Hotel de vidro à beira de rio promete relaxamento e contato com natureza

Instalações a apenas 10 metros do Rio Amarelo, na China, permitem ver a paisagem e a luz natural

Hotel de vidro à beira de rio promete relaxamento e contato com natureza (Foto: Divulgação)

Um hotel boutique à beira do Rio Amarelo, o segundo mais longo da China, promete momentos de paz e relaxamento para quem se hospedar. Com paredes de vidro, é possível ver a luz natural e ter contato direto com a natureza.

O projeto desenvolvido pela QI Studios conta com uma série de unidades individuais de 14m x 4,5m com planta baixa, um deck de entrada e um terraço frontal, permitindo que os hóspedes aproveitem ao ar livre.  Dentro, quarto, banheiro e sala. 

Na parte de trás, a privacidade é garantida pela introdução do revestimento de metal perfurado pré-fabricado, permitindo as interações contínuas entre o interior e o exterior por meio de luz e sombras, de acordo com o conceito do projeto. A ideia é que o visitante curta a paisagem.

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Direito à cidade da população LGBT+: qual o papel da arquitetura?

Apesar de abrigar a maior Parada LGBT+ do mundo, São Paulo ainda se mostra hostil em muitos aspectos aos membros da comunidade
POR RAFAEL BELÉM | FOTOS ASSOCIAÇÃO DA PARADA DO ORGULHO LGBT DE SÃO PAULO/FLICKR

Multidão aglomerada na Avenida Paulista durante a Parada do Orgulho LGBT+ de 2018

“Ser LGBT+ é existir em espaços específicos para nós”, relata o publicitário Beto Navareño, nascido em São Paulo. Essa é uma afirmação corriqueira entre lésbicas, gays, bissexuais e transexuais da cidade. Apesar de abrigar a maior Parada do Orgulho LGBT+ do mundo, a capital ainda se mostra hostil em muitos aspectos aos membros da comunidade que, muitas vezes, veem seu direito à cidade negado em alguma instância. Um cenário que se repete em muitas metrópoles do país.

Circular pela rua, usar o transporte público em segurança ou mesmo conseguir um emprego: várias são as barreiras impostas às vidas LGBTs. A luta da comunidade, por sinal, está desde o início relacionada à sua existência nas cidades, isto é, poder transitar pelos espaços públicos e atuar na construção cotidiana sem a necessidade de ocultar sua identidade.

Afinal, o que é o direito à cidade?

O direito à cidade propriamente dito é um conceito defendido pelo Instituto Pólis desde 1987. Há mais de 30 anos, a ONG atua na construção de cidades mais justas, democráticas e inclusivas por meio de planos de ações e políticas públicas. “Esse conceito pensa a cidade como um bem comum para todos, sem nenhuma forma de discriminação”, explica a arquiteta Danielle Klinotwtz, diretora da instituição. “É um direito que protege todos os costumes, memórias, identidades e vivências das cidades”.

Por vezes subjetivo, ele engloba desde o direito à moradia e ao saneamento, mas também uma agenda simbólica de acolhimento e de afeto pela metrópole. Na teoria, trata da possibilidade de as pessoas criarem vínculos com suas cidades e construí-las coletivamente. Na prática, é um direito negado para quase todos os cidadãos. “Nossa visão é de que nenhum cidadão hoje tem o direito pleno à cidade. Sempre existe algo sendo violado. No caso da população LGBT, existe a questão fundamental da LGBTfobia e os crimes que acontecem na cidade motivados por ela”, afirma a arquiteta.

Ao ser marginalizada, por exemplo, a comunidade tem a área pública limitada ou mesmo negada. Fora dos guetos e dos espaços de acolhimento já conhecidos em São Paulo, como a região do Largo do Arouche, da Avenida Paulista, da rua Frei Caneca e o centro expandido, gays, lésbicas e transexuais lidam com a resistência e intolerância. “Na maior parte da cidade, os espaços públicos não são acolhedores e as LGBTs não se sentem seguras. Isso é uma violação muito grande do direito à cidade, porque essa população não consegue exercer sua vivência, sua cultura”, diz Danielle.

Foi dentro destes centros de acolhimento que a universitária Thais Rezende encontrou apoio para vivenciar sua identidade. Moradora de São Bernardo do Campo, a estudante passa a maior parte do tempo no centro expandido da capital paulista. “Frequento muito a região da Paulista e da Consolação. Quando me descobri lésbica, foi um local que me acolheu”, conta. “Vi que existiam pessoas como eu ali e acabei criando vínculos. Era onde me sentia bem”, completa a jovem, que lamenta não ter a mesma experiência em outros locais da cidade. “Não consigo viver minha identidade na plenitude porque não me sinto segura em outros espaços. Amo São Paulo, mas gostaria de poder ser quem sou em qualquer lugar”.

Em junho, o grupo Rede Nossa SP, em parceria com o Ibope, divulgou uma pesquisa que detectou o aumento da percepção entre os paulistanos sobre a intolerância da cidade com a população LGBT+ em comparação com 2018, quando a sensação de tolerância era de 50% entre os entrevistados. Neste ano, o índice caiu para 40%. Segundo o levantamento, essa compreensão é mais forte entre os mais jovens, pobres e aqueles que se autodeclaram pretos ou pardos. “Existem locais de acolhimento em São Paulo, mas são espaços restritos que criam uma bolha. Hoje já temos estudos que mostram que, até duas quadras depois destes locais, é possível observar crimes de LGBTfobia”, afirma arquiteta Danielle.

O ir e vir

O acesso à mobilidade, por exemplo, é outra questão que tem impacto direto na vivência LGBT+ na cidade. Existem relatos de gays, lésbicas e transexuais impedidos de pegar ônibus porque o condutor evita parar no ponto e transportá-los. “O mesmo acontece com os aplicativos de transporte. Motoristas cancelam a viagem ao perceberem que o passageiro é uma pessoa LGBT”, relata Danielle Klinotwtz. “Isso faz com que a comunidade simplesmente não consiga exercer a possibilidade de vivência dentro da cidade, de circular onde bem entender”.

A hostilidade gera resistência, e muitos acabam criando hábitos para seguirem normalmente com suas vidas. Acostumado aos olhares tortos no transporte público, o publicitário Beto Navareño permanece em estado de alerta ao usar serviços de carona. “Fico com o celular sempre à mão e já conheço todos os mecanismos possíveis de segurança para caso alguma coisa aconteça”, conta. Felizmente, ele nunca foi vítima de violência física e nem passou por grandes apuros ao se locomover com os aplicativos. “Apesar disso, já fui avaliado com uma nota muito baixa de um motorista sem entender o porquê, e acredito que era por ele estar em contato com alguém que era ‘muito gay’”.

Para Guilherme Takahashi, trans não-binário (termo associado a pessoas cuja identidade não se limita às categorias “masculino” ou “feminino”), a situação se repete. Há locais na cidade que permitem a sua existência, enquanto outros nem tanto. “Sinto que consigo transitar porque sou muito protegido pelo dinheiro. Tenho sorte de não ter sido expulsa de casa, ter acesso ao ensino superior e me posicionar no mercado, coisas que geralmente a população trans não tem”, explica. “Mesmo assim, ainda existem espaços onde não me sinto com o direito de transitar”, conta, lembrando-se de episódios em que foi proibida de frequentar vestiários e banheiros femininos. “Mas, dentro do meu cotidiano, não fico limitado a ser quem eu sou”, celebra.

O papel da arquitetura

Ao se falar sobre habitação e cidadania, fica evidente a urgência da arquitetura urbana em promover a cidade de fato para as pessoas. Como instrumento social, a arquitetura inclusiva pode garantir ambientes apropriados não só para uma comunidade específica como a LGBT+, mas para todos. “Os arquitetos e urbanistas têm várias ferramentas para ajudar na criação de espaços mais acolhedores. Áreas mais abertas e livres, por exemplo, geram espaços com mais possibilidades de apropriação e convivência”, explica Danielle. Por si só, a apropriação cria um espaço mais seguro, onde as pessoas apoiam a vigilância umas das outras e geram espaços de segurança comuns. 

Segundo a arquiteta, a chave para o combate à intolerância e o ao preconceito na cidade está na criação de mais áreas públicas como o Largo do Arouche. “A discriminação só diminuirá quando a cidade possuir lugares que propiciem o encontro do diferente de forma espontânea, onde as pessoas possam conviver com diferentes tipos de vivência, corpos e estilos”, sugere. “A arquitetura deve propor espaços mais diversos possíveis, pensados para que pessoas diferentes convivam. Afinal, muito da discriminação vem do desconhecimento do outro, do diferente. As pessoas negam a existência das outras”.

Para o agora, a arquiteta ressalta a importância de a própria cidade escutar a população LGBT+. “A comunidade precisa estar em espaços de poder e decisão sobre a cidade. Sem isso, nunca vamos conseguir uma sociedade realmente inclusiva. É fundamental que a população LGBT construa a cidade enquanto sociedade civil, sendo escutada, mas também dentro das posições de tomadas de decisão”, argumenta.

Londres terá primeira piscina do mundo de borda infinita com vista de 360°

A localização exata do empreendimento ainda não foi confirmada

Sucesso nas redes sociais, as piscinas com borda infinita chegarão à mais um estágio especial nos próximos anos. Isso porque Londres terá a primeira piscina do mundo de borda infinita com vista de 360°. 

Os designers de piscinas da Compass Pools desenvolveram o Infinity London, o único edifício do mundo que incorpora uma piscina infinita de 360 ​°. Ela deve ser construída em um prédio de 55 andares em 2020.

Segundo a descrição do projeto, a piscina é feita de acrílico fundido, em vez de vidro, de modo que a piscina fique perfeitamente transparente.

O piso da piscina também será transparente, permitindo que os visitantes vejam os nadadores no topo do prédio. Eles poderão acessar a piscina através de uma escada em espiral rotativa, em um esquema baseado em portas de submarinos. 

Um olhar para dentro do escritório da Duff, Fraley e Hendrickson em Minneapolis, Minnesota

Uma equipe de designers da empresa de design de interiores Studio BV projetou recentemente um novo espaço de escritório compartilhado para três amigos, Duff, Fraley e Hendrickson, em Minneapolis, Minnesota.

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“O novo escritório da Duff, Fraley, Hendrickson tem tudo a ver com ser caloroso e convidativo. Este escritório foi criado para quatro amigos que queriam um lugar diferente para trabalhar do que o escritório em casa. Entrar no escritório deve ser colorido, confortável, cheio de vida. A equipe de design abordou o projeto, descascando as camadas de construção. O prédio costumava ser um depósito para peças elétricas e serviços industriais. Este espaço de escritório recém-criado pela Paster Properties tinha paredes de tijolos incríveis, colunas de madeira e pisos de concreto. Todos os ingredientes para fazer um escritório perfeito. A equipe de design manteve as paredes de tijolos antigas cicatrizes e portas existentes e detalhes que foram descobertos no processo de design. As janelas são operáveis ​​e trazem uma grande sensação de conforto para o espaço. A equipe de design usou móveis e elementos arquitetônicos muito mínimos e modernos para contratar a rica concha. O espaço suporta o entretenimento diário e a reunião com clientes e amigos. ”Diz Studio BV.

  • Location: Minneapolis, Minnesota
  • Date completed: September 2019
  • Size: 2,500 square feet
  • Design: Studio BV
  • Photos: Jessica Stoe
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Collaborative space
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Breakout space
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Lounge
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Entrance

Foster + Partners vai projetar apenas edifícios neutros em carbono até 2030

Britânicos são o primeiro escritório de arquitetura a assinar o Net Zero Carbon Buildings Commitment

Foster + Partners se comprometeu a projetar apenas edifícios neutros em carbono até 2030. Os britânicos são o primeiro escritório de arquitetura a assinar o Net Zero Carbon Buildings Commitment. O estúdio comandado por Norman Foster se juntou a 23 cidades, incluindo Nova York, Londres e Tóquio, na assinatura do compromisso, que visa reduzir a contribuição do ambiente construído para a mudança climática.

“Estamos orgulhosos por sermos o primeiro escritório de arquitetura a assinar o compromisso e saudamos o Relatório de Status de Avanço da Rede Zero de 2019 pelo World Green Building Council como uma coleção de liderança de mercado”, disse Christopher Trott, sócio da Foster + Partners e chefe de sustentabilidade do escritório.

O compromisso foi lançado na Cúpula Global de Ação Climática em setembro de 2018 pelo World Green Building Council (WGBC), organização sem fins lucrativos dedicada a manter a indústria da construção civil de acordo com os objetivos do Acordo Climático de Paris.

