Conheça os novos espaços da Royal Academy of Arts projetados por David Chipperfield

Arquiteto britânico assina projeto de renovação que marca os 250 anos da instituição

Sem título.jpgO renomado arquiteto britânico David Chipperfield projetou novos espaços para a Royal Academy of Arts, em Londres, em comemoração aos 250 anos da instituição. Uma segunda entrada, galerias e novas salas de exposição fazem parte do atual layout, inaugurado no último mês na capital inglesa.

O projeto consiste em um prédio contemporâneo que se conecta ao edifício original fundado em 1768 para funcionar como uma academia de artes. Além de exposições, o espaço – agora 70% maior do que o inicial – oferece cursos e outros eventos relacionados às artes.

“Em todo projeto para museu, o programa é mais importante do que o próprio espaço”, diz o arquiteto em entrevista ao site Designboom. “Quando o trabalho está pronto o novo espaço se torna parte da instituição, como se tivesse estado sempre ali.”

Das portas de entrada aos jardins, um novo espaço público permeia o campus na intenção de integrar a área institucional à experiência do visitante. O elemento-chave é a Weston Bridge, entre Burlington House e Burlington Gardens, que unifica uma área de 8 mil m² de campus.

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Serpentine Pavilion de Frida Escobedo é inaugurado em Londres

Projeto permanecerá em exposição de 15 de junho a 7 de outubro de 2018

arquitetura-serpentine-pavilion-01O Serpentine Gallery Pavilion 2018, projetado pela arquiteta mexicana Frida Escobedo, acaba de ser inaugurado no Kensington Gardens, em Londres. A obra, que combina elementos da arquitetura mexicana com referências britânicas, permanecerá em exposição de 15 de junho a 7 de outubro. Depois de Zaha Hadid, a arquiteta mexicana é a segunda mulher a assinar sozinha o projeto do renomado pavilhão, que neste ano chega à 18ª edição.

Fazendo referências a arquitetura mexicana, com a composição de pátios internos, por exemplo, e explorando materiais típicos dos projetos britânicos, o mais novo Serpentine Pavilion revela um jardim composto por dois volumes retangulares, construídos com telhas de cimento escolhidas especialmente por sua textura e cor.

Essas telhas são empilhadas para formar uma celosia, uma espécie de parede permeável típica da arquitetura mexicana, que permite a circulação do ar e a passagem de luz natural. Uma piscina triangular na parte inferior do pavilhão e dois painéis espelhados que ficam na parte superior criam reflexos variados de acordo com a hora do dia.

“Meu projeto para o Serpentine Pavilion 2018 é um encontro de inspirações materiais e históricas inseparáveis da própria cidade de Londres, e de uma ideia que tem sido fundamental para a nossa produção desde o início: a expressão do tempo na arquitetura”, explicou Frida em entrevista ao site do projeto.

“Incorporamos luz e sombra, reflexão e refração, transformando o edifício em um relógio que descreve a passagem do dia”, completou a arquiteta. O diretor artístico das Serpentine Galleries descreveu o projeto como “um relógio vivo no parque, alimentado pela luz e pela linha do Meridiano Zero”.

O Serpetine Pavilion ficou conhecido por ser um mix de obra de arte com centro de eventos. Frida Escobedo é a arquiteta mais jovem a projetar a obra, que teve início em 2000, com Zaha Hadid e, segundo os organizadores, contemplou alguns dos maiores nomes da arquitetura internacional. Nos últimos anos, estão entre os criadores do pavilhão o japonês Sou Fujimoto, o dinamarquês Bjarke Ingels (BIG) e o burquinense Diébédo Francis Kéré.

Conheça a casa de Frank Lloyd Wright em Chicago

À frente de seu tempo, o arquiteto revolucionou os conceitos de moradia
Texto e Fotos Taissa Buescu*

whatsapp_image_2018-06-07_at_22.16.40_1.jpegEra 1889. Arquitetura gótica e clássica reconstruía Chicago após o incêndio que devastou a cidade em 1871. Frank Lloyd Wright tinha apenas 22 anos. Era um garoto que estagiava no escritório de Louis Sullivan, quem lhe emprestou dinheiro para comprar um terreno em Oak Park.

Com pouquíssima experiência prévia, Wright projetou sua casa com toda a liberdade e ousadia que sua idade e seu ego exalavam. Era completamente diferente das moradas da época. Em vez de deixar a casa à vista para a rua, ancorada diretamente no jardim contíguo à calçada, Wright alocou a construção ao centro do terreno, criando o que ele chamou de “path of discovery”, ou caminho da descoberta. Uma vegetação rica e fechada no jardim escondia a casa e sua entrada de quem passasse pela rua. Então ele criou um caminho tortuoso pelo jardim para levar o visitante à porta, revelando sua obra aos poucos.

Wright também ousou na escolha dos materiais que revestiam o exterior da casa. Madeira carbonizada e tijolo estreito e fino marrom escuro. Ele também uniu as janelas, normalmente alocadas de forma esparsa, em grandes painéis de vidro, para absorver o máximo de luz natural e trazer os bosques do entorno para dentro  da casa. Desenhou todos os móveis, muitos deles fixos nas paredes para o maior aproveitamento dos espaços.

Sua mesa de jantar tinha cadeiras com espaldar alto para criar “a room within a room” – assim não haveria dispersão com o redor e todos sentados à mesa estariam conectados. Wright também usou cores da natureza na decoração. Além da madeira fortemente presente, predominavam tons verdes e fibras naturais.

Percursor dos open spaces, criou uma sala de jogos de pé-direito duplo para seus filhos no andar superior – mas as janelas foram cuidadosamente posicionadas na altura dos olhos das crianças para que elas interagissem com a copa das árvores.

Nove anos depois, Wright resolveu expandir sua casa para abrigar seu escritório – com direito à uma recepção com iluminação zenital de maravilhosos vitrais verdes assinados por ele próprio. A sala de desenho com pé-direito duplo tem mezanino criado para abrigar artistas e artesãos colaboradores do estúdio. Os trabalhos eram guardados em uma sala blindada para evitar que se perdessem com um eventual incêndio.

Não bastasse tudo isso, Wright foi ainda percursor do que hoje chamamos de branding. Nos primeiros anos do século 20, ele criou sua logomarca – um círculo dentro de um quadrado, cortado por uma cruz – usado em todos os seus desenhos técnicos. E materializava seu logo em três dimensões através dos grandes cachepôs que alocava à frente de suas obras, como na entrada de seu estúdio.

Wright tinha um grande ego. E gerou muita controvérsia. Mas seu talento a superava.

*a jornalista viajou a convite da Choose Chicago.

MCB abre exposição inspirada na obra de Le Corbusier

‘Experimentando Le Corbusier – Interpretações contemporâneas do modernismo’ reúne experiências de diversos artistas com a obra do arquiteto
Por Giovanna Maradei I Fotos: Reprodução

id_visual_expoFocando no pensamento de Le Corbusier para além da arquitetura, o Museu da Casa Brasileira inaugura no próximo dia 16 de junho a exposição ‘Experimentando Le Corbusier – Interpretações contemporâneas do modernismo’. A mostra reúne profissionais que revivem o pensamento revolucionário do arquiteto franco-suíço e, com curadoria de Pierre Colnet e Hadrien Lelong, da Cremme – Editora de Mobiliário, apresenta uma reflexão sobre o modernismo no Brasil.

Dispostos a manter vivo o pensamento moderno e revolucionário de Le Corbusier, os artistas e designers se inspiraram nas mais diferentes fontes. Uma conversa entre Paulo Mendes da Rocha e Catherine Otondo foi o ponto de partida das ilustrações de Alexandre Benoit, por exemplo. Já as Peças da Oficina de Marcenaria, elaboradas em parceria com o Instituto Leo, trazem uma releitura do modernismo por meio da concepção de móveis. E os Irmãos Campana marcam presença ocupando o jardim do Museu com a instalação Taquara.

Os arquitetos, por sua vez, traçam uma reflexão sobre a atual repercussão do processo modernista no território nacional, tomando como base o artigo do filósofo francês Mickaël Labbé, desenvolvido especialmente para a mostra no MCB.

“Nos trabalhos expostos, temos um desafio: as várias disciplinas que se entrecruzam nos campos do design e da arquitetura, permeados pela experimentação técnico-artística. Uma oportunidade para observar a diluição de suas fronteiras, cada vez mais tênues, na contramão do mundo das especializações”, comenta Giancarlo Latorraca, diretor técnico do MCB.

O Museu da Casa Brasileira fica aberta de terça a domingo, das 10h às 18h e o ingresso sai por R$10.

Arquiteto e designer carioca Sergio Rodrigues ganha exposição gratuita em São Paulo

‘Ser Estar – Sergio Rodrigues’ conta a trajetória do arquiteto e designer reconhecido pela icônica poltrona Mole
Por Giovanna Maradei I Fotos: Divulgação

Sergio Rodrigues.jpgCom o compromisso de ir muito além da criação da icônica poltrona Mole, a exposição ‘Ser Estar – Sergio Rodrigues’, que acontece a partir do dia 9 de junho no Itaú Cultural (São Paulo), conta a trajetória do renomado arquiteto e designer carioca, apresentando uma série de móveis, maquetes, desenhos e plantas que representam seus mais de 60 anos de carreira.

Com curadoria de Daniela Thomas, Mari Stockler, Felipe Tassara e Fernando Mendes, a mostra que ocupa os três andares do centro cultural ainda conta com diferentes trechos de textos, palestras e entrevistas de Sérgio Rodrigues, que vão aos poucos ajudando a costurar essa história e evidenciam sua preocupação em criar objetos e espaços para pessoas, priorizando o conforto e o aconchego.

Dividida em espaços temáticos, a exposição mostra no piso mais baixo (-2) a biografia de Sergio Rodrigues, apresentando sua história pessoal, sua formação e sua relação com a família – Sergio foi filho do pintor Roberto Rodrigues e sobrinho do dramaturgo Nelson Rodrigues.

Já no piso imediatamente acima (-1), os visitantes são apresentados as suas obras mais icônicas, entre elas as poltronas Mole e Chifruda e o banco Mocho, contando não só com os móveis, mas com os estudos que levaram à sua criação.

Por fim, no piso 1 do Itaú Cultural, a exposição foca no lado arquiteto de Sérgio Rodrigues, apresentando, por exemplo, o SR2 – seu sistema de casas pré-fabricadas – bem como  maquetes e plantas de trabalhos que realizou com esse método, como o Iate Clube de Brasília, sua residência e seu escritório.

A exposição ‘Ser Estar – Sergio Rodrigues’ vai até o dia 5 de agosto, e o Itaú Cultural fica na Avenida Paulista 149 e está aberto de terça a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.

Plantas tropicais, piscina e design em uma casa feita para relaxar

Área externa e interna se integram em propriedade de 1.100 m² no interior paulista
Casa Vogue I Fotos Denilson Machado/ MCA Estúdio

casa-solange-calio-05Foi dentro de um pequeno condomínio com 24 lotes em São José do Rio Preto, no interior paulista, que a arquiteta Solange Cálio encontrou um terreno de 1.100 m² para construir uma casa para chamar de sua. “A ideia principal foi criar um projeto pautado pela vontade de estar perto do marido e dos filhos”, conta.

A arquitetura nasceu junto com o paisagismo, concebido em torno de plantas tropicais brasileiras pelo paisagista Luciano Fiaschi. As áreas externas foram tratadas como extensão dos espaços internos. Enquanto o jardim incorpora visualmente as copas das árvores dos passeios, o piso da varanda se estende até a água no pátio da piscina.

“É uma casa moderna, com décor contemporâneo, em que os espaços internos estão diretamente ligados à área externa”, diz a arquiteta, que preferiu trabalhar com materiais naturais como o piso de cumaru, que segue desde a entrada da casa até o deque, e investiu uma estrutura mista, com alvenaria e pergolados metálicos em aço cortén. Todas as janelas, embutidas nas paredes, abrem-se completamente.

Através de grandes vãos a luz natural se faz presente nos ambientes – são três suítes, sendo duas para os filhos e o dormitório do casal, mais próximo da varanda, localização que garante maior privacidade. No décor, peças bem escolhidas, como a poltrona Jangada, de Jean Gillon, e uma obra do artista e paisagista Roberto Burle Marx, trazem o toque de design que torna o projeto elegante na medida.

Kanye West cria projeto de casas acessíveis de estilo minimalista

O primeiro projeto do rapper na área é focado em moradias para pessoas de baixa renda.

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 (Instagram @JalilPeraza/Reprodução)

Você lembra quando Kanye West disse que estava entrando no mundo da arquitetura, em maio? Ele estava falando sério. Hoje surgiram as primeiras imagens que confirmam seu primeiro projeto na área: o YEEZY Home – Social Housing Project, um projeto de moradias para pessoas de baixa renda.

A iniciativa caminha junto com o ideal de Kanye de tornar o mundo um lugar melhor. Para isso, o esquema de casas foi feito com componentes pré-fabricados de concreto, que permitem a criação de uma moradia acessível e fácil de ser montada — e que ainda assim tenham uma estética similar ao estúdio da YEEZY, em Calabasas. O time de designers do projeto é formado por Kanye, Petra Kustrin, Jalil Peraza, Nejc Škufca e Vadik Marmeladov.

As casas pré-fabricadas e o concreto são ideias arquitetônicas muito aplicadas na arquitetura social (em moradias para refugiados, por exemplo, ou para situações como desastres naturais), e a união das duas faz com que o projeto pareça realmente viável. Nas imagens é possível ver uma simulação do que poderá ser feito com os conjuntos, mas ainda falta saber onde e como ele será usado — e se é de fato focado em pessoas em situações de vulnerabilidade ou se é apenas mais acessível. Kanye ainda não deu mais informações sobre a novidade.