Lina Bo Bardi é homenageada em exposição em Nova York

Peças da arquiteta ítalo-brasileira podem ser vistas até 15 de junho na galeria Gladstone 64, em Manhattan

Lina Bo Bardi é a homenageada em uma exposição em Nova York realizada em colaboração com a Galeria Nilufar de Milão e o Instituto Bardi/ Casa de Vidro. A mostra Studio d’Arte Palma pode ser visitada até 15 de junho na galeria Gladstone 64, em Manhattan. O evento é a continuação da pesquisa da galerista Nina Yashar sobre a obra da designer e arquiteta ítalo-brasileira e Giancarlo Palanti.

Uma versão da exposição foi inicialmente exibida durante o Salão do Móvel de Milão em 2018, mas a mostra atual aprofundará o legado da arte e design brasileiros do século 20 com a inclusão dos artistas Hercules Barsotti, Sergio Camargo, Aluísio Carvão, Lygia Clark e Alfredo Volpi. Entre os trabalhos expostos estão desenhos raros e seminais de Lina em colaboração com Palanti, além de uma seleção de obras de artistas que trabalharam concomitantemente a ela no Brasil.

Mais conhecida por sua prolífica carreira como arquiteta e designer, Lina Bo Bardi  iniciou sua trajetória profissional em Milão, onde trabalhou em colaboração com arquitetos como Carlo Pagani e Gio Ponti, e mais tarde fundou seu próprio escritório de arquitetura. No fim da Segunda Guerra Mundial a artista e seu marido, Pietro Maria Bardi, decidiram se mudar para o Brasil.

Foi em São Paulo que Lina Bo Bardi começou a incorporar design de móveis em seu trabalho e, em 1948, fundou o Studio de Arte e Arquitetura Palma, com o colega arquiteto italiano Giancarlo Palanti, que marcou um dos muitos momentos inovadores de sua carreira.

Ao longo de sua vida Lina estabeleceu-se como um dos expoentes do design moderno, construindo inúmeros espaços privados e públicos, como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), o SESC Pompeia, a Casa de Vidro e o Teatro Oficina.

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Um olhar sobre o escritório biofílico da Candlefox em Melbourne

A Candlefox, um mercado de educação que conecta alunos em potencial com os provedores de educação da Austrália, contratou recentemente a firma de arquitetura Tom Robertson Architects para projetar seu novo escritório em Melbourne.

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“Acomodando cerca de vinte funcionários, o espaço foi trazido de volta à vida com uma variedade de espaços de trabalho, salas de reunião e jardim sinuoso impressionante. Agora cheio de luz e espaço, o Candlefox HQ segue a sugestão da jovem e enérgica companhia. Mais do que apenas um escritório, o novo design cria um espaço para colaborar, compartilhar ideias, socializar e entreter os clientes ”, disse Tom Robertson Architects.

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Lobby/waiting area
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Boardroom
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Boardroom
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Workspace
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Biophilic elements
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Kitchen
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Kitchen
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Phone booth

Kengo Kuma assina templo budista moderno em Tóquio

Concebido para ser o coração da comunidade, projeto conta com apenas um pavimento e quase 2 mil m² de área total

Com diversos projetos espalhados ao redor da Ásia e do Oriente Médio, Kengo Kuma é o nome por trás do Jodo Shu Ichigyo-in, um templo budista na região de Shinjuku, em Tóquio. Com apenas um pavimento e quase 2 mil m² de área total, o edifício fica no meio de uma colina e costuma ser visto do alto pelos habitantes da região. 

Pensando nisso, o arquiteto criou um projeto que enfatiza o telhado, cujo beiral extenso protege tanto o exterior quanto o interior. Com traços modernos, o edifício foi construído com painéis de cedro maciço que formam um padrão estético e estrutural para todo o templo.

Concebido para ser o coração da comunidade, o templo abriga um grande páteo, áreas de convivência e espaços para retiro e meditação. Confira mais detalhes:

Da arquitetura ao design

Após toda uma vida desenhando móveis para seus projetos, arquiteto Ruy Ohtake tem sua obra como designer reconhecida por importante premiação internacional

O arquiteto Ruy Ohtake

A prática do design surgiu na vida do arquiteto Ruy Ohtake de maneira natural. “Desenhava móveis para meus projetos, sempre em sintonia com a arquitetura, o que continuo fazendo até hoje”, conta ele, que apenas mais recentemente tem se dedicado ao desenho de objetos destinados à produção seriada. “Isso aumentou ainda mais minha surpresa em receber um prêmio da dimensão do Red Dot”, comenta o arquiteto a respeito da premiação a ele concedida em março, na Alemanha, pela linha de cubas cerâmicas desenhadas para a espanhola Roca. “Ultimamente o design vem se fazendo mais presente na minha vida e isso me deixa muito feliz”, como afirmou nesta entrevista ao Casa. [Marcelo Lima]

