RGirls/Cinema I Natalie Portman é cogitada para Oscar por interpretação de Jacqueline Kennedy

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Natalie Portman está provocando um burburinho de Oscar pelo seu último papel como a icônica Jacqueline Kennedy no novo filme Jackie que foi exibido no Festival de Nova York.

A atriz, de 35 anos, que já ganhou um Oscar de melhor atriz pelo filme Cisne Negro, sobre balé, de 2010, interpreta Jacqueline Kennedy nos dias imediatamente posteriores ao assassinato do marido, o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, em 1963.

Lutando com emoções conflituosas de luto, raiva e perda da fé, a perfomance da atriz é vista por observadores como uma das concorrentes principais da temporada de premiação de Hollywood, que termina com a entrega do Oscar em fevereiro.

Jackie estreia nos cinemas norte-americanos no dia 2 de dezembro. [Reuters]

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Bilheteria EUA I O Contador, Kevin Hart: What Now?, A Garota no Trem, O Lar das Crianças Peculiares, Horizonte Profundo – Desastre no Golfo

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Beneficiado pela concorrência modesta (a adaptação aos cinemas do boneco Max Steel, da Mattel, entrou em 2 mil salas e sequer emplacou no top 10), O Contador (The Accountant), novo filme estrelado por Ben Affleck, levou o fim de semana de 14 a 16 de outubro nas bilheterias americanas.

Estreando acima das previsões iniciais, que na sexta-feira diziam que o longa ficaria na faixa dos 18 a 20 milhões de dólares, o suspense de ação dirigido por Gavin O’Connor (Guerreiro) deve fechar o fim de semana com US$ 24,7 milhões.

O longa, que tem elementos de tipos de filmes variados, do drama de gênio incompreendido ao filme de matador implacável, pode começar uma franquia para Affleck nos moldes da série Bourne de seu amigo Matt Damon. O custo de US$ 44 milhões da produção deve ser superado nos próximos dias, mas o longa teve dificuldade em atrair o público mais jovem: 86% dos pagantes tem mais de 25 anos, segundo o CinemaScore.

No roteiro de Bill Dubuque, Affleck é um contador que sofre de um autismo que lhe permite fazer cálculos e análises melhor do que outras pessoas. Como ele trabalha para alguns dos tipos mais procurados do mundo, sua vida é cercada de cuidados – e perigos. Anna KendrickJ.K. Simmoms e Jon Bernthal também estão no elenco. O Contador estreia no Brasil em 20 de outubro.

Kevin Hart: What Now?, gravação de uma apresentação de stand-up do ator e comediante Kevin Hart, ocorrida na Filadélfia em agosto do ano passado, como parte da turnê de humor What Now? de Hart, ficou em segundo lugar, com US$ 11,9 milhões em 2.500 cinemas. O número é suficiente para pagar o que a Universal colocou no filme (com contar o marketing), com custo de produção estimado de US$ 9,9 milhões.

A Garota no Trem (The Girl On The Train), adaptação do livro de Paula Hawkins, caiu do primeiro lugar no seu fim de semana de estreia para a terceira posição. O longa fez mais US$ 11,9 milhões e agora supera ligeiramente seu custo de US$ 45 milhões.

O filme conta a história de Rachel (Emily Blunt), uma mulher divorciada que todos os dias pega o trem no mesmo horário e fica fantasiando sobre um casal perfeito que vê pela janela. Um dia, ela testemunha o desaparecimento de Megan (Haley Bennett), que é a babá que trabalha para seu ex-marido. Com isso, ela passa a ser investigada pelo que aconteceu. Luke Evans (Drácula: A História Nunca Contada), Rebecca Ferguson (Missão: Impossível – Nação Secreta), Laura Prepon (Orange Is The New Black), Edgar Ramírez (Caçadores de Emoção), Allison Janney (Mom), Justin Theroux (The Leftovers) e Lisa Kudrow (Vizinhos 2) também estão no elenco.

Tate Taylor (Histórias Cruzadas) dirige e a estreia no Brasil está marcada para 27 de outubro.

O Lar das Crianças Peculiares, adaptação do livro O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs, ficou em quarto lugar. O longa dirigido por Tim Burton arrecadou mais de US$ 8,9 milhões, uma queda de 41% relação ao fim de semana anterior. No total, o filme acumula US$ 65,1 milhões no país, pouco menos da metade de seu orçamento de US$ 110 milhões.

O longa conta a história de um garoto (Asa Butterfield) que fica preso em uma ilha habitada por crianças com poderes sobrenaturais e algumas criaturas macabras. A Srta. Peregrine (Eva Green) é quem cuida dos meninos e meninas e os protege dos ataques desses monstros.

