Avon reforça a importância da representatividade feminina com novo anúncio

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Em parceria com a associação Mais Diferenças, a Avon lançou nessa semana uma campanha que reforça de maneira simples e clara a importância do espaço da mulher na sociedade e também na valorização das suas diferenças. Veja no vídeo acima.

Batizada de Dona Dessa Beleza, a campanha se propõe a bater mais uma vez na tecla de que cada mulher tem o seu estilo, que todas precisam ser tratadas com respeito e ter o seu espaço garantido. Não importa como ela seja, o que importa é que ela se sinta bem e se sinta mulher.

No vídeo a marca apresenta diversos padrões de mulheres, desde modelos plus size, transgênero, deficiente visual (com a participação especial da paratleta Terezinha Guilhermina) e uma com Síndrome de Down. Mulheres que são quem elas querem e que não precisam de ninguém para afirmar isso.

Paralelo a isso e aproveitando a Black Friday que se aproxima, a Avon irá adaptar todo o conteúdo de seu site para que ele se torne acessível para pessoas com deficiência, com a descrição de imagens, audiodescrição de vídeos, legendas e libras nos materiais da campanha. Presumidamente, essas adaptações devem continuar após o término da campanha – seria muito estranho se não fosse assim.

Não é de agora que a Avon se posiciona em assuntos que muitos julgam delicados mas que na verdade precisam ser abordados. Nesse ano por exemplo a marca já apoiou a causa LGBT dizendo que maquiagem é para todos e no ano passado usou sua linha de produtos para conscientizar as mulheres sobre a violência doméstica e a necessidade de denunciar os casos.

Esse é mais um passo importante no caminho do combate ao preconceito, seja de gênero, cor ou orientação, mas que as marcas não dependam somente de datas como o Dia da Mulher ou a Black Friday para mostrar que elas podem sim ser quem desejarem e sem precisar se importar com o resto.

Quer uma prova de que esse tipo de campanha ainda é importante? Basta olhar a quantidade de dislikes que o vídeo já recebeu no YouTube. E há quem diga que não existe preconceito.
A criação e produção é da agência Mutato. [Rafael de Almeida]

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“Apenas 5% da publicidade empodera as mulheres”, diz estudo

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Só 1% das mulheres retratadas nos comerciais de TV tem cabelo crespo (Foto: Thinkstock)

A grande mobilização na web e nas ruas pelo empoderamento feminino parece não ter surtido muito efeito ainda na publicidade brasileira. Um estudo recente realizado pela agência Heads Propaganda concluiu que apenas 5,13% dos comerciais empoderam mulheres. Isso significa que cerca de 21 milhões de reais do investimento em mídia são gastos com peças que reforçam estereótipos de gênero.

Não à toa, 65% das brasileiras não se sentem representadas na publicidade, como já mostrou pesquisas do Instituto Patrícia Galvão. “O que estamos construindo além de inseguranças?”, questiona Patrícia Moura, que integra o time de Planejamento Estratégico da agência. A publicidade ainda tem projetado padrões inalcançáveis.

O levantamento foi feito a partir de 8.051 comerciais de TV de 207 marcas e de 889 posts de Facebook de 127 marcas. E o que se vê é ainda decepcionante. Na televisão, só 26% das protagonistas são mulheres, sendo 84% brancas, 12% negras e 4% diversas. Quando a pesquisa se volta aos coadjuvantes, os índices são ainda mais baixos: só 7% são mulheres, sendo 77% brancas, 6% negras e 17% diversas.

E se as redes sociais se transformaram em um ótimo veículo de propagação de ideias feministas, não é para este fim que muitas marcas têm as usado. No Facebook, só 9% das protagonistas das peças publicitárias são mulheres, sendo 82% brancas, 12% negras e 6% diversas. Quanto aos coadjuvantes, só 1% é do gênero feminino.

É a representação de uma sociedade predominantemente branca, apesar de 54% da população brasileira se identificar como preta ou parda. “Apesar de não terem sido identificadas ofensas explícitas nos comerciais durante os períodos analisados, a ausência de representação consiste em uma violência simbólica e, por isso, já é uma forma de racismo, por exemplo”, conta Carla Alzamora, diretora de Planejamento da Heads.

