Evento Youth Speak Forum 2019 é para jovens que querem trabalhar para mudar o mundo

O Youth Speak Forum 2019, organizado pela AIESEC, acontece no dia 16 de janeiro e ainda tem ingressos disponíveis
Por Luísa Granato

Jovens: a AIESEC busca formar futuras lideranças com interesse em causar um impacto positivo na sociedade (omgimages/Thinkstock)

São Paulo – Quer começar sua carreira e fazer a diferença? No dia 16 de janeiro, será realizado o YouthSpeak Forum 2019, uma oportunidade para jovens se conectarem com o mercado de trabalho.

Organizado pela AIESEC, o evento corporativo educativo vai reunir empresas, entidades públicas, ONGs e influenciadores para debates e workshops com o objetivo de ampliar sua empregabilidade e ter contato com diferentes setores do mercado.

Segundo Gabriela Toso, diretora de Relações Públicas da AIESEC Brasil, o YSF 2019 é para jovens com interesse em empreendedorismo e que queiram atuar pela melhoria da sociedade.

“O evento objetiva capacitar os jovens para que eles tenham destaque em processos seletivos e consigam as melhores oportunidades profissionais”, explica ela.

O diferencial do evento é sua relação com as metas de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o debate de novas ideias, a AIESEC busca formar futuras lideranças com interesse em causar um impacto positivo na sociedade.

Um dos destaques será a apresentação de projetos autorais dos intercambistas da AIESEC, elaborados junto com a ONU e utilizando as metas.

Focados no empreendedorismo, os workshops vão ensinar os jovens a gerenciar o próprio negócio, construir uma empresa com propósito e lidar com perfis diferentes em times.

Durante o dia, será realizada uma feira de empregabilidade, com vagas disponíveis para os participantes. Entre as entidades e empresas confirmadas, estão a Movile, McKinsey, Fundação Lemann, Votorantim Cimentos, AkzoNobel, CIEE, PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Fundação Estudar, Gupy, Seja Trainee, Jovens na ONU e Vetor Brasil.

“A AIESEC acredita que os principais benefícios para os jovens no evento estão relacionados à construção de network, tendo contato direto com empresas relevantes e pessoas que são protagonistas nesse cenário”, fala a diretora.

As inscrições para o YSF podem ser realizadas pelo site e têm o custo de 100 reais.

Serviço

Local: Centro de Convenções Rebouças, na Avenida Rebouças, 600, São Paulo – SP
Data: 16 de janeiro, das 9h30 às 19h
Ingressos: R$ 100,00, pelo site

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Netflix: A regra é não ter regra

O teste para manter alguém no time é: se um indivíduo lhe contasse que iria embora, você lutaria bravamente por ele?
Por Maurício Benvenutti – O Estado de S.Paulo

Netflix HQ Los Gatos, Califórnia – EUA

O Netflix é uma das grandes empresas dessa nova era. Em seu manual de cultura, um trecho do livro O Pequeno Príncipe é apresentado: “Se você quer construir um navio, não chame as pessoas para coletar madeira, atribuir tarefas ou dar ordens. Em vez disso, ensine-as a desejar a imensidão do oceano.” Bonito, não? Mas, o que significa?

Uma das únicas regras do Netflix é não ter regras. Tudo é gerido com raríssimos controles. Para isso funcionar, há um foco monstruoso em só contratar talentos. Gente com desempenho adequado recebe uma generosa rescisão e vai embora. Não há espaço para medianos. O teste para manter alguém no time é: se um indivíduo lhe contasse que iria embora, você lutaria bravamente por ele? Duelaria com unhas e dentes para reverter isso? Se sim, a empresa vai tentar mantê-lo. Se não, esse empregado deve mesmo sair.

Para o Netflix, um ambiente de trabalho incrível é feito de colegas impressionantes. Por isso, o objetivo é ser um Dream Team onde todas as estrelas querem estar. 