O filme de desastre Horizonte Profundo – Desastre no Golfo caiu uma posição e fecha o top 5. Com Mark Wahlberg no papel principal, o longa arrecadou cerca de US$ 6,35 milhões e também está bem abaixo do seu custo. Baseado no artigo “Deepwater Horizon’s Final Hour”, do The New York Times, o filme contará a história real do acidente que destruiu uma plataforma de petróleo da British Petroleum Deepwater Horizon, no Golfo do México, em 2010, e que matou 11 pessoas e deixou outras 16 feridas.

Wahlberg vive o segundo encarregado da plataforma. A trama enfoca as últimas 48 horas e o dia do acidente, mostrando os atos de heroísmo nas tentativas de salvar os trabalhadores presos nas ferragens e nas águas. Kate Hudson vive a esposa do personagem de Wahlberg. Kurt RussellJohn MalkovichDylan O’Brien e Gina Rodriguez (Jane the Virgin) também estão no elenco.
O filme tem lançamento marcado para 10 de novembro no Brasil.

Mulher-Maravilha ganha trailer internacional

mulher-1952600-jpg-r_x_600-f_jpg-q_x-xxyxxMulher-Maravilha ganhou um trailer editado para o mercado russo que inclui relances inéditos, como Diana lutando em roupas de civil:

Mulher-Maravilha tem estreia marcada para 1º de junho de 2017. A personagem também estará em Liga da Justiça, que estreia em novembro do ano que vem.

Círculo de Fogo 2 | Atriz ucraniana Ivanna Sakhno entra para o elenco do filme

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De acordo com o Deadline, a atriz ucraniana Ivanna Sakhno (Ivan Syla) entrou para o elenco de Pacific Rim: Maelstrom, sequência de Círculo de Fogo. Não há detalhes sobre o papel.

O elenco do filme conta com Levi Meaden, John BoyegaScott EastwoodCailee SpaenyJing Tian Adria Arjona, anunciada recentemente. Clint Eastwood também pode estar em negociações para o elenco.

A trama se passará alguns anos depois do filme original. “Não é uma sequência imediata. Estamos em um mundo que está livre dos Kaijus e vamos saber o que acontece com a tecnologia dos Jaegers agora que os monstros não são mais uma ameaça. Vai ser um belo salto“, explicou anteriormente Guillermo del Toro, que retorna como produtor. Steven S. DeKnight (DemolidorSpartacus) será o diretor.

As filmagens do longa devem começar em novembro, na Austrália. Também estão previstas filmagens na China. Pacific Rim: Maelstrom chega aos cinemas em 23 de fevereiro de 2018. [Camila Sousa]

Dominion | Rodrigo Santoro fala sobre desafio de enfrentar gênio da poesia no filme

ap6xkbgConvidado para integrar o júri da disputa nacional de longas-metragens do Festival do Rio 2016, em meio ao sucesso que faz em Westworld na TV, Rodrigo Santoro trouxe um de seus filmes radicais como ator para a maratona cinéfila carioca, que termina neste domingo: Dominion.

Ele é coadjuvante em um elenco classe A (ao lado de John Malkovich e Romola Garai) sobre a passagem do poeta galês Dylan Thomas (vivido por Rhys Ifans, o Lagarto de O Espetacular Homem-Aranha) pelos EUA, numa noite de um porre homérico deste gênio das Letras. Dirigida por Steven Bernstein, a produção de US$5 milhões tem sessão hoje, às 19h20m, no Cine São Luiz, no Largo do Machado.

“Assim que terminei de ler o roteiro, que era um dos melhores e mais sofisticados que já caíram na minha mão, descobri que eu teria apenas duas semanas para me preparar antes de começar a filmar”, conta Santoro ao Omelete. “Apesar de sentir que este era, provavelmente, o filme para o qual eu mais precisaria de tempo para estudar, em função da linguagem rebuscada e poética, fazê-lo parecia ser uma oportunidade única e imperdível. Foi preciso fazer um mergulho profundo em gigantes da literatura mundial como Shakespeare, Dylan Thomas, Auden, Yeats, T.S.Eliot, Ginsberg, Kerouac e toda aquela turma da contracultura. Esse foi o maior desafio. Mas foi, ao mesmo tempo, o maior presente”.

Fotógrafo de sucessos populares como As Branquelas (2004) e de cults como Monster: Desejo Assassino (2003), Bernstein construiu a narrativa em preto e branco de Dominion retratando o personagem Carlos, vivido por Santoro, como um contraponto da loucura de Dylan Thomas, que, em 1953, numa visita aos Estados Unidos, entornou 18 doses duplas de uísque em busca de transcendência.

Inadequação é o sentimento que guia este filme, no retrato de um artista que não se sente pertencente a nada”, disse o cineasta, de passagem pelo Rio. “Eu sou atraído pelas inconstâncias e pelas dualidades das pessoas, sobretudo dos artistas, e tentei levar isso para o filme, numa narrativa que evitasse ortodoxias, que evitasse uma ordem de ‘começo, meio e fim’ padronizada. O mundo é caótico e o cinema deve saber e poder espelhar isso”.

