Membros da família Gucci expressam preocupação sobre ‘House of Gucci’: ‘Estão roubando nossa identidade para obter lucro’

Patrizia Gucci também demonstrou incômodo com a escalação do elenco

Adam Drive e Lady Gaga em “House of Gucci” Foto: Divulgação

Os herdeiros da Gucci expressaram suas preocupações sobre como “House of Gucci”, filme estrelado por Lady Gaga e Adam Driver, irá representá-los. Os bisnetos do fundador do império da moda Gucci, Guccio Gucci, apelaram ao cineasta Ridley Scott para que respeite o legado da família no longa. A informação é do jornal Daily Mail.

O filme é baseado  num livro que conta a história sobre o assassinato de um dos netos de Gucci, Maurizio, em 1995, e o subsequente julgamento e condenação de sua ex-mulher. A personagem de Lady Gaga, Patrizia Reggiani, está no centro da história e cumpriu 16 anos de prisão por encomendar a morte do cônjuge.

Uma das primas de Maurizio, Patrizia Gucci, está preocupada que o filme vá além de uma história baseada em fatos e comece a se intrometer na vida privada da família.

“Estamos realmente desapontados. Falo em nome da família”, ela disse. “Eles estão roubando a identidade de uma família para ter lucro, para aumentar a renda do sistema de Hollywood… Nossa família tem uma identidade, privacidade. Podemos conversar sobre tudo. Mas há uma fronteira que não pode ser ultrapassada”.

Patrizia afirmou que procurou a esposa de Ridley Scott, Giannina Facio, para esclarecimentos sobre o escopo do filme, mas não recebeu qualquer resposta.

Giannina se reuniu com membros da família Gucci no início dos anos 2000 para discutir outro projeto que deveria se concentrar nos papéis do pai de Patrizia Gucci, Paolo, e do avô Aldo, na expansão da marca para nível global.

Guccio Gucci fundou a casa de moda de luxo que leva seu nome há quase um século, em Florença. Os Guccis não são a primeira família italiana da moda a lutar contra representações nas telonas. A família Versace divulgou um comunicado em 2018 sobre a temporada de American Crime Story, de Ryan Murphy, que tratava do assassinato do fundador Gianni Versace, dizendo que a série de TV não foi autorizada e deve ser considerada “uma obra de ficção”.

Patrizia disse que sua família decidirá quais ações irão tomar depois de ver o filme e ainda reclamou sobre a escalação do elenco que, segundo ela, não corresponde com o perfil físico dos seus parentes.

“Meu avô era um homem muito bonito, como todos os Guccis, e muito alto, olhos azuis e muito elegante. Ele está sendo interpretado pelo Al Pacino, que já não é muito alto, e essa foto (feita por um paparazzi) o mostra gordo, baixo, com costeletas, muito feio… Vergonhoso, porque ele não se parece em nada com ele”, adverte.

Antes da estreia de Os Eternos, Chloé Zhao pode levar um Oscar por Nomadland

Conheça a cineasta chinesa favorita para ganhar ao menos uma estatueta neste ano
MARIANA CANHISARES

A diretora Chloé Zhao e a atriz Frances McDormand durante intervalo das filmagens de NomadlandSearchlight Pictures/Divulgação

Às vezes parece que basta um diretor se destacar no cenário independente para atrair a atenção dos grandes estúdios e ser contratado para comandar um blockbuster. Foi assim que Barry Jenkins, roteirista e diretor dos longas Moonlight Se a Rua Beale Falasse, ambos vencedores de prêmios no Oscar, pavimentou seu caminho até ser chamado para encabeçar a sequência do “live-action” de O Rei Leão. Situação semelhante aconteceu com Taika Waititi, indicado ao prêmio da Academia pela primeira vez em 2005, com o curta-metragem Two Cars, One Night, e que se destacou nos anos seguintes com os independentes O que Fazemos nas Sombras e A Incrível Aventura de Rick Baker. Depois de estar a frente de Thor: Ragnarok e um episódio de The Mandalorian, ele filma agora Thor: Love and Thunder para o Marvel Studios. Mesmo a novata Emerald Fennell, indicada a melhor roteiro original e direção no Oscar 2021 com seu longa de estreia, Bela Vingança, já tem um filme baseado em quadrinhos para chamar de seu: a aventura solo da Zatanna.

