A Vida Invisível: “filme tem uma missão social e ética de dar luz a essas mulheres silenciadas”

As atrizes Julia Stockler e Carol Duarte fazem suas estreias no cinema em A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, que busca uma vaga no Oscar 2020; Confira uma entrevista exclusiva com as protagonistas e com o diretor
CHANTAL SORDI

Julia usa vestido Atelier Le Lis. Carol, blazer Argalji + Discreta Estúdio (Foto: Marina Benzaquem)

As atrizes Carol Duarte e Julia Stockler não se conheciam antes de serem aprovadas para os papéis das irmãs Guida e Eurídice Gusmão no novo filme do diretor Karim Aïnouz, A Vida Invisível, que desde sua apresentação em Cannes, em maio, venceu a mostra Um Certo Olhar (sendo o primeiro brasileiro a levar o prêmio maior da competição paralela à oficial do festival francês) e já contabiliza mais de 14 vitórias em diferentes festivais, além de ter sido selecionado para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro.

Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 50, A Vida Invisível (baseado no romance homônimo de Martha Batalha) estreia dia 21 no Brasil e retrata a vida das duas irmãs em meio a uma sociedade machista. Sempre unidas, elas compartilham sonhos e planos até que uma gravidez aos 18 anos faz comque Guida seja rejeitada pela família. Separadas, elas passam a vida tentando se reencontrar.

No elenco também estão Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Fernanda Montenegro. “Nós tivemos um mês para ficar loucas uma pela outra e fazer com que a ausência fosse muito presente”, conta Carol, em entrevista à Vogue. “A Nina (Kopko, diretora-assistente do longa) foi muito certeira na preparação, chegando até a entrevistar mulheres que viveram naquela época”, completa a atriz paulista, atualmente em cartaz em São Paulo com a peça As Siamesas – Talvez Eu Desmaie no Front. “Houve uma pesquisa grande sobre o período, mas era importante não imitar os jeitos das pessoas, e sim entender como estavam a situação política e o ambiente do Rio para o sexo feminino naquele momento”, recorda Carol, que faz um excelente trabalho ao representar uma mulher silenciada no ambiente privado, enquanto Julia, igualmente talentosa na pele de Guida, representa a opressão no âmbito público. “A Eurídice é sobre o não falar, sobre engolir e buscar formas de se expressar neste cenário do casamento, em que a violência é muito sutil e no filme isso se transparece de diversas formas”, explica.

Além das oito horas diárias de ensaios, realizados de segunda a sábado, Julia e Carol aprenderam a bordar, tiveram aulas de etiqueta, de grego e de piano. “O bordado foi pela época, mas também por ser uma técnica de concentração”, conta Julia. “Foi muito intenso, especialmente porque não sabia nada sobre a Carol e tivemos que construir essa relação de muito carinho e amor.” Para isso, as duas fizeram desde exercícios sensoriais até improvisações no set, onde ninguém podia usar celular e nem falar com elas, exceto os diretores. Lá, eram Eurídice e Guida. “Muitas vezes recebíamos a cena na noite anterior à filmagem, pois Karim não queria que cristalizássemos as palavras”, diz a atriz carioca, que agora vive Justina na novela Éramos Seis, na Rede Globo. “Também mantínhamos diários das personagens para criar as memórias e a falta”, completa Carol.

Carol Duarte (à esq.) usa top Andrea Bogosian para Ka Store e calça MSGM na NK Store. Julia veste camisa MSGM na NK Store (Foto: Marina Benzaquem)

“Fui me encantando com as duas”, revela Karim Aïnouz, que buscou no teatro o time de atores deste projeto. “O filme está sempre no limite do excesso da interpretação. Ele não tem um estilo naturalista clássico, então procurei mulheres jovens, mas que tivessem um repertório de interpretação teatral mais sólido e conhecessem bem o processo”, diz. Para a seleção, o diretor cearense realizou dois testes: um em que os atores descascavam batatas, “para entender seus limites de carisma”, depois, com os nomes pré-aprovados, outro com leituras de textos selecionados por ele. Julia se destacou logo de cara. “Acho que ela estava tão aflita de fazer aquilo (descascar batatas) que uma hora acendeu um cigarro, mas de um jeito tão verdadeiro, que pensei: quem é essa maluca desobedecendo o que pedi e fumando no meio do teste?”, recorda Aïnouz, aos risos. “Foi muito bonito, pois tinha muita genuinidade naquela ação”, elogia.

