Marina Abramovic é agredida durante exposição na Itália

O agressor usou uma tela de pintura para atingir a artista
Por Anna Laura Moura

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Diretor da fundação Artur Galansino e a artista plástica Marina Abramovic 

A artista plástica Marina Abramovic foi agredida logo após concluir mais um dia de trabalho na exposição Marina Abramović. The Cleaner, na Fundação Palazzo Strozzi, em Florença. A agressão partiu de um homem, que utilizou uma tela de pintura para machucá-la.

Neste domingo (23), o diretor da fundação Artur Galansino publicou uma foto com a artista, alegando que estava tudo bem e lamentando o ocorrido. Artur é curador da mostra, que retrata uma retrospectiva da carreira de Marina.

De acordo com a imprensa italiana, a tela estava pintada com um retrato da artista sérvia. O jornal Corriere della Serra afirma que o agressor já ficou nu em público duas vezes e, em uma das ocasiões, ficou deitado sobre notas falsas de dólar.

Galansino afirmou também que Marina gostaria de encontrar o agressor para perguntar o motivo de sua atitude. A polícia investiga o caso.

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Roteiro artsy: cinco exposições imperdíveis em Nova York

Obras que revolucionam questões políticas, culturais e estéticas tomam a cidade no final do verão
Por Beta Germano I Fotos: Divulgação

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Barkley Hendricks é um dos artistas da mostra Soul of a Nation: Art in the Age of Black Power

Os museus e galerias de Nova York, nos EUA, programam suas melhores exposiçõespara o verão. Mas isso não quer dizer que a programação da cidade não é intensa nas outras estações. Na entrada do outono, é possível ver trabalhos de artistas provocantes de todo o mundo: eles questionam injustiças sociais e politicas e a própria percepção da arte. Pegue o seu mapa e começe a fazer esse roteiro artsy de peso.

1. Romuald Hazoumè na Gagosian

“Eu mando de volta ao Ocidente aquilo que lhes pertence, isto é, o lixo da sociedade de consumo que nos invade todos os dias”, explicou o artista beninense Romuald Hazoumè.

Ele tem forte conexão com o povo e cultura Iorubá (grupo étnico da África Ocidental que hoje está concentrado, em sua grande parte na Nigéria) que tem as máscaras como elemento protagonista e as usam para fazer um statement político em forma de ready-made. Ele usa cordas, funis e galões e, com pequenos gestos, os transformam em rostos quebrando convenções de conhecimentos ancestrais.  As sagradas máscaras ganham ar contemporâneo e crítico:  os objetos escolhidos fazem referência ao transporte ilegal de petróleo da Nigéria e denuncia o perigo deste sistema lucrativo para a população. Há, ainda, uma crítica ao lixo que estamos produzindo e depositando no planeta.
Ele também usa, em suas obras, o bidon um item básico para a compra ilegal de gasolina barata da Nigéria.

Ele também faz filmes e fotos que confrontam as realidades complexas da vida contemporânea no Benin e as ramificações mais amplas da política pan-africana. Se apropria de símbolos para chamar a atenção para as consequências persistentes da corrupção e subjugação em toda a África, apontando para um ecossistema interdependente. Até 13 de Outubro.

2. Gabriel Orozco na Marian Goodman Gallery

“Dentro dessa pedra há apenas mais pedra, que é a poeira, que é uma partícula de todos os tipos de minerais, que é sedimento…”, afirma o artista mexicano Gabriel Orozco que mostra, este mês, novas esculturas que fazem referência direta às peças modernas cuja essência está na própria matéria.

Orozco fez a primeira de suas esculturas de pedra em Bali, na Indonésia, onde vive há dois anos e onde a escultura, como o corte manual de pedras, continua sendo uma importante forma de trabalho artesanal qualificado. As obras deste grupo são todas feitas de calcário, um material local tradicionalmente usado no templo balinês e decoração doméstica. Ele se vale de habilidades tradicionais para combinar técnicas locais com seu próprio método de usar círculos. Orozco extrai o mesmo arranjo de círculos com uma bússola em cada face do bloco, fornecendo o esquema básico para o lento processo de corte que se segue.

Em seus cadernos, ele constantemente registra pensamentos como “aponte para uma pedra e chame de arte” como se uma pedra pudesse ser uma espécie de ready-made natural.

3. Wolfgang Tillmans na David Zwirner 

Poucos artistas influenciaram tanto a geração mais jovem do que o alemão Wolfgang Tillmans. Desde o início dos anos 1990, seus trabalhos sintetizaram um novo tipo de subjetividade na fotografia, unindo intimidade e ludicidade com a crítica social e o questionamento persistente dos valores e hierarquias existentes.

Começou no mundo da moda e da fotojornalismo até chegar nas galerias com estratégias refinadas de exibição e uma peculiar relação entre gêneros e assuntos
Aborda uma questão crucial: a questão fundamental do que significa criar imagens em um mundo cada vez mais saturado de imagens.

Primeiro fotógrafo a receber o Turner Prize, em 2000, ele mostra imagens em Wolfgang Tillmans: How likely is it that only I am right in this matter? que foram criadas alternadamente com uma máquina de fotocópia, na câmara escura e com uma câmera.

O denominador comum é o foco na materialidade e na superfície do mundo físico: representações em grande quantidade de areia e espuma encontram contrapontos em vistas aéreas de desertos e rios – a intenção é confundir noções de macro e micro. E colagens com ovos, insetos e partes do corpo entrelaçadas revelam camadas de vida e decadência, sexo e fragmentação. Outros trabalhos foram criados diretamente em uma fotocopiadora, movendo manualmente as bordas do papel durante a digitalização em quatro cores. Até 20 de outubro.

4. Lygia Pape na Hauser & Wirth

A individual de Lygia Pape em Nova York (primeira em uma galeria nos EUA) é uma ótima oportunidade de mostra a relevância das obras da artista que favorecia o espectador e sua experiência sensorial.

Pape explorou um território rico através da mídia de escultura, desenho, gravura, filmagem e instalação, e a exposição assume essa veia multidisciplinar sempre pontuando a veia lúdica da experiência física e material de sua arte. É inevitável, ainda, mostrar a sua reformulação única da geometria e da abstração.

Amazonino Vermelho e Preto são esculturas parecem brotar das paredes, eliminando o peso de sua composição industrial e aparecendo ao mesmo tempo geométrica e orgânica. Aqui, o artista enfatiza uma relação dinâmica entre o espectador, a obra de arte e a arquitetura, incentivando um modo de interação que toma forma ao longo do percurso do espaço de exibição. Vale notar, ainda, uma versão de Ttéia, instalação em fio de prata feita pela vez em 1978 – os grupos de fios se cruzam e se entrelaçam, percorrendo o espaço para criar linhas fantasmas nas paredes. Até 20 de outubro.

5. Soul of a Nation: Art in the Age of Black Power no Brooklyn Museum

Com o objetivo de pesquisar o período mais politicamente, socialmente e esteticamente revolucionário da história americana, a mostra Soul of a Nation: Art in the Age of Black Power apresenta 150 trabalhos de artistas afrodescendentes dos EUA entre os anos 1963 e 1983: são obras que abordam diretamente as condições sociais injustas que os negros americanos enfrentavam, como a pintura de Faith Ringgold com uma bandeira de “sangramento” e as imagens gráficas de Emory Douglas da vida da cidade negra sitiada.
Há trabalhos que abordam, ainda, referências oblíquas à violência racial, como a homenagem abstrata de Jack Whitten a Malcolm X, feita em resposta ao assassinato do ativista, ou esculturas de metal contorcidas de Melvin Edwards – que atualmente tem mostra no Masp, em São Paulo.
Barkley Hendricks, Emma Amos e outros pintaram retratos cotidianos de pessoas negras com reverência e inteligência. Todos os artistas abraçaram um espírito de inovação estética, mas alguns levaram isso como seu objetivo principal, muitas vezes através de experimentos com cor e a própria forma de aplicar a tinta.