Os signatários do Compromisso de Edifícios de Carbono Líquido Zero prometeram fazer com que todos os novos edifícios acumulem zero carbono para 2030, e fazer o mesmo para os edifícios existentes até 2050.

Não é de hoje que a Foster + Partners vem investindo em sustentabilidade. O escritório ganhou o Stirling Prize 2018 para a sede da Bloomberg em Londres, considerado o edifício de escritórios mais sustentável do mundo. Sua fachada tem persianas de bronze móvel que podem ser abertas para ventilação natural e painéis no teto em forma de pétala com milhares de LEDs que economizam energia.

Festival anuncia concurso de arquitetura para profissionais LGBT+ em Londres

Quem apresentar o melhor projeto de carro alegórico para a Parada LGBT+ de Londres e Manchester ganhará £ 10 mil, quase R$ 50 mil como prêmio
POR RAFAEL BELÉM | FOTOS DIVULGAÇÃO

Para celebrar a diversidade e promover a inclusão no ramo da construção, o Festival de Arquitetura de Londres (LFA) anunciou o lançamento do segundo ano de seu concurso voltado para profissionais LGBT+. Aberta para estudantes, recém-formados e arquitetos emergentes, a competição busca o melhor projeto de carro alegório para os desfiles da Parada LGBT+ de Londres e Manchester. 

Com apoio de escritórios renomados como Foster + Partners, Jamie Forbet Architects e Stanton Williams, o concurso premiará a equipe vencedora com a quantia de  £ 10 mil, aproximadamente R$ 50 mil. Os projetos deverão ser criados e executados a tempo dos dois eventos, que acontecem no mês de julho em Londres e, em Machester, agosto.

As propostas devem ser fáceis de desmontar, transportar e reconstruir em cada evento, já que o carro vencedor será acoplado a um caminhão. Durante o concurso, os candidatos deverão apresentar ainda projeções 3D e detalhes de construção.

Arquiteto I. M. Pei que projetou a pirâmide do Louvre, morre aos 102 anos

Nascido na China e naturalizado americano, Ieoh Ming Pei criou projetos para o Rock and Roll Hall of Fame and Museum, em Cleveland, o Museu da Arte Islâmica no Qatar e a Galeria Nacional de Artes de Washington, entre outros
Bill Trott, Reuters

RIBA via The Telegraph

O arquiteto I.M. Pei, cujos desenhos modernos e projetos de grande importância o fizeram um dos mais bem conhecidos arquitetos do século 20, morreu aos 102 anos de idade, segundo New York Times nesta quinta-feira. Um dos seus quatro filhos, Li Chung Pei, informou o jornal sobre a morte de seu pai, cuja causa ainda não foi divulgada.

Pei, cujo portfólio incluía a polêmica renovação do Museu do Louvre em Paris e o Rock and Roll Hall of Fame and Museum, em Cleveland, morreu durante a madrugada, segundo seu filho Chien Chung disse ao jornal. Também são obras do arquiteto, entre muitas outras, o Museu da Arte Islâmica no Qatar e a Galeria Nacional de Artes de Washington.

Ieoh Ming Pei, filho de um importante banqueiro na China, deixou sua terra natal em 1935, mudou para os Estados Unidos e estudou arquitetura no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na Universidade de Harvard. Depois de lecionar e trabalhar para o governo norte-americano, foi para uma construtora de Nova York, em 1948, e na sequência criou a própria empresa, em 1955.

© Rory Hyde [Flickr], bajo licencia CC BY-NC-SA

Os museus, prédios municipais, hotéis, escolas e outras construções que Pei desenhou ao redor do mundo mostram a geometria de precisão e uma qualidade abstrata com uma reverência à luz. 

Seus prédios são feitos de pedra, aço e vidro e, assim como no Louvre, ele normalmente trabalhava com pirâmides de vidro em seus projetos. 

A pirâmide de vidro, de 1989, na entrada do Museu do Louvre, cujo edifício data do século 12, se provou o trabalho mais controverso de Pei, começando pelo fato de que ele não era francês. Depois de ter sido escolhido pelo então presidente François Mitterrand em segredo, Pei começou com um estudo de quatro meses sobre o museu e a história francesa.