Com barrigão da gravidez, Michelle Williams marca presença em tapete vermelho de Cannes

Atriz espera o terceiro filho e conferiu exibição de seu filme, ‘Showing Up’, em festival de cinema

Michelle Williams (Foto: Getty Images)
Michelle Williams (Foto: Getty Images)

Esperando o terceiro filho, Michelle Williams brilhou no tapete vermelho do Festival de Cinema de Cannes nesta sexta-feira (27). A atriz escolheu um vestido azul estampado e exibiu o barrigão da gestação.

Ela marcou presença na exibição de seu filme Showing Up, dirigido por Kelly Reichardt. Ao lado de Michelle, também estrelam o longa-metragem André 300Hong ChauJudd HirschAmanda PlummerJohn Magaro, entre outros. 

Nomeada quatro vezes ao Oscar, Michelle e Thomas Kail já têm Hart, que nasceu em 2020. Ela também é mãe de Matilda, de 16 anos de idade, com Heath Ledger.

Morre Ray Liotta, ator de ‘Os Bons Companheiros’, aos 67 anos

De acordo com informações do site Deadline, ator morreu enquanto dormia
O Estado de S.Paulo

o ator Ray Liotta durante o Evento Shades of Blue Television Academy, em Hollywood, Califórnia, em junho de 2016 — Foto: VALERIE MACON / AFP

O ator Ray Liotta, conhecido por seu papel no clássico Os Bons Companheiros, morreu nesta quinta-feira, 26.

De acordo com o site de notícias Deadline, o norte-americano morreu enquanto dormia em seu quarto de hotel na República Dominicana, onde estava gravando o filme Dangerous Waters.

Liotta tinha 67 anos e deixa uma filha, Karsen. Ele estava noivo de Jacy Nittolo.

Obra de Ray Liotta

Ray Liotta começou a ganhar espaço em Hollywood na segunda metade dos anos 1980, quando atuou nos filmes Totalmente Selvagem e Campo dos Sonhos, logo depois de fazer alguns trabalhos para a televisão.

No entanto, o estrelato de Liotta veio com Os Bons Companheiros, filme de Martin Scorsese de 1990 e também estrelado por Robert De Niro e Joe Pesci. Com o longa-metragem, o norte-americano passou a ser associado aos filmes de máfia e papéis de homens durões.

Ao longo dos anos 1990, estrelou vários filmes policiais e de ação, como Obsessão FatalFuga de AbsolomTurbulência e Cop Land: A Cidade dos Tiras. No início dos anos 2000, após um período sem grandes papéis, voltou a chamar a atenção como Paul Krendler em Hannibal e como Henry Oak no hoje celebrado Narc.

Foi também no início dos anos 2000 que ele se juntou ao elenco de Plantão Médico e, por seu trabalho, recebeu um prêmio do Emmy.

Ray Liotta entre Joe Pesci (esq.) e Robert de Niro em ‘Os Bons Companheiros’, de Martin Scorsese — Foto: Reprodução

Nos anos seguintes, seguiu os passos de outros astros do cinema de ação e suspense e voltou a sumir da grande cena de Hollywood, aparecendo apenas em pequenas produções.

Nos últimos anos, porém, Liotta começou a ensaiar um grande retorno às telas. Esteve no elenco de História de um Casamento, como o advogado de uma das partes do divórcio. Também fez parte do elenco dos elogiados The Many Saints of Newark e No Sudden Move.

Liotta ainda deve aparecer na série Black Bird, do streaming Apple TV+, e em outros dois filmes em pós-produção, El Tonto Cocaine Bear.

CINEMA I Estreias: Suzanne Daveau, Tantas Almas, Top Gun: Maverick, ​Luta pela Fé – A História do Padre Stu

Filme estrelado por Tom Cruise dá sequência à franquia e foi exibido no Festival de Cannes
HENRIQUE ARTUNI

Top Gun: Maverick – Tom Cruise e Jennifer Connelly

SÃO PAULOTom Cruise é o tipo de superastro cada vez mais raro em Hollywood. Beirando os 60 anos, ele ainda entrega filmes de ação que impressionam até os participantes do Festival de Cannes, que assistiram à velocidade supersônica dos aviões em “Top Gun: Maverick”.

O longa chega agora aos cinemas brasileiros após estrondosas semanas de marketing, levando às telas uma continuidade do clássico de 1986, que tinha Tim Robbins e Kelly McGillis no elenco.

