Eterno estranho no Paraíso, Jim Jarmusch faz da poesia a matéria-prima de ‘Paterson’

image (1).jpg“Paterson”, que estreia no dia 20 de abril no Brasil, segue a rotina de um motorista de ônibus que escreve poemas


Filme-fetiche do último Festival de Cannes, onde engoliu público e crítico com suas situações cômicas e com sua aposta na simplicidade como filosofia de vida, Paterson, estrelado por Adam Driver (o neto de Darth Vader em Star Wars VII), comprova que o tempo não arrefeceu a ousadia de Jim Jarmusch. Espécie de papa do cinema alternativo americano, cuja matéria-prima vem do rock’n’roll, da poesia de rua e do sentimento de desconexão, o realizador de cults como Estranhos no Paraíso (1984) permanece – 37 anos depois de sua estreia – encantado por tipos errantes, sem ambições e desajustados ao padrão progressista do American Way of Life. Não é por acaso que ele amplie essa sua volta ao circuito também pelos terrenos documentais, falando da iguana Iggy Pop nos acordes sensoriais de Gimme Danger!, exibido também na Croisette em 2016. Este ainda vai custar a aportar por aqui. Porém, o doce Paterson aporta no circuito brasileiro no dia 20 de abril.

Na trama de Paterson, coube a Driver a tarefa de viver um motorista de ônibus cujo prazer maior é escrever poesias. O tal Paterson foi batizado em referência à cidade onde nasceu e vive, e por onde passou seu ídolo: o poeta William Carlos Williams (1883–1963), um renovador da forma estética no verso americano. Mas Paterson não tem sonhos de renovação de linguagem: avesso ao uso de celulares e computadores, ele quer apenas conservar sua rotina em paz. Dirige de manhã, escreve estrofes nas paradas mais longas de seu coletivo, janta à noite os pratos insossos feito com quinoa e couve por sua mulher, a expert em cupcakes Laura – personagem antológica vivida pela iraniana Golshifteh Farahani -, e passeia com Marvin antes de dormir, regando o fim do expediente com uma cervejinha. Paterson gosta desse viver processual e consegue inventar metáforas belíssimas a partir da repetição diária. Não espere mudanças na trama nem viradas com surpresas. O que temos é essa liturgia, durante 1h53m, mas narrada com um bom humor e uma doçura contagiantes, de se ouvirem gargalhadas e soluços na sala de projeção.

Confira a seguir as reflexões estéticas de Jarmusch neste par de trabalhos inéditos.

Como a palavra outsider se aplica para os seus personagens hoje, passados 36 anos de sua estreia em longas, com Permanent Vacation?
JARMUSCH:
Eu não busco, conscientemente, estabelecer um paralelo entre meus filmes, mas é nítido neles a recorrência de personagens que tentam afirmar seu jeitão peculiar de levar à vida, avessos às convenções. Não é alienação o que me atrai, nem autismo, é, sim, a afirmação de um modo peculiar de lidar com as questões cotidianas. O que há de mais significativo no trabalho de Adam, na criação de Paterson é que ele é um ator reativo, que improvisa e inventa em reação às ideias que eu proponho. Isso torna o processo mais vivo.

Em Cannes, Paterson foi definido como “um filme sobre o nada”, por exaltar a beleza do cotidiano, sem viradas bruscas. Que dramaturgia é essa, sem solavancos? JARMUSCH: É uma dramaturgia que vem do cinema de Yasujiro Ozu, da minha relação com filmes dele como A Rotina Tem Seu Encanto e outras pérolas, nas quais é preciso observar o fluxo da vida. Paterson dialoga com essa tradição ao ressaltar a importância de preservarmos o encantamento em relação às coisas mais cotidianas da vida e não cairmos na desilusão, sendo esta uma força destruidora que segue de perto a evolução tecnológica do mundo.

E o quanto Paterson e Gimme Danger dialogam?
JARMUSCH:
Eles conversam mais na interseção da poesia. Ambos falam de poetas que não se estabelecem às convenções de comportamento do mundo.