Enquanto Carol impressionou por seu tempo dramático e jeito misterioso – “você não sabe quem está ali ou o que ela está pensando, acho isso muito fascinante em uma atriz” –, com Julia a voltagem era mais alta. “Foi intenso. Ela fez várias versões do mesmo texto e tinha a questão do corpo, que era importante, então incluímos danças.”

Sempre se perguntando sobre o seu lugar de fala num projeto essencialmente feminino, Karim também cuidou para que as chefes de departamentos, como som e fotografia, fossem mulheres, originando uma equipe 90% feminina. “Desde que o Rodrigo Teixeira (produtor) me mostrou o livro, eu me questionava se tinha direito de contar essa história e, se pudesse, como faria isso, pois não queria, por exemplo, um homem pegando na coxa da Julia para colocar o microfone.” Além das questões práticas, era fundamental criar um campo magnético no ambiente de filmagem que não expusesse as atrizes e onde o diretor tivesse acesso a essa sensibilidade. “Queria outro clima, que não fosse o dos homens brincando com máquinas, como funciona geralmente nesses departamentos do cinema. Foi bonito gerar algo mais horizontal.”

O resultado geral é uma obra poética e cheia de afeto, rica em detalhes e na qual toda mulher (não importa idade, origem ou classe social) irá se identificar de alguma maneira. “Acredito que o filme tem uma missão social e ética de dar luz a essas mulheres silenciadas”, pondera Julia. “Falamos dos anos 50, mas isso ainda acontece.” Carol concorda: “Talvez eu nunca tivesse me aprofundado tanto em me perguntar o que elas poderiam ter sido, se tivessem tido outra escolha”, reflete. “Penso também no quanto elas abriram caminho para nós e como foram fortes em aguentar tudo isso.”

Para Karim, o pensamento é similar tanto pela temática feminista do longa-metragem, que em tempos de #metoo nunca foi tão importante ser discutida, mas também pela possibilidade de concorrer ao Oscar neste período conturbado pelo qual o cinema nacional está passando. “Quando soube que iríamos representar o Brasil na disputa, pensei na enorme responsabilidade, mas ao mesmo tempo gostei do desafio. Acho que é um momento para a gente se afirmar”, diz. “Esse é um projeto que começou na retomada do cinema nacional, com a criação da Ancine (em 2001), e estamos colhendo os frutos – o Brasil teve mais de dez filmes no Festival de Berlim, vitórias históricas em Cannes tanto com A Vida Invisível quanto com Bacurau. Porém, o terreno está sendo queimado justamente agora, então estou empenhadíssimo nessa questão do Oscar, não por razões narcísicas, mas por posicionamento.”

Styling: Marina Brum
Cabelo e maquiagem: Bárbara Vitória Carvalho
Produção de moda: Aline Swoboda
Assistente de fotografia: João Rios
Agradecimentos: Nayde Pinto

CINEMA I Estreias: A Vida Invisível, A Grande Mentira, Fogo Contra Fogo, Medo Profundo – O Segundo Ataque, Midway – Batalha em Alto Mar

‘A Vida Invisível’ e ‘A Grande Mentira’ estão entre as estreias da semana

Helen Mirren e Ian McKellen em ‘A Grande Mentira’ Divulgação

Bixa Travesty
Brasil, 2018. Direção: Claudia Priscilla e Kiko Goifman. 76 min. 18 anos.
O Documentário acompanha a trajetória artística de Linn da Quebrada, cantora negra e transexual. Nascida na periferia de São Paulo, ela utiliza suas músicas para contestar estereótipos de gênero, raça e classe social.

Um Dia de Chuva em Nova York
A Rainy Day in New York. EUA, 2019. Direção: Woody Allen. Com: Timothée Chalamet, Elle Fanning, Selena Gomez, Diego Luna e Jude Law. 94 min. 14 anos.
Um jovem apaixonado por Nova York decide acompanhar sua namorada que viaja à cidade para entrevistar um diretor de cinema. Os planos do rapaz de apresentar a ela o melhor da cidade, porém, são cancelados à medida que a companheira mergulha nas confusas vidas das celebridades que conhece. Do mesmo diretor de “Café Society” (2016).

