Por dentro do novo escritório da Veevr Systems em Barcelona, ​​Espanha

A empresa de software Veevr Systems contratou recentemente uma empresa de design de interiores Areazero 2.0 para projetar seu novo escritório em Barcelona, ​​Espanha.

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Kitchen / Communal space

“Esta será a sede europeia do grupo em Cornell e a imagem de referência da empresa na Europa.
O curto tempo de execução de um projeto com a dimensão de veevr não constituiu obstáculo para a sua execução com materiais da mais alta qualidade que nos permitirão obter a certificação de construção do poço Platino solicitada pelo cliente, acrescentando algumas pequenas modificações ao projeto inicial.

Num projecto a este nível surgiram alguns desafios interessantes de design, como a enorme importância da acústica para as soluções construtivas, o planeamento de um sistema de iluminação biodinâmica configurável com postos de trabalho extremamente ergonómicos equipados com secretárias reguláveis ​​em altura e os requisitos mais estritos em termos de qualidades e detalhes da obra.

Baseamos nosso projeto em um espaço amplo com bastante luz natural, desenhado em preto e branco e com as cores corporativas do laranja veevr Systems. A reforma das instalações sanitárias do edifício, de forma a integrá-las na imagem e dinâmica do projeto, foi o toque final perfeito para uma das obras mais completas alguma vez realizadas pela nossa empresa ”, afirma Areazero 2.0.

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Reception
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Reception
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Meeting room
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Kitchen / communal space
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Coffee point
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Meeting space
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Corridor
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Café / Communal space
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Meeting room
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Communal space
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Lounge
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Bathroom

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix

Grande parte das filmagens foram feitas em Bath, cidade inglesa que conta com diversas construções no estilo georgiano

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: Liam Daniel/Netflix)
Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) e Simon Basset, o Conde de Hastings (Regé-Jean Page), são o casal protagonista da série (Foto: Liam Daniel/Netflix)

Recente sucesso da Netflix, a série Bridgerton tem a primeira temporada inspirada no livro O Duque e Eu, da autora estadunidense Julia Quinn. A trama apresenta a sociedade londrina do século 19, em que os casamentos eram tratados como negócios de extremo valor para as famílias nobres.

Com produção executiva de Shonda Rhimes, que também é responsável por Grey’s Anatomy e Scandal, Bridgerton surpreende com belas locações ao apresentar a trajetória de Miss Daphne (Phoebe Dynevor) e do Duque de Hastings (Regé-Jean Page), por meio da narração da misteriosa Lady Whistledown.

Apesar de se passar em Londres, grande parte da série foi filmada na cidade de Bath, também na Inglaterra. O local é conhecido pela arquitetura georgiana e por sua associação com o universo romântico da autora inglesa Jane Austen. Patrimônio da Humanidade pela Unesco, Bath possui encantadoras ruas de paralelepípedos e construções históricas.

Confira alguns dos lugares reais que aparecem na série:

Ranger’s House

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: Liam Daniel/Netflix)
O lugar aparece como lar da família Bridgerton (Foto: Liam Daniel/Netflix)

Localizada em Greenwich Park, a fachada da construção aparece como o lar da família Bridgerton na série. O local serviu de moradia ao Ranger de Greenwich Park, que atuava como administrador do parque.

Wilton House 

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: Reprodução/Netflix)
A parte interna do local aparece como um dos aposentos da rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) (Foto: Reprodução/Netflix)

O edifício em Salisbury foi usado para retratar a mansão extravagante do Duque de Hastings em Londres. Essa mansão real foi a residência de condes por mais de 400 anos. A entrada e o salão principal, assim como o corredor de retratos aparecem na série, além das belas fontes e pátios exteriores. A parte interna do local também foi aproveitada, já que o Single Cube Room, por exemplo, aparece como um dos aposentos da rainha Charlotte (Golda Rosheuvel).

Castle Howard 

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: Getty Images)
A propriedade que aparece em Bridgerton pertence à família Howard há mais de 300 anos  (Foto: Getty Images)

Localizada em North Yorkshire, a propriedade é uma das maiores residências privadas do país. Na série, o local representa o Clyvedon Castle, um dos palácios do Duque de Hastings, que aparece com frequência a partir do sexto episódio.

Royal Crescent

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: VisitBritain)
Royal Crescent é um dos lugares que aparecem na série ‘Bridgerton’, da Netflix (Foto: VisitBritain)


Conhecido por ser um dos maiores exemplos da arquitetura georgiana na Grã-Bretanha, este é um lugar imperdível em Bath. A construção foi projetada perto do Royal Victoria Park e possui residências particulares, um hotel de luxo e o museu No.1 Royal Crescent.
Em ‘Bridgerton’, a fachada do museu foi usada como cenário para a casa da família Featherington e a rua em frente, para cenas ao ar livre.

Abbey Green

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: Reprodução / Instagram / Pickled Greens)
O estabelecimento Pickled Greens foi transformado na Modiste, que aparece em Bridgerton (Foto: Reprodução / Instagram / Pickled Greens)

A área é próxima à York Street da Bath Abbey, escondida atrás de cafeterias britânicas. A loja e o café que ficam na praça Abbey Green, representam o Modiste – uma loja de vestidos que aparece com frequência na história. Outra parte de Abbey Green também foi usada para representar Covent Garden, em Londres.

