Categoria: arquitetura

Hiroshi Sambuichi: Arquitetura começa com “água, ar e sol”

Neste vídeo produzido pelo Louisiana Channel, o arquiteto japonês Hiroshi Sambuichi explica sua abordagem de projeto através da observação e reverência das condições naturais de um local específico, como se vê em sua instalação recentemente concluída, “The Water”, atualmente em exposição no Museu Cisterns em Copenhague.

Ao projetar a instalação, Sambuichi reabriu o chão acima da cisterna pela primeira vez em 150 anos, permitindo que o sol e a água se encontrassem em um abraço tranquilo. Acessado através de um corredor de 120 metros de comprimento, a experiência é a de uma viagem através da luz e da atmosfera que conecta os visitantes às qualidades específicas do lugar. Espelhos refletem a luz através do espaço, enquanto uma câmera obscura projeta uma imagem do Palácio de Frederiksberg nas paredes da cisterna – uma recordação do contexto mais amplo do local.

“A relação entre ilhas, água, sol e plantas é algo muito importante para mim. E por termos o sol e a água aqui, as Cisternas têm uma expressão perfeita, na minha opinião.”

Conhecido por suas experimentações na relação entre arquitetura e natureza, o trabalho de Hiroshi Sambuichi baseia-se em investigações pessoais e científicas, um processo que permite que seus edifícios mantenham um equilíbrio entre poesia e ciência. Trabalhos anteriores de Sambuichi incluem o Observatório Rokko-Shidare, o Museu de Arte Inujima Seirensho e o Naoshima Hall.

Vídeo via Louisiana Channel. Saiba mais sobre a instalação, aqui. By Traduzido por Romullo Baratto

CTBUH lança concurso internacional de estudantes para projetos de arranha-céus

cpne.jpgO Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) tem o prazer de anunciar o seu 6º Concurso Internacional de Projetos de Arranha-céus para estudantes. O objetivo do concurso é lançar novas luzes sobre o significado e o valor dos edifícios altos na sociedade moderna.

A era dos edifícios altos como uma peça única icônica escultural, que se mantém isolada dos arredores, está chegando ao fim. Os criadores têm a responsabilidade de assegurar que essas estruturas urbanas permanentes gerem uma resposta urbana orientada ao futuro aos maiores desafios do nosso tempo: crescimento sem precedentes da população; urbanização em massa; mudanças climáticas; degradação ambiental; mudança social, política e econômica; E o rápido avanço de inúmeras inovações técnicas.

O futuro da humanidade neste planeta depende dos benefícios coletivos da densidade urbana; Reduzindo o consumo de terra e a energia necessária para construir e operar a cidade horizontalmente dispersa. Os edifícios altos agora devem ser os veículos para criar uma densidade aumentada, não apenas através de uma maior altura, mas conectando várias camadas da cidade. A infraestrutura física urbana, a circulação, a vegetação e as funções urbanas tradicionalmente restritas ao nível do solo, continuariam, idealmente, até o edifício, de modo que os próprios edifícios se tornem uma extensão da cidade: uma parte do plano urbano bidimensional rotacionado para a vertical. Traduzido por Eduardo Souza

Baixe as informações relacionadas ao concurso aqui.

Título: Concurso Internacional de Projetos de Arranha-céus para estudantes
Tipo: Anúncio de Concursos (Concurso de estudantes)
Website: http://www.ctbuh.org/competition
Organizadores: Council on Tall Buildings and Urban Habitat
Prazo de inscrição: 17/07/2017 23:30
Prazo para envio: 24/07/2017 23:30
Preço: Gratuito

Restaurante NiGiRi / Junsekino Architect And Design

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Cortesia de Junsekino Architect And Design

Do arquiteto. Nigiri é o restaurante de sushi que era originalmente um food truck. Para construir este restaurante, foram necessários 45 dias de criação e construção. É um restaurante de 60 metros quadrados, localizado junto à estrada principal em Bangkok. Nossa intenção é preservar a estrutura de aço original tanto quanto possível. Além disso, decidimos utilizar os materiais mais leves, bem como o método de instalação a seco para a conveniência do processo de construção.

O grande bloco na estrada é camuflado e se tornou uma caixa leve e facilmente reconhecível sobre o que está vendendo. Foi utilizado um material semi-translúcido para envolver a elevação do edifício que também serve para filtrar a luz solar. Durante a noite, este material dará o resultado oposto, uma vez que ele se iluminará e espalhará a luz.

