Projeto leva cores e espaços de leitura para escolas municipais em Santos

Espaços foram assinados pelo escritório AUÁ Arquitetos
FOTOS RENATA MOSANER /DIVULGAÇÃO

Bibliotecas e salas de estudo banhadas com tons de laranja e azul, e símbolos que remetem ao calçadão da cidade de Santos, em São Paulo. Essas foram algumas das propostas desenhadas e inseridas pelo escritório AUÁ Arquitetos para escolas públicas da cidade no litoral paulista.

Essa restauração faz parte do projeto Escolas que Inovam, que conta com cooperação entre a Prefeitura de Santos, a VLI logística, a Agência Tellus e o AUÁ. As obras, concluídas em 2018, contemplaram nove escolas municipais, entre elas a UME Ayrton Senna e a UME Cidade de Santos.

As bibliotecas foram remodeladas com o propósito de oferecer um espaço mais aconchegante e atrativo para os alunos. Já as estudiotecas funcionam como núcleos tecnológicos e tem como objetivo de suprir a demanda por um local para estudos, explica nota da prefeitura em seu site.

“Cada escola tinha a sua sala, elas eram muito diferentes, a gente precisava aplicar o mesmo conceito entre elas”, explica Diogo Cavallari, um dos arquitetos envolvidos no projeto.

Além de reparos estruturais, para a biblioteca, os arquitetos pensaram em tons de azul, cor que poderia colaborar para a concentração. Já a estudioteca, espaço de criação e debates, recebeu um enérgico tom laranja.

As pinturas nas paredes e tetos receberam formas geométricas de diferentes dimensões, como quadrados e retângulos com pontas arredondadas, figuras conhecidas entre os caiçaras. “Elas remetem ao calçadão de Santos”, explica o profissional. “Procuramos referências de espaço externo, da praia, do calçadão e grafites. Traduzimos isso para essa lingaguem, que vem pelo piso e sobe a parede”, conta.

Em ambos os espaços foram propostas arquibancadas-baú, que além de servirem às reuniões, abrigam também livros, materiais e equipamentos, liberando as salas para as atividades propostas.

Os projetos, segundo a prefeitura, foram viabilizados por meio de um convênio de R$ 6 milhões firmado no ano passado entre VLI (Valor da Logística Integrada) e a gestão municipal. Do total, R$ 3,3 milhões foram destinados para projetos ligados à saúde e os R$ 2,7 milhões restantes seguiram para a educação. 

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Essa casa de concreto quase flutua em Miami Beach

Cercada pela natureza, a casa tem soluções que a elevam do solo e tornam seu visual leve apesar da estrutura de concreto
POR CAROL SCOLFORO | FOTOS RGA/DIVULGAÇÃO

Em Miami, é cada vez mais preocupante o aumento do nível do mar. Tanto que residências como esta de 350 m², erguida pelo escritório René Gonzalez Architects, passam por exigências para se adequarem à nova realidade. Ao responder a esse desafio, os arquitetos buscaram várias referências, inclusive em tribos indígenas. A ideia de elevar a casa do terreno inclui soluções leves, como uma escada de cobre, superfina e retrátil e palafitas em outro ponto.

Subindo, o living está no meio de um jardim escultural de vegetação tropical ondulante, com sistema de drenagem. Ali perto, uma longa piscina de raia e passarelas de metal destacam ainda mais a delicada conexão com o térreo.

Construída como uma casa de férias para um morador que vive a maior parte do ano no frio, a residência tem relação constante com a paisagem tropical. Os enormes panos de vidro disseminam a luz, e a sensação é de estar dentro de uma sequência de planos flutuantes elevados do solo, parte disso a céu aberto.

Elevada em colunas, a casa é um refúgio seguro durante furacões e enchentes. Embora bem aberta, fecha-se completamente com os panos de vidro, durante chuvas e tem uma base robusta de concreto, que a torna forte diante do tempo e do clima. No décor, os poucos móveis destacam sua amplitude – espaços vazios propositais levam o visual a uma atmosfera refrescante, exatamente como pede Miami.

Casa tem fachada e telhado cobertos com cortiça

Situada em Berlim, casa foi desenhada pelo escritório Rundzwei Architekten

Cork Screw House by Rundzwei Architekten

De longe ninguém diz, mas essa casa situada em Berlim teve a sua fachada e telhados cobertos com cortiça. Nomeada Cork Screw House, o imóvel foi desenvolvido pelo escritório Rundzwei Architekten.