Assembly Rooms e Guildhall

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: VisitBritain)
O salão de bailes aparece durante enventos sociais na série (Foto: VisitBritain)

Local que aparece em alguns bailes luxuosos da série, as Assembly Rooms, em Bath, foram mencionadas em romances da escritora Jane Austen. Construído em 1771, o espaço já foi usado pela Força Aérea Britânica, na Primeira Guerra Mundial.

Logo abaixo das Assembly Rooms, há o Fashion Museum, que conta com uma rica coleção de roupas e acessórios de diferentes períodos.

A requintada sala de banquetes do Guildhall também chama atenção em bailes retratados na trama. Situado no centro de Bath, o local de eventos se destaca pelas grandes escadarias e decoração no estilo georgiano.

Holburne Museum

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: VisitBritain)
A fachada do edifício aparace como um dos cenários de ‘Bridgerton’ (Foto: VisitBritain)

Os produtores usaram a parte externa da construção para dar vida ao palácio de Lady Danbury (Adjoa Andoh). Originalmente projetado e construído como um hotel, atualmente, o espaço abriga uma coleção artes, na cidade de Bath.

Áreas externas de Bath

Conheça os lugares reais que aparecem nas cenas da série Bridgerton, da Netflix (Foto: VisitBritain)
A maioria das cenas externas foi filmada em Bath (Foto: VisitBritain)

Um tour pelo novo escritório cool da Unity em Brighton, Inglaterra

A empresa global de software Unity contratou recentemente a empresa de design de arquitetura M Moser Associates para projetar e construir seu novo escritório em Brighton, Inglaterra.

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Workstations

“Celebrando a vibração cultural por meio do design do local de trabalho, criamos um ambiente energético e voltado para a comunidade para a plataforma 3D em tempo real, Unity. O escritório de 4 andares ativa experiências de usuário únicas que capacitam os “criadores” da Unity e a comunidade em geral a ultrapassar os limites da criatividade e da tecnologia.

O design celebra a efervescência de sua localização em Brighton, uma consideração importante e única para o orgulho da Unity. É uma homenagem ao Brighton Bandstand, um destino que une as pessoas em frente ao mar. Cada andar se abre para uma área de chegada e social central para aproximar as pessoas de suas estações de trabalho e estimular a interação informal.

A frente da casa inclui uma suíte de tecnologia inovadora com sala de realidade virtual multiuso, sala de jogos, área de treinamento, sala de reuniões e sala de VC. Colocar a sala de RV em um ambiente visível permite que a Unity exiba novas tecnologias como parte da jornada do usuário. Para personalizar e criar experiências únicas, cada um dos espaços da suíte tecnológica se conecta à área de chegada e à sala de experiência de trabalho.

Oferecendo espaços excepcionais voltados para o cliente, a área de hospitalidade do último andar é um centro social reconfigurável com móveis flexíveis que se adaptam às necessidades individuais ou da equipe.

Abraçando a criatividade em cada andar, os artistas locais executaram murais personalizados para melhorar a conexão entre o escritório e sua localização em Brighton. Cada uma retratando uma perspectiva única, as obras de arte trazem à vida o valor da Unity para “Be Bold”.

Como a equipe é predominantemente baseada na mesa, os tons são suaves e calmos nas áreas de trabalho. Explosões de cor nas áreas de conexão e espaços sociais apoiam a interação por meio de contraste dinâmico,” M Moser Associates.

  • Location: Brighton, England
  • Date completed: 2020
  • Size: 37,000 square feet
  • Design: M Moser Associates
  • Photos: Alex Kendrick
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Reception
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Lounge
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Lounge
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Café
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Café
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Café
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Café
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Relax room
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Meeting room
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Corridor
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Meeting room
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Meeting room

Uma análise do escritório da Codelab em Szczecin, Polônia

A empresa de design de interiores MIXD projetou recentemente um novo escritório para Codelab em Szczecin, Polônia.

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Lobby

“O ponto de partida para o trabalho de design foi – como no caso de outros projetos de escritório do MIXD – as oficinas do Culture Club®. “Esta ferramenta proprietária, desenvolvida por nosso estúdio, permite, trabalhando com futuros usuários de escritório, coletar muitas informações valiosas sobre suas necessidades, expectativas e formas de organização do trabalho. Falamos de questões muito específicas, como a sua experiência anterior com equipamento de escritório ou do dia a dia, necessidades práticas: o tamanho das secretárias, o número de monitores ou o tipo de poltronas.

Discutimos como é seu dia de trabalho, com que frequência eles se reúnem, em quais grupos, se trabalham em tarefas fixas ou em projetos encerrados a tempo. O ambiente descontraído durante os workshops faz com que os participantes se sintam bem e eles se envolvam muito no processo: eles compartilham abertamente conosco tanto insights críticos (o que os incomoda, o que eles não querem) quanto ideias que são ousadas e muito criativas (soluções individuais , decorações, ideias para relaxamento). Na verdade, é um tipo de pesquisa da qual obtemos muitos dados, necessários para que nosso projeto atenda às expectativas dos futuros usuários. ” – diz Piotr Kalinowski, CEO e diretor criativo da MIXD.

