56% dos brasileiros ainda não compram online

Entre os adeptos do e-commerce, mulheres são maioria, segundo pesquisa da Kantar TNS
Por  Vanessa Barbosa

São Paulo – Todos os dias, o brasileiro passa de quatro a cinco horas em média na frente de um computador, tablet ou smartphone, trabalhando, buscando informações, discutindo ideias, publicando fotos e pensamentos. Apesar dessa conexão toda, ainda não temos o hábito de comprar online.

Comportamento: maioria (74%) utiliza computador nas compras online. (AndreyPopov/Thinkstock)

Segundo a pesquisa Connected Life, da Kantar TNS, 56% dos consumidores não realizam compras pelo e-commerce, porém, 90% deles estão abertos a fazê-lo em algum momento, enquanto os outros 10% rejeitam a ideia.

A taxa de delivery (para entrega do produto) é apontada por 43% dos que não compram online como a maior barreira, seguida do tempo de entrega, qualidade, preço, especificação do produto e facilidade de encontrá-lo.

Entre os que compram pelo e-commerce, 59% são mulheres e 40% homens, em geral na faixa de 25 a 34 anos.

O estudo também revelou os aparelhos que são mais utilizados para compra online. A maioria das pessoas (74%) utiliza o computador, 31% usam o celular, 14% lançam mão do tablet e 2% usam mensagem de voz

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Dados sobre sua gripe valem ouro para empresas de publicidade

Dispositivos inteligentes podem coletar informações relativas à saúde do usuário para direcionar campanhas publicitárias
Sapna Maheshwari, The New York Times

Kinsa’s smart thermometers sync up with a smartphone app that helps users track their fevers and symptoms. (Tony Cenicola/The New York Times)
Os termômetros inteligentes da Kinsa ajudam os usuários a rastrear seus sintomas, mas também coletam dados que são vendidos posteriormente. Foto: Tony Cenicola/The New York Times

A maior parte daquilo que fazemos – os sites que visitamos, os lugares que frequentamos, os programas de TV a que assistimos, os produtos que compramos – tornou-se parte daquilo que os publicitários usam para chegar ao público. Agora, graças aos dispositivos domésticos conectados à internet, os anúncios que vemos podem ser determinados por algo mais pessoal: nossa saúde.

Durante a temporada da gripe deste ano, a Clorox pagou por informações licenciadas pela Kinsa, uma startup de tecnologia que vende termômetros conectados à internet sincronizados a um aplicativo para smartphones que permite aos usuários rastrear suas febres e demais sintomas.

Os dados mostraram à Clorox quais códigos postais dos Estados Unidos estavam apresentando mais casos de febre. Então, a empresa direcionou mais anúncios para essas áreas, supondo que os lares da região estariam interessados em produtos como lenços umedecidos desinfetantes.

A Kinsa, empresa de San Francisco que captou cerca de US$ 29 milhões em capital de investimento desde sua fundação, em 2012, diz que seus termômetros são encontrados em mais de 500 mil lares americanos. Seus “dados de enfermidades” são agregados e não contêm informações de identificação pessoal, podendo ser transmitidos a outras empresas. Para a Kinsa, essas informações são únicas, pois vêm diretamente dos lares das pessoas em tempo real.

“O problema de usarmos a busca do Google, as redes sociais ou a mineração de dados em aplicativos é que dependemos de sinais indiretos: temos alguém falando a respeito de uma doença, mas não temos dados da doença em si”, disse Inder Singh, fundador e diretor-executivo da Kinsa. Segundo ele, mecanismos de busca e redes sociais podem ser complicados pela cobertura jornalística das epidemias, enquanto os dados do governo costumam chegar com atraso, vindos de hospitais e clínicas em vez de lares.

A chamada internet das coisas está se fazendo presente em muitos lares, trazendo com ela um novo nível de conveniência, além de crescentes preocupações com a privacidade. A Amazon solicitou (e obteve recentemente) o registro de uma patente descrevendo como a empresa poderia recomendar canja de galinha ou xarope para tosse às pessoas que usam seu dispositivo Echo caso o aparelho detecte sintomas como tosse e espirros na fala do usuário, de acordo com reportagem do site de tecnologia CNET.

