Esqueceram de Mim | Macaulay Culkin volta em continuação promover o Google Assistant

Para promover o Google Assistant, Macaulay Culkin voltou a encarnar Kevin McCallister em uma nova versão de Esqueceram de Mim.

O especial trata de um vídeo promocional da Google, que quis divulgar seu assistente virtual.  Nas imagens, Culkin recria algumas das cenas icônicas do filme na casa dos McCallister. Mas, desta vez, ele usa dispositivos habilitados pelo Google Assistant para ajudar em suas atividades, como definir lembretes para sua lista de compras e pagar ao pizzaiolo. Ele também é capaz de evitar os ladrões com a ajuda dos dispositivos.

Aproveitando que as buscas pelo filme sobem durante as festas de fim de ano, o Google Assistant também permite que os usuários encontrem easter eggs do longa usando frases do filme. Por exemplo, ao dizer “Hey Google, esqueci alguma coisa?”, o aparelho responderá gritando “KEVINNNNN!”. 

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J. Walter Thompson faz campanha por Natal sem brigas

Agência faz jingles, peças para digital e OOH promovendo paz após discussões durante eleições presidenciais

Em campanha institucional, a J.Walter Thompson Brasil criou uma ação para incentivar a paz nas reuniões e grupos de família nas festas de fim de ano – que podem estar um tanto abaladas após as Eleições e outros acontecimentos que dividiram opiniões ao longo dos últimos meses.

A criação da agência fez paródia de sete músicas natalinas para internautas compartilharem, áudios com mensagens de paz e cartões protagonizados por funcionários da JWT instalados na sede da agência e em demais mídias OOH. As imagens podem ser baixadas no site da campanha. Os jingles serão veiculados nas rádios Mix e Metropolitana.

Agência de publicidade DM9 fecha as portas

Sofrendo com perdas de clientes há anos, empresa não ‘ressuscitou’ nem com operação de salvamento comandada por Nizan Guanaes
Fernando Scheller, O Estado de S. Paulo

DM9, de Nizan Guanaes, levou prêmio por ação para o Walmart no festival Cannes Lions deste ano Foto: Soraya Ursine/Estadão

Sofrendo há anos com perda de clientes e de relevância no mercado, a agência DM9, considerada uma escola na publicidade brasileira, está fechando as portas. Neste ano, a empresa levou mais um baque ao ficar sem parte da conta do banco Itaú. Além disso, havia a expectativa de que a DM9 sofresse ainda mais baixas no futuro próximo, à medida que dois de seus principais clientes – McDonald’s e Walmart – preparavam concorrências para 2019. Nesta toada, o grupo Omnicom, dono do negócio desde 2014, decidiu por encerrar a operação.

Os problemas começaram, segundo fontes ouvidas pelo Estado, com a saída de Sérgio Valente da DM9DDB, há cerca de cinco anos. Com o executivo indo para a Rede Globo, a companhia passou por diversas gestões, mas o negócio aos poucos foi sangrando. No acumulado de janeiro e setembro de 2018, segundo levantamento do Ibope Inteligência, a DM9 era a 15ª maior empresa do setor, com compras de mídia estimadas em R$ 1,3 bilhão.

Atualmente, apurou o reportagem, a DM9 já era uma agência menor do que a Sunset, que também veio parte do pacote comprado pela Omnicom na aquisição do Grupo ABC. Com o encerramento da DM9, a Sunset passará a se chamar SunsetDDB. A companhia vai herdar os clientes que eram atendidos pela DM9, como Perdigão (marca da gigante BRF) e Johnson & Johnson, e também parte da equipe da DM9DDB.

Recuperação

Foram várias as tentativas de “salvar” a DM9 nos últimos anos. Uma delas foi protagonizada por ninguém menos que Nizan Guanaes, fundador do grupo ABC e um dos expoentes da “era de ouro” da agência, nos anos 1990. O publicitário voltou para a companhia como um consultor, mas, na prática, comandava o negócio. Uma fonte do setor contou que, para atrair clientes, especialmente durante a crise econômica, a DM9 chegou a atender empresas com carência de até um ano para iniciar pagamentos.

A marca foi adquirida em 1989 por Nizan e Guga Valente e foi a primeira companhia brasileira a ganhar o título de agência do ano no Cannes Lions ­– Festival Internacional de Criatividade, evento que tem o Estadão como representante oficial no País. Embora exista como agência nacional há 29 anos, a DM9 foi fundada, na realidade, nos anos 1970, na Bahia.

Prada é acusada de racismo por boneco estereotipado de “blackface”

Após protestos, grife italiana retirou de circulação o produto e se retratou nas redes sociais
Por AdNews

 (Reprodução/Divulgação)

A Prada foi criticada pela coleção “Pradamalia”, uma coleção de bonequinhos que apresenta um design de personagens que muitos descreveram como racista. Uma onda de críticas no Twitter foi registrada após a ativista Chinyere Ezir denunciar as mercadorias em suas contas nas redes sociais.