Contudo, este não foi exatamente o caso de Chloé Zhao, a diretora de Os Eternos. Diferentemente do que se costuma imaginar, ela não foi encurralada, nem sequestrada pelo presidente do estúdio Kevin Feige até aceitar o projeto, como chegou a sugerir Jenkins, em tom de piada, em bate-papo com a cineasta na Variety. Pelo contrário, foi ela quem contou para todo mundo que queria fazer um filme do MCU e esperou o projeto ideal cair no seu colo. “Construir universos é uma das minhas paixões. É por isso que amo Star Wars. Existe um mundo tão rico que eu queria entrar nele e ver o que eu seria capaz de fazer”, explicou.

Bom, deu certo! Depois de ser considerada para Viúva Negra, Zhao foi escolhida para comandar Os Eternos, o novo épico da Casa das Ideias que chega aos cinemas em 29 de outubro. No entanto, em 2021, o longa estrelado por Salma Hayek e Angelina Jolie é apenas um item na lista de conquistas de Zhao. Vencedora do prêmio de melhor direção em longa-metragem pelo DGA, o prêmio do Sindicato de Diretores, a cineasta chinesa chega à cerimônia do Oscar como a grande favorita para levar uma estatueta dourada. Não por Os Eternos, é claro. Mas pelo reflexivo Nomadland.

Estrelado por Frances McDormand, o longa narra a história de uma viúva que, como muitas famílias no interior dos Estados Unidos, perdeu seu ganha-pão e sua comunidade com a recessão de 2008. Independente – ou teimosa, segundo a irmã da personagem -, Fern decide levar uma vida itinerante depois da morte do marido e conhece pela estrada outros tantos viajantes que também moram em suas vans.

Como em seus filmes anteriores, Songs My Brothers Taught Me e Domando o Destino (The Rider, no original), o último trabalho de Zhao foi rotulado por parte da crítica como um docudrama. Embora nenhuma das três produções se propunha a retratar fatos ou personagens com um compromisso investigativo, a diretora tem essa fama por escalar pessoas sem experiência em atuação para viver versões ficcionais das suas próprias vidas. Segundo a própria cineasta, ela não é “o tipo de roteirista-diretora que consegue criar personagens assim em uma sala escura”. Desta forma, trabalhar com atores “não-profissionais” deixa mais espaço para ela construir um universo ao seu redor, processo pelo qual ela é tão apaixonada.

Em Songs My Brothers Taught Me, por exemplo, a diretora escrevia pela manhã as cenas que gravariam naquele dia, sempre pedindo permissão para incluir eventos e situações da vida real dos atores. Foi assim que o incêndio da casa de Jashaun St. John foi incluído no filme. Os detalhes são todos criações de Zhao, mas o sentimento na tela é 100% genuíno.

Apesar de Nomadland ter como protagonista uma vencedora do Oscar, ele também é povoado por pessoas que de fato vivem como nômades, como duas das amigas de Fern, Swankie Linda May, e o representante do movimento no YoutubeBob Wells. Aliás, vale notar que a Searchlight Pictures, distribuidora do filme, chegou a fazer campanha para que os três fossem também indicados ao Oscar.

No entanto, talvez o personagem de Derek Endres seja o exemplo mais interessante do trabalho mais recente da diretora com atores não-profissionais. O jovem com quem Fern cruza em dois momentos distintos no filme entrou no roteiro depois de Chloé Zhao encontrá-lo na estrada. Originalmente, a diretora queria retratar uma jovem grávida, já que a protagonista de Nomadland nunca teve um filho. Mas a conversa com Derek foi tão rica que ela decidiu recalcular a rota.

Derek Endres durante as filmagens de NomadlandSearchlight Pictures/Divulgação

“Ele é assim na vida real, como se tivesse vindo de uma outra era”, contou a diretora a Barry Jenkins na Variety“No momento que o conhecemos, [ficou claro que] se alguém iria representar esse espírito jovem e inquieto em busca de identidade seria o Derek. Ele começou a me contar várias coisas, muitas das quais você viu na tela, e nós escolhemos as partes que ele diria. No final, ele acabou no departamento de arte e ficou com a gente por um mês.”

Era de se esperar que estando a frente de um blockbuster do Marvel Studios, em que cada detalhe faz diferença no intrincado calendário de lançamentos, a cineasta precisaria abandonar essa abordagem. No entanto, segundo o ator Kumail Nanjiani, esse não foi o caso. Ao encontrar com Zhao para discutir seu personagem em Os Eternos, Kingo, o comediante ouviu: “ele é você. Te escolhi porque queria que ele fosse você”. “Foi assim que ela escolheu todo o elenco. Ela queria que todo mundo colocasse fragmentos deles nos personagens”, afirmou Nanjiani à Vulture.

Coisa do destino

Como a Zhao mesmo frisa em diferentes entrevistas, tudo em Nomadland foi uma construção coletiva – até mesmo seu envolvimento com o projeto. Porque enquanto a cineasta chinesa planejava falar sobre a comunidade nômade dos EUA na perspectiva dos jovens, Frances McDormand adquiria os direitos de adaptação do livro de Jessica BruderNomadland: Surviving America in the Twenty-First Century, que tratava do mesmo tema, mas a partir do olhar de pessoas idosas. Quando McDormand, que começava a dar seus primeiros passos como produtora, procurou a diretora para falar sobre a obra, Zhao sentiu que as peças do seu quebra-cabeça finalmente encaixavam. “Pareceu destino. Não senti que estava pulando para outro projeto, mas para uma versão mais aprofundada do que eu queria fazer”, definiu à Vulture.

É curioso que o caminho das duas se cruzou por uma “contravenção” da premiada atriz. Mesmo com a agenda lotada de compromissos com a imprensa para promover Três Anúncios para um Crime no Festival de Toronto, McDormand decidiu dar uma escapada e seguir o conselho de um amigo, isto é, assistir Domando o Destino, o segundo longa da carreira de Zhao. Nos primeiros minutos, ela se sentiu tão imersa na história do jovem protagonista Brady Blackburn que quis se encontrar com a diretora chinesa para ver se poderia repetir esse efeito com Nomadland. A aclamação do público e da crítica, assim como a indicação ao Oscar, comprova como o plano foi bem-sucedido – e tudo indica que a cerimônia no dia 25 de abril fará coro à coleção de prêmios que Zhao e McDormand ganharam no último ano.

De largada, a cineasta chinesa se destaca por uma triste estatística da Academia: antes da sua indicação ao lado de Emerald Fennell, apenas outras cinco mulheres concorreram à melhor direção em 93 anos de prêmio – entre as quais, somente uma venceu: Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror. Além disso, ela é a primeira mulher não-branca e a primeira chinesa a disputar na categoria. Quer dizer, com ou sem estatueta, ela já fez história.

Não bastasse a indicação à direção, Zhao ainda aparece na lista deste ano concorrendo aos prêmios de Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme, já que ela é também uma das produtoras de Nomadland. E, diga-se de passagem, com grandes chances de sair vencedora também nelas.

A diretora é certamente um dos novos nomes de Hollywood a ser acompanhado com atenção, independentemente da decisão da Academia. E se Nomadland for um presságio do que se pode esperar de Os Eternos, o novo lançamento da Casa das Ideias está em excelentes mãos.

‘Nomadland’, favorito ao Oscar, chega aos cinemas

Frances McDomand, soberba, viveu entre nômades para fazer papel que rendeu 6ª indicação como melhor atriz
Mario Abbade

Diretora Chloé Zhao e a atriz Frances McDomand

O tal sonho americano, uma ideia amplamente propagada sobre o que seria o sucesso, leva multidões a imigrar para os Estados Unidos todos os anos (muitos, claro, em fuga das mazelas de seus países). Mas cabe perguntar: e os americanos que não seguem esse norte? “Nomadland” — que tem sessões de pré-estreia nos cinemas a partir desta quinta-feira (15-4) — apresenta uma América que foge ao padrão. A diretora chinesa Chloé Zhao entrega um filme introspectivo e reflexivo sobre uma parte da sociedade americana que, diante dos percalços da realidade e de crise econômica, vive, e até é feliz, fora do tal sonho.

Na história, acompanhamos Fern (a sempre ótima Frances McDomand), uma mulher sexagenária, que perdeu o marido e se vê tendo que sair de Empire, no estado de Nevada, que se tornou uma cidade fantasma após o fechamento de uma mina que empregava boa parte dos moradores. Diante das possibilidades, Fern decide viver como nômade em sua van, indo de estado em estado, fazendo biscates e conhecendo gente que vive como ela.

A partir daí, a diretora Chloé Zhao apresenta o jeito de viver dessas pessoas de maneira respeitosa, realçando que também se trata de uma escolha, sem reduzir o tema a uma necessidade. A diretora atinge um nível de realismo extraordinário por combinar poucos atores com indivíduos que de fato vivem como nômades. Em certos momentos, a narrativa lembra mesmo um documentário, pela maneira como Chloé Zhao retrata personagens reais e fictícios.

O roteiro, escrito por ela, é inspirado no relato contundente do livro homônimo da jornalista Jessica Bruder, especialista em subculturas americanas. Com o objetivo de aproximar o espectador desse universo, a diretora criou a personagem Fern reunindo num único rosto algumas passagens da obra de Jessica. Foi uma bela solução para que o público pudesse acompanhar a jornada de Fern e entender suas motivações.

A criação da personagem veio também da vital colaboração da atriz Frances McDomand, mentora do projeto. Para desenvolver Fern, Frances fez como outros atores que, na preparação para um papel, dedicaram-se à imersão na realidade do personagem, vivendo algum tempo nessas comunidades nômades e adotando sua cultura. Para chegar ao nível de excelência de atuação que atingiu, Frances se entregou ao chamado Método Meisner, o estilo de interpretação criado pelo ator e professor Sanford Meisner. Todo esse processo resultou, após a atuação soberba, em sua sexta indicação ao Oscar.

Quando Frances descobriu o livro, resolveu convidar Chloé para comandar a empreitada por causa de sua sensível abordagem nos longas “Domando o destino” (2017), sobre um caubói que após um ferimento quase fatal sai em busca de uma nova maneira de viver em seu país, e “Songs my brothers taught me” (2015), em torno de uma indígena que é obrigada a deixar sua reserva para morar em Los Angeles.

Essa experiência em retratar indivíduos que vivem um confronto com sua realidade foi providencial para que Chloé conseguisse ilustrar com eficácia seu novo tema, pouco conhecido pelo público. Um ponto interessante é que a diretora não fez um filme político sobre a falência de uma cidade que obriga toda uma comunidade a mudar sua maneira de viver, ou qualquer outro tipo de discurso mais batido que tentasse se apoiar em temas ideológicos.

O objetivo da diretora e da atriz é, sobretudo, mostrar que o tal sonho americano não é igual para todos, e que há outras maneiras de viver e de se atingir a realização. As seis indicações, que incluem filme e direção, são mais do que merecidas, e o longa é o grande favorito para levar o prêmio máximo do Oscar.

Primeira atriz sul-coreana vitoriosa no BAFTA, Youn Yuh Jung diz ficar feliz em receber prêmio dos britânicos ‘esnobes’

Discurso da artista de 73 anos, que ganhou na categoria de melhor atriz coadjuvante por seu papel em ‘Minari’, repercutiu nas redes sociais
Louise Queiroga

Credit: ELLE

LONDRES — A atriz Youn Yuh Jung recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no BAFTA neste domingo, dia 11, por seu papel em “Minari”, conquistando a primeira vitória da Coreia do Sul em categoria de atuação na prestigiosa premiação da Academia Britânica de Artes de Cinema e Televisão. Em seu discurso de agradecimento, feito em inglês e exibido de forma remota, a atriz de 73 anos chamou atenção por chamar os britânicos de “esnobes”.

Após prestar condolências pela morte do príncipe Philip, Youn Yuh Jung brincou que o prêmio era ainda mais significativo por lhe ter sido dado pelos britânicos, famosos por serem “esnobes”, gerando risadas entre os participantes do evento, transmitido a partir do Royal Albert Hall, em Londres. O vídeo postado pelo BAFTA no Twitter ultrapassa 1,3 milhão de visualizações.

“Olá, Grã-Bretanha. Eu sou a atriz coreana Youn Yuh Jung. Não sei como dizer isso, estou muito honrada em ser indicada — não, não, sou a vencedora agora”, disse, colocando as mãos sobre o rosto ao ter trocado as palavras. “Em primeiro lugar, gostaria de expressar minhas profundas condolências ao seu duque de Edimburgo”, acrescentou. “Muito obrigado por este prêmio. Cada prêmio é significativo, mas este especialmente, porque sou reconhecida pelos britânicos, conhecidos como pessoas muito esnobes, e eles me aprovaram como uma boa atriz, então estou muito feliz. Obrigada, muito obrigada. Obrigada pelos integrantes que votaram em mim. Muito obrigada, BAFTA”.

“Minari”, dirigido pelo norte-americano Lee Isaac Chung, é sobre uma família coreana que vai para os Estados Unidos em busca de oportunidades e começa uma vida nova numa fazenda do Arkansas. O longa recebeu seis indicações ao Oscar deste ano, incluindo uma noemação para Yuh Jung. “Minari” compete ainda em Melhor Direção, Melhor Ator (Steven Yeun), Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora Original.

Yuh Jung, que estreou em 1966, ressaltou numa entrevista à Vogue, em fevereiro, que adota uma postura otimista com relação à vida.

O filme ‘Minari’ está concorrendo em 6 categorias do Oscar 2021 — Foto: Divulgação

“Eu decidi que vou viver e morrer rindo. Veja, conforme a vida avança, fica cada vez mais exaustiva. É por isso que só encontro pessoas engraçadas e alegres agora … enquanto fico o mais longe possível de pessoas sérias que querem fazer coisas como discutir cinema”, disse.

O cinema sul-coreano chamou atenção em 2020, com a premiação inédita para o país no Oscar, na categoria principal, de Melhor Filme, entregue a “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Sequência de ‘Top Gun’ é adiada em novo revés para os cinemas

Filme seria uma das maiores estreias da temporada de verão nos Estados Unidos
LISA RICHWINE

Top Gun: Maverick – Divulgação

LOS ANGELESREUTERS – A Paramount Pictures adiou novamente o lançamento do filme “Top Gun 2”, estrelado por Tom Cruise, de julho para novembro, informou o estúdio nesta sexta-feira (9). A decisão priva os cinemas do que se esperava ser uma das maiores estreias da temporada de verão nos Estados Unidos.

A sequência de “Top Gun – Ases Indomáveis”, sucesso de 1986, estreará em 19 de novembro. Esse é o mesmo dia em que a Paramount planejava lançar o sétimo “Missão: Impossível”, franquia também encabeçada por Cruise –este, por sua vez, foi adiado para maio de 2022.

Operadoras de cinemas como AMC Entertainment, Cineworld Group Plc e Cinemark Holdings Inc esperavam uma recuperação no verão. No último ano, a indústria sofreu com fechamentos forçados pela pandemia de Covid-19.

Por enquanto, outras estreias estão mantidas. O nono exemplar da franquia “Velozes e Furiosos”, da Universal Pictures, continua programada para chegar às salas de exibição em 25 de junho.

“Viúva Negra”, filme da Marvel produzido pela Walt Disney, deve ser lançado nos cinemas no dia 9 de junho. Porém, também poderá ser visto por uma taxa extra no serviço de streaming Disney+.

Phoebe Waller-Bridge de ‘Fleabag’ estrelará o próximo filme ‘Indiana Jones’ com Harrison Ford

Criadora de ‘Fleabag’ foi anunciada na produção, que chega aos cinemas em 2022

Phoebe Waller-Bridge em cena de ‘Fleabag’ – Divulgação

LOS ANGELES AFP – A atriz e criadora da série “Fleabag” Phoebe Waller-Bridge, 35, estrelará ao lado de Harrison Ford, 78, o novo filme “Indiana Jones”. A produção chegará aos cinemas em meados de 2022, segundo anunciou a produtora Lucasfilm nesta sexta-feira (9).

O quinto episódio da série, dirigido por James Mangold (“Ford vs. Ferrari”), foi anunciado como a última vez que o Ford, de 78 anos, interpretará o famoso arqueólogo. A “nova aventura” contará com um “time dos sonhos de grandes cineastas de todos os tempos”, incluindo os produtores Steven Spielberg —que originalmente iria dirigir o filme— e Kathleen Kennedy.

“Quando você adiciona Phoebe, uma atriz deslumbrante, uma voz criativa brilhante e a química que ela sem dúvida trará ao nosso set, não posso deixar de me sentir tão sortuda quanto o próprio Indiana Jones”, acrescentou Mangold.

A escalação culmina com a notável ascensão da atriz e escritora britânica, que ganhou vários Emmys por “Fleabag”. A bem-sucedida adaptação para a televisão de seu show solo trata sobre uma jovem solteira desiludida em Londres.

Waller-Bridge também é co-autora do thriller de espionagem “Killing Eve” e do filme de James Bond “007 – Sem Tempo para Morrer”, adiado pela pandemia. Ela já trabalhou com a Lucasfilm, interpretando o droid de aço L3-37 em “Solo: Uma Historia de Star Wars” (2018).

O quinto filme de Indiana Jones está em produção há anos, e a Disney, empresa-mãe da Lucasfilm, confirmou o retorno de Ford em dezembro. Demorou quase 20 anos para o ator estrelar o quarto filme, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, que fez sucesso de bilheteria, mas recebeu críticas ruins.

Ford vestiu o chapéu e o chicote característicos do aventureiro pela primeira vez em “Os Caçadores da Arca Perdida”, de 1981, alguns anos depois de alcançar a fama mundial como Han Solo no filme “Guerra nas Estrelas” original. Três anos depois, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” chegou, e em 1989 “Indiana Jones e a Grande Cruzada” foi lançado, com Sean Connery no papel do pai de Indy.

O lendário compositor John Williams, que criou a famosa música-tema de Indy, irá compor a música do quinto filme, previsto para julho de 2022.

Aqueles Que Me Desejam a Morte | Trailer Legendado

Assista ao trailer oficial dublado com Angelina Jolie do filme “Aqueles Que Me Desejam a Morte” #WarnerPlay​

A New Line Cinema traz o suspense Aqueles Que Me Desejam a Morte, estrelado por Angelina Jolie e dirigido por Taylor Sheridan.

A vencedora do Oscar Jolie (“Garota, Interrompida”, filmes “Malévola”) estrela como Hannah, uma bombeira ainda abalada pela perda de três vidas que não conseguiu salvar de um incêndio e se depara com um menino de 12 anos traumatizado e sem ninguém a quem recorrer.

O filme também é estrelado por Nicholas Hoult (filmes “X-Men”), Finn Little (“Reckoning”), Aiden Gillen (“Game of Thrones”, “Peaky Blinders”), Medina Senghore (“Happy!”), Tyler Perry (“Vice”, “Garota Exemplar”), Jake Weber (“Midway – Batalha em Alto Mar”, “Homeland”) e Jon Bernthal (“Ford vs. Ferrari”, “Terra Selvagem”).

Indicado ao Oscar, Sheridan (“A Qualquer Custo”, “Terra Selvagem”) dirigiu o filme a partir de um roteiro escrito por Michael Koryta, Charles Leavitt e Sheridan, baseado no livro de Koryta. O filme foi produzido por Steven Zaillian, Garrett Basch, Aaron L. Gilbert, Kevin Turen e Sheridan, com produção executiva de Steven Thibault, Ashley Levinson, Andria Spring, Jason Cloth, Richard McConnell, Kathryn Dean, Michael Friedman, Daria Cercek e Celia Khong.

Nos bastidores, a equipe criativa do diretor incluiu o diretor de fotografia Ben Richardson, o desenhista de produção Neil Spisak e a figurinista Kari Perkins, que trabalharam com ele em “Terra Selvagem”; e o editor Chad Galster e o compositor Brian Tyler, de sua série “Yellowstone”.

A New Line Cinema apresenta Aqueles Que Me Desejam a Morte, uma produção da BRON Studios/FILMRIGHTS, em associação com a Creative Wealth Media, um filme de Taylor Sheridan. O filme será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures.

Those Who Wish Me Dead | Angelina Jolie vive bombeira em primeiras fotos

Those Who Wish Me Dead, próximo filme de Taylor Sheridan com Angelina Jolie, teve suas primeiras imagens reveladas pela EW. Nas fotos, que podem ser conferidas abaixo, Jolie aparece como bombeira, e ao lado de Finn Little

No longa, baseado no livro de 2014 de Michael Koryta, Jolie vive Hannah, uma bombeira traumatizada por uma missão do passado quando encontra Connor, um garoto de 12 anos que é perseguido por dois assassinos. No longa, eles são interpretados por Nicholas Hoult e Aidan Gillen, e o elenco conta também com Jon Bernthal, Tyler Perry, Medina Shenghore, e Jake Weber.

Indicado ao Oscar pelo roteiro de A Qualquer Custo, Sheridan dirigiu também Terra SelvagemThose Who Wish Me Dead será lançado nos cinemas e na HBO Max nos EUA em 14 de maio. 

O serviço de streaming da Warner tem previsão de lançamento para junho no Brasil. 

‘Num mundo sem Deus, é mais difícil pensar sobre a morte’, diz o diretor Roger Mitchell

Cineasta adapta drama familiar dinamarquês em ‘A Despedida’, que chega agora ao streaming no Brasil
Mariane Morisawa, O Estado De S.Paulo

Cena do filme ‘A Despedida’ (‘Blackbird’), com Susan Sarandon e Kate Winslet Foto: Busted Shark Productions

A Despedida, de Roger Michell, segue a cartilha daqueles dramas de prestígio de antigamente: um cenário deslumbrante (no caso, uma casa moderna na Costa Leste dos Estados Unidos), personagens privilegiados e elegantes, que cozinham pratos sofisticados, e um elenco invejável, que conta com Susan Sarandon, Kate Winslet, Sam Neill, Mia Wasikowska e Lindsay Duncan. O filme, lançado em 2019, chega agora ao Brasil direto no Now, iTunes, Google Play, YouTube Filmes, Vivo Play e Sky Play.

O longa-metragem, versão em inglês da produção dinamarquesa Coração Mudo, dirigida por Bille August e escrita por Christian Thorpe, também autor desta adaptação, é um drama familiar, que costuma atrair atores com seu potencial para momentos cômicos, lágrimas e barracos épicos. A Despedida, como o título indica, joga na equação uma pessoa à beira da morte, a matriarca Lily (Susan Sarandon), que tem uma doença degenerativa e resolve não sofrer mais. Lily é dessas pessoas seguras, decididas, sarcásticas em face dos acontecimentos mais dolorosos. Lily chama o resto da família para passar o último fim de semana com ela e seu marido Paul (Sam Neill), um Natal fora de época. 

A certinha Jennifer (Kate Winslet) vem com o marido Michael (Rainn Wilson), um bananão, e o filho adolescente Jonathan (Anson Boon). A irmã mais nova, Anna (Mia Wasikowska), a ovelha negra da família, chega atrasada e acompanhada da namorada não-binária, Chris (Bex Taylor-Klaus). Também está presente uma antiga amiga da família, Liz (Lindsay Duncan). Tudo parece relativamente em ordem, até que os segredos começam a ser revelados, e os conflitos, a aflorar. 

Para começo de conversa, a decisão de Lily não é bem aceita por todos. A morte, afinal, não é algo com que as sociedades ocidentais lidam muito bem. “Eu acho que, num mundo sem Deus, é mais difícil pensar sobre a morte”, disse Michell, famoso pela comédia romântica Um Lugar Chamado Notting Hill, em entrevista ao Estadão durante o Festival de Zurique. “Os vitorianos tinham a vantagem de Deus. Disseram para eles que tudo ficaria bem, que depois da morte seria só felicidade, anjos, todo o mundo sendo bacana com o próximo. Para eles era mais fácil contemplar a morte. Nós deixamos para pensar nisso depois, quando, na verdade, é a única certeza da vida. É duro encarar nosso próprio desaparecimento.”

Lindsay Duncan, vencedora de dois Olivier e um Tony, acredita que se trata de um medo natural do ser humano. “Nós não queremos o fim”, disse ela. “Você se preocupa sobre como vai ser. E essa é uma discussão interessante proposta pelo filme, porque, no final das contas, não tem controle. Você não sabe como vai deixar esse plano. Mas, se tiver inteligência emocional e coragem, pode pelo menos falar sobre o assunto.” Ela contou que costuma fazer piada sobre o tema, para facilitar o enfrentamento da morte. Mas sabe que o temor é também pela perda que quem amamos vai sofrer. “Eu me preocupo com quem fica para trás. Acho que o filme fala disso.”

A morte de Lily, claro, é apenas um pretexto para explorar os relacionamentos desses personagens. “É óbvio o amor que existe entre eles”, disse Duncan. Liz tem uma relação antiga e complexa com o casal formado por Lily e Paul, o que às vezes causa estranheza nas filhas. Jennifer e Kate são muito diferentes, mas enfrentam igualmente as cobranças da mãe. 

Para a filmagem, os atores vieram de várias partes do mundo e ficaram confinados na única locação, a casa em Sussex, na Inglaterra, fazendo se passar por Connecticut, nos EUA. A união foi imediata. “É o único grupo de WhatsApp de que participo”, disse Duncan. Não só: o diretor e todo o elenco fizeram a mesma tatuagem, do pássaro melro-preto, que simboliza muitas coisas, incluindo sabedoria e morte. A culpa é de Kate Winslet, que Duncan descreveu como “a melhor organizadora de programas que existe”. No último dia de filmagem, que foi curto, todos se reuniram para drinques e comidinhas, e dois tatuadores fizeram a ronda. “Foi muito legal”, disse Lindsay Duncan, que nunca tinha feito uma tatuagem. “Foi especial, nós nos divertimos muito na filmagem. Mas o filme é sério.” O drama ficou mesmo só na frente das câmeras.