MCB abre exposição inspirada na obra de Le Corbusier

‘Experimentando Le Corbusier – Interpretações contemporâneas do modernismo’ reúne experiências de diversos artistas com a obra do arquiteto
Por Giovanna Maradei I Fotos: Reprodução

id_visual_expoFocando no pensamento de Le Corbusier para além da arquitetura, o Museu da Casa Brasileira inaugura no próximo dia 16 de junho a exposição ‘Experimentando Le Corbusier – Interpretações contemporâneas do modernismo’. A mostra reúne profissionais que revivem o pensamento revolucionário do arquiteto franco-suíço e, com curadoria de Pierre Colnet e Hadrien Lelong, da Cremme – Editora de Mobiliário, apresenta uma reflexão sobre o modernismo no Brasil.

Dispostos a manter vivo o pensamento moderno e revolucionário de Le Corbusier, os artistas e designers se inspiraram nas mais diferentes fontes. Uma conversa entre Paulo Mendes da Rocha e Catherine Otondo foi o ponto de partida das ilustrações de Alexandre Benoit, por exemplo. Já as Peças da Oficina de Marcenaria, elaboradas em parceria com o Instituto Leo, trazem uma releitura do modernismo por meio da concepção de móveis. E os Irmãos Campana marcam presença ocupando o jardim do Museu com a instalação Taquara.

Os arquitetos, por sua vez, traçam uma reflexão sobre a atual repercussão do processo modernista no território nacional, tomando como base o artigo do filósofo francês Mickaël Labbé, desenvolvido especialmente para a mostra no MCB.

“Nos trabalhos expostos, temos um desafio: as várias disciplinas que se entrecruzam nos campos do design e da arquitetura, permeados pela experimentação técnico-artística. Uma oportunidade para observar a diluição de suas fronteiras, cada vez mais tênues, na contramão do mundo das especializações”, comenta Giancarlo Latorraca, diretor técnico do MCB.

O Museu da Casa Brasileira fica aberta de terça a domingo, das 10h às 18h e o ingresso sai por R$10.

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Retratos impressionantes mapeiam a beleza feminina ao redor do mundo

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Elianis em Havana, Cuba, by Mihaela Noroc

A fotógrafa romena Mihaela Noroc fotografa mulheres ao redor do mundo há quatro anos. Do Afeganistão à Islândia, ela capturou retratos impressionantes de moradoras de 60 países para mostrar como a beleza se parece em localidades tão diferentes. Noroc está chamando o projeto de “O Atlas da Beleza” e planeja publicar um livro de seus cliques em setembro deste ano. O objetivo é passar uma mensagem: que suas fotos sejam um antídoto para os terríveis conflitos sobre beleza que vemos na mídia global. “A beleza não tem limites e não é uma questão de cosméticos, dinheiro, raça ou status social, mas sobre ser você mesmo. Com minha câmera tento mergulhar em seus olhos, pois eles sempre contam uma história interessante”, finaliza.

Veja mais abaixo para se encantar com a beleza em suas mais variadas formas!

Colecionadoras e marchands se unem em prol do ​Pivô

Um grupo de colecionadoras e marchands se une em prol do ​Pivô, mix de instituição e residência criativa dentro do emblemático edifício paulistano Copan
Por Ligia Carvalhosa

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Da esquerda para a direita, Cris Barros, Ana Serra, Renata Castro e Silva e Patricia Moraes no Pivô, no centro de São Paulo (Foto: Romulo Fialdini)

chão estava coberto por uma fina camada de gesso com tábuas de madeira entre as colunas projetadas por Oscar Niemeyer no edifício Copan, no centro de São Paulo. A ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino circulava pelo espaço coordenando o trabalho de uma série de artesãos envolvidos na montagem de Imannam, exposição em cartaz até 2 de junho, que une sua obra às das brasileiras Ana Linnemann e Laura Lima. Foi nesse ambiente que encontrei a estilista Cris Barros, as galeristas Ana Serra e Renata Castro e Silva e a colecionadora Patricia Moraes. O quarteto faz parte de um sólido grupo formado por cerca de 50 apoiadores do Pivô, que colaboram de forma financeira e criativa para a promoção da instituição.

Inaugurada em 2012 pela empresária Fernanda Brenner, a associação sem fins lucrativos faz um importante trabalho em prol da arte contemporânea. Organiza um disputado programa de residência para jovens talentos da área, além de dar a curadores e parceiros total liberdade para exibirem ousadas instalações em seus 3.500 m2. “É um lugar que une pessoas em diferentes estágios da carreira num território livre para a experimentação”, explica Fernanda. “Não vendemos obras e o acesso ao público é gratuito. Nosso programa é financiado essencialmente por doações e ações pontuais, como o Leilão de Parede, organizado com trabalhos oferecidos pelos próprios artistas.”