Como recebeu o prêmio Red Dot e o que pensa ter influenciado a escolha dos jurados?
Recebi a notícia de minha premiação com um misto de surpresa e alegria. Primeiro por ter sido escolhido pela Red Dot, uma das mais celebradas premiações do design mundial. Me agrada ter recebido o reconhecimento do júri, ressaltando meu trabalho ao citar “o brasileiríssimo desenho, com curvas e ondulações”. E alegria porque é a primeira vez que participo e venço essa competição, que teve a participação de 1.600 candidatos. Apresentei três tipos de cubas de cerâmica, em quatro cores – verde, roxo, branco e preto – que a Roca produziu belissimamente bem, já introduzindo a tecnologia que me permitiu criar peças com 15 mm de espessura. Curioso que, no início deste ano, recebi do Barcelona Design Center, BDC, o convite para presidir o júri internacional do concurso de 2019, a se realizar em outubro próximo, reunindo centenas de designers. O mais significativo é que esses dois fatos ocorreram no mesmo ano, me fazendo refletir sobre a importância crescente que o nosso design vem adquirindo nos centros mais avançados.

Linha de cubas desenhada para a Roca Foto: Ricardo Miyada

Como vê os arquitetos fazendo design hoje? Qual a contribuição que eles podem trazer para o desenho dos objetos? Tudo se resume apenas a uma questão de escala de projeto?
No meu caso, tenho projetado peças de mobiliário desde recém-formado, com propostas sempre acopladas à arquitetura, mas ocupando posição de destaque dentro dos espaços. Para mim sempre me pareceu algo natural, quase uma continuidade. Entendo, no entanto, que esta não é a questão que se coloca hoje. O design ganhou autonomia, embora penso que a maioria dos jovens designers brasileiros continuam muito deslumbrados com as feiras internacionais. O desafio presente é elaborar desenhos que tenham conteúdo e caráter contemporâneos. E, sempre, vinculando à indústria e à tecnologia. Assim, seria possível produzir em maior escala e a preços mais acessíveis. Existem hoje inúmeras possibilidades de uso de materiais naturais e sintéticos e uma gama sem fim de cores. Além do que o contato com os velhos mestres da nossa indústria e a pesquisa sempre podem abrir novos caminhos.

Além da cuba, quais suas experiências mais significativas como designer e quais valores aplica à sua produção?
Comecei por realizar o projeto do ateliê e residência de Tomie Ohtake, em 1966, em São Paulo, para a qual desenhei, sempre em concreto, as mesas de jantar, de trabalho, do centro da sala, além de uma estante múltipla de 40 metros de comprimento, ao longo de toda a casa. Outras iniciativas na área que me recordo bem foram o forro da entrada da Câmara Árabe Brasileira, de resina plástica, e outra grande estante, de madeira, para o lobby do hotel Golden Tulip, de Brasília, em 1993. Também tenho projetado peças em escala de produção que variam de 20 a 50 unidades, de vidro, aço carbono, madeira, policarbonato e porcelanato. Uma experiência interessante, que apresentei na Feira Brasil Faz Design, em Milão, anos atrás, foram móveis feitos de placas de compensado curvo, sendo que o material, até hoje, é utilizado somente na forma plana. Espanto geral: MDF curvado? Sim, e com tecnologia brasileira, eu respondia. Mas em qualquer situação, seja em peças exclusivas ou produzidas em maior escala, além de originalidade e linguagem contemporânea, é sempre essencial provocar surpresa.

Banco Zu, desenhado para uma de suas residências projetadas pelo arquiteto Foto: Ruy Teixeira

Francesc Rifé Studio projeta apartamento de dois andares com planta incomum em Madri

Barcelona-based Francesc Rifé Studio was approached to design a small intimate apartment located in the heart of Madrid.

