Livro explora a vibrante arquitetura de Ricardo Bofill

A Muralha Vermelha de Ricardo Boffil

Uma ilha colorida, com escadas e apartamentos que parecem infinitos na imensidão do mar espanhol. O condomínio La Muralla Roja é uma das obras mais emblemáticas do arquiteto Ricardo Bofill, nascido em Barcelona em 1939. Seu estilo que mistura cores nas estruturas arquitetônicas mais minimalistas se torna vibrante pela combinação inusitada, mas de certa forma harmônica. Os projetos assinados por ele fazem parte do escritório Taller de Arquitectura, fundado em 1963.

No livro ‘Visions of Architecture: Ricardo Bofill‘, da Gestalten, os amantes e curiosos de seu trabalho podem ver uma evolução da sua estética e propostas de urbanismo, sempre com um discurso político-social muito contundente. A publicação ressalta as formas de Bofill com fotos incríveis de nomes como Salva López e textos dos especialistas Nacho Alegere e Douglas Murphy. Para acompanhar a visão externa de sua obra, notas e pensamentos do próprio Bofill, com plantas, desenhos, rascunhos, revelam o lado íntimo dele com o trabalho.

La Muralla Roja (Foto: Divulgação)
La Muralla Roja (Foto: Divulgação)
Abraxas Marne la Vallée, Paris (Foto: Divulgação)
The Factory (Foto: Divulgação)
The Factory (Foto: Divulgação)
Anúncios

Arquitetura mexicana “mais como espírito do que estilo” diz Frida Escobedo | Architecture | Dezeen

No segundo de uma série de curtas-metragens sobre Frida Escobedo, a arquiteta mexicana descreve a cena da arquitetura em seu país de origem. Falando exclusivamente para Dezeen em Londres, Escobedo disse que a arquitetura mexicana contemporânea é unida mais pela maneira como responde aos desafios do que uma estética comum. Ela nomeia estúdios como Tatiana Bilbao, Michel Rojkind, Derek Dellekamp, ​​Francisco Padro, Isaac Broid, Miquel Adrià, Productora, Lanza Atelier e Escobedo Soliz como alguns dos portadores da tocha para a arquitetura mexicana. Read more on Dezeen: https://www.dezeen.com/?p=1328070

Um tour pelo escritório moderno da Skanska em Budapeste, Hungria

A Skanska, um grupo de desenvolvimento e construção de projetos globais, contratou arquitetos LAB5 para o projeto de sua nova sede em Budapeste, Hungria.

Grande sala de reunião

“Devido à filosofia da empresa, cada colega tem o mesmo acesso às superfícies de trabalho, o que literalmente significa, todas as manhãs todos podem selecionar qualquer estação de trabalho, até o que é mais conveniente para suas tarefas esperadas do dia. A Skanska implementou o modelo baseado em atividades, aprimorando a comunicação, a criatividade e o trabalho colaborativo dentro da empresa. Ajudando o trabalho em equipe, todos estão sentados no mesmo espaço, mas a forma como o mobiliário eo layout são resolvidos, não há nenhuma visão perturbadora da área total do escritório. Os hóspedes que chegam à empresa não encontram painéis diretos de mensagens. Eles simplesmente podem se sentir em casa após o primeiro passo, encontrando uma kitchenette aberta esperando por eles na entrada. Graças ao fato de que o escritório da Skanska estará em um edifício desenvolvido e construído pela Skanska, mostramos as superfícies originais da estrutura, o teto de concreto áspero se torna uma parte elegante do interior. Nós não construímos paredes paravan para fornecer divisão no espaço. Usamos ferramentas de land-art e plantamos pequenas florestas vivas no interior. A Skanska realmente acredita em soluções ecológicas e sustentáveis ​​e a integração de ilhas vegetais no design do escritório também é uma prova viva disso. O coração do escritório é a grande área de reuniões, onde todos os colegas podem sentar-se juntos nas reuniões realizadas semanalmente, para discussões ou apresentações e até para palestras criativas. Fora dessas horas ocupadas, essas superfícies tornam-se áreas de trabalho flexíveis e não tradicionais. Todos os elementos têm o mesmo estilo, e também escondem funções adicionais – a parte de trás dos pedestais é na verdade a área da sala de cópias, integrada ao espaço ”, diz LAB5 Architects.