Christine Bannan, do Centro de Informação e Privacidade Eletrônica, disse que embora a Kinsa pareça usar as informações sem violar as leis de privacidade, seu modelo de negócios sublinha a necessidade de regulamentar como os dados dos usuários são usados.

A Kinsa afirmou que a maioria dos usuários opta por compartilhar sua localização, e a empresa não associa essa informação aos seus números de telefone nem endereços de e-mail. Singh disse que os dados proporcionavam um recorte único, mostrando a dinâmica de doenças ligadas à gripe em áreas específicas.

A Clorox usou essa informação para aumentar seu investimento em anúncios digitais direcionados a áreas mais doentes, redimensionando os gastos nas áreas mais saudáveis. As interações dos consumidores com os anúncios de desinfetantes Clorox tiveram aumento de 22% quando observamos os dados entre novembro de 2017 e março deste ano. Esse número foi calculado medindo o número de cliques num anúncio, o tempo de exposição de anúncio a uma pessoa e outras métricas não divulgadas, de acordo com Vikram Sarma, executivo de marketing da Clorox.

A capacidade de direcionar um grande volume de anúncios dessa maneira representa uma grande mudança em relação às práticas de sete anos atrás, quando o início da temporada de gripe e tosse significava que essas empresas compravam 12 semanas de anúncios em rede nacional de TV “que seriam irrelevantes para a maioria da população”, disse Sarma. Normalmente, a gripe se espalha rapidamente numa região, alcançando lentamente as demais.

De acordo com Christine Bannan, embora a missão da Kinsa esteja ligada à saúde pública, outras empresas de dispositivos inteligentes podem adotar uma mentalidade diferente. “É fácil pensar em como empresas de álcool e cigarros poderiam empregar estratégias como essa, ou outras indústrias que poderiam resultar em efeitos mais nocivos para a população”.

Marketing de causa “pega bem” aos olhos da maioria dos brasileiros

É o que revela o estudo Edelman Earned Brand 2018, que avaliou a percepção das pessoas sobre posicionamento de marcas em relação a causas e valores
Por Vanessa Barbosa

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 (anyaberkut/Getty Images)


São Paulo – Mesclar a força de uma marca com a capacidade de fazer o bem e promover causas sociais é um movimento que, cada vez mais, reflete positivamente aos olhos dos consumidores brasileiros.

É o que revela o estudo Edelman Earned Brand 2018, que avaliou a percepção das pessoas sobre o posicionamento de marcas em relação a causas e valores sociais.

A maioria dos entrevistados (69%) afirmaram que compram ou boicotam uma marca em virtude de sua associação a uma questão social ou política, um aumento de 13 pontos em relação ao ano passado.

Setenta por cento dos brasileiros com 18 a 34 anos, 75% com 35 a 54 e 60% com 55 ou mais consideram o posicionamento da marca ao consumir um produto ou serviço, enquanto 66% dos entrevistados de renda baixa, 72% de renda média e 71% de renda alta compartilham o mesmo comportamento.

Ao contrário do pensamento popular de que a realização de boas ações não deve ser alardeada, do contrário é vaidade, o estudo mostra que a comunicação do posicionamento da marca e suas ações já é tão importante quanto informar sobre os produtos.

Mais da metade dos entrevistados (55%) demonstraram intenção de compra ao serem impactados pela comunicação de uma empresa sobre seus valores ou crenças. E para a maioria (69%) das pessoas, as marcas devem facilitar a visualização de seus valores e posições em seus pontos de venda.

O estudo também revelou que os consumidores acreditam que as empresas são uma força mais efetiva de mudança do que o governo: 63% afirmaram que as marcas podem fazer mais para solucionar problemas sociais do que o poder público, e 62% acreditam que é mais fácil fazer com que as marcas resolvam problemas sociais do que conseguir que o governo faça.