A advogada de direitos civis compartilhou uma postagem no Facebook que mostra a fachada da loja NYC Soho da Prada, em Nova York, decorada com o estereotipado personagem, que ostenta lábios vermelhos brilhantes e um tom de pele preto.

Ezie expressou seu choque ao ver a figura em exibição, o que a lembrou de uma exposição, também repleta de blackfaces, que ela havia visto no Museu Nacional Smithsoniano de História e Cultura Afro-Americana.

“Entrei na loja com um colega de trabalho, apenas para ser agredida com exemplos cada vez mais desconcertantes”, escreveu Ezie no post. Além disso, diversos usuários do Twitter passaram a criticar a companhia com  pedidos de boicote da marca, reunidos na hashtag #BoycottPrada. Após a agitação, a marca tentou se retratar com o público e retirou os produtos de circulação.

Faber-Castell faz releitura de ‘Aquarela’ para falar sobre diversidade racial

Cena do vídeo “Caras & Cores” da Faber-Castell (Reprodução)

A Faber-Castell resolveu resgatar um clássico da publicidade para tratar sobre diversidade racial. Com debates cada vez mais intensos sobre desigualdade racial, de gênero e representatividade, a marca fez uma releitura de “Aquarela”, hit da carreira de Toquinho de 1983.

O novo tema “Caras & Cores” foi lançado para divulgar os lápis da Faber-Castell que podem criar diferentes tons de pele, inclusive ao se misturarem.

A primeira versão da propaganda que usou essa canção é de 1984.

“Recriar algo tão proprietário da marca é uma grande responsabilidade, e fazer isso para um produto com um papel social nos pareceu a escolha certa”, afirma Eduardo Ruschel, diretor de marketing e inovação da Faber–Castell.

No filme, os lápis são ferramentas para as crianças de todos os tons de pele se representarem nos seus próprios desenhos, destaca a empresa.

“O objetivo está em estimular os pequenos no processo de autoexpressão ainda na infância, contribuindo para a formação de uma sociedade com mais respeito e diversidade.”

Criada pela agência David SP, a campanha “Sua Cor Como Você Quiser” tem veiculação nacional na TV, no cinema e na internet nos meses que antecedem a volta às aulas de 2019.

“Resgatar a conexão emocional com toda uma geração foi nossa aposta para falar de um tema tão importante e sensível”, diz Rafael Donato, responsável pela criação na agência. [Amon Borges]

Nano influenciadores digitais atraem marcas pensando em ‘pequena escala’

Nova tendência busca pessoas com apenas mil seguidores e que querem anunciar produtos nas redes sociais
Sapna Maheshwari, The New York Times

Alexis Baker é exemplo dentre os nano influenciadores e promove produtos para cerca de 2.700 seguidores no Instagram.  Foto: Alexis Baker

Provavelmente vocês ouviram falar dos influenciadores digitais, aquelas pessoas famosas na internet, que têm mais de um milhão de seguidores nas redes sociais, e ganham muito dinheiro promovendo várias marcas. Também devem ter ouvido falar em microinfluenciadores, que fazem a mesma coisa para um público menor na – no máximo algumas centenas de milhares de pessoas. Agora preparem-se para os nano influenciadores.

É o termo usado pelas companhias para descrever as personalidades que têm apenas mil seguidores e querem anunciar produtos nas redes sociais. O fato de não serem famosas é uma das qualidades que as torna acessíveis. Quando elas recomendam a marca de uma loção ou de móveis no Instagram, o que ela diz soa tão confiável quanto o conselho de um amigo.

As marcas gostam de trabalhar com elas em parte porque são de trato fácil. Em troca de produtos gratuitos ou de uma pequena comissão, os nanos falam o que as companhias pedem que falem. Com cerca de 2.700 seguidores no Instagram, Alexis Baker, 25, tinha uma presença relativamente comum nas redes, com suas fotos com roupas da moda e dos lugares onde passara férias maravilhosas em seu feed. Mas a sua persona online mudou quando em seus posts começou a falar de produtos como o xampu Suave Professional Rose Oil Infusion, a maquiagem Beyond Perfecting, da Clinique, e o Loco Coffee, uma mistura de café gelado e água de coco.

As pessoas que conhecem Alexis se surpreenderam quando hashtags usadas para publicidade de produtos começaram a aparecer na sua conta. Também ficaram impressionadas pelo fato de ela postar mensagens como influenciadora. “Meus amigos pensaram: ‘Espera aí – você não tem milhares de seguidores. Como conseguiu tantos contatos?’ contou. “Eu não sabia o que responder”.

Alexis, gerente de leasing do estado da Virgínia, disse que começou a fazer este “bico” depois de ser descoberta pela Obviously, que se define como “agência de marketing influenciador”. Para Mae Karwowski, diretora executiva da Obviously, os nano influenciadores constituem uma oportunidade de baixo custo e pouco utilizada. “Todo mundo que está no Instagram tem aquele amigo que todo mundo conhece e que recebe muitas curtidas, comentários e tem um bom conteúdo”, ela disse.

As companhias procuram pessoas relativamente desconhecidas nessa espécie de corrida ao ouro da publicidade, através de personalidades populares nas redes. Mas à medida que os influenciadores vão se tornando conhecidos, também passam a cobrar mais.