Foi depois de participar de alguns eventos como esse que Cris decidiu apoiar a instituição. No ano passado, realizou um jantar em sua casa, em São Paulo, para falar a amigos e parceiros sobre a importância da empreitada. “A arte no Brasil precisa desse incentivo. Poder trocar, vivenciar, dividir e estar perto de mentes criativas do nosso País é algo muito enriquecedor”, diz ela, que, inclusive, fotografou no endereço a campanha da coleção de inverno 2018 de sua grife homônima – uma homenagem à cidade de São Paulo.

Com outro viés, a dupla Ana Serra e Renata Castro e Silva, à frente da Galeria Carbono, criou no ano passado um programa especial para impulsionar o Pivô. Chamado Múltiplos, o projeto viabiliza a produção de obras em tiragem limitada de artistas ligados ao espaço, com venda 100% revertida para a associação. “Nossa galeria é especializada em edições. Dessa forma, buscamos ampliar o mercado, fazendo com que mais pessoas tenham acesso à arte contemporânea de qualidade”, explica Ana.

O primeiro a participar do Múltiplos foi Alexandre da Cunha, que teve seu trabalho exposto no endereço, em 2017. Grande parte das peças foi adquirida por apoiadores do Pivô, entre eles a colecionadora Patricia Moraes. Ao lado do marido, Pedro Barbosa, a empresária representa a importante coleção Moraes-Barbosa, composta por obras de artistas de mais de 30 países. “Existem diferentes formas de colecionar arte. Algumas pessoas apenas acumulam obras, outras preferem compartilhá-las com o público”, diz ela, que escolheu a última opção. As peças, muitas delas adquiridas em iniciativas como as promovidas pelo Pivô, estão expostas em sua casa, onde o casal oferece visitas guiadas e encontros artísticos.“O Pivô ocupa um lugar entre as galerias comerciais e as instituições já estabelecidas, proporcionando mais liberdade para os artistas”, diz Patricia.

Para entrar no grupo de apoiadores é necessário fazer uma doação, que começa com R$ 150 anuais. Cada cota tem contrapartidas específicas, como participar de atividades na residência artística, visitas guiadas às exposições e uma série de descontos em restaurantes da região central de São Paulo. “A ideia aqui é viver, experimentar e se unir à cidade, às pessoas e às suas produções”, conclui Fernanda. Welcome aboard!
PivôAvenida Ipiranga, 200, Centro, São Paulo

Styling: Fabiana Leite
Assistente De Foto: Carla Fialdini
Agradecimentos: Larissa Dantas e Luxo Natural

São Paulo ganha exposição com fotos inéditas de Frida Kahlo e Diego Rivera

Imagens, num total de 60, registram momentos marcantes da vida dos pintores mexicanos
Nayara Batschke, EFE

Frida Kahlo y Diego Rivera protagonizan muestra fotográfica inédita en Brasil
Obras da exposição ‘Frida e Diego, Fragmentos’ Foto: Fernando Bizerra Jr./ EFE

Alguns dos momentos marcantes da vida dos pintores mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera foram imortalizados em uma série de 60 fotografias compiladas em uma exposição que abre as portas a partir desta quarta-feira, 16, em São Paulo, no Centro Paulo Souza.

O casamento entre ambos, o casal em manifestações políticas e, inclusive, Frida deitada na cama com a perna imobilizada devido às dores que sofria pela poliomielite que contraiu quando era menina são algumas das cenas expostas na mostra Frida e Diego, Fragmentos, inédita no Brasil.

O objetivo da exposição, segundo expressou à Agência Efe uma das organizadoras da mostra, Lucília Guerra, é “resgatar as principais características de dois dos artistas mais emblemáticos da história do México”.

“É uma exposição bastante didática. As fotos mostram o trajeto histórico de Frida e Diego e também seu ativismo político, pois eram muito atuantes em um período revolucionário do México”, afirmou a coordenadora.

Lucília explicou que as fotografias, algumas tiradas no século 19, pertencem ao acervo pessoal das famílias dos dois pintores, por isso que puderam ser capturados fragmentos da “vida íntima do casal”, assim como os momentos compartilhados com o seu círculo mais restrito.

