Prédio mais alto da Tailândia ganha deck de vidro surpreendente

Você teria coragem de andar no topo do MahaNakhon, em Bangkok?
Por Amanda Sequin I Foto Buro Ole Scheeren/ Divulgação

Considerado o prédio mais alto da Tailândia, o MahaNakhon, situado em Bangkok, não só atrai pelos seus 314 metros de altura e sua arquitetura curiosa. Recentemente, o edifício inaugurou um novo espaço que está dando o que falar na cidade: um deck de observação com vista panorâmica e um piso de vidro que faz os visitantes “flutuarem” sobre a cidade! 

Projetada pelo arquiteto Ole Scheeren, a construção inaugurada em 2016 reflete o constante crescimento observado em Bangkok – por isso sua fachada tem esse aspecto pixelado como um jogo de Tetris em andamento. O topo de vidro em balanço, segundo o escritório, é o gran finale da arquitetura. 

O rooftop transparente é talvez um dos mais altos do mundo e fica no 74º, 75º e 78º. Para chegar lá, os visitantes utilizam um elevador que leva ao primeiro andar do deck em apenas 50 segundos. 

Além de observar a vista em 360º e tirar um selfie flutuando sobre os prédios, os visitantes também podem tomar drinks, já que há também um bar no deck. No 74º andar, primeiro local da experiência, pode-se descobrir os principais pontos turísticos da cidade por meio de telas interativas e realidade aumentada. 

Para visitar o topo do MahaNakhon é preciso adquirir ingressos. A ida completa, que dá direito à caminhada sobre o piso de vidro, custa 1050 bahts – cerca de R$ 124 reais – e pode ser adquirida no primeiro piso do edíficio. 

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A obra de Niemeyer sob o olhar de diferentes fotógrafos

Perspectivas bidimensionais para a arte da tridimensionalidade
Por Natália Martucci I Fotos Reprodução

O Palácio da Alvorada, casa oficial dos presidentes da república, clicado por Leonardo Finotti.

As curvas de Niemeyer possibilitam múltiplos olhares para o mesmo edifício. O arquiteto projetava pensando no olhar do observador. E como as lentes de diferentes fotógrafos capturam a beleza das obras desse mestre da arquitetura brasileira? Confira a seguir uma seleção de fotos incríveis das maiores obras de Niemeyer, que neste sábado completaria 111 anos. 

A foto de Tuca Vieira retrata o interior do Pavilhão da Bienal, em São Paulo.
O franco-brasileiro Marcel Gautherot tem uma série de registro de Brasília e seus emblemáticos edifícios durante sua construção, iniciada em 1956.
Aqui, um detalhe do Palácio da Alvorada por Rasilibw.
O edifício Mondadori, em Milão, pelas lentes da artista visual Karina Castro.
Texturas e ângulos inusitados aparecem nas fotografias de Patricia Parinejad dos projetos do arquiteto.
O interior do Auditório Ibirapuera, construído em 2005, por Nelson Kon.
Museu de Arte Moderna de Niteroi, projeto de 1996, fotografado por Cristiano Mascaro.

Novos designs (e suas obras) captam o espírito de Miami

Cidade da Flórida oferece centro de artes, galerias e projetos inovadores
Sam Lubell, The New York Times

O Museum Garage é uma estrutura de concreto de sete andares, com vagas para 800 carros e coberto por obras encomendadas. Foto: Moris Moreno para The New York Times

Miami é famosa por sua arquitetura art déco colorida, geométrica e maravilhosa. Mas os arquitetos – inspirados por seu ambiente tropical, sua abertura ao futuro e seu espírito hedonista – nunca deixaram de criar prédios inovadores na cidade. Adaptando-se a um lugar que adora celebridades, quase todos os arquitetos famosos e muitas estrelas em ascensão construíram lá na última década. Entre os grandes nomes estão Frank Gehry, Rem Koolhaas, Zaha Hadid, Herzog & De Meuron, Grimshaw, César Pelli, Richard Meier, Arquitectonica, Rafael Moneo, Jean Nouvel e Bjarke Ingels.

Os resultados estão espalhados por toda a cidade, de Miami Beach ao fervilhante Design District. E, se você gosta de estacionamentos, saiba que agora a cidade conta com aquela que deve ser a coleção mais sensacional do mundo. O Museum Garage, uma estrutura de concreto de sete andares, com capacidade para cerca de 800 carros e (em breve) lojas no térreo, fica a 10 minutos de carro do centro da cidade.

