Agência de publicidade NBS cria app que bloqueia celular de pais durante tempo com filhos

App bloqueia mensagens de celular durante brincadeiras

Brinquedo ‘offline’ vem com espaço para colocar celular dos pais, que fica bloqueado (Foto: NBS)

A agência de publicidade NBS e a Apê Kids criaram a Offline Toys, linha de brinquedos artesanais que “conversa” com um aplicativo que evita que o momento entre pais e filhos seja interrompido pelo celular. A linha inclui um carro, um fogão e um corpo humano, todos feitos de madeira. Os produtos vêm com um espaço para o encaixe do smartphone. O app Offline Toys – disponível para telefones Android e iOs, da Apple – bloqueia notificações do aparelho durante a brincadeira.

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As 20 marcas de tecnologia mais valiosas do mundo

Decidida a mostrar que é mais do que uma fabricante de dispositivos inteligentes, Apple lidera ranking BrandZ, lançado pela Kantar e a WPP

Interior do Apple Park

São Paulo – A Apple é a marca de tecnologia mais valiosa do mundo, segundo o ranking BrandZ, lançado pela Kantar e a WPP, uma das maiores agências de publicidade do mundo. Comandada por Tim Cook, a empresa viu seu valor de marca crescer 3% em relação ao ano passado e alcançar US$ 309,5 bilhões em 2019. Por uma diferença pequena, o Google aparece em segundo lugar, com um valor de marca de US$ 309 bilhões.

O estudo atribui a liderança da marca da maçã, criada por Steve Jobs, às novas estratégias da empresa para ampliar seu portfólio de produtos e serviços, e mostrar que é mais do que uma fabricante de dispositivos inteligentes. A Apple anunciou nos últimos meses a criação de serviços de transmissão de TV, assinatura de notícias, séries e filmes e serviços de jogos, além de introduzir um cartão de crédito próprio em parceria com o banco de investimentos Goldman Sachs.

“A Apple está expandindo seu crescente ecossistema de tecnologia para um modelo de serviço que pode ser altamente disruptivo e que todas as marcas precisam entender para ter sucesso nesta nova era”, diz a pesquisa. Nesta semana, a empresa anunciou a saída de Jony Ive, lendário designer responsável por diversos aparelhos da marca, que deixou a Apple para formar seu próprio estúdio de design. Os efeitos da saída do designer, que estava na empresa há mais de 20 anos, são incertos, embora Ive afirme que seguirá colaborando com a Apple por meio de seu estúdio, o LoveFrom. 

Terceira colocada no ranking, a Microsoft soma US$ 251,2 bilhões em valor de marca, uma alta 25%,  graças à estratégia de Satya Nadella de estimular mudanças de cultura e estratégia para reposicionar a empresa no mercado. Nos últimos cinco anos, a marca tem se envolvido fortemente com serviços corporativos, que visam oferecer maiores benefícios de economia de tempo, e são menos suscetíveis de serem afetados por crises econômicas.

O Facebook subiu uma colocação para a quarta posição no ranking com US$ 159 bilhões em valor de marca, um leve declínio de 2% em meio a preocupações com privacidade nas redes social e segurança de dados dos usuários. Assim como o Google e suas plataformas sociais, entre elas o YouTube, a empresa Mark Zuckerberg também tem sido alvo de constante escrutínio público dado ao avanço de fakenews e conteúdos impróprios no Facebook.

Embora as marcas chinesas não tenham sido afetadas pelas preocupações com a privacidade do consumidor, algumas sofreram com restrições regulatórias de Pequim. Maior empresa de jogos e redes sociais da China, a Tencent caiu um lugar no ranking, para a quinta posição, com US$ 130,9 bilhões em valor de marca.

A queda de 27% em valor de marca em relação ao ranking anterior, foi puxada pela intensificação da repressão governamental a jogos online. No entanto, a receita de publicidade e computação em nuvem compensou esse déficit, juntamente com a listagem de seus negócios de música na Bolsa de Nova York no final de 2018.

Na contramão das plataformas de mídia social que enfrentam desafios em termos de confiança dos usuários, o Instagram sobe oito posições no ranking de tecnologia, aumentando em 95% o valor da marca, com US$ 28,2 bilhões, na décima segunda colocação. “Com mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo, a marca evoluiu rapidamente de um aplicativo de compartilhamento de imagens para uma plataforma digital desejada para profissionais de marketing e criadores de marcas”, destaca o estudo.