Fogo Contra Fogo
Kalushi – The Story of Solomon Mahlangu. África do Sul, 2016. Direção: Mandla Dube. Com: Thabo Rametsi, Thabo Malema e Pearl Thusi. 107 min. 16 anos.
Inspirado em fatos reais, o drama conta a história de um jovem vendedor que foi atraído para o movimento contra o apartheid (regime de segregação racial na África do Sul). Injustamente acusado de homicídio pela polícia, ele precisa provar sua inocência e lutar por sua vida.

A Grande Mentira
The Good Liar. EUA, 2019. Direção: Bill Condon. Com: Helen Mirren, Ian McKellen e Russell Tovey. 109 min. 16 anos.
Um golpista se aproxima de uma rica viúva que conheceu por meio um aplicativo de relacionamentos. Ele planejava apenas enganá-la para tomar seus bens, mas acaba desenvolvendo uma real conexão com ela. Adaptação de livro do escritor Nicholas Searle.

UMA – Luz do Himalaia
Brasil/Índia, 2018. Direção: Ananda Jyothi. 73 min. Livre.
O documentário acompanha fiéis de todo o mundo que vão à Índia para visitar o rio Ganges. Considerado sagrado no hinduísmo, ele é símbolo de purificação e de conhecimento para quem se sente perdido.

Mais que Vencedores
Overcomer. EUA, 2019. Direção: Alex Kendrick. Com: Alex Kendrick, Holly A. Morris e Ben Davies. 124 min. 12 anos.
O técnico de um time escolar de basquete é realocado e passa a treinar cross-country (corrida em terreno aberto). O desânimo com a mudança aumenta quando a única atleta inscrita para a modalidade é uma garota com asma.

Medo Profundo – O Segundo Ataque
47 Meters Down – The Next Chapter. EUA/Reino Unido, 2019. Direção: Johannes Roberts. Com: John Corbett, Nia Long e Sophie Nélisse. 91 min. 12 anos.
Um grupo de amigas faz uma viagem e decide mergulhar para explorar as ruínas de uma cidade submersa. Durante o passeio, elas descobrem que o local é habitado por tubarões assassinos.

Midway – Batalha em Alto Mar
Midway. China/EUA, 2019. Direção: Roland Emmerich. Com: Luke Evans, Patrick Wilson, Dennis Quaid, Nick Jonas e Woody Harrelson. 140 min. 14 anos.
Em 1942, meses após o ataque a Pearl Harbor, aviões e embarcações do Japão e dos Estados Unidos deflagraram o que ficou conhecido como a Batalha de Midway, no oceano Pacífico. Do mesmo diretor de “Independence Day” (1996).

O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos
Snezhnaya Koroleva. Zazerkale. Rússia, 2018. Direção: Aleksey Tsitsilin e Robert Lence. 86 min. Livre.
Nesta animação, um rei encontra uma forma de banir a magia do mundo após quase perder sua família para os ataques da Rainha da Neve. Quando seu irmão é capturado pelo monarca, uma jovem tenta resgatá-lo.

A Vida Invisível
Brasil, 2019. Direção: Karim Aïnouz. Com: Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregorio Duvivier e Fernanda Montenegro. 139 min. 16 anos.
No Rio de Janeiro dos anos 1950, duas irmãs acreditam, equivocadamente, que a outra leva a vida dos sonhos. Vencedor do prêmio Um Certo Olhar em Cannes e representante do Brasil no Oscar 2020 de filme internacional.

Julia Roberts já foi cotada para papel de heroína afro-americana da escravidão Harriet Tubman

Gregory Allen Howard, coautor do novo filme biográfico ‘Harriet’, fez a revelação em artigo que descreve sua longa jornada para trazer a história da escrava para o cinema
JILL SERJEANT – REUTERS

Julia Roberts e Harriet Tubman
Julia Roberts e Harriet Tubman Foto: Mario Anzuoni/ Reuters |Abrams Books/Library of Congress, via The New York Times

Um executivo de estúdio de cinema de Hollywood sugeriu uma vez que Julia Roberts poderia interpretar Harriet Tubman, a escrava do século 19 que é vista como um ícone afro-americano. Gregory Allen Howard, coautor do novo filme biográfico Harriet, estrelado por Cynthia Erivo, disse que a ideia foi lançada há 25 anos por um ex-executivo de estúdio de cinema.

“Imagine 1994: ‘Este é um ótimo roteiro. Vamos fazer Julia Roberts interpretar Harriet Tubman’ ‘, disse o então presidente de um estúdio menor”, escreveu Howard em um artigo para o Los Angeles Times nesta terça-feira, 19, descrevendo sua longa jornada para trazer a história de Tubman para a tela grande.

“Felizmente, havia uma única pessoa negra naquela reunião de estúdio há 25 anos que lhe disse que Harriet Tubman era uma mulher negra. O executivo respondeu: ‘Isso foi há tanto tempo. Ninguém vai saber disso'”, escreveu Howard no jornal em um texto na primeira pessoa. Ele não disse o nome do estúdio ou do executivo.

Harriet, que estreou nos cinemas dos EUA em 1º de novembro, é o primeiro grande filme sobre Tubman, que nasceu escrava no início do século XIX, em Maryland. Quando jovem, ela escapou da escravidão percorrendo quase 160 quilômetros através de florestas e campos. Ela então arriscou sua vida várias vezes para retornar a Maryland e levar dezenas de escravos à liberdade através de rotas clandestinas, conhecidas como ‘Underground Railroad’.

Cynthia Erivo chega no lançamento internacional de 'Harriet', filme biográfico em que interpreta Harriet Tubman
Cynthia Erivo chega no lançamento internacional de ‘Harriet’, filme biográfico em que interpreta Harriet Tubman Foto: Mark Blinch/ Reuters

Howard disse que nunca desistiu dos esforços para fazer o filme, mas disse que o clima em Hollywood só mudou após o filme 12 Anos de Escravidão vencedor de um Oscar de 2013 e a controvérsia #OscarsSoWhite em 2016, quando todos os 20 indicados foram brancos.

“Não é por acaso que Harriet entrou em produção nove meses após o lançamento de Pantera Negra“, acrescentou Howard. O filme de super-herói Pantera Negra, o primeiro da Marvel Comics a apresentar um elenco predominantemente negro, tornou-se o segundo filme de maior bilheteria de 2018, faturando 1,3 bilhão de dólares. A produção ganhou três Oscars e uma sequência foi anunciada para 2022.  

‘Frozen 2’ tem potencial para empoderar meninas e meninos, diz a atriz Idina Menzel

Seis anos depois do sucesso de ‘Frozen’, animação ganha sequência e se aprofunda nas emoções de Elsa e Anna, com conflitos mais difíceis
Jonathan Landrum Jr., AP

‘Frozen 2’ estreia nos cinemas brasileiros em janeiro Foto: Disney

Quando Idina Menzel começou a cantar Let It Go ao vivo nos shows, ela pensou que a letra e a melodia empolgante iriam empoderar todas aquelas meninas da plateia vestidas de Elsa. Em vez disso, Menzel disse que muitas vezes era ela mesma quem saía dessas apresentações se sentindo tão inspirada quanto as garotinhas.

“Sinto um orgulho extremo de tudo isso”’, disse Menzel, a artista vencedora do Tony Award que dubla Elsa, uma rainha forte e independente que tem o poder mágico de manipular o gelo e a neve, em Frozen. A música tocou fundo em seu íntimo porque, na época, ela tinha de fazer malabarismos entre vários empregos na Broadway e passava por um divórcio, tentando “dar um passo de cada vez”.

“Aí você vê uma garotinha de vestido azul na segunda fila”, continuou ela. “É quando você percebe que a música e o filme representam essas garotas. Que estão dando a elas a força para assumirem aquilo que são de verdade, tudo aquilo o que as torna únicas e diferentes. Mas é uma relação recíproca. Tudo volta para mim multiplicado por mil, porque também preciso ouvir”.

Menzel acredita que Frozen 2, que chega aos cinemas americanos na sexta-feira, 22, e no Brasil em janeiro, tem potencial para empoderar meninas, meninos e outras pessoas de todas as idades. O novo filme vem seis anos depois de o original quebrar recordes de bilheteria para filmes de animação, acumulando US $ 1,2 bilhão em vendas de ingressos no mundo inteiro, impulsionado por ‘Let It Go’, que ganhou um Grammy e dois Oscars. Jennifer Lee, co-diretora e roteirista de ambos os filmes, disse que não esperava o sucesso de Frozen. Ela contou que foi uma conversa com uma desconhecida que lhe revelou o impacto do filme.

Cena do filme Frozen 2
Elsa tenta descobrir a origem de seu poder em ‘Frozen 2’ Foto: Disney

“Conheci uma mulher que estava usando um colar Let It Go feito à mão, mas ela não fazia ideia de quem eu era”, disse Lee. “Ela ficou falando e eu, só ouvindo. Ela abraçou o filme por si mesma. Sentiu a música falar com ela. Empoderá-la. Este é o nosso objetivo”.

Cena de Frozen 2
Em ‘Frozen 2’, os conflitos humanos se complicam Foto: Disney

Menzel não sabe ao certo se a sequência terá os mesmos números astronômicos que o original. Mas espera que a história e a música possam ressoar na audiência e aprofundar os temas do primeiro filme, mostrando que as personagens femininas não precisam de uma cara-metade masculina para resgatá-las do sofrimento.

“Acho que vai comover as pessoas”, disse ela. “O filme é poderoso. Não sei qual será o sucesso da música fora do filme. Mas sei como me senti quando ouvi as canções. Sei como amei gravá-las e entrar nelas. Acho que as pessoas vão aprender muito com Elsa, que sempre supera seu medo de dar o próximo passo e arriscar”.

‘Frozen 2’ se aprofunda nas emoções de Elsa e Anna

Em Frozen 2, Elsa finalmente assume seus poderes, mas se vê assombrada por uma voz perturbadora que ninguém mais consegue ouvir. Ela acaba embarcando em uma jornada perigosa em busca de respostas, com sua irmã, Anna, interpretada por Kristen Bell. Também se juntam a elas o namorado de Anna, Kristoff (Jonathan Groff), a rena Sven e o boneco de neve Olaf, dublado por Josh Gad.

O co-diretor Chris Buck disse que a sequência tem momentos “divertidos e bem-humorados”, mas que a história também se aprofunda nas emoções de Elsa e Anna. Ele disse que as personagens principais estão tentando encontrar significado na vida. O filme expande os desafios enfrentados pelo reino de Arendelle, com Sterling K. Brown se juntando ao elenco como oficial militar e Evan Rachel Wood dando voz à mãe das irmãs.

“O primeiro filme é mais parecido com o primeiro ato de um musical, em que você define as motivações das personagens e quem elas são”, disse Buck. “No segundo, podemos avançar para o Ato 2. Geralmente, as canções ficam mais profundas e emotivas. Você descobre mais sobre as personagens. Os conflitos são mais difíceis. Seguimos esse modelo. Isso nos ajudou a moldar o filme”.

Vários prazos foram “muito ultrapassados” durante a criação da história, que chegou a ter pelo menos 50 versões reescritas, disseram os diretores. Bell elogiou a equipe criativa por fazer tudo a seu tempo, sem se apressar.

“Eles não tentaram fazer a sequência só por uma questão de dinheiro ou de marketing”, disse a atriz. “Quando você vê uma sequência de qualquer coisa, sabe na sua alma, no seu íntimo, se ela conecta com você ou não. Tipo ‘Ah, são os mesmos personagens que eu amo, mas não me conectei com eles’. A equipe queria encontrar algo com que as pessoas se conectassem”.

Lee disse que o maior avanço ocorreu quando a dupla de compositores Kristen Anderson-Lopez e Bobby Lopez entregou a música Into the Unknown (algo como “rumo ao desconhecido”). “Aí tudo mudou”, disse Lee. “Era uma música mais ativa. Uma música que diz para a Elsa: ‘Você tem que agir. Você precisa ter coragem de seguir o que sua vida poderia ser’. Dá para ver a expressão dela mudando entre o começo e o fim da canção. Foi aí que as engrenagens do filme começaram a rodar”.

Anderson-Lopez concorda. Ela disse que a música e o filme vão incentivar as mulheres a confiar em seus instintos em momentos de conflito.

“Seguimos dizendo que as mulheres precisam ouvir e seguir sua intuição”, disse Anderson-Lopez, que ganhou dois Oscars com o marido por Let It Go e Remember Me, do filme Viva! A Vida é uma Festa. “Você é poderosa à sua maneira quando diz a verdade e se levanta depois da queda”, continuou ela. “Quando o pior acontece, você aprende a fazer a coisa certa. Você dá um passo, depois outro passo, depois outro e vai tropeçando em direção. Respire fundo. Um passo de cada vez”.

Tradução de Renato Prelorentzou

Coringa | Sequência está em produção na Warner, diz site

Filme alcançou bilheteria de US$ 1 bilhão recentemente
CAMILA SOUSA

Joaquin Phoenix – Joker – The New York Times

[Atualização] Dois sites divulgaram novas informações sobre o projeto. Primeiro, o Deadline afirma que ainda não há negociações para a sequência e que Todd Phillips não teve a citada reunião com a Warner. Já a Variety diz que Toby Emmerich, presidente da Warner, realmente se reuniu com Phillips e com o roteirista Scott Silver para discutir ideias para o projeto, mas todo o plano para a sequência ainda está em estágios iniciais. Não há nenhuma negociação acontecendo ativamente ou roteiro sendo escrito. O que aconteceu foi um encontro entre os profissionais para discutir a possibilidade de uma continuação. Além disso, a Variety negou que Phillips fará o projeto de outro personagem da DC, algo informado pelo Hollywood Reporter. Se o projeto acontecer, segundo a Variety, ele levará vários anos para ficar pronto, como aconteceu com o primeiro filme. [Fim da atualização].

Segundo informações do Hollywood Reporter, a Warner está planejando uma sequência de Coringa e Todd Phillips está em negociação para voltar à direção. O site afirma que a decisão foi tomada após a produção ultrapassar US$ 1 bilhão na bilheteria mundial. Enquanto Phillips negocia, Scott Silver vai reprisar o papel como roteirista e Joaquin Phoenix deve retornar ao papel principal.

O site afirma que Todd Phillips se encontrou com Toby Emmerich, presidente da Warner, logo após o primeiro final de semana em que Coringa foi exibido nos cinemas. Como o filme teve um bom resultado na abertura, Phillips propôs a ideia de desenvolver histórias origem de vários personagens da DC. Emmerich recusou, mas o site diz que o cineasta saiu da reunião com os direitos de pelo menos mais uma história dentro do universo, além da negociação para a sequência.

Por enquanto não há detalhes de qual será a história da sequência.

Cats | Gatos se preparam para o espetáculo em novo trailer

Musical chega aos cinemas dezembro
GABRIEL AVILA

Universal Pictures revelou um novo trailer de Cats. A prévia mostra os gatos se preparando para um grande espetáculo e dá mais detalhes sobre Macavity, antagonista vivido por Idris Elba

A adaptação cinematográfica do clássico musical contará com a direção de Tom Hooper e um elenco formado por Elba, Jennifer Hudson, James CordenJudi Dench, Taylor SwiftRebel Wilson e Ian McKellen.

Cats conta a história de um grupo de gatos chamado Jellicles e se passa na noite em que eles decidem qual deles deve ir para um lugar melhor. Criado por Andrew Lloyd Webber, o musical passou 18 anos em cartaz na Broadway. 

O roteiro foi adaptado por Lee Hall e o longa chega aos cinemas em 20 de dezembro de 2019. 

Star Wars IX | Elencos de todas as gerações se reúnem em novas imagens

Confira também registros inéditos da nova produção
CAMILA SOUSA

Entertainment Weekly divulgou novas fotos de Star Wars: A Ascensão Skywalker. As imagens mostram o vilão Kylo Ren (Adam Driver) e a Resistência unida. Além disso, a revista divulgou três capas que mostram os elencos do passado e presente da franquia. 

Mark Hamill foi confirmado no elenco do filme, apesar dos acontecimentos com Luke Skywalker em Os Últimos Jedi. Em um post nas redes sociais, o ator indicou que o personagem pode voltar como um Fantasma da Força. Carrie Fisher também estará na produção com cenas feitas originalmente para O Despertar da Força. A atriz morreu em dezembro de 2016. Outra novidade dos filmes clássicos é o retorno de Billy Dee Williams como Lando Calrissian.

Ainda não há detalhes sobre a história, descrita apenas como “os sobreviventes da Resistência encaram a Primeira Ordem mais uma vez no capítulo final da saga Skywalker”. O filme estreia no Brasil em 19 de dezembro. Os ingressos já estão disponíveis para pré-venda nos sites das redes de cinema.