Na estrada novamente

Foi durante os workshops que ficou claro o quão próximo o trabalho do Codelab e do trema está relacionado à tecnologia. E embora o software seja uma coisa muito menos tangível do que bancos confortáveis ​​ou pneus modernos, eles também tornam a condução de um carro moderno tão agradável quanto na era de ouro da indústria automotiva – os anos 1950 e 1960. Isso significava que o fio condutor do escritório em Poseidon eram as viagens e tudo o que a ele associamos: postos de gasolina, bares de beira de estrada, praias, camping e roteiros turísticos. Já na recepção, somos recebidos por prontos para entrar no desconhecido Fiat 500 retro, com um porta-malas carregado de malas. Este carro, cuja entrega ao quarto andar do Poseidon exigiu o uso de uma grua (!) E já se encontrava na fase de construção aberta, não foi ali entregue acidentalmente. O carro icônico é o ancestral de dezenas de milhões de carros modernos que hoje usam software escrito em Codelab.

A próxima etapa de uma viagem de escritório é o posto de gasolina. Uma das partes da área comum é onde a bateria é carregada para o trabalho – enquanto se fala com uma xícara de café na mão. Bem ao lado está a Cafeteria, inspirada nos bares drive-in americanos de beira de estrada, onde você nem precisa parar para pedir algo para comer. A estética dos anos 50 reina aqui – cores pastel, stream-line, piso de xadrez preto e branco, letreiros de néon e letreiros pintados, bancos de bar característicos. Por fim, a última parte do espaço comum é a Praia. Os desenvolvedores são a maior parte da comunidade nômade digital. Hoje, depois de muitas horas em frente ao monitor, procuram um descanso e descontração fora da cidade, à beira-mar… ou mesmo na praia da cidade rodeada pelos Craneossauros. São estes os locais que apelam ao beach coworking: com cesto de praia, guarda-chuva de junco, “balneários” para secretárias, mobiliário insuflável e candeeiros Malafor e Puff-Buff. “Valorizamos o tempo que passamos juntos não apenas em projetos envolventes, mas também durante as conversas, por isso dedicamos a mesma atenção à criação de um espaço que incentive os encontros conjuntos após o trabalho.”

  • Location: Szczecin, Poland
  • Date completed: 2020
  • Design: MIXD
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Lobby
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Communal space
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Cafeteria
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Cafeteria
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Break point
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Communal space
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Breakout space
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Game room
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Working pods
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Working pods
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Corridor
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Coffee point
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Meeting room
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Open-plan workspace
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Meeting room
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Meeting room
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Open-plan workspace

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer

A lista, majoritariamente marcada por profissionais brasileiros, inclui fotógrafos especializados em decoração, interiores e urbanismo
FOTOS FERNANDO GUERRA / ANDRÉ KLOTZ / EVELYN MÜLLER / JOANA FRANÇA / RUY TEIXEIRA / FRAN PARENTE / RAFAEL RENZO / MANUEL SÁ / MAÍRA ACAYABA / MARIANA ORSI

SQS 202 bloco HI (Foto: Joana França)

Nesta sexta-feira, 8 de janeiro, é celebrado o Dia do Fotógrafo. A data marca a chegada da primeira câmera fotográfica ao Brasil, no ano de 1840. Desde então, milhares de pessoas, em diversas áreas, transformaram a fotografia em suas profissões. Na arquitetura, na decoração e no urbanismo, estes profissionais possuem um papel essencial. Afinal, é por meio da fotografia que é possível transmitir sensações, criar referências e representar o que há em um ambiente.

Para celebrar a data, listamos dez fotógrafos que atuam com arquitetura e decoração que você precisa conhecer. Todos os profissionais selecionados divulgam seus trabalhos no Instagram e são uma excelente maneira de conhecer novos espaços e se inspirar sem sair de casa. Confira!

Mariana Orsi

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer (Foto: Mariana Orsi)
Cozinha projetada pelo Quattrino Arquitetura (Foto: Mariana Orsi)

Uma das fotógrafas mais conhecidas por quem se interessa por arquitetura é a Mariana Orsi. Arquiteta e urbanista, a fotógrafa possui mais de 140 mil seguidores no Instagram, onde compartilha fotos autorais de arquitetura e decoração, com foco em interiores. Além disso, ela é também uma das responsáveis pelo projeto Click a Pé, que organiza passeios fotográficos pelas ruas de São Paulo.


Maíra Acayaba

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer (Foto: Maíra Acayaba)
Restaurante MLB (Foto: Maíra Acayaba)

Fotos autorais de arquitetura, interiores e paisagens ao redor do mundo marcam o perfil da fotógrafa Maíra Acayaba no Instagram. Especialista em fotografia de arquitetura, Acayaba publicou, junto a ETH Zurich, um guia online de arquitetura em São Paulo, que foi exibido na X Bienal de arquitetura de São Paulo.


Manuel Sá

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer (Foto:  )
Casa em Ibiúna projetada por Rocco Arquitetos (Foto: Manuel Sá)

O fotógrafo Manuel Sá também é bastante conhecido por quem acompanha fotografias de arquitetura e urbanismo nas redes sociais. No Instagram, o profissional possui mais de 1.500 publicações com fotos autorais de interiores, arquitetura e cidades que representam diversas regiões do Brasil.


