Bilheteria EUA: Homem-Aranha no Aranhaverso, A Mula, O Grinch, WiFi Ralph, Máquinas Mortais

Homem-Aranha no Aranhaverso lidera bilheteria EUA na estreia

A animação Homem-Aranha no Aranhaverso tem direção de Peter Ramsey, Rodney Rothman e Bob Persichetti e produção de Phil Lord e Chris Miller. Lord também escreveu o roteiro do filme.

Com a estreia de Aquaman marcada para o dia 21, quem liderou a bilheteria americana neste fim de semana foi Homem-Aranha no Aranhaverso. Com US$ 35 milhões arrecadados, o filme bateu com folga os números de WiFi Ralph, líder da semana anterior.

Na segunda colocação está o drama A Mula, estrelado por Clint Eastwood. Na história, um homem falido de 80 anos aceita um trabalho em que precisará apenas dirigir e se torna uma “mula”, responsável pelo transporte de drogas para um cartel mexicano. O longa arrecadou US$ 17 milhões.

Em sua sexta semana em cartaz, a animação O Grinch manteve bons números no terceiro lugar da semana. O filme teve bilheteria de US$ 11 milhões e já soma US$ 239 milhões no país.

Líder da semana anterior, WiFi Ralph caiu para o quarto lugar, com US$ 9,5 milhões e Máquinas Mortais, de Peter Jackson, fez sua estreia em quinto lugar, com US$ 7,5 milhões.

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Diretora argentina Lucrecia Martel diz que não aceitou ‘Viúva Negra’ porque Marvel iria colocar homem no comando das cenas de ação

Produção estrelada por Scarlett Johansson está prevista para chegar nos cinemas em 2020

A cineasta argentina Lucrecia Martel (Foto: Getty Images)

A cineasta argentina Lucrecia Martel revelou não ter aceitado o convite da Marvel para dirigir o filme solo da heroína Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson. Segundo Martel, ela não aceitou a imposição feita pelos executivos do estúdio de que as cenas de ação da obra fossem dirigidas por um homem. A diretora contou o ocorrido em entrevista ao jornal inglês The Daily Pioneer. Posteriormente foi anunciado que o longa será dirigido pela cineasta Cate Shortland, tendo lançamento previsto para 2020.

Famosa por seus filmes intimistas, Martel disse ter sido surpreendida pelo convite da Marvel. “Eu recebi o convite para uma reunião e precisei assinar um documento que não poderia falar sobre ela”, contou a diretora. “O pessoal da Marvel está querendo uma presença maior de mulheres cineastas e queria uma diretora que pudesse desenvolver a personagem da Scarlett Johansson. Eles também disseram que eu não deveria me preocupar com as cenas de ação, que eles cuidariam disso”, relatou.

Scarlett Johansson no papel da Viúva Negra (Foto: Reprodução)

“Eu fiquei pensando que eu adoraria conversar com a Scarlett Johansson, mas que também amaria gravar as sequências de ação”, disse. Com a recusa de Martel, Shortland será a primeira diretora a comandar integralmente um filme da Marvel – no caso de ‘Capitã Marvel’, os créditos estão divididos entre Anna Boden e Ryan Fleck.

Apesar de ainda não ter sido anunciado oficialmente pela Marvel, o filme solo da Viúva Negra será um dos primeiros da quarta fase do estúdio, iniciada após o lançamento de ‘Vingadores: Ultimato’, em abril de 2019.

Escape Room usa moda das salas quebra-cabeça para começar um novo Jogos Mortais

Cinco minutos do terror foram apresentados na CCXP18

Cena do filme Escape Room

Sony Pictures exibiu na CCXP18 cinco minutos de Escape Room, novo terror que narra o drama de seis estranhos para sobreviver aos desafios de salas quebra-cabeças mortais. A cena foca apenas em Ben, o personagem de Logan Miller, que se vê preso em um escritório com poltronas, estantes cheias de livros, quadros e objetos variados em todos os cantos. Diante de um painel que pede uma senha de quatro dígitos, ele precisa encontrar uma saída. Mas, conforme o tempo passa, as paredes se movem e o espaço fica cada vez menor.

Ben é obrigado a ter o raciocínio rápido e encontrar naquela confusão algum tipo de lógica. A cada segundo que a sala vai se autodestruindo, o desespero do personagem aumenta, assim como a tensão no público. Quando ele finalmente parece ter encontrado os números certos e, consequentemente, o seu passe para a próxima fase, o resultado não é o esperado e Ben se vê esmagado entre paredes e o que restou dos móveis e elementos daquela sala.

A premissa de colocar um grupo de pessoas para realizar desafios arriscados em um cômodo assustador não é exatamente original – Jogos Mortais é facilmente o primeiro exemplo que vem a mente, dado o sucesso da franquia. Mas, segundo o diretor Adam Robitel (Sobrenatural: A Última Chave), que esteve presente na CCXP18, o diferencial de Escape Room dentro do gênero de terror está na sua abordagem. Cada sala tem uma personalidade e, diferentemente das produções do gênero nos últimos anos, há menos jumpscare e mais suspense.