Os painéis de fachada foram feitos após um processo de aquecimento e pressurização da cortiça.

Segundo o descrição do trabalho, nesse processo, as resinas contidas na rolha saem e ligam os grânulos umas às outras. Os painéis de fachada de cortiça são, portanto, resistentes às intempéries e ao mofo, sem quaisquer aditivos e produtos químicos. Além disso, os painéis funcionam como um isolamento térmico.

A casa com interior de linhas puras e revestimentos em madeira clara também conta com amplas janelas em posições irregulares e uma claraboia, que contribuem para a iluminação.
O piso de concreto ganhou um tom acinzentado, enquanto as paredes seguiram brancas.

FGMF Arquitetos assina os novos quartos de hotéis do Ibis

Escritório de arquitetura brasileiro vence concurso mundial com projeto aberto para o entorno
POR GIOVANNA MARADEI | FOTOS: DIVULGAÇÃO

FGMF Arquitetos assina os novos quartos de hotéis do Ibis (Foto: Divulgação)FGMF Arquitetos assina os novos quartos de hotéis do Ibis (Foto: Divulgação)

Uma área comum integrada, que oferece novas experiências não só aos hóspedes, mas também aos moradores do bairro que abriga o hotel. Assim deve ser o novo andar térreo de grande parte dos hotéis da rede Ibis que você se hospedar daqui para frente. A mudança é um dos pontos chaves do projeto assinado pelo FGMF Arquitetos, vencedor do concurso mundial organizado pela área de Design do Grupo AccorHotels na etapa América.

FGMF Arquitetos assina os novos quartos de hotéis do Ibis (Foto: Divulgação)

“A ideia que norteou o projeto foi fazer um ambiente vivo e dinâmico, com bar e restaurantes abertos para a cidade e não só aos hóspedes. Transformá-lo em um espaço quase público”, explicou Rodrigo Marcondes Ferraz, que lidera o escritório brasileiros ao lado de Fernando Forte e Lourenço Gimenes. Assim, o novo lobby do hotel se torna uma espécie de uma rua interna, fazendo das áreas comuns um hub para a comunidade.

FGMF Arquitetos assina os novos quartos de hotéis do Ibis (Foto: Divulgação)

A urbanidade do conceito também se faz presente no novo layout dos quartos, que conta com um estilo mais industrial, incluindo chapas metálicas, instalações aparentes e pinturas cimentícias – além de armários abertos que se mostram mais flexíveis às necessidades dos hóspedes. “Na estante, podem ser apoiados objetos, penduradas roupas e até é possível aproveitá-la como mesa para uma refeição rápida”, explica Rodrigo.

FGMF Arquitetos assina os novos quartos de hotéis do Ibis (Foto: Divulgação)

O layout proposto pelo escritório brasileiro já foi aplicado aos quartos do Ibis São Paulo Morumbi e no lobby do Ibis São Paulo Expo. O trio divide com o Innocad, vencedor na categoria Europa, e Soda, vencedor na categoria Ásia, a responsabilidade de materializar uma nova proposta da gigante AccorHotels, que busca ter hotéis mais flexíveis e vibrantes no mundo inteiro.

FGMF Arquitetos assina os novos quartos de hotéis do Ibis (Foto: Divulgação)

Conheça os melhores projetos de arquitetura contemporânea de 2019

Instituto Americano de Arquitetos (AIA) revela os nove ganhadores do ano
POR NATÁLIA ANDRÉ | FOTOS DIVULGAÇÃO

Um conjunto de casas curioso – Starter Home* No. 4-15, Saint Thomas/Ninth, de OJT

Nove projetos foram selecionados pelo Instituto Americano de Arquitetos, o AIA (American Institute of Architects), para receberem o maior reconhecimento do meio dos Estados Unidos. Independentemente do preço da obra, do tamanho e do estilo, as construções de 2019 foram escolhidas pela capacidade de melhoria nas vidas dos que passam por elas.

A banca julgadora é formada por nove arquitetos da América Latina: Jeanne Chen, Rania Alomar, Alicia Berg, Raymond M. Bowman, Katherine K. Chia, Shannon R. Christensen, Eugene C. Dunwody Jr., Henry Moss e David Rosa-Rivera.

