Anne Hathaway faz seu próprio ‘red carpet’ no quintal de casa e aposta em modelitos ‘deluxe’ para a estreia de seu novo filme ‘Locked Down’

Anne Hathaway ‘arma’ próprio red carpet dentro de casa || Reprodução Instagram

O filme ‘Locked Down’, estrelado por Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor, acaba de chegar à HBO Max. Mesmo sem tapete vermelho, premiére ou as habituais festas, por motivos óbvios, a atriz deu um jeitinho de fazer seu próprio ‘red carpet’. Onde? No quintal de casa, mas com toda a pompa que a ocasião pede. Annie, como já disse que gosta de ser chamada, parou a internet ao postar três looks luxuosos, que usaria se o coronavírus não estivesse a solta por aí: um cobre Versace, um dourado Azzaro e um azul Vivienne Westwood. Todos com muito brilho. Para completar, make e penteado impecáveis. Sem falar nas joias, incluindo peças da designer brasileira Ana Khouri. Musa hollywoodiana que fala.

Ainda sobre o filme, ela falou recentemente em seu Instagram sobre como é estrear um longa em meio à pandemia: “É estranho promover um filme – nada menos que uma comédia – em tempos tão inéditos … Por favor, saiba que estou me recuperando dos acontecimentos da semana passada, assim como você. Assim como você, estou tentando processar o que aconteceu por cima, tentando encontrar algum tipo de base emocional firme na areia movediça desta pandemia … Curiosamente, um tema ao qual Chiwetel e eu sempre voltávamos enquanto fazíamos nosso filme ‘Locked Down’ foi o quanto isto é sobre dois humanos perdidos e bagunçados encontrando o ‘aço’ necessário para lutar pela alegria em suas vidas, mesmo na loucura do momento atual. Acho que todos nós sentimos um pouco disso agora … Dito isso, espero que minha postagem seja vista à luz da tradição milenar de que “o show tem que continuar”. Espero também que este filme ofereça algum alívio fazendo você rir e se sentir menos sozinho em um momento de tanta dor e perda”.

Lázaro Ramos e Paolla Oliveira serão um casal no cinema

PATRÍCIA KOGUT 

Lázaro Ramos, Paolla Oliveira e Malu Aloise em ‘Papai é pop’ (Foto: Stella Carvalho)

Lázaro Ramos e Paolla Oliveira com Malu Aloise, filha deles em “Papai é pop”, que começou a ser rodado esta semana. Ricardo Hofstetter assina o roteiro e Caito Ortiz, a direção. É uma coprodução da Galeria Distribuidora e da Prodigo Films

Bela Vingança | Carey Mulligan está perigosa no trailer do filme

Longa tem estreia prevista para 18 de março
GUILHERME MACHADO

Carey Mulligan quer acertar as contas no trailer de Bela Vingança. No clipe, a atriz se mostra perigosa e pronta para ir atrás de Justiça, enquanto persegue uma série de homens.

Um dos destaques do trailer é uma versão instrumental da canção “Toxic”, de Britney Spears, que pode ser ouvida ao fundo.

O filme é dirigido e roteirizado por Emerald Fennell, resonsável por Killing Eve The Crown e segue a história de Cassie (Mulligan), uma mulher que vê seu futuro destruído por um evento misterioso. O elenco conta ainda com Laverne Cox, Alison Brie e Connie Britton.

A previsão de estreia é para o dia 18 de março.

‘Uma Noite em Miami’ quer levar o Oscar com encontro de titãs do movimento negro

Filme de Regina King ficcionaliza conversa entre Malcolm X, Muhammad Ali, Sam Cooke e Jim Brown nos anos 1960
Leonardo Sanchez

Aldis Hodge, Kingsley Ben-Adir, Leslie Odom Jr. e Eli Goree em imagem do filme ‘Uma Noite em Miami’, de Regina King Divulgação

“Tem sido difícil viver/ mas eu tenho medo de morrer/ porque eu não sei o que está lá em cima/ além do céu/ Tem sido uma longa espera/ mas eu sei que uma mudança virá”, cantou Sam Cooke em 1964, anunciando a urgência da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, dilacerados pela segregação racial.

Quase seis décadas depois, apesar de muito ter mudado, “A Change Is Gonna Come” segue atual na voz também potente de Leslie Odom Jr., que a entoa num dos momentos mais tocantes e lancinantes de “Uma Noite em Miami”, filme de Regina King que chega agora ao Amazon Prime Video.

