Diretor espanhol do Museu do Prado, Miguel Zugaza deixará o cargo após 15 anos

RUEDA DE PRENSA DE MIGUEL ZUGAZAMiguel Zugaza retoma o comando do Museu de Belas Artes de Bilbao
O diretor do espanhol Museu do Prado, no cargo por 15 anos, anunciou nesta quarta-feira, 30, que deixará o posto no ano que vem para dirigir o museu de Belas Artes de Bilbao, em seu País Basco natal.

“Esta manhã, Miguel Zugaza informou […] a decisão de concluir no próximo ano sua etapa na direção do Museu do Prado, após quinze 15 anos no cargo”, indicou a instituição em um comunicado.

Zugaza tinha 37 anos quando, em 2002, assumiu a direção do museu do Prado, que abriga obras-primas célebres de Diego Velázquez, Francisco de Goya e El Bosco.

Foi nomeado para dirigir o museu e para supervisionar seu estatuto. Isto levou, em agosto de 2003, a uma nova lei segundo a qual o Prado se tornaria uma entidade de direito público.

Sob sua direção, o número de visitantes do museu aumentou cerca de um milhão ao ano, passando do 1,7 milhão de 2002 para cerca de 2,7 milhões em 2015, uma cifra inferior às expectativas do diretor, que em 2003 afirmou que queria dobrar a visitação.

Na primavera passada, o Prado apresentou a exposição mais completa já realizada das obras do pintor holandês El Bosco, falecido há 500 anos. A mostra atraiu mais de 585.000 visitantes.

Em sua época na direção, o museu também realizou obras de ampliação sem precedentes em sua história. Além disso, o arquiteto britânico Norman Foster foi nomeado na semana passada para restaurar um edifício do século 17 que será usado como uma extensão do museu.

Em texto endereçado ao ministro da Cultura, Zugaza considerou que “dá por cumpridos os objetivos propostos sob sua direção”.

Zugaza anunciou o desejo de assumir novamente a direção do museu de Belas Artes de Bilbao, que já dirigiu de 1995 a 2001, após a saída e aposentadoria de seu atual diretor.

Segundo o comunicado do Prado, o ministro da Cultura, Íñigo Méndez de Vigo, propôs que continue vinculado ao projeto de celebração, em 2019, do bicentenário do Prado. Seguirá à frente deste evento até ser substituído.

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Primeira exposição solo de Antonio Marras será no Museu Triennale, em Milão

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Obra da exposição de Antonio Marras (Foto: Reprodução)

Estilista e artista multifacetado, Antonio Marras acaba de abrir as portas de sua primeira exposição solo. Armada no Museu Triennale, em Milão, Antonio Marras: Nulla dies sine linea. Life, diaries and notes of a restless man (vida, diários e anotações de um homem incansável) tem curadoria de Francesca Alfano Miglietti e funciona até o dia 21 de janeiro.

Obra da exposição de Antonio Marras (Foto: Reprodução)

“Nulla dies sine linea”, frase em latin do naturalista Plínio, O Velho, sobre o pintor grego Apeles de Cós, é uma referência aos hábitos de Marras, que costuma desenhar e pintar entre seus compromissos diários.Obra da exposição de Antonio Marras (Foto: Reprodução)

Repleta de colagens, ilustrações, esculturas e pinturas – muitas delas feitas com café e tinta aquarela -, a primeira mostra do designer e artista também traz exemplares de sua coleção de mais de 500 molduras, expostas do lado contrário pelos corredores do Museu Triennale.

Obra da exposição de Antonio Marras (Foto: Reprodução)“Muitas vezes a parte de trás da moldura é mais interessante que a da frente”, explica Marras ao WWD. Nascido na ilha de Sardenha, Antonio explora o amor pela sua terra natal tanto na arte, quanto na moda, como explica Miglietti. “Para ele, tudo é material artístico: sua história pessoal, sua ilha, seus cachorros, o horizonte…”, diz a curadora. Boa dica para quem estiver de passagem marcada para Milão!