Se a relação entre Frida e Diego não fosse a mais serena – o casal foi protagonista de um “revoltoso amor”, nas palavras de Lucília -, as câmeras eternizaram a “ternura e o afeto” mútuo que cultivavam um pelo outro.

“As fotos mostram a ternura, o carinho, o amor meio revoltoso dos dois e explicitam a interdependência emocional que tinham um com o outro”, destacou a organizadora.

A organizadora acrescentou que o casal vivia em uma “constante falta de sintonia”, pois a relação foi marcada pela contínua “superposição de personalidades”.

“Duas pessoas tão singulares como eles, juntas… algo sairia ruim! Mas as obras dos dois são o resultado dessa relação tempestuosa”, refletiu Lucília.

E, apesar de todas as ambiguidades do casamento, Frida Kahlo é um ícone inegável da história mexicana, a “referência” de uma mulher “à frente do seu tempo”, enfatizou Lucília.

Autora de cerca de 200 pinturas, na maioria autorretratos, a obra da artista se centrou principalmente na sua autobiografia e no seu próprio sofrimento.

No entanto, Frida nunca deixou para trás os princípios sobre os quais construiu a sua vida, por isso que, segundo expressou Guerra, impôs de maneira taxativa “sua personalidade em um momento de escuridão para as mulheres”.

“Embora a temática da exposição não seja a sexualidade de Frida ou de Diego, em consonância com a doutrina do Museu Frida Kahlo (México), várias fotografias mostram também os dois com seus outros companheiros sentimentais”, afirmou a organizadora.

A exposição, que o público poderá visitar até 13 de julho, também se apresenta com o objetivo de fazer uma “reflexão da própria realidade brasileira”.

Além de participar de manifestações populares, a construção de uma consciência política é fundamental. Assim acreditava o casal, segundo apontou Lucília, e, por isso, “sua luta pode ser vista em toda a exposição”.

“As pessoas não podem se calar. Inclusive em um momento como o que vivemos no Brasil, é necessário pensar e refletir sobre quem escolheremos para governar”, opinou Lucília.

“É necessário conhecimento para que sejam capazes de fazer boas reflexões” e olhar para a “história de outro país e para seus problemas”, permite às pessoas “refletirem sobre a própria realidade”.

Por isso, defendeu Lucília, transmitir a trajetória de “figuras tão emblemáticas” como Frida Kahlo e Diego Rivera, que “contavam a história a partir de seu sentimento pessoal no momento”, é fundamental na hora de construir uma sociedade “culta, diferente e capaz de impulsionar o país adiante”.

“A Arte é a forma sublime de contar a história. É contar a história de uma maneira autêntica e fiel à realidade através do sentimento do momento”, concluiu a organizadora.

Exposição Frida & Diego – Fragmentos

Centro Paula Souza (CPS)

Rua dos Andradas,140 – Santa Ifigênia – São Paulo – SP2ª a 6ª, 9 às 18 horas

Grátis. Até 13/7. (Agendamento por e-mail: inscricao.arinter@cps.sp.gov.br)

Fotos de David Bowie invadem estação de metrô em Nova York

Instalação faz parte de uma parceria com o Brooklyn Museum

perspective_art_youngbowie-720x455Ground control to Major Tom: David Bowie acaba de aterrissar no metrô de Nova York. Fotos do artista e cenas relacionadas à carreira do camaleão do rock estão por todos os lados na estação Broadway-Lafayette, em Manhattan. A instalação – que inclui, ainda, bilhetes de metrô personalizados com a imagem do músico – faz parte de uma ação do Brooklyn Museum em parceria com o serviço de streaming Spotify.

Cada peça vem acompanhada de um texto com depoimentos de Bowie sobre sua relação com NYC, entre outras curiosidades. Embora tenha nascido na Inglaterra, o artista viveu boa parte de sua vida na Big Apple – mais precisamente, em um apartamento na Lafayette Street. De concertos históricos no Carnegie Hall a sessões de gravação em estúdios como o Electric Lady e o Magic Shop, a instalação explora o impacto da cidade na obra do músico.

A ideia é divulgar a mostra “David Bowie is”, organizada pelo Victoria and Albert Museum, de Londres, e que está em cartaz no Brooklyn Museum até o dia 15 de julho. A exposição, que já passou pelo Brasil em 2014, propõe uma imersão na obra de Ziggy Stardust e sua influência na música, na moda e na arte do século 20. Não é pouca coisa.

