Jourdan Dunn denuncia racismo no mundo da moda: ‘Me pagam menos pela minha cor’

Supermodelo comparam seu salário com os de Cara Delavigne e Karlie Kloss

JOURDAN x YEEZY x JORDAN

Com campanhas de alta moda no currículo, Jourdan Dunn aparenta não ter o que reclamar. Só aparenta. Em entrevista ao jornal The Sun, a supermodelo britânica denunciou o racismo que ainda existe no mundo da moda, alegando que sua remuneração é muito menor em função do seu tom de pele.

Para explicar a questão, a modelo deu como exemplo a desigualdade no valor do pagamento comparando com o de suas amigas Cara Delavigne e Karlie Kloss.

“Lembro que a taxa da Cara e da Karlie eram diferentes da minha, embora estivéssemos fazendo os mesmos trabalhos. Quando eu penso sobre isso é tão ruim. Qual é a diferença? Mas claramente a diferença é o tom da pele. Mas agora eu sei o meu valor e vou pedir por isso”, afirmou a modelo.

Jourdan, que está noiva do rapper britânico Dion Hamilton, disse que admirava a modelo negra norte-americana Chanel Iman em desfiles de moda e explicou a preferência:

 “Nos bastidores dos shows, Chanel diria se ela não gostasse de algo com seu cabelo e maquiagem. Normalmente, eu apenas sustentaria e, em seguida, estaria no banheiro para trocar tudo, pois não quero ofender ninguém”, começou ela, que continua: “Mas ao vê-la fazer isso, percebi no final do dia que sou uma marca e preciso ter uma determinada aparência e preciso ter certeza de que estou bonita de uma forma que não seja desrespeitosa.”

Em conversa com o podcast do TTYA Talks, ela acrescentou que está trabalhando para fazer a diferença na indústria.

 “Agora, quando eu tenho a direção criativa de ser capaz de escolher quem eu quero nas fotos, sempre me certifico de trazer jovens criativos negros”.

Alex Rodriguez joga indireta para Ben Affleck e Jennifer Lopez

Recentemente, casal de atores foi visto passando um tempo juntos, aumentando os rumores de que haviam reatado o relacionamento

Alex Rodriguez jogou indireta para Jennifer Lopez e Ben Affleck Foto: Getty Images

Parece que Alex Rodriguez não está engolindo muito bem a reaproximação de Jennifer Lopez e Ben Affleck. Questionado, recentemente, por um fotógrafo sobre como se sentia com a possível volta dos atores, o ex-jogador de baseball se limitou a jogar uma indireta, de acordo com o Page Six.

“Vai Yankees”, disparou Rodriguez, querendo afrontar Affleck, que é torcedor roxo do Boston Red Sox, maior rival dos Yankees no baseball. Inclusive, o ator já havia revelado numa entrevista ao New York Times que até se recusou a usar um boné dos Yankees na cena de um filme que fez.

Affleck e Lopez foram fotografados publicamente em Los Angeles, no final de abril, após a separação da cantora de Rodriguez. Uma fonte ainda relatou que o ex-jogador está “chocado” com essa situação. 

Na semana passada, de acordo com fontes, o casal de atores passaram vários dias de férias juntos na área Big Sky de Montana, onde foram vistos dirigindo juntos em 8 de maio.

Uma fonte disse à People que Lopez “se divertiu muito com Ben”, acrescentando: “Ela está feliz e gosta de passar o tempo com ele.”

Lopez e Affleck se envolveram em 2002 e estrelaram os filmes Jersey Girl e Gigli. Casaram-se em 2003 e terminaram o matrimônio em 2004.

Maturidade é poder! Por dentro da Vogue de maio estrelada por Cindy Crawford

Diretora de conteúdo da Vogue, Paula Merlo comenta sobre a edição de maio da Vogue, que celebra a maturidade e o espírito ageful
PAULA MERLO

Cindy Crawford é a estrela da Vogue Brasil de maio (Foto: Luigi & Iango)

Quanto mais perto dos 40 eu chego (ano que vem!), mais observo a evolução e a mágica que circunda as mulheres que já vivem dez, 15 anos à frente de mim. Penso primeiro na minha mãe, Valéria, de 58 anos, professora com uma carreira brilhante, leitora voraz de tudo que é intenso, de uma curiosidade tremenda, mãe e avó fashionista de quem herdei a paixão por calça jeans e clogs, tão bem amada e cheia de amor para dar, superanalisada e de um profundo conhecimento sobre si mesma.

As marcas do tempo, naturalmente, estão lá, estampadas no rosto, presentes no corpo. Mas, curiosamente, minha mãe tem se arriscado com maior frequência e está mais leve que nunca. Mais bonita e dona de si também. O segredo, percebi, é não ir contra o relógio, ou tentar apagar, esconder a idade, como sugere o termo ageless, mas aproveitar o melhor do momento. Pensei bastante sobre isso e, após longas conversas internas com o time, rebatizamos para Sua Idade a nossa plataforma Sem Idade, lançada em maio de 2018 no site da Vogue Brasil. Afinal, acreditamos no “ageful“, em viver cada etapa de maneira plena.

Nesta edição, nosso aniversário de 46 anos, apresentamos muitas mulheres que vão ao encontro desse estado de espírito. A começar por Cindy Crawford, de 55 anos, que posa pela primeira vez para a Vogue Brasil, mais poderosa do que nunca. Pedro Sales, nosso diretor de moda, conta os detalhes desta capa histórica no seu Ponto de Vista, na página 116.

Diversidade, um dos Valores Vogue, passa também por retratar e incluir em seu conteúdo digital e e impresso mulheres de 50+, que durante um tempo foram esquecidas pelo mercado da moda, ávido por atrair as gerações mais jovens, seus novos consumidores. Essa história já começou a mudar, como conta Camila Yahn em Maturidade, Liberdade, Felicidade, uma análise à volta de mulheres mais velhas às passarelas, campanhas e até ao comando de maisons, caso de Maria Grazia Chiuri (57 anos) na Dior e de Virginie Viard (59) na Chanel.

Com orgulho, trazemos este mês a trajetória e a luta de Vilma Reis, 52 anos, socióloga dedicada a combater o racismo ao longo de toda a sua vida e, não à toa, admirada por Angela Davis. Para ler, refletir e arregaçar as mangas.

Em maio e sempre, acreditamos que maturidade é poder.

Fotos: Luigi & Iango
Edição: Pedro Sales
Beleza: Georgi Sandev
Direção de arte: Julia Filgueiras
Coordenação de moda: Tanya Ortega (NY)
Cabelo: Akki Shirakawa
Direção de moda: Pedro Sales
Light Design: Dean Dodos
Direção executiva: 2b Management
Coordenação: Monica Borges e Chris Malaquias
Digital tech: Kenyon Parks e Haren Mehta
Assistente de fotografia: Daren Thomas
Assistente de stylist: Alexis Ayala
Assistente de produção: Olivia Haven
Nail artist: Gina Edwards

Melinda quis divórcio de Bill Gates após ligação do marido com Jeffrey Epstein

Os encontros de Bill Gates e Epstein não agradavam Melinda; Epstein foi encontrado morto na cadeia antes de ser julgado pelos casos de crimes sexuais em 2019

 A amizade de Gates com Epstein não agradava Melinda, que expressou o sentimento ao então marido
 A amizade de Gates com Epstein não agradava Melinda, que expressou o sentimento ao então marido

A separação de Melinda e Bill Gates já estava com data marcada e poderia ter acontecido ainda antes: em 2019. Segundo o jornal americano Wall Street Journal, Melinda fez a primeira consulta sobre o divórcio ainda em 2019, depois da aproximação de Gates com Jeffrey Epstein, acusado por crimes sexuais e morto na prisão antes de seu julgamento. 

A amizade de Gates com Epstein não agradava Melinda, que expressou o sentimento ao então marido. Ainda assim, Bill Gates continuou as visitas ao criminoso, que se estendiam desde 2008, com estadias na casa de Epstein em Manhattan. Outras personalidades, como Bill Clinton e Donald Trump, também eram ligadas ao criminoso na época. Gates também informou à imprensa que não tinha nenhum tipo de negócio ou empresa junto a Epstein. 

O episódio levou Melinda a ligar diversas vezes para seu advogado em 2019 e pedir orientação sobre o divórcio, afirmando que o “casamento já estava quebrado” — mesma expressão que usou no contrato de separação que assinou com Gates e que lhe deu US$ 1,8 bilhões em ações de empresas que o ex-casal tinham juntos. 

O divorcio do casal aconteceu no último dia 3 de maio e foi oficializado por um acordo assinado por ambos. Além disso, um processo de divórcio corre na corte americana para administrar a divisão da fortuna do ex-casal. Uma audiência já está marcada para abril de 2022. Bill e Melinda tiveram três filhos juntos e criaram a Fundação Bill e Melinda Gates. Em nota, a instituição afirmou que nada vai mudar na administração ou no trabalho da fundação por conta do divórcio. 

Tom Cruise devolve seus três prêmios Globo de Ouro em meio à controvérsia

Ator se junta a organizações boicotando a Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood por lentidão para reformar sua falta de diversidade

Tom Cruise (Foto: Reprodução/Instagram)

Tom Cruise se juntou a outras celebridades e organizações protestando contra a Hollywood Foreign Press Association (Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood), que é a organizadora do Globo de Ouro, e mostrou sua indignação simplesmente devolvendo os três prêmios que ganhou no evento: os de Melhor Ator que ele ganhou por Jerry Maguire e por Nascido em 4 de Julho e o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por Magnolia.

Segundo o site Deadline, o ator mandou seus troféus de volta para a sede a associação (HFPA, na sigla em inglês), nesta segunda (10), e a atitude dele pode fazer com que outras grandes estrelas de Hollwyood sigam seu exemplo.

A rede NBC cancelou a transmissão do Globo de Ouro em 2021, e empresas como a Netflix e a Amazon já reclamaram da lentidão da associação para ter mais diversidade em seus quadros – em março foi revelado que o grupo não tinha um único membro negro e que era em sua maioria composta por homens.

Angelina Jolie pretende trabalhar mais para a ONU que para o cinema

Atriz diz que ainda não está se aposentando da tela grande, mas o trabalho internacional será seu foco no futuro
Jake Coyle, AP / NOVA YORK

Angelina Jolie, enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em entrevista coletiva durante visita no vale Bekaa, Líbano, em 2016.  Foto: Reuters/Mohamed Azakir

Taylor Sheridan, inicialmente contratado para reescrever o thriller Aqueles que me Desejam a Morte, aos poucos passou a investir mais no filme. Quando outro cineasta desistiu, ele ligou para o estúdio com uma oferta. “Falei: se eu conseguir trazer Angie comigo, vou fazer a direção para vocês”, diz Sheridan. “E eles disseram: ‘Ótimo. Só que você nunca vai conseguir trazer a Angie’”.

O ceticismo por parte dos executivos da Warner Bros. era justificado. Angelina Jolie, cujas prioridades se centram na produção cinematográfica, no trabalho internacional e na família, não protagoniza um filme de live-action há seis anos. Na última década, seus únicos papéis principais foram em dois filmes, Malévola e À beira mar, que ela dirigiu e estrelou ao lado do então marido Brad Pitt. Mas Sheridan chegou no momento certo. Passando por um divórcio doloroso e demorado, Jolie estava mais interessada num papel mais rápido e simples no set. E o papel de uma socorrista de Montana assombrada pelo trauma e pela culpa seria potencialmente catártico.

“Nas nossas vidas todos temos momentos em que estamos arrasados. E sofremos e não temos certeza se sobrou alguma coisa dentro de nós”, disse Jolie numa entrevista por Zoom, direto de Los Angeles. “Eu me identifiquei mais com uma parte dela que sentia que ela não conseguia fazer muita coisa e não tentava havia muito tempo. Estar nesta situação e ter um diretor sensível e ao mesmo tempo atento à experiência humana, ir lá e sentir tudo isso, mas também fazer de tudo para encontrar a sua força e seguir em frente – era realmente o que eu precisava naquela época”, diz Jolie.

Aqueles que me Desejam a Morte, que estreia no dia 27 de maio nos cinemas nacionais, é uma anomalia por outros motivos também. É um filme de gênero, protagonizado por estrelas e feito por um grande estúdio que não se baseia em propriedade intelectual conhecida. (O filme é baseado no livro de 2014 de Michael Koryta). Assim como os filmes anteriores de Sheridan – A Qualquer Custo (Hell or High Water), Sicário (ambos os quais ele escreveu) e Terra Selvagem (que Sheridan escreveu e dirigiu), trata-se de uma história de sangue e justiça numa vasta e violenta paisagem americana.

Angelina Jolie no filme ‘Aqueles que Me Desejam a Morte’, em que salva a vida de um garoto.  Foto: Emerson Miller/Warner Bros

“Soar millennial é muito a minha marca”, diz Sheridan, rindo. “Mas o que é único é que fizemos isso dentro de um estúdio. É um filme de estúdio e eles confiaram na gente. Fizemos tudo como se fosse um filme dos anos 70. E eles o promoveram como um filme dos anos 70. O maior elemento do século 21 é o fato de que você poderá fazer o streaming ou ir ao cinema”.

Em Aqueles que me Desejam a Morte, a Hannah Faber de Jolie encontra um menino de 12 anos (Finn Little) no deserto, fugindo de dois assassinos. A cena foi filmada no Novo México em maio e junho de 2019 – um mês depois que um tribunal declarou Jolie e Pitt legalmente separados. (A batalha pela custódia de seus seis filhos ainda está em andamento).

A neve ainda estava caindo nas montanhas. Além dos ambientes naturais, Sheridan ergueu uma floresta falsa e a incendiou. Jolie, estrela de Sr. & Sra. SmithSalt e Lara Croft: Tomb Raider, fez muitas de suas cenas de ação. Sheridan, acostumado a fazer filmes em locações distantes, tinha poucos luxos a oferecer além de aquecedores em tendas e serviços de bufê majestosos. Ele alegremente relembra que a experiência foi terrível.

“Você sabe, a personagem meio que arrasta a Angie para um inferno emocional, e então eu a arrastei para um inferno físico”, diz Sheridan, fazendo quarentena remota à beira de um lago em Ontário. “Foi assim que fizemos o filme”. “E eu me diverti muito o tempo todo”, diz Jolie, sorrindo.

Jolie será vista em Os Eternos, da Marvel, da diretora de Nomadland, Chloé Zhao – outra cineasta atraída pelas novas histórias das velhas fronteiras americanas. Foi uma pausa na direção para Jolie, que pela última vez dirigiu First They Killed My Father, de 2017, um drama sobre de genocídio cambojano. “Eu prefiro dirigir, mas atuar me dá mais tempo em casa”, diz Jolie. “É um compromisso menor”. Ainda assim, as chances de tais atuações estão diminuindo. A pandemia, diz Jolie, de 45 anos, tem sido um momento de reavaliação – e os filmes são uma prioridade cada vez menor.

“Eu meio que estava passando mais tempo em casa, apesar de tudo, por diferentes motivos familiares. Mas, se antes eu gastava metade do meu tempo no meu trabalho internacional, acho que agora vou gastar 80% do meu tempo. Vou trabalhar menos com filmes. Não abrir mão de nada, mas fazer muito menos”, diz Jolie. “Estou mudando mentalmente para uma fase diferente da minha vida”.

Jolie é enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados desde 2012. Ela aplaude o presidente Joe Biden e sua recente expansão nas admissões de refugiados nos Estados Unidos, mas vê a crise global piorando, especialmente à medida que os países que estão enfrentando a pandemia recuam na ajuda externa.

“Na última década, vimos os números dobrarem. Estamos olhando para 80 milhões de pessoas emigrando. Muitas dessas pessoas estão deslocadas por causa do clima e da maneira como o clima está mudando, e isso vai continuar mudando”, diz Jolie. “Se não levarmos a sério, veremos um colapso completo de muitas coisas para muitas pessoas. Ou então este pode ser o ponto de virada em que todos nos unimos”.

 Tradução de Renato Prelorentzou.

No fim de semana de Dia das Mães, Meghan Markle faz discurso em que destaca a importância de ações em prol das mulheres: ‘desproporcionalmente afetadas pela pandemia’

Grávida de uma menina, ela comentou ainda que é preciso de ações imeadiatas para garantir um futuro de igualdade e sucesso para todas

Meghan Markle faz discurso em prol das mulheres no fim de semana de Dia das Mães Foto: POOL New / REUTERS

Durante uma live do Global Citizen, a Duquesa de Sussex, que está esperando seu segundo filho, uma menina, discursou sobre as dificuldades de ser mulher. Ainda mais durante a pandemia quando elas “foram afetadas de forma desproporcional por esta pandemia “, disse Meghan. “As mulheres, e especialmente as mulheres negras, viram sua renda ser zerada. Desde o início da pandemia, quase cinco milhões e meio de mulheres perderam o trabalho nos Estados Unidos e espera-se que mais 47 milhões de mulheres em todo o mundo entrem na pobreza extrema “, continuou.

