Prédio na Europa assinado pelo escritório Hamonic + Masson & Associés terá piscinas privativas nos apartamentos

O projeto, assinado pelo escritório Hamonic + Masson & Associés, reflete o estilo de vida mediterrâneo da cidade costeira de Limassol, no Chipre

Já imaginou ter uma piscina privativa no seu apartamento? Em Limassol, no Chipre, o escritório Hamonic + Masson & Associés idealizou um edifício residencial de luxo com piscinas nas varandas, que se conectam diretamente a cada uma das 19 unidades. 

O projeto, que reflete o estilo de vida mediterrâneo da cidade costeira, transforma cada apartamento em uma “ilha independente”. As varandas em formato de corola, que se assemelha ao conjunto de pétalas de uma flor, oferecem piscinas e áreas verdes independentes, integradas ao interior dos apartamentos.

As corolas também aparecem no térreo do edifício, onde as estruturas em meio a paisagem verde dão continuidade ao design da torre de 55 metros, que também tem uma piscina com borda infinita na cobertura. O complexo ainda possui academia, galeria de arte e spa de luxo, todos com acesso independente.

O sistema deslizante das portas de vidro é o único elemento que separa a área de estar da varanda, garantindo a continuação visual do projeto e a transparência da fachada, que permite vista constante do mar e cria a atmosfera de viver ao ar livre.

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Cavernas viram casas de veraneio em ilha grega

Estrutura foi suavizada e ganhou toque decorativo para receber hóspedes

As cavernas subterrâneas de uma casa antiga na cidade de Fira, na ilha grega de Santorini, na Grécia, foram convertidas em um complexo de casas de férias pelos arquitetos Kapsimalis. Os interiores ásperos e abobadados das cavernas foram suavizados e finalizados com gesso em tons terrosos, com luminárias minimalistas e armazenamento discreto embutido.

Uma das novas casas de verão ocupa a área da casa original, enquanto a outra fica dentro das cavernas. Para manter a sensação original da casa, a aparência externa das estruturas, bem como sua disposição em torno de dois pátios murados, foi mantida.

A entrada para a primeira casa é feita por um pátio em forma de cunha, parcialmente coberto por uma área de estar no mezanino acima da entrada e uma piscina longa e fina. Este pátio forma um espaço comum para dois quartos separados, dispostos em torno de uma área de estar, cozinha e sala de jantar no centro, sob um teto alto e abobadado.

Nas cavernas, a segunda casa de férias tem seu próprio acesso através de um segundo pátio retangular e inclui espaço para banhos de sol, uma piscina abobadada e uma escada que leva a uma área de jantar no terraço com vistas para um vulcão próximo.

As entradas e nichos na caverna adotam uma forma de arco, lembrando as abóbadas dos tetos. Paletas de cores e acessórios foram escolhidos para refletir as duas condições distintas da antiga casa e das cavernas, com móveis feitos por artesãos locais.

MoMA reabre após reforma de US$ 450 milhões

O novo Museu de Arte Moderna de Nova York tem design inovador e inclui uma galeria de design contemporâneo gratuita no térreo
FOTOS IWAN BAAN / BRETT BEYER

Você conhece o MoMA? Se não, tem mais um motivo para visitar o Museum of Modern Art de Nova York agora. Após quatro meses fechado para a fase final das obras, o museu foi reaberto nesta segunda-feira, dia 21/10. A reforma e a expansão de US$ 450 milhões foram lideradas pelos escritórios Diller Scofidio + Renfro e Gensler, que projetaram um novo saguão, livraria, café e várias galerias nos seis andares.

Em 2014, o MoMA começou a reformar sua ala leste. Foi apenas a primeira fase de um projeto de expansão maior, que aumentou o tamanho da instituição cultural em um terço,  agora com 15 mil m². 

A renovação do design integra diversos aspectos da história arquitetônica do museu, que sofreu várias transformações desde que foi inaugurado em 1929. A mais emblemática delas foi a mudança para uma torre envidraçada em 1939, que foi construída por Goodwin-Stone e permanece visível até hoje a partir da entrada da 53rd Street.

