Homem cai em fosso de obra de arte do artista Anish Kapoor que parecia uma pintura no chão

Caso aconteceu no Museu Fundação Serralves, em Portugal

1534793744856
Obra de Anish Kapoor é um fosso de 2,5 metros de profundidade. Foto: YouTube/fundacaoserralves

Na semana passada, um senhor italiano de 60 anos resolveu ir até o Museu Fundação Serralves, em Porto, Portugal, ver a exposição Anish Kapoor: Obras, Pensamentos, Experiências.  Entretanto, o que era para ser um passeio tranquilo acabou em acidente.

De acordo com o jornal Renascençae com o portal Gizmodo, no dia 13 de agosto, o homem teve de ser levado ao hospital após cair no fosso da obra Descida para o Limbo, de Anish Kapoor. A obra é um buraco de 2,5 metros de profundidade, mas como é toda pintada de preto, não dá para saber se se trata de um buraco ou apenas uma pintura no chão.

O museu disse que há diversas placas de aviso para que os visitantes não se aproximem do buraco, e não soube dizer como foi que o senhor caiu. Ele foi levado ao hospital com ferimentos leves.

Após a queda, a obra foi interdidada e deve ser reaberta nos próximos dias, com sinalização reforçada.

Veja mais sobre a exposição abaixo:

Anúncios

Mostra ‘Mulheres Radicais’, na Pinacoteca, resgata produção latina feminina

Com um time de curadoras, exposição mapeia artistas mulheres da América Latina entre as décadas de 60 e 80

MADEIRA COLETA
As curadoras Andrea Giunta, Cecilia Fajardo-Hill e Valéria Piccoli, na montagem da nova exposição da Pinacoteca, ‘Mulheres Radicais: arte latino-americana, 1960 – 1985’, que fica em cartaz até novembro.  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Mesmo no Brasil, um dos poucos países que podem se orgulhar por ter mulheres entre os maiores cânones de sua história da arte, a produção feminina não é tão reconhecida quanto deveria. No restante da América Latina, a situação de esquecimento é ainda pior, mesmo no que diz respeito a uma fase de tanta efervescência no trabalho de artistas mulheres, como foi o período após a Segunda Guerra Mundial.

Para tentar resgatar essas histórias, uma dupla de curadoras, a venezuelana Cecilia Fajardo-Hill e a argentina Andrea Giunta, levou cerca oito anos para mapear e catalogar a produção dessas mulheres. O resultado é uma exposição, que chega ao Brasil neste sábado, 18, na Pinacoteca do Estado de São PauloMulheres Radicais – Arte Latino-Americana, 1960-1985 fez sua estreia no Hammer Museum, de Los Angeles, e passou também pelo Brooklyn Museum.

“Começamos com o plano de falar sobre o pós-guerra, mas tínhamos mais de 400 artistas, então decidimos focar num tema principal”, explica Giunta. O escolhido foi o corpo dessas mulheres, que se tornaram afirmações políticas, num momento em que elas lutavam por seus direitos e diversos países latinos enfrentavam a repressão. “Decidimos focar no corpo, mas não cronologicamente, queríamos encontrar preocupações em comum”, diz também Hill.

MADEIRA COLETA
Obras da artista argentina Liliana Maresca na exposição ‘Mulheres Radicais’, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Para Andrea, o mais importante da exposição é mostrar a mudança de olhar sobre esses corpos femininos. “O olhar, ao longo da história da arte, sempre foi de fora, mas agora está dentro, explora o corpo.” Para ilustrar, mais de 120 artistas foram selecionadas, algumas, principalmente as brasileiras, como Lygia Clark Lygia Pape, são bem conhecidas, mas o número de descobertas é gigantesco. As curadoras contactaram pesquisadores em diversos países, conversaram com artistas da época, e descobriram nomes que haviam sido esquecidos. “Todas elas são importantes. Não acreditamos em hierarquia. Se ela dedicou uma parte da sua vida à arte, merece estar nos livros”, acredita Hill.

O Brasil será o único país latino a receber a exposição, por conta do alto custo e também por ter algumas obras frágeis, que não aguentariam continuar a “turnê”. Além da inclusão de mais artistas brasileiras, a mostra na Pinacoteca contou também com o auxílio da curadora-chefe da instituição, Valéria Piccoli. “Pensamos a programação deste ano para trazer as mulheres à tona”, afirma. Com dois trabalhos na exposição, a artista paulista Lenora de Barros se diz honrada. “Fico feliz de estar ao lado dessas artistas. A mostra tem uma importância grande.” [Pedro Rocha – Estado]

MULHERES RADICAIS

Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2. Tel. 3324-1000. 4ª a 2ª, 10h às 18h. R$ 6, gratuito aos sábados. Até 19/11.