Na nova versão, que domina os cinemas nesta semana, é Milles Teller e Jennifer Connelly que embarcam na fama de Cruise, que segue preferindo fazer ele mesmo as perigosas cenas de ação no lugar de dublês. Na trama, ele interpreta o piloto rebelde que terá de provar, numa intensa guerra tecnológica, que seres humanos ainda valem mais que drones e robôs no campo de batalha.

Com essa injeção de testosterona, sobra pouco espaço para outras produções. São só mais três estreias. Uma é “​Luta pela Fé – A História do Padre Stu”, cujo fundo religioso é misturado aos holofotes de Mark WahlbergMel Gibson e de sua namorada, Rosalind Ross, que dirige o filme.

O drama biográfico recupera a história de um rapaz que vive a vida adoidado antes de sofrer um acidente e ter uma revelação divina.

Outra biografia que entra em cartaz é a de Suzanne Daveau, geógrafa franco-portuguesa que estrela um documentário conduzido por uma entrevista e por imagens de arquivo, rendendo tons poéticos à importância de sua obra para Portugal.

Por fim, “Tantas Almas” lança as lentes para a América Latina e retrata um pescador que vai navegar pelo maior rio da Colômbia em busca de seus filhos, assassinados.

Confira abaixo as estreias da semana.

​Luta pela Fé – A História do Padre Stu
Mark Wahlberg revive o drama real de Stuart Long, que aprontou muito na vida, se apaixonou por uma católica e acabou se batizando com segundas intenções. Sua vida dá uma virada quando ele sobrevive a um acidente e decide virar padre. O longa tem Mel Gibson no elenco, em filme dirigido por sua namorada, Rosalind Ross.
EUA, 2022. Direção: Rosalind Ross. Com: Mark Wahlberg, Mel Gibson e Jacki Weaver. 12 anos


Suzanne Daveau
Neste documentário, a vida e a obra da geógrafa franco-portuguesa é mesclada a entrevistas e imagens de arquivo. Diferentemente de uma peça jornalística, porém, o filme se preocupa em seguir o ritmo da entrevistada, que fez análises sobre Portugal, onde sempre foi vista como estrangeira, exibindo sua paixão pelo companheiro, Orlando Ribeiro, e pelas próprias ideias.
Portugal, 2019. Direção: Luisa Homem. Livre


​Tantas Almas
Um pescador sai navegando pelo rio Magdalena, na Colômbia, em busca dos corpos de seus filhos, que foram mortos. Nessa jornada tensa, que evoca as feridas das ditaduras latino-americanas, o protagonista segue convencido de que, com um enterro digno, os rapazes não irão se tornar almas errantes.
Brasil/Colômbia, 2019. Direção: Nicolás Rincón Gille. Com: José Arley de Jesús Carvallido Lobo. 12 anos


Top Gun: Maverick
A sequência do célebre filme de 1986 foi um dos destaques do Festival de Cannes deste ano, mesmo fora de competição. Embalado por Tom Cruise, a produão segue acompanhando o rebelde protagonista, que desta vez terá de enfrentar drones e outros seres tecnológicos para mostrar que o humano ainda é essencial no campo de batalha.
EUA, 2022. Direção: Joseph Kosinski. Com: Tom Cruise, Jennifer Connelly e Miles Teller. 12 anos

Diários de Cannes

por Elias Medini

DIA 1

Quando o festival abriu, participantes de todo o mundo (bem, não da Rússia) cantaram Que je t’aime, Oh How I love you . Bem, deixe-me dizer Oh, como eu amo Michel Hazanavicius. O filme de abertura Coupez! nos deliciou com estranheza no início, risos depois e risos até as 22h. À medida que os créditos rolavam, o festival estava aberto.

No clube Silencio, a afterparty do filme de abertura viu celebridades e alguns sortudos ficarem bêbados quando Romain Duris disse “ Vamos lá. Eu quero beber! ”. Beba para esquecer o pesadelo da gestão da bilheteira deste ano. Thierry Fremaux disse que os bots estão “ se infiltrando no site ”, bem, se os bots estão tentando reservar ingressos para ver Elvis e Top Gun, eles conseguiram. E a maioria dos frequentadores do festival falhou. Assista ao tapete vermelho no Brut, talvez você veja alguns bots usando Balmain.

DIA 2

Ressaca, pensei, será que Tom Cruise vai me ajudar a ficar sóbrio? Bem… ele não o fez. Na Conversa com… 1000 sortudos (ou não) se reuniram para ver a superestrela politicamente correta de 59 anos. Depois de um longo vídeo resumindo sua carreira, ele chegou como um messias. Ele veio para salvar Cannes. Assim como salvou o cinema, sim, Tom Cruise tem certeza de que inventou o conceito de fazer estreias pelo mundo. Sua primeira aparição depois de 30 anos deixou todos empolgados e era seu plano o tempo todo. “ Eu faço para o público, apenas para o público ” pode fazer você pensar que vai contra a longa história do Festival de filmes de cinema de autor e conceitos ousados. Não, Tom está aqui para entreter e ele faz isso bem. Quando ele atingiu o tapete vermelho, 6 aviões deixaram uma mancha branca, azul e vermelha no céu. Apenas Top Gunpode salvar a indústria cinematográfica?

À noite Ami organizou uma festa muito seleta onde Xavier Dolan, Riz Ahmed e Daphné Burki vieram assistir o trailer do curta de Ami. Foi bom? Não sei. Eu não fui convidado.

DIA 3

Como salvar um amigo mortoé uma pergunta genuína que alguém pode se fazer ao ver seu amigo desistir de si mesmo. Marusya Syroechkovskaya filmou por um período de 10 anos seu relacionamento com Kimi, seu amante, seu amigo, seu marido. Ela não tinha intenção de torná-lo um filme, mas foi a Cannes para isso. Quando Kimi morreu de overdose, ela decidiu entrar nessa experiência catártica de usar a filmagem para que durasse para sempre. Um filme. E que filme. Este documentário mostra a realidade de dois jovens russos perdendo tudo por causa da heroína, anfetamina, tramadol e outras drogas impronunciáveis. O resultado final é ousado, cru e extremamente tocante. Enquanto o Festival de Cannes proibiu cineastas russos de participar do festival, l’Acid ofereceu a Marusya a merecida chance de mostrar seu filme revelador e revelador.

O aceno visual de Tirailleurs para Terrence Malick mostra Omar Sy produzindo e estrelando uma dramática história familiar de pai e filho convocados para a França para a Primeira Guerra Mundial. A boa e velha história de um conflito de gerações, querendo se libertar de sua família. As crenças de um filho contradizem as crenças de um pai. Funciona e é uma história muito necessária para aqueles que permanecem muitas vezes esquecidos.

Quando o sol se pôs na Quinzaine des réalisateurs Plage. Pés na areia, cerveja na mão e estômago vazio, os estrondos da praia Magnum ao lado nos levaram a ver Kylie Minogue dublando seu remix de Can’t Get You Out Of My Head com Peggy Gou. Bem, se pudéssemos. Chegar tarde é sempre uma má ideia em Cannes, a menos que você seja Xavier Dolan. A agenda ininterrupta nos envolveu na fúria da chegada de Kylie Minogue à praia. E deixe-me dizer-lhe, foi agitado.

DIA 4

Quando vi a sinopse deste filme sabia que seria o meu favorito da seleção. Um burro de circo viaja pela Itália enquanto causa problemas em seu caminho. Eu sabia. E eu estava certo. EO foi um passeio louco. Com pouco ou nenhum diálogo, o burro fala conosco através de sua respiração. Com humor denso, Jerzy Skolimowski nos mostra os erros em relação aos animais em nossa sociedade capitalista. 5 anos depois de Okja de Bong Joon-ho (o filme foi vaiado em Cannes devido à sua ligação com a Netflix), Cannes está mais do que pronta para este conto visual de aceitação e antiespecismo. Meu favorito até agora.

As lágrimas no rosto de Tarik Saleh enquanto ele caminhava pelo tapete vermelho e se sentava em um auditório cheio deram o clima para este thriller político/religioso Boy From Heaven . O ator principal Tawfeek Barhom já é um superstar, já atuou em 3 filmes antes disso e ainda brinca com a juventude e inocência de um estreante. Observe-o voar. “ Quando as pessoas lhe disserem que os outros são perigosos, pergunte a si mesmo se… Se é verdade ” foi com essas palavras que Tarik Saleh fez parar a ovação de pé enquanto humildemente pegava o microfone no final da exibição. Um filme lento às vezes que, em suma, pinta uma história divertida e empática sobre o que acontece nos bastidores da L’université al-Azhar.

À noite, a Forbes Villa reunia milionários e bilionários para beber champanhe e falar sobre dinheiro enquanto ouvia um cantor parisiense (e aficionado por NFT) cantar sobre como o dinheiro não é importante. Dava para ouvir as Ferraris estacionadas em frente à vila estremecerem de desgosto. Ah, bem, até o 1% precisa se divertir às vezes. Para sua informação. Se o champanhe estiver mais quente que a piscina, saia!

DIA 5

Frere et Soeurviu Marion Cotillard sendo Marion Cotillard, imprudente com a postura e elegância de um clichê parisiense para os americanos e a teatralidade de uma velha estrela de Hollywood. Um irmão e uma irmã pararam de se falar há 10 anos, por causa do ciúme. Ciúmes por causa da fama e da ganância. Quando seus pais sofrem um acidente, eles são forçados a se encontrar novamente. Uma história muito teatral. Os diálogos parecem falsos. A despreocupação parece falsa. Mas é o ponto. Um filme esquecível. A sessão de minuit é sempre complicada em Cannes. Uma exibição à meia-noite de um sábado? Desculpe Quentin Dupieux, perdi seu filme porque a festa Campari teve a melhor música e os piores coquetéis. Graças a Deus Joachim Trier me deu champanhe. Todos os influenciadores se reuniram na vila Follow para dançar música comercial. Eu caí na piscina deles.

DIA 6

O céu ficou cinza em Cannes no domingo, quando as Colleuses (ativistas feministas francesas) pisaram no tapete vermelho segurando uma lista de todas as mulheres vítimas de feminicídios desde o festival do ano passado. A lista era longa. Demasiado longo. O novo filme de terror MEN , produzido em A24, estrelado por Jessie Buckley, chocou o público e todos ficamos felizes por não termos comido antes. Bem, quem tem tempo para comer em Cannes? O filme apresenta uma das cenas mais perturbadoras da história recente do cinema. PG-13? NC-17! Depois de recuperar os sentidos, dançamos à noite ao som do DJ set de Marlon Magnee no Silencio. Enquanto garotas bêbadas pediam ao membro histórico do La Femme para tocar um pouco de Avicii, eu rezei por um clima melhor para a semana passada do festival.

Premiado em Sundance e Berlim, Klondike: A Guerra na Ucrânia chega ao streaming a partir de 25 de maio

Filme de Maryna Er Gorbach tem a região de Donbas como cenário, e aborda o começo da guerra em 2014

KLONDIKE: A GUERRA NA UCRÂNIA, de Maryna Er Gorbach, estreia nas plataformas de streaming. Longa poderá ser visto a partir de 25 de maio no Now e a partir de 3 de junho no Petra Belas Artes à La Carte em Super Lançamentos.

Sobre o filme

Poucos filmes têm tanta atualidade como KLONDIKE: A GUERRA NA UCRÂNIA, de Maryna Er Gorbach, ganhadora do Prêmio de Direção para filmes estrangeiros no Festival de Sundance e que também levou o Prêmio do Júri Ecumênico, no Festival de Berlim deste ano. O filme tem como cenário a fronteira entre Ucrânia e Rússia, e aborda os conflitos na região a partir do ponto de vista dos ucranianos.

Embora a trama seja situada em 2014, seus eventos reverberam até hoje com a guerra na Ucrânia em andamento. No filme, Irka (Oksana Cherkashyna) e Tolik (Sergey Shadrin) vivem em Donetsk, nas proximidades da fronteira entre o país e a Rússia, um território em disputa no começo da Guerra em Donbas. O casal aguarda o nascimento do primeiro filho, quando é abatido por mísseis o avião de um voo civil, que cai na região, matando quase 300 pessoas, o que só fez aumentar a tensão e deixando um rastro de tristeza e luto.

Tolik é pressionado por seus amigos separatistas pró-Rússia a se juntar a eles, enquanto o irmão de Irka suspeita que o casal esteja traindo o próprio país. Enquanto a angústia é crescente, a jovem se nega a deixar sua casa, mesmo quando o vilarejo onde vivem é capturado pelas forças armadas. Tentando reaproximar seu marido e seu irmão, a protagonista pede que eles unam forças para reconstruir sua casa, que foi destruída num bombardeio.

Nascida na Ucrânia e radicada em Istambul, Er Gorbach disse, em entrevista ao jornal alemão Zeit, que se lembra muito bem do fatídico 17 de julho de 2014, dia do ataque ao avião, pois é seu aniversário. “Eu fiquei o tempo todo procurando anúncios oficiais sobre a queda da nave, e ninguém foi responsabilizado pelo lançamento dos mísseis. Passaram-se anos, e, praticamente, nada aconteceu. Foi quando percebi: se algo dessa magnitude não é punido, quem se interessará pelo sofrimento do povo de Donbas?

Ela conta que, em 2014, ninguém esperava uma guerra, e hoje, as pessoas recebem avisos para não sair de casa, e ficar com as janelas fechadas. “A guerra hoje é chamada por seu nome. A imprensa internacional não duvida mais disso. Em meados de fevereiro, era diferente. Falava-se num ‘conflito’ entre a Rússia e a Ucrânia”. 

A diretora, que também assina o roteiro e a montagem, destaca o papel fundamental das mulheres na resistência ao conflito, e, por isso, o longa é dedicado a elas. “O instinto de sobrevivência de Irka é maior na guerra. E essa mensagem me fez dedicar o filme a elas. Num sentido mais amplo, também quer dizer: Não há soldado ou matador sem mãe. Há sempre uma mulher por trás deles. Não creio que nenhum homem lutaria por seus valores, por si mesmo. Os homens que lutam na Ucrânia buscam suas forças no fato de terem mães, esposas, filhas.”

Além dos prêmios em Sundance e Berlim, KLONDIKE: A GUERRA NA UCRÂNIA também foi muito bem recebido pela crítica. A Variety destaca a direção firme de Er Gorbach que não faz concessões. “Conflitos, pessoas e políticos são retratados por uma câmera serena, num filme que traz uma visão da guerra em andamento”. Alissa Wilkinson escreve na revista Vox que o longa “é um lembrete de que mesmo nos tempos mais precários, a coisas da vida precisam seguir em frente – e que o peso de uma guerra na vida das pessoas comuns é incomensurável”. 

Sinopse

Em 2014, no momento em que começa a Guerra em Donbas, o casal de ucranianos Irka e Tolik vive na região da fronteira entre seu país e a Rússia. Ela está grávida, e se recusa a abandonar sua casa, mesmo quando seu vilarejo é tomado pelas forças armadas. Tudo fica ainda mais complicado quando um avião civil é abatido e cai na região.

Ficha Técnica

Direção: Maryna Er Gorbach

Roteiro: Maryna Er Gorbach

Produção:  Svyatoslav Bulakovskiy, Mehmet Bahadir ErMaryna Er Gorbach

Elenco: Oxana Cherkashyna, Sergey Shadrin, Oleg Scherbina, Oleg Shevchuk, Artur Aramyan, Evgenij Efremov

Direção de Fotografia: Svyatoslav Bulakovskiy

Trilha Sonora: Zviad Mgebry 

Montagem: Maryna Er Gorbach

Gênero: drama, guerra

País: Ucrânia, Turquia

Ano: 2022

Duração: 100 min.

Thor: Amor e Trovão | Marvel Studios | Trailer Oficial 

O filme Thor: Amor e Trovão, quarto longa do deus asgardiano no MCU, ganhou um novo trailer nesta segunda-feira (23).

Check out the brand-new poster for Marvel Studios’ #ThorLoveAndThunder and witness it only in theaters July 8.

Com novas imagens de Natalie Portman como uma versão feminina do herói da Marvel, a prévia mostra pela primeira vez Christian Bale (“Batman: O cavaleiro das trevas”) como o vilão, Gorr, e Russell Crowe (“Gladiador”) como Zeus.

Com estreia prevista para 7 de julho no Brasil, o quarto filme do Deus do Trovão nórdico dá sequência aos acontecimentos de “Thor: Ragnarok” (2017) e “Vingadores: Ultimato” (2019).

Além de trazer Chris Hemsworth de volta ao papel do Deus do Trovão, e de contar com Taika Waititi mais uma vez na direção, a produção conta com o retorno de Portman, que interpreta Jane Foster.

Em “Amor e trovão”, a personagem encarna uma versão feminina de Thor, assim como aconteceu nos quadrinhos. Os Guardiões da Galáxia também terão papel de destaque na história.

O filme é dirigido por Waititi, que co-escreveu com Jennifer Kaytin Robinson, e conta ainda Tessa Thompson, Christian Bale, Chris Pratt, Jaimie Alexander, Pom Klementieff, Dave Bautista, Karen Gillan, Sean Gunn e Jeff Goldblum.

Cartaz com nomes de 129 mulheres assassinadas é estendido no Festival de Cannes

Ato de coletivo feminista francês ocorreu na tradicional escadaria do Palácio dos Festivais neste domingo (22)

Membros do coletivo feminista Les Colleuses seguram um cartaz com os nomes de mulheres vítimas de violência doméstica no Festival de Cannes – Patricia de Melo Moreira/AFP

CANNES (FRANÇA) | AFP – Um longo cartaz com os nomes de 129 mulheres assassinadas na França desde o último Festival de Cannes foi estendido neste domingo (22) por feministas na escadaria do Palácio dos Festivais, onde acontece o evento.

A ação ocorreu durante a exibição de “Holy Spider”, longa sobre um serial killer que assassina prostitutas em uma das maiores cidades do Irã que concorre à Palma de Ouro nesta edição do festival.

As 129 vítimas morreram na França desde julho do ano passado, quando foi celebrado o último festival. Nomes como Angélique, Evelyne, Sofya, Nadia, apareceram escritas em tinta preta num longo e estreito cartaz branco, estendido lentamente na tradicional escadaria do Palácio dos Festivais, e segurado pelas ativistas do coletivo feminista francês Les Colleuses.

Algumas delas, vestidas de preto, ergueram o punho no alto da escadaria. A cena foi imortalizada pelo fotógrafo francês Raymond Depardon, cujo filho, Simon, dirigiu com Marie Perennès o documentário “Riposte Féministe”, que mostra estas ativistas colando cartazes à noite nos muros das cidades francesas para denunciar a violência contra as mulheres.

No sábado uma mulher nua da cintura para cima e com o corpo pintado com dizeres contra a Guerra da Ucrânia invadiu o tapete vermelho gritando palavras de ordem feminista antes de ser contida pelos seguranças.

Alex Garland, de ‘Ex-Machina’, diz que se sente uma fraude como diretor

Diretor avalia seu trabalho e cogita voltar a ser apenas roteirista

Alex Garland Olivia Crumm/The New York Times

THE NEW YORK TIMESAlex Garland, 51, sabe que dar ao seu novo filme o título “Men” é um ato provocador. “É interessante ver que uma palavra tão curta e simples pode carregar um peso tão grande em termos de significados subjetivos”, ele disse sobre o filme que deve chegar aos cinemas brasileiros no segundo semestre.

Como roteirista e diretor, Garland se interessa por assuntos que exigem, discussão: na complicada parábola robótica “Ex-Machina: Instinto Artificial” (2015) e em “Aniquilação” (2018), drama de ficção científica estrelado por Natalie Portman, ele optou por estruturas audaciosas e secas, posicionadas bem na interseção de tendências culturais conflitantes.

O ardiloso “Men” opera de maneira parecida, e escala Jessie Buckley para o papel de Harper, uma mulher que tem de aprender a aceitar a morte do marido e a lidar com a culpa que ele atribuiu a ela em seus momentos finais.

Harper aluga uma casa de campo no Reino Unido para se isolar e encarar seu trauma, mas os homens da aldeia vizinha (todos os quais interpretados pelo ator Rory Kinnear) se insinuam, a menosprezam e também a espicaçam. Um deles chega a persegui-la sorrateiramente, e aparece nu no jardim de sua casa. Mas a quem Harper pode reclamar quando todos os homens que a cercam –ou todos os homens, ponto– são, no fundo, o mesmo cara?

Conversei com Garland por vídeo neste mês enquanto ele estava dirigindo “Civil War”, um filme de ação épico do estúdio A24, estrelado por Kirsten Dunst. Garland é britânico, e parecia cansado. Antes de dirigir “Ex-Machina: Instinto Artificial”, ele só tinha trabalhado como roteirista, criando histórias para que outras pessoas dirigissem –entre as quais “Extermínio”“Sunshine – Alerta Solar” e “Dredd”. Quanto mais nossa conversa avançava, mais ele parecia questionar se deseja continuar dirigindo.

“Estou cansado de me sentir uma fraude”, ele me disse. “Tenho tantos outros motivos para me sentir uma fraude. Não precisava ter acrescentado mais uma razão, estrutural, para me sentir assim por causa do meu trabalho”.

Alex Garland Olivia Crumm/The New York Times

Você lê as críticas dos seus filmes?
Às vezes, porque há alguns sites a que eu vou, e neles eu vejo –com uma sensação horrível, desesperadora– que resenharam alguma coisa em que trabalhei, e eu teria de ser um monge para evitar a tentação de ler. Mas em geral tento ficar longe dessas coisas. A primeira coisa que fiz em qualquer tipo de foro público foi escrever um livro, “A Praia”. Eu tinha 26 ou 27 anos quando saiu, li todas as resenhas, e percebi que aquilo podia me ferir incrivelmente, e que tudo parecia muito pessoal. Fui recuando aos poucos, porque afinal já faz 25 anos que estou no ramo. Minha sensação é de que estou recuando aos poucos de todo tipo de coisa.

Do que mais você está recuando?
Acho que em parte é função de eu estar envelhecendo. Conheço menos e menos pessoas, meu círculo é cada vez menor, e saio cada vez menos. Tudo está ficando progressivamente mais silencioso e menor, eu diria.

Seus filmes refletem um pouco essa atitude. Os elencos são sempre muito pequenos e as locações, muito circunscritas. Não há muito entulho.
Seria definitivamente correto defini-los assim. Vejo-me interessado em menos e menos coisas, mas mergulho cada vez mais fundo nas coisas em que estou interessado. E além disso na verdade não sou diretor de cinema. Sou um roteirista que dirige por conveniência.

Você não esperava essa carreira como diretor?
Não foi como se eu tivesse alguma aspiração a dirigir. O que aconteceu se relaciona mais à minha ansiedade como escritor: sempre me incomodei demais quando alguma coisa [no filme] me parecia muito errada, ou quando algo que me parecia importante estava ausente. Mas eu tenho pensado que, depois que eu terminar o filme que estou dirigindo no momento, talvez devesse voltar a ser só roteirista. Isso pode se tornar parte da ideia de recuar do mundo –acho que é hora de deixar esse trabalho. Não tenho o temperamento certo para ser diretor de cinema.

Por que você acha isso?
Seria mais honesto, provavelmente, dizer que eu não gosto especialmente desse trabalho. É algo que preciso me forçar a fazer. É uma função incrivelmente sociável, porque você passa o tempo todo com um grande grupo de pessoas –e, em meu caso, eu preciso fingir ser o que não sou, em alguma medida. No fim do dia, você se sente meio fraudulento e exausto.

Porque você precisa se tornar uma espécie de “showman”?
Sim, exatamente. Vejo-me em pé diante de um grupo de figurantes, dizendo coisas como “vejam só, agora o que vai acontecer é isso e aquilo blablá”, falando em voz bem alta e tentando encorajar as pessoas, sendo bem intenso. Faz com que eu me sinta intensamente performativo. Sempre que assisto a um talk show, e vejo o apresentador e o convidado envolvidos naquelas conversas espirituosas, eu olho para eles e penso “e se na verdade essas pessoas estiverem se sentindo muito deprimidas, nesse momento?” Há a obrigação de dizer alguma coisa engraçadinha, há a obrigação de demonstrar interesse por alguma coisa que absolutamente não interessa, e por dentro você sente incrivelmente deserto, existencial. Eu sempre estremeço quando penso nisso –quase não consigo assistir a programas de entrevistas, porque essa é uma sensação muito forte para mim. E minha versão de ser o apresentador de um talk show é estar lá em pé no set de filmagem.

Ainda assim, acredito que você desejaria estar no set, para supervisionar a realização física dos mundos e dos temas que você cria.
Oh, sim, mas esse é o limite da vontade que tenho. Existem muitos diretores para os quais o set é o lugar onde eles querem estar, mais do que qualquer outro, e tão logo um filme acaba eles já começam a tramar para voltar àquela situação o mais rápido que puderem. Para mim, não funciona assim.

Vi alguns diretores chegarem à velhice, e era como se eles tivessem de continuar a dirigir para continuarem vivos. Às vezes, eles já estão começando a lidar com um novo filme antes de terminarem a filmagem do anterior.
Sem dúvida. Bastou você dizer isso e apareceu uma lista de nomes em minha cabeça, e pensei comigo mesmo que “é dessa e daquela pessoa que ele está falando”. Mas também existe um outro tipo de diretor que de repente para, pessoas como Peter Weir e Alan Parker. Eles talvez estivessem procurando se afastar de alguma coisa, ou pode ser que tenham só se cansado.

Esse é o intervalo mais curto que você já teve entre o trabalho em dois sets de filmagem? Você filmou “Men” na metade do ano passado e começou a rodar “Civil War” não muito depois.
Sim. O último dia da pós-produção de “Men” aconteceu 48 horas antes do começo da fotografia principal de “Civil War”. Literalmente, do sábado para a segunda-feira.

Lembro-me de que conversei com Kirsten Dunst depois que ela foi convidada para “Civil War”, e ela disse que estava entusiasmada porque enfim ia interpretar “o papel do menino” em um filme.
Espero que ela esteja feliz com o processo, mas nunca se sabe. Não acredito que seja só eu que acha o trabalho difícil. Sets de filmagem são lugares estranhos. São espaços calvinistas, punitivos, de abstinência. As pessoas trabalham muito, muito, trabalham literalmente até cair de exaustão –e você percebe isso no rosto de todo mundo, ao final do dia. Pode ser que haja elementos de vício, nisso, mas a sensação é a de que tenho um despertador tocando o tempo todo em minha cabeça para me dizer que “você precisa parar de fazer isso”.

“Men” foi um filme tão difícil assim de fazer?
“Men” foi realmente difícil. O tema da história incomoda, e é preciso viver com ele, mas também foi um trabalho difícil no plano técnico. A filmagem foi muito curta, e estávamos tentando fazer muita coisa muito rápido. Eu me preocupava com Rory, frequentemente, porque nas semanas finais da filmagem, lá estava ele, nu no meio da madrugada, em um frio de rachar. Parte enorme do processo de fazer um filme é a logística, e é como um trabalho executivo –como executar tais e tais coisas dentro de um prazo de x horas. Literalmente: como executar tanta coisa?

É o tipo de filme que levará as pessoas a discutir sobre sua intenção, e sobre o que a história está tentando dizer. Você me disse uma vez que, no caso de “Ex-Machina: Instinto Artificial”, queria que pelo menos 50% do filme ficasse sujeito à interpretação do espectador.
Com o passar dos anos, eu venho conscientemente colocando mais e mais coisas nas mãos dos espectadores. Provavelmente existe um outro elemento nisso, se devo ser honesto, que é o de tornar o espectador meu cúmplice. Essa é outra razão para que eu me afaste, porque há uma parte de mim que é realmente subversiva e agressiva e que gosta de zoar com as pessoas. Às vezes, no caso de “Men”, sinto que fui tão longe nessa direção que esbarrei na delinquência.

Que reações o filme despertou até agora?
Tenho bons amigos a quem realmente respeito e a quem mostrei “Men”, e a interpretação convicta deles –”sei o que esse filme quer dizer, e quer dizer isso”– é 180 graus diferente daquilo que imaginei que seria.

Quando isso acontece, a sensação é a de uma experiência bem-sucedida?
Não.

Não?
Não. Só parece inevitável. Quando as pessoas assistem a um filme, têm uma resposta que, em nível racional, sabemos ser subjetiva, mas que tratamos como objetiva, e é assim que funciona. Desconfio demais das minhas reações e das reações de outras pessoas –elas podem variar de dia para dia. Por isso, quando ofereço alguma coisa, não tenho expectativa de que todos vão concordar quanto àquilo. Minha expectativa maior é de que as pessoas discordem entre elas, e vejo essa discordância como reflexo primariamente do que essas pessoas são.

O que seus amigos disseram sobre o filme?
“Quem é o protagonista?” E, “esse filme é sobre o que o homem pensa ou sobre o que a mulher pensa?” Mas são as certezas das pessoas que eu acho mais estranhas: “Isso significa tal coisa, aquilo significa tal outra coisa”. Já eu me vejo cada menos seguro sobre absolutamente tudo.

Mesmo sobre seu trabalho?
Oh, não tenho certeza alguma a esse respeito. Tudo não passa de um monte de compulsões.

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci

Bilheteria EUA: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, Downton Abbey: Uma Nova Era, Os Caras Malvados, Sonic 2, Men 

Doutor Estranho 2 mantém liderança na bilheteria norte-americana

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura chegou à sua terceira semana seguida na liderança da bilheteria dos Estados Unidos. O filme de Sam Raimi arrecadou mais US$31,6 milhões chegando a uma arrecadação total de US$342 milhões dentro do território norte-americano.

blockbuster é seguido de Downton Abbey: Uma Nova Era, que estreou com uma bilheteria de US$16 milhões. O pódio é completado por Os Caras Malvados, que fez mais US$6 milhões e chegou à marca de US$74,36 milhões.

Sonic 2 (US$3,94 milhões) e Men (US$3,29 milhões) completam o “top 5”.