Quando um novo funcionário entra, ele passa a conviver com duas palavras: liberdade e responsabilidade. Por liberdade, entende-se que as pessoas são livres para executar o trabalho da forma como acham melhor. Cada indivíduo prioriza atividades, toma decisões e assume riscos. Já a palavra responsabilidade reforça que todos são conscientes dos seus atos. Ou seja, você trabalha como deseja, mas é responsável pelas suas ações. Em alguns períodos do ano, o Netflix compartilha a visão do negócio para os próximos meses. É uma espécie de guia. Com esse artigo em mãos, cada pessoa, em conjunto com seus pares, estabelece as próprias tarefas, objetivos e metas. 

Não existe horário de trabalho. O empregado é avaliado pelos resultados, e não pelas horas trabalhadas. Também não há política de férias. Cada colaborador tira quanto tempo achar necessário. Além disso, em vez de possuir um setor para controlar gastos, a empresa só pede que as pessoas gastem o dinheiro da companhia como se fosse o delas. 

Para o Netflix, um talento excepcional produz mais e custa menos do que dois indivíduos regulares. Dessa forma, o objetivo é só ter gente extraordinária, responsável e bem remunerada. Por isso, os salários são baseados no mercado. Normalmente, cada profissional é estimulado a fazer entrevistas em outras empresas, identificar o seu valor e usar essa informação para negociar o quanto deve receber. Incrível, não?

O Netflix, portanto, criou um modelo que privilegia pessoas antes de regras. Lá, reina a máxima de William McKnight, presidente da 3M por décadas: “contrate estrelas e as deixe em paz”. Indivíduos talentosos prosperam na liberdade e são dignos de autonomia. Não é preciso ensiná-los a construir um navio. Basta, simplesmente, inspirá-los a cruzar o oceano. 

*É SÓCIO DA PLATAFORMA PARA STARTUPS STARTSE

Ficar em pé no trabalho não equivale a fazer exercícios

Quando a questão é sedentarismo e saúde, o importante é o contexto
Aaron E. Carroll, The New York Times

Os benefícios da posição em pé em termos de saúde provavelmente estão sendo superestimados, mostram novas pesquisas. Foto: Kendrick Brinson para The New York Times

Sabemos que fazer uma atividade física é muito bom para a nossa saúde, enquanto o sedentarismo não é.  Alguns extrapolam o conceito acreditando que, em geral, deveríamos evitar permanecer sentados, mesmo no trabalho. Talvez em função disto, as mesas para trabalhar em pé viraram moda, e estão sendo aconselhadas por alguns profissionais de saúde.

No entanto, as pesquisas sugerem que o alarme por permanecermos sentados é exagerado, e que as mesas para se trabalhar em pé não contribuem muito para uma saúde melhor.

“Profissionais de saúde bem-intencionados e alguns fabricantes de móveis de escritório insistem que mesas que permitem trabalhar em pé são uma maneira de melhorar a saúde cardiovascular”, afirmou David Rempel, professor de medicina na Universidade da Califórnia, em San Francisco. “Entretanto, não há nenhuma evidência científica que respalde estas recomendações”.

E acrescentou: “Alternar a posição em pé e sentada usando um computador poderá ser útil para algumas pessoas com dores na extremidade inferior da coluna ou no pescoço”, mas elas não devem iludir-se de estarem fazendo exercício.

Diversos estudos constataram uma associação significativa entre permanecer sentados por um período prolongado ao longo de 24 horas e o aumento do risco de doenças cardiovasculares. Uma pesquisa de 2015, por exemplo, que acompanhou mais de 150 mil idosos por quase sete anos em média, constatou entre os que permaneciam sentados por pelo menos 12 horas por dia, uma mortalidade consideravelmente mais elevada do que entre os que sentavam por menos de cinco horas por dia.

Outro estudo de 2015, que acompanhou mais de 50 mil adultos por mais de três anos, também encontrou esta relação. Entretanto, mostrou o que importa é o contexto. Permanecer sentados por um tempo prolongado em determinadas situações, inclusive no trabalho, não apresentou este mesmo efeito.

O sedentarismo em si talvez não seja o problema, mas é possível que aponte para outros fatores de risco. 

Pessoas desempregadas ou mais pobres, que provavelmente apresentam uma taxa mais elevada de mortalidade, 

podem passar mais tempo sentadas em casa.