Dominion terá mais uma projeção no Festival nesta segunda, às 17h15m , no Roxy, na repescagem dos melhores filmes da maratona.  

PREMIÈRE BRASIL

Menina dos olhos do Festival do Rio há anos, com sua seleta competitiva pelo troféu Redentor, a Première Brasil encerra nesta quinta seu rol de concorrentes, com uma projeção, às 21h40, no Cine Roxy, em Copacabana, de aguardado Mulher do Pai, da diretora gaúcha Cristiane Oliveira, feito pela mesma turma que nos deu cults como Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa (2014). Havia, até quarta-feira, um certo ar de favoritismo em torno de Redemoinho, de José Luiz Villamarim, seguido de perto por Sob Pressãothriller hospitalar de ação de Andrucha Waddington. Mas a sessão de Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé, que chegou muito bem resenhado lá no Festival de San Sebastián, na Espanha (onde ganhou uma menção especial) pode ter virado o jogo. Pelo menos em termos do prêmio de melhor ator, só se fala dele, graças ao show de humor que é a atuação do paraibano José Dumont.

Há um diferencial político no filme que o impõe como um concorrente de peso: o fato de tratar da questão mais discutida do ano nos maiores festivais do planeta, a exclusão dos refugiados. E, à direção, Eliane encontrou uma narrativa febril para abordar o assunto ao longo de seus 90 claustrofóbicos minutos, capaz de fundir fato e fábula, ficção e documentário de maneira indissociável.

No novo (e, à primeira vista, o mais possante) filme da diretora paulista, conhecida por Narradores de Javé (2003), vemos imigrantes degredados do Congo, da Palestina, da Síria e da Colômbia que se refugiam numa hospedaria abandonada do Centro de São Paulo, ao lado de um grupo sem teto de distintos CEPs. Lá dentro, um agitador cultural com aptidões para o teatro, Apolo (Dumont, em atuação memorável), ajuda uma dirigente de movimentos de ocupação (Carmen Silva) a dar um norte para aquela babel de muitas línguas, capaz de fundir não-atores a grandes intérpretes (vide Dumont e a também veterana Suely Franco).

Entre os documentários, a briga anda mais quente. Havia já uma trinca de candidatos ao Redentor com vigor para ganhar: Divinas Divas, de Leandra LealCurumim, de Marcos Prado (o que mais cotado ao troféu de direção de docs)A Luta do Século, de Sérgio Machado. E, na quarta, chegou, lá de Pernambuco, mais um concorrente de fôlego: o musical Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos. Com direção de Sérgio Oliveira, o longa-metragem vai às raias da fabulação em sua cartografia de um sertão em transformação, embalado por canções cosmopolitas que alimentam sonhos nos bailes de debutantes. Falta só um doc em concurso: O Jabuti e a Anta, de Eliza Capai, sobre a chegada do progresso entre as populações amazônicas ribeirinhas.

Fora da Première, no baú da retrospectiva Cinema Novo – Interseções – Cinema Marginal, há um filme nacional imperdível nesta quinta, agendado para 17h, na Cinemateca do MAMOs Mendigos, dirigido pelo ator Flávio Migliaccio, com o diretor Ruy Guerra no elenco. A trama segue a educação sentimental e social de uma menina com um grupo de pedintes. [Rodrigo Fonseca]

Atriz Gal Gadot concorda com roteirista e diz que Mulher Maravilha é bissexual

gal-11821251_1453376014969191_375838292_n-479x479-1Intérprete da Mulher Maravilha no filme solo protagonizado pela heroína e previsto para 2017, a atriz israelense Gal Gadot disse concordar com as afirmações de que a personagem é bissexual. A artista fez coro à fala do roteirista da revista da Mulher Maravilha, o escritor Greg Rucka, que disse há algumas semanas que é natural que a heroína tenha se relacionado com outras mulheres, principalmente por ter passado séculos isolada em uma ilha habitada apenas por pessoas do sexo feminino.
“Não é algo que exploramos no filme”, explicou a atriz. “Nunca entramos nessa discussão, mas se você pensar em todas mulheres que vivem na ilha e o tempo que ela viveu lá, faz sentido o que ele disse. No filme não tratamos disso, mas não é essa a questão. Ela é uma mulher que ama as pessoas por quem elas são, ela pode ser bissexual, ela ama as pessoas por seus corações”, afirmou Gadot em entrevista à revista Enterteinment Weekly.
Recentemene foi anunciado que a personagem será nomeada embaixadora honorária da ONU para o empoderamento das mulheres e meninas em cerimônia marcada para o dia 21 de outubro. Na cerimônia estarão presentes o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e a presidente da DC Entertainment, Diane Nelson. O filme estrelado por Gal Gadot chega aos cinemas dia 1 de junho de 2017.