Espaço de Trabalho de Plano Aberto
Espaço de fuga
Espaço para reuniões
Corredor
Elementos biofílicos
Elementos biofílicos

Acampamento minimalista faz releitura de modelo dos anos 1950

Estruturas criadas pelo escritório canadense Atelier L’Abri comportam até 4 pessoas
FOTOS DIVULGAÇÃO / JACK JÉRÔME, RONNY LEBRUN

O escritório de arquitetura canadense Atelier L’Abri criou um tipo de acampamento de pegada minimalista que faz uma releitura de chalés – popularizados nos anos 1950 na América do Norte.

Esse novo modelo, que pode abrigar 4 pessoas, recebeu o nome de La Pointe e tem como marca principal o formato triangular reto.

Ele foi desenhado para o Parque Regional de Poisson Blanc, localizado ao norte de Ottawa.

Em seu interior, o destaque é a decoração sóbria, em tons de madeira natural e preto. Suas amplas janelas permitem uma boa entrada de luz, assim como enfeitam o espaço com a vista da floresta.

No primeiro nível, uma mesa pode ser convertida em cama extra. E no segundo, há mais um dormitório.

“Eu não sabia que ia ser arquiteta” diz Frida Escobedo | Architecture | Dezeen

No primeiro de uma série de curtas-metragens sobre Frida Escobedo, a arquiteta mexicana descreve como ela caiu na profissão e porque nunca trabalhou para mais ninguém.

Falando exclusivamente para Dezeen em Londres, a arquiteta, que em 2018 tornou-se a pessoa mais jovem a projetar o prestigioso Pavilhão da Galeria Serpentine, explica que escolheu sua profissão por motivos inesperados.

Oscar Niemeyer ganha exposição no Instituto Tomie Ohtake

Mostra em São Paulo exibe conjunto de trabalhos do arquiteto como artista e designer, e ainda obras de grandes nomes presentes em seus projetos

Oscar Niemeyer (1907-2012)

Após ser prestigiada no Rio de Janeiro e em Brasília, a exposição Oscar Niemeyer (1907-2012) – Territórios da Criação chega em 2 de abril no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, expondo um conjunto de trabalhos do arquiteto e outros em coautoria. 

A mostra, que tem curadoria dos primorosos Marcus Lontra e Max Perlingeiro, exibirá um pouco mais dos trabalhos do artista em comparação aos expostos nas outras cidades. São raridades como um conjunto inédito de desenhos, pinturas, esculturas e peças de mobiliário feitos pelo consagrado arquiteto e obras de artistas que trabalharam com ele em seus emblemáticos projetos. São nomes como Alfredo Ceschiatti (1918-1989), Alfredo Volpi (1896-1988), Athos Bulcão (1918-2008), Bruno Giorgi (1905-1993), Candido Portinari (1903-1962), Franz Weissmann (1911-2005), Joaquim Tenreiro (1906-1992), Maria Martins (1894-1973), Roberto Burle Marx (1909-1994) e a própria Tomie Ohtake (1913-2015).

A empatia, admiração e encontro das visões artísticas entre a artista plástica Tomie Ohtake e o renomado arquiteto transcenderam as linhas esculturais feitas por ela no hall do auditório do Ibirapuera, projetado pelo carioca. Os diálogos artísticos foram para os espaços do Instituto Tomie Ohtake em forma de exposição e exibem as produções de Niemeyer em confluência com seus contemporâneos.

Oscar niemeyer, Sem título (catedral de Brasília), S_d, caneta hidrográfica sobre papel, 33 x 48 cm

A exposição também dedica espaço aos retratos do artista assinados por grandes fotógrafos como Antonio Guerreiro, Bob Wolfenson, Edu Simões, Evandro Teixeira, Juan Esteves, Luiz Garrido, Marcio Scavone, Nana Moraes, Nani Góis, Orlando Brito, Ricardo Fasanello, Rogerio Reis, Vilma Slomp, Walter Carvalho e Walter Firmo.

E os diálogos não param por aí, afinal o escopo de conhecimento é vasto. Justamente para quem “afirmou-se não apenas como arquiteto, como a primeira referência estética brasileira reconhecida em todo mundo, mas também como artista e intelectual respeitado, atuando em várias frentes do conhecimento humano”, conforme Marcus Lontra nos revela, o legado de Niemeyer é visível também nos desenhos, pinturas, esculturas e azulejos criados por grandes artistas para seus projetos arquitetônicos, e que se tornaram igualmente símbolos desses espaços, como estudos em têmpera sobre cartão, de Volpi, em aquarela e provas de azulejos, de Portinari e em esculturas, de Bruno Giorgi.

A exposição reunirá ainda uma série de documentos e publicações, mostrando o Niemeyer designer gráfico e o seu impacto com a revista “Módulo”, na década de 1950, dedicada à arte e à arquitetura. “Foi a publicação de maior prestígio no meio artístico e da arquitetura. Os mais renomados artistas e fotógrafos da época colaboraram nas suas páginas”, destaca Perlingeiro. Na exposição, será exibido continuamente o vídeo “Oscar Niemeyer: a vida é um sopro” (2006, 90’, Gávea Filmes e Pipa Comunicação), de Fabiano Maciel e Sacha, com trilha sonora de João Donato, Berna Ceppas, Kassim e Felipe Poli.  

Oscar Niemeyer, Sem Título (pavilhão ‘oca’, são paulo), s_d, caneta hidrográfica sobre papel vegetal, 41,5 x 26 cm

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 – Complexo Aché Cultural
(Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros SP –
Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela
Fone: 11 2245 1900

Exposição: Oscar Niemeyer (1907-2012) – Territórios da Criação
Abertura: 02 de abril, às 20h
Até 19 de maio de 2019 – de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Primeiro restaurante submerso da Europa está pronto; conheça

Com vistas lindas para o fundo do mar e quase 500 metros quadrados, espaço promete surpreender visitantes na Noruega

O primeiro restaurante submerso da Europa, com 495 metros quadrados, está pronto na remota vila de Baly, na costa sul da Noruega. O projeto Under, de Snøhetta, que começou a sair do papel em 2017, promete aos 40 visitantes uma “visão única” da vida marinha local através de enormes janelas panorâmicas.

A entrada do restaurante (Foto: Divulgação)

A entrada se assemelha a um periscópio afundado. As paredes são ligeiramente curvas e com espessura de meio metro, proporcionando ótima resistência contra as forças das ondas e a pressão da água. O concreto foi deixado com uma textura exposta e robusta para encorajar algas e moluscos a se agarrarem. Com o tempo um recife de mexilhão artificial será formado e ajudará a purificar a água – o que naturalmente atrairá mais vida marinha aos arredores.

O local foi projetado para ser o mais simples possível. Um “tubo de concreto” monolítico com 34 metros de comprimento leva as pessoas da superfície ao restaurante. Os acabamentos interiores contrastam com o exterior, criando uma atmosfera calorosa que evita a sensação de claustrofobia. O restaurante tem três níveis, unidos por uma escada de carvalho gigante, incluindo um foyer e vestiário, bar de champanhe e restaurante principal no piso inferior.

“Para a maioria de nós, esta é uma experiência mundial totalmente nova. Não é um aquário, é a vida selvagem do Mar do Norte. Isso torna muito mais interessante. Leva você diretamente para a selvageria “, empolga-se o arquiteto Rune Grasdal ao site “Dezeen”. “É uma ótima experiência, sentar aqui e ficar em segurança, permitindo que a natureza esteja tão perto de você. É uma experiência muito romântica e agradável”, promete. 

A janela panorâmica de acrílico pode ser vista de cada nível dentro do edifício. Para permitir que os visitantes observem esta vida marinha através das janelas de acrílico à noite, a Snøhetta providenciou uma iluminação suave no fundo do mar.

A escada que dá acesso ao restaurante 

Na sala de jantar principal, o revestimento de terrazo é emparelhado com painéis acústicos em tons de azul profundo e verde, inspirados no fundo do mar, algas marinhas e mar agitado. O bar de champanhe tem tons rosa e laranja – mais quentes para lembrar conchas e areia mais altas na praia.

O espaço visto de cima (Foto: Divulgação)

As mesas de carvalho carbonizado são equipadas com cadeiras e cerâmicas angulares projetadas por um artista local usando areia do fundo do mar. Através de sua arquitetura e cardápio, o local também pretende informar aos clientes sobre a biodiversidade do mar.

Quando não estiver aberto ao público, ele vai funcionar como um laboratório para biólogos marinhos estudarem o comportamento dos peixes, especificamente suas reações à luz, se é possível treinar peixes selvagens com sons, e também se os peixes agem de forma diferente em diferentes estações do ano.

A planta da entrada (Foto: Divulgação)