Abriram uma banca de jornal de fake news em Nova York

Ativação foi criada pelo Columbia Journalism Review e conta com revistas dotadas de manchetes tiradas diretamente dos principais veículos de desinformação nos Estados Unidos
Por Pedro Strazza

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Newspapers are fake news in print ads for the Columbia Journalism Review | AdAge


A cidade de Nova York acordou hoje (30) com uma banca de jornal um pouco diferente em suas ruas. Na esquina da 42° com a Sexta Avenida, foi plantado uma banquinha que só vende fake news.

Isso mesmo que você leu: ao invés de veículos consagrados como a revista Time, o The Economist, o New York Times e o Wall Street Journal, o estabelecimento conta com publicações pouco conhecidas mas aparentemente valorizadas pelo público como o The Informationalist, o New York Paper e o The Hour. Todos com chamadas preocupantes para denúncias “graves”, como a compra de manifestantes para protestar contra o atual presidente norte-americano Donald Trump, a denúncia que as estrelas de Hollywood estão bebendo sangue de bebês em festas e até a venda do estado do Texas para o México.

CJR_InSituA pior parte, porém, é que todas estas notícias falsas não foram inventadas pelos veículos vendidos pela vendinha, mas foram tiradas da internet onde são vendidas como informações verdadeiras – e pior, são muito populares.

A banca de jornal, no caso, é uma ativação criada pela TBWA/Chiat/Day New York para impulsionar a campanha “Real Journalism Matters” do Columbia Journalism Review, uma ação publicitária do veículo implantada a tempo das eleições norte-americanas para governador deste ano e que a princípio vinha sendo veiculada com imagens impressas no jornal de pessoas lendo reportagens falsas em locais públicos (como a que você vê no cabeçalho desta notícia). Funcional até a próxima quinta-feira, a ativação não se limita apenas à distribuição dos veículos jornalísticos falsos, já que eles contam com guias práticos para as pessoas evitarem as fake news durante o período eleitoral.

De acordo com o CCO da agência, Chris Beresford-Hill, a ideia da “Fake News Stand” (que segundo ele não demorou muito a ser bolado, mas foi árduo de ser materializado) foi exatamente de ampliar a mensagem da campanha criada pelo jornal. “Porque é ano de eleição, não há tempo para se segurar. Nós estamos olhando para esta ativação como uma desenhada para ser ampliada através da cobertura” ele afirma ao Ad Age, dizendo também que a esperança é que a banca crie borburinho suficiente para reforçar o quão importante é a decisão de cada estadunidense nas próximas semanas. Vale lembrar, nos EUA o voto nas eleições não é obrigatório, o que gera um quadro de desinteresse pelo processo sempre preocupante aos governantes.

“Nós esperamos que este projeto de um dia sirva como um alerta para que todos nós sejamos mais conscientes e cuidadosos com as notícias e informações que vemos e compartilhamos” escreve o Columbia Journalism Review em um editoral publicado hoje em seu site oficial“Nossa meta é mostrar o custo que a falta de atenção, em termos do tipo de informação que consumimos, seu efeito no jornalismo real e até o seu potencial de violência”.

Confira abaixo fotos das publicações impressas para a ação:

Comercial do HomePod com FKA Twigs continua ganhando prêmios

Pouco a pouco, o comercial do HomePod “Welcome Home”, dirigido pelo vencedor do Oscar Spike Jonze e estrelando a cantora FKA Twigs, vem se provando uma das peças de publicidade da Apple mais bem-sucedidas dos últimos anos.

Primeiro, um vídeo sobre a produção do curta encantou todos ao mostrar os métodos totalmente manuais, com pouquíssimas doses de computação gráfica, empregados para criar aqueles visuais impressionantes. Depois, o comercial começou a ganhar prêmios a granel — aquiaqui, e agora de novo.

A Maçã foi laureada duplamente na premiação anual de publicidade do site Shots, um dos mais respeitados do mundo na área. Por conta da propaganda, a Apple ganhou os prêmios de Melhor Comercial Online do Ano (Acima de Dois Minutos) e Melhor Uso de Música num Comercial; a peça rendeu também troféus de Melhor Diretor (para Spike Jonze), Casa de Edição do Ano (para a agência Final Cut, em Los Angeles) e Produtora do Ano (para a MJZ, também de LA).