Rafael Renzo

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer (Foto:  )
Cozinha projetada pelo Voa Arquitetura (Foto: Rafael Renzo)

Outra boa indicação para quem quer acompanhar fotografias autorais de arquitetura é o fotógrafo Rafael Renzo. Formado pela Escola Panamericana de Arte, Renzo atua na área de fotografia de arquitetura e decoração há cerca de dez anos. Em seu perfil no Instagram, o fotógrafo compartilha imagens de interiores e de paisagens urbanas.


Fran Parente

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer (Foto:  )
9/11 Memorial Museum (Foto: Fran Parente)

Transitando entre São Paulo e Nova York, o fotógrafo Fran Parente faz registros de arquitetura, interiores e paisagens. Com quase 50 mil seguidores no Instagram, o profissional compartilha alguns de seus trabalhos feitos para escritórios de arquitetura e veículos de comunicação, além de divulgar fotos autorais de importantes construções ao redor do mundo.


Ruy Teixeira

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer (Foto: Ruy Teixeira)
Apê do casal de criativos João Paulo Siqueira Lopes e Stephanie Wenk que foi capa da edição de novembro de 2020 da Casa Vogue(Foto: Ruy Teixeira)

Não há como falar de fotografia de arquitetura sem mencionar o fotógrafo Ruy Teixeira. Atuando com design e arquitetura desde 1994, o profissional já colaborou com marcas, designers e arquitetos de diversos países ao redor do mundo. Teixeira é responsável ainda pelo livro “Brasília Palace”, um ensaio fotográfico sobre a primeira construção feita por Niemeyer em Brasília. No Instagram, o fotógrafo publica fotos que representam ambientes, itens de decoração, peças de mobiliário e arquitetura.


Joana França

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer (Foto:  )
SQS 202 bloco HI (Foto: Joana França)

Quem acompanha a fotógrafa Joana França no Instagram, pode contemplar um mix de imagens de paisagens urbanas, fachadas de edifícios e importantes construções espalhadas pelo país. A profissional é responsável ainda por uma série de fotografias aéreas que revelam o dia a dia nas cidades.


Evelyn Müller

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Casa decorada por AR Arquitetura & Design (Foto: Evelyn Müller)

O trabalho da fotógrafa Evelyn Müller é ideal para quem busca imagens de decoração, interiores e arquitetura residencial. Com 25 anos de experiência, a profissional compartilha fotos autorais produzidas para escritórios de arquitetura e veículos de comunicação.


André Klotz

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Hotel Polana Serena, em Moçambique (Foto: André Klotz)

“Pessoas, lugares e arquitetura” é a biografia escolhida pelo fotógrafo André Klotz para resumir as publicações de sua página no Instagram. Nas postagens, o profissional retrata cenários espalhados ao redor do mundo com ênfase nas pessoas, nas construções e na natureza.


Fernando Guerra

10 fotógrafos de arquitetura que você deveria conhecer (Foto:  )
Casa projetada pelo escritório Jacobsen Arquitetura (Foto: Fernando Guerra)

Navegar pelo Instagram do fotógrafo português Fernando Guerra é como viajar sem sair de casa. Especializado em fotografia de arquitetura, o profissional possui mais de 7 mil publicações que representam construções espalhadas por diferentes países e que representam culturas bastante distintas.

Triptyque assina edifício focado na saúde e na qualidade de vida dos moradores

O prédio, situado em Curitiba, conta com soluções inteligentes de arquitetura e oferece atividades para promover a saúde e o bem-estar
GIOVANNA OLIVEIRA | FOTOS DIVULGAÇÃO

Triptyque assina edifício focado na saúde e na qualidade de vida dos moradores 

O local onde vivemos é capaz de impactar diretamente a nossa saúde. Prova disso é a Síndrome do Edifício Doente (SED), definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um conjunto de doenças estimuladas por ambientes fechados e mal arejados. Para evitar estas complicações, o escritório de arquitetura franco-brasileiro Triptyque, em colaboração com a incorporadora AG7 Realty, anunciou o projeto de um edifício que prioriza a qualidade de vida dos moradores. O prédio AGE360, situado em Curitiba, no Paraná, foi reconhecido pelo selo internacional Fitwel como o residencial com maior pontuação do mundo em saúde e bem-estar.

Inspirado nos arranha-céus de Nova York, Londres e Emirados Árabes Unidos, o AGE360 o prédio conta com 33 apartamentos que possuem metragens que variam entre 208 a 610 m². Para priorizar a qualidade de vida dos moradores, os arquitetos apostaram em soluções de arquitetura e sustentabilidade que se estendem ao longo do prédio. A ventilação e a entrada de iluminação natural, por exemplo, foram dois dos pilares da obra. Para isso, o edifício recebeu amplas janelas do piso ao teto, em 360°.

Triptyque assina edifício focado na saúde e na qualidade de vida dos moradores (Foto: Divulgação)

biofilia, baseada na conexão com a natureza como forma de promover o bem-estar, também está presente no projeto. O prédio possui um amplo jardim na área externa e conta com floreiras de irrigação automatizada em todos os apartamentos. A sustentabilidade e a tecnologia se encontram ainda no sistema de reaproveitamento de água das chuvas do condomínio.

Para facilitar o dia a dia dos moradores e estabelecer uma conexão entre eles, o edifício tem também áreas comuns para estimular a prática de atividades físicas, como academia e quadra com areia. Os futuros proprietários contarão ainda com bebedouros distribuídos nas áreas comuns, estações de desinfecção, espaços para trabalho e estudo, além de equipamentos para emergências graves, como desfibriladores, por exemplo.