“Reagindo às condições únicas do espaço, dividido em dois níveis, o novo design usa uma velha escada em ferro forjado para definir o layout. É uma casa localizada no terceiro andar e dividida em dois níveis. No piso superior, o terraço funciona como uma clarabóia de luz natural em direção à parte inferior. Este último é organizado sob uma distribuição simples e ordenada de três territórios: sala de estar e sala de jantar, cozinha aberta, quarto e banheiro. Todas as áreas são cobertas por um denominador comum de madeira de pinheiro, fazendo referência à sua vida anterior, e oferecendo uma constante harmonia com o resto dos materiais. Branco é adicionado ao projeto através de paredes e tetos, bem como fornecer uma nova narrativa para a escada. A cozinha, projetada nos mesmos tons claros, se abre para o resto do espaço quase despercebida, funcionando como um móvel de transição, sem ruído ou estridência. A integração estratégica de todos os contêineres e eletrodomésticos acaba de silenciá-lo. A sala de jantar, de frente para ela, está decorada com uma mesa e banco personalizados no mesmo material de pinho. O resto da sala de estar possui um sofá B & B Italia e uma estante Vitsoe. As persianas voltadas para a rua filtram a luz natural, em constante diálogo com a claridade da escada. A iluminação decorativa também é usada para obter maior calor em certas áreas. No final do apartamento é o quarto delimitado por uma porta de correr totalmente integrada. Isso permite conectá-lo completamente ao resto da residência, bem como ocultar ou descobrir a livraria que desempenha o papel principal no acesso. Uma grande cabeceira estende a linguagem da madeira de pinheiro até o banheiro, coberta com mármore branco de dolomita. Um gesto sutil de materialidade que agrega valor a esse espaço da casa. Finalmente, o nível superior onde a escadaria termina é definido por um espaço de micro-trabalho comunicado com o terraço, com vistas dos telhados e do céu de Madrid. Um jardim na parede do partido introduz a vegetação no projeto, criando um palco bucólico contemplativo ”, diz Francesc Rifé

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Kitchen
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Dining room
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Living room
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Bedroom
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Bathroom
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Terrace
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Tiny house sustentável surpreende com formato oval

Estrutura de pegada futurista pode abrigar duas pessoas e servir como casa de campo ou escritório móvel

Com formato de ovo e pegada futurista, as micro casas da Ecocapsule prometem servir de abrigo para duas pessoas de forma confortável. Elas são sustentáveis e utilizam energia solar, eólica, além de captarem e filtrarem água da chuva. 

Essa curiosa estrutura de 6,3 m² foi desenhada pelo escritório Nice & Wise e conta com banheiro, chuveiro quente, cama dobrável e espaço para armazenamento.

A ideia é que ela possa ser usada como casa de campo, hotel pop-up, escritório móvel, estação de pesquisa e levada para qualquer lugar desejado pelo usuário. 

Os arquitetos da Whiting Architects usaram paleta monocromática atraente na cobertura em Melbourne

O estúdio de arquitetura e design de interiores Whiting Architects foi abordado por um casal de profissionais que adoram viajar para redesenhar sua cobertura na praia dos anos 70 em Melbourne. A principal tarefa era gerenciar uma planta espaçosa, mas complicada.

“A abordagem arquitetônica começa na porta da frente: para criar uma sensação de chegada / ponto de transição, a área é coberta com fibra de coco, como um tapete grande de boas vindas, uma janela interna oferece um vislumbre da área principal. A porta da lavanderia é substituída por uma ponta de parede com painéis contínuos, de modo que a entrada da lavanderia tem menos importância – a porta se dissolve na parede dando um ponto de chegada mais formal e mais limpo. A parede com painéis também oferece um espaço oculto para casacos. Dentro da lavanderia nós incorporamos um banco molhado com fios inoxidáveis ​​para pendurar roupas molhadas e lavar: a área também abriga serviços e armazenamento geral. Entrada e chegada foi uma parte fundamental da resposta do projeto. A entrada existente parecia uma entrada de serviço de backdoor, escura e opressiva: um espaço que se abria para uma lavanderia e uma escada de concreto, que o levava até a sala de estar principal. Introduzimos uma “caixa” para enquadrar a entrada e oferecer uma experiência de chegada. A base desta caixa constitui o primeiro passo; Suba para dentro e através da caixa que chega ao patamar mais além. Nossa intenção era encorajar um “processo de descoberta”. Não quisemos revelar tudo de uma vez, mas oferecer vislumbres enquanto você trabalha em torno de uma coleção de formulários de caixa que foram inseridos no espaço. As caixas envolvem paredes de alvenaria existentes e que suportam cargas, o que reduz o seu impacto na fragmentação do espaço interior. Quase todos os quartos do apartamento oferecem uma vista para a praia alongamento. Casas de banho sem litoral são capazes de desfrutar de uma vista do oceano, olhando através da área de vida de quadros esculpidos na estrutura. As formas de “caixa” suportam utensílios de cozinha, roupas de casa, paredes e serviços escondidos e trabalho para fornecer um tema unificado que une o design, reunindo-o ao longo de sua extensão de 3 níveis. O passeio pelo formulário de entrada, a caixa sólida na cozinha, a forma de proscénio, que enquadra a vista para Beaconsfield Parade, a caixa divisória da escada, bem como a caixa de arrumação no quarto principal dão a sensação de que o apartamento pode ser embalado / caixas fechadas, em seguida, deslizou para fora para ser realocado em outro lugar “, explicou Whiting Architects.

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Hall
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Kitchen & dining area
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Living room area
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Fireplace
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Master bedroom
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Bathroom
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Study