Por fim, a versão encurtada de “Welcome Home” ganhou o Silver Award (referente à segunda colocação) na categoria Comercial de TV do Ano — Até 60 Segundos. Aqui, quem ficou com a honraria máxima foi o comercial “It’s A Tide Ad”, da marca de produtos de limpeza Tide.

O júri da premiação é formado por especialistas internacionais da área de publicidade, executivos de grandes agências, diretores e profissionais criativos do mundo dos comerciais. [MacMagazine]

VIA APPLE WORLD TODAY

Colocaram um nódulo nos peitos da estátua de Molly Malone, mas ninguém reparou

Campanha de fundação irlandesa de conscientização do câncer para o Outubro Rosa, “Take Notice” mostra como é fácil não diagnosticar a doença quando não se está procurando-a

É provável que a estátua de Molly Malone tenha o par de peitos mais tocado do mundo. Criada em 1988 em comemoração ao milênio de Dublin, a peça em homenagem à famosa personagem da canção tradicional irlandesa “Cockles and Mussels” vive tendo os seios tocados constantemente por turistas e passantes que querem um pouco de sorte, a ponto de ter o bronze de seu material desgastado de tanta passada de mão.

Foi à partir deste fato que a Rothco resolveu criar para a Marie Keating Foundation – um grupo de conscientização sobre o câncer e sem fins lucrativos – as bases para uma campanha de Outubro Rosa das mais dolorosas. Para chamar a atenção das pessoas para o câncer de mama, a agência local colocou um caroço discreto na lateral do peito de Molly, à espera que algum abusado percebesse e “diagnosticasse” que a estátua talvez pudesse ter a doença.

O problema é que, bem, ninguém percebeu, algo que por sua vez rendeu um triste comercial “Take Notice” que você pode ver acima.

“O primeiro sintoma do câncer de mama em diversas mulheres é um caroço em seu peito. Uma detecção preventiva pode salvar vidas na mesma medida que facilita o tratamento, mas infelizmente as mulheres não estão prestando atenção o suficiente ao seus peitos” explica Kathy Troy, chefe de estratégia da Rothco; “Nós sabíamos que para fazer as pessoas perceberem isso era apenas necessário uma ideia realmente simples. Usar o busto icônico de Molly Malone pareceu o ponto de partida perfeito para deixar evidente o quão fácil é não perceber algo quando você não está procurando por ele”.

De acordo com Stephen Rogers, diretor criativo da agência, o caroço de Molly foi criado pelo especialista irlandês em efeitos visuais Joe Fallover, que já recebeu uma indicação no Emmy no passado pelo documentário “The Farthest”. Além dele, foi chamada a cantora Imelda May para interpretar a versão de “Cockles and Mussels” usada no comercial. [Pedro Strazza]

Nextel “dá voto de confiança” para negativados contratarem plano

Segundo a campanha, até o dia 15 de novembro, as pessoas negativadas podem adquirir qualquer plano pós-pago da operadora
Por Adnews

A Nextel lançou na terça-feira (23) a ação “Voto de Confiança Nextel”, que oferece a possibilidade de pessoas negativadas contratarem qualquer plano pós-pago da operadora. O filme é estrelado pelo ator João Côrtes, o ruivo da Nextel, e assinada pela agência Tribal Worldwide.

O filme segue a linha da última campanha da operadora, que tem como plano de fundo o período de eleições, e traz a simulação de propagandas eleitorais clássicas: câmera frontal e tradutora de libras. Porém, ao contrário das promessas eleitorais, o ator fala de uma entrega real: até o dia 15 de novembro as pessoas negativadas podem adquirir qualquer plano pós-pago da operadora.

“Ter o nome negativado traz vários desafios e nessa hora o celular é fundamental para colocar as finanças em dia. Queremos agilizar a vida dos nossos clientes e mostrar que estamos ao lado deles também nos momentos em que mais precisam”, comenta Osni Diniz, diretor executivo de marketing da operadora.

Veiculada na TV e digital, a campanha ficará no ar até o dia 15 de novembro, nas cidades de Campinas, Rio de Janeiro, Santos, São José dos Campos e São Paulo.