A fachada com painéis de vidro transparente complementa a arquitetura existente no entorno e maximiza a visibilidade da rua dentro do museu, privilegiando a iluminação natural e integrando o interior e o exterior. 

Na fase final, houve a extensão da ala oeste do edifício Ronald S. e Jo Carole Lauder do museu, no terreno onde anteriormente estava situado o American Folk Art Museum.

Com seis andares, a nova estrutura oferece 3.716 m² adicionais de espaço para exposições. As novas galerias David Geffen Wing estendem-se ao edifício 53W53, projetado por Jean Nouvel, acrescentando 1.068 m² em cada nível. Assim, os três pisos principais da galeria do MoMA foram ampliados, de acordo com as alturas originais e variáveis ​​do teto.

No interior, a adição estrutural atua como uma nova rede de circulação para o museu. Os corredores cobertos por painéis de aço representam a mudança de zonas, atuando como ligações entre as galerias novas e antigas.

A escada principal está disposta em torno de uma coluna estrutural, que fica pendurada no teto para apoiar as escadas e os patamares livres de suportes laterais.

O café do MoMA foi transferido para o sexto andar, oferecendo um pátio externo com vista para a 53rd Street e grandes mesas de mármore preto. Já a livraria principal do museu também foi movida do nível da rua para o subterrâneo.

Uma nova área de lounge com assentos pretos está localizada entre a loja e a bilheteira, que costumava estar no centro do museu e foi redesenhada. No piso térreo, há uma nova área para associados e houve a ampliação da entrada na 53rd Street, com teto elevado. A abertura desse piso do MoMA criou um ambiente mais espaçoso que acomoda melhor o movimento de visitantes entre as entradas, além de fornecer escadas de acesso mais fácil, elevadores e um jardim de esculturas ao ar livre.

Outros novos espaços do museu são uma galeria de design contemporâneo no térreo, com curadoria de Paola Antonelli e aberta ao público sem a necessidade de compra de ingresso, o Crown Creativity Lab, laboratório para criação e exploração digital, e um estúdio que possui paredes e pisos com isolamento acústico.

Prédio colorido em Chicago abriga moradias populares e uma biblioteca

O projeto com soluções sustentáveis é assinado pelo escritório John Ronan Architects
FOTOS JAMES FLORIO

Já imaginou ter uma biblioteca no seu prédio? A Independence Library and Apartments, um edifício de uso misto em Chicago, nos Estados Unidos, abriga uma biblioteca pública e moradias de baixo custo para idosos. O projeto com varandas coloridas é assinado pelo escritório John Ronan Architects

De seis andares, a biblioteca ocupa dois e substitui um espaço anterior do bairro que sofreu uim incêndio vários anos atrás, já a parte superior possui 44 apartamentos a preços acessíveis, destinados a moradores com mais de 60 anos e renda abaixo de 60% da média na região.

O bloco residencial do prédio é recuado no terreno, enquanto a biblioteca pública aparece em primeiro plano e pode ser facilmente acessada pela rua.

As fachadas diferentes também distinguem as duas zonas programáticas. A biblioteca é revestida por painéis de concreto cinza escuro e grandes extensões de vidro em tons de carvão. Por outro lado, a parte superior possui cantos arredondados e fachadas brancas envoltas em alumínio. No exterior, janelas e varandas de tamanhos distintos formam um arco-íris de cores, do tangerina ao turquesa, diferenciando-o de outras habitações sociais nos Estados Unidos, que tendem a ser rígidas e formuladas.

Com 4.088 m², a parte residencial do edifício contém 36 apartamentos de um quarto e oito unidades de dois quartos, além de uma academia, lavanderia e escritório de administração.

Os acabamentos interiores dos apartamentos são simples e econômicos. As residências apresentam piso de cerâmica de vinil e armários em laminado plástico. Já as portas da frente são pintadas com o mesmo tom da varanda da unidade.