Para criar a fachada, o arquiteto e curador Terence Riley contratou designers da WORKac, Mayer H, Clavel Arquitectos, Nicolas Buffe e de sua própria empresa, a K / R, no intuito de realizar o que ele chama de “Exquisite Corpse” [algo como “cadáver requintado”], uma mistura de obras de arte estranhas e montadas nas paredes de maneira um tanto caótica. “Ant Farm” [Fazenda de formigas] combina gráficos coloridos com olhos mágicos, para espiar o movimento do formigueiro de pessoas e carros. 

“Urban Jam” [Geleia urbana] tem 45 carrocerias metálicas de ouro e prata encaixadas como peças de Tetris. “Barricades” [Barricadas] é uma tortuosa grade de barreiras de tráfego nas cores branca e laranja fosforescente. Mas, em Miami, ninguém criou novos projetos mais impressionantes que os arquitetos suíços Herzog & De Meuron. Seu edifício mais incomum e excepcional é o 1111 Lincoln Road, outro estacionamento futurista.

Sua estrutura de concreto exposto, com lajes bem afuniladas e de alturas variadas, cria uma forma maleável, que revela o movimento dos carros lá dentro e cria espaço para grandes eventos. O edifício conta com lojas no térreo e um terraço com paredes de vidro no último andar. A linha do horizonte de Miami está prestes a receber mais uma surpresa excepcional com a conclusão do One Thousand Museum, projetado pelos arquitetos do escritório de Zaha Hadid.

O condomínio de luxo de 62 andares se ergue como um alienígena furioso que vai se metamorfoseando e expondo suas entranhas metálicas à medida que avança sobre a cidade. Seu exoesqueleto de concreto curvo, que fica mais espesso e mais fino conforme a necessidade, funciona como uma moldura estrutural, deixando as unidades de alto padrão praticamente sem colunas. Concluído em 2013, o Pérez Art Museum Miami, de Herzog & De Meuron, ancora os 120 mil metros quadrados do Museum Park, de frente para o mar, bem próximo ao One Thousand Museum.

O intrincado edifício conta com uma série de galerias de concreto flutuantes, abrigadas por uma vegetação densa e sombreadas por um pavilhão todo emaranhado. Ele se abre para a beira-mar com uma varanda ampla e escadas abertas. A coleção do museu se concentra na arte dos séculos XX e XXI das Américas, Europa Ocidental e África, dispondo também de uma das maiores coleções de arte cubana contemporânea.

Localizado perto de Indian Creek, em Mid-Beach, o Faena Forum, novo centro de artes assinado pelos arquitetos do escritório OMA, é o coração de um empreendimento que inclui hotéis, condomínios, mercado e estacionamento. Pintado em um branco gritante, o Forum consiste em um cilindro e um cubo interligados, ambos cortados por janelas de diversos formatos e com teatros, salas de exposições e salas de reunião cheias de claridade natural. Um corte incisivo sob o cilindro cria uma entrada extraordinária.

Mas a mais nova aquisição do cenário artístico da cidade é a casa do Instituto de Arte Contemporânea de Miami, obra do escritório Aranguren & Gallegos. Tal como acontece com as lendas do art déco de Miami Beach, a fachada principal do edifício funciona como um letreiro, atraindo as pessoas com seus painéis de metal perolados e geometricamente dispostos.

Alguns ficam recuados, para fazer com que todo o edifício pareça brilhar por dentro durante a noite, deixando as elegantes letras metálicas se destacarem como um logo eficaz. No interior, as galerias tomam três andares flexíveis de pé-direito duplo, fartamente iluminados através da fachada norte, que, toda feita de vidro, se abre para uma praça na parte de trás do edifício.

Escola de arquitetura em Miami ganha edifício com telhado curvo

Prédio de quase 1900 m² foi desenhado pela Arquitectonica

Um edifício criado pelo escritório Arquitectonica para a Escola de Arquitetura da Universidade de Miami chama atenção pelo seu telhado curvo de concreto, que lembra uma folha de papel descansando sobre o prédio.

O prédio foi nomeado como Thomas P. Murphy Design Studio Building, uma homenagem ao pai do dono da construtora Coastal Construction Group, responsável pela obra no espaço.