Jornada do Patrimônio terá 320 atrações gratuitas em São Paulo

Casas assinadas por grandes arquitetos estão na programação do evento que, neste ano, leva o tema “Uma Cidade, Muitas Mãos”
Ana Luiza Cardoso I Sylvia Masini/ Divulgação

casa-de-vidro-foto-sylvia-masini-9_36719785335_o.jpg
Jornada do Patrimônio: participantes poderão visitar casas icônicas na cidade. Na foto, a Casa de Vidro. 

Programada para sábado e domingo (18 e 19 de agosto), a Jornada do Patrimônio levará 320 atrações gratuitas a diversos pontos da cidade de São Paulo. Com a temática “Uma Cidade, Muitas Mãos”, a proposta do evento, segundo a Secretaria Municipal de Cultura, é valorizar os grupos que construíram o patrimônio cultural e ajudaram na formação da identidade paulistana.

As atividades são distribuídas em roteiros, palestras, oficinas, visitação a imóveis, visitas guiadas e lançamentos de livros.

Entre as atrações, há visitas a Casa de Vidro, que foi residência de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi por mais de 40 anos; Casa Ranzini, projetada pelo arquiteto italiano Felisberto Ranzini; Casa Artigas, desenhada pelo arquiteto João Vilanova Artigas, e Casa Nadyr de Oliveira, projetada por Carlos Millan.

Também haverá “bike tour” em lugares como centro de São Paulo, Parque do Ibirapuera e Vila Madalena.

Entre as oficinas, há a de “pinhole”, em que os participantes poderão captar imagens utilizando uma câmera artesanal e conhecer os processos de revelação da fotografia em preto e branco.

A programação completa do evento está disponível no site oficial.

IMS Paulista celebra o centenário de Irving Penn com exposição

Mostra dedicada ao fotógrafo reúne 230 imagens entre produções de moda, retratos e naturezas-mortas

black_&_white_vogue_cover_jean_patchett_new_yor
A modelo Jean Patchett, uma das tops dos anos 40 e 50, fotografada por Penn para uma capa de ‘Vogue’  Foto: Irving Penn

Passeando entre o glamour da alta-costura e a ausência dele na vida real, o fotógrafo Irving Penn (1917 – 2009) cravou seu nome na moda e na história da fotografia. Um apanhado de 230 dessas imagens estarão expostas a partir da próxima terça, 21, na mostra Irving Penn: Centenário, em cartaz no IMS Paulista.

Ali serão exibidas as séries de retratos de gente, como Stravinsky, Duchamp e Capote, naturezas-mortas, um trabalho realizados com os habitantes  de Cuzco, capital peruana, no fim dos anos 40, além de um apanhado de nus femininos que colocavam em cheque as convenções de beleza vigentes.

As imagens produzidas para a Vogue norte-americana, como um ensaio de 1950 só com roupas de alta costura, são outro ponto alto da exposição, que já passou pelo Met nova-iorquino, pelo Grand Palais em Paris e  pelo C/O, em Berlim. Além das fotos, a mostra conta com 20 periódicos e um estúdio/ instalação, com a cortina originalmente usada por Penn como pano de fundo para muitas das suas imagens.

IRVING PENN: CENTENÁRIO
ONDE: IMS Paulista – av. Paulista, 2.424, Bela Vista, tel.: 11-2842-9120, ims.com.br
QUANDO: De 21 de agosto a 18 de novembro. De terça a domingo, das 10h às 20h (nas quintas, 22h).
QUANTO: Grátis.

Túnel é revitalizado no Japão e transformado em espaço de artes

Projeto foi realizado pelo escritório MAD Architects para a Echigo-Tsumari Art Triennale de 2018
Fotos Reprodução/ Mad Arqhitects

17_mad_echigo-tsumari_tunnel-of-light_light-cave_by-osamu-nakamura
Túnel abandonado no Japão é transformado em espaço de artes (Foto: Divulgação / MAD Architects)

O túnel Kiyotsu Gorge, localizado em Niigata, no Japão, foi restaurado e transformado em um espaço de instalações artísticas permanentes. A transformação, feita pelo escritório de arquitetura MAD Architects e chamada de “Túnel da Luz”, faz parte da programação da Echigo-Tsumari Art Triennial de 2018, que ocorrerá até o dia 17 de setembro.

