Ready or Not | Samara Weaving luta pela sobrevivência em trailer sem censura

A FoxSearchlight divulgou o primeiro trailer sem censura do terror Ready or Not
GABRIEL AVILA

Ready or Not acompanha a jovem Grace (Samara Weaving), que mesmo após se casar com Alex (Mark O’Brien) tem que participar de um jogo para se tornar parte da família. O que parecia apenas uma antiga tradição se torna uma perseguição letal que coloca a garota em uma corrida pela sobrevivência.

Com direção de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, o elenco inclui Adam BrodyAndie MacDowellHenry Czerny e Melanie Scrofano. O filme ainda não tem data para estrear no Brasil.

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Bilheteria EUA: MIB: Internacional, Pets: A Vida Secreta dos Bichos 2, Aladdin, X-Men: Fênix Negra, Rocketman

Longa teve um desempenho abaixo do esperado

Tessa e Hemsworth. M e H em ‘MIB – Homens de Preto Internacional’  Foto: GILES KEYTE/EFE/SONY

MIB: Internacional estreou na liderança da bilheteria dos EUA, mas teve um desempenho abaixo do esperado. O novo longa da Sony abriu com US$ 28,5 milhões e teve a estreia mais baixa da história da franquia.

O líder da última semana, Pets: A Vida Secreta dos Bichos 2 teve uma queda de 49% e arrecadou mais US$ 23,8 milhões e, agora, conta com um total de US$ 92 milhões no país em apenas dez dias.

O terceiro lugar ficou com o live-action de Aladdin, que entrou em sua quarta semana em cartaz. O longa somou US$ 16,7 milhões em três dias e chegou a um total de US$ 264 milhões. O filme é um sucesso e mundialmente já soma US$ 725 milhões.

X-Men: Fênix Negra entrou em sua segunda semana com uma queda impressionante de 72,6% e somou apenas US$ 9 milhões e tem um total de US$ 51 milhões no país. Fechando o top 5 está Rocketman, que em sua terceira semana em cartaz somou mais US$ 8,8 milhões.

‘X-Men: Fênix Negra’: Diretor Simon Kinberg assume responsabilidade por fracasso do filme

Nova produção teve a pior arrecadação da franquia nos primeiros dias de estreia

Jean Grey, vivida por Sophie Turner – ‘X-Men: Fênix Negra’ 

O recém-lançado X-Men: Fênix Negra teve a pior abertura da história da franquia em termos de lucro, e o diretor do filme assumiu a responsabilidade disso.

Em entrevista ao podcast The Business, Simon Kinberg disse que gostou do filme e teve “um tempo maravilhoso” produzindo-o. No entanto, o processo não foi fácil, uma vez que houve refilmagens e mudanças nas datas de lançamento.

Sobre o rendimento inicial de US$ 34 milhões no primeiro fim de semana em cartaz, Kinberg reconheceu que “o filme não se conectou com o público”.

“Eu estou aqui, estou dizendo que quando um filme não funciona, coloque a culpa em mim. Eu sou o roteirista e diretor, o filme não se conectou com o público, isso é comigo”, disse. Kinberg trabalhou como roteirista e produtor na franquia de filmes X-Men desde 2006 e Fênix Negra foi sua estreia como diretor.

Embora se especule sobre o que poderia ter acontecido se o filme tivesse mantido sua data inicial de estreia ou mais tempo nas divulgações, o diretor prefere não insistir no tema.

“Honestamente, não há como saber”, disse. “E acho que isso é o que pode deixar as pessoas loucas e mantê-las pensando sobre o fracasso de um filme anos depois. Se a lição que você aprendeu é que você teve a data errada ou não teve um bom marketing, isso não é uma lição”, afirmou Kinberg.

CINEMA I Estreias: MIB: Homens de Preto – Internacional, Dor e Glória, Eu Não Sou uma Bruxa, Obsessão, Fora de Série, A Lenda de Golem

‘Homens de Preto’, Almodóvar e Chloe Grace Moretz perseguida por Isabelle Huppert estreiam

MIB: Homens de Preto – Internacional. Reino Unido/EUA, 2019. Direção: F. Gary Gray. Com: Tessa Thompson, Chris Hemsworth e Emma Thompson. 115 min. 10 anos.

Dor e Glória
Dolor y Gloria. Espanha, 2019. Direção: Pedro Almodóvar. Com: Antonio Banderas, Penélope Cruz e Leonardo Sbaraglia. 113 min. 16 anos.
Um cineasta em crise reflete sobre as escolhas que fez ao longo da vida quando lembranças do passado aparecem em sua memória ou no dia a dia. Prêmio de melhor ator no Festival de Cannes. Do mesmo diretor de “Fale com Ela” (2002) e “A Pele que Habito” (2011).

Eu Não Sou uma Bruxa
I Am Not a Witch. Reino Unido/França/Alemanha/Zâmbia, 2017. Direção: Rungano Nyoni. Com: Maggie Mulubwa, Henry B.J. Phiri e Selita Zulu. 93 min. 12 anos.
Após um incidente corriqueiro em sua vila, uma menina de oito anos de Zâmbia é declarada bruxa. Ela então passa a dividir seu tempo entre um campo destinado a quem pratica feitiçaria e tarefas atribuídas a ela pelo governo local.

Fora de Série
Booksmart. EUA, 2019. Direção: Olivia Wilde. Com: Kaitlyn Dever, Beanie Feldstein e Lisa Kudrow. 102 min. 16 anos.
Na comédia, duas amigas que estão prestes a se formar concluem que exageraram nos estudos ao longo da vida acadêmica. Elas estão decidem ir a uma festa e se divertir pela primeira vez. Estreia da atriz Olivia Wilde na direção de um longa-metragem.

A Lenda de Golem
The Golem. Israel, 2018. Direção: Doron Paz e Yoav Paz. Com: Hani Furstenberg, Ishai Golan e Brynie Furstenberg. 94 min. 16 anos.
Inspirado no folclore judeu, o terror mostra uma mulher que cria um golem, criatura das trevas feita a partir de barro, para salvar sua vila de invasores.

MIB: Homens de Preto – Internacional
Men in Black: International. Reino Unido/EUA, 2019. Direção: F. Gary Gray. Com: Tessa Thompson, Chris Hemsworth e Emma Thompson. 115 min. 10 anos.
Novo filme inspirado nos quadrinhos de Lowell Cunningham, acompanha uma americana que, anos após testemunhar um acontecimento extraterrestre, consegue entrar para uma agência internacional que protege a Terra de ameaças interplanetárias. Em sua primeira missão, ela é enviada a Londres para trabalhar com um dos principais agentes da instituição.

Obsessão
Greta. EUA/Irlanda, 2018. Direção: Neil Jordan. Com: Isabelle Huppert, Chloe Grace Moretz e Maika Monroe. 98 min. 14 anos.
Quando encontra uma bolsa no metrô de Nova York, uma jovem decide ir até a casa da dona para devolvê-la. Lá, encontra uma mulher solitária, com quem cria uma forte ligação. Com o passar do tempo, porém, ela passa a persegui-la de forma doentia.

Atriz de ‘The Nightingale’, Aisling Franciosi defende filme com cenas de estupro que causaram revolta

Aisling Franciosi e a diretora de ‘The Nightingale’, Jennifer Kent, na Itália Foto: FILIPPO MONTEFORTE / STF

Protagonista de “The Nightingale”, filme que causou revolta e fez a plateia abandonar a exibição durante o Festival de Cinema de Sydney no início da semana, Aisling Franciosi defendeu a obra em suas redes sociais. Em meio a polêmica da reação do público australiano, a atriz diz que se sentiu “extremamente orgulhosa” da diretora Jennifer Kent e do trabalho realizado.

“Sempre ficarei extremamente orgulhosa de Jennifer Kent e deste filme. É de uma verdade e de uma honestidade inabaláveis”, tuitou a artista, que é conhecida também por estrelar “Game Of Thrones”.

No último domingo e na última segunda-feira, dezenas de pessoas abandonaram as sessões de “The Nightingale” no Festival de Cinema de Sydney, na Austrália, em protesto às cenas violentas de esturo e assassinato. Na história, Franciosi interpreta a protagonista irlandesa Clare, que suporta o peso das agressões sexuais no filme.

Ainda em associação às críticas que o filme vem recebendo, a atriz escreveu no Instagram, de acordo com o portal “ABC”, dos Estados Unidos: “Os padrões duais da indústria do cinema estão vivos e bem”.

A diretora Jennifer Kent, que também já assinou a direção de “Babadook”, relatou ter compreendido os motivos pelos quais parte do público abandonou a sua obra que, de acordo com críticos do Festival, “é mostra ‘uma das violências mais atrozes do cinema recente'”:

“Acredito que as pessoas que saem se lembram de situações angustiantes que aconteceram em suas vidas. Compreendo e defendo o direito delas de querer ir embora”, reforçou Kent.

A obra ainda não previsão de estreia no Brasil. Nos Estados Unidos, o filme chega aos cinemas dia 2 de agosto de 2019.

Assista ao trailer de “The Nightingale”:

Morre o cineasta italiano Franco Zeffirelli

Ubiratan Brasil / Luiz Carlos Merten

O cineasta Franco Zeffirelli 

Franco Zeffirelli e Francesco Rosi foram assistentes de Luchino Visconti em Belíssima, de 1951. O cinéfilo lembra-se – Anna Magnani, querendo transformar a filha em atriz mirim, pergunta-se, diante do espelho, ‘O que é representar?’ E reflete, ela que foi uma das maiores atrizes do cinema – ‘Eu não conseguiria (representar).’ Rosi e Zeffirelli tornaram-se também diretores. Seguiram trajetórias diversas.

Rosi, com seu cinema documentado, virou um dos maiores, da Itália e do mundo. A ambição de Zeffirelli foi outra. Tornou-se shakespeariano profissional, ‘regista’ de ópera. Tinha uma queda pelo melodrama, e, como não era Visconti, desenvolveu uma obra menor. Tinha bom-gosto, sensibilidade, gostava das coisas bem feitas, mas foi-se diluindo cada vez mais.

Zeffirelli morreu nesta sexta, 15, em Roma. Tinha 96 anos – quase centenário. Nasceu em 12 de fevereiro de 1923, em Florença, uma das cidades marco do Renascimento italiano. Recebeu educação esmerada. Foi cenógrafo, diretor de teatro e cinema. Gabava-se de ter sido íntimo de Visconti e Maria Callas, a suprema diva. Ganhou indicações para o Oscar (e importantes prêmios internacionais). Tentou a política, e foi senador pelo partido de centro-dioreita, de Silvio Berlusconi, Forza Italia. Da sua obra cinematográfica, não tão extensa – duas dezenas de títulos, incluindo as óperas filmadas -, merecem destaque:

A Megera Domada, de 1966

A primeiro Shakespeare a gente não esquece. Formatado para o casal Burton/Taylor, conta a história de Petrúquio, que se casa com a indomável Catarina. Indomável? Chamaram a atenção, na época, a suntuosidade cênica e a qualidade da interpretação. Liz, além do mais, está belíssima.

Romeu e Julieta, de 1968

Outro Shakespeare. O cinema já contara muitas vezes a história do casal de amantes, mas Zeffirelli ousou o que ninguém tinha feito – contratou atores bem jovens, Leonard Whiting e Olivia Hussey. Oscar de figurino e fotografia. A trilha de Nino Rota inclui a canção que virou hit (na voz de Johnny Mathis), A Time for Us.

Irmão Sol, Irmã Lua, de 1972

São Francisco de Assis, pelo olhar de Zeffirelli, impregnado pelo espírito hippie (e contestador) da época. Belíssimo visual, belíssima trilha de Riz Ortolani, com as canções de Donovan.

Jesus de Nazaré, de 1977

Zeffirelli testava o britânico Robert Powell para ser seu Judas quando descobriu que havia descoberto seu Cristo. Interessante paradoxo. O filme é bem mais complexo do que parece. É sobre o Verbo (divino).

Amor sem Fim, de 1981

Uma espécie de Romeu e Julieta em versão moderna. Brooke Shields e Martin Hewitt amam-se, mas… Talvez, se Zeffirelli trocasse Hewitt pelo jovem Tom Cruise, que também estava no elenco – num papel pequeno -, o filme saísse melhor.

La Traviata, de 1982

Talvez o mais famoso ‘filmópera’ de Zeffirelli. A ópera de Verdi, cantada divinamente por Teresa Stratas e Placido Domingos. Prêmios Bafta, o Oscar inglês, de figurinos e direção de arte.

Chá com Mussolini, de 1999

Zeffirelli, gay de carteirinha, e suas homenagem às ‘tias’. Inglesas excêntricas adotam garoto italiano, a quem querem transformar em lorde inglês, sob o fascismo. O filme tem algo (muito?) de autobiográfico, e que elenco – Joan Plowright, Judi Dench, Cher, Maggie Smith e Lily Tomlin.

Callas Forever, de 2002

O testamento de Zeffirelli, um filme que merece respeito. Fanny Ardant, como a decadente Callas – permanece uma grande atriz dramática, mas está perdendo a voz – é persuadida a dublar-se no palco. Só faz a mímica, simulando a própria performance. Não aguenta. Seu canto era visceral, tinha de vir da alma. Zeffirelli e sua defesa da arte autêntica. Um grande papel para Sardant.

X-Men: Fênix Negra pode ter a pior bilheteria de abertura da franquia

Previsão para o fim de semana aponta números preocupantes
CAMILA SOUSA

Credit: Doane Gregory

X-Men: Fênix Negra pode ter a pior estreia da franquia mutante nos EUA. O longa arrecadou US$ 14 milhões na sexta-feira (7) e, segundo previsão da Variety, deve fazer US$ 34 milhões até domingo.

Se a previsão se confirmar, a produção ficará abaixo de Wolverine: Imortal, atualmente o último da lista, com US$ 53 milhões arrecadados no lançamento.

O site lembra que a franquia X-Men costuma ter um bom desempenho no mercado internacional, mas ressalta que Fênix Negra tem um alto orçamento (estimado em US$ 200 milhões) e uma recepção baixa da crítica (atualmente com apenas 22% de aprovação no Rotten Tomatoes).

Os números completos da bilheteria do fim de semana serão divulgados amanhã (9).