“A voz de quem canta é como uma impressão digital, fala muito sobre o coração e a alma da pessoa. O Sam Cooke nos deixou esses pedacinhos dele em suas gravações e eu os juntei para esse papel”, diz o ator, que ganhou fama —além de um Tony e um Grammy— no elenco do musical “Hamilton”, sensação da Broadway.

A cena convida o espectador a compartilhar da raiva, da frustração e também da esperança do músico, e embala a conversa que ele tem com outros três ícones da cultura negra americana ao longo das quase duas horas de filme.

Ambientado meses antes da morte de Sam Cooke, em 1964, o longa imagina o que ocorreu num encontro real que o músico teve com o ativista Malcolm X, o jogador de futebol americano Jim Brown e o pugilista Cassius Clay —mais tarde conhecido como Muhammad Ali— num quarto de hotel. “É uma conversa particular que nós estamos tendo em público”, resume Odom Jr.

O ator conta, por videoconferência, que quando ficou sabendo dos testes para o papel preferiu não se inscrever. Ele sentiu que seus ombros eram pequenos demais para o peso do legado de Sam Cooke, mas acabou sendo persuadido por seus agentes —e, agora, tem aparecido em listas de prováveis indicados ao próximo Oscar.

Mas por mais fiéis à realidade que sejam as caracterizações do quarteto protagonista, a diretora Regina King contou, em evento para a imprensa realizado no último Festival de Toronto, que a ideia não era fazer uma imitação desses quatro homens.

“Nossa intenção era retratar seres humanos reais num espaço no qual ninguém jamais os viu. Eu queria que o elenco usasse seu corpo, mente e alma para interpretar esses homens. Há muitas personificações [de celebridades] por aí, e o público acaba se perdendo e não compreendendo quem elas são de verdade”, disse ela na ocasião.

Além de ter exibido seu filme em Toronto, King também passou por Veneza. Desde então, ela tem gerado expectativas para as principais categorias do Oscar e colecionado elogios pela maneira como traduziu “Uma Noite em Miami” dos palcos para as telas.

Originalmente, a obra era uma peça de teatro. Seu autor, que também assina o roteiro da adaptação, é Kemp Powers —outro com motivo para esperar ansioso pelo Oscar, já que no ano passado ainda roteirizou e codirigiu a animação “Soul”, da Pixar. A jornada para conceber a obra foi longa, diz ele, mas o produto final se faz necessário num mundo em que a conversa sobre preconceito e injustiça que esse quarteto protagoniza ainda soa tão atual.

Jornalista, ele lia um livro sobre Muhammad Ali, há cerca de dez anos, que mencionava o encontro com Malcolm X, Sam Cooke e Jim Brown, quando teve a ideia para a trama. O fato de o boxeador ter anunciado, na manhã seguinte à reunião, que havia se convertido para o islamismo deu asas à imaginação de Powers.

Sobre o que teriam conversado essas figuras tão importantes, de áreas tão distintas mas conectadas pela luta contra o racismo, naquela noite?

Inicialmente, Powers decidiu escrever um livro fantasiando sobre o encontro. Mas ele percebeu que, com a falta de detalhes do que se passou naquele quarto de hotel, seria impossível preencher as páginas. Ele precisava de imagens para a reconstituição e, assim, se converteu em dramaturgo.

“Eu precisava de um formato em que a caracterização desses quatro homens, com base no que sabemos sobre eles, ajudasse a contar a história e eventualmente culminasse nessa discussão enérgica que ficcionalizei”, afirma Powers. “E ela, na verdade, é uma discussão que tem sido feita na comunidade negra desde antes daquela noite e que continua nos dias de hoje.”

A narrativa que guia “Uma Noite em Miami” toca em pontos como racismo, religião, arte, injustiça e ainda questiona qual seria a maneira adequada de conduzir a luta pelos direitos da população negra.

Powers diz que, se trocasse os personagens do filme por contemporâneos nossos, como o jogador de basquete LeBron James ou o rapper Jay-Z, a história ainda faria sentido.

“A peça foi considerada atual quando estreou. Dois anos depois, quando teve uma nova temporada, também. E então quando começamos a gravar o filme, e agora de novo. Nós fazemos o que podemos com a nossa arte e esperamos que ela inspire mudanças. Mas a verdade é que nada evolui tão rápido quanto a gente deseja.”