Veja os ganhadores:

Uma escola diferente – Arlington Elementary School, de Mahlum Architects

Essa escola de Tacoma, Washington, inovou depois de aparecer com índices muito baixos de aprendizagem. Com a ideia de melhorar o ensino e aumentar o interesse dos alunos pelo local, o lugar foi projetado para que as crianças do jardim da infância ao quinto ano se sentissem acolhidas e se esquecessem das ideias antigas e conservadoras de escola. Por causa das paredes de vidro, os jovens conversam com o verde de fora e a luz natural.

Uma clínica de saúde com conforto de casa – Casey House, de Hariri Pontarini Architects

O prédio especializado para o atendimento de pessoas com AIDS em Toronto, no Canadá, foi projetado para lembrar um abraço com vidros coloridos, paredes de pedra e um grande pátio de convivência. Outra curiosidade é o novo e o velho se misturando, logo na fachada, já que o prédio quase passa por cima das antigas construções da rua.

Um parque que ajuda o meio ambiente – Confluence Park, de Lake | Flato Architects + Matsys

Pensado para valorizar as belezas naturais do Texas, o Confluence é um parque localizado às margens do Rio San Antonio, com obras grandes e muito espaço para as crianças correrem e os adultos contemplarem. O prédio escolhido é formado por pétalas de concreto que alimentam uma cisterna subterrânea. Além de ser bonito, ajuda o meio ambiente.

Espaço multifuncional – Crosstown Concourse, de Looney Ricks Kiss

Esse prédio em Memphis, Tenesse, é o exemplo da renovação. O que nos anos 80 era um galpão abandonado, tornou-se uma grande vila vertical. De uso misto, possui apartamentos residenciais, academia, mercado e até dentista.  

Uma universidade histórica – Restoration of the Rotunda at the University of Virginia, de John G. Waite Associates, Architects, PLLC

Esse prédio no centro simbólico da Universidade de Virgínia, em Charlottesville, considerado a mais importante conquista arquitetônica de Thomas Jefferson, destaca-se com os altos níveis de preservação histórica e conservação. O lugar tem várias salas para estudo, além de um grande pátio de convivência.

Uma fábrica ousada nas formas – Smart Factory, de Barkow Leibinger

A conhecida fábrica inteligente, localizada em Hoffman Estates, Illinois, foi feita para mudar o estereótipo de que o ambiente industrial precisa ser feio, robusto e cinza. Para isso, além do aço e do concreto, a madeira é utilizada para quebrar o antigo conceito.

Um museu no parque – Smithsonian National Museum of African American History and Culture, de Freelon Group (agora parte do escritório Perkins+Will), Adjaye Associates, Davis Brody Bond, e SmithGroup

Mais um empreendimento do National Mall, que exibe no mesmo terreno o West Potomac Park, o Constitution Gardens, o Lincoln Memorial e o Capitólio dos Estados Unidos, o museu afro-americano chama a atenção com seu tamanho e pompa. Com três andares e paredes de bronze, é impossível passar por ali e não querer entrar – clique aqui para saber mais sobre o museu.

Um conjunto de casas curioso – Starter Home* No. 4-15, Saint Thomas/Ninth, de OJT

Essas casas misturadas com design industrial em Nova Orleans, Los Angeles, mostram um jeito mais estiloso de morar no conjunto. A parte externa gera curiosidade e diversão para quem acha que as casas estão tombando e a interna lembra contêineres brancos.

Um santuário de guerra transformado – TIRPITZ Museum, de BIG-Bjarke Ingels Group

Saindo da América do Norte, o nono projeto escolhido encontra-se em Blåvand, na Dinamarca, e foi um bunker alemão na Segunda Guerra Mundial. Depois de caminhos sinuosos de areia e lama, você chega ao museu que é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Estúdio de 18m² ganha espaços bem delimitados após reforma

O principal desafio dos arquitetos foi conseguir criar espaço de sobra para armazenamento
Por Bianca Alves

A mesa dobrável alcança perfeitamente o assento do sofá, formando um mini escritório (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)

Com menos de 18 metros quadrados, um antigo estúdio de piano foi transformado em um apartamento cheio de cantinhos bem pensados. O escritório de arquitetura A Little Design foi responsável por reformar o espaço.

Armários se escondem próximos ao teto e no átrio da escada (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)

O pé direito de 3,4 metros foi a principal dádiva para o aproveitamento do espaço. Já uma viga de concreto, que corre por toda amplitude, atrapalhava as áreas disponíveis para uso. 