Em geral, eles acham os produtos que recebem grátis uma compensação justa pelos anúncios que postam. “Se este negócio estourar e virar uma atividade em tempo integral, maravilha”, disse Alexis. “Mas não é uma coisa que eu esteja procurando. Na realidade, adoro fazer isto”.

Krishna Subramanian, fundador da Captiv8, outra empresa influenciadora de marketing, é cético quanto a algumas marcas fazerem marketing dos seus produtos através de pessoas com um número de seguidores pouco expressivo na mídia social. “Será que eles conseguem mesmo mensurar alguma coisa dessa maneira e achar que está sendo um sucesso?”.

Mas Mae Karwowski confia na estratégia. A sua empresa tem 7.500 nanoinfluenciadores em seu banco de dados e planeja dobrar este número até março. “A geração mais jovem cresceu com esta tecnologia, por isso está acostumada a ver pessoas comentando sobre produtos de que elas gostam e recomendá-los; agora há mais disposição para participar disso. Você faz pequenas apostas em vez de dizer: ‘Nós vamos trabalhar com Kim Kardashian’”.

Marcas conquistam o coração e o bolso de visitantes da CCXP

Evento que ocorre em São Paulo até domingo conta com centenas de fabricantes e varejistas. Saiba sobre os produtos vendidos
Por Marina Filippe

Loja temporária da Riachuelo: só itens para o público geek  (Gabriel Colombara/CCXP/Divulgação)

São Paulo — De quinta a domingo acontece em São Paulo a 5ª edição da CCXP, o maior evento de cultura pop e geek do mundo. O empreendimento, criado por sete sócios brasileiros, replica um formato existente e próspero há mais de 50 anos nos Estados Unidos.

Para 2018 são esperados 260 000 visitantes dispostos a conhecer seus artistas preferidos de Hollywood — a atriz Sandra Bullock é uma entre 42 celebridades globais.

Esse também é o momento de gastar nos estandes das marcas participantes. Somente no ano passado, as empresas faturaram 400 milhões de reais em quatro dias e uma noite.

É na CCXP que a Warner Bros disponibiliza uma loja oficial de produtos Harry Potter, geradora de filas imensas do lado de fora.

Outro exemplo são as vendedoras de bonecos colecionáveis Pizii Toys e Iron Studios, que tiveram alguns produtos esgotados já nesta quarta, quando o evento recebeu apenas convidados, imprensa e pessoas que compraram pacotes de ingressos especiais.

Mas não são apenas as companhias já tradicionais na indústria do entretenimento que aproveitam para se comunicar com clientes. A varejista de moda Riachuelo dobrou o tamanho de sua loja para 560 metros².

A intenção é evitar a fila de uma hora e meia que se formou do lado de fora da loja no ano passado. “Agora trouxemos 800 tipos de produtos e alguns deles serão vendidos exclusivamente no evento”, diz Julia Medeiros, gerente de licenciamentos da Riachuelo.

As varejistas de moda estão em peso no evento. A Lupo também ampliou sua loja este ano. Depois da estreia de sucesso em 2017, a marca traz meias, a linha de roupas intimas e pijamas. “Ano passado vendemos em quatro dias 350 mil reais, o faturamento mensal de uma boa loja”, afirma Carolina Pires, diretora de marketing e vendas da Lupo.

Outras marcas do setor presentes no evento são Havaianas, com novos modelos, como do desenho animado Ricky and Morty e Grendene com super-heróis estampados nos calçados.

Uma novata na CCXP é a tradicional fabricante de laticínios Itambé. Em sua estreia a marca se junta a fabricante de guloseimas Fini, que participa do evento há três anos. O momento é uma oportunidade de lançar o produto desenvolvido pelas duas empresas, além de renovar o público consumidor.

“A Itambé tem um público bastante tradicional, mas podemos alcançar também o jovem-adulto por meio de novidades e inovação”, Beatriz Cardoso, gerente de marketing da Itambé. No estande ganha o produto quem participar de jogos, por exemplo, de realidade virtual. Uma loja também vende o iogurte com balas.

Apesar de uma grande área de alimentação e bebidas, algumas empresas dessa seara investiram em ativações para o público. A Cup Noodles oferece um produto de brinde para quem se arriscar a tomar um susto.

E a Johnnie Walker aproveita o momento para lançar uma bebida especial, inspirada na série Game Of Thrones.

Os acessórios e itens de decoração são vendidos por diversas lojas que competem pela atenção do fã de personagens.

A Imaginarium tem peças de Harry Potter e Star Wars num estande de 90 metros², enquanto o próprio grupo Omelete — organizador do evento — a loja Big Head e muitas outras estampam canecas, cadernos, copos e mais.

O evento que enche o coração dos participantes de alegria com as atrações promovidas pelas marcas também ocupa espaço nas mãos cheias de sacolas.

“O tíquete médio na CCXP chega a ser três vezes maior do que o registrado pelos varejistas brasileiros no período de Natal”, diz Pierre Mantovani, sócio-fundador do grupo Omelete.