UMA NOITE EM MIAMI

  • Quando Estreia nesta sexta (15), no Amazon Prime Video
  • Elenco Leslie Odom Jr., Kingsley Ben-Adir, Eli Goree e Aldis Hodge
  • Produção EUA, 2020
  • Direção Regina King

*

Quem é quem

Sam Cooke
Egresso do musical “Hamilton”, Leslie Odom Jr. interpreta o músico que fez fama com sucessos como ‘You Send Me’

Malcolm X
Kingsley Ben-Adir, que também veio do teatro, dá vida ao ativista

Muhammad Ali
O pugilista é interpretado pelo ator da série teen “Riverdale”

Jim Brown
Aldis Hodge vive o jogador de futebol americano, que mais tarde se tornou ator de Hollywood

Kristen Wiig teria dito sim a papel com uma fala só em ‘Mulher-Maravilha 1984’

Atriz diz que adora filmes de super-heróis: ‘Objetivo importante na minha lista’
DAVE ITZKOFF

Kristen Wiig Instagram/kristenwiigs

“Quero que você saiba que me arrumei para a entrevista”, diz Kristen Wiig da tela do computador, com um sarcasmo seco. Usando um moletom esculhambado, ela falou sobre um problema que se tornou familiar: o desgaste causado pelos meses de entrevistas e de conversas em vídeo em seus esforços para parecer apresentável diante da câmera.

“Primeiro você tenta firmemente parecer normal”, ela afirma. “Em seguida, normal pelo menos da cintura para cima. Mas agora eu nem tento –é desse jeito que estou. Roupa manchada de comida para bebê. Todo mundo precisa se aceitar.”

Wiig voltou recentemente a Los Angeles, onde mora com o marido, o ator Avi Rothman, e os dois filhos pequenos do casal, depois de uma visita relâmpago a Nova York. Ela viajou para apresentar Saturday Night Live, uma instituição na rede NBC de cujo elenco ela foi integrante, interpretando dezenas de personagens excêntricos mas adoráveis, esquisitões mas fofos.

Seria um bom final para o 2020 de qualquer um, mas Wiig ainda tinha algo mais a fazer: ela estrela “Mulher-Maravilha 1984”, a continuação da história de super-heróis da DC Comics que a Warner Bros. lançou no dia do Natal de 2020.

O filme leva adiante a história do “blockbuster” de 2017, “Mulher-Maravilha”, dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot, e pode não parecer um trabalho muito enquadrado ao perfil de Wiig, mais conhecida por comédias escancaradas como “Missão Madrinha de Casamento”, que ela escreveu, com Annie Mumolo, e estrelou, e filmes independentes melancólicos como “Irmãos Desastre” e “Bem-vindos ao Meu Mundo”.

Mas se você observar com mais cuidado o seu personagem, não é difícil perceber por que Jenkins escolheu Wiig para interpretar Barbara Minerva, uma tímida especialista em antiguidades cujo desejo de aceitação e fascínio pela colega Diana Prince (o alter ego da Mulher-Maravilha) enfim termina por levá-la a se transformar na vilã Cheetah.

Interpretar Barbara Minerva permitiu que Wiig trocasse socos em sequências de ação, e ao mesmo tempo deixou espaço ao seu talento para demonstrar introversão e extroversão de modo muito bem balanceado. Como diz Wiig na entrevista, “estou empolgada e também nervosa” para saber como os espectadores vão reagir ao seu desempenho naquele que com certeza é o maior filme em que já esteve envolvida.

Ela também diz sobre como conquistou o papel, sobre seu amor pelos filmes de super-heróis, e sobre sua vida nova como mãe de gêmeos, nascidos no começo de 2020. Leia trechos editados da conversa.

Antes de “Mulher-Maravilha 1984”, você se imaginou interpretando uma vilã em um filme caro derivado dos quadrinhos, ou tinha a ambição de fazer um papel como esse? Era uma aspiração, com certeza. Era um objetivo importante na minha lista. Adoro os grandes filmes de ação, e os filmes de super-heróis. Amei todos os filmes de Batman dirigidos por Christopher Nolan, e os filmes dos Vingadores, “Deadpool”, todos eles. Assisti a todos. Vi “Mulher-Maravilha” no cinema quando o filme estreou, e quando ela saiu daquela trincheira, a plateia estava celebrando. E era uma mulher como super-herói, o que me comoveu.

Você fez muitos filmes independentes idiossincráticos, também. Agora se tornou impossível voltar àquele mundo? Não sei se eu poderia dizer que agora quero fazer só um tipo de filme. Já trabalhei em filmes com orçamento literalmente zero e diálogo completamente improvisado, como “Nasty Baby”, que fiz em Brooklyn com amigos. Sempre me digo que o que quero é ser feliz ao chegar ao set, e por isso digo sim às coisas que sinto vontade de fazer.

Como você descobriu que estava sendo considerada para “Mulher-Maravilha 1984”? Recebi um telefonema de meu agente dizendo que Patty Jenkins queria conversar comigo. E respondi que “pode dizer que aceito o papel, não importa qual for”. Eu tinha a esperança de que fosse algo em “Mulher-Maravilha”, mas não sabia coisa alguma a respeito. Não sabia se teria só uma linha de diálogo –se ela queria que eu interpretasse a vizinha louca que aparece para dizer “tchau, Diana”.

Os seus sentimentos mudaram quando você descobriu que ela estava pensando em você para interpretar Barbara Minerva? Eu conhecia Cheetah, mas havia tantas versões diferentes da personagem. Eu estava curiosa para saber como ela seria. E quando ouvi as ideias de Patty, compreendi um pouco mais por que ela pensou em mim. Talvez porque Barbara seja realmente desajeitada, no começo; tenho esse lado em minha personalidade. E depois de eu conseguir o papel, ela entrou em mais detalhes sobre quem Barbara era.

O que a fez se interessar pelo papel, naquela altura? ​Eu adoro os vilões pelos quais a gente torce um pouquinho, aqueles sobre os quais a gente entende os motivos para que sejam malvados. O que amei sobre ela é que Barbara está sempre presente. Mesmo quando ela se transforma plenamente em Cheetah, Diana pode ver Barbara, nela. Amei o conflito em que isso a coloca, em que isso coloca a audiência, porque é tão fácil gostar dela, e ela é tão nervosa e insegura. Todo mundo passa por momentos em que se sente mais ou menos como Barbara.

Seria redutivo dizer que vi vislumbres de alguns de seus personagens mais conhecidos em Saturday Night Live –solitários desconfortáveis, como Penelope, e malucos exagerados, como a Target Lady– em sua interpretação? Bem, todas essas pessoas vivem dentro de mim. Não sei como me livrar delas. (Risos)

Os personagens introvertidos são todos extensões de você? Em Saturday Night Live, tenho de descobrir em mim o que me torna insegura. E aí exagero isso até o ponto 10 ou 11 da escala. Mas ao interpretar um papel, seja no programa, seja em “Mulher Maravilha”, eu preciso encontrar aquilo em mim. Com certeza existem personagens que interpretei com os quais nada tenho em comum, e ainda assim preciso descobrir como chegar lá de uma maneira autêntica.

As pessoas imaginam que você seja exagerada e histriônica na vida real porque se acostumaram a vê-la interpretando esse tipo de personagem? Oh, sim, o tempo todo. Quando as pessoas sabem que você é atriz, e ponto, elas acham que você vai lhes contar uma história maravilhosa sobre o que aconteceu com você a caminho do jantar, e que será cativante. Se acrescentarmos a isso o fato de que sou conhecida principalmente por papéis em comédias, parece que a expectativa das pessoas é “opa, quando é que ela vai começa a fazer aquela voz?” Mas eu não passo o tempo todo fazendo personagens. A suposição é que atuar seja uma coisa de pessoas extrovertidas. Mas não é, necessariamente.

E onde é que você encontra essas qualidades, dentro de você, quando precisa interpretar um papel como esses? Depende do personagem, mas quando estou trabalhando –especialmente em Saturday Night Live, porque o programa é ao vivo e milhões de pessoas assistem– você simplesmente incorpora. E depois deixa o personagem de lado na hora. É engraçado porque, mesmo que Barbara seja nervosa e insegura de si no começo, eu achava mais difícil interpretá-la assim do que como aquilo que ela se torna mais tarde.

Por que era mais difícil? Porque eu no começo resistia a acrescentar humor à personagem. Não queria que ela se parecesse demais com as coisas que fiz antes, e nem causar a impressão de que não era capaz de fazer o papel sem acrescentar alguma coisa que não fosse Kristen. Mas Patty e eu tivemos uma conversa que me fez mudar de ideia completamente, quando ela me disse que, se eu permitisse que o humor aflorasse, ele pareceria autêntico, e não pareceria tão estranho quanto eu imaginava que seja. Quando Cheetah se torna má, a sensação é de que, OK, agora me tornei essa pessoa. Talvez porque exista mais de mim mesma em Barbara, eu tive mais dificuldade com essa porção da filmagem.

Você passou por treinamento físico para o papel? (Emite um suspiro audível.) Simmmm. Por quase dois meses antes de começarmos a filmar, trabalhei com um preparador; a produção queria que eu fizesse isso, antes de começar. E quando você vê o filme, tivemos de aprender e fazer todas aquelas sequências de luta; não foram só os dublês que aprenderam. Com certeza há elementos de computação gráfica acrescentados mais tarde, mas a maior parte do trabalho nós mesmos fizemos. As cenas foram feitas por gente de verdade. Eu passei nove meses toda dolorida, basicamente. E é fácil me queixar e dizer “nem aguento subir a escada”. Mas, para ser honesta, ganhar força física foi útil, para me ajudar a incorporar a personagem. E fez com que eu me sentisse realmente bem.

ATENÇÃO: As perguntas abaixo contêm alguns spoilers sobre “Mulher-Maravilha 1984”

Há uma cena em que Barbara, que está começando a desenvolver seus poderes, chega a uma festa e fica muito feliz por ser o centro das atenções. Foi tão agradável para você fazer a cena quanto foi divertido para ela passar pela experiência, ou isso a fez sentir um incômodo ainda maior por estar sob os holofotes?
É uma combinação das duas coisas. O set era realmente maravilhoso, e sempre que você faz uma cena com muitos extras te olhando, é impossível não se sentir um pouco sem graça. Mas era uma parte da história em que Barbara está começando a se transformar, e realmente sente isso. Ela provavelmente ia a festas como aquela antes e se sentia invisível. E aquela festa foi diferente para ela; sua vida está mudando. Foi divertido fazer a cena.

Há outra sequência na qual, bem ao modo dos quadrinhos, Barbara se vinga de um cara escroto que a assediou em uma cena anterior. Foi satisfatório filmar aquilo? Amei filmar aquela cena. Barbara é uma pessoa muito triste, e sempre quis uma vida diferente, e com isso vem uma raiva muito grande, que ela nem mesmo percebe ter. E vê-la desenvolver a capacidade de de liberar essa raiva e sentir “oh, eu gosto do sabor disso, vou fazer mais e mais vezes”… foi muito divertido filmar. Gosto do fato de que não era simplesmente alguém que estivesse assaltando um transeunte em um beco. Como espectador, você fica um pouco conflitado, mas gosta de vê-la fazer aquilo com o sujeito. No entanto, ela termina por ir longe demais. Temos de admitir o fato. Não é algo que eu aprove.

É possível que Barbara não queria apenas ser igual ou superior a Diana, mas que ela se sinta atraída por ela? Tipo, atraída atraída? Algumas pessoas entenderam assim. Mas em termos das minhas intenções ao interpretar o papel, era simplesmente que ela via Diana como a garota bonita e popular, que tem a melhor vida, e todas as coisas que Barbara não tem. Há muita admiração ali. Mas se as pessoas querem ver a cena dessa outra maneira, com certeza a interpretação cabe.

Fim dos spoilers

A decisão da Warner de lançar “Mulher-Maravilha 1984” e outros filmes diretamente no serviço de streaming HBO Max atraiu reações muito variadas do pessoal do cinema, dos atores e da plateia. Como você se sente a respeito? É uma questão complicada. Continuamos a lamentar todas as dificuldades das salas de cinema, que prejudicam tantas pessoas. Mas eu diria que, pessoalmente, me sinto confortável em dizer aos espectadores que não é seguro sair de casa, e estou feliz por as pessoas poderem assistir ao filme agora sem terem de se preocupar com a saúde. É realmente complicado, e no momento ninguém está vencendo. Mas saber que o filme saiu no Natal, e as pessoas podem assisti-lo em segurança, é o melhor cenário, se as coisas precisam continuar assim.

Há alguma lição que você aprende em um filme dessa escala e se aplica aos seus trabalhos menores e mais íntimos em comédias e dramas? Sim. Começar um papel e se sentir nervoso a respeito é provavelmente normal para a maioria dos atores. Para mim, é. Mas quando o trabalho acaba, a sensação de tê-lo realizado faz com que você sinta que pode correr mais riscos nas próximas coisas que fizer. Houve com certeza momentos em que eu tinha consciência do tamanho do papel. Eu honestamente não uso a internet, mas sabia que havia pessoas que estavam surpresas por eu ter sido chamada para o papel. Isso pode incomodar, mesmo que eu tente não ler esse tipo de coisa. Mas em última análise, quero assumir mais riscos, e creio que para mim seja importante sentir aquele nervosismo, quando estou fazendo alguma coisa. Isso me faz encontrar alguma coisa dentro de mim que eu não sabia estar lá.

O que você está achando da experiência de ser mãe, até agora? É ótimo. Ótimo não é a palavra: é melhor do que ótimo. E estranho por estar acontecendo na quarentena. Há um grande lado negativo nisso, porque obviamente não podemos fazer coisa alguma, ir a lugares ou encontrar certas pessoas da família. Mas os bebês são maravilhosos, e nunca estive tão feliz. Sou muito caseira. Fico feliz por estar com eles o dia todo –obviamente não nessas circunstâncias, mas amo estar em casa com eles.

THE NEW YORK TIMES

Tradução de Paulo Migliacci

Atriz Margaret Qualley, filha de Andie MacDowell termina namoro com Shia LaBeouf após acusações de abuso feitas por ex

A atriz Margaret Qualley começou a sair com o ator após os dois contracenaram em clipe polêmico da cantora Rainsford

Margaret Qualley e Shia LaBeouf em cena de clipe da cantora Rainsford, irmã da atriz (Foto: Instagram)

A atriz Margaret Qualley encerrou seu namoro com o ator Shia LaBeouf após ele ser acusado de abuso e violência doméstica por três ex-namoradas, as cantoras FKA Twigs e Sia e a figurinista Karolyn Pho. O término foi noticiado pelo site da revista norte-americana People.

Hoje aos 26 anos e famosa por sua presença na série ‘The Leftovers’ e no drama ‘Era Uma Vez em… Hollywood’ (2019), Qualley é filha da atriz Andie McDowell.

Andie MacDowell e a filha Margaret Qualley (Foto: Getty Images)
Andie MacDowell e a filha Margaret Qualley (Foto: Getty Images)

Ela e LaBeouf começaram a namorar após trabalharem juntos no clipe da canção ‘Love Me Like You Hate Me’, da cantora Rainsford, irmã mais velha de Margaret. A produção mostra os dois interpretando um casal em crise, com direito a várias cenas de nudez.

“Eles terminaram no sábado, eles estão em fases diferentes da vida”, contou à People a fonte próxima às duas celebridades que revelou o fim do namoro. O contato diz que Qualley decidiu terminar antes de viajar para o Canadá para trabalhar em um novo filme.

O ator Shia LaBeouf e a cantora FKA Twigs em setembro de 2018 (Foto: Getty Images)
O ator Shia LaBeouf e a cantora FKA Twigs em setembro de 2018 (Foto: Getty Images)

A People cita outra fonte próxima à atriz que relata o incômodo dela por estar namorando com o ator em meio às acusações crescentes de abuso e violência doméstica contra ele.

As acusações iniciais contra o ator partiram da cantora FKA Twigs, com quem LaBeouf se relacionou em 2019. Ela diz ter sido abusada fisicamente e psicologicamente pelo ex e entrou com um processo contra ele no Tribunal Superior de Los Angeles.

Shia LaBeouf (Foto: Getty Images)
Shia LaBeouf (Foto: Getty Images)

Ela deu entrevista ao jornal New York Times narrando um incidente durante um passeio de carro com o ex em que ele tirou seu cinto de segurança e ameaçou bater o veículo a menos que ela expressasse seu amor por ele.

A cantora também disse que ele a acordou no meio de uma noite com as mãos no pescoço dela. Ela ainda o acusou de agredi-la certa vez em um posto de gasolina. Posteriormente, a figurinista Karolyn Pho, outra ex do ator, fez acusações semelhantes contra ele.

FKA twigs (Foto: Reprodução / Instagram)
FKA twigs (Foto: Reprodução / Instagram)

Logo em seguida foi a vez da cantora australiana Sia, também ex de LaBeouf o acusá-lo de abuso psicológico. Ela o chamou de “mentiroso patológico” pelo Twitter e disse que ele está doente.

LaBeouf respondeu às alegações noticiadas pelo New York Times por meio de um email em que afirma “muitas das alegações não são verdadeiras”, mas atribuiu seu comportamento errático em alguns momentos ao seu alcoolismo.

Shia LaBeouf e Margaret Qualley (Foto: Reprodução)
Shia LaBeouf e Margaret Qualley (Foto: Reprodução)

Astro de ‘Karatê Kid’ Ralph Macchio revela segredo de casamento de 33 anos com Phyllis Fierro

Ralph Macchio e Phyllis Fierro estão casados desde 1987 (Foto: Getty Images)

O ator Ralph Macchio revelou o segredo para seu casamento de 33 anos com a namoradinha de infância e hoje mãe de seus dois filhos. O astro de 59 anos, famoso por seus trabalhos nos filmes da franquia ‘Karatê Kid’, falou sobre seu relacionamento duradouro com a enfermeira Phyllis Fierro em entrevista ao site da revista People.

Macchio lembrou como ele e a esposa foram apresentados por um primo quando ele tinha 15 anos, em uma festa na casa da avó dele.

“Ela era amiga do meu primo, nós sorrimos e dançamos um pouco”, lembrou o ator sobre esse primeiro contato com Phyllis. “Sem ela e sem a estrutura e a família que criamos eu não teria conseguido fazer nada. Não teria equilíbrio”.

Ralph Macchio com a esposa, Phyllis Fierro, e os dois filhos dos dois (Foto: Instagram)

Ele e Phyllis se casaram em 1987, quando Macchio tinha 26 anos. Hoje eles são pais de Daniel (25 anos) e Julie (28 anos). Perguntado sobre o segredo do relacionamento, ele afirmou: “Compromisso”.

“É a crença, seja em tempos tranquilos ou difíceis, independentemente do que tivermos de enfrentar, de que fomos feitos para estar juntos”, disse o ator. “Sabemos que vamos superar qualquer coisa porque acreditamos nisso, está na nossa essência”.

Ralph Macchio e Phyllis Fierro em evento em Los Angeles em março de 1986 (Foto: Getty Images)
Ralph Macchio e Phyllis Fierro em evento em Los Angeles em março de 1986 (Foto: Getty Images)
Ralph Macchio e Phyllis Fierro estão casados desde 1987 (Foto: Getty Images)
Ralph Macchio e Phyllis Fierro estão casados desde 1987 (Foto: Getty Images)

Regé-Jean Page, de ‘Bridgerton’, cresce na corrida para se tornar o novo 007

Casa de apostas vê ator mais perto do posto a ser deixado por Daniel Craig

O ator Regé-Jean Page, da série ‘Bridgerton’ – LIAM DANIEL/NETFLIX Liam Daniel/

Conhecido da série da Netflix “Bridgerton“, que estreou no final de 2020 na plataforma, o ator britânico Regé-Jean Page, que na produção vive o Duque Simon, tem sido cotado para ser o novo James Bond nos cinemas.

Segundo a revista Variety, as probabilidades de quem assumirá o cargo deixado por Daniel Craig têm sido vistas de perto pela casa de apostas britânica Ladbrokes e no Reino Unido. E Regé está bem cotado, subindo nas pesquisas. Atualmente ele está no top 5.

As especulações só aumentaram depois de o ator publicar em suas redes sociais a frase “Abalado e mexido”, famosa expressão dita pelo então personagem de Daniel Craig na franquia.

O ator Tom Hardy ainda lidera a disputa pelo posto e vê James Norton logo atrás. Outros nomes cotados são Idris Elba, Cillian Murphy e Richard Madden.

Os fãs de James Bond terão que ter um pouco mais de paciência, pois a estreia do próximo filme das aventuras do famoso espião britânico, “Sem Tempo Para Morrer”, foi adiada pela segunda vez devido à pandemia de coronavírus.

A MGM, a Universal e os produtores de Bond, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, anunciaram que o lançamento do 25º filme da franquia de James Bond será adiado para 2 de abril de 2021.

O longa, cuja estreia mundial estava inicialmente marcada para 31 de março em Londres, teve seu lançamento alterado na primeira vez para 12 de novembro no Reino Unido e 25 de novembro nos Estados Unidos.

No novo capítulo, em que Daniel Craig dá vida ao agente secreto pela última vez, James Bond deixou suas atividades nos serviços secretos e, finalmente, desfruta de uma vida calma na Jamaica. Porém, sua tranquilidade é rapidamente interrompida quando seu velho amigo da CIA, Felix Leiter, vai procurá-lo e pedir sua ajuda.

‘Umbrella’ de Helena Hilario e Mario Pece é o único curta de animação brasileiro na corrida pelo Oscar

Selecionado em 19 festivais internacionais, filme de Helena Hilario e Mario Pece nutre esperanças pela indicação
Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

‘Umbrella’. Produção nacional e independente

Um curta-metragem de animação brasileiro está à disposição dos membros da Academia de Hollywood para apreciação e votação: trata-se de Umbrella, de Helena Hilario e Mario Pece, que entra nesta quinta-feira, 7, no canal do YouTube da Stratostorm, o estúdio de produção da dupla (veja abaixo). O filme fica disponível até o dia 21 de janeiro. Se o curta, produzido de maneira independente, for selecionado, será a primeira produção brasileira indicada para o Oscar na categoria.

Em oito minutos e clima de melodrama, a animação acompanha Joseph, um garotinho num orfanato. A chegada repentina de uma família, mãe e filha, com uma caixa de brinquedos para doação – e um guarda-chuva amarelo, chave da história de Joseph –, vai revelar o sofrido passado familiar do garoto, e contar mais do que isso é spoiler.

O roteiro, assinado pelos diretores, é inspirado numa história real, vivida pela irmã de Helena em Palmas, no interior do Paraná. Ela foi até um orfanato fazer uma doação e um garoto lhe contou uma história similar à do filme. “Meu sobrinho na época tinha quase a mesma idade do garoto no orfanato, e aquilo esmagou nosso coração”, conta Helena, de Los Angeles, onde a produtora também tem um estúdio. O projeto começou a ser desenvolvido em 2011. “Eu falava muito com o Mario e com a minha irmã sobre como existem coisas que a gente não dá valor, mas que para os outros representam tanto e de uma forma tão dura. Logo em seguida, dias depois, a gente colocou no papel. Nunca tinha escrito um roteiro, mas foi com tanta verdade e com tantas lágrimas que saiu rápido. Queríamos contar com empatia, fazer as pessoas olharem para o próximo.”

Vinda do mercado da publicidade e do audiovisual sempre com um pé na pós-produção e nos efeitos visuais, a dupla sabia desde o início que o filme, o primeiro autoral de ampla divulgação, seria em formato de animação. O planejamento para lançar o filme de forma independente e autofinanciado começou em 2016, e a produção em si, em 2018. Umbrella foi concluído em dezembro de 2019, estreou no prestigioso Festival de Cinema de Tribeca, de Nova York, e esteve na seleção de outros 19 festivais, entre eles o Cinequest (do Vale do Silício), Chicago International Film Festival, Calgary International Film Festival e o Animayo (da Espanha), todos realizados de maneira digital ao longo do ano passado. A seleção diversa cria expectativas para o Oscar – a Academia divulga uma pré-lista de algumas categorias no dia 9 de fevereiro, e os indicados saem no dia 15 de março. A cerimônia está marcada para 25 de abril.

“Somos o único curta brasileiro qualificado para os membros da Academia”, explica Helena. “Como toda a produção do filme, estamos numa campanha independente, mas acredito que existem chances por ser de um país como o Brasil, que nunca teve uma indicação nessa categoria. Sempre são indicados filmes independentes e de estúdio”, diz a diretora, citando Alê Abreu, de O Menino e o Mundo (indicado em 2016 para melhor longa de animação), e Carlos Saldanha como artistas brasileiros que abriram os olhos de Hollywood para a animação nacional nos últimos anos.

“A gente sempre foi muito pé no chão, olhando para o nosso próprio quintal”, conta Helena. A equipe inicial tinha apenas a dupla de diretores e mais três artistas, e ao longo do tempo outros profissionais foram emprestando seu talento, como por exemplo Victor Hugo Queiroz, que trabalhou no Moana (2016), da Disney. Em Umbrella, o supervisor de computação gráfica é Alan Prado e a direção de arte ficou por conta de Dhiego Guimarães. “A empatia que queríamos passar com o filme foi contagiando as pessoas”, diz a diretora, emocionada.

Veja o trailer de Umbrella: