Visita guiada: apartamento combina tecnologia e materiais naturais

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A automação é fundamental neste apartamento de 100 metros quadrados na região do Ibirapuera, em São Paulo. Pertencente a um jovem empresário, a praticidade trazida pela tecnologia foi aliada à boa decoração para trazer conforto e elegância.

O projeto é do escritório UMM Arquitetura, que soube combinar elementos naturais como tijolo, seixos e mármores a uma paleta de cores escuras – um truque que alia a personalidade do morador ao aconchego dos materiais orgânicos.

Reprodução | UMM Arquitetura
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Claridade e leveza também dominam o projeto, principalmente no centro da residência. O pé-direito duplo favorece a composição do living integrado. Em vidro, o guarda-corpo do segundo andar permite que quem esteja no primeiro possa ver o que acontece no bar e lounge, tornando a casa ideal para festas com os amigos. Rolos com blackout e cortinas de linho estão ligados são automáticos, assim como a iluminação.

Quando o morador recebe convidados – ou está acompanhando um programa de culinária, por exemplo – ele pode escolher assistir à TV da sala ou da cozinha, já que a peça é conectada à um suporte articulado. A mesa oval, desenhada por Fernando Jaeguer, melhora a circulação do espaço em conjunto às cadeiras, em tecido estonado, da Breton.

Reprodução | UMM Arquitetura
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O móvel que armazena os equipamentos do home theater, à direita, foi desenhado pelo escritório de arquitetura e executado em carvalho ebanizado.

Reprodução | UMM Arquitetura
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De design unificado focado na neutralidade da paleta de cores, a grande mudança entre pavimentos é no piso – travertino no inferior, e de madeira de demolição no superior.

Reprodução | UMM Arquitetura
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A parede da escada, texturizada em cinza, também possui iluminação privilegiada: uma fita de LED acompanha todo o corrimão, aliada à balizadores no piso.

Reprodução | UMM Arquitetura
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Integrar a suíte ao banheiro foi um trunfo para ampliar ambos os ambientes – o vidro apenas separa, fazendo com que a parede de pedras que decora o segundo espaço embeleze também o primeiro. A surpresa do dormitório é a TV: o armário com portas de correr em espelho fumê mostra o aparelho apenas quando ligado.

Reprodução | UMM Arquitetura
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A automação se faz presente mais uma vez, por meio do sistema de RGD no centro das duchas, acionado por controle remoto da cama.

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Antiga fábrica de móveis é transformada na casa de um carpinteiro

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Uma antiga fábrica de móveis feitos sob encomenda, na cidade japonesa de Okayama, foi transformada em uma casa, mas sem perder a sua essência. Isso porque o projeto do TT Architects dividiu a construção de 250 metros quadrados entre o lar de um carpinteiro e sua família, no andar de cima, e a oficina de trabalho do morador, no térreo.

Reprodução | Kei Sugino | Dezeen
03-antiga-fabrica-de-moveis-e-transformada-na-casa-de-um-carpinteiroPara simplificar a forma da casa, os arquitetos removeram as extensões da antiga fábrica. Nos interiores, os pilares de madeira e as vigas de aço foram preservadas. Madeira de cipreste japonês e pinheiro reforçam a estrutura da casa, enquanto o piso e as portas são feitos de carvalho. O teto ganhou um revestimento de cedro e as paredes foram pintadas de branco.

Reprodução | Kei Sugino | Dezeen
02-antiga-fabrica-de-moveis-e-transformada-na-casa-de-um-carpinteiroJá a fachada mistura aço cinza na metade mais alta e placas de cedro.

Reprodução | Kei Sugino | Dezeen
04-antiga-fabrica-de-moveis-e-transformada-na-casa-de-um-carpinteiroNo primeiro andar, o quarto principal e três quartos de criança cercam o estar e a cozinha integrados.

Reprodução | Kei Sugino | Dezeen
05-antiga-fabrica-de-moveis-e-transformada-na-casa-de-um-carpinteiroO cantinho da lareira é demarcado pela estrutura preta.

Reprodução | Kei Sugino | Dezeen
06-antiga-fabrica-de-moveis-e-transformada-na-casa-de-um-carpinteiroFonte: Dezeen

Visita guiada: obras de arte com tons vibrantes dão vida à aconchegante casa em Melbourne

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A casa da família Emery, em Melbourne, na Austrália, é aconchegante e dá a sensação aos visitantes, de que eles estão em suas próprias casas. Jo Emery trabalhou por um bom tempo como design de interiores e tem uma paixão pela arte e design locais. Sua casa é uma vitrine de muitos artistas australianos e marcas de design do país.

Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
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A família, composta por pai, mãe e duas filhas jovens, já mudou muito de casa. E Jo acredita que através de cada nova moradia, ela tem a oportunidade de expressar um estilo diferente. Esta última foi construída na década de 1960 e fica em um bairro tranquilo e arborizado da cidade, onde todos os vizinhos se conhecem pelo nome. Mas, quando a compraram, a casa precisava de uma boa reforma, e o que realmente chamou a atenção foi a quantidade de luz natural abundante.

Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
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O casal Jo e John contataram o arquiteto local Iva Foschia, do IF Architecture, para reformular a planta e dar um ar contemporâneo ao local. Jo acrescentou trabalhos de muitos artistas locais. E um em especial é uma pintura de Laura Jones, que tem destaque na cozinha. Há obras de Rachel Castle e mobiliário da marca Melbourne Jardan, que a proprietária diz combinar muito com os móveis de herança familiar que já possuía.

Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
4-visita-guiada-obras-de-arte-com-tons-vibrantes-dao-vida-a-aconchegante-casa-em-melbourneReprodução | Annette O’Brien | The Design Files

5-visita-guiada-obras-de-arte-com-tons-vibrantes-dao-vida-a-aconchegante-casa-em-melbourneA cozinha é ampla e permite que as pessoas transitem por ali sem se trombar. Iva Foschia disse para Jo que normalmente as pessoas pedem armazenamentos fechados para esconder a bagunça, mas ela optou por prateleiras para deixar os objetos expostos.
Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
6-visita-guiada-obras-de-arte-com-tons-vibrantes-dao-vida-a-aconchegante-casa-em-melbourneA sala de jantar conta com grandes portas de correr que dão para uma área externa ao ar livre, perfeita para os dias de verão.

Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
7-visita-guiada-obras-de-arte-com-tons-vibrantes-dao-vida-a-aconchegante-casa-em-melbourneO ambiente externo é confortável e permite que os moradores curtam boas horas de descanso.

Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
8-visita-guiada-obras-de-arte-com-tons-vibrantes-dao-vida-a-aconchegante-casa-em-melbourneUma sala de jantar informal fica próxima ao espaço de lazer.

Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
9-visita-guiada-obras-de-arte-com-tons-vibrantes-dao-vida-a-aconchegante-casa-em-melbourneA sala de estar com móveis em cores neutras ganha alegria com os quadros e almofadas coloridas.

Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
10-visita-guiada-obras-de-arte-com-tons-vibrantes-dao-vida-a-aconchegante-casa-em-melbourneOs banheiros possuem vários espaços para armazenamento, para comportar todos os produtos das três mulheres da casa.

Reprodução | Annette O’Brien | The Design Files
11-visita-guiada-obras-de-arte-com-tons-vibrantes-dao-vida-a-aconchegante-casa-em-melbourneO quarto de uma das filhas ganhou cores em todos os acessórios: roupa de cama, cortina, quadros, mesinha de cabeceira e abajur.

Fonte: The Design Files

Inspiração do dia: canto de leitura à beira da janela

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O espaço, perfeito para ler um bom livro e relaxar olhando a paisagem ao redor, foi criado a partir de janelas do tipo trapeira, no telhado casa
A família proprietária desta casa de estilo vitoriano, em Londres, queria criar ambientes extras na moradia. O escritório A Small Studio, responsável pelo projeto, decidiu instalar no teto da casa, três janelas do tipo trapeira, com molduras pretas. A partir delas, é possível observar o jardim e a paisagem que envolve colinas e muito verde. Em um dos vãos criados a partir das janelas, foi instalado um canto de leitura com cadeira de balanço, perfeito para relaxar.
Reprodução | Jim Stephenson | Dezeen
2-inspiracao-do-dia-canto-de-leitura-a-beira-da-janelaProject Escape (to the Roof) by A Small StudioProject Escape (to the Roof) by A Small StudioProject Escape (to the Roof) by A Small StudioFonte: Dezeen

Casa antiga guarda segredo atrás da fachada

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Por Carol Scolforo; Fotos Johnson Chou/ Divulgação
Na frente, uma casa como as outras na cidade de Toronto, Canadá. Atrás, uma moderna integração com o verde que traz a sensação de morar em meio ao jardim, durante o ano todo. A casa Kenilworth ganhou essa espécie de segredo, após a reforma do escritório Johnson Chou: pela fachada ninguém imagina que o imóvel centenário, dos anos 1900, de três andares tem uma alma tão contemporânea.

Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)
Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)

No térreo, o living integrado já mostra o minimalismo, com cozinha, sala de estar com imensos panos de vidro que se abrem para os fundos, onde está o jardim.

Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)

Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)

Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)

No segundo andar, a sala de estudos tem uma biblioteca que segue uma das paredes e emoldura o teto do espaço. E ao subir ao terceiro, recém-construído, no quarto dos moradores há banheira free standing, da qual se tem uma visão triangular das árvores do jardim. Eisuma forma que Johnson encontrou de manter a linguagem da arquitetura original e trazer identidade ao espaço.

Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)
Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)
Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)

Em 178m², a verticalidade da casa não assusta.Tudo se torna leve pela claridade natural, que atualiza os ambientes e reforça ainda mais seu espírito contemporâneo – um toque que dá fluidez e tira o peso do passado como nenhum outro elemento é capaz de fazer!

Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)
Um segredo a trás da fachada (Foto: Johnson Chou/Divulgação)

Arquitetura em formato de origami

p2_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_Fotor.jpgpor Marcos Zeitoune
Localizada em Fitzroy – um subúrbio densamente povoado ao norte de Melbourne, Austrália, outrora um bairro operário agora transformado em uma vizinhança boêmia e vibrante, repleta de galerias de arte e alta gastronomia – esta estreita casa foi transformada pelo escritório AA Architects em uma morada minimalista e elegante, caracterizada por uma estética decorativa baseada em ângulos e dobraduras – daí a comparação com o formato origami.

f1_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_Fotorp1_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_FotorPartindo de um longo e térreo corredor, a propriedade está comprimida entre dois terraços. Apesar da rígida lei de zoneamento local, os arquitetos conseguiram driblar o layout existente, marcado por diversos pequenos cômodos em favor de um plano completamente aberto, incorporando cozinha, sala de jantar e estar. Agora afastado da fachada que dá para a rua – onde um novo dormitório foi alocado (os outros dois estão localizados no segundo e novo pavimento) – o living reaparece de frente para um jardim nos fundos do terreno. A estratégia garante não apenas maior privacidade e contato com a natureza como também aumenta o espaço útil quando as portas do pátio estão abertas.s1_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_Fotors3_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_FotorComo forma de minimizar a principal desvantagem do terreno estreito e comprido – a falta de iluminação natural e a sensação de enclausuramento – os arquitetos incorporaram, de um lado, enormes janelas piso-teto translúcidas (para garantir privacidade) e, acima, uma grande claraboia localizada no centro da construção, a fim de garantir toda a insolação necessária para todo o programa. A paleta monocromática do branco sobre o branco – com toques de preto utilizados para reforçar os interiores – garante que a luz se difunda por todos os espaços.s4_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_Fotors6_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_FotorO centro da casa é, inquestionavelmente a escada, cujo volume escultórico se alça para o segundo pavimento. Seu dinamismo e impacto visual é similar ao de outros projetos do escritório AA Architects. O visual origami, com sua linguagem de ângulos e dobraduras, foi igualmente utilizado na decoração da casa e em algumas peças de design e mobiliário. Fotos: Fraser Marsden / divulgação
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Integração de espaços define reforma de apartamento em São Paulo

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Por Mariana Mello; Fotos Maíra Acayaba
Receber amigos, integrar espaços, descomplicar. A partir dessas premissas, os arquitetos SuperLimão Studio deram vida nova ao antigo apartamento de 120 m² em São Paulo. Eliminadas as paredes da sala de estar e da cozinha, um revestimento de poliuretano branco foi instalado sobre o contrapiso e assim uniu visualmente os espaços. “Esse material tem uma forte característica industrial e fácil manutenção”, diz Antonio Carlos Figueira de Mello, um dos sócios do escritório. Prateleiras presas por cremalheiras dão versatilidade à organização, podendo ter suas posições alteradas de acordo com a necessidade do morador.

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Na cozinha, a estante acima da bancada foi projetada com tubulação de cobre e pranchas de laca fosca. Outra solução sugerida pelos profissionais: incorporar o quarto de serviço à cozinha. Com 3 metros de profundidade e voltado para a copa, o espaço abriga a geladeira e nichos organizadores nas laterais, que servem como cristaleira.

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A geladeira antiga recebeu pintura especial e funciona como bar na cozinha. Os tons opostos de roxo e verde dão alegria à decoração. Tubulações de cobre suportam as pranchas de laca onde são dispostos os utensílios de uso diário.

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Incorporado à copa, o quarto de serviço tornou-se uma área onde ficam a geladeira principal e prateleiras organizadoras. Sem divisões, o espaço beneficia-se da iluminação natural do apartamento.

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Estreito, o quarto recebeu base cinza no décor. Uma das portas do guarda-roupa, à esquerda, foi revestida com papel de parede estampado. Feita sob medida, a cama tem gavetões e criados-mudos suspensos, em uma única peça.

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