Uma análise sistemática publicada no “American Journal of Preventive Medicine” constatou que muitos estudos identificaram associações entre permanecer sentados no trabalho e uma saúde mais comprometida. 

Mas quando avaliaram estudos prospectivos – acompanhando grupos de pessoas ao longo do tempo – que poderiam confirmar melhor uma relação causal, notaram que não existem muitas evidências respaldando este fato.

Um estudo longitudinal de mais de 38 mil pessoas publicado pela revista “Occupational and Environmental Medicine” constatou que permanecer de pé ou andar mais de seis horas  por dia no trabalho implicava um aumento do dobro ou mesmo do triplo da necessidade de cirurgia das varizes, que estão relacionadas a um maior risco de doenças arteriais e a problemas cardíacos.

Vários países têm aconselhado as pessoas a permanecerem mais de pé do que sentadas no trabalho. Alguns chegaram a declarar que “o sedentarismo é o novo tabagismo”.

Mas permanecer de pé não é um exercício.

Muitas instituições de saúde recomendam que as pessoas façam breves pausas no trabalho a fim de andar um pouco. Substituir a posição sentada pela em pé não atende a estas recomendações e pode até fazer com que as pessoas pensem equivocadamente que estão se exercitando suficientemente.

As mesas para ficar de pé são boas para quem gosta delas. Ocorre que provavelmente a maioria das pessoas não necessita delas.

Fiamma Zarife, big boss do Twitter, fala sobre autossabotagem, angústia e sentir-se intimidada

Sim, altíssimas executivas são tão humanas quanto eu e você. Elas falham, sentem-se inseguras, intimidadas. Mas altíssimas executivas dignas da nomenclatura falam a respeito. E sabem que isso só as torna mais interessantes. Por isso, uma salva de palmas a Fiamma Zarife, diretora geral do Twitter. Num papo franco com Mônica Salgado, ela humaniza o sucesso como você nunca viu

Fiamma Zarife e Mônica Salgado (Foto: Arquivo pessoal)

“Melhor pedir perdão que permissão.” Uau, frase de efeito para levar para a vida. Cautelosa, Fiamma me explica que, quando a colocou em prática, numa das empresas pelas quais passou, tinha a bênção do então presidente. “Fiz muita coisa inovadora pensando assim. Ousar é preciso, mas tem que ser um risco controlado”, explica, acrescentando que, nos casos de multinacionais, quando se está longe da matriz “é necessário fugir um pouquinho dos guidelines para se adaptar ao mercado local”.

Hum, fugir dos guidelines talvez seja uma marca registrada da executiva? Pode bem ser. Aos 47 anos, a paulistana de origens árabe e italiana é formada em publicidade e propaganda, com pós em marketing, Fiamma já foi vice-presidente de conteúdo e serviços da Samsung na América Latina e passou por Claro, Oi e Petrobras Distribuidora, entre outras companhias. Bem-sucedida? Dã, obviamente! Mas a fim de compartilhar as vezes em que não se sentiu tão digna assim deste sucesso? Opa, isso é para poucas. Fugir dos guidelines, neste relato, significa fugir dos clichês de perfeição do que se convencionou chamar de sucesso. Com vocês, Fiamma Zarife.

“Me sabotei assim que descobri estar grávida”

Impressionante como a autossabotagem acomete muito mais as mulheres. Não apenas vejo isso acontecer ao meu redor. Vivi isso. Quando engravidei da minha filha, hoje com 15 anos, tive a maior cautela para contar a todos. Isso porque dez semanas antes havia perdido um bebê. E tinha contado pra Deus e o mundo. No fim, foi mais difícil gerenciar a frustração alheia do que a minha própria. Então, decidi esperar pelos três meses… mas o plano não saiu como desejado. Estava respeitando esse prazo quando, sem aviso prévio, meu chefe reuniu a equipe e anunciou minha promoção.

Atônita, fui à sala dele e disse: “Estou grávida. Fique à vontade para rever sua decisão”. Ele olhou bem pra mim: “Volte para o seu lugar porque ainda temos oito meses…”. E foi um dos períodos mais produtivos da minha carreira. Saí de licença numa sexta, e ela nasceu domingo. As pessoas me falavam: “Sabe que você terá que diminuir o ritmo, né?”. Isso me angustiava. Por quê? Amo meu trabalho. Não quero abrir mão de nada. Quero TUDO. E escolhi ser uma mãe workaholic. Até agora, está dando tudo certo.

“Ninguém me contou que a licença maternidade seria tão angustiante. E que eu sentiria falta do trabalho”

Vou resumir o sentimento: é como se você estivesse num ônibus em alta velocidade e de repente ele freia bruscamente e você é atirada para fora – sendo o ônibus uma metáfora da vida. Olhava para as pessoas na rua e pensava se algum dia andaria livremente de novo. É um mix de sentimentos. Você quer viver a maternidade, mas não se desconectar da vida lá fora. Na época, grandes mudanças aconteciam na empresa, um novo chefe havia chegado. Eu mandei até email para ele me apresentando, explicando porque estava fora. Como se precisasse… pode?

A verdade é que comecei a curtir de verdade no terceiro mês da licença. Tirei quatro e optei por usufruir dos 30 dias de férias mais tarde. Não aguentava mais ficar em casa.

Mas… quando você volta, percebe que está tudo lá, nada mudou de fato. Foi tudo tão intenso para mim que demorei sete anos para ter meu segundo filho, hoje com oito. A experiência é tão diferente! Tem uma previsibilidade, você sabe o que te espera. Fora que eu estava muito mais estabilizada emocional e profissionalmente.

“Tive muito medo de fracassar quando fui chamada para o cargo de diretora geral aqui do Twitter. E tentei me sabotar de novo”

Simplesmente não me sentia preparada. Inclusive, existem pesquisas que mostram que as mulheres precisam se sentir 100% preparadas para assumir cargos, enquanto os homens os aceitam sentindo-se 60% prontos. Hoje, percebo que, uma vez no cargo, você vai compondo, perseguindo os 100%.

Atenção: fazia apenas um ano e meio que estava na empresa. Entrei em 2015, como head de agência, responsável pelo relacionamento com  as agências de publicidade. Meu chefe, Guilherme Ribenboin, um dia me chamou na sala para dizer que estava indo para o Twitter de Nova York. Falei: “Puxa, que demais, parabéns! E quem é a pessoa que assumirá seu cargo aqui?”. Ele respondeu: “Você!”. No ato, aleguei que a pessoa não era eu, que havia ali gente muito mais merecedora, com mais tempo de casa. Cheguei a levantar uma lista de nomes para ele.

Guilherme me lembrou das qualidades que eu tinha. Palavras dele: postura, liderança, musculatura corporativa. Seria, segundo ele, a guardiã da cultura do Twitter no Brasil, uma conectora entre as áreas – características importantes para o esquema matricial em que operamos. Existem 12 áreas aqui que não se reportam a mim, e sim à matriz. Sob minha coordenação, tenho a área de vendas.

Enfim, depois de uma entrevista com o COO global, assumi como diretora geral no início de 2017.

“Fiquei intimidada na entrevista com o COO global do Twitter”

Sem dúvida, a entrevista mais difícil que já tive. Tinha que passar pelo crivo dele para ser de fato efetivada. Anthony Noto, então COO (chief operating officer), é um homem bastante sério. Tenho profundo respeito pela história dele. Ok, admito, ele inspira um pouco de medo. Me preparei muito para o encontro. Estudei balanço, tudo o que você imaginar sobre o Twitter. Mas sabe quando você estuda para uma prova e não sabe o que vai cair? Era assim que me sentia. Não tinha ideia do que ele perguntaria.

Durante o papo, eu estava sentada, e ele em pé, me olhando de cima. Isso não ajudou em nada. Além disso, Anthony é de difícil leitura. Eu não sabia se estava agradando. Foi então que ele me fez uma pergunta curiosa: “Quem ficaria chateado se você assumisse o cargo?”. Eu respondi: “Acho que todo mundo ficaria feliz”. ele gostou. Tenho a sensação de que essa resposta definiu meu futuro. E o resto é história. [Mônica Salgado]

Quem trabalha 40 horas por semana nunca vai mudar o mundo, diz Elon Musk

Perguntaram para o CEO da Tesla quantas horas exatamente as pessoas devem trabalhar por semana para mudar o mundo
Por Nathan Crooks, da Bloomberg

Elon Musk: às vezes ele dorme na empresa

O CEO da Tesla, Elon Musk, diz que sabe quantas horas por semana você precisa trabalhar para mudar o mundo, e não são poucas.

