Jornada do Patrimônio terá 320 atrações gratuitas em São Paulo

Casas assinadas por grandes arquitetos estão na programação do evento que, neste ano, leva o tema “Uma Cidade, Muitas Mãos”
Ana Luiza Cardoso I Sylvia Masini/ Divulgação

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Jornada do Patrimônio: participantes poderão visitar casas icônicas na cidade. Na foto, a Casa de Vidro. 

Programada para sábado e domingo (18 e 19 de agosto), a Jornada do Patrimônio levará 320 atrações gratuitas a diversos pontos da cidade de São Paulo. Com a temática “Uma Cidade, Muitas Mãos”, a proposta do evento, segundo a Secretaria Municipal de Cultura, é valorizar os grupos que construíram o patrimônio cultural e ajudaram na formação da identidade paulistana.

As atividades são distribuídas em roteiros, palestras, oficinas, visitação a imóveis, visitas guiadas e lançamentos de livros.

Entre as atrações, há visitas a Casa de Vidro, que foi residência de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi por mais de 40 anos; Casa Ranzini, projetada pelo arquiteto italiano Felisberto Ranzini; Casa Artigas, desenhada pelo arquiteto João Vilanova Artigas, e Casa Nadyr de Oliveira, projetada por Carlos Millan.

Também haverá “bike tour” em lugares como centro de São Paulo, Parque do Ibirapuera e Vila Madalena.

Entre as oficinas, há a de “pinhole”, em que os participantes poderão captar imagens utilizando uma câmera artesanal e conhecer os processos de revelação da fotografia em preto e branco.

A programação completa do evento está disponível no site oficial.

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Túnel é revitalizado no Japão e transformado em espaço de artes

Projeto foi realizado pelo escritório MAD Architects para a Echigo-Tsumari Art Triennale de 2018
Fotos Reprodução/ Mad Arqhitects

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Túnel abandonado no Japão é transformado em espaço de artes (Foto: Divulgação / MAD Architects)

O túnel Kiyotsu Gorge, localizado em Niigata, no Japão, foi restaurado e transformado em um espaço de instalações artísticas permanentes. A transformação, feita pelo escritório de arquitetura MAD Architects e chamada de “Túnel da Luz”, faz parte da programação da Echigo-Tsumari Art Triennial de 2018, que ocorrerá até o dia 17 de setembro.

Com base nos elementos madeira, terra, metal, fogo, água, o túnel de 750 metros recebeu projetos que repensam a relação entre os seres humanos e a natureza.

Biblioteca na China tem passarela que atravessa copas de árvores

Inspirado na tradição chinesa, edifício busca incentivar a interação com a natureza

shenzhen-xiangmi-library-mla-china_dezeen_2364_col_0-1704x959Em meio as copas de árvore do Parque Xiangmi, em Shenzhen, uma passarela envidraçada com piso de madeira dá acesso à impressionante Biblioteca de Ciência Xiangmi, projeto do estúdio MLA + que é parte de um grande plano de revitalização da região.

Originalmente, o parque foi usado como um centro de pesquisa agrícola, mas acabou engolido pela expansão da cidade que aconteceu na década de 1980. Desde então, um centro de pesquisa tem supervisionado a preservação das principais características do local, incluindo um grande pomar de lichia e alguns tanques de peixes.

Apesar de ter desenvolvido um edifício novíssimo, o masterplan feito pela MLA + também procurou saídas para manter elementos já existentes na área de 45 hectares. Isso, sem contar no desenvolvimento de espaços para recreação e educação.

“Ao invés de ser uma intrusão, [os edifícios] são dispositivos que revelam algumas das qualidades do ambiente natural do local”, disseram os arquitetos que apostaram no estilo clássico dos jardins chineses e buscaram fazer uma biblioteca que não só abrigasse as pessoas, mas também incentivasse a interação dos usuários com a natureza.

Tecnicamente, a Biblioteca de Ciências é projetada como um pavilhão visualmente leve, com grandes telhados em feitos de metal, uma estrutura de aço e paredes envidraçadas que acentuam a permeabilidade e a conexão com o parque.