Outros dados problemáticos apontados pelo estudo é o de que 87% das mulheres presentes na publicidade são jovens e adultas, e 1% das que são retratadas possui cabelo crespo.  De maneira geral, a mulher segue sendo relacionada com mais frequência aos cuidados com a casa e a família, assim como com padrões de beleza. “A figura feminina ainda é relacionado ao chilique, à histeria, e a do homem à sanidade mental”, mostra o estudo.

Mas apesar de o cenário ainda ser preocupante, é possível notar um aumento de inserções que não utilizam estereótipos de gênero e uma pequena queda no último ano daquelas que ainda os reforçam – de 36% para 26%. [Daniela Carasco]

Goldman Sachs usa Spotify para recrutar jovens

Os anúncios em áudio e banners, que aparecem nos EUA e no Reino Unido, têm link com o aplicativo do Goldman e apresentam partes diferentes da instituição aos potenciais recrutados.
Um dos maiores bancos de investimento de Wall Street, o Goldman está tentando seduzir possíveis candidatos ressaltando a oportunidade de provocar um impacto positivo na sociedade.
“Trata-se de um lugar ao qual pessoas talentosas com formações diversas vêm para fazer a diferença — desde a criação de um novo aplicativo até o gerenciamento de um IPO”, diz o áudio.
“Nós estudamos Humanas, Ciências, Matemática – e muito mais. Quando você quiser gerar impacto de maneiras inesperadas, pense no Goldman Sachs.”
Neste ano, o Goldman reformulou a maneira de recrutar estudantes universitários para evitar ideias preconcebidas e atrair um grupo mais diversificado em um momento que o setor financeiro como um todo enfrenta concorrência cada vez maior do Vale do Silício pelos formados mais talentosos.
O banco recentemente usou o Snapchat para mirar candidatos jovens, anunciando em cerca de 50 universidades.

A Vox Media, editora web dona do site de tecnologia The Verge e do site de alimentos Eater, também postou conteúdo do Goldman durante alguns anos e o New York Times trabalhou com a instituição em gráficos de negócios.
O Goldman também usa o Twitter e o Linkedln. A instituição não informou quanto está investindo nos anúncios no Spotify.
Escolhas não convencionais
“O Spotify e o Snapchat são opções de mídia não convencionais para nós”, disse Amanda Rubin, codiretora global de marca e estratégia de conteúdo da instituição, em entrevista na quinta-feira.
“Estamos tentando ser úteis e ajudar os jovens a entenderem o Goldman.”
Além de investir no Spotify, o Goldman assessorou a empresa em uma rodada de financiamento de US$ 1 bilhão em março, disseram pessoas com conhecimento do assunto na ocasião.

Moleskine abre seu próprio café em Milão

size_810_16_9_milao-moleskine-cafeCafé da Moleskine em Milão, Itália: espaço próprio para inspirar pessoas
São Paulo – “Para a sua dose diária de inspiração”.
Assim a marca Moleskine, famosa por suas belas cadernetas (o sonho de consumo de escritores e artistas), define o seu novo empreendimento.
A marca abriu, no final de julho, o seu primeiro Moleskine Café.
O café fica em Milão, na Itália, na região de Brera Design District.
Segundo a marca, o espaço reúne café, galeria de arte, loja e biblioteca. É “um café literário do século 21”.

A ideia da Moleskine é atrair pessoas atrás de um bom café.
Nisso, elas podem aproveitar o ambiente para buscar inspiração e exercitarem a criatividade.
A marca caprichou no design do ambiente, com cores neutras e estética contemporânea.
No menu, sanduíches, sopas, saladas, cafés da manhã completos e opções de brunch.
O mais curioso da novidade é que a marca estimula o mundo offline.
A sugestão do café é que você não leve seu notebook e aproveite o local desplugado, escrevendo e desenhando à mão.
Mas usar o seu iPad ou iPhone não é proibido, claro.
Se a ideia der certo em Milão, a marca poderá levar o conceito para outras cidades italianas e também para outros países.
Confira as imagens do café:Café Moleskine, em MilãoCafé Moleskine, em Milão: diversos tipos de café, inclusive um da marca Moleskine.ther.jpgCafé Moleskine, em Milão: ambiente com decoração contemporânea.Café Moleskine, em MilãoCafé Moleskine, em Milão.Café Moleskine, em MilãoCafé Moleskine, em Milão: marca criou espaço para pessoas curtirem “offline”.Café Moleskine, em MilãoCafé Moleskine, em Milão.Café Moleskine, em MilãoCafé Moleskine, em Milão.Café Moleskine, em MilãoCafé Moleskine, em Milão: há uma loja com os clássicos produtos da marca.Café Moleskine, em MilãoCafé Moleskine, em Milão.