Claudia Jaguaribe abre exposição no jardim da Casa de Vidro

A fotógrafa cria um diálogo entre a arquitetura suspensa e a natureza selvagem
Por Beta Germano I Fotos: Divulgação

Sem título.jpgA percepção de que o lugar é atravessado pelas cicatrizes do tempo e do uso – é com esta premissa que a fotógrafa Claudia Jaguaribe invade os jardins da Casa de Vidro para criar novas imagens de e para o projeto de Lina Bo Bardi, na exposição De Claudia para Lina, a imagem de um entre-lugar.

Sem título.jpgÉ no espaço transitório entre a caixa cristalina suspensa em pilotis e o terreno dominado pela natureza que a fotógrafa investe sua poética e constrói belíssimas imagens e composições em azul e verde.

Entre o orgânico e a solidez, o dia e a noite, ela se apropria das linhas da arquitetura e   aproveita a abundância selvagem – tudo sob a condição de suspensão que também inspira e, mais ainda, orienta a montagem final da mostra.

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Se a intensão da arquitetura de Lina é encontrar “a comunhão entre a natureza e a ordem natural das coisas, opondo aos elementos naturais o menor número de elementos de defesa” – como a arquiteta descreve no texto Residência do Morumbi há 65 anos –  Cláudia Jaguaribe parece ser a fotógrafa perfeita para registra-la.

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Serviço:
De Claudia para Lina, a imagem de um entre-lugar.
Data: 15 de setembro a 28 de outubro de 2018
Local: Casa de Vidro
Endereço: Rua General Aumério de Moura, 200 – Vila Morumbi

Confira as melhores obras da Semana de Arte

Na sua segunda edição, a feira de arte prova que o melhor caminho é um evento mais enxuto e bem curado
Por Beta Germano I Fotos: Divulgação

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Alvaro Seixas, na Galeria Cavalo

Com curadoria de Pablo Leon de La Barra, a Semana de Arte abre hoje cheia de ótimas obras e boas estratégias. Para começar, a data não podia ser mais oportuna: abrir uma feira dias antes da Bienal de São Paulo garante a visita de colecionadores, curadores e diretores de museus internacionais – o evento vira, portanto, um bom momento para apresentar jovens e consagrados artistas ao mundo e prospectar futuras parcerias, clientes e exposições.

Outro ponto positivo foi a mudança de locação: definitivamente o Pavilhão das Culturas, no Parque Ibirapuera, é muito mais bonito e agradável do que o Hotel Unique , espaço onde a feira estreitou.

Last but not least, a seleção de obras: montar uma feira de arte menor e mais focada pareceu agradar todos os colecionadores que declaravam se sentir mais tranquilos para selecionar as peças desejo e…comprar!

Pablo foi peça chave na seleção de solos como a do paulista Igor Vidor, no espaço da Galeria Luciana Caravello; e  Dalton de Paula, na Galeria Sé. O diálogo entre Maxwell Alexandre e Arjan Martins na A Gentil Carioca também chamou atenção. Entre as esculturas, obras de Amilcar de Castro feitas de madeira, expostas no espaço da Marília Razuk, e as peças de Liuba, na Galeria Marcelo Guarnieri.

Confira abaixo outros destaques:

Serviço:
Semana de Arte
Quando: até o dia 3 de setembro
Onde: Pavilhão das Américas
Horário de funcionamento: 12hrs até 22h.

Com quase 2 mil m², instalação de cores invade Nova York

The Color Factory é uma intervenção colaborativa no SoHo baseada nas tonalidades da cidade
Por Paula Jacob I Fotos The Color Factory/ Instagram

color-factory-nyc-008Se você é daqueles turistas adeptos ao movimento “been there, pinned that”, não deixe de conhecer a nova instalação artística de Nova York. A Color Factory, aberta ao público desde o começo de agosto, tem aproximadamente 1900 m² com diferentes ambientes para os visitantes vivenciarem as cores de formas variadas. Uma piscina de bolinha azul bebê, uma sala com telefones antigos vermelhos e até uma pista de dança psicodélica fazem parte deste passeio cromático.

O sucesso, que já bombardeia a #colorfactoryco com as imagens mais criativas, foi herdado da mesma instalação feita em São Francisco, que teve seus ingressos de oito meses de permanência esgotados em poucos dias de vendas. A parte interessante é que o estúdio de design de interiores Oh Happy Day faz um estudo das cores mais marcantes de cada cidade, deixando as duas instalações completamente diferentes. Andrew Kuo, Molly Young, Christine Wong Yap e Emmanuelle Moureaux são alguns dos artistas que foram selecionados por Jordan Ferney, fundador da Oh Happy Day, para contribuir para a intervenção coletiva.

E se você estiver preocupado com o tempo para tirar tantas fotos incríveis nos mais variados ambientes, não se preocupe: o Color Factory tem um sistema de câmeras interno. Basta o visitante escanear o QR Code do convite em cada ambiente, e receberá as imagens por email instantaneamente. Da experiência direto para a timeline!

Como a concorrência para a visitação já está acirrada, o Color Factory estendeu a vivência e aprendizado cromático às ruas de Nova York. Vá ao Cooper Hewitt, Smithsonian Design Museum e encontre uma calçada listrada com cores das mais diversas, cada qual correspondente a um momento ou lugar das mais de 265 ruas estudadas pela equipe criativa do espaço. A Manhattan Color Walk é um novo tipo de mapa, incitando os visitantes à enxergar a cidade por meio das cores.

Color Factory
251 Spring Street
New York, NY 10013

Helsinki ganha espaço de artes subterrâneo

A inauguração do novo museu Amos Rex está prevista para o próximo dia 30

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 Museu Amos Rex em Helsinque

Um novo espaço de artes será inaugurado em Helsinki, capital da Finlândia, no próximo dia 30. Chamado Amos Rex, ele pretende ser um ponto de encontro de arte e cultura urbana, que integra o Edifício Lasipalatsi, de 1936, e o cinema Bio Rex.

jkmm-amos-rex-mika-huisman-_dsc2636_m-1600x1067A novo salão de exposições de 2 170 m² foi projetado pelo escritório de arquitetura finlandês JKMM e construído sob a Praça Lasipalatsi.

Foram construídas também várias cúpulas de diferentes tamanhos que enfeitam a praça. Cada domo tem uma janela redonda, que permite entrada de luz natural na sala subterrânea.

jkmm-amos-rex-mika-huisman-amos58-2-1600x1442O planejamento de Amox Rex começou em 2013 e a construção em janeiro de 2016, segundo a página oficial do museu.  Ele foi originado a partir do Amos Anderson Art Museum, outro espaço de artes que funcionou em Helsinque entre 1965 e 2017.

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 Museu Amos Rex em Helsinque

Homem cai em fosso de obra de arte do artista Anish Kapoor que parecia uma pintura no chão

Caso aconteceu no Museu Fundação Serralves, em Portugal

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Obra de Anish Kapoor é um fosso de 2,5 metros de profundidade. Foto: YouTube/fundacaoserralves

Na semana passada, um senhor italiano de 60 anos resolveu ir até o Museu Fundação Serralves, em Porto, Portugal, ver a exposição Anish Kapoor: Obras, Pensamentos, Experiências.  Entretanto, o que era para ser um passeio tranquilo acabou em acidente.

De acordo com o jornal Renascençae com o portal Gizmodo, no dia 13 de agosto, o homem teve de ser levado ao hospital após cair no fosso da obra Descida para o Limbo, de Anish Kapoor. A obra é um buraco de 2,5 metros de profundidade, mas como é toda pintada de preto, não dá para saber se se trata de um buraco ou apenas uma pintura no chão.

O museu disse que há diversas placas de aviso para que os visitantes não se aproximem do buraco, e não soube dizer como foi que o senhor caiu. Ele foi levado ao hospital com ferimentos leves.

Após a queda, a obra foi interdidada e deve ser reaberta nos próximos dias, com sinalização reforçada.

Veja mais sobre a exposição abaixo: