Instalações buscam diminuir criminalidade e aumentar movimento na cidade de Lynn, em Massachusetts, EUA

Moradores e empresários criaram uma frente para mudar a realidade de Lynn, em Massachusetts

Um caminho de luzes coloridas instaladas em passagens sob da linha férrea de Lynn, em Massachusetts (EUA), além de outras intervenções artísticas e exposições na rua, busca reduzir o número de delitos, acidentes e atrair mais pessoas para andarem na região.

Instalações buscam diminuir criminalidade e aumentar movimento em cidade dos EUA (Foto: Reprodução)

Essas ações surgiram após a união de moradores do entorno e empresários que criaram uma organização sem fins lucrativos chamada Beyond Walls, que arrecadou doações para financiarem as instalações.

As luzes em neon foram ligadas em 2018. Segundo detalhes do projeto, hoje, as vias subterrâneas de Central Square, Washington Street e Market Street têm um campo interessante e visualmente atraente de iluminação dinâmica e colorida que não apenas encanta os olhos, mas também contribui para a segurança dos pedestres.

Instalações buscam diminuir criminalidade e aumentar movimento em cidade dos EUA (Foto: Reprodução)
Instalações buscam diminuir criminalidade e aumentar movimento em cidade dos EUA (Foto: Reprodução)
Anúncios

Quando a luz encontra o concreto: reflexões sobre a obra de Tadao Ando

Por Thomas Schielke Traduzido por Vinicius Libardoni

Vitra Conference Pavilion, Weil am Rhein / Germany. Image © Vitra, by Richard Bryant

Quando perguntaram a Tadao Ando, arquiteto japonês vencedor do Prêmio Pritzker de 1995, qual seria o elemento mais consistente em sua obra, ele respondeu sem pestanejar: a luz. Através de sua arquitetura, Tadao Ando se apropria da luz e da sombra de uma forma quase coreográfica. Em determinados momentos, a sombra projetada em uma parede de concreto mais parece uma impressionante obra de arte. Em outros projetos são os reflexos na superfície d’água que transformam por completo a nossa compreensão do espaço. Sua abordagem arquitetônica enraizada na tradicional arquitetura japonesa e potencializada por um vasto vocabulário arquitetônico moderno, provocou profundas transformações em nossa disciplina durante a segunda metade do século XX colocando-o como uma das mais importantes figuras do regionalismo crítico. Cada um de seus projetos apresenta soluções individuais e profundamente conectadas à seus contextos específicos – como a Igreja da Luz, a Casa Koshino ou o Templo da Água-, aproximando a arquitetura tradicional japonesa à universalidade da arquitetura moderna. Ele foi capaz de reproduzir a luz difusa do interior das casas japonesas, filtrada pelas paredes de papel, através do uso criativo dos materiais e da simples configuração dos espaços.

Illustration of daylight openings in ground plan, section and perspectives for the Fondation d’Art Contemporain François Pinault, Paris (France)/2001. Image © a+u (Ando 2002)
Illustration of daylight openings in ground plan, section and perspectives for the Fondation d’Art Contemporain François Pinault, Paris (France)/2001. Image © a+u (Ando 2002)

Após o término da Segunda Guerra Mundial os japoneses foram proibidos de viajar a turismo para fora de seu país, entretanto a proibição foi suspensa em 1964. No ano seguinte, com apenas vinte e quatro anos de idade, o Tadao Ando decidiu se aventurar pela transiberiana em direção à Europa. A sua visita à Roma foi uma experiência que segundo ele mesmo, transformaria para sempre o seu destino como arquiteto. O jovem Ando ficou fascinado pelo Panteão Romano, uma estrutura tão massiva e pesada quando vista de fora e que ao mesmo tempo, é tão leve e sublime do lado de dentro. Para quem cresceu em um país como o Japão, onde a arquitetura é leve e transparente e para quem leu os hinos de louvor à luz e a sombra tão maravilhosamente descritas no famoso livro de Jun’ichirō Tanizaki, a experiência dentro do Panteão deve ter sido algo muito difícil de explicar. Aquele ponto de luz, um edifício completamente iluminado por apenas uma única fonte de luz. Uma atmosfera tão parecida com aquela criada por paredes de papel translúcido que permitem a luz permear todo um edifício. Luz, sombras e contrastes.

