Ervilha é a mais nova sensação em mercado de produtos veganos

Vendas globais de proteína de ervilha devem quadruplicar até 2025 e grandes marcas se preparam com antecedência para garantir seu “quinhão” da leguminosa
Por Deena Shanker e Lydia Mulvany, da Bloomberg

Ervilhas: leguminosa é usada para fazer “leite” e “carne” vegetais.  (BSIP / Contributor/Getty Images)

Podemos chamar a tendência de uma reação exagerada a algumas manchetes negativas sobre a soja, ou atribuí-la às preocupações sobre os impactos ambientais da carne. De qualquer forma, é difícil ignorar a nova fonte de proteína favorita do setor de alimentos: ervilhas.

No início deste mês, a fabricante de produtos vegetarianos Beyond Meat entrou para a história dos IPOs ao ver suas ações quase triplicarem de preço no primeiro dia de negociação. Os hambúrgueres e salsichas veganos da empresa lideram a revolução da “carne fake”, tendo a ervilha como ingrediente principal. A proteína da leguminosa tem crescido em popularidade, especialmente entre os fabricantes de produtos substitutos da carne, laticínios e frutos do mar.

Os produtos à base de ervilhas da Beyond Meat são acompanhados pelo novo hambúrguer Lightlife, que chega aos supermercados dos Estados Unidos este mês.

A Ripple Foods também se destaca no segmento, com uma linha de substitutos lácteos à base de ervilha. Estes alimentos também usam ervilhas: produtos à base de ovos veganos da JUST, o atum fake da Good Catch Foods e a linha Green Cuisine da britânica Nomad Foods, que inclui hambúrgueres sem carne, salsichas e almôndegas suecas.

Com as ervilhas se tornando um produto tão demandado, grandes marcas se preparam para aumentar a oferta. As vendas globais de proteína de ervilha devem quadruplicar até 2025, diz Henk Hoogenkamp, ​​consultor e membro do conselho de várias empresas de alimentos, com a maior parte do aumento decorrente do consumo de produtos substitutos da carne à base de vegetais.

As ervilhas prosperam nos climas do hemisfério norte, e a expectativa é que o Canadá se torne líder global de produção e responda por 30% do total em 2020, diz Hoogenkamp.

Novas unidades de processamento estão em construção no país, assim como na França, Bélgica e Alemanha. A gigante de agribusiness Cargill tem um acordo com a Puris, produtora de ingredientes alimentícios à base de plantas, para expandir significativamente suas operações de proteína de ervilha.

Algumas fábricas de proteína de soja desativadas na China provavelmente serão transformadas em unidades de proteína de ervilha, diz Hoogenkamp.

As empresas correm para garantir o abastecimento. “Você precisa garantir sua cadeia de suprimentos”, diz Chris Kerr, fundador da Good Catch e diretor de investimentos do fundo de capital de risco New Crop Capital. “Não é uma crise, mas definitivamente é preciso planejar com antecedência.”

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Internautas sugerem boicote à Natura após campanha com casais homossexuais

Hashtag #BoicoteNatura ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter na manhã desta terça-feira, 14

Campanha da Natura dividiu opiniões entre internautas

Divulgada ao público na última segunda-feira, 13, a nova campanha da linha de maquiagem Coleção do Amor da Natura dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas apoiaram a proposta de inclusão da marca, outros criticaram a veiculação de propagandas com casais homossexuais.

No Twitter, a hashtag #BoicoteNatura amanheceu entre o assuntos mais comentados da rede social no Brasil. Usuários repudiaram a campanha, afirmando que “a propaganda foi desnecessária”, não respeita a “família tradicional brasileira” ou que o público da marca é majoritariamente composto por mulheres conservadoras.

Por outro lado, alguns internautas interpretaram a campanha como uma mensagem de representatividade da comunidade LGBT. “Que comercial maravilhoso”, disse uma usuária, enquanto outra esclareceu: “Não é questão de lacrar e querer aparecer. É questão de mostrar que diversidade existe. Que existe mais coisa fora dessa bolha homofóbica que as pessoas criam. Mostrar que ser homossexual, ser diferente, não é doença”.

Em nota enviada ao E+, a Natura se posicionou sobre o caso:

“A Natura acredita no valor da diversidade. Isso está expresso em nossas crenças há mais de vinte anos, em nossas campanhas publicitárias, projetos patrocinados e em nosso corpo de colaboradores. Com o lema “No amor cabem todas as cores”, a nova coleção de maquiagem Faces reforça o apoio da marca à causa LGBT+, incentivando o orgulho de ser quem é e amar quem quiser.”

Serviço de streaming de música Deezer estreia nova identidade visual

Brasil é um dos quatro mercados mais importantes para a empresa francesa
Por Vanessa Barbosa

Novo visual Deezer: logo antigo à esquerda, e o novo à direita.  (Deezer/Reprodução)

São Paulo – O serviço francês de streaming de música Deezer estreia nesta terça-feira novo logo e identidade visual.

Deixando de lado a caixa alta, o novo logo chega em caixa baixa na fonte Mabry Pro, mais amigável que a anterior de aspecto cartunizado.

O icônico equalizador ganhou tons em neon e degradê, marcando uma “atualização para a era digital”, segundo a marca.

Fãs do Deezer notarão que a identidade visual do app de música online e do site do serviço também foi atualizada para se adequar à nova personalidade da marca.

Mais clean, o design busca tornar a interface com usuário mais leve, funcional e divertida, diz a marca em nota. Essa é a primeira mudança de visual desde 2014.