Segundo Martin Guerrieria, Diretor Global de Pesquisas da BrandZ na Kantar, a tecnologia está impulsionando o crescimento em várias categorias diferentes, como varejo, luxo, cuidados pessoais, fast food e entretenimento.

“A tecnologia permite que os consumidores estejam mais conectados do que nunca a marcas individuais, dando a eles uma voz mais forte e a capacidade de aplicar pressão quando as expectativas não são atendidas. E a transparência leva à confiança, e as empresas de tecnologia estão percebendo a verdadeira extensão de seu poder para influenciar o comportamento do consumidor”, avalia o executivo em nota.

Veja o ranking das 20 marcas de tecnologia mais valiosas do mundo:

Bye, bye garrafas plásticas? Vem aí a água em latinha da PepsiCo

A mudança se aplica à Aquafina, marca de água mais vendida nos Estados Unidos, seguida pela Dasha, da Coca-Cola
Por Craig Giammona, da Bloomberg

Latas de alumínio da Pepsico: produto será testado em estádios e restaurantes. (Pepsico/Reprodução)

A gigante PepsiCo deve começar a vender água em latinhas de alumínio em vez de garrafas de plástico como uma opção para clientes como estádios e restaurantes, disse uma fonte da PepsiCo nesta quinta-feira. 

Se a nova embalagem emplacar, a Pepsico pode virar um case bem sucedido de empresa que abandona o plástico. A mudança se aplica à Aquafina, marca de água mais vendida nos Estados Unidos, seguida pela Dasha, da Coca-Cola.

As latas de alumínio são mais comuns e fáceis de serem reutilizadas do que as garrafas plásticas. Também são menos propensas a acabarem nos oceanos.

A PepsiCo também está fazendo uma transição de sua marca de água engarrafada mais cara, a LIFEWTR, para embalagens 100% recicladas até o fim de 2020 nos EUA. 

Outra marca da casa, a Bubly, de água gaseificada, já é distribuída principalmente em latas, mas também é vendida em garrafas plásticas de 600 ml, segundo a PepsiCo.

As mudanças devem eliminar mais de 8 toneladas de plástico virgem, de acordo com a empresa.

Atrás de EUA e Reino Unido, Brasil é terceiro país em prêmios em Cannes Lions 2019

by Fernando Scheller

Equipe da Akqa recebe Grand Prix, o segundo de 2019, em Cannes (Foto: Soraya Ursine/Estadão)

Com tantas categorias de premiação – são 28, no total – e com múltiplos Leões distribuídos em cada uma delas, o que representam os 85 prêmios que o Brasil trouxe para casa no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade de 2019? O Brasil é um destaque global da publicidade ou é mais um na multidão? Pelos dados de premiação por país divulgados pelo festival após o término do evento, pode-se dizer que, apesar da crise econômica, o Brasil ainda é um dos principais mercados de criatividade do mundo.

Com 85 Leões, o Brasil ficou na terceira posição em número de prêmios em Cannes Lions de 2019, atrás apenas da perpétua força dominante dos Estados Unidos – 313 prêmios, ou mais de um terço do total de Leões distribuídos (932) – e não muito distante do Reino Unido, que contabilizou 90 prêmios. No entanto, o Brasil ficou bem à frente de outros mercados europeus importantes, como a França (60 Leões) e a Alemanha (32). Entre esses dois países, ficou a Austrália (36 premiações).

A criação de países asiáticos de economia relevante também ficou bem atrás do total de prêmios brasileiros – o Japão levou 16 Leões para casa, enquanto a China totalizou apenas 9. Entre os países latino-americanos, após o Brasil, a Argentina é de longe a maior força criativa da região. Contabilizou 20 prêmios, o que também é uma resultado relevante, uma vez que o mercado argentino é bem menor do que o brasileiro.

‘Virada’. No desempenho brasileiro, uma tendência foi a redução da participação de empresas tradicionais – como a AlmapBBDO, campeã em títulos de Agência do Ano no festival. Neste ano, agências como David Brasil, Wieden+Kennedy e principal Akqa apareceram como forças emergentes da criatividade brasileira, angariando Leões de Ouro e dois Grand Prix (Grande Prêmio).