As cores também foram incorporadas à biblioteca de 1.486 m², projetada para atender todas as faixas etárias. O térreo, que tem quase nove metros, contém uma área infantil e uma grande sala comunitária para reuniões, palestras e outros eventos.

O piso de concreto e as colunas contrastam com a decoração colorida. Uma série de luminárias circulares de LED está suspensa no alto. No centro do espaço, assentos no estilo de arquibancada oferecem um lugar divertido para relaxar e ler. Uma ampla escadaria leva ao mezanino, onde existe uma zona para os adolescentes, uma área adulta e uma sala de mídia. O segundo andar tem vista para um telhado verde, que cobre o estacionamento abaixo e acomoda os visitantes da biblioteca e os moradores da habitação.

O edifício ainda apresenta várias soluções sustentáveis, incluindo gerenciamento de águas pluviais, iluminação com eficiência energética, ventilação passiva e telhado verde.

Shigeru Ban projeta uma das maiores estruturas de madeira do mundo

Com 240 metros de comprimento e 35 metros de largura, a construção sustentável é a nova sede de uma marca de relógios na Suíça

Vencedor do Prêmio Pritzker, o arquiteto japonês Shigeru Ban projetou a nova sede da Swatch, marca de relógios em Bienna, na Suíça. Após quase cinco anos de construção, o QG sustentável, formado por uma das maiores estruturas de madeira do mundo, foi inaugurado. O edifício se conecta à Cité du Temps, um centro de exposições independente que contém salas de conferências e os museus Omega Museum e Planet Amostra, e a Omega Factory.

Com 240 metros de comprimento e 35 metros de largura, a construção de concha de grade de madeira forma a estrutura básica da fachada, que, no seu ponto mais alto, mede 27 metros. A estrutura abobadada sobe suavemente em direção à entrada antes de fazer a transição para a Cité du Temps. Durante o projeto, Shigeru Ban utilizou a tecnologia 3D para definir a forma e o posicionamento exato das 4.600 vigas das grades de madeira. 

Para ser a fachada de um escritório, a concha também precisou atender vários requisitos técnicos, o que exigiu a integração de uma complexa rede de cabos. Enquanto a estrutura de madeira ainda estava sendo erguida, houve a instalação de cerca de 2.800 elementos, que compõem a maior parte da fachada.

Os 25 mil m² de área útil estão distribuídos em cinco andares para todos os departamentos da Swatch. O lobby envidraçado apresenta grandes dimensões, além de uma sensação de transparência, abertura e leveza. Dois elevadores de vidro levam os funcionários e os visitantes aos andares superiores e à ponte pedonal de vidro no terceiro andar, que liga o edifício à Cité du Temps.

A área da superfície dos quatro andares superiores diminui sucessivamente de um andar para o outro, enquanto as galerias com balaustradas de vidro oferecem vistas dos níveis mais baixos. Além das estações de trabalho regulares, várias áreas comuns estão distribuídas pelo edifício, incluindo uma lanchonete e pequenas áreas de descanso. Também existem cabines, que acomodam até seis funcionários para chamadas telefônicas ou trabalhos que exigem mais concentração.

O edifício ainda apresenta soluções sustentáveis como painéis fotovoltaicos para gerar energia solar e águas subterrâneas para aquecer e resfriar o prédio, sendo que os recursos obtidos são compartilhados com a Cité du Temps e a Omega Factory. A construção em madeira reduz a pegada de carbono dos edifícios, o custo e a duração da construção. 

Por dentro da casa de Nicole Scherzinger em Los Angeles| Open Door | Architectural Digest

A deslumbrante casa de Nicole Scherzinger nas colinas com vista para Los Angeles reflete o estilo e a classe de seu proprietário a cada passo. A ex-vocalista do Pussycat Dolls e seus convidados desfrutam de vistas panorâmicas espetaculares de Los Angeles, que vão do centro da cidade à praia. Desde o seu home theater luxuoso e aconchegante até a arte meticulosamente curada nas paredes, a cantora, compositora, atriz e fã de teatro projetou o oásis perfeito.