Guilherme Dearo, de EXAME.com

Em nova sede, Bullet lembra que “live marketing” não existe

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por Carlos Merigo
Nos últimos anos, é comum ouvir que tal agência é especializada em “live markerting”. Já tem até evento focado nesse rótulo. Mas o que seria isso? Uma nova disciplina? Criaram mais uma área e não avisaram ninguém?

A Bullet, que na última terça-feira apresentou sua nova sede e posicionamento, avisa: Live marketing não existe. Ele tem outro nome, muito mais conhecido de todos nós: marketing promocional.

É lembrando disso que a agência falou do futuro da área de promo, que vai muito além do “guarde seus cupons” e degustação no ponto de venda.

Agora com a assinatura “Think. Share. Sell.”, a Bullet defende que o marketing promocional dos novos tempos abrange cinco pilares: Promo, ATL, Digital, PR e Shopper Marketing. E se antes todos eles eram baseados no awareness, agora devem ter como meta o engajamento contínuo. É esse engajamento que remumera o mercado de promo, e não mídia. Não tem Veja, nem Globo.

Dentro de um novo modelo de atuação, que inclui novas áreas de mídia e inteligência de marcado, a Bullet mostrou brevemente uma nova ferramenta de monitoramento de influenciadores. Eu não vi em funcionamento, mas pelas primeiras imagens parece promissora pelo nível de detalhe e foco em comunicação.

A plataforma acompanha em tempo real o comportamento e conteúdo gerado por influenciadores na internet, com um pensamento de fugir da métrica bruta (e muitas vezes burra) de seguidores e views. Dessa forma, é possível saber quais assuntos e marcas (incluindo o tom do discurso) são mais tratatos por essas pessoas, com relatórios e nuvem de tags gerados a cada hora.

Segundo o VP de Planejamento Estratégico, Aldo Pini, essa é uma maneira de ser mais preciso e relevante no relacionamento com influenciadores, bem como monitorar o impacto que causam para as marcas.

Lembrando que a Bullet tem experiência nessa área, já que no ano passado foram os responsáveis pela primeira FanFest do YouTube no Brasil. Além disso, quando a internet ainda era tudo mato, viralizaram com o case iPod no Palito e GPS na caixa de Omo.

Abaixo, confira fotos – tiradas pela Pandalux – da nova agência no Brooklin, que foi projetada pela Casa Caucaia.

Adidas diz que não encerrará patrocínio de atletas caso eles se revelem LGBT

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por Rafael Silva
Patrocinar grandes atletas é uma maneira de uma marca ligada a esportes ganhar destaque no meio – e é por isso que muitas marcas o fazem. O atleta ganha e a marca também. A Adidas, a segunda maior marca nesse meio, ganhou alguns pontos na semana passada ao anunciar uma mudança nesse tipo de contrato. A marca adicionou uma cláusula que diz que o patrocínio com atletas não será modificado ou terminado caso eles se revelem gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais.

A Adidas já patrocina diversos atletas que são notoriamente não-héteros, como por exemplo o mergulhador britânico Tom Daley (da foto acima) e a boxeadora Nicola Adams. A adição dessa cláusula aconteceu porque em diversos países um funcionário pode ser demitido de uma empresa caso ele revele não ser heterossexual. Com uma cláusula assim, a Adidas mostra que está, como o resto do mundo, evoluindo seu pensamento e apoiando ainda mais a diversidade.

A nova cláusula diz “Adidas reconhece e adere aos princípios da diversidade, pois isso é uma parte central da filosofia do grupo Adidas. Portanto, Adidas garante que este acordo não será nem rescindido ou modificado caso o atleta se revele para o público como um membro da comunidade LGBT”.

Sua principal concorrente, a Nike, também patrocina desde 2013 grandes atletas que são parte da comunidade LGBT. Mas não está claro se os contratos com eles contém uma cláusula assim ou não.