“Meu marido e eu estamos emocionados por, em breve, darmos as boas-vindas a uma filha. É um sentimento de alegria que compartilhamos com milhões de outras famílias ao redor do mundo. Quando pensamos nela, pensamos nos desafios que passam todas as meninas do mundo”, disse Meghan. “O sucesso delas depende das decisões que tomamos agora e das ações que colocamos em prática para preparar um amanhã com igualdade”.

Ellen DeGeneres vende a própria casa e vai morar com a Monica, de ‘Friends’

Ellen DeGeneres está morando na casa de Courteney Cox

Recentemente, Ellen DeGeneres vendeu sua mansão em Beverly Hills, onde morava com a mulher, Portia de Rossi. Pouca gente soube, no entanto, que depois do imóvel ser desocupado, a apresentadora foi morar com Courteney Cox, que interpretou Monica Geller em “Friends”.

Ellen entrevistou a atriz em seu programa exibido ontem, e falou sobre a situação inusitada que elas atravessam — as duas são muito amigas há alguns anos. A apresentadora brincou dizendo que está se referindo a Cox como sua “senhoria”, mas ela a corrigiu: “Não me considero sua senhoria, me considero sua colega de quarto”.

“Sim, somos companheiras de quarto. Não nos vemos muito, mas somos companheiros de quarto”, rebateu Ellen, aos risos. Ela explicou em seguida que a mudança não foi ocasionada por uma crise em seu casamento, como especulado pela imprensa norte-americana nas últimas semanas.

Ela disse: “Devo explicar. Não estou tendo problemas conjugais. Não estou fora de casa porque… Não estou morando com Courteney Cox porque fui expulsa de casa”, ironizou. “Vendemos nossa casa aqui em Beverly Hills e eu precisava de um lugar para ficar. (Courteney) foi gentil o suficiente para dizer, ‘Sim, fique na minha casa'”.

Questionada sobre como se sente ao dividir a casa com Ellen, Courteney não perdeu a chance de fazer graça. “Bem, Ellen, vamos apenas colocar desta forma: em primeiro lugar, você sabe, você é o meu guru do estilo. Então, eu estava nervosa sobre você ficar aqui, sendo que eu não refiz isso. Então, limpei e tirei tudo do lado direito do banheiro para que você tivesse seu espaço nas gavetas”.

Questionada sobre como se sente ao dividir a casa com Ellen, Courteney não perdeu a chance de fazer graça. “Bem, Ellen, vamos apenas colocar desta forma: em primeiro lugar, você sabe, você é o meu guru do estilo. Então, eu estava nervosa sobre você ficar aqui, sendo que eu não refiz isso. Então, limpei e tirei tudo do lado direito do banheiro para que você tivesse seu espaço nas gavetas”.

“Eu estava realmente pronta para você e então minha assistente foi lá no dia seguinte depois que você saiu e (eu perguntei): ‘Como está? Está tudo bem?’. E ela disse: ‘Parece ótimo’. Eu disse: ‘Mostre-me ao redor’, e foi como, de repente, ‘Espere um minuto. A escova de dente de Ellen está do meu lado’. Eu estava tipo, ‘Bem, onde está minha maquiagem?’. Então, essencialmente, você é uma péssima colega de quarto. Você assumiu o meu lado e o seu lado”, disparou Courteney.

Ellen então contou que a culpa, na verdade, era de sua mulher. “Eu só tenho um lado e ela esteve lá uma noite”, disse ela.

Michelle Pfeiffer diz que envelhecer foi ‘incrivelmente libertador’

Atriz diz que hoje não se preocupar tanto com o que os outros pensam
RUTH LA FERLA

Michelle Pfeiffer – Olivia Malone for The New York Times

THE NEW YORK TIMES – Michelle Pfeiffer tem um lado irrequieto. Isso fica perceptível em sua escolha muito variada de papéis a interpretar. Ela enfatizou o lado sensual como Mulher-Gato, se mostrou dolorosamente vulnerável em “Ligações Perigosas”, e glamorosamente devassa em “Scarface”. Interpretou por duas vezes mulheres em exílio, uma como a pária social Ruth Madoff em “O Mago das Mentiras” e agora como uma ricaça que perde tudo em “French Exit”, que estreou no cinema este mês.

Aos 62 anos, Pfeiffer também conseguiu preservar a tranquilidade por tempo suficiente para criar dois filhos com o marido, o roteirista e produtor David Kelley, e para embarcar em novos projetos: ela interpreta Betty Ford em “The First Lady”, uma série que estreará em breve pelo canal Showtime, e assumiu um novo e improvável papel como empresária no ramo de produtos de beleza.