A Akqa levou os dois Grand Prix: um em Media Lions (que julga o melhor uso das diferentes mídias para a difusão de uma campanha) e outro para Entertainment Lions for Music (que escolhe o melhor trabalho global que inclui o uso de música). A primeira campanha foi realizada para o modelo AirMax, da Nike, e envolveu a cultura paulistana do grafite, enquanto o segundo transformou o lançamento do segundo álbum do rapper Baco Exu do Blues em um movimento contra o racismo institucionalizado no País (veja vídeo abaixo).

Veja a campanha do ‘New York Times’ eleita como melhor filme publicitário em Cannes Lions

A relevância do jornalismo profissional em um mundo cada vez mais dominado por fake news foi o tema da campanha para o The New York Times que ganhou o Grand Prix (Grande Prêmio) de Film Lions no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade de 2019.

A campanha destacou qualidades do bom jornalismo: rigor, perseverança, determinação e coragem. Os conteúdos foram amarrados pela frase “a verdade vale a pena”. A série de cinco filmes ficou a cargo da Droga5, agência do publicitário premiado David Droga que recentemente foi vendida à Accenture.

Para compor o clima de cada um dos filmes, a Droga 5 criou uma tipologia que explicava o contexto de cada tema abordado e recrutou os jornalistas que fizeram as reportagens retratadas para narrar os vídeos, amplificando a sensação de urgência dos temas abordados, como a limpeza étnica em Mianmar e o grupo terrorista Isis.

Além de receber o prêmio de Film, a série de comerciais do NYT também recebeu o prêmio em Film Craft, que elege os filmes publicitários com o melhor resultado técnico (veja um dos vídeos acima). [Fernando Scheller]

Campanha para Nike dá segundo Grand Prix a agência Akqa fundada há cinco anos no Brasil

Equipe da Akqa recebe Grand Prix, o segundo de 2019, em Cannes (Foto: Soraya Ursine/Estadão)

Um nome diferente vem aparecendo com cada vez mais frequência na lista das premiações mais importantes do Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade. É o da agência Akqa, que chegou ao mercado há cinco anos e foi formada por executivos que saíram da Ogilvy Brasil. A empresa ganhou nesta quarta-feira, 19, seu segundo Grand Prix (Grande Prêmio) do festival em 2019, na categoria Media Lions, com uma campanha feita para um grande anunciante: a Nike.

Comandada pelos brasileiros Diego Machado e Renato Zandona, além do português Hugo Veiga, a filial brasileira da Akqa trabalha em um formato diferente da maioria das agências, segundo os executivos. Para começar, ela aceita trabalhos em forma de consultoria – caso seja necessária a compra de mídia para algum cliente, o trabalho é repassado a um terceiro. No caso da campanha do modelo AirMax a partir de um conceito que celebrava os talentos do grafite nacional, a veiculação foi coordenada pela Wieden+Kennedy.

A campanha que trouxe o segundo Grande Prêmio à Akqa em dois dias – o primeiro havia sido para o lançamento do segundo álbum do rapper Baco Exu do Blues – foi realizada em São Paulo. Usou tanto a conexão da AirMax com a arte de rua quanto o debate gerado pela decisão do então prefeito (e hoje governador João Dória) de apagar parte dos grafites das ruas de São Paulo. No início deste ano, a 12.ª Vara da Fazenda Pública da Capital condenou Dória e a prefeitura a uma indenização de R$ 782,3 mil pela remoção dos grafites.

Tudo isso ajudou a chamar a atenção para o projeto, que tinha também um claro objetivo de negócio: ao contrário do que ocorria nos Estados Unidos, ainda havia certa resistência do brasileiro em comprar online. Por isso, para celebrar os novos modelos AirMax, a agência adicionou os tênis a desenhos que já existiam na cidade. Para poder comprar um par dos novos tênis, o usuário tinha de ir até o desenho e fazer o pedido pelo celular – os produtos ficaram disponíveis só nesta plataforma.

Para ganhar o Grand Prix em Media Lions, a peça da Akqa bateu um total de 2.196 peças publicitárias, de 66 países. A presidente do júri de Media Lions, Karen Blackett, disse ontem que a campanha foi escolhida porque teve um grande alcance (atingindo um total de 80 milhões de pessoas) e também conseguiu se tornar “parte da cidade”. Isso ocorreu, segundo Machado, porque, além de fazer intervenções em grafites já existentes, a campanha teve uma segunda fase em que alguns dos desenhos apagados da Avenida 23 de Maio foram devolvidos em um mural localizado atrás do Masp, nas proximidades da Avenida Paulista.

Mais Leões. Além do Grand Prix (que adiciona mais um ouro à conta dos prêmios do Brasil), o País conquistou ainda quatro pratas em Media Lions: Grey Brasil (Volvo), Tech and Soul (Uber), Africa (Brahma/AB InBev) e Akqa (Nike AirMax). Houve também quatro bronzes: David São Paulo (Burger King), Tech and Soul (Uber), Wunderman Thompson (Gud) e Grey Brasil (Reclame Aqui). Uma mesma ação pode levar mais de um Leão, pois o julgamento é dividido em subcategorias.

Brasil recebeu Leão de Ouro para David Brasil e Burger King (Foto: Soraya Ursine/Estadão)

Em Creative Data Lions, foram duas premiações: ouro para Ogilvy São Paulo (Petz) e bronze para Tribal Worldwide (E-Moving). Em Direct Lions, um ouro, uma prata e dois bronzes vieram para David São Paulo, para a campanha do Burger King que incentivava clientes a “incendiarem” virtualmente anúncios do McDonald’s. A categoria ainda trouxe mais dois Leões de bronze: Grey Brasil (Reclame Aqui) e Tech and Soul (Uber).

Em PR Lions (ações de relações públicas), foram quatro Leões, todos de bronze: Ogilvy Brasil (Hermes Pardini), Grey (Volvo e Reclame Aqui), Tech and Soul (Uber). Em Social & Influencer, também mais três Leões, todos de bronze: Publicis (Bradesco), Grey Brasil (Reclame Aqui) e Africa (revista ‘Rolling Stone’). Não houve premiações em Creative Strategy para o País.

Com os 24 Leões angariados ao longo do dia de ontem, o País chegou a um total de 65 prêmios acumulados em Cannes Lions 2019. [Fernando Scheller]

Na Inglaterra, publicidade não pode mais reforçar estereótipos de gênero

Empresas tiveram seis meses para se adaptar às novas normas do setor.

Anúncio de empresas de suplementos exibido em estações de metrô de Londres — Foto: Reprodução

Passa a vigorar nesta sexta (14) no Reino Unido uma regra que determina que a publicidade não pode veicular imagens que reforçam estereótipos de gênero.

A norma vale para mídias transmitidas, como TV, assim como online e redes sociais.

A entidade que regulamenta a publicidade no Reino Unido, a Autoridade de Padrões de Anúncios (ASA, na sigla em inglês) fez uma pesquisa sobre os efeitos de propagandas.

Para o órgão, há evidências de que a publicidade com padrões limitados de como homens e mulheres devem se comportar podem restringir as escolhas, aspirações e oportunidades de crianças, jovens e adultos, e que isso tem efeitos na desigualdade de renda.

“Os gêneros em anúncios podem causar desigualdade em uma sociedade, com custos para todos”, disse, em um comunicado, Guy Parker, chefe da ASA.

“Descobrimos que algumas representações em anúncios podem, ao longo do tempo, limitar o potencial das pessoas”, afirmou ele.

Entidade vai fiscalizar denúncias

O setor de publicidade teve seis meses para se adaptar à regra.

A autoridade vai, agora, receber denúncias e avaliar cada peça publicitária para determinar se a nova regra foi desrespeitada.

O site da entidade lista algumas cenas que podem ser problemáticas:

  • Um vídeo que mostre um homem descansando enquanto a família se diverte, e a mulher é a única responsável pela organização da casa.
  • Um anúncio em que homens ou mulheres não conseguem realizar uma tarefa por causa de seu gênero (por exemplo, não conseguem trocar fraldas ou estacionar, respectivamente).
  • Se a peça publicitária mostrar uma pessoa que fracassou de alguma maneira, isso não pode estar relacionado, mesmo que de forma implícita, a alguma característica física.
  • Anúncios que enfatizarem contrastes entre as personalidades masculina e feminina devem ser cautelosos e evitar clichês.
  • A publicidade para mulheres que se tornaram mães recentemente não deve sugerir que a prioridade é manter a casa limpa ou uma aparência atraente.
  • Anúncios não devem diminuir homens por executar tarefas que são tradicionalmente feitas por mulheres.

As novas regras não restringem

  • Mulheres fazendo compras ou homens fazendo reparos na casa.
  • Estilo de vida com glamour, atraente, saudável, a que as pessoas aspiram ou bem-sucedido.
  • Estereótipos de gênero exibidos para mostrar seus efeitos negativos.