Triptyque assina edifício focado na saúde e na qualidade de vida dos moradores (Foto: Divulgação)
Área comum destinada ao bem-estar dos moradores

Além disso, o condomínio possui um espaço com vista para contemplar o pôr-do-sol, um salão de festas com jardim, áreas para relaxamento e meditação e uma horta orgânica. O prédio terá também uma programação de atividades que incluem clube de leitura, aulas de culinária e atividades físicas, promovidas em parceria com a Lapinha Spa. Segundo a incorporadora, outros serviços, como atendimento médico, salão de beleza e massagem, também serão disponibilizados por meio de um sistema pay per use.

Triptyque assina edifício focado na saúde e na qualidade de vida dos moradores (Foto: Divulgação)

Além de atingir a maior pontuação na categoria de edifícios residenciais, a construção também apresentou os melhores números dentre todos os tipos de projeto da América Latina em termos de qualidade de vida. O prédio entrou ainda para o top 15 global da certificação Fitwel, ao considerar todos os tipos de construções. 

Um olhar sobre o novo e cool escritório da Stark Games em Minsk, Bielo-Rússia

A empresa de desenvolvimento de jogos Stark Games contratou a empresa de design de interiores de arquitetura Studio11 para projetar seu novo escritório em Minsk, Bielo-Rússia.

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Collaborative space

“O projeto de interior do novo espaço de escritórios da empresa Stark Games surgiu como uma experiência em termos de soluções de cor e composição. Na fase de design optamos por uma maior latitude de soluções, pela coragem de fusões e pela descoberta de novos acordes de cores.

Começamos dividindo o escritório de 910 metros quadrados em volumes separados, aplicando cores diferentes a cada um dos setores. O bloco central, começando pelo espaço de recepção, que leva às salas de reuniões e escritórios, são todos acabados em um suave hortelã.
O espaço de trabalho geral azul é azul. Zoneada por uma estante de compensado, uma série de caixas abertas até o teto e caixas quadradas com portas, que correm ao longo do perímetro do edifício.

O carpete no fitout é colorido para expressar as zonas. O carpete multicolorido com sua composição geométrica, círculos aqui, quadrados acolá e o uso de cores variáveis ​​para marcar os limites das áreas internas e enfatizar zonas específicas oferece uma técnica de design interessante. O sistema de iluminação instalado no escritório é igualmente matemático. Mantivemos o piso original da cozinha, folhas quadradas de metal. Um banco de pedra artificial azul claro da altura de um bar com um corredor central de plantas exuberantes é o foco principal da cozinha em vermelho, azul e cor de menta. A marcenaria da bancada da cozinha é em pedra artificial vermelha, com portas do armário em vidro pintado de azul claro.

Uma experiência em termos de cor e composição, liberdade de soluções, espírito de combinação e descoberta de novas harmonias cromáticas. A combinação inteligente e orgânica de toda essa paleta formou um vetor fundamental do conceito do projeto ”, diz Studio11.

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Lobby
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Kitchen
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Working space

Pandemia acelera inovações tecnológicas e muda forma de consumo de moradores

Google registra aumento de buscas sobre imóveis, com foco em espaço interno; plataforma Apto aponta que metade dos clientes quer apartamento com 2 dormitórios; veja o que mais foi destaque em 2020
Vanderson Pimentel

Apartamento compacto, estilo coliving, da incorporadora Yuca, no centro de São Paulo. Foto: Divulgação

A frase “fica em casa”, a mais emblemática durante a pandemia do novo coronavírus, mexeu de diversas maneiras com a sociedade e principalmente com o setor de imóveis. Em 2020, condomínios novos e antigos tiveram de se reinventar para atender as demandas de moradores, que passaram a maior parte dos dias em suas casas, tendo de readaptá-las ao “novo normal” ou procurar novas moradias que melhor satisfizessem seus desejos.

Segundo dados levantados pelo Google em dezembro deste ano, o volume de pesquisas sobre imóveis foi 32% maior em novembro de 2020 se comparado ao mesmo mês em 2019. Também entre os dois períodos, 2020 teve aumento nas procuras de imóveis tanto por aluguel (+70%) como por compra/venda (+62%).

A pesquisa do Google ainda mostra que 29% dos internautas planejam se mudar no próximo ano, sendo que para 43% dos entrevistados fatores como vista, ventilação e espaço interno são as coisas mais importantes para se ter nos condomínios.

procura por maior espaço também é vista nos lançamentos de 2020 em São Paulo. Pesquisa encomendada pelo Apto, marketplace de imóveis novos, mostra que 49% das pessoas estão procurando imóveis com 2 dormitórios, 12% com 3 dormitórios, e 4% estão atrás de lugar com 1, 4 ou mais dormitórios.

CEO da Apto, Alex Frachetta apontou que a alta foi impactada diretamente pelo fato das pessoas não saírem de casa. “O que se observa é a possibilidade de transformar o segundo dormitório em um espaço de home office, já que provavelmente essa prática permanecerá como uma tendência em muitas empresas.”