Os MetroCards estão à venda nas estações Broadway-Lafayette e Bleecker Street, que estão conectadas, e as fotos poderão ser vistas no metrô até o dia 13 de maio. Quem passar por elas terá acesso a um código para ouvir playlists com faixas do artista. CV I Fotos Spotify/ Divulgação

Pioneiro africano: Seydou Keïta ganha a primeira exposição no Brasil

Considerado o pai da fotografia no continente em que nasceu, o malinês Seydou Keïta ganha a primeira exposição no Brasil, com imagens que ilustram os costumes de seu país

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Highlights da mostra de Keïta, a ser inaugurada este mês no IMS (Foto: Seydou Keïta / Contemporary African Collection (Caac) – The Pigozzi Collection)

Foi em um quintal de terra batida, no centro de Bamako, capital do Mali, que Seydou Keïta (1921-2001) recebeu por 15 anos homens e mulheres em busca de um retrato profissional. O cenário era composto por pedaços de tecidos estampados e objetos garimpados no comércio local, como relógios, rádios e canetas, tudo iluminado apenas pela luz do sol. Por trás da câmera, Keïta tirava uma foto de cada um dos seus clientes – e, segundo o próprio, nunca errou um clique sequer. “Sempre soube encontrar a posição certa para meus personagens”, dizia, orgulhoso.

O malinês produziu uma vasta obra que é o legado de um dos mais poderosos intérpretes da África do século 20. A partir do dia 17 deste mês, sua trajetória será celebrada no Brasil com uma exposição inédita, a primeira do artista no País, no Instituto Moreira Salles de São Paulo. Nela estarão reunidos 136 trabalhos selecionados pelo brasileiro Samuel Titan Jr. e pelo francês Jacques Leenhardt, sociólogo especializado em arte africana.

Em agosto, a mostra segue para o Rio de Janeiro e ficará em cartaz até fevereiro de 2019. “Ele tinha uma capacidade única de visualizar e compor a cena a ser fotografada”, conta Titan à Vogue. “Esse olhar deu a ele não apenas uma excelente reputação local, mas o projetou para o mundo.”

A história de Keïta é digna de filme. Ele começou a fotografar ainda adolescente com uma Kodak Brownie Flash trazida do Senegal por um tio. Em 1939, aos 18 anos, já atuava como fotógrafo, abrindo seu ateliê três anos depois. Após uma década e meia à frente do estúdio caseiro, em 1962, tornou-se retratista oficial do governo socialista, então recém instalado no Mali, cargo no qual permaneceu por pouco tempo. Seguiu fotografando pessoas anônimas até 1977, quando se aposentou.

Nos anos seguintes, Keïta trabalhou como mecânico até sua ascensão no meio das artes, em 1990, quando foi descoberto pelo marchand francês André Magnin, que o lançou para o mundo ao lado de Malick Sidibé, outro grande nome da fotografia do país. Foi a partir daí que o trabalho dele foi levado a instituições como o Guggenheim, o MoMA e a Fundação Louis Vuitton.

Ao longo da vida, Keïta clicou mais de 10 mil fotos, das quais guardou todos os negativos. “Eles são memórias do que fiz durante a vida, porque sei que aqui (na África) tudo vai se transformar”, disse na década de 90 à documentarista francesa Brigitte Cornand. “As roupas já mudaram muito. Hoje as garotas só querem usar jeans.”

Em 2016, a estilista francesa Agnès B. fez uma coleção-cápsula de camisetas e lenços estampados com obras de Keïta para sua marca homônima. Entre as fotografias eleitas por ela está uma das preferidas do próprio autor, na qual uma mulher veste um look típico do país, apoiada em um rádio da época – imagem que poderá ser vista a partir deste mês na exposição. [Gustavo Abreu]
Instituto Moreira Salles: Avenida Paulista, 2.424, São Paulo. De 17 de abril a 29 de julho

Serão expostas obras de Seydou Keïta, Mac Adams e Mauro Restiffe

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Obra de Emanoel Araújo que estará exposta no Masp – Divulgação

Por Amanda Ribeiro

A Ancestralidade dos Símbolos
O artista e diretor do Museu Afro-Brasil Emanoel Araujo apresenta 70 cartazes e esculturas que evidenciam a influência africana em sua produção.
Masp – Av. Paulista, 1.578, Bela Vista. Ter., qua.esex.a dom.: 10h às 17h30. Qui.: 10h às 19h30. Até 3/6. Livre. Ingr.: R$ 35. Menores de 10 anos e ter.: grátis.