Mas há outro ponto comum: a presença, em ambos, o montador brasileiro Affonso Gonçalves. Que tipo de parceria vocês estabeleceram?
JARMUSCH:
Estamos juntos desde Only Lovers Left Alive e não tenho interesse algum de deixá-lo partir, pois temos uma simbiose perfeita na edição. Affonso não requer muita instrução. Num jogo de olhares entre nós, ele sabe do que eu preciso.

Nos dois filmes, há uma certa evocação de técnicas tradicionais da indústria artística, seja a presença de um filme em preto & branco em Paterson, seja a reflexão sobre a cultura do vinil e das gravadoras em Gimme Danger. De que maneira essa discussão pode servir como uma crítica à cultura digital?
JARMUSCH:
Quanto mais a vida evolui, em termos técnicos, mais as tradições se fragilizam. Mas na Arte, por exemplo, os processos técnicos podem mudar a forma de captação e de edição e até abrirem novos suportes de recepção, mas eles não travam a transcendência. Nada tira o viço de velhos filmes, mesmo aqueles em P&B. Não por acaso, Paterson leva sua mulher ao cinema para ver um clássico de terror no cinema. Ele quer o prazer coletivo de ver um filme numa sala escura. [Rodrigo Fonseca]

Anúncios

Colossal | Filme de monstro com Anne Hathaway ganha trailer legendado

giphy (1)Colossal, filme do diretor Nacho Vigalondo (Crimes TemporaisPerseguição Virtual) que promete ser uma mistura de Godzilla com Encontros e Desencontros, ganhou seu primeiro trailer legendado:

No, filme Hathaway será Gloria, uma mulher normal que acaba de perder o emprego e o noivo. Ela decide então trocar Nova York pela sua cidade natal, mas quando descobre que um lagarto gigante está atacando Tóquio, percebe que está conectada a esses estranhos eventos. Além de dirigir, Vigalondo também assinará o roteiro.

O lançamento no Brasil está marcado para o dia 27 de abril. [Fábio de Sousa Gomes]

Thor: Ragnarok ganha seu primeiro trailer legendado

Thor: Ragnarok ganhou o seu primeiro trailer – diretor Taika Waititi demonstra que veio pra deixar a sua marca na franquia da Marvel

Além de Chris HemsworthTom Hiddleston e Mark RuffaloThor – Ragnarok terá Idris Elba novamente como Heimdall e Anthony Hopkins aparecerá como Odin. A vilão Hela é vivida por Cate Blanchett Tessa Thompson é uma das novidades no elenco como Valquíria, enquanto Jeff Goldblum vive o Grão-Mestre.

A produção dirigida por Taika Waititi chega aos cinemas em 2 de novembro.

Bilheteria EUA: O Poderoso Chefinho, A Bela e a Fera, Smurfs e a Vila Perdida, Despedida em Grande Estilo, A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell

1490452059-186079802-boss-molokosos-2O Poderoso Chefinho continua a dominar as bilheterias dos EUA, somando US$ 26,3 milhões no seu segundo fim de semana no topo. A animação da Dreamworks já soma US$ 89,3 milhões no mercado norte-americano.

O Poderoso Chefinho é dirigido por Tom McGrath (Madagascar, Megamente) e mostra Tim, um garoto de sete anos que tem a vida totalmente alterada com a chegada de um irmão mais novo, que usa terno e carrega uma mala. Aos poucos, ele descobre que o bebê sabe falar e tem um plano para sua família. Alec Baldwin faz a voz do bebê na versão original, que tem ainda Lisa Kudrow (Friends), Steve Buscemi e Jimmy Kimmel no elenco.

O filme está em cartaz no Brasil.

A Bela e a Fera ficou com o segundo lugar com US$ 25 milhões e agora acumula um total de US$ 432,3 milhões de bilheteria nos EUA. Mundialmente, o longa da Dinsey deve chegar a marca de US$ 1 bilhão arrecadado nos próximos dias.