Além da grande presença do concreto, a estrutura recém-inaugurada tem paredes de vidro, o que também facilita a entrada de luz solar. A área total é de cerca de 1858 m².

O prédio inclui um laboratório de fabricação de alta tecnologia com impressoras 3D, estações de trabalho modernas que facilitam a produção digital avançada, um laboratório de informática, áreas de apresentação e escritórios.

Além disso, segundo a própria universidade, os sistemas mecânicos do prédio permaneceram expostos para permitir que os estudantes entendam o que faz a instalação funcionar.

Japão está dando casas de graça

Envelhecimento da população e ida dos mais jovens para os grandes centros urbanos estão entre as causas para a queda no preço dos imóveis
Foto: Getty Images Carl Court

Casa abandonada em Miyoshi, no Japão

Casas localizadas em cidades rurais no Japão estão sendo dadas de graça ou vendidas por baixos preços devido ao envelhecimento da população e migração dos mais jovens aos grandes centros urbanos. Esses movimentos fizeram com que imóveis ficassem abandonados e desvalorizados.

Segundo o Daily Mail, a estimativa é que 10 milhões de lares estejam vazios no país. Outro motivo que impulsionou esse fenômeno, de acordo com a publicação, foram superstições quanto a moradia em espaços que já foram habitados por outras pessoas.

As casas estão sendo vendidas em sites chamados ‘Akiya Banks’, que supostamente garantem que a compra seja rápida. De acordo com a publicação, há várias condições necessárias para garantir a sua propriedade.

Alguns governos locais exigem que todos os membros da família tenham menos de 43 anos e filhos jovens o suficiente para freqüentarem a escola primária.

A reportagem também alerta que há uma série de riscos quando se adquire esse tipo de propriedade. Entre eles, o custo de reformas.

Teatro Steve Jobs é a maior estrutura do mundo suportada apenas por vidro

Inaugurado em 2017, o espaço ganhou o prêmio de engenharia Structural Awards 2018 na última semana

Nigel Young / Foster + Partners

Posicionado no topo de uma colina, dentro do Apple Park na Califórnia, nos Estados Unidos, o teatro Steve Jobs é a maior estrutura do mundo suportada apenas por vidro. O prédio, inaugurado em 2017, foi feito em homenagem a Jobs, dono da marca e morto em 2011.

O lugar foi projetado pela Eckersley O’Callaghan & Arup, e o escritório de arquitetura responsável foi o Foster + Partners. Na última semana, o espaço ganhou o prêmio de engenharia Structural Awards 2018.

O pavilhão tem um teto de fibra de carbono de 80 toneladas e 41 metros de diâmetro suportado por um cilindro de vidro de 6,1 metros de altura.

Segundo a Foster + Partners, todos os seus serviços, como conduítes elétricos e tubos de sprinklers, são integrados de forma invisível nas finas juntas de silicone entre os painéis de vidro. Chama ainda atenção o elevador de vidro em seu lobby.
O espaço tem um auditório subterrâneo de 1 000 lugares.

Uma casa de campo para viver a simplicidade

Estilo contemporâneo e minimalista predomina na arquitetura desta casa diante de um lago em Québec, no Canadá
Texto Carol Scolforo I Fotos: Francis Pelletier/ Divulgação

Diante da paz de um lago e ao lado de uma pequena floresta, esta casa de 140 m² em Québec, no Canadá, chama atenção pela filosofia de simplicidade. Com a inspiração da paisagem, a equipe de arquitetos do escritório Yh2 Design trouxe a essência de uma cabana contemporânea a uma atmosfera sofisticada e elegante.

A leveza e a pureza são as primeiras impressões da casa, que pousa sobre o gramado com fachada coberta de madeira clara. O mesmo material reveste os interiores, interrompido por três janelas do piso ao teto. Dali, avista-se de um lado o quintal e de outro, a floresta.

A casa é fechada na face sul por caixilhos de vidros, o que conecta seu interior ao lago. O resultado é a sensação que os moradores têm de flutuar sobre as águas nas férias que passam ali.

O estilo do décor é descontraído, sem muitos móveis e acessórios. “Cada elemento deve ser essencial ao design como um todo”, segundo os autores do projeto.

No segundo andar, o espaço é ainda mais vazio e amplo para que os hóspedes acampem nas temporadas de férias. “Esta cabana é uma expressão da arte de viver: uma gentil e simples forma de viver”, definem os arquitetos.