudo Edelman Earned Brand 2018, que avaliou a percepção das pessoas sobre posicionamento de marcas em relação a causas e valores
Por Vanessa Barbosa

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 (anyaberkut/Getty Images)

São Paulo – Mesclar a força de uma marca com a capacidade de fazer o bem e promover causas sociais é um movimento que, cada vez mais, reflete positivamente aos olhos dos consumidores brasileiros.

É o que revela o estudo Edelman Earned Brand 2018, que avaliou a percepção das pessoas sobre o posicionamento de marcas em relação a causas e valores sociais.

A maioria dos entrevistados (69%) afirmaram que compram ou boicotam uma marca em virtude de sua associação a uma questão social ou política, um aumento de 13 pontos em relação ao ano passado.

Setenta por cento dos brasileiros com 18 a 34 anos, 75% com 35 a 54 e 60% com 55 ou mais consideram o posicionamento da marca ao consumir um produto ou serviço, enquanto 66% dos entrevistados de renda baixa, 72% de renda média e 71% de renda alta compartilham o mesmo comportamento.

Ao contrário do pensamento popular de que a realização de boas ações não deve ser alardeada, do contrário é vaidade, o estudo mostra que a comunicação do posicionamento da marca e suas ações já é tão importante quanto informar sobre os produtos.

Mais da metade dos entrevistados (55%) demonstraram intenção de compra ao serem impactados pela comunicação de uma empresa sobre seus valores ou crenças. E para a maioria (69%) das pessoas, as marcas devem facilitar a visualização de seus valores e posições em seus pontos de venda.

O estudo também revelou que os consumidores acreditam que as empresas são uma força mais efetiva de mudança do que o governo: 63% afirmaram que as marcas podem fazer mais para solucionar problemas sociais do que o poder público, e 62% acreditam que é mais fácil fazer com que as marcas resolvam problemas sociais do que conseguir que o governo faça.

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Abriram uma banca de jornal de fake news em Nova York

Ativação foi criada pelo Columbia Journalism Review e conta com revistas dotadas de manchetes tiradas diretamente dos principais veículos de desinformação nos Estados Unidos
Por Pedro Strazza

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Newspapers are fake news in print ads for the Columbia Journalism Review | AdAge

A cidade de Nova York acordou hoje (30) com uma banca de jornal um pouco diferente em suas ruas. Na esquina da 42° com a Sexta Avenida, foi plantado uma banquinha que só vende fake news.

Isso mesmo que você leu: ao invés de veículos consagrados como a revista Time, o The Economist, o New York Times e o Wall Street Journal, o estabelecimento conta com publicações pouco conhecidas mas aparentemente valorizadas pelo público como o The Informationalist, o New York Paper e o The Hour. Todos com chamadas preocupantes para denúncias “graves”, como a compra de manifestantes para protestar contra o atual presidente norte-americano Donald Trump, a denúncia que as estrelas de Hollywood estão bebendo sangue de bebês em festas e até a venda do estado do Texas para o México.

CJR_InSituA pior parte, porém, é que todas estas notícias falsas não foram inventadas pelos veículos vendidos pela vendinha, mas foram tiradas da internet onde são vendidas como informações verdadeiras – e pior, são muito populares.

A banca de jornal, no caso, é uma ativação criada pela TBWA/Chiat/Day New York para impulsionar a campanha “Real Journalism Matters” do Columbia Journalism Review, uma ação publicitária do veículo implantada a tempo das eleições norte-americanas para governador deste ano e que a princípio vinha sendo veiculada com imagens impressas no jornal de pessoas lendo reportagens falsas em locais públicos (como a que você vê no cabeçalho desta notícia). Funcional até a próxima quinta-feira, a ativação não se limita apenas à distribuição dos veículos jornalísticos falsos, já que eles contam com guias práticos para as pessoas evitarem as fake news durante o período eleitoral.

De acordo com o CCO da agência, Chris Beresford-Hill, a ideia da “Fake News Stand” (que segundo ele não demorou muito a ser bolado, mas foi árduo de ser materializado) foi exatamente de ampliar a mensagem da campanha criada pelo jornal. “Porque é ano de eleição, não há tempo para se segurar. Nós estamos olhando para esta ativação como uma desenhada para ser ampliada através da cobertura” ele afirma ao Ad Age, dizendo também que a esperança é que a banca crie borburinho suficiente para reforçar o quão importante é a decisão de cada estadunidense nas próximas semanas. Vale lembrar, nos EUA o voto nas eleições não é obrigatório, o que gera um quadro de desinteresse pelo processo sempre preocupante aos governantes.

“Nós esperamos que este projeto de um dia sirva como um alerta para que todos nós sejamos mais conscientes e cuidadosos com as notícias e informações que vemos e compartilhamos” escreve o Columbia Journalism Review em um editoral publicado hoje em seu site oficial“Nossa meta é mostrar o custo que a falta de atenção, em termos do tipo de informação que consumimos, seu efeito no jornalismo real e até o seu potencial de violência”.

Confira abaixo fotos das publicações impressas para a ação:

Comercial do HomePod com FKA Twigs continua ganhando prêmios

Pouco a pouco, o comercial do HomePod “Welcome Home”, dirigido pelo vencedor do Oscar Spike Jonze e estrelando a cantora FKA Twigs, vem se provando uma das peças de publicidade da Apple mais bem-sucedidas dos últimos anos.

Primeiro, um vídeo sobre a produção do curta encantou todos ao mostrar os métodos totalmente manuais, com pouquíssimas doses de computação gráfica, empregados para criar aqueles visuais impressionantes. Depois, o comercial começou a ganhar prêmios a granel — aquiaqui, e agora de novo.

A Maçã foi laureada duplamente na premiação anual de publicidade do site Shots, um dos mais respeitados do mundo na área. Por conta da propaganda, a Apple ganhou os prêmios de Melhor Comercial Online do Ano (Acima de Dois Minutos) e Melhor Uso de Música num Comercial; a peça rendeu também troféus de Melhor Diretor (para Spike Jonze), Casa de Edição do Ano (para a agência Final Cut, em Los Angeles) e Produtora do Ano (para a MJZ, também de LA).

Por fim, a versão encurtada de “Welcome Home” ganhou o Silver Award (referente à segunda colocação) na categoria Comercial de TV do Ano — Até 60 Segundos. Aqui, quem ficou com a honraria máxima foi o comercial “It’s A Tide Ad”, da marca de produtos de limpeza Tide.

O júri da premiação é formado por especialistas internacionais da área de publicidade, executivos de grandes agências, diretores e profissionais criativos do mundo dos comerciais. [MacMagazine]

VIA APPLE WORLD TODAY

Colocaram um nódulo nos peitos da estátua de Molly Malone, mas ninguém reparou

Campanha de fundação irlandesa de conscientização do câncer para o Outubro Rosa, “Take Notice” mostra como é fácil não diagnosticar a doença quando não se está procurando-a

É provável que a estátua de Molly Malone tenha o par de peitos mais tocado do mundo. Criada em 1988 em comemoração ao milênio de Dublin, a peça em homenagem à famosa personagem da canção tradicional irlandesa “Cockles and Mussels” vive tendo os seios tocados constantemente por turistas e passantes que querem um pouco de sorte, a ponto de ter o bronze de seu material desgastado de tanta passada de mão.

Foi à partir deste fato que a Rothco resolveu criar para a Marie Keating Foundation – um grupo de conscientização sobre o câncer e sem fins lucrativos – as bases para uma campanha de Outubro Rosa das mais dolorosas. Para chamar a atenção das pessoas para o câncer de mama, a agência local colocou um caroço discreto na lateral do peito de Molly, à espera que algum abusado percebesse e “diagnosticasse” que a estátua talvez pudesse ter a doença.

O problema é que, bem, ninguém percebeu, algo que por sua vez rendeu um triste comercial “Take Notice” que você pode ver acima.

“O primeiro sintoma do câncer de mama em diversas mulheres é um caroço em seu peito. Uma detecção preventiva pode salvar vidas na mesma medida que facilita o tratamento, mas infelizmente as mulheres não estão prestando atenção o suficiente ao seus peitos” explica Kathy Troy, chefe de estratégia da Rothco; “Nós sabíamos que para fazer as pessoas perceberem isso era apenas necessário uma ideia realmente simples. Usar o busto icônico de Molly Malone pareceu o ponto de partida perfeito para deixar evidente o quão fácil é não perceber algo quando você não está procurando por ele”.

De acordo com Stephen Rogers, diretor criativo da agência, o caroço de Molly foi criado pelo especialista irlandês em efeitos visuais Joe Fallover, que já recebeu uma indicação no Emmy no passado pelo documentário “The Farthest”. Além dele, foi chamada a cantora Imelda May para interpretar a versão de “Cockles and Mussels” usada no comercial. [Pedro Strazza]

Nextel “dá voto de confiança” para negativados contratarem plano

Segundo a campanha, até o dia 15 de novembro, as pessoas negativadas podem adquirir qualquer plano pós-pago da operadora
Por Adnews

A Nextel lançou na terça-feira (23) a ação “Voto de Confiança Nextel”, que oferece a possibilidade de pessoas negativadas contratarem qualquer plano pós-pago da operadora. O filme é estrelado pelo ator João Côrtes, o ruivo da Nextel, e assinada pela agência Tribal Worldwide.

O filme segue a linha da última campanha da operadora, que tem como plano de fundo o período de eleições, e traz a simulação de propagandas eleitorais clássicas: câmera frontal e tradutora de libras. Porém, ao contrário das promessas eleitorais, o ator fala de uma entrega real: até o dia 15 de novembro as pessoas negativadas podem adquirir qualquer plano pós-pago da operadora.

“Ter o nome negativado traz vários desafios e nessa hora o celular é fundamental para colocar as finanças em dia. Queremos agilizar a vida dos nossos clientes e mostrar que estamos ao lado deles também nos momentos em que mais precisam”, comenta Osni Diniz, diretor executivo de marketing da operadora.

Veiculada na TV e digital, a campanha ficará no ar até o dia 15 de novembro, nas cidades de Campinas, Rio de Janeiro, Santos, São José dos Campos e São Paulo.

O Boticário cria 1° perfume feito com ajuda de inteligência artificial

Desenvolvida em parceria com a IBM e a empresa de fragrâncias Symrise, novidade chega ao mercado em 2019
Por Vanessa Barbosa

boticario
Perfumaria: novas formulações foram criadas pelo sistema Phylira. (O Boticário/Divulgação)

São Paulo – A criação de um novo perfume é um processo demorado, que envolve combinações de centenas de ingredientes e repetidas tentativas e erros até chegar a uma fórmula que agrade ao nariz exigente do perfumista — e, mais importante, encante o consumidor final.

Buscando inovar nesse processo criativo, o grupo paranaense Boticário, maior varejista de cosméticos do país, resolveu invocar a deusa grega do perfume, Phylira — que no mundo real empresta seu nome a um sistema inédito de tecnologia de Inteligência Artificial (AI, na sigla em inglês) criado pela IBM em parceria com a alemã Symrise, uma das principais fornecedoras de fragrância da empresa.

O resultado são os primeiros perfumes do mundo desenvolvidos com a ajuda de AI. Em duas versões, eles chegam ao mercado em meados de 2019, e ainda não têm nome nem preço definido. Todo o mistério faz parte da estratégia de marketing dos produtos, que miram o grupo de consumidores da geração Y ou millennials (os nascidos de 1980 a 1995).

Para chegar às novas formulações, o sistema Phylira foi previamente alimentado com milhões de dados referentes a fórmulas, ingredientes, história da perfumaria e taxas de aceitação do consumidor. Com a precisão e capacidade de processamento que só um “cérebro artificial” é capaz de entregar, Phylira buscou e cruzou os dados que mais se aproximavam ao que O Boticário queria.

O resultado foram duas combinações de fragrâncias que levavam um pouco de frutas, flores, doces, especiarias, madeiras e até notas inusitadas, como pepino e leite condensado. Como o Phylira não tem limitação de combinações, pode usar ingredientes que às vezes passam despercebidos por um perfumista por serem muito incomuns.

Outra surpresa foi a redução do tempo de desenvolvimento dos novos produtos, que ocorreu em apenas seis meses, enquanto um processo convencional pode demorar até três anos, em grande medida devido às centenas de repetições de combinações para testes olfativos.

“Essa economia de tempo permite que os perfumistas, o time de marketing e de pesquisa e desenvolvimento se dediquem muito mais às combinações finais, concluindo a fragrância que chegará para o consumidor. Ao otimizarmos o processo, teremos profissionais mais disponíveis para fazer o que máquina não faz, que é a lapidação do produto final, que demanda sentimento e emoção”, afirma o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Boticário, Tiago Martinello.

Se os perfumes feitos com ajuda de inteligência artificial vão agradar os clientes da marca, ainda é um mistério, já que o lançamento só ocorre ano que vem. Mas a recepção do mercado pode ser determinante na decisão da empresa de incorporar ou não a solução hightech em seu processo produtivo.

“É uma tecnologia que está disponível por um tempo limitado para a gente de forma exclusiva e conforme os resultados e a estratégia de negócios avaliaremos se será incorporada. Afinal, inovação tem que trazer resultado”, avalia o executivo.

Estão todos de olho no comportamento da geração Z durante a Black Friday

Conectados o tempo todo, esses consumidores mais jovens são menos pacientes e esperam encontrar o que precisam quando procuram
Por Adnews

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Black friday (Getty Images/Reprodução)

A geração Z é composta por quem nasceu entre 1995 e 2009 e será a principal base de consumidores em 2020. Essa parcela da população tem algo em comum: nenhum deles viveu em um mundo sem internet ou smartphones.

Segundo uma pesquisa do Think With Google, portal de pesquisa e tendências da Google, dois em cada três adolescentes já estão fazendo compras online. Conectados o tempo todo, estes membros são menos pacientes e esperam encontrar o que precisam quando procuram.

De acordo com o estudo da IBM, empresa dos Estados Unidos voltada para a área de informática, estes recém consumidores têm acesso a U$ 44 bilhões em poder de compra e 75% deles confirmam que gastam mais da metade do dinheiro disponível para eles por mês.

Ainda em questões de consumo, a Geração Z é um pouco menos consciente de preços. Cerca de 43% comparam os preços, em comparação com 49% da geração dos millennials e 51% dos baby boomers, de acordo com pesquisas da Euclid Analytics, empresa de marketing de Wi-Fi e análise de visitantes.

Para eles, não existe online e off-line. Tudo precisa estar conectado. Eles cresceram com a mídia social fazendo parte de suas vidas e, por isso, consomem mais conteúdo online do que qualquer outra geração.

Segundo um estudo do Instagram, 1/3 dos stories mais visualizados são de empresas. No contexto atual onde há um consumo imenso das redes sociais, principalmente entre jovens, as empresas devem estar presentes com uma gestão assertiva de mídias sociais, como o Instagram.

“Hoje vivemos a era da assistência, onde o consumidor está apto a ter diversos pontos de contato com uma marca. Nesse universo o online e offline se complementam e participam em conjunto na jornada de compra. Em uma pesquisa realizada pelo Google**, 90% dos anunciantes líderes dizem que usam budgets compartilhados, com mídia online e offline planejadas juntos”, explica Sérgio Hneda, Media Coordinator na agência GhFly.

Segundo ele, para as empresas, o principal ponto que se observa é a mudança de mindset. “Aqui entra em jogo o Omnichannel. As empresas precisam adotar o que o público quer, no caso dos mais jovens, essa exigência é ainda mais clara. Adoção de práticas como compre online e retire na loja; experimente na loja física e compre online são necessidades mais latentes”, conta Sérgio.

Diante dessa comunidade de jovens com grande poder de compra, o que as empresas podem fazer para acertar essas pessoas durante a Black Friday?

Segundo Alfredo Soares, fundador da Xtech Commerce, é importante estar presente em todos os canais digitais. Além da loja virtual, é necessário produzir um conteúdo relevante nas redes sociais, como Facebook e Instagram. “Essa geração busca relevância para suas compras e, se identificar com uma marca é o primeiro passo para isso”, relata.

Além disso, invista na infraestrutura da sua loja, os Zs buscam por segurança no momento de fornecer dados pessoais, além de valorizar muito sua experiência em um site com um design agradável e responsivo. Quanto mais segura sua loja for, mais as chances de cativar esse consumidor.

Além disso, é importante conhecer de perto este público e com o big data isso é possível. Segundo Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, a internet oferece centenas de dados que podem colaborar com as estratégias de marketing para o evento, disponibilizando o produto ou serviço ideal para cada consumidor dessa geração, otimizando as vendas.

De acordo com a Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox, os consumidores estão cada vez mais conectados com as redes sociais e antenados com aquilo que está sendo falado sobre as marcas.

Isso ocorre porque elas estão pesquisando muito antes de finalizar uma compra e por este motivo elas precisam se preocupar com a sua reputação e o que está sendo falado sobre ela. Diante desse cenário, as marcas têm que investir em plataformas que realizam a coleta de reviews para que sejam usados de maneira enriquecedora, para engajar e converter em novas vendas.