“Há lugares muito mais fáceis de trabalhar, mas ninguém mudou o mundo trabalhando 40 horas por semana”, disse em um tuíte, após dizer que SpaceX, Tesla, Boring Company e Neuralink são os lugares a escolher se “você quer fazer acontecer”.

Indagado por um usuário quantas horas exatamente as pessoas devem trabalhar por semana para mudar o mundo, ele respondeu que 80 era um número sustentável, com picos acima de 100 às vezes.

“O nível de dor aumenta exponencialmente acima de 80”, alertou.

Os comentários vêm à tona no dia seguinte à transmissão de uma entrevista do website Axios com Musk, na HBO, em que ele revelou que a Tesla esteve a poucas semanas da falência financeira durante o esforço frenético e caro para acelerar a produção do sedã Model 3.

“A empresa estava sangrando dinheiro enlouquecidamente e se não resolvêssemos os problemas em muito pouco tempo, morreríamos”, disse Musk, que sabidamente dorme às vezes em sua fábrica, na entrevista.

Demanda explode e estes 5 profissionais viram “moscas brancas” no mercado

Consultoria de recrutamento Hays ranqueou os cargos mais demandados pelas empresas do Brasil numa das áreas mais quentes de trabalho
Por Camila Pati

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Candidatos a vaga de emprego: profissionais raros no Brasil (Foto/Thinkstock)


São Paulo – Na consultoria de recrutamento Hays, uma das maiores do Brasil, a demanda por profissionais ligados às diversas áreas que envolvem transformação digital nas empresas cresceu 44% de 2015 até o ano passado.

E quando a diretora da Hays Caroline Cadorin olha para o futuro, ela enxerga horizonte ainda mais promissor sobretudo para cinco funções, cujas nomenclaturas são mais utilizadas em inglês, idioma que é pré-requisito para 9 entre 10 cargos na área de tecnologia.

No jargão de recrutamento, Caroline e seus colegas de área chamam estes profissionais de moscas brancas (termo usado para especialistas difíceis de encontrar no mercado):

1. Especialista ou arquiteto de cloud: profissional que comanda a mudança da infraestrutura da empresa passando dados dos servidores para a nuvem.

2. Profissional de digital labs: responsáveis por desenvolver laboratórios digitais para testar novas tecnologias e processos.

3. Líderes de digital transformation: é quem vai ficar responsável por gerir o processo de transformação digital que exige mudança de metodologia, cultura e tecnologia.

4. Product Owner e Project Manager: a necessidade no que diz respeito à gestão de produtos e projetos parte de empresas que adotaram metodologia ágil. A busca mira profissionais que trabalhem em modelo de SQUAD – pequenos times multifuncionais.

5. Desenvolvedor: responsáveis por programar e criar softwares/plataformas/ aplicativos.

O perfil de tecnologia aliado ao conhecimento do negócio é uma regra para todos eles. “ Senso de dono, pensamento voltado em como contribuir fazem parte do perfil que deixa de ser só técnico para ser empreendedor”, explica.

A executiva atribui a tendência de alta à ampliação do uso da tecnologia pelas empresas no Brasil. “Nesse último período, para além das empresas de tecnologia e startups, começou um movimento de transformação digital nas indústrias mais tradicionais”, explica.

Nesse domínio, empresas de bens de consumo e serviços, como bancos e instituições financeiras, são as que mais contratam, mas a distribuição da necessidade é uma realidade, inclusive geograficamente.

Embora haja obviamente mais profissionais disponíveis nos grandes centros urbanos como São Paulo e interior do estado e Rio de Janeiro, partes da região Sul, as oportunidades profissionais estão espalhadas pelo país. “É uma área que pede mobilidade”, diz Caroline. Horários flexíveis e trabalho remoto são benefícios bastante frequentes nessas áreas.