Emmanuel Nassar: 81-18
A mostra, que inaugura neste sábado (14) o calendário de exposições da Estação Pinacoteca, faz uma retrospectiva de quatro décadas da produção do artista paranaense EmmanuelNassar, cuja estética se aproxima da popart e da iconografia circense. Os cem trabalhos, entre pinturas e objetos, são marcados pela apropriação de elementos cotidianos, como propagandas e marcas de produtos.
Lgo. Gen. Osório, 66, Santa Efigênia, região central, tel. 3335-4990. Seg. e qua.a dom.: 11h às 17h30. Até 2/7. Livre. GRÁTIS

Îles Flottantes (Se Monet Encontrasse Cézanne, em Montfavet)
O escocês Douglas Gordon, um dos pioneiros da videoarte, apresenta no IMS a partir deste sábado (14) a videoinstalação “Ilhas Flutuantes”. Nela, o artista retrata um jardim repleto de crânios humanos que é inundado progressivamente por uma falha no sistema de encanamento. A obra dialoga com a produção do pintor francês Paul Cézane (1839-1906), que ao longo de seus últimos anos pintou uma série de naturezas-mortas compostas por conjuntos de crânios. O trabalho do francês  é colocado em contraste com o do impressionista Claude Monet (1840-1926), marcado por transparência e suavidade.
IMS Paulista – Av. Paulista, 2.424, Bela Vista, tel. 2842-9120. Seg. a qua.esex.a dom.: 10h às 20h. Qui.: 10h às 22h. Até 26/8. Livre. Abertura 14/4. GRÁTIS 

Lugares do Delírio
A mostra reflete sobre arte e loucura ao expor obras de nomes consagrados, como Cildo Meireles, ao lado de trabalhos de artistas diagnosticados com transtornos psiquiátricos, como o também renomado Arthur Bispo do Rosário (1909-1989).
Sesc Pompeia – R. Clélia, 93, Água Branca. Ter. a sáb.: 10h às 21h30. Dom.: 10h às 19h30. Até 1º/7. Livre. GRÁTIS

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“Across the Park”, de Mac Adams, em exposição na Fiesp – Mac Adams/Divulgação

Mens Rea: A Cartografia do Mistério
Uma série de 17 dípticos e uma instalação criados pelo fotógrafo britânico Mac Adams desembarcam no Brasil para a mostra do Centro Cultural Fiesp, que começa na quarta (18). Conhecido por explorar o potencial narrativo da fotografia, o artista expõe sequências de fotos em preto e branco que contam histórias de personagens anônimos. Já a instalação “Cartografia de um Crime”, criada especialmente para a mostra, coloca imagens do artista em diálogo com obras do acervo do museu francês Nicéphore Niépce, dedicado à fotografia.
Centro Cultural Fiesp – Av. Paulista, 1.313, térreo, Bela Vista, tel. 3146-7439. Ter. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 10h às 20h. Até 8/7. Livre. Abertura 18/4. GRÁTIS

São Paulo, Fora de Alcance
A exposição apresenta, a partir deste sábado (14), no IMS, uma seleção de imagens produzidas entre 2012 e 2013 pelo paulistano Mauro Restiffe durante caminhadas diárias pela cidade. O fotógrafo documentou desde aspectos do cotidiano até acontecimentos como as manifestações de junho de 2013 (foto).
IMS Paulista – Av. Paulista, 2.424, Bela Vista, tel. 2842-9120. Ter., qua. e sex. a dom.: 10h às 20h. Qui.: 10h às 22h. Até 26/8. Livre. Abertura 14/4. GRÁTIS  

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Obra do fotógrafo malinês Seydou Keïta, em exposição no IMS – Seydou Keïta/Divulgação

Seydou Keïta
A mostra do Instituto Moreira Salles apresenta o universo do malinês Seydou Keïta (1921-2001), um dos nomes mais importantes da fotografia africana, a partir de terça (17). Autodidata, Keïta aprendeu a fotografar quando ganhou uma câmera do tio aos 14 anos. Entre 1948, quando inaugurou seu estúdio, e 1962, quando assumiu o cargo de fotógrafo oficial do governo do Mali, ele retratou camponeses, comerciantes e membros do governo do país. As 137 imagens expostas na mostra foram produzidas entre os anos 1940 e 1950 e acompanham as transformações sociais decorrentes do processo de emancipação do país, que se tornou independente da França em 1960.
IMS Paulista – Av. Paulista, 2.424, Bela Vista, região central, tel. 2842-9120. Ter., qua. e sex. a dom.: 10h às 20h. Qui.: 10h às 22h. Até 29/7. Livre. Abertura 17/4. GRÁTIS