Lançada em 1991, a versão animada de A Bela e a Fera faturou mais de US$ 375 milhões e recebeu uma rara indicação ao Oscar de Melhor Filme. O longa com atores e computação gráfica ainda está em cartaz no Brasil.

O terceiro lugar ficou com Smurfs e a Vila Perdida, que arrecadou US$ 14 milhões no seu fim de semana de estreia. O longa das criaturas azuis mostra Papai Smurf, Smurfette e Cia. precisando encontrar uma misteriosa vila dos Smurfs antes que Gargamel chegue primeiro. Kelly Asbury (Shrek 2) dirige o filme.

Despedida em Grande Estilo ficou com a quarta posição. O longa dirigido por Zach Braff fez US$ 12,5 milhões no seu fim de semana de estreia para um orçamento de US$ 25 milhões. No filme, desesperados para pagarem as contas após terem suas pensões cortadas, três aposentados (Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin) resolvem roubar um banco para conseguirem seu dinheiro de volta. O longa já está em cartaz no Brasil.

Em sua segunda semana em cartaz, A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell somou US$ 7,3 milhões, chegando a um total acumulado de US$ 31,45 milhões, um valor abaixo do esperado para um filme com orçamento de US$ 110 milhões.

A trama de Ghost in the Shell deve seguir a linha do mangá (que depois foi adaptado para um anime), chamado Fantasma do Futuro no Brasil, em que a major Motoko Kusanagi (Scarlett Johansson), uma policial cibernética, luta para levar justiça às ruas de sua megacidade japonesa, em um futuro distópico. Ex-executivo da Marvel, Avi Arad é um dos produtores. O elenco contam também com Michael Pitt (Kuze), Juliette Binoche (Dra. Ouelet), Pilou Asbæk (Batou), Takeshi KitanoKaori MomoiChin Han e outros.

O longa está em cartaz no Brasil.

Beyoncé estaria em negociações para estrelar remake de “O Rei Leão”

beyonce 16229328_1830736723854194_865050380994609152_n_sljn0hh (1).jpgApesar de estar bem ocupada ultimamente – afinal de contas, carregar dois gêmeos na barriga não é fácil -, Beyoncé já estaria planejando seus próximos passos profissionais. Segundo a revista Variety, a diva está em negociações com os estúdios da Disney para estrelar o remake do clássico O Rei Leão.

A novidade vem de fontes próximas do diretor responsável pelo filme, Jon Favreau, que alegam que a esposa de Jay-Z estaria sendo cotada para ser Nala, protagonista feminina do longa-metragem. Donald Glover, um dos galãs de Star Wars, estaria confirmado como Simba, enquanto James Earl Jones já teria assinado a documentação para interpretar Mufasa.

CINEMA | Estreias da Semana: A Vigilante do Amanhã: Ghost In The Shell, O Espaço Entre Nós, O Poderoso Chefinho, A Glória e a Graça, Mulheres do Século 20

CapaEstreias30marcoConfira agora os filmes que chegam às telas em 30 de março


A Vigilante do Amanhã: Ghost In The Shell
Num mundo pós 2029, uma major ciborgue comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.

Ação, Ficção científica, Drama – (Ghost in the Shell) EUA, 2017. Direção: Rupert Sanders. Elenco: Scarlett Johansson, Pilou Asbaek, Michael Pitt. Duração: 106 min. Classificação: 14 anos.

O Espaço Entre Nós
Gardner Elliot, o primeiro humano nascido em Marte, viaja à Terra para descobrir as verdades sobre seu pai biológico e seu nascimento. Ao seu lado, Tulsa também embarca nesta jornada.

Aventura, Drama, Romance – (The Space Between Us) EUA, 2016. Direção: Peter Chelsom. Elenco: Asa Butterfield, Gary Oldman, Britt Robertson. Duração: 121 min. Classificação: 12 anos.

O Poderoso Chefinho
Na trama, Tim é um garoto de sete anos que tem a vida totalmente alterada com a chegada de um irmão mais novo, que usa terno e carrega uma mala. Aos poucos, ele descobre que o bebê sabe falar e tem um plano para sua família.

Animação, Comédia, Família – (The Boss Baby) EUA, 2016. Direção: Tom McGrath. Elenco: Alec Baldwin, Tobey Maguire, Lisa Kudrow. Duração: 135 min. Classificação: Livre.

A Glória e a Graça
Glória é dona de um badalado restaurante no Rio, quando sua irmã Graça a procura dizendo que tem pouco tempo de vida e precisa que ela se aproxime dos sobrinhos – uma menina de 15 anos e um garoto de cinco.

Drama – Brasil, 2015. Direção: Flávio R. Tambellini. Elenco: Carolina Ferraz, Sandra Corveloni, Sofia Marques. Duração: 97 min. Classificação: 14 anos.

Mulheres do Século 20
A história de três mulheres que exploram o amor e a liberdade no sudoeste da California no fim dos anos 1970.

Comédia dramática – (20th Century Women) EUA, 2017. Direção: Mike Mills. Elenco: Annette Bening, Elle Fanning, Greta Gerwig. Duração: 120 min. Classificação: 14 anos.

Central – o Filme
O documentário mostra a realidade do Presídio Central de Porto Alegre, considerada a pior prisão do Brasil e definida como “A Masmorra do Século 21” pela CPI do Sistema Carcerário do Congresso Nacional.

Documentário – Brasil, 2015. Direção: Tatiana Sager. Duração: 86 min. Classificação: 14 anos.

O Mundo Fora do Lugar
Em uma tarde qualquer, Paul Kromberger se depara na internet com uma fotografia da diva da ópera americana Caterina Fabiana, uma mulher aflitivamente parecida com sua já falecida esposa Evelyn. Em pouco tempo, sua inquietação a respeito da semelhança das duas é transferida a sua filha, Sophie, que, curiosa, resolve cruzar o Atlântico para encontrar esta desconhecida.

Drama – (Die abhandene Welt) Alemanha, 2015. Direção: Margarethe von Trotta. Elenco: Katja Riemann, Barbara Sukowa, Matthias Habich. Duração: 101 min. Classificação: 12 anos.

Os Belos Dias de Aranjuez
Um lindo dia de verão. Um jardim. Um terraço. Uma mulher e um homem sob as árvores e um vento suave. Na vasta planície, a silhueta de Paris. A conversa começa: perguntas e respostas entre a mulher e o homem. Fala-se de experiências sexuais, infância, memórias, a essência do verão e a diferença entre os sexos, pela perspectiva feminina e a percepção masculina.

Drama – (Les Beaux Jours d’Aranjuez) França, Alemanha, 2016. Direção: Wim Wenders. Elenco: Reda Kateb, Sophie Semin, Jens Harzer. Duração: 97 min. Classificação: 12 anos.

Eu Te Levo
Rogério, 29 anos, é um sujeito calado que ainda mora com a mãe, em Jundiaí, uma cidade industrial do interior de São Paulo. Seu pai acaba de falecer e ele é obrigado a cuidar da loja da família. Meio perdido e ainda de luto, ele acredita que a solução para os seus problemas é ir atrás de um velho sonho de infância: ser bombeiro.

Drama – Brasil, 2016. Direção: Marcelo Müller. Elenco: Anderson Di Rizzi, Giovanni Gallo, Rosi Campos. Duração: 80 min. Classificação: 12 anos.

O Ornitólogo
Fernando é um solitário homem de 40 anos que trabalha como um ornitólogo. Ele decide viajar pelo curso de um rio a bordo de um caiaque, mas quando uma correnteza forte derruba sua pequena embarcação, ele inicia uma jornada sem volta e repleta de perigos.

Drama – (L’ornithologue) Brasil, França, Portugal, 2017. Direção: João Pedro Rodrigues. Elenco: João Pedro Rodrigues, Paul Hamy, Han Wen. Duração: 118 min. Classificação: 14 anos.

Galeria F
Theodomiro Romeiro dos Santos, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, iniciou seu combate a ditadura brasileira aos 14 anos de idade, e chegou a ser preso aos 18, matando um dos agentes ao resistir à prisão. Agora, ele refaz toda a sua trajetória, contando de quando foi preso e torturado durante nove anos.

Documentário – Brasil, 2017. Direção: Emília Silveira. Duração: 87 min. Classificação: 12 anos.

A Cabana | “O desafio de viver Deus é imprimir o tom certo de humanidade”, diz Octavia Spencer

A Cabana - Octavia Spencer.jpgEncarada como sendo uma das mais importantes representações da cultura negra hoje em Hollywood quando o assunto é a presença de estrelas afroamericanas na telona, Octavia Spencer levantou a bandeira da inclusão e da fé em sua passagem pelo Rio de Janeiro para promover o drama evangélico A Cabana. No filme – de um fervor religioso mais próximo de um culto do que do cinema, a atriz de 46 anos, famosa desde a conquista do Oscar de melhor coadjuvante por Histórias Cruzadas (2011), encarna Deus em pessoa. Só que um Deus que se divide em distintas formas, femininas e masculinas, de diferentes raças.

A grande questão do mundo hoje é integração, inclusão, o que deve se dar em todos os planos, desde o aumento da presença feminina até a ampliação da presença negra, incluindo também nós vermos mais latinos, mais indianos, mais índios. No cinema, tudo é questão de poder ser visto“, disse Octavia em entrevista ao site Omelete.

Antes, na esteira de uma projeção de A Cabana à imprensa, ela passou por uma (constrangedora) coletiva com os jornalistas, marcada por problemas técnicos com a tradução simultânea (a intérprete teve que sair da cabine e sentar do lado da estrela, que se dispersa com qualquer movimentação de pessoas fora de seu foco). Houve ainda a recorrência da mesma pergunta: como é ser Deus? “O desafio aqui era encontrar o tom de humanidade de um papel que precisa simbolizar a imagem e a semelhança dos homens, todos eles, não importa a etnia. Eu não sou uma pregadora. Precisei sentar com um ministro da fé e conversar sobre crença, sobre essa figura absoluta. E o diretor me sugeriu muitas leituras“, explica Spencer, que no filme, dirigido por Stuart Hazeldine, chama-se Elouise, ou Papa, um apelido que o Todo-Poderoso ganha do carpinteiro Mack, vivido por Sam Worthington (de Avatar).

No enredo, baseado em um best-seller escrito por William P. Young, e cultuado por milhões de fãs, Mack tem sua filha caçula raptada e morta após um passeio em família por um bosque nas montanhas. A tragédia destrói sua vida. Mas algo pode mudar depois que uma carta enviada pelo Papa o convida a regressar ao local do assassinato da menina.

Depois que eu li a história, eu tive uma catarse e percebi a importância de uma trama que fala de fé e de cura“, diz a atriz, que também tem no currículo dois exercícios como cineasta, The Unforgiving Minute (2010) e The Captain (2008), ambos curtas-metragens. “Dirigi esses pequenos filmes pra poder entender e dominar melhor os aspectos técnicos do cinema, na condução de um set, e penso em voltar ao formato curta mais vezes. Já a questão de dirigir longas… essa ideia eu preciso amadurecer, pois é uma tarefa muito desgastante“.

Além de ter experiência como realizadora, Octavia produziu filmes, entre eles o premiado Fruitvale Station (2013), editado pela carioca Claudia Castelo. Foi nele que o diretor Ryan Coogler, de Creed: Nascido para Lutar (2015) e agora de Pantera Negra (em produção), foi revelado. “Quis participar de Fruitvale pela dimensão inclusiva que ele tem, indo além da questão racial“, diz a atriz, que fica no Brasil até quinta. A Cabana estreia no Brasil em 6 de abril.