Church of the Light, Osaka / Japan. Image © Naoya Fujii
Church of the Light, Osaka / Japan. Image © Naoya Fujii

Obviamente Tadao Ando não estava pensando em incorporar esta materialidade outra à sua arquitetura, mas sim a dramaticidade proporcionada pela luz. As relações entre luz e espaço passaram a ser elementos fundamentais na construção de sua própria arquitetura, algo que posteriormente iria lhe render o mais importante prêmio de arquitetura, o Prêmio Pritzker de 1995. Em um de seus projetos mais contundentes, a Igreja da Luz – construída em Osaka em 1989 -, Tadao Ando parece fazer uma singela homenagem ao Panteão Romano. Embora formalmente sejam edifícios muito diferentes, a sua compreensão do espaço em relação a luz e a sombra coloca este projeto em um lugar entre a histórica arquitetura romana e a tradicional arquitetura japonesa. É uma mistura entre a espacialidade das casas de madeira do Japão e a materialidade da luz do Panteão. Originalmente, a ideia era manter a abertura em forma de cruz sem nenhum tipo de fechamento – exatamente como o óculo do Panteão -, mas as condições climáticas o forçaram a incorporar uma esquadria de vidro no projeto, a qual ele magistralmente dissimula fazendo-a desaparecer na escuridão do espaço interior.

Screenshot of video of Hill of the Buddha at the Makomanai Takino Cemetery, Sapporo / Japan. Image © Hokkaido Fan Magazine
Screenshot of video of Hill of the Buddha at the Makomanai Takino Cemetery, Sapporo / Japan. Image © Hokkaido Fan Magazine

A referência ao Panteão volta à tona no projeto da Colina do Buda no Cemitério Makomanai Takino em Sapporo (2017). Primeiramente os visitantes imergem em um profundo e longo túnel de concreto para emergir em meio a um espaço circular aberto. Este óculo monumental funciona como um auréola que coroa a magnifica escultura do Buda, banhando o espaço com um luz sublime. O brilho do céu azul parece diluir-se através das frias paredes de concreto que constroem a sutil arquitetura de Ando. Graças a sua profunda compreensão da luz, o arquiteto japonês vencedor do Prêmio Pritzker conseguiu transcendeu a formalidade da arquitetura moderna ocidental transformando para sempre a arquitetura japonesa.

Koshino House, Ashiya-shi / Japan. Image © Kazunori Fujimoto
Koshino House, Ashiya-shi / Japan. Image © Kazunori Fujimoto

Na arquitetura de Tadao Ando a luz é o elemento central. Através de aberturas dissimuladas, vazios entre paredes e lajes de concreto aparente, a luz se irradia com tal força que parece nascer dentro do próprio edifício. É como nos sentimos dentro de uma tradicional casa japonesa com suas paredes de papel. Ando consegue alcançar a mesma qualidade de luz difusa mas em um edifício estremamente sólido e massivo. Sobre uma parede iluminada vemos uma sombra que se projeta, contrastes que intensificam a profundidade dos espaços. No projeto da Casa Koshino, construída em 1984 na cidade de Ashiya, Tadao Ando utiliza desta estratégia em dois momentos diferentes, nos planos verticais de fundo e ao longo de paredes curvas. Feixes de luz atravessam os espaços da casa marcando o movimento do sol ao longo do dia. De maneira similar, o Pavilhão da Vitra corporifica uma atmosfera muito parecida, onde o movimento das sombras materializa a passagem do tempo.

Church on the water, Hokkaido / Japan. Image © Ji Young Lee
Church on the water, Hokkaido / Japan. Image © Ji Young Lee

No projeto da Igreja na Água, a cruz que se eleva entre o plano da janela e a floresta ao fundo faz com que os limites se dissimulem, se ampliem e se contraiam ao mesmo tempo. Acompanhando o movimento do sol, a sombra da cruz passeia lentamente sobre a superfície d’água até tocar levemente o chão da Igreja – algo que acontece de forma muito parecida no projeto da Casa 4×4 em Kobe (2003). Por outro lado, nos projetos desenvolvidos nos EUA, a abordagem de Ando é completamente diferente. Seguindo a forte influência de Mies van der Rohe no cenário da arquitetura americana, tanto em seus projetos da Casa em Chicago, da Penthouse em Manhattan e mais recentemente no edifício residencial 152 Elizabeth na cidade de Nova Iorque, Tadao Ando se apropria da linguagem miesiana e incorpora enormes planos de vidro modulados por perfis verticais de aço. Surpreendentemente, vemos as mesmas linhas de sombra avançarem pelo interior dos espaços à medida que o sol se movimenta.