O edifício conta com sala de reuniões, sala de leitura e terraço, além de áreas públicas situadas nos andares superiores para aproveitar ao máximo a vista. O melhor exemplo é o terraço no segundo andar que se estende através das copas das árvores e funciona como observatório.

Saiba como se hospedar nos estúdios originais da Bauhaus

Uma noite no edifício icônico custa a partir de R$ 178
Por Gabrielle Chimello I Fotos: Yvone Tenschert

2c27a3f5dd0a83334acaa1da2540d53fBauhaus, escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda mais influente do século XX, funcionou entre os anos de 1919 e 1933 e foi uma das mais importantes precursoras do movimento modernista. O prédio que marcou essa era e que recebeu figuras renomadas em seus estúdios agora pode ser alugado pelos amantes da arquitetura.

A escola deixou profundas marcas na história do design e recebeu grandes designers, dentre eles: Josef Albers, Erich Consemüller, Herbert Bayer, Franz Ehrlich, Walter Peterhans, Hannes Meyer, Joost Schmidt, Marcel Breuer e Gertrud Arndt, Marianne Brandt, Gunta Stölzl e Anni Albers. Estes viveram e trabalharam nos 28 estúdios de 20 m² que foram reformados em 2006 e estão abertos para uma nova experiência em Weimar, Alemanha.

Tudo, desde a planta baixa e os materiais até as réplicas do mobiliário original, foi restaurado ao seu estado original nos mínimos detalhes, trazendo de volta à vida o edifício concluído em 1926. Toda essa experiência incrível está disponível a partir de R$ 178.

As reservas e informações extras podem ser encontradas diretamente no site da escola Bauhaus Dessau.

Casacor confirma que não será afetada por cortes na Abril

Mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo segue no portfólio da editora

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Calçada da fachada da última edição da Casacor São Paulo, encerrada no mês passado Foto: Sissy Eiko/CASACOR

A direção da Casacor confirmou que não será afetada pelos cortes na editora Abril, que anunciou o fechamento de títulos como Casa ClaudiaArquitetura & Construção e Minha Casa na última segunda-feira, 6. A mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo segue no catálogo da marca, com eventos já marcados para o segundo semestre.

Confira trecho do comunicado oficial nesta quinta, 9:

“A CASACOR, uma das empresas do Grupo Abril, reconhecida como maior e melhor mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas, informa que a marca segue no portfólio do Grupo, com seu calendário de eventos no segundo semestre. Ainda este ano, a CASACOR acontece em 13 edições nacionais: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ribeirão Preto, Brasília, Ceará, Rio de Janeiro, Paraíba, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E, em território internacional, no Peru, no Paraguai e em Miami, dando continuidade à expansão da marca.”

Museu em homenagem ao James Bond é inaugurado na Áustria

A construção tem acesso apenas por teleférico e dedica seus interiores à Exposição ‘007 Elements’, com os momentos mais emblemáticos da franquia, ressaltando a importância do designer de produção Ken Adam, responsável pela estética dos filmes
Por Paula Jacob I Fotos: Divulgação

james-bond-007-elements-exhibition-001Todo mundo já viu pelo menos um filme da franquia James Bond. O famoso espião do MI6, serviço secreto inglês, foi criado pelo escritor Ian Fleming em 1953, e caiu no gosto dos cinéfilos em 1962, com o primeiro filme 007 contra o satânico Dr. No, protagonizado por Sean Connery. De lá para cá, outros cinco atores já deram vida para as missões secretas do personagem, que mistura ação e charme em suas aventuras pelo mundo – do México, no Dia dos Mortos, até os Alpes austríacos, no cume da Montanha Gaislachkogl, em Sölden. Este último, cenário do filme 007 Contra Spectre (2015) se tornou oficialmente o museu que homenageia toda a obra em torno do agente secreto, e abriu suas portas oficialmente.

Construído a uma altitude de mais de 3 mil metros, com uma estrutura de 1300 m², é um dos maiores museus do mundo. O volume de concreto que parece sair da montanha de neve foi desenhado pelo arquiteto austríaco Johann Obermoser, com inspiração direta no trabalho de Ken Adam, principal designer de produção da franquia, responsável por toda a estética minimalista e elegante que vemos nos filmes até hoje. Formas geométricas, ângulos acentuados e paleta de cor sóbria são algumas de suas marcas visuais. E tudo isso é passível de apreciação para os visitantes que acessam o local apenas por teleférico.

No seu interior, a exposição 007 Elements se divide em 10 salas, cada qual permite o visitante mergulhar no passo a passo da produção do filme ali gravado (Contra Spectre). Além dele, os outros 24 filmes da franquia também ganham seu espaço nessa retrospectiva imersiva. “Nosso objetivo é contar a história da produção dos filmes de uma maneira ultramoderna, emotiva e envolvente”, explica Neal Callow, diretor criativo do museu, também diretor artístico dos últimos quatro filmes, ao Dezeen.

A experiência simbiótica criada por ele e por Tino Schaedler é alcançada pela primorosa união entre a arquitetura do museu e o conteúdo curado para a exposição.  “Nós estudamos cautelosamente os projetos de Ken Adam e sua linguagem única. Ele projetou cada detalhe pensando na câmera e nos ângulos específicos”, disse Schaedler ao Dezeen. “Nós usamos a mesma técnica para criar a exposição. Os visitantes são naturalmente levados durante o passeio, de uma sala para outra, devido ao layout e conteúdo”, continua ele.

A exposição 007 Elements é permanente, mas foi projetada de tal forma que se torna possível a sua constante atualização, na medida em que os filmes do James Bond são lançados.

Cabana 100% sustentável pode ser construída em qualquer lugar

Projeto com impacto zero foi desenvolvido por designer finlandês e pode ser reservado para as férias
Por Giovanna Maradei I Fotos: Divulgação

robin_headerO desafio foi lançado por uma empresa de energia renovável, que está em busca de maneiras de construir um mundo que impacte menos o meio ambiente. A solução veio através da Nolla Cabin, uma cabana projetada pelo finlandês Robin Falck, onde cada detalhe, da decoração ao aquecimento, foi executado com soluções sustentáveis.

Nolla, em finlandês, quer dizer zero, nome apropriado para o projeto que, para neutralizar sua pegada de carbono, conta com painéis solares para a energia, diesel renovável para fogão e aquecedor, uma estação de reciclagem e toaletes ecológicos secos.

A cabana ainda é propositalmente pequena – tem 10 m² para não estimular exageros. Além disso, é feita de um material leve e fácil de encaixar, o que permite que a casa seja montada, desmontada e transportada sem a necessidade de máquinas pesadas. E conta, ainda, com uma base que lembra um sistema de palafitas, ideal para que a tiny house seja construída em diversos terrenos sem afetar a área.

“Um aspecto que eu queria trazer para o design é a mobilidade. Por que impactar o ambiente e deixa-lo em pedaços para se recuperar lentamente? Tendo uma solução que você pode levar na mão para o local escolhido, você pode começar a aproveitar sua estadia como se ela sempre estivesse lá”, defende Robin Falck, que escolheu como o primeiro cenário da construção uma paisagem na cidade de Helsinque, na própria Finlândia.

Os móveis que garantem uma decoração minimalista à charmosa cabana de madeira também foram escolhidos à dedo, sempre de coleções sustentáveis, bem como os tecidos que são feitos de materiais ecológicos, como linho, juta e bambu. Até as sacolas de lona, oferecidas aos hóspedes para transporte de mantimentos, junto com os recipientes de água, foram produzidas pela Globe Hope, instituição que fabrica produtos a partir do excedente da indústria.

Essencialmente, a cabana Nolla é um experimento. A ideia é explorar como poderíamos viver com menos, enquanto passamos mais tempo aproveitando a natureza ao nosso redor. O objetivo é desafiar e inspirar os visitantes a viver com uma pegada mínima. Quem topar a missão pode agendar sua estadia através do Airbnb.