Em um mundo onde o Spotify lidera, serviços de streaming de música investem para atrair mais clientes. É o caso da Deezer.

Criada em 2007, a empresa de capital fechado completou cinco anos no Brasil em 2018.

O país é um dos quatro mercados mais importantes para a marca, incluindo França, Alemanha e a região do Oriente Médio e Norte da Africa.

Com 14 milhões de fãs de música ativos mensalmente no serviço em todo o mundo, a marca não abre os números de usuários brasileiros, mas diz que sua base por aqui cresceu 58% em 2018.

O serviço está disponível com download gratuito para iPhone, iPad, Android e Windows ou na web.  

 Novo visual do aplicativo de música online Deezer.

Google vê concorrência em publicidade esquentar com Amazon e outros rivais

Cerca de 85 por cento da receita da empresa-mãe Alphabet vem do negócio de anúncios do Google
Por Reuters

Google (Mike Segar/Reuters)

Reuters – O Google, maior plataforma de publicidade digital dos Estados Unidos, está enfrentando o aumento da concorrência de sites onde as pessoas compram produtos e lugares que são pensados para serem livres de conteúdo potencialmente ofensivo, disseram anunciantes.

As ações da Alphabet caíram 7,5 por cento na terça-feira, um dia depois que a empresa registrou o menor crescimento de receita trimestral em três anos. Cerca de 85 por cento da receita da empresa vem do negócio de anúncios do Google.

“Uma palavra: Amazon”, disse Mat Baxter, presidente-executivo global da Initiative, uma agência de compra de anúncios de propriedade da IPG Mediabrands cujos clientes incluem a Amazon.

Baxter disse em uma entrevista que os clientes estão começando a movimentar o dinheiro investido em anúncios de plataformas onde as pessoas pesquisam produtos para lugares como a Amazon, onde já estão realizando a compra, para estarem mais próximos do momento da transação.

Monica Peart, diretora de previsões da empresa de pesquisa eMarketer, ofereceu uma visão diferente. “A Amazon é, naturalmente, uma parte crescente dos orçamentos de publicidade dos anunciantes e parte do seu crescimento está chegando às custas do que teria ido para o Google. Mas esse não é um grande impacto no crescimento da receita publicitária do Google no momento”, ela disse.

O enorme tamanho do Google, que ainda teve receita de 36,3 bilhões de dólares no primeiro trimestre, significa que o crescimento deve desacelerar à medida que os orçamentos globais de anúncios digitais e as economias internacionais também diminuem, disse Peart.

O negócio de anúncios da Amazon, que é combinado em um segmento de “publicidade e outras vendas”, trouxe 2,7 bilhões de dólares no primeiro trimestre, menos de um décimo das vendas de anúncios do Google.

A plataforma de vídeos do Google, YouTube, também tem lutado para impedir a propagação de conteúdo adulto ou perturbador no site, levando alguns anunciantes importantes, incluindo a AT&Ta remover seus anúncios por medo de aparecerem ao lado de conteúdo ofensivo.

“Alguns clientes tomaram a decisão de recuar um pouco”, disse Jon Stimmel, diretor de investimentos da Universal McCann, uma agência de compra de anúncios e uma unidade da IPG Mediabrands, referindo-se ao YouTube. Esses clientes se reposicionaram em plataformas de streaming consideradas mais seguras, como Hulu e Roku, disse.

Machado de Assis era negro: campanha recria foto clássica do grande escritor

À direita, a nova versão da foto de Machado de Assis | Reproduções

Embora mais da metade da nossa população seja negra, milhões de jovens brasileiros passam todo o período escolar— e, por vezes, a vida — sem saber que um dos maiores (se não o maior) escritores do país, Machado de Assis, era como eles: negro. Por muitos anos, como se sabe, as imagens do grande escritor foram retocadas — chegando ao ponto de, em 2011, a Caixa escolher um ator branco para interpretá-lo num comercial (depois das críticas, o banco reconheceu o erro e refez o vídeo, agora com um ator negro).

Pois bem. Para reparar essa “injustiça histórica”, a Faculdade Zumbi dos Palmares e a agência Grey lançaram a campanha “Machado de Assis Real”. A partir desta imagem clássica à esquerda, que “muda a cor da sua pele, distorce seus traços e rejeita sua verdadeira origem”, a equipe da campanha criou a foto da direita, respeitando o tom de pele e os fenótipos negros do autor de, entre outros, “Dom Casmurro” (1899). Trata-se de uma “errata histórica feita para impedir que o racismo na literatura seja perpetuado e para encorajar novos escritores negros”, informa a campanha.
A ideia é que cada um entre no site, imprima a foto nova e cole sobre a antiga em seus livros. Há também um abaixo-assinado para que as editoras e livrarias “deixem de imprimir, publicar e comercializar livros em que o escritor aparece embranquecido”.

Clássico comercial ‘Meu Primeiro Sutiã’ ganha nova versão para a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra)

O novo filme narra o processo de aceitação de um pai

O primeiro sutiã é algo inesquecível para muitas mulheres e foi essa a ideia central do clássico comercial criado em 1987 pela agência W/GGK para a Valisere. Esta semana, o vídeo ganhou uma releitura.

Após três décadas, a produtora Madre Mia Filmes produziu um filme inspirado no clássico. Ele mostra a história real da vida de uma menina transexual. Ludmila nasceu como Hugo Calvan, mas sempre se identificou com o sexo feminino. O comercial mostra o processo de aceitação do pai da criança de forma emocionante.