Modern Art Museum, Fort Worth / USA. Image © Todd Landry Photography
Modern Art Museum, Fort Worth / USA. Image © Todd Landry Photography

A utilização de espelhos d’água passou a ser um elemento fundamental na arquitetura de Ando, superfícies reflexivas e dinâmicas. No Templo Komyoji em Saijo (2000), no Museu de Arte Moderna em Fort Worth (2002) ou no projeto da Fundação Langen em Neuss, Alemanha (2004), a água é um elemento marcante que potencializa as qualidades da luz. À noite, quando a paredes de concreto aparente são iluminadas por trás das fachadas de vidro, estes edifícios massivos parecem flutuar sobre a superfície da água.

Water Temple, Awaji Island / Japan. Image © Relan's Terraces
Water Temple, Awaji Island / Japan. Image © Relan’s Terraces

Localizado na Ilha Awaji, no Japão, o Templo da Água materializa a passagem do tempo através do suave e coreográfico movimento das sombras. A experiência dos visitantes começa em um espaço vazio à céu aberto entre uma parede reta e uma superfície curva de concreto aparente. O chão de cascalho branco reflete a cintilante luz do sol criando um forte contraste entre o espaço aberto amplamente iluminado, e o espaço fechado escuro e sombrio. O caminho desemboca junto ao lago em forma de folha de lótus, onde a dinâmica superfície da água reflete e espelha o azul do céu. Uma fenda na superfície do lago guia os visitantes para um espaço subterrâneo e escuro. As paredes de concreto absorvem pouco a pouco a claridade do céu até a profunda escuridão no final da escada. Os brises de madeira vermelha transformam este espaço interior em um por do sol habitável, um contraste brutal com o brilho intenso do lado de fora.

O percurso até o altar principal é como uma metáfora de nossa própria vida: uma seqüência espacial que se inicia no ambiente externo e cheio de vida, descendendo a um espaço escuro e sombrio para despertar em um mar vermelho, um banho de purificação para o corpo e da alma.

Henry Plummer, professor de arquitetura no Centro de Estudos Avançados da Universidade de Illinois nos Estados Unidos, considera esta experiência espiritual proporcionada pela arquitetura de Tadao Ando como uma analogia ao nascimento: “quando subimos de volta à superfície iluminada pelo azul do céu, depois de atravessarmos as trevas e mergulhar em um mar viscoso pintado de vermelho sangue, passando por um canal escuro como no interior do útero, é como despertar de novo para a vida depois de uma experiência profunda em nosso interior mais íntimo e secreto”.

Este artigo foi originalmente publicado em sua versão completa na Lighting Magazine sob o título “The Nature of Concrete”.

Light matters, é uma coluna periódica escrita por Thomas Schielke para o Archidaily com suas reflexões pessoais sobre a luz e o espaço na arquitetura. Thomas vive na Alemanha e é fascinado pelo tema, ele também trabalha como editor na empresa de iluminação ERCO. Ele publicou inúmeros artigos e é co-autor dos livros “Light Perspectives” e “SuperLux”. Para mais informações acesse os sites: www.erco.comwww.arclighting.de ou siga o seu twitter @arcspaces.

Pesquisadores encontram forma de mover toneladas apenas com as mãos

Grupo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolve bloco de concreto capaz de ser facilmente transportado

Hoje, a construção civil depende de guindastes e máquinas pesadas para erguer blocos maciços e toneladas de peso. Mas a verdade é que nem sempre foi assim. Na Antiguidade, seres humanos foram capazes de construir estruturas megalíticas com pedras de dezenas de toneladas muito antes da tecnologia existir, como aconteceu em Stonehenge ou na Ilha de Páscoa.

Por isso, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussetts debrussaram-se sobre o tema na tentativa de encontrar soluções para o transporte de grandes blocos de um jeito mais simples. Emulando técnicas antigas, o grupo conseguiu uma forma de movimentar toneladas usando apenas duas mãos.

Pesquisadores encontram forma de mover toneladas apenas com as mãos (Foto: Divulgação)
Em parceria com a empresa Cemex Global R & D, eles desenvolveram blocos de concreto cujo centro de gravidade foi colocado no ponto determinado. Com a ajuda de algoritmos e de alguma força manual, os pesquisadores asseguraram que a própria pedra facilitasse seu deslocamento, que foi facilitado ainda mais pelo design inteligente dos blocos.

“Por meio da densidade variável do concreto, é possível calibrar o centro de massa do objeto de forma precisa, controlando o movimento dos cubos”, explicaram os pesquisadores. “Isso garante que os elementos maciços se movam e se montem, permitindo a construção sem guindastes”. 

Pesquisadores encontram forma de mover toneladas apenas com as mãos (Foto: Divulgação)

Usando bordas arredondadas e pontos de manuseio, os blocos de concreto podem ser facilmente balançados, inclinados e rolados no lugar com as mãos. 

Pesquisadores encontram forma de mover toneladas apenas com as mãos (Foto: Divulgação)
Pesquisadores encontram forma de mover toneladas apenas com as mãos (Foto: Divulgação)

As pesquisas do MIT iniciaram em 2014 com um estudo detalhado das técnicas de construção empregadas na Ilha de Páscoa e nas pirâmides do Egito. A descoberta do grupo pode mudar o futuro da construção civil, permitindo que empresas construam grandes obras sem o uso de guindastes e máquinas de difícil operação. 

Pesquisadores encontram forma de mover toneladas apenas com as mãos (Foto: Divulgação)

Além disso, os blocos de concreto do MIT possuem um forte apelo sustentável. Eles são ideais para tornar edifícios mais duráveis ou até mesmo para reutilizar certas estruturas, evitando a demolição de edifícios que poderiam durar uma eternidade. 

Pesquisadores encontram forma de mover toneladas apenas com as mãos (Foto: Divulgação)

Veja os blocos em ação:

Hotel em região protegida pela UNESCO é renovado

O Hotel Schgaguler, no norte da Itália, tem arquitetura aberta para os alpes e decoração clean e, ao mesmo tempo, aconchegante
POR BETA GERMANO FOTOS DIVULGAÇÃO

Imagine uma casa de vidro, completamente transparente e aberta para a natureza em seu entorno. Agora pense nesse entorno como um grupo de montanhas os alpes italianos protegidos pela UNESCO. Se você estiver fora, terá vontade de entrar. Se estiver dentro, terá vontade de contemplar o esplendor daquela natureza. Simplesmente. Assim ficou o Hotel Schgaguler, em Castelrotto, na província de Bolzano, no norte da Itália, renovado em apenas 4 meses de obra pelo Peter Pichler Architecture.

Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)
Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)

O principal norte dos arquitetos responsáveis por renovar o charmoso hotel boutique foi criar uma edificação arquitetônica simples e atemporal, estabelecendo uma conexão genuína com a pitoresca  aldeia de Castelrotto – conhecida por cultura folclórica – e suas montanhas circundantes.

Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)

O projeto consiste, assim, em três volumes monolíticos, seguindo a estrutura original da casa original de 1986, totalmente fachadas abertas dos dois lados – no norte, ficam a maioria dos corredores e espaços públicos, enquanto os quartos ficam na fachada sul, com mais profundidade, formando galerias com sombreamento natural.  Respeitando o contexto local e seus arredores, a forte identidade arquitetônica do hotel busca uma reinterpretação contemporânea do estilo típico dos alpes, jogando com elementos vernaculares, como o telhado inclinado típico.

Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)
Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)
Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)
Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)

Os interiores, com um quê escandinavo, têm assinatura de Peter Pichler em parceria com Martin Schgaguler. A ideia é unir tradição e contemporaneidade de um jeito simples, causal e harmônico. Portanto, os layouts abertos – quarto e banheiro são separados apenas por uma fração de parede atrás da cama – foram elaborados com materiais locais: a madeira clara e as peças têxteis locais garantem ambientes acolhedores, enquanto as pedras e a cor cinza em alguns detalhes dialogam com a natureza que entra no decor.  

Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)
Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)

O nível subterrâneo abriga as instalações de bem-estar, spa e beleza. Os espaços públicos como o lobby, bar e restaurante estão localizados no piso térreo. Escolha a sua garrafa de vinho e um lugar no bar que conecta-se a um amplo e ensolarado terraço com vistas impressionantes para as montanhas. Nada mal, ne?

Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)
Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)
Hotel Schgaguler (Foto: divulgação)

Arquiteta Jeanne Gang entre as 100 pessoas mais influentes de 2019 segundo a revista TIME

Por Niall Patrick Walsh Traduzido por Romullo Baratto

© Wikimedia de Kramesarah; licença CC BY-SA 4.0

A arquiteta Jeanne Gang, fundadora do Studio Gang, foi incluída na lista das 100 pessoas mais influentes de 2019 da revista TIME. Gang é a única profissional do campo da arquitetura a fazer parte da lista deste ano, que reconhece o ativismo, a inovação e as conquistas das pessoas mais influentes do mundo.

O reconhecimento é mais uma conquista neste que já é um ano histórico para Jeanne Gang e seu estúdio. Em janeiro, a arquiteta anunciou seu primeiro projeto na França – o Centro da Universidade de Chicago em Paris – e no mês passado seu escritório foi selecionada para liderar o projeto de expansão do aeroporto O’Hare em Chicago.

Para Jeanne, a arquitetura não é apenas um objeto maravilhoso. É um catalisador de mudança. Suas elegantes casas flutuantes estão ajudando a revitalizar o poluído rio Chicago ao filtrar o esgoto. Seu conceito de Polis Station visa melhorar a maneira como a população civil interage com a polícia ao fundir delegacias com centros recreativos.
– Anna Deavere Smith, sobre Jeanne Gang na lista da TIME.

Veja a lista completa da TIME, aqui.

Via: Studio Gang

Fachada de prédio nos EUA parece “desabar” como um dominó

Estrutura foi desenhada pelo Bjarke Ingels Group (BIG), com colaboração da Goody Clancy Architects, para a Universidade de Massachusetts Amherst
DIVULGAÇÃO / MAX TOUHEY / LAURIAN GHINITOIU

Quem olhar rápido pode até pensar que a fachada desse prédio da escola de negócios da Universidade de Massachusetts Amherst, nos Estados Unidos, desaba aos poucos como pecinhas de um dominó. Desenhado pelo Bjarke Ingels Group (BIG), com colaboração de Goody Clancy Architects, a extensão de 6 500 m2 foi necessária para acompanhar o crescimento da instituição e abrigar novas instalações para mais de 150 funcionários e 5 000 alunos em programas de graduação, mestrado e doutorado.

BIG e Goody Clancy foram contratados em 2015 para projetar um espaço flexível que inspira e facilita a colaboração de todos os alunos.

Fachada de prédio nos EUA “desaba” como um dominó (Foto: Reprodução )

Revestido em cobre, o exterior do edifício é envolvido por colunas verticais retas que se inclinam gradualmente para baixo, criando uma aparência distinta sem elementos curvos.

A luz do dia interage entre os pilares para iluminar o átrio de vários andares. Em qualquer sala ou corredor, a luz natural atinge o interior do campus e do pátio interno.

Fachada de prédio nos EUA “desaba” como um dominó (Foto: Reprodução )

Segundo a descrição do projeto, os espaços foram projetados tendo em mente as interações estudantis, o trabalho em equipe e os encontros casuais. No segundo e terceiro andares, alunos e funcionários ocupam os laboratórios de inovação, assessorando os espaços e os gabinetes dos professores.

Fachada de prédio nos EUA “desaba” como um dominó (Foto: Reprodução )
Fachada de prédio nos EUA “desaba” como um dominó (Foto: Reprodução )
Fachada de prédio nos EUA “desaba” como um dominó (Foto: Reprodução )
© Laurian Ghinitoiu (Foto: Reprodução )

Em Barcelona, teatro abandonado vira coworking moderno

Nas mãos do estúdio Cadaval & Solà-Morales, edifício antigo é revitalizado e transformado em um incrível espaço de trabalho

No bairro de Poblenou, em Barcelona, um antigo teatro de madeira foi repaginado pelo estúdio Cadaval & Solà-Morales. Abandonado, o edíficio era usado como um depósito antes de cair nas mãos dos arquitetos, que o transformaram em um espaço totalmente novo onde funcionará um coworking. 

Em homenagem ao passado do edifício, o novo espaço recebeu o nome de “The Theatre”. E para preservar a identidade do teatro, algumas características do projeto original foram mantidas pelos arquitetos. As estruturas de madeira, metal e tijolo foram preservadas, enquanto uma parede de vidro emoldurado foi incrementada para modernizar a construção. 

Em Barcelona, teatro abandonado vira coworking moderno (Foto: Divulgação)

Para completar, parte do telhado do edifício original foi removida, a fim de tornar o edifício mais aberto e integrado. Assim, uma nova versão do pátio originou um ambiente acolhedor e revigorante para quem usar o espaço como escritório. 

Na decoração, os ambientes foram pensados para se aproximarem ao máximo de uma casa. Por isso, redes dividem espaço com vários vasos de plantas, obras de arte e móveis funcionais. Cheio de personalidade, um Porsche 911 foi introduzido na garagem como uma verdadeira escultura fixa. 

Em Barcelona, teatro abandonado vira coworking moderno (Foto: Divulgação)

Confira mais fotos: 

Em Barcelona, teatro abandonado vira coworking moderno (Foto: Divulgação)
Em Barcelona, teatro abandonado vira coworking moderno (Foto: Divulgação)
Em Barcelona, teatro abandonado vira coworking moderno (Foto: Divulgação)