Localizado em Tapei, capital do Taiwan, o apê foi feito pensando em diferentes funções com design minimalista. “Antes de redesenharmos, o espaço era muito pequeno para encaixar uma cama de casal, espaço para o living e áreas de armazenamento”, afirmou Szumin Wang, arquiteto que liderou o projeto, ao site Dezeen. “Além disso, o banheiro era relativamente grande, comparado à metragem de todo o espaço, e a cozinha era pouco prática – muito pequena para colocar ao menos uma geladeira“.

O cooktop e um forno elétrico transportável permitem que a área abaixo do balcão seja preenchida por prateleiras (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)

reforma precisava de uma melhor redistribuição dos espaços. Para isso, os dois cômodos problemáticos trocaram de lugar. Em forma de corredor, a cozinha agora conta com forno elétrico e máquina de lavar roupa. Já a geladeira fica discreta sob a escada. Um projeto bem pensado de marcenaria disfarça compartimentos amplos e discretos. As paredes foram cobertas por cimento queimado e receberam uma camada de azulejos, que sobem até a metade da supefície. Pratelerias e armários foram adicionados abaixo e acima do balcão.

Um corredor dá lugar à cozinha e as prateleiras de madeira economizam espaço. Armários superiores servem para guardar objetos menos utilizados (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)
A luz estratégica na vertical aproxima a claridade aos pontos de alcance da moradora na cozinha (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)

Escondido por uma porta de correr espelhada, o novo banheiro ganhou cara de spa, boa ventilação e luz natural, apesar de ter o espaço reduzido. Azulejos retangulares cobrem todas as superfícies, enquanto espelhos instalados acima da pia e na porta dão impressão de que o cômodo é maior. O ponto alto é que ainda sobra espaço para uma banheira grande ao lado da janela.

Apesar de ter sido reduzido, o banheiro ainda conta com uma banheira grande (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)

O antigo estúdio apresentava paredes com pontas assimétricas que foram transformadas em nichos. A viga que separa o apartamento ganhou utilidade, ajudando na divisão dos cômodos e servindo de abrigo para armários.”Nesse flat, todas as funções são adjacentes, mas claramente separadas”, afirma o arquiteto. “Por exemplo, as escadas não só dão acesso ao quarto no mezanino, mas também servem de espaço para armários”.

A cama de casal de encaixa perfeitamente no mezanino (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)

Uma cama de casal se encaixa perfeitamente no mezanino e guarda uma pequena mesa e uma gaveta na parte debaixo. O guarda-roupas fica no piso inferior e é integrado à entrada do apartamento, enquanto um sofá bicama possui sapateiras próximas ao chão e está embutido a novos nichos. “O sofá também pode ser utilizado como cama de solteiro para um convidado e compartimentos profundos na parte de baixo completam o espaço de armazenamento. Uma mesa dobrável pode ter tamanho ajustado, servindo como escrivanhinha ou mesa de jantar”.

A marcenaria se estende ao lado do sofá, formando nichos abertos (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)
A viga de concreto era um elefante branco no centro do apartamento. Com a reforma, o local passou a abrigar armários e serve com divisória. A mesinha dobrável também é um armário e pode ter dois tamanhos (Foto: Hey! Cheese/ Dezeen/ Reprodução)

Projeto cria moradias com emissão 50% menor de CO2

Situado na Espanha, ‘Life Reusing Posidonia’ criou um protótipo que visa a redução da vulnerabilidade dos ambientes humanos às mudanças climáticas

Um projeto envolvendo a construção de 14 moradias populares quer provar que é possível criar novas habitações de forma mais sustentável. Os imóveis foram erguidos em Formentera, na Espanha, em um trabalho nomeado ‘Life Reusing Posidonia’.

Como objetivo, arquitetos do Instituto Balear de Habitação (IBAVI) buscavam reduzir, na construção e manutenção, o consumo de energia e água, a produção de resíduos e a emissão de CO2 em 50%.

No site oficial, o projeto é descrito como “um protótipo para diminuir a vulnerabilidade dos ambientes humanos às mudanças climáticas”.

Para isso, foram priorizados o uso de materiais reciclados e matérias-primas renováveis, de origem controlada e locais, com processos industriais insignificantes. Por exemplo, foram usadas posidonias oceânicas secas (uma espécie marinha de planta) como isolamento térmico e acústico no sistema das casas.

Também usaram cimento de cal natural, cortiça e marés, uma pedra das Ilhas Baleares que é extraída em blocos. Elas também estão posicionadas de forma que captassem melhor as brisas marítimas. 

Confira: