Imperdoável | Sandra Bullock | Trailer oficial | Netflix

Em cinemas selecionados dia 24 de novembro e na Netflix em 10 de dezembro.

Após cumprir pena de prisão por um crime violento, Ruth Slater (Sandra Bullock) volta ao convívio na sociedade, que se recusa a perdoar seu passado. Discriminada no lugar que já chamou de lar, sua única esperança agora é encontrar a irmã, que ela havia sido forçada a deixar para trás.

Com Sandra Bullock, Vincent D’Onofrio, Jon Bernthal, Richard Thomas, Linda Emond, Aisling Franciosi, Rob Morgan e Viola Davis.

Divulgação/Netflix

Hamaguchi cria uma das maiores cenas eróticas da história do cinema em ‘Roda do Destino’

‘Roda do Destino’, que o diretor-sensação exibe na Mostra de SP, mostra como a tensão é próxima do tesão
Bruno Ghetti

Cena de 'Roda do Destino', de Ryusuke Hamaguchi
Cena de ‘Roda do Destino’, de Ryusuke Hamaguchi – Divulgação

RODA DO DESTINO ****

  • Quando Próximas sessões presenciais: Cinesesc, dia 26, às 17h10; Reserva Cultural, dia 28, às 15h40; Espaço Itaú Frei Caneca, dia 31, às 13h30
  • Elenco Kotone Furukawa, Kiyohiko Shibukawa, Katsuki Mori, Fusako Urabe, Aoba Kawai, Ayumu Nakajima
  • Produção Japão, 2021
  • Direção Ryusuke Hamaguchi
  • Link: https://45.mostra.org/filmes/a-roda-do-destino

O cineasta Ryusuke Hamaguchi é a grande sensação do cinema japonês atual. Só neste ano, teve dois filmes exibidos e premiados nos festivais de Berlim e de Cannes.

“Roda do Destino” abocanhou o Grande Prêmio do Júri na mostra alemã, e seus três episódios são mais do que suficientes para o público entender que a badalação é merecida.

O filme parte de três premissas envolvendo noções de sina e coincidência, na vida de diferentes mulheres em Tóquio. E todas são excelentes achados, pois fica nítido que vêm de uma grande mente imaginativa —hoje, talvez só Hong Sang-soo tenha o mesmo impulso criador. Mas o resultado seria outro nas mãos do sul-coreano, que provavelmente faria um longa distinto a partir de cada premissa —e todos, ainda que imperfeitos, seriam fascinantes.

Já Hamaguchi é um diretor menos intuitivo e com um senso de controle mais marcado, então limita suas histórias ao tamanho exato que elas deveriam ter —não parece sobrar ou faltar um segundo a nenhum dos episódios.

Cena de 'Roda do Destino', de Ryusuke Hamaguchi
Cena de ‘Roda do Destino’, de Ryusuke Hamaguchi – Divulgação

O primeiro mostra um triângulo amoroso numa trama repleta de acasos. A melhor cena se dá em um táxi, quando uma jovem detalha à amiga o flerte que teve com um rapaz. As falas têm uma sensualidade delicada, romântica, mas a forma como Hamaguchi encena essa conversa eleva a sequência a um outro nível de carga sexual.

Pelo vidro do fundo, vemos que o carro adentra túneis e penetra entradas de viadutos, e embora esse tipo de metáfora visual possa parecer óbvia ou até vulgar em outros filmes, aqui ela de fato amplia o potencial erótico da cena. Ainda que de soslaio, Tóquio nunca foi tão sexy.

No episódio seguinte, sobre dois estudantes que armam uma cilada para um professor, o talento de Hamaguchi é ainda mais espantoso. A aluna tenta seduzir o mestre, lendo em voz alta o trecho mais lascivo de um romance escrito por ele. As frases são ostensivamente pornográficas, mas o real erotismo da cena vem justamente da maneira contida em que os dois personagens interagem.

Afinal, há vários níveis de apreensão em jogo —as inerentes a um flerte atrevido, a de um golpe que pode ser desmascarado, a de uma porta que precisa ficar aberta. Hamaguchi mostra o quanto tensão se assemelha a tesão. É, desde já, uma das grandes cenas eróticas sem nudez da história do cinema.

O conteúdo da conversa e a técnica de encenação revelam uma infinidade de questões subjacentes envolvendo relações hierárquicas, sentimento de inadequação no mundo, descoberta de novas fontes de prazer sexual.

De repente, em pouco mais de 20 minutos, o professor e a aluna já se tornaram personagens de uma inacreditável solidez. O espectador começa a achar que talvez tenha sido um erro deixar esse capítulo para o meio, porque vai ser difícil conseguir manter o mesmo nível de brilhantismo no resto do filme.

Mas eis que chega o terceiro episódio, e o que parecia impossível acontece. Em alguns aspectos, ele consegue a proeza de ser ainda melhor do que o segundo. Narra o encontro entre duas mulheres que se reconhecem numa escada rolante e travam uma longa conversa, sobre a qual é melhor não revelar muito, para evitar spoilers.

É marcante a franqueza das personagens de Hamaguchi. Elas são de uma invejável honestidade consigo próprias e com seus interlocutores, mesmo quando pretendem inicialmente ludibriar os outros. Não escondem, inclusive, que são pessoas cheia de dúvidas e de áreas cinzentas. Deixam as verdades brotar para fora de si, e existe nessa atitude um elemento de autoterapia, talvez catarse.

Hamaguchi também é franco com o público —desta vez, corrige seu erro do longa anterior, “Asako I e II”, e não prolonga situações desnecessariamente. É como se o cineasta tivesse tomado ciência de suas próprias limitações e, em seu jogo limpo com o espectador, só leva o filme até onde ele deve ir.

Há algo de indecoroso em atacar um diretor pela excelência do próprio trabalho, mas aqui é inevitável. O maior problema de “Roda do Destino” está na quase perfeição de seus episódios.

Entre cada capítulo, há, sim, espelhamentos e mesmo fricções possíveis, mas a verdade é que qualquer tentativa de diálogo entre eles sempre resulta no empobrecimento do que cada um deles trazia de melhor, de mais específico, quando tomado isoladamente. Sozinhos, expandem a mente do espectador, enquanto, acareados, estreitam e direcionam nossos pensamentos.

Num livro de contos, é sempre possível parar quando se termina de ler um deles, mas num longa de episódios existe necessariamente um fluxo a ser percorrido —e, assim, relações a serem estabelecidas entre as partes.

Em “Roda do Destino”, várias questões levantadas em cada um dos trechos terminam jogadas ao vento, sacrificadas pelo que traz o episódio a seguir —ou pelo conceito geral de “destino”, que de repente se torna embaraçosamente pequeno diante de outras questões que os capítulos sugerem. O longa se autossabota.

É a maldição do formato. Filmes em episódios ou nunca constituem uma obra verdadeiramente homogênea ou fracassam em articular os capítulos em sua completude. Grandes mestres do passado, como Rossellini, Ophüls e Kurosawa, já toparam com essa dificuldade.

Hamaguchi, um mestre do presente, apenas cumpre o que lhe reservava a sina. Ironicamente, num filme sobre o destino.

Melhor amigo da diretora de fotografia Halyna Hutchins morta por Alec Baldwin relembra instantes de desespero: ‘Segurei ela nos meus braços’

Eletricista-chefe do set aponta ‘negligência e falta de profissionalismo’ como verdadeiras causas da tragédia: ‘Nenhum centavo economizado vale a vida de uma pessoa’, ele se manifesta

O eletricista Serge Svetnoy e a diretora de fotografia Halyna Hutchins: melhores amigos Foto: Reprodução / Facebook

Técnico de iluminação e eletricista-chefe do set de “Rust”, filme produzido pelo ator Alec Baldwin, Serge Svetnoy contou, por meio de um relato contundente publicado nas redes sociais, como foram os últimos instantes da diretora de fotografia Halyna Hutchins, morta por um disparo acidental realizado por Baldwin.

Um dos melhores amigos da diretora, Svetnoy era a pessoa mais próxima de Halyna no momento em que aconteceu o acidente. “Sim, eu estava ombro a ombro com Halyna durante esse tiro fatal que tirou sua vida e feriu o diretor Joel Souza. Segurei ela nos meus braços enquanto ela estava morrendo. O sangue dela estava em minhas mãos”, recordou o profissional.

Na mesma publicação, o eletricista ressalta que a negligência e a falta de profissionalismo são os verdadeiros motivos para que a tragédia tenha acontecido. “A pessoa que deveria verificar a arma no local não fez isso; a pessoa que deveria ter anunciado que havia uma arma carregada no local também não fez isso; a pessoa que deveria ter verificado essa arma antes de trazê-la para o set não o fez”, listou o técnico.

No post que foi publicado no Instagram e no Facebook, e que vem sendo compartilhado por astros de Hollywood, como a atriz Lena Headey, de “Game of Thrones”, o técnico de iluminação diz que mantinha uma amizade longeva com Halyna e que havia trabalhado em todos os filmes que a amiga atuou como diretora de fotografia.

“Para economizar às vezes um centavo, você contrata pessoas que não são totalmente qualificadas para um trabalho complicado e perigoso e arrisca a vida de outras pessoas que estão por perto e a sua também”, lamentou, ao comentar os erros cometidos pela produção do filme, que, segundo ele e outros colegas, mantinha condições inadequadas de trabalho no set.

“Eu entendo que você sempre luta pelo orçamento, mas não pode permitir que isso aconteça. É verdade que os profissionais podem custar um pouco mais e às vezes podem ser um pouco mais exigentes, mas vale a pena. Nenhum centavo economizado vale a vida de uma pessoa”, manifestou-se.

Bilheteria EUA: Duna, Halloween Kills, 007: Sem Tempo Para Morrer, Venom: Tempo de Carnificina, Ron Bugado

Com US$ 40 milhões, Com US$ 40 milhões, Duna tem melhor estreia da Warner na pandemiatem melhor estreia da Warner na pandemia

Duna se saiu bem em sua estreia nas bilheterias norte-americanas. O filme de Dennis Villeneuve arecadou US$ 40,1 milhões, ocupando o primeiro lugar do ranking. 

Foi a melhor estreia da Warner Bros. no país desde o início da pandemia — e do modelo de lançamento híbrido, com estreia simultâneas no cinema e na HBO Max. O recorde anterior era de Godzilla vs. Kong, que havia feito US$ 31,7 milhões em sua estreia. 

Duna ainda bateu outra marca importante neste fim de semana, passando dos US$ 200 mi arrecadados no mundo todo. 

O ranking

Nos cinemas americanos, logo abaixo de Duna ficou Halloween Kills, US$ 14,5 milhões arrecadados em sua segunda semana em cartaz. O terceiro lugar ficou com 007: Sem Tempo Para Morrer, com US$ 11,8 milhões. 

Completam o top 5 Venom: Tempo de Carnificina, com US$ 9,10 milhões, e a nova animação Ron Bugado, com US$ 7,3 milhões. 

Após tiro acidental, Alec Baldwin perguntou por que recebeu uma ‘arma quente’, diz testemunha

Ator norte-americano afirmou que nunca havia segurado um modelo similar, do qual partiu disparo que matou a diretora de fotografia Halyna Hutchin no set de filmagens do filme ‘Rust’

Alec Baldwin postou em seu perfil no Instagram uma foto dos bastidores do filme de faroeste ‘Rust’ Foto: Reprodução/Instagram

Após disparos acidentais que mataram uma integrante da equipe do filme “Rust”, o ator norte-americano Alec Baldwin perguntou por que recebeu uma “arma quente” – que contém munição – e afirmou que nunca havia segurado uma similar, disse uma testemunha ao portal Showbiz 411.

Baldwin atirou acidentalmente durante as filmagens de seu próximo filme, o faroeste “Rust”, matando a diretora de fotografia, Halyna Hutchins, de 42 anos, e ferindo o diretor do filme, Joel Souza, de 48. De acordo com a testemunha ouvida pelo Showbiz 411, o mesmo disparo atingiu as duas vítimas.

Segundo Juan Rios, porta-voz do gabinete do xerife no Condado de Santa Fé, no Novo México, local das gravações, as circunstâncias do tiroteio estão sendo investigadas. O acidente ocorreu na tarde desta quinta-feira (21). Após o depoimentos, o ator foi visto chorando na entrada da delegacia.

Rios afirmou que o tiroteio no Rancho Bonanza Creek aconteceu no meio de uma cena que estava sendo ensaiada ou filmada. A polícia entrevistou as pessoas presentes no set para entender o que de fato ocorreu. “Estamos tentando determinar, agora, como e que tipo de projétil foi usado na arma de fogo”, disse ele, acrescentando que as autoridades não haviam entrado com nenhuma acusação contra ninguém da equipe de produção.

Hutchins chegou a ser levada de avião para o Hospital da Universidade do Novo México, em Albuquerque, mas não resistiu aos ferimentos. Souza foi encaminhado ao Centro Médico Regional Christus St. Vicent, em Santa Fé.

Em nota divulgada nesta quinta, a produtora do filme, Rust Movie Productions LLC, afirmou que “Todo elenco está devastado pela tragédia de hoje, e nós enviamos nossas condolências mais profundas condolências à família e os entes queridos de Halyna”. “Interrompemos a produção do filme por tempo indeterminado e estamos cooperando totalmente com a investigação do Departamento de Polícia de Santa Fé. Estamos providenciando aconselhamento psicológico a todos os envolvidos na produção do filme enquanto nos esforçamos para enfrentar esse terrível acontecimento”, continuou a nota.

Timothée Chalamet & Zendaya on Friendship, Mental Health & Feeling Different | GLAMOUR UK

There are celebrity best friends and then there are Timothée Chalamet and Zendaya, as Josh Smith finds out in his latest column, ‘Josh Smith Meets’ where the Dune co-stars open up about the power of their friendship, pressure and protecting their mental health.

Not many can truly understand the fandom that follows Zendaya and Timothée’s every post and move. Zendaya’s 110 million Instagram followers have followed her from her Disney Channel days all the way to The Greatest Showman, the Spiderman franchise and her Emmy award winning performance in Euphoria. Whilst Timothée’s 14.1 million Instagram fans who have keenly followed him since that Oscar nominated performance with a certain peach in Call Me By Your Name to Little Women have dedicated their lives to creating fan art, including infamously superimposing Timothée into masterpiece art works.

Existem melhores amigos celebridades e Timothée Chalamet e Zendaya, como Josh Smith descobriu em sua última coluna, ‘Josh Smith Meets’, onde os colegas de Duna falam sobre o poder de sua amizade, pressão e proteção de sua saúde mental .

Poucos conseguem entender o fandom que segue cada postagem e movimento de Zendaya e Timothée. Os 110 milhões de seguidores de Zendaya no Instagram a seguiram desde seus dias no Disney Channel até The Greatest Showman, a franquia Homem-Aranha e sua atuação vencedora do Emmy em Euphoria. Enquanto os 14,1 milhões de fãs do Instagram de Timothée que o seguiram entusiasticamente desde aquela atuação indicada ao Oscar com um certo pêssego em Call Me By Your Name to Little Women dedicaram suas vidas à criação de fan art, incluindo a infame superposição de Timothée em obras-primas de arte.

Alerta Vermelho | Trailer oficial | Netflix

O alerta vermelho é um aviso da Interpol para procurar e capturar os bandidos mais procurados do mundo. Mas como saber o que pode acontecer em um assalto que reúne o melhor agente do FBI (Johnson) e dois criminosos rivais (Gadot, Reynolds)?

Dwayne Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot estrelam em Alerta Vermelho. Na Netflix, em 12 de novembro:

Mostra de Cinema de SP tem sessão com ‘Parasita’ em preto e branco nesta sexta

Versão especial do badalado filme sul-coreano é uma das atrações do festival no dia 22

Cena da edição especial do filme "Parasita", em preto e branco, exibida na Mostra de Cinema de São Paulo
Cena da edição especial do filme “Parasita”, em preto e branco, exibida na Mostra de Cinema de São Paulo – Divulgação

SÃO PAULO – Não é exagero dizer que a 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é uma maratona. São 264 filmes exibidos em duas semanas de festival. Para ajudar os indecisos a escolher a que assistir neste oceano de opções, confira uma seleção com cinco longas para esta sexta (22).

Entre as indicações, estão uma versão em preto e branco do badalado longa sul-coreano “Parasita”vencedor do Oscar de 2020, e “Lamb”, novo terror sobrenatural do estúdio americano A24, conhecido por fazer produções de pegada artística tidos como cult.

Esta edição da Mostra tem formato híbrido, com 264 filmes exibidos em sessões presenciais em salas de cinemas na capital paulista e também em três plataformas de streaming —Mostra Play, Sesc Digital e Itaú Cultural Play.

Os ingressos para as sessões presenciais podem ser comprados no aplicativo da Mostra. Mas fique atento, pois as sessões só terão convites liberados para a venda online dois dias antes da exibição do filme. As bilheterias físicas dos cinemas só venderão ingressos da programação daquele dia —neste caso, o jeito é torcer para que as entradas já não estejam esgotadas.

Quem for acompanhar a programação nas telonas desembolsa R$ 24 nos ingressos avulsos das sessões de segunda a quinta. Das sextas aos domingos, o preço pula para R$ 30. Há também bilheterias mais acessíveis no Centro Cultural São Paulo e a da Biblioteca Roberto Santos, com sessões a R$ 2 e R$ 4.

Já os cinéfilos de carteirinha podem comprar pacotes de ingressos. O Permanente Especial custa R$ 150 e dá acesso a 20 sessões, mas apenas de segunda a sexta até às 17h55 —a modalidade não contempla os fins de semana nem horários noturnos. Assinantes da Folha têm 15% de desconto nesse ingresso especial.Há ainda mais duas opções. O combo de 30 ingressos sem restrição de dias e horários sai por R$ 340, enquanto 20 ingressos custam R$ 250.

Para aqueles que preferirem os serviços de streaming, os ingressos unitários na plataforma Mostra Play custarão R$ 12. Poderão ser adquiridos pacotes de cinco ingressos por R$ 57, de dez entradas por R$ 105 ou de 15 ingressos por R$ 150.

Já nas plataformas Sesc Digital e Itaú Cultural Play, as exibições dos filmes selecionados serão gratuitas.

Para mais informações, acesse o site 45.mostra.org.

7 Prisioneiros
Um jovem vai a São Paulo para trabalhar em um ferro-velho. Lá, descobre que a oportunidade era, na verdade, um golpe que o transforma em vítima de um sistema de trabalho análogo à escravidão. Com Rodrigo Santoro no elenco, o longa brasileiro foi Vencedor dos prêmios Sorriso Diverso Venezia de melhor filme estrangeiro e menção honrosa da Fundação Fai Persona Lavoro Ambiente, na seção Horizontes Extra, do Festival de Veneza. Sessão única.

Brasil, 2021. Direção: Alexandre Moratto. Com: Christian Malheiros, Rodrigo Santoro e Bruno Rocha. Sessão presencial no Museu da Imigração, dia 22, às 19h. Ingr.: R$ 10


Lamb
O novo longa do estúdio A24 (o mesmo de filmes como “Hereditário”) é um suspense sobrenatural no qual um casal sem filhos adota o filhote de uma de suas ovelhas, criando-o como uma criança humana. Vencedor de prêmio na sessão Um Certo Olhar em Cannes.

Islândia, Suécia e Polônia, 2021. Direção: Valdimar Jóhannsson. Com: Noomi Rapace e Hilmir Snær Guðnason. 16 anos. Sessão presencial no Espaço Itaú Frei Caneca, dia 22, às 18h40https://www.youtube.com/embed/81qSYds7zC8?enablejsapi=1


Pequena Palestina, Diário de Um Cerco
Entre 2011 e 2015, o diretor do filme, Abdallah Al-Khatib, e seus amigos documentaram o cotidiano do distrito de Yarmouk, em Damasco, na Síria. A região abrigou o maior campo de refugiados palestinos do mundo entre 1957 e 2018. Com o início da Guerra Civil Síria, o distrito começou a ser sitiado a partir de 2013, ficando gradualmente isolado do resto do mundo.

Líbano, França, Catar, 2021. Direção: Abdallah Al-Khatib. 14 anos. Exibição online no Mostra Play. Sessão presencial no Espaço Itaú de Cinema, dia 22, às 13h30


Parasita
Um dos filmes mais celebrados de 2019 ganha uma exibição especial, em preto e branco. O longa retrata duas famílias sul-coreanas —uma miserável que começa a trabalhar para uma rica. Este contato gera uma sequência incontrolável de problemas.Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e do Oscar de melhor filme, melhor filme estrangeiro, roteiro original e direção.

Coreia do Sul, 2019. Direção: Bong Joon Ho. Com: Song Kang-ho, Lee Sun-kyun, Cho Yeo-jeong. 16 anos. Sessão presencial no Espaço Itaú Pompeia, dia 22, às 19h1 10


Tarsilinha
A animação brasileira se inspira na vida da artista Tarsila do Amaral para contar a história de uma menina de 8 anos que embarca em uma jornada para resgatar memórias da mãe. Com trilha sonora de Zeca Baleiro e Zezinho Mutarelli.

Brasil, 2021. Direção: Celia Catunda e Kiko Mistrorigo. Livre. Exibição online no Itaú Cultural Play. Sessão presencial no Petra Belas Artes, dia 22, às 18h

Com 264 filmes, Mostra Internacional de Cinema ocupa 15 salas de São Paulo

Com sessões presenciais e online, a 45.ª edição traz destaques como ‘Titane’, de Julia Ducournau, vencedor da Palma de Ouro
Mariane Morisawa, Especial para o Estadão

‘Um Herói’, do diretor iraniano Asghar Farhadi, ganhador do Grande Prêmio do Júri em Cannes Foto: Arte France Cinema

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo está diferente em sua 45.ª edição, que vai ser meio virtual, meio presencial. Até a abertura, que aconteceu na noite desta quarta, 20, teve um novo formato: em vez de sessão de um único filme em um só local, para convidados, foram dez programações diferentes, o que serviu como dica para o público.

Como, por exemplo, o terror Noite Passada em Soho, de Edgar Wright, estrelado por Anya Taylor-Joy e exibido fora de competição no Festival de Veneza, no mês passado. Também Bergman Island, de Mia Hansen-Løve, que participou da competição em Cannes, e Compartment n.º 6, de Juho Kuosmanen, vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes. Outro destaque foi o programa de curtas, com A Voz Humana, de Pedro Almodóvar, A Noite, de Tsai Ming-liang, e O Ato, de Bárbara Paz.

Cineastas conhecidos estão presentes, como Wes Anderson, representado por A Crônica Francesa, que disputou a Palma de Ouro, e o iraniano Asghar Farhadi, com Um Herói, o outro ganhador do Grande Prêmio do Júri em Cannes. A lista se completa com A Caixa, de Lorenzo Vigas, que participou da competição em Veneza, Roda da Fortuna, de Ryûsuke Hamaguchi, vencedor do Grande Prêmio do Júri em Berlim, Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental, de Radu Jude, Urso de Ouro em Berlim, e Lua Azul, de Alina Grigore, Concha de Ouro em San Sebastián.

Os filmes dão indícios de que a Mostra não perdeu sua força, trazendo produções que foram destaque nos principais festivais internacionais.

Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental fala de um tema atual – uma professora faz uma gravação íntima que vai parar na internet, gerando problemas com a escola e os pais de alunos. Claramente, ela é um alvo mais fácil por ser mulher. O diretor romeno Radu Jude decidiu não esconder ter filmado durante a pandemia, e todos usam máscara. Lua Azul também vem da Romênia e trata de mulheres sufocadas em uma sociedade machista. No caso, Irina (Ioana Chitu) quer sair da pequena vila onde a família tem um hotel e estudar em Bucareste, mas enfrenta a pressão dos primos, tios e do pai, que querem mandar nela.

Roda da Fortuna, de Ryûsuke Hamaguchi, traz três histórias protagonizadas por mulheres enfrentando o acaso, o destino e as escolhas. Em seu novo drama, Um Herói, Asghar Farhadi também trata de escolhas: Rahim (Amir Jadidi) sai temporariamente da prisão, onde está por causa de uma dívida. Ele tem a chance de usar o dinheiro encontrado em uma bolsa para pagar parcialmente seu débito e deixar a cadeia, mas acaba decidindo devolvê-la. Rahim vira herói, só que tudo se complica.

A 45.ª Mostra também exibe premiados em Cannes, como Titane, de Julia Ducournau, vencedor da Palma de Ouro, Annette, de Leos Carax, melhor direção, e Memória, de Apichatpong Weerasethakul, prêmio do júri. Titane e Memória são os escolhidos pela França e pela Colômbia como seus representantes na briga por uma vaga na disputa do Oscar de filme internacional. O selecionado do Brasil, Deserto Particular, de Aly Muritiba, também pode ser visto durante o evento, que termina no dia 3.

A Mostra tem 156 dos 264 títulos disponíveis nas plataformas Mostra Play (com ingressos pagos), Sesc Digital e Itaú Cultural Play, ambas gratuitas. Mas ela também reocupa os cinemas da cidade, com sessões presenciais em 15 salas.

Novos destaques
Titane

A diretora francesa Julia Ducournau ganhou a Palma de Ouro com este misto de terror e ficção científica sobre a reunião de um pai e seu filho após 10 anos.

A Crônica Francesa

Wes Anderson reúne seus atores favoritos para interpretar um grupo de jornalistas na França.

A Viagem de Pedro

Em 1831, Pedro (Cauã Reymond), ex-imperador do Brasil, retorna à Europa para enfrentar o irmão que usurpou seu reino. Direção de Laís Bodanzky.

Ahed’s Knee

Vencedor do Prêmio do Júri em Cannes, fala de um cineasta israelense lutando contra o fim da liberdade e a morte de uma mãe.