Dois anos atrás, ela criou a linha Henry Rose de perfumes, fragrâncias para a casa e loções unissex, que trazem nomes evocativos e até sinistros como Fog (névoa), Last Light (última luz) e Queens and Monsters (rainhas e monstros).

Michelle Pfeiffer – Olivia Malone/The New York Times

A mais nova fragrância, Windows Down [janelas fechadas], que combina bergamota e outros aromas cítricos, aponta para os aspectos mais divertidos e livres da personalidade de Pfeiffer.

Ela deixou sua reserva de lado por alguns minutos para conversar sobre os desafios de interpretar uma rainha das colunas sociais que termina empobrecendo, e sobre encontrar a liberdade para enfim ser quem é.



Ouvi dizer que você às vezes usa um perfume para ajudá-la se adaptar a um personagem. Isso aconteceu em “French Exit”?
Durante as filmagens, estávamos desenvolvendo uma fragrância floral. Eu a usei. Imaginei que Frances, minha personagem, era o tipo de pessoa floral.

Mas seu personagem não é uma viúva doce.
Como gostamos de dizer, nossos florais não são como os da vovó.

Que parte de você se identificou com Frances?
Nem sempre sei por que me interesso por uma personagem. Mas para mim, ela pareceu extremamente comovente. Sua tragédia é a de ser alguém isolado pela riqueza e que jamais aprendeu a lidar com a realidade. Quando ela deixa de ter dinheiro, não sabe bem quem é.

Ela se comporta como uma mulher com nada a perder. Você se interessou por esse aspecto da personagem?
Frances sempre se comportou dessa maneira. Na situação em que está, ela vive um pouco iludida. Mas a coisa que mais me empolgou é que passamos boa parte de nosso tempo –ou pelo menos eu o faço – tentando ser polidos. É uma tarefa completamente exaustiva. Frances nem tenta.

Houve um momento em que você deixou de se preocupar tanto com o que outras pessoas pensam?
Vem com a idade. Quanto mais velha eu ficava, mais eu abandonava essas preocupações. É incrivelmente libertador.

Como o conceito de sua mais recente fragrância lhe ocorreu?
Eu estava dirigindo, e abri os vidros do carro e senti o ar quente do verão. Senti que estava solta. A sensação que me veio à mente foi a de quando tirei minha carteira de habilitação, aos 16 anos, aquela sensação de simplesmente largar as rédeas e deixar que a vida me leve. É algo que deixamos de fazer quando envelhecemos.

A fragrância foi concebida como resposta a um ano opressivo?
Não, mas ela é otimista. O lançamento por acaso coincidiu com nós todos sairmos lentamente do isolamento, e com aquela sensação de recomeço.

As fragrâncias de sua linha variam muito em termos de caráter. De quais delas você mais gosta?
Tendo a preferir as mais escuras e mais fortes, com um tom de madeira e baunilha. Minhas favoritas são as mais complexas.

Dizem que é difícil conseguir vender fragrâncias de celebridades. Mas você lançou sua linha sem nem colocar seu nome no rótulo.
Fui avisada logo no começo de que as fragrâncias de celebridades não iam muito bem, que as pessoas não confiavam nelas. Era importante para mim, porque não estou falando de um acordo de licenciamento, que a marca funcionasse por si, que todos os ingredientes fossem identificados no rótulo. Não quis desenvolver alguma coisa que dependesse do meu rosto ou da minha celebridade.

Você é conhecida por ser reservada. Sentiu-se pressionada a ter uma presença no Instagram?
Não sei se eu teria começado no Instagram se não tivesse lançado essa marca. Tendo a ser cautelosa demais em entrevistas. Odeio posar para fotos.

Mas sua conta é bem brincalhona. Em uma publicação você aparece brincando com um chicote.
Estava com uma amiga no escritório, e não sabíamos para onde a conversa iria. Ela mencionou o chicote da Mulher-Gato. Eu respondi que achava que o tinha guardado lá mesmo. Abri o armário, e lá estava ele, pendurado da porta. O momento pareceu ridiculamente forçado, mas não foi. Na mídia social, você realmente controla sua narrativa. E isso permite que brinque o quanto quiser.

Tradução de Paulo Migliacci