Mario Cucinella projeta fábrica sustentável no interior de São Paulo

O arquiteto italiano adotou recursos que oferecem proteção à radiação solar direta, coleta de água de chuva e painéis fotovoltaicos capazes de fornecer toda a energia elétrica necessária
POR MARIANE REGHIN | FOTOS DIVULGAÇÃO

Considerado um dos arquitetos mais importantes da Itália quando o assunto é sustentabilidade, Mario Cucinella é autor de vários projetos premiados internacionalmente. Sua mais nova empreitada é a construção da sede da Nice, empresa global de automação residencial, que custará mais de R$ 100 milhões, em Limeira, no interior de São Paulo. 

Situado em um local estratégico, o projeto do Mario Cucinella Architects interage com a paisagem circundante e o clima ameno de Limeira, reinterpretando os elementos arquitetônicos tradicionais brasileiros e incentivando uma relação simbiótica entre a natureza e o espaço construído.

Seu elemento arquitetônico mais emblemático é a cobertura, com forma pontiaguda que remete a uma folha tropical pousando suavemente. “A cobertura foi projetada como um delicado gesto orgânico que se apoia gentilmente nos pilares de luz, tornando o prédio visível não apenas da rua principal, mas também de Limeira”, contou Mario Cucinella.

A estrutura oferece proteção à radiação solar direta durante os meses mais quentes do ano, reduzindo a luz incidente em 47%. Com o recurso, as instalações serão inundadas com luz indireta e é possível prover sombra ao pátio verde embaixo dela.

O conjunto de soluções sustentáveis permitirá que a construção ganhe a certificação sustentável LEED v4. Uma cobertura plana será usada para instalar 4 mil m² de painéis fotovoltaicos capazes de fornecer a carga elétrica de todo o complexo. Além disso, a estrutura atuará como uma superfície coletora de água da chuva, que será filtrada e armazenada em um tanque subterrâneo de 500 m³ e reutilizada para irrigação.

Já a fábrica, graças à combinação entre aumento da massa térmica e ventilação natural contínua, funcionará sem necessidade de refrigeração nem aquecimento durante todo o ano. Enquanto o showroom e os escritórios se beneficiarão de um sistema de uso misto que incentiva o uso de ventilação natural, reduzindo assim as cargas de resfriamento.

“O maior desafio foi compartilhar com a Nice uma visão inovadora para o edifício, que eles adotaram totalmente. Em parceria de nossos consultores locais, a Minerbo Fuchs Engenharia, houve a integração de recursos sustentáveis, que impactarão drasticamente na pegada de carbono e no consumo de energia do edifício”, explicou o arquiteto italiano. 

Os 16,5 mil m² de área reunirão a fábrica, a área administrativa e outras instalações sob a mesma cobertura, explorando o conceito de “show factory”, onde todos os visitantes podem ver a linha de montagem enquanto exploram a sede.

O projeto ainda propõe um sistema de trilhas protegidas que conectam o edifício principal à área de lazer, incentivando a circulação de pedestres pelo complexo. Todos os espaços internos serão naturalmente ventilados e conectados à paisagem circundante do pátio verde.

Mario Cucinella recebeu o convite da empresa de origem italiana para assinar o projeto em 2018. “A abordagem inovadora que a Nice propôs realmente nos atraiu no desenvolvimento de um projeto que não apenas representa os seus valores, mas também visa se tornar uma referência para edifícios sustentáveis no Brasil e na América do Sul”, completou o arquiteto.

Com previsão de operação no primeiro trimestre de 2021, o projeto da sede da Nice teve início em agosto de 2019 e deve ser concluído no último trimestre de 2020. “A nova sede da empresa é um passo fundamental no nosso caminho de crescimento, porque será uma verdadeira Smart Factory, concebida de acordo com os padrões da Indústria 4.0 e aliada ao design sustentável”, concluiu Lauro Buoro, presidente e fundador da Nice.