Ela vê muitos profissionais saindo de empresas de tecnologia para fazer parte da transformação digital de empresas de outros setores. “Existe uma migração de indústrias dependendo do mercado”, diz.

Os salários, segundo ela, variam bastante de acordo com a experiência do profissional, do setor e tamanho da empresa. Ela prefere não cravar valor médio em nenhuma das funções e diz que há muita flexibilidade na negociação.

Maioria das empresas não possui programas de inclusão e diversidade

Especialista em diversidade diz que desafio é promover a inclusão de grupos diversos e condena piadinhas preceituosas no local de trabalho
Por Fabiana Futema

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Para 62% dos profissionais de RH, as empresas não estão preparadas para lidar com a diversidade (iStock/Getty Images)


Empresas que possuem políticas de inclusão e diversidade para grupos que mais sofrem discriminação – como mulheres, negros, deficientesLGBT – ainda são minoria no país. Seis em cada dez companhias não possuem nenhum programa, segundo pesquisa realizada pelo site vagas.com com profissionais de Recursos Humanos. Entre as que informaram oferecer esse tipo de programa, a maioria é para pessoas com deficiência (88%).

Para 62% dos profissionais de RH, suas empresas não estão preparadas para lidar com a diversidade. Outros 25% acreditam que as companhias não estão aptas a tratar do tema. Só 10% afirmam que suas corporações estão prontas para essa questão.

Para Ana Pellegrini, coordenadora do programa de diversidade da Uber na América Latina, a criação de políticas de inclusão melhora o ambiente de trabalho. “Quando não existe o comprometimento institucional com a diversidade, as pessoas não se sentem à vontade, ficam inibidas e sem poder ser quem elas são. Quando se tem um programa para grupos minorizados, se fala sobre o assunto, mostra-se a importância dele, o ambiente fica melhor.”

Mas não basta criar programas de diversidade. Cris Kerr, especialista em diversidade e inclusão, diz que o grande desafio é fazer inclusão desse público. “O que as empresas fazem hoje é diversidade, contratam um monte de pessoas diversas, mas não incluem. É como se fizessem uma festa, convidassem homens, mulheres, brancos, negros, LGBT e deixassem todos eles sentados, não chamassem ninguém para dançar. Eu falo que trouxe todo mundo, mas não incluí ninguém.”

Segundo ela, esse tema começa a preocupar as empresas, mas pouca coisa tem sido feita para melhorar a inclusão. “Incluir é dar voz para essas pessoas se sentirem pertencentes àquele time.”

Cris afirma que a maioria dos programas de diversidade e inclusão estão em empresas multinacionais. “A matriz adotou e determinou que o Brasil também fizesse algo. As iniciativas nacionais próprias são raríssimas.”

Diretora jurídica da Uber, Ana foi a primeira funcionária LGBT da companhia. Ela demorou anos para sair do armário no ambiente do trabalho e hoje coordena políticas de inclusão na corporação. Uma das iniciativas é a possibilidade de que motoristas transexuais adotem o nome social mesmo antes de terem finalizado o processo de transição de gênero. A Uber foi reconhecida pela Glassdoor, serviço on-line de recrutamento e seleção de talentos, como a empresa número 1 em práticas de contratação igualitárias para pessoas LGBTQ+.

A inclusão do público LGBT nas corporações passou a ser tema de uma campanha lançada nesta semana pela ONU (veja vídeo abaixo). O objetivo é combater a discriminação no ambiente de trabalho e fortalecer o envolvimento das empresas na promoção da igualdade de direitos e tratamento justo da população LGBT.

Chega de piadinha

Para incluir os funcionários diversos, Cris diz que é preciso haver uma mudança de postura a partir dos principais cargos de chefia. “Não adianta a empresa montar o programa e aí um chefe chega e fala: ‘olha as luluzinhas’ ou ‘olha o comitê dos gays’. O líder tem que dar exemplo, não pode fazer piada.”

Ela cobra outras mudanças. “Por que apenas as mulheres fazem anotações em reuniões de trabalho? Não pode haver um revezamento