Ele também apontou outras novidades para os próximos anos. “Muitas construtoras investirão em implementações com mais áreas verdes e funcionalidades do tipo pay-per-use, que permitem aos moradores o acesso a diversos estabelecimentos como lavanderia, limpeza, lavagem de carros, supermercado e outras facilidades dentro do condomínio. São pequenas adaptações que começaram de maneira tímida, mas que ganharam força com o isolamento social e a obrigação de permanecer em casa.”

Veja o que mais foi destaque ao longo do ano no mercado da moradia.

Foco em espaços comuns

O excesso de solidão gerou uma alta de imóveis mais práticos. O coliving, que consiste em quartos ou apartamentos compactos e o restante dos outros ambientes compartilhados com outros moradores, teve uma queda no início da pandemia, mas logo se recuperou.

Baseada em pesquisas do Instituto de Pesquisas Sociais Políticas e Econômicas (Ipespe), que apontam que 63% das pessoas admitem morar de aluguel com contrato flexível em vez de comprar um imóvel, e 82% dos jovens que têm entre 16 e 24 anos não querem mais financiar a casa própria, condomínios também oferecem moradias por assinatura, com contratos digitalizados e sem fiador, além de manutenção, lavanderia pay per use e coworking, em empreendimentos 100% voltados para a locação.

Condomínios mais luxuosos também aproveitaram a mudança para oferecer novas atividades de entretenimento. Enquanto o Parque Global, em Pinheiros, conta agora com piscina privativa para reuniões no estilo “pool party”, wine bar e pista de boliche e simulador virtual de golfe, a incorporadora Yuny tem quadras de squash, sala de pilates e até uma sky station.

Algumas incorporadoras já oferecem condomínios que, além de contarem com as áreas de lazer mais tradicionais, também possuem espaços para produção de games, lives e conteúdo para internet e redes sociais.

Outra novidade que visa a praticidade é a implementação de minimercados nos prédios, em que as startups criam uma relação de confiança com os moradores, já que o serviço é realizado com autoatendimento.

Prioridade zero: digital

A digitalização geral do mercado foi outra mudança impulsionada pela pandemia. O crescimento de 47% dos e-commerces no primeiro semestre de 2020 fez com que as incorporadoras agilizassem a implementação de salas de delivery.

Levando em conta que em prédios antigos o volume de encomendas chegou a ser 70% maior em tempos de covid-19, a tendência é que as áreas físicas exclusivas para entregas siga crescendo.

serviço de arquitetura também ganhou fôlego. De acordo com a GetNinjas, a procura por profissionais do segmento subiu 112% entre março e maio de 2020, em comparação ao mesmo período do ano passado. Dentre as principais demandas, cresceu o desejo por uma área reservada para o trabalho remoto (70%) e há a intenção de maior utilização da cozinha (46%), segundo pesquisa da startup Loft, especializada no setor imobiliário.

A mudança fez também com que o investimento em fotógrafos e videomakers se intensificasse, para evidenciar os atributos de forma digital. Além de imobiliárias mostrarem seus produtos imobiliários por meio de tour virtual, construtoras também fizeram lançamentos dessa forma.

Imóveis mais amplos, fuga do centro

A necessidade de tentar se manter ativo fez com que o consumidor mirasse mais espaço. Em pesquisa da imobiliária digital QuintoAndar feita para o Estadão, a demanda por casas na rua subiu 8% e as de condomínio 20%, enquanto a busca por apartamentos e kitnetes caiu 6% e 10%, respectivamente.

O levantamento também mostrou a queda de procura de imóveis em bairros “queridinhos” como Pinheiros (-7%), Vila Mariana (-2%), Butantã (-9%), Bela Vista (-10%) e Moema (-10%), ao mesmo tempo em que Vila Andrade (19%), Tatuapé (14%), Santana (10%), Mooca (10%), Ipiranga (9%) e Perdizes (3%) tiveram aumento. Fora da capital paulista, São Caetano do Sul (66%), Diadema (56%) e Campinas (20%) registraram as maiores buscas entre maio e junho em comparação a janeiro e março deste ano.

A tendência de fuga dos centros populosos também aponta para a busca de imóveis no campo. Segundo a imobiliária Cadij, que trabalha com imóveis em Campos do Jordão, houve um aumento de 35% nas consultas de imóveis em condomínio com valor de até R$ 1,5 milhão.

Pós-pandemia: como será o futuro dos escritórios?

Empresas buscam projetos para se adaptar à nova realidade; mesas serão compartilhadas e salas de reuniões, abertas
Texto: Renée Pereira

As mesas personalizadas, com porta-retrato, bonecos e plantinhas, estão com os dias contados. No escritório do futuro, no pós-pandemianão há espaço para acumulação nem para objetos amontoados. Os mobiliários, separados por acrílicos, serão compartilhados e terão espaço apenas para o computador, na maioria laptops. Objetos pessoais, como bolsas e até material de escritório usado no dia a dia, ficarão armazenados em lockers (armários com cadeado), instalados em espaços distantes da área de trabalho.

As salas de reuniões terão sua capacidade reduzida e, em alguns casos, serão abertas para permitir maior ventilação no ambiente. Até mesmo janelas, inexistentes em alguns prédios, podem voltar a ter seu espaço. A ideia é criar alternativas para melhorar a circulação do ar e evitar que os vírus se propaguem no escritório.

ACESSO

COMO É: Muitas empresas converteram seus controles de acesso para identificação por digital.ACESSO

COMO SERÁ: Dispositivos de controle de acesso e de presença deverão ser substituídos por QR Code ou leitor facial ou de íris.


PORTAS

COMO É: Algumas empresa ainda têm controle manual para abertura das portas de entrada.

PORTAS

COMO SERÁ: Os acessos serão automatizados, com controles de temperatura e equipamentos de higiene para prevenção.


ÁREA DE TRABALHO

COMO É: O adensamento dos escritórios é grande, com mesas uma ao lado da outra e individualizadas.

ÁREA DE TRABALHO

COMO SERÁ: Mesas deverão obedecer distanciamento mínimo de 1,5 metro e receber proteção extra com  divisores de acrílico ou outros materiais. Além disso, devem ser compartilhadas.


SALAS DE REUNIÕES

COMO É: As salas foram feitas para receber várias pessoas ao mesmo tempo, umas ao lado das outras.

SALAS DE REUNIÕES

COMO SERÁ: Na mesma área, será permitido um menor número de pessoas, garantindo distanciamento de 1,5 metros a 2 metros entre os ocupantes.

REUNIÕES

Reuniões presenciais serão menos frequentes; reuniões virtuais serão incentivadas mesmo que os usuários estejam dentro do mesmo escritório.


OBJETOS PESSOAIS

COMO É: Mesas têm gaveteiros para guardar materiais de escritórios e objetos pessoais do funcionário.

OBJETOS PESSOAIS

COMO SERÁ: Empresas devem apostar em armários instalados em áreas mais afastadas para armazenar objetos pessoais vindos da rua e materiais de escritório que cada funcionário vai usar durante o dia.


NOVOS AMBIENTES

AMBIENTES AREJADOS: Novos espaços para reuniões serão criados no interior dos escritórios, sem paredes. Ambientes terão janelas ou varandas para permitir a ventilação natural.Studio BR Arquitetura

NOVOS AMBIENTES

REFEITÓRIOS: Áreas para refeições serão mais amplas, com menos assentos e preferencialmente com ventilação natural.

FONTE: STUDIO BR ARQUITETURA

Essas são algumas das propostas que vêm sendo feitas por arquitetos às empresas que querem mudar o layout dos escritórios ao fim do isolamento social. “Temos verificado uma demanda grande das companhias que buscam soluções para voltar ao trabalho nesse cenário desafiador”, afirma Douglas Enoki, gerente de arquitetura da IT’S Informov.

Ele conta que a preocupação dos clientes é reduzir o adensamento dos escritórios. E isso só é possível com espaçamento entre as mesas e maior rotatividade dos funcionários. Com o bom desempenho dos trabalhadores em home office durante a crise, as empresas entenderam que devem manter o trabalho remoto, pelo menos, por alguns dias da semana. Ou seja, o revezamento de trabalhadores nos escritórios será maior e exigirá menos mesas nos espaços.

Enoki diz que demanda para novos layouts cresceu nas últimas semanas.FOTO: MARCELO DONATELLI

“Experimentamos uma nova forma de trabalhar que está dando certo e vamos continuar com o desenvolvimento dessa cultura”, diz Antonio Carlos Duarte Sepúlveda, presidente da Santos Brasil, empresa que administra um dos maiores terminais de contêineres do País. A companhia contratou uma arquiteta para fazer mudanças no escritório, em São Paulo. “Estamos estudando um novo layout que, em função do home office, contemplará o compartilhamento de estações de trabalho, além de mais salas de reunião com equipamentos para videoconferência.”

Esse tem sido um pedido recorrente. A sócia do Studio BR Arquitetura, Bruna de Lucca, conta que está fazendo um projeto, neste momento, em que vai reduzir de 130 para 65 o número de mesas instaladas num escritório. “A empresa quer que, além do espaçamento, coloquemos divisórias de acrílico para separar as mesas e, assim, proteger os funcionários.” A área de café será ampliada de 70 metros quadrados (m²) para 100 m², e as salas de reuniões serão abertas.

SALAS DE REUNIÕES E JANELAS NO PÓS-COVID-19

A arquiteta Liana Tessler Szyflinger, do escritório Liana Tessler Arquitetura e Interiores, diz que as salas de reuniões têm sido uma grande preocupação das empresas no retorno pós-Covid-19. Em seus projetos, ela tem buscado criar salas com mesas em “U”, que permitem distância de 2 metros entre as pessoas. “Muitos escritórios estão mudando. Alguns, 100% do layout; outros, uma parte menor, pois o futuro ainda é muito incerto.”

Para a arquiteta Thaisa Bohrer, o escritório do futuro será mais pé no chão, com mais janelas, aberturas e ventilação. Na avaliação dela, o ambiente de trabalho no pós-pandemia será mais aconchegante e mais agradável. Haverá também mais espaços de descompressão para as pessoas se encontrarem quando não estiverem em home office. “Teremos um rompimento de tudo aquilo que vinha sendo adotado até agora”, diz a profissional. “Vamos eventualmente para o escritório e não teremos mais um porta-lápis e bonequinhos nas mesas, que serão multifuncionais e de multiusuários.”

Thaisa diz que haverá um rompimento de tudo que vinha sendo adotado até agora.FOTO: DIVULGAÇÃO

É o que a XP Investimentos deve fazer no pós-pandemia. A ideia é transformar os escritórios atuais em escritórios-conceito, que servirão de apoio para demandas específicas de treinamento, dinâmicas presenciais, recepção de clientes e parceiros. “Vamos valorizar ambientes mais rotativos, mais comunitários”, diz o sócio e responsável pela área de Gente & Gestão da XP, Guilherme Sant’Anna. A empresa decidiu estender o home office até dezembro, mas mesmo depois muitos funcionários continuarão no trabalho remoto.

O arquiteto Roberto Loeb acredita que, no pós-pandemia, os encontros presenciais em escritórios serão em ocasiões específicas, como definir projetos, metas de trabalho ou treinamento. Para ele, os escritórios serão menores, com forte organização de espaços sociais e culturais para receber os funcionários nesses momentos. “Serão locais para o encontro de reforço dos laços entre colaboradores e diretores. A distância física será um processo a ser desenvolvido através de treinamento e orientações para que o trabalho seja eficiente e criativo.”


Tecnologia e maior higienização farão a diferença nos escritórios do futuro

Os escritórios do pós-pandemia terão muita tecnologia para evitar toques. Desde a porta de chegada até os banheiros, a ideia é criar sistemas de acionamento automático que evitem que os trabalhadores toquem nas peças. No controle de acesso dos funcionários, as empresas devem passar a adotar o QR Code (código de barras bidimensional) ou leitor facial ou de íris.

Nos banheiros, alguns projetos já preveem acionamento pelo pé para válvulas de descarga e automático para torneiras, saboneteiras e secadores de mãos. “Também há o acionamento por sensores de iluminação das salas para evitar o contato com os interruptores”, diz a arquiteta Liana Tessler Szyflinger.

Toda essa tecnologia terá de vir acompanhada de um novo protocolo em relação à higienização das áreas comuns. “A limpeza comum e periódica será substituída por rotinas diárias de higienização de ambientes e superfícies com produtos especiais, além de todos os materiais que adentrarem ao escritório”, destaca a arquiteta Bruna de Lucca.

Para Bruna, limpeza comum terá de ser substituída por rotinas diárias de higienização.FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Por isso, os projetos de novos layouts preveem bancadas externas para lavar as mãos, espaços para higienização dos calçados e totens com álcool gel, máscaras e luvas. Tudo isso na recepção das empresas, antes de entrar nos escritórios. “Após esse momento, muitas coisas terão de mudar. Além das rotinas de limpeza e mudança nos espaços, faremos a medição de temperatura para dar mais segurança aos funcionários que estarão no escritório”, diz Gabriela Aguiar, gerente geral de Operações da Plug and Play Brasil, plataforma de inovação que vem fazendo mudanças no layout da empresa. Segundo ela, a expectativa é reduzir em 50% a ocupação do escritório e salas de reunião.

“A dinâmica vai mudar, os espaços serão transformados e haverá redução das áreas de trabalho”Renato Dal Pian, arquiteto

Outro ponto que deve merecer atenção é o sistema de higienização de ar condicionado. “A cada dois meses, é preciso fazer a limpeza dos aparelhos, mas hoje muitas empresas não cumprem essa determinação”, diz Bruna. No pós-Covid-19, esse tipo de postura terá de mudar, para não expor os funcionários a riscos de contaminação. “A dinâmica vai mudar, os espaços serão transformados e haverá redução das áreas de trabalho”, diz o arquiteto  Renato Dal Pian, do escritório Dal Pian.


‘Vamos abrir janelas no prédio para melhorar a circulação do ar’

A Associação Paulista de Supermercados (Apas) estava em plena reforma de seu escritório quando a crise do coronavírus chegou ao País. Para liberar o prédio, localizado na Lapa, na capital paulista, os 120 funcionários foram para um espaço de coworking e, depois, para o home office, com o início do isolamento social. O projeto, que já previa uma série de mudanças, teve de passar por novos adaptações, diz o superintendente da Apas, Carlos Correa.

Sede da Apas, em São Paulo, passa por reformas para se adaptar à nova realidade.FOTO: DIVULGAÇÃO

Segundo ele, uma das mudanças será a abertura de janelas no prédio para melhor circulação do ar. “Nosso edifício é todo em vidro e não tem aberturas. Mas queremos ter essa opção para que, em alguns momentos, possamos abrir e deixar a brisa entrar.” Ele afirma que o imóvel tem uma área externa, que receberá melhorias para ser usada durante as refeições.

Na associação, o home office continuará no pós-isolamento social em alguns dias das semana. Além disso,  outras medidas para reduzir a aglomeração de pessoas serão adotadas. Haverá flexibilização dos horários de entrada e saída e escalonamento durante as refeições. Na volta do pós-pandemia, o escritório da associação não terá computadores desktop, apenas laptops. O sistema telefônico foi substituído pela tecnologia voIP. “Assim, eliminamos o aparelho fixo e podemos atender as ligações pelo celular ou pelo computador”, diz Correa. “Aprendemos muito nesses últimos 45 dias e perdemos a relação com o espaço físico.”


EXPEDIENTE

 Editor executivo multimídia: Fabio Sales / Editora de infografia multimídia: Regina Elisabeth Silva / Editores assistentes multimídia: Adriano Araujo, Carlos Marin, Glauco Lara e William Mariotto / Designer multimídia: Danilo Freire / Editor de Economia: Alexandre Calais / Reportagem: Renée Pereira