Com base nos cinco minutos exibidos, é difícil dizer com precisão o quanto dessa ideia de fato se traduziu na tela. É inegável que, na cena, Robitel não tenta pegar o espectador desprevenido em nenhum momento. Apenas trabalha muito bem a angústia e a claustrofobia para que o público se sinta no lugar daquele personagem. Ainda assim, é muito cedo para dizer o quão diferente e inovador este filme realmente é. Pelo trailer, sabe-se somente que os personagens terão que enfrentar Escape Rooms muito mais criativos que um escritório para saírem dessa vivos.

Escape Room estreia em 7 de fevereiro no Brasil. [Mariana Canhisares] 

‘Não é uma experiência só para africanos’, diz Michael B. Jordan sobre ‘Pantera Negra’

Ator revela que não esperava que o filme da Marvel fizesse tanto sucesso

Michael B. Jordan e Charlize Theron – Variety’s Actors on Actors

Michael B. Jordan, que interpretou o vilão Killmonger em Pantera Negra, revelou, em entrevista ao programa Actors on Actors, da Variety, que não esperava que o filme fizesse tanto sucesso.

“Foi incrível [atuar]. Enquanto contracenamos, não dá para ter noção. Mas, ao olhar para trás, é tipo ‘é, nós fizemos isso'”, afirmou.

O artista contou, também, que entendeu a importância do longa para a representatividade afro durante as entrevistas que fez para a imprensa. “Ver os jornalistas ouvindo nossas histórias dá um senso de orgulho para todo mundo. Não é uma experiência só para africanos”, reflete.

CINEMA I Estreias da Semana: Aquaman, Colette, Chá com as Damas, Intimidade Entre Estranhos, Detetives do Prédio Azul

‘Aquaman’, Colette e sequência de ‘Detetives do Prédio Azul’ estão entre as estreias da semana

Aquaman (Idem. Austrália/EUA, 2018. Direção: James Wan)

Aquaman
Idem. Austrália/EUA, 2018. Direção: James Wan. Com: Jason Momoa, Amber Heard e Nicole Kidman. 143 min. 12 anos.
Adaptação dos quadrinhos da DC Comics, o filme é o primeiro live-action protagonizado por Aquaman. Na trama, o super-herói descobre que é herdeiro do reino submerso de Atlântida e precisa derrotar um tirano que ameaça seu povo.

Chá com as Damas
Nothing Like a Dame. Reino Unido, 2018. Direção: Roger Michell. 84 min. 12 anos.
Com uma forte tradição no teatro que mais tarde se expandiu para o território cinematográfico, o Reino Unido é lar de um grande número de bastiões do cinema. Agora, quatro damas das artes cênicas ganham um documentário no qual discutem suas carreiras. Maggie Smith (Oscar por “A Primavera de uma Solteirona”; 1969), Judi Dench (Oscar por “Shakespeare Apaixonado”; 1998), Joan Plowright (de “Um Sonho de Primavera”; 1991) e Eileen Atkins (de “Assassinato em Gosford Park”; 2001) estão no centro de “Chá com as Damas”. Dirigido por Roger Michell, de “Um Lugar Chamado Notting Hill” (1999), o longa acompanha um encontro das atrizes e amigas. Além de serem oficialmente damas (foram condecoradas pela rainha Elizabeth 2ª), as quatro são donas de carreiras prestigiadas no cinema e no teatro.

Colette
Idem. EUA/Reino Unido, 2018. Direção: Wash Westmoreland. Com: Keira Knightley, Dominic West e Fiona Shaw. 111 min. 14 anos.
Baseado na vida da escritora francesa Sidonie Gabrielle Colette (1873-1954), o filme mostra como a autora foi forçada pelo marido a escrever livros em seu nome. Quando o casal alcança fama e fortuna, ela passa a enfrentá-lo e a desafiar padrões de gênero e sexualidade de sua época.

Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano
Brasil, 2018. Direção: Vivianne Jundi. Com: Letícia Braga, Pedro Henrique Motta e Anderson Lima. 93 min. Livre.
Sequência do longa infantil lançado em 2017, acompanha um trio de crianças que durante uma viagem à Itália decidem investigar o desaparecimento do que acreditam ser uma feiticeira.

Intimidade Entre Estranhos
Intimidade Entre Estranhos. Brasil, 2018. Direção: José Alvarenja Jr. Com: Rafaela Mandelli, Gabriel Contente e Milhem Cortaz. 111 min. 14 anos.
Uma mulher se muda para o Rio junto com o marido, que atua em uma série para a TV. Longe dos amigos e do trabalho, ela também se sente distante do amado, que passa o dia nas gravações. Ela então decide se aproximar de um vizinho mais novo e logo os dois desenvolvem uma relação de afeto e carinho.

Minas do Futebol
Brasil, 2017. Direção: Yugo Hattori. 50 min. Livre.
O documentário acompanha um time de futebol feminino que, ao descobrir que não há competições para mulheres de sua categoria, decide se inscrever em um campeonato voltado a jogadores homens.

Com estreia adiantada na China, ‘Aquaman’ já é um sucesso de bilheteria

Novo filme da DC chega ao Brasil nesta quinta-feira
Brooks Barnes / the New York Times

Jason Momoa em ‘Aquaman’ Foto: Divulgação

LOS ANGELES — As atenções do mercado cinematográfico no ultimo fim de semana se voltaram para a China, onde “Aquaman” arrecadou US$ 94 milhões em bilheteria, justificando o arriscado plano da Warner Bros de lançar o filme primeiro no país asiático.

Hollywood vem aprendendo muito sobre os cinéfilos chineses nos últimos anos, mas lançar suas produções no país — segundo maior mercado do mundo, depois dos EUA — ainda é um desafio. A Warner e outros estúdios não podem distribuir seus próprios filmes na China, precisam passar pela empresa estatal de distribuição. Além disso, a censura local muitas vezes libera filmes americanos apenas no último instante, prejudicando os esforços de marketing.

O público chinês tem se tornado mais seletivo em relação a filmes de Hollywood, muitas vezes preferindo produções locais como o extravagante “Operação Mar Vermelho”, dirigido por Dante Lam, conhecido como o “Michael Bay da Ásia”.

Com isso, “Aquaman”, com Jason Momoa no papel principal e dirigido por James Wan, poderia ter sido um fracasso na China, o que deixaria uma marca negativa antes da estreia global. O filme chega ao Brasil nesta quinta-feira e a outros 40 países na sexta. Nos EUA, a estreia será apenas em 21 de dezembro.

A Warner decidiu antecipar o lançamento de “Aquaman” na China para evitar o tradicional período de blecaute do fim de ano para filmes americanos. A primeira estreia na China — onde Wan tem muitos fãs, graças ao sucesso de “”Velozes e furiosos 7” — também permitiria à Warner limitar o impacto da pirataria, muito forte no país. A pirataria foi um fator importante no recente fracasso dos “Podres de ricos” nas bilheterias chinesas. O lançamento da comédia romântica na China aconteceu três meses depois de seu lançamento em outras partes do mundo.

E por que a Warner não lançou “Aquaman” nos EUA também neste final de semana?

Os dois finais de semana após o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos estão tipicamente entre os períodos mais lentos do ano, já que compras de fim de ano e festividades relacionadas têm prioridade. Não houve novos lançamentos no final de semana na América do Norte, onde o filme número 1 foi mais uma vez “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” (Disney), que arrecadou cerca de US$ 16,1 milhões, para um total doméstico de US$ 140,9 milhões. , de acordo com a comScore.

Sandra Bullock no Brasil: ‘Me senti uma estrela de rock’

Atriz participou da Comic Con Experience para divulgar o filme ‘Bird Box’, nova produção da Netflix
Por Lucas Almeida

Sandra Bullock em coletiva de imprensa em São Paulo (//Divulgação)

Sandra Bullock comemorou a passagem pelo Brasil neste fim de semana, quando participou da Comic Con Experience (CCXP), em São Paulo. “Me senti como uma estrela de rock por um momento. Não toco nenhum instrumento, mas consegui ter essa sensação”, brincou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira. A sensação não foi à toa. Após seu painel no evento, a atriz participou de uma entrevista em um estúdio de vidro posicionado no meio da feira, que ficou rodeado de pessoas tentando vê-la.

A atriz veio ao país para divulgar Bird Box, novo filme da Netflix, que ela estrela ao lado de Trevonte Rhodes. “Nunca fiz um thriller psicológico antes e esse também é uma história de amor . Acho que precisamos mais de tramas assim, porque estamos em um momento de muito medo e esquecemos que estamos no mundo para nos conectarmos com outros seres humanos”, defendeu a atriz.

Público se aglomera para ver Sandra Bullock na CCXP (//Arquivo pessoal)

A trama, baseada no livro Caixa de Pássaros, de John Malerman, conta a história de uma mulher grávida que busca sobreviver após criaturas misteriosas destruírem parte do mundo. Cinco anos depois, ela decide navegar por um rio com duas crianças, fugindo dos seres aterrorizantes. A maior dificuldade vem com o fato das criaturas enlouquecerem qualquer ser humano que os vê, fazendo com que a pessoa tire a própria vida logo em seguida.

“Tive que navegar um barco com duas crianças de cinco anos usando uma venda que me deixava apenas ver as formas das coisas, mas elas eram mais profissionais que eu. Depois das gravações, os dois iam almoçar e brincar e eu ainda estava chorando”, afirmou a atriz.

O longa é dirigido por Susanne Bier, que também é responsável por filmes como Serena (2014) e Em Um Mundo Melhor (2010). Sobre trabalhar com a diretora, Sandra ainda ressaltou: “Não vejo diferença entre um vagina e um pênis, a menos que eles estejam bem na minha frente, é claro”. “Susanne é capaz de mostrar intimidade entre os personagens em qualquer situação. Me senti muito segura com ela, mas já me senti assim com diretores também. Então, não sei se isso tem a ver com masculino ou feminino.”