Bilheteria EUA: Coringa, A Família Addams, Projeto Gemini, Abominável, Downton Abbey

Coringa passa segunda semana no topo da bilheteria americana e estreia de Projeto Gemini acaba abaixo de A Família Addams

Depois de bater o recorde de estreias de outubro, Coringa celebrou uma nova semana de sucesso permanecendo no topo da bilheteria americana em seu segundo final de semana. O longa da DC arrecadou mais US$ 55 milhões, acumulando um total de US$ 192,7 milhões até hoje. 

A animação de A Família Addams ficou em um distante segundo lugar, com US$ 30,2 milhões, mas superando a estreia de Projeto Gemini, longa com Will Smith, que acabou em terceiro lugar, com US$ 20,5 milhões

A animação da DreamWorks, Abominável desceu de segunda posição para o quarto lugar, registrando mais US$ 6,1 milhões e totalizando, no território americano, US$ 47,9 milhões.

Completando o top 5 da semana, Downton Abbey fechou seu quarto final de semana em cartaz com mais US$ 4,9 milhões, somando uma arrecadação total de US$ 82,6 milhões

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Dolittle | Robert Downey Jr. está cercado de animais em 1º cartaz

Ator sairá em uma aventura mística na companhia de diversos animais
JULIA SABBAGA

O filme de Doutor Dolittle com Robert Downey Jr. teve o seu título alterado para Dolittle, e teve seu primeiro cartaz revelado. Confira: A sinopse do longa foi revelada pelo jornalista Steve Weintraub, da Collider.

“Robert Downey Jr. eletrifica um dos personagens mais duradouros da literatura nesta vivida reimaginação do clássico conto de um homem que pode conversar com animais: Dolittle.

Depois de perder sua mulher sete anos atrás, o excêntrico Dr. John Dolittle (Downey), famoso veterinário da Inglaterra da Rainha Victória, se isola nas paredes da mansão Dolittle, com apenas sua coleção de animais como companhia. Mas quando a jovem rainha (Jessie Buckley, Chernobyl) adoece gravemente, um relutante Dolittle é forçado a embarcar em uma aventura para uma ilha mística à procura de uma cura, reconquistando sua esperteza e coragem, encontrando velhos adversários e descobrindo incríveis criaturas.

Na jornada, o Doutor é acompanhado por um aprendiz auto-intitulado (Harry Collett, de Dunkirk) e um grupo barulhento de animais amigos, incluindo um ansioso gorila (Rami Malek), um pato entusiasmado (Octavia Spencer) e uma dupla competitiva formada por um avestruz (Kumail Nanjiani) e um urso polar (John Cena), além de um papagaio (Emma Thompson), que serve como a companheira mais confiável e conselheira de Dolittle.

O filme também traz no elenco Antonio BanderasMichael Sheen e Jim Broadbent e dublagens de Marion Cotillard, Frances de la Tour, Carmen Ejogo, Ralph Fiennes, Selena Gomez, Tom Holland, e Craig Robinson.”

O filme teve direção de Stephen Gaghan, com refilmagens supervisionadas por Jonathan Liebesman, diretor do filme das Tartarugas Ninja. Conhecido por dramas como Traffic Syriana, essa foi a primeira experiência de Gaghan com efeitos especiais e, também, na comédia. 

O longa está programado para 17 de janeiro de 2020. 

Theatro Municipal exibirá filmes nacionais gratuitamente durante a 43ª Mostra

A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, abrirá a programação
JULIA SABBAGA

A Vida Invisível, de Karim Aïnouz

Theatro Municipal anunciou uma programação gratuita de filmes brasileiros, que serão exibidos durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A programação terá seis sessões, que acontecem em 18, 19 e 20 de outubro. 

A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, vencedor do prêmio Um Certo Olhar no Festival de Cannes, abrirá a programação às 20h30 da sexta-feira, dia 18. No sábado, às 21h, é a vez de Três Verões, de Sandra Kogut, filme protagonizado por Regina Casé que tem como pano de fundo a Operação Lava Jato vista pelos empregados de uma família rica. 

Nas sessões vespertinas, que acontecem às 16h no sábado e domingo, serão exibidos Abe, de Fernando Grostein Andrade, protagonizado por Noah Schnapp (Stranger Things) e Turma da Mônica: Laços, de Daniel Rezende, respectivamente. 

Babenco — Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou encerra o evento no domingo, dia 20, às 20h30. Premiado no último Festival de Veneza, o documentário que marca a estreia de Bárbara Paz na direção de longas é uma imersão na vida do cineasta Hector Babenco, morto em 2016.

Os ingressos para as sessões no Municipal poderão ser retirados na Central da Mostra na véspera das exibições ou na bilheteria do Theatro uma hora antes de cada sessão.

A 43ª Mostra acontece em São Paulo entre 17 e 30 de outubro.

Os Orfãos | Babá é assombrada em terror com Finn Wolfhard

Filme mostra babá contratada para cuidar de órfãos em casa assombrada
JULIA SABBAGA

Os Orfãos, adaptação de A Volta do Parafuso, livro de Henry JamesThe Turning teve seu primeiro trailer e cartaz divulgados. Na prévia acima, Kate (Mackenzie Davis) é uma baba contratada para cuidar dos irmãos Miles (Finn Wolfhard) e Flora (Brooklyn Prince), mas acaba se deparando com os vários terrores da casa em que as crianças moram. O cartaz pode ser conferido abaixo:

Os Orfãos/Universal Pictures/Divulgação

Os Orfãos tem direção de Floria Sigismondi (DemolidorThe Handmaid’s Tale) e produção-executiva de Steven Spielberg.

O longa estreia tem estreia marcada para 5 de março. 

Robert Forster, ator de ‘Breaking Bad’, morre aos 78 anos

Forster foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1998, por seu trabalho em ‘Jackie Brown’

Robert Forster em durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, em setembro de 2018. Foto: Mario Anzuoni / Reuters

O ator Robert Forster, conhecido por seu trabalho na série Breaking Bad e por uma indicação ao Oscar em 1998, teve sua morte anunciada neste sábado, 12, aos 78 anos de idade.

Segundo a jornalista Kathie Berlin, Rober Forster morreu em decorrência de um câncer de cérebro seguido de uma breve doença. No momento da morte, estava em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, cercado por sua família.

Entre seus principais papéis, estiveram o de Max Cherry em Jackie Brown, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1998. Atuou em mais de 100 longas entre as décadas de 1970 e 1980, em sua maioria, “Filmes B” dos Estados Unidos. 

O ator Robert Forster ao lado de Denise Grayson em janeiro de 2019. Foto: Phil McCarten / Invision / AP

Sobre a grande quantidade de trabalhos em sua carreira, afirmou ao Chicago Tribune, em 2018: “Eu tinha quatro filhos, aceitava qualquer trabalho que conseguia. Toda vez que chegava a um nível menor do que eu achava que podia tolerar, caía mais, e então mais.”

“Próximo ao fim [da carreira], eu não tinha agente, empresário, advogado, nada. Eu estava pegando tudo que caísse entre as rachaduras”, continuou.

Foi justamente o filme Jackie Brown, de Quentin Tarantino, que o colocou de volta nos holofotes. 

Ao receber o roteiro de Tarandino, Robert Forster teria