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Além disso, podemos cultivar plantas para garantir a sensação de natureza ao redor dos clientes. No interior, a madeira é usada para dar a sensação de suavidade. A cor da madeira e a luz penetrada combina com o sistema de iluminação projetado e fazem o restaurante parecer mais brilhante do que outros. Consequentemente, nos adaptamos ao uso de lâmpadas como a principal fonte de iluminação do restaurante para que a intensidade da luz possa ser facilmente ajustada. Pretendemos fazer com que os clientes se sintam como se estivessem em casa. [ArchDaily – Victor Delaqua]

Arquitetos: Junsekino Architect And Design
Localização: ซอย ลาดพร้าว 94 富 人 区, 300/1 Thanon Si Vara, Phlabphla, Wang Thonglang, Bangkok 10310, Tailândia
Área: 60.0 m2
Ano do projeto: 2016
Construtora: Jarin Dechchutrakul; Chaianurak Construction co.,ltd

Gerador automático de fachadas palladianas: explore variações do estilo do arquiteto mais influente da história

Palladio.gifEm seu trabalho seminal, Os Quatro Livros da Arquitetura (1570), Andrea Palladio delineou os elementos arquitetônicos que integrariam seu estilo de projeto, tomando emprestado referências da arquitetura dos antigos romanos e os princípios definidos por Vitrúvio e Leon Battista Alberti. Ao projetar seus edifícios, Palladio empregou uma paleta completa de motivos, de frontões a pórticos, resultando em estruturas que, embora seguissem uma determinada fórmula, permaneciam distintas e únicas.

Reconhecendo os padrões arquitetônicos em seu trabalho, o programador “23” (Paul O’Leary McCann) criou um código capaz de gerar aleatoriamente fachadas de inspiração palladiana. Ajustando-se ao tamanho de sua tela, o programa pode criar fachadas de escalas variadas, de templos de um pavimento a mega-estruturas, que guardam semelhanças com as obras de Palladio e que fazem lembrar brinquedos de blocos de montar. 

Explore essa variedade de fachadas palladianas, aqui

MoMA divulga projeto de extensão por Diller Scofidio + Renfro e Gensler


Por Patrick Lynch Traduzido por Lis Moreira Cavalcante

Em evento fechado para a imprensa no início deste mês, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) apresentou as reformas concluídas para o extremo leste da área do museu e também divulgou o projeto completo de expansão concebido por Diller Scofidio + Renfro em colaboração com a Gensler.

Com a conclusão da renovação da ala leste, que começou em fevereiro de 2016, o museu criou duas galerias espaçosas no terceiro andar, reconfigurando 1.393,5 metros quadrados de espaço, permitindo uma melhor flexibilidade na instalação do acervo e exposições temporárias.

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Além disso, a histórica escadaria Bauhaus do edifício foi estendida para o nível térreo, ampliando o acesso ao segundo andar, onde o Café 2 foi renovado e uma nova loja do museu e expresso bar oferecerão vistas para o Jardim de Esculturas de Abby Aldrich Rockefeller. Um novo lounge no primeiro andar proporcionará assentos em seu interior com conexões visuais para o Jardim de Esculturas, enquanto melhorias nas instalações, incluindo banheiros e um novo guarda-volumes no nível da rua irão melhorar a experiência geral do visitante.

A primeira exposição para utilizar as novas galerias do terceiro andar será “Frank Lloyd Wright 150: Abrindo o Arquivo“, agendada para lançamento em 12 de junho. A exposição terá uma visão retrospectiva da carreira de Wright no 150º aniversário de seu nascimento, apresentando mais de 450 desenhos arquitetônicos, maquetes, fragmentos, filmes, móveis e muito mais, incluindo uma série de peças que nunca antes foi exibida publicamente.

O plano de expansão completo, que se estenderá até a edificação atualmente em construção 53 W 53 (projetado por Ateliers Jean Nouvel), acrescentará mais de 9 mil metros quadrados ao museu, incluindo 4.645 metros quadrados de espaço de galeria (totalizando 16.258 metros quadrados em todo o campus) e 2.043 metros quadrados de espaço público (totalizando 10.126 metros quadrados).

De acordo com o MoMA, o projeto visa atingir três objetivos principais: “aumentar o espaço da galeria e permitir que o Museu exiba muito mais de sua coleção diversificada, de formas mais profundas e interdisciplinares; proporcionar aos visitantes uma experiência mais acolhedora e confortável; e conectar melhor o Museu ao tecido urbano do centro de Manhattan.”

A expansão permitirá ao museu redesenhar completamente a circulação pelo campus, abrindo a parte ocidental para ser totalmente dedicada à exibição de arte. Uma variedade de espaços de diferentes alturas serão interligados verticalmente, alguns dos quais serão iluminados naturalmente para a exibição de pinturas e esculturas, e outros equipados para performances ou filmes.

“O projeto otimiza os espaços atuais para serem mais flexíveis e tecnologicamente sofisticados e cria mais áreas para os visitantes pararem e refletirem”, explica o museu. “Os 4.645 metros quadrados de espaço de galeria que estão sendo adicionados na parte ocidental do edifício permitirão ao MoMA realizar uma aspiração antiga: apresentar muito mais de sua coleção através de uma série de narrativas fluidas e interconectadas entre arte moderna e contemporânea a partir de todos os meios. As novas galerias proporcionarão uma oportunidade para reimaginar a exibição do acervo do Museu e mostrar sua profundidade, amplitude, complexidade e diversidade através de um maior uso de instalações interdisciplinares, além de ter espaços rotativos dedicados a meios específicos, incluindo fotografia, arquitetura e design.”

A expansão também incluirá uma série de novas galerias no nível de rua que se conectam à Loja de Design e Livraria do MoMA, que contará com uma parede de vidro de altura total para conectar melhor o museu à rua. Todo o primeiro andar do museu, incluindo as novas galerias, será completamente aberto ao público, gratuitamente.

Elizabeth Diller, sócia da Diller Scofidio + Renfro, disse: “Este projeto nos convidou a trabalhar com toda a história arquitetônica do MoMA, unindo as construções existentes do Museu num todo compreensível através de intervenções cuidadosas e deliberadas em lógicas anteriores, bem como a construção de novas lógicas que surgem das aspirações atuais do MoMA.Este trabalho exigiu a curiosidade de um arqueólogo e a habilidade de um cirurgião. As melhorias tornarão a experiência do visitante mais intuitiva e aliviarão o congestionamento, enquanto uma nova rede de circulação conectará os espaços de expansão com os lobbies, os auditórios e o Jardim de Esculturas, criando um domínio público contíguo e gratuito que conecta a rua e a arte na cidade.”

“O projeto integra as várias facetas da história arquitetônica do museu, criando uma fachada de vidro transparente distinta na 53rd Street que complementa os edifícios existentes de Goodwin e Stone, Johnson e Taniguchi e convida a um diálogo mais aberto entre espaços internos e externos.”

O projeto de expansão deverá ser aberto em 2019. Para marcar a ocasião, todo o Museu será configurado para exibir peças do acervo, resultando na maior exibição individual de obras do acervo na história do museu.

Notícia via MoMA.

100 Fotografias minimalistas de cores e detalhes na arquitetura argentina

hernanmat_Fotografía_Minimalista_98Por Traduzido por Victor Delaqua

Texturas, cores e detalhes registrados por @hernanmat, a partir de uma considerável quantidade de fotografias minimalistas, evidenciam uma série de repetições e elementos característicos da arquitetura local, tradicional e popular da Argentina.

A coleção fotográfica é de certa maneira uma reflexão e um ponto vista sobre o papel que ocupam diferentes componentes da arquitetura argentina na memória coletiva.

A seguir, veja uma seleção das fotografias de @hernanmat.

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Bund Finance Centre em Xangai de Heatherwick e Foster, pelas lentes de Laurian Ghinitoiu

Localizado no centro de Xangai, este complexo multifuncional de artes e cultura faz parte do Bund Finance Center – um projeto conjunto em parceria pelos escritórios Heatherwick Studio e Foster + Partners, ambos de londres. Localizado entre a cidade velha e o novo distrito financeiro, este novo centro combina espaços de exposições e eventos com um palco para apresentações e performances inspirado, de acordo com os arquitetos, “nos palcos abertos dos teatros chineses tradicionais”. Um dos aspectos mais marcantes do projeto é uma espécie de “véu” que se movimenta, registrado aqui pelo fotógrafo Laurian Ghinitoiu.  Traduzido por Joanna Helm

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Anne Lacaton: “Não deveríamos diferenciar projeto para ricos e projeto para pobres”

gEm uma recente entrevista realizada pela jornalista e historiadora Anatxu Zabalbeascoa para o El País Semanal, a arquiteta francesa Anne Lacaton conversou sobre o início de sua carreira no sul da França, a recuperação como estratégia de projeto – em resposta à destruição – e a marca que a África deixou nela e em Jean-Philippe Vassal, seu marido e sócio do escritório Lacaton & Vassal, quando lá viveram nos anos 70.

No entanto, a arquiteta reconhece que, por mais que se esforcem, os arquitetos não têm condições de resolver todos os problemas. “Um arquiteto não é um político nem um sociólogo”, disse. “Como pessoa, claro que há situações que te afetam: os refugiados, as periferias. Porém, o poder de intervir e modificar essas situações está na política.”

Sobre seus princípios na arquitetura, Lacaton, vencedora do Prêmio Rolf Schock de Artes Visuais em 2014, diz:

O segredo é não começar pelo fim, pela forma. Entender qual é o problema já é 60%. Há muitos problemas. Conseguir que eles não sejam notados e que a arquitetura tenha leveza é uma luta. Ter claro o que se sabe e o que não é essencial para poder tomar decisões. Quando, ao projetar, você se deparar com uma ideia poderosa, deve cuidar dela como se fosse uma flor. Ou você a protege, ou não consegue conservá-la.

Leia a entrevista completa aqui.  [ArchDaily]

Congresso Nacional, MASP e MAC estão entre prédios mais bonitos

maspO site Business Insider perguntou aos seus arquitetos colaboradores quais são os edifícios mais inovadores e os que os inspiraram a escolherem suas profissões. As 22 construções mais citadas foram divulgadas em uma lista.

Entre os projetos escolhidos, há três brasileiros: o Museu de Arte de São Paulo (MASP), de Lina Bo Bardi e dois trabalhos de Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea (MAC), no Rio de Janeiro, e o Congresso Nacional, em Brasília.

s-5b25d8adfeb93e5386c118dd71399f52cbb4a222Sobre o MAC, as linhas e curvas características de Niemeyer foram exaltadas. “É despretensioso, gentil, poético e imerso em antecipação”, falou Peter Exley, professor da School of the Art Institute of Chicago e fundador do Architecture is Fun.

Congresso NacionalJá Julia Donoho, da Equinox Design and Development, conheceu Brasília quando criança e afirmou que o Congresso Nacional “capturou a imaginação do mundo”. Ela também destacou os prédios dos Ministérios e o formato de avião da cidade planejada. [Ana Beatriz Bartolo]

Wheelwright Prize 2017: Samuel Bravo vence prêmio de Harvard

finallDedicado a novos arquitetos com projetos de pesquisa baseados em viagens, o Wheelwright Prize selecionou Samuel Bravo como vencedor da edição de 2017. A premiação da Harvard University Graduate School of Design (GSD) recebeu mais de 200 inscrições de mais de 45 países.

Formado pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, o arquiteto chileno foi o escolhido dentre quatro finalistas. Seu projeto, Projectless: Architecture of Informal Settlements, tem foco nas arquiteturas tradicionais e nos assentamentos informais. Bravo recebeu um prêmio de 100 mil dólares – o valor deve financiar dois anos de suas pesquisas na América do Sul, Ásia e África.

Segundo a página oficial do Wheelwright Prize, “as viagens começarão na bacia amazônica, que abriga 400 grupos étnicos, incluindo algumas tribos ainda isoladas, e continuará para as planícies amazônicas, onde visitará dezenas de assentamentos, grandes e pequenos, do Peru à Colômbia ao Brasil. Ele irá observar os assentamentos prístinos, bem como aqueles que são pressionados pelas forças de desenvolvimento, extração de recursos e migração. Ele continuará para a África, onde os centros urbanos (como Lagos, Nigéria) estão passando por um crescimento demográfico extremo. Na Ásia, ele planeja visitar Bangladesh, Nepal e Índia, onde identificou uma série casos de estudo, de aldeias tradicionais a favelas globais”.

Com projetos concentrados na América do Sul, o arquiteto teve seus trabalhos expostos na Bienal de Arquitetura do Chile em 2010 e 2012 e no pavilhão de seu país na Bienal de Veneza de 2010. Bravo já havia sido finalista do Wheelwright Prize no ano passado. [Mariana Bruno]