Com base nos elementos madeira, terra, metal, fogo, água, o túnel de 750 metros recebeu projetos que repensam a relação entre os seres humanos e a natureza.

David Hockney está prestes a se tornar o artista mais valioso do mundo

Leilão deve vender uma de suas obras mais icônicas por pelo menos 80 milhões de dólares
Por Amanda Sequin I Fotos: Getty Images

NVpIM2ptOHhYRzVmUk5rM1NrNlFxYVV6enV4aGk2UFRJMmxPckdDUUVNYWlGVWxvZThMbnp2M1I0Vmh0SkZ6Zm50LzliVVl4T21iOXlEMksvS2d1WlFyU2VLUWNvOWVwM290T2tzeFpvQStLREJMSkFpaDBPT0N2UHNiZng4YmpFbVNLWjhpajk3RnJEdHVnRFhFMk.jpg
Mulher observa a obra Portrait of an Artist (Pool with Two Figures), de David Hockney

David Hockney está prestes a se tornar o artista vivo mais valioso do mundoPortrait of an Artist (Pool with Two Figures), uma das principais obras do britânico de 81 anos que hoje pertence ao bilionário Joe Lewis, irá à leilão ainda este ano por pelo menos U$ 80 milhões – o equivalente a mais de R$ 305 milhões.

Segundo a Blomberg, que consultou especialistas no assunto, este valor ultrapassaria o recorde atual: U$ $58,4 milhões pelo Balloon Dog, obra gigante de Jeff Koons que remete a uma bexiga em formato de cachorro. As casas de leilão Christie’s, Sotheby’s and Phillips foram consultadas pelo dono da pintura, e ao que tudo indica a Christie’s deve realizar a venda.

NVpIM2ptOHhYRzVmUk5rM1NrNlFxYVV6enV4aGk2UFRJMmxPckdDUUVNWjVTWHV2bGNETkliVGczY2FZN243S2dRUlZlUjB5S2pOQnhwRVJqNXlnWTQrSWdTWTJBeG51YU13KzNhTHBvNS95RGpzeUJsNTRVMU9wWjdYMlFRdVBJbUZ4SUd5eGNYU21kcEtUYldsNH.jpg
David Hockney

A tela Portrait of an Artist (Pool with Two Figures) data de 1972 e exibe a imagem de dois homens, um vestido à beira da piscina, que seria o artista e ex-namorado Peter Schlesinger, e outro submerso. Outras obras de Hockney também já foram vendidas em leilões por preços impressionantes: Pacific Coast Highway and Santa Monica, por exemplo, foi arrematada por U$ 28,5 milhões na Sotheby’s, em maio.

IED Parla – Places and Power com Pietro Ruffo

180807-Places-and-Power-HEADER-site-conviteIED Parla traz no próximo dia 7 de agosto, às 19h30, com entrada gratuita, Pietro Ruffo, artista italiano conhecido pelo seu trabalho com crianças sobreviventes da guerra da Chechenia e pela cenografia do desfile de Dior do ano passado. Ele fará a palestra “Places and Power”, sobre migrações e conflitos sociais através das linguagens da arte, da arquitetura e do design. 

A prática de Ruffo reflete suas intensas preocupações sociais e morais, bem como sua postura em questões éticas específicas. Questões relativas à natureza da liberdade estão no cerne da prática do artista italiano, pois suas obras exploram uma ampla gama de questões sociais, morais e políticas.

O fenômeno da migração continua sendo um desafio para nossas sociedades contemporâneas. Seja por razões de clima, tensões políticas ou busca de melhores condições econômicas ou religiosas, isso reflete “uma humanidade cada vez mais interconectada”, que supera as fronteiras geográficas e culturais.

Pietro está no Rio para inaugurar sua exposição “Migrações – Constelações” organizada pelo Istituto Italiano di Cultura no Centro Cultural dos Correios.

O evento é aberto ao público e gratuito, a palestra será ministrada em inglês e não haverá tradução.

IED Parla – Places and Power
7 de agosto de 2018, às 19h30
IED Rio
Avenida João Luis Alves, 13, Urca, Rio de Janeiro

Entrada gratuita [sujeito a lotação]
Inscrições: https://ied.edu.br/rio/evento/ied-parla-places-and-power-com-pietro-ruffo/