Suspíria | Dario Argento critica remake: “não parece um projeto bem realizado”

Diretor comandou o longa original na década de 1970
MARIANA CANHISARES

Dario Argento – Photography Benjamin Barron and Jeannette Montgomery Barron

O diretor e roteirista Dario Argento não ficou muito satisfeito com o remake de Suspíria: A Dança do Medo, longa que comandou e escreveu na década de 1970. Em entrevista à Interview Magazine, ele disse: “não me parece um projeto bem realizado”.

“Falta medo, música, tensão e criatividade cênica. Filmes como Corra! eHereditário me impressionaram por sua bela fotografia, sua trama e sua produção”.

Ambientada na Alemanha de 1970, a trama acompanha – sob a lógica distorcida e surreal de um pesadelo – uma garota dos Estados Unidos que se junta à uma escola de dança de elite em Berlim, mas logo começa a suspeitar que a escola sirva só de fachada para algo sombrio, sobrenatural e perverso. Chloe Grace Moretz, Tilda Swinton, Mia Goth Jessica Harper também estão no novo elenco. O roteiro é de David Kajganich (Renascido das Trevas), com base no texto original de Argento. 

Com direção de Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome), Suspíria: A Dança do Medo já está em cartaz nos cinemas.

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Mya-Lecia Naylor, atriz de ‘A Viagem’ e ‘Almost Never’, morre aos 16 anos

A causa da morte ainda não foi revelada. Segundo a agência A&J Management, que gerenciava a carreira dela, a atriz morreu após desmaiar subitamente.

Mya-Lecia Naylor (Foto: Reprodução/Instagram)

A atriz britânica Mya-Lecia Naylor morreu aos 16 anos no último dia 7. A informação só foi divulgada nesta quarta (17).

A causa da morte ainda não foi revelada. Segundo a agência A&J Management, que gerenciava a carreira dela, a atriz morreu após desmaiar subitamente.

Em pronunciamento, agência lamentou. “É com o mais profundo pesar que temos que anunciar que no domingo, 7 de abril, Mya-Lecia Naylor, infelizmente, morreu. Mya-Lecia foi muito talentosa e uma grande parte da A & J, vamos sentir muita falta dela. Nosso amor e pensamento estão com toda sua família e amigos neste momento difícil.”

Mya-Lecia Naylor participou de duas séries infantis da BBC: “Almost never”, sobre uma boyband rival de um girlband; e “Millie Inbetween”, sobre duas irmãs que enfrentam o divórcio dos pais.

A atriz também participou do filme “A Viagem” (2012), ao lado de Tom Hanks, Halle Berry e Hugh Grant; “Code Red” e “Index Zero”.

Além de ser atriz, Mya era youtuber de moda e beleza.

Mya-Lecia Naylor e Tom Hanks em cena do filme A Viagem (2012) (Foto: Jay Maidment)
Mya-Lecia Naylor e Tom Hanks em cena do filme A Viagem (2012) (Foto: Jay Maidment)
Mya-Lecia Naylor (2ª da esq. pra dir.) também atuou na série Almost Never (Foto: Divulgação)
Mya-Lecia Naylor (2ª da esq. pra dir.) também atuou na série Almost Never (Foto: Divulgação)
Mya-Lecia Naylor e a avó Geraldine Beggs (Foto: Reprodução/Facebook)
Mya-Lecia Naylor e a avó Geraldine Beggs (Foto: Reprodução/Facebook)

CINEMA I Estreias: A Maldição da Chorona, Amor Até as Cinzas, O Anjo, Vidas Duplas, O Mau Exemplo de Cameron Post, Cópias – De Volta à Vida

‘A Maldição da Chorona’ e cinco filmes exibidos na 42ª Mostra estão entre as estreias da semana.

O Mau Exemplo de Cameron Post. EUA, 2018. Direção: Desiree Akhavan. Com: Chloë Grace Moretz, Sasha Lane e John Gallagher Jr.

Amor Até as Cinzas
Jiang Hu Hr Nü. China/França/Japão, 2018. Direção: Jia Zhang-ke. Com: Zhao Tao, Liao Fan e Xu Zheng. 137 min. 12 anos.
Dirigido pelo chinês Jia Zhang-ke e exibido em Cannes, o drama acompanha uma mulher que, após se envolver com um mafioso e disparar um tiro para salvá-lo de uma briga, vai presa. Depois de cumprir pena de cinco anos, ela procura o companheiro para reconstruir sua história de amor.

O Anjo
El Ángel. Argentina/Espanha, 2018. Direção: Luis Ortega. Com: Lorenzo Ferro, Chino Darin e Mercedes Morán. 119 min. 16 anos.
Baseado na história do serial killer argentino Carlos Eduardo Robledo Puch, o filme de Luis Ortega mostra como um adolescente com jeito ingênuo se transformou em criminoso, com a ajuda de um colega de escola —interpretado pelo filho do astro Ricardo Darín, Chino Darín. Também foi exibido em Cannes, onde foi considerado  para o Queer Palm, prêmio para filmes com temática LGBT.

Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos
Brasil/Portugal, 2018. Direção: Renée Nader Messora e João Salaviza. Com: Henrique Ihjãc Krahô e Raene Kôtô Krahô. 113 min. 10 anos.
Os diretores Renée Nader Messora e João Salaviza estudaram os índios craôs para narrar a história de um jovem que não quer se tornar xamã de sua tribo. Ele então foge para a cidade, onde é confrontado pela realidade de um Brasil contemporâneo avesso às causas indígenas. Venceu o prêmio do júri na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes.
S

Cópias – De Volta à Vida
Replicas. Reino Unido/China/Porto Rico/EUA, 2018. Direção: Jeffrey Nachmanoff. Com: Keanu Reeves, Alice Eve e Thomas Middleditch. 110 min. 12 anos.
Neurocientista que desenvolve estudo sobre clones humanos decide usar sua pesquisa para trazer sua família, morta em um acidente de trânsito, de volta à vida.

O Gênio e o Louco
The Professor and the Madman. Irlanda, 2019. Direção: Farhad Safinia. Com: Mel Gibson, Sean Penn e Natalie Dormer. 124 min. 14 anos.
Narra a história dos responsáveis por criar o primeiro dicionário da língua inglesa, no século 19. De um lado, o filólogo escocês James Murray, de outro, o cirurgião W.C. Minor, que era prisioneiro em um hospital psiquiátrico. Baseado no livro “O Professor e o Louco”, de Simon Winchester.

Jesus de Nazaré – O Filho de Deus
Jesús de Nazareth. Espanha, 2019. Direção: Rafa Lara. Com: Julián Gil, Gaby Espino e Sérgio Marone. 120 min. 14 anos.
O longa conta a história de Jesus Cristo, desde seu batismo no rio Jordão até a ressurreição, destacando as provações que enfrentou na via sacra.

A Maldição da Chorona
The Curse of La Llorona. EUA, 2019. Direção: Michael Chaves. Com: Linda Cardellini, Raymond Cruz e Patricia Velasquez. 93 min. 14 anos.
Enquanto investiga uma mãe acusada de negligência, assistente social é vítima de uma maldição que coloca seus filhos em perigo. Logo, a família passa a ser assombrada pelo espírito de uma mulher que, séculos atrás, matou suas próprias crianças. Baseado na lenda mexicana La Llorona.
S

Márcia Haydée – Uma Vida pela Dança
Brasil, 2018. Direção: Daniela Kallman. 90 min. Livre.
O documentário acompanha a jornada da fluminense Márcia Haydée, desde sua ida à Europa em busca do sonho de ser bailarina até seu retorno aos palcos após a aposentadoria, já com 62 anos.

O Mau Exemplo de Cameron Post
The Miseducation of Cameron Post. EUA, 2018. Direção: Desiree Akhavan. Com: Chloë Grace Moretz, Sasha Lane e John Gallagher Jr. 91 min. 16 anos.
Depois da controvérsia gerada pelo não lançamento do filme “Boy Erased: Uma Verdade Anulada” nos cinemas brasileiros, outro longa sobre terapias de conversão para homossexuais chega às telonas por aqui. Adaptação do livro homônimo, tem Chloë Grace Moretz vivendo uma adolescente lésbica que é enviada a um campo de cura gay nos anos 1990.

Vidas Duplas
O diretor Olivier Assayas se junta a Juliette Binoche mais uma vez neste longa, sobre um editor que não quer publicar o livro de um autor que é seu amigo. Em meio ao drama, discutem tecnologia, envelhecimento, relacionamentos e as mudanças na indústria editorial.

‘Pedi aos autores de ‘The handmaid’s tale’ algo que eu lesse e pensasse: ‘Car***!!’, diz Elisabeth Moss

Atriz americana fala sobre o papel de uma atormentada cantora grunge em novo filme e de sua participação no sucesso ‘Nós’, de Jordan Peele
Jor Coscarelli, do New York Times

Elisabeth Moss como Becky no pôster de “Her smell” Foto: Divulgação

A vida de Elisabeth Moss é sofrida, em diversas épocas. Desde que encarnou a a subestimada Peggy Olson em “Mad Men” (na década de 1960) até sua Offred na distopia “The Handmaid’s Tale” , em um futuro próximo,  passando pela aparição em “Us” de Jordan Peele, ela parece estar no bom caminho para se tornar a santa padoreira dos fracos e oprimidos.

vibe é consistente mesmo em papéis menos conhecidos, principalmente as parcerias da atriz americana de 36 anos com o escritor e diretor Alex Ross Perry. Ele a escalou em três filmes, um deles “Rainha do mundo” (2015), em que imagens cruéis em close retratam o desenlace da personagem.

“Her smell”, sexto longa-metragem do diretor, em cartaz nos EUA, mais uma vez encontra Elisabeth – agora como Becky Something, uma estrela do rock dos anos 1990, no mundo do grunge e das riot grrrls – quebrando tudo, inclusive a si mesma, com foco na maquiagem borrada. O papel foi criado especialmente para ela.

– Algumas pessoas nascem para sofrer, e outras, para fingir que sofrem – diz Perry.

Em cinco partes, a maioria deles uma única cena, “Her smell” mostra a saga de uma compositora genial,  louco, que consome drogas, se autossabota e estraga a banda. Por acaso, ela é  uma mulher.

Com uma fotografia zonza, que mostra a claustrofobia e o suor dos bastidores de uma casa de shows de rock, assim como o redemoinho do vício, o filme foi inspirado por artistascomo Guns N’ Roses, Jawbreaker, Nirvana, Bikini Kill e L7. A essa lista, Elisabeth adicionou Amy Winehouse, Marilyn Monroe e e outras. Tudo isso além de Courtney Love, cujo visual, estilo e palhaçadas no papel de cantora do Hole se espelham no caos de Becky e sua banda, Something She.

A atriz, que estudou guitarra e piano para o papel falou por telefone sobre não ter vivido a onda punk, sua queda por papéis sombrios e o lugar de Courtney no universo de “Her smell”. Veja alguns trechos da conversa.

O que você lembra da época do grunge e das riot grrrls?

Eu fazia balé desde os 5 anos e, naquela época, tinha 11 ou 12. Eu não embarquei em nada daquilo. Lembro-me de ouvir os mais populares, como Nirvana e coisas assim, no rádio. Mas tudo aquilo parecia feito para pessoas mais velhas e definitivamente mais legais que eu. Acho que não entendi direito. Eu era uma criança muito feliz, sabe?. Então, quando fui me aproximar desse universo, fui sincera com Alex, tipo: “Esse é um universo que eu não entendo muito bem”.

Os envolvidos com o filme minimizam a conexão com Courtney Love, mas há muitas referências que apontam para ela. Você a contactou?

Ela é indiscutivelmente a figura feminina mais famosa da época, e também é loura, né? Então visualmente você tem a conexão. E obviamente há algumas histórias bem documentadas e que fazem sentido no que diz respeito a Becky (risos). Mas eu disse a Alex: “Queremos fazer a história de Courtney Love? Vamos falar com ela para o filme, então”. Mas não era o que queríamos. É só por isso que minimizamos a conexão, porque não era a nossa intenção. Ela não fez parte do filme. Mas eu usei Kurt Cobain tanto quanto Courtney Love.

Você ouviu alguma reação de Courtney?

Nenhuma! Mas estive com ela algumas vezes, e ela sempre foi superlegal comigo.

Até com Kitty, seu personagem em “Nós”, e em “Top of the lake”, você se tornou um poço de dor e sofrimento. O que ainda a atrai para esses papéis brutais?

Eu os acho mais interessantes e desafiadores. Sou uma pessoa feliz. Não há nada superinteressante ou dramático em ver alguém que está bem e lava roupa, como eu estou fazendo hoje. Mas existe uma piada interna entre as pessoas com as quais eu colaboro: o que elas podem escrever que vai me fazer dizer: “Noooossa, isso é desafiador”, ou “Meu Deus, que sinistro!”? Eu disse aos autores de “Handmaid’s” no início da temporada: “Sua tarefa é escrever algo que eu vou ler e ficar assim: “Car***!!”

Você costuma equilibrar filmes de arte com alguns dos programas de mais sucesso e blockbusters. É divertido ter participado de algo como “Nós”, e ser apenas parte do ‘zeitgeist’?

É superdivertido. Foi uma experiência diferente para mim, porque eu nunca estive em um filme que as pessoas realmente foram ver (risos). Eu nunca participei de algo que tivesse a expectativa de ganhar dinheiro nas bilheterias. Essa é a verdade. Na segunda-feira, as pessoas todas vieram falar comigo sobre o filme, porque todo mundo foi vê-lo no fim de semana. Sou muito grata a Jordan (P eele, diretor de “Nós” ) por ele ter me chamado para participar de algo histórico assim.

(Spoiler de “Nós”) Quando você viu o filme no cinema, como foi ver as pessoas reagindo ao seu assassinato?

Adorei, achei hilário. Quando filmamos, Jordan chamou aquela cena de “O massacre dos sete segundos”. Aquele negócio de rastejar no chão… A gente sabia que seria legal.

“Nós” e “Her smell” têm algo mais em comum: você tem momentos de humor, mesmo se os personagens que contracenam com você não se divirtam. Você fica confortável em papéis cômicos?

Eu nunca consigo! Ninguém nunca me pede para fazer isso. Eu acho que fiquei… — estigmatizada é uma palavra negativa, então não quero usá-la —, mas definitivamente tenho a fama de fazer papéis mais dramáticos. Então foi muito divertido fazer algo diferente. E essa garota de “Nós”… eu queria fazer um filme inteiro como ela. Muitas mulheres vieram a mim e disseram: “Uau, a sua loura básica é tão legal!”

Filme Guava Island de Glover e Rihanna mistura musical e críticas

Novo filme protagonizado pelo artista multidisciplinar e Rihanna mistura música, dança e causas sociais em uma narrativa inebriante
POR PAULA JACOB | FOTOS AMAZON STUDIOS/DIVULGAÇÃO

Se você acha que Donald Glover se resume a This Is America, está precisando de uma imersão no universo criativo de um dos nomes mais importantes das artes visuais dos últimos tempos. O músico, ator, roteirista, diretor… tira qualquer narrativa social do senso comum com sua maravilhosa e necessária série Atlanta e cutuca diversas camadas sociais com suas músicas sob o pseudônimo Childish Gambino. Mas em Guava Island ele mostra o quanto sua faceta multidisciplinar é necessária para o cinema, que segue patinando nos mesmos estereótipos há alguns anos.

<img src="https://s2.glbimg.com/Zci8ZzVLaT9cgYW8FiGpanZbdSs=/smart/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2019/04/15/guava-island-005.jpg&quot; alt="Donald Glover in a still from Guava Island, which he stars in with Rihanna. The film premiered at Coachella, where Glover’s musical act Childish Gambino headlined on Friday. (Foto: courtesy of Amazon Prime Video)” width=”600″/>

O filme, disponível no Prime Videostreaming da Amazon, tem menos de uma hora e muita história para contar. O ritmo de fábula encantada começa com uma animação que contextualiza o ambiente no qual a trama se passará. Guava Island é uma pequena ilha, onde a natureza e os saberes ancestrais são valorizados; onde homens e animais convivem em harmonia; e tiram de suas terras com respeito aquilo que produz o fio de seda. Mas como ainda vivemos em um contexto capitalista patriarcal, o que era uma mera produção de roupas a partir da matéria prima, se torna um processo industrial exploratório, ganancioso e abusador dos funcionários, que trabalham de domingo a domingo. Dani (Donald Glover) é um músico que sonha em criar uma música tão linda e genuína, capaz de unir todos os moradores da ilha de novo e relembrá-los da real riqueza daquele lugar. Kofi (Rihanna) é sua companheira e amiga desde a infância, que trabalha como costureira na fábrica dominadora da região. Conseguiu pensar em algum outro lugar parecido?  

‘Guava Island’: o musical politizado de Donald Glover (Foto: Amazon Studios/Divulgação)

Mais do que um sonho de uma noite de verão, Donald Glover ressignifica suas próprias músicas. E não, Guava Island não é um álbum visual. Sob direção de Hiro Murai, mesmo de Atlanta e This Is America, o filme é uma mistura de musical, fábula encantada, política, crítica social e o que mais você conseguir extrair desse roteiro, com embalo de músicas de Glover (ou Childish Gambino). Ah, vale ressaltar: não há brancos no filme. Ele, inclusive, reencena a coreografia de This is America em um galpão ao responder para o colega de serviço – Dani é músico por paixão e operário por necessidade – que o sonho dele de ir para os Estados Unidos não é coerente, já que todo lugar do mundo é a América. “We just wanna party/ Party just for you/ We just want the money/ Money just for you/ I know you wanna party/ Party just for me…”.

‘Guava Island’: o musical politizado de Donald Glover (Foto: Amazon Studios/Divulgação)

E o que é a vida sem sonhar? Donald Glover responde ao fazer de seu personagem um disruptivo social que quer fazer um festival de música no sábado à noite, mas todos precisam trabalhar no domingo de manhã e isso afetaria os negócios da família dominante na ilha. Mesmo com as ameaças, ele segue com o festival de música que faz a população se vestir com as melhores roupas e acessórios, e, sob seu pedido, sentir o máximo da liberdade naquela noite.

‘Guava Island’: o musical politizado de Donald Glover (Foto: Amazon Studios/Divulgação)

Impossível não destacar o trabalho do designer de produção Lucio Seixas e do figurinista Mobolaji Dawodu, que criaram uma atmosfera única para a trama, enaltecendo tons vibrantes em estampas ancestrais, sem deixar o contexto político-social dos personagens de lado. Tudo envelopado pela fotografia de Christian Sprenger, que usou uma 16mm granulada para as imagens ora poéticas ora enérgicas. É daqueles para assistir sem parar até decorar todas as falas.

The Perfection | Horror da Netflix ganha primeiro trailer angustiante

Filme é estrelado por Allison Williams, de Corra! e Logan Browning, de Cara Gente Branca
GABRIEL AVILA

Netflix divulgou o primeiro trailer do horror The Perfection, estrelado por Allison Williams (Corra!) e Logan Browning (Cara Gente Branca). Confira acima.

O filme acompanha Charlotte (Williams), uma musicista talentosa, porém mentalmente instável, que passa a percorrer um caminho sombrio após encontrar uma rival na jovem Lizzie (Browning). Dirigido por Richard Shepard (Girls) com roteiro de Eric C. Charmelo (Sobrenatural), Nicole Snyder (Ringer) e Richard Shepard (O Matador), o filme estreia em 24 de maio.

Morre atriz sueca Bibi Andersson, musa de Ingmar Bergman

Intérprete estrelou vários clássicos do cineasta conterrâneo
AFP

A atriz Bibi Andersson em ‘O Sétimo Selo’ – Divulgação

A atriz sueca Bibi Andersson, conhecida por seus papéis nos filmes do diretor e compatriota Ingmar Bergman, morreu neste domingo (14), aos 83 anos, disse sua filha Jenny Grede Dahlstrand à agência de notícias AFP, sem informar a causa.

Andersson estrelou vários clássicos de Bergman, como “O Sétimo Selo” (1957), “Morangos Silvestres” (1957) e “Persona” (1966) —filme homenageado na 40ª Mostra, em 2016.

A atriz começou a trabalhar com o cineasta quando tinha apenas 15 anos de idade, em vários anúncios da marca de sabonetes sueca Bris, dirigidos por ele.

Ela recebeu vários prêmios, entre eles, o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim em 1963 por seu papel em “A Amante Sueca”, de Vilgot Sjoman.

Bibi Andersson e Liv Ullmann, em cena do filme ‘Persona'(1966) (//Divulgação)

Seus primeiros créditos cinematográficos vieram em 1951, mas ela continuou trabalhando e estrelando  filmes até 2009, quando sofreu um derrame que paralisou um lado de seu corpo.

“Deixa um grande vazio para cada um de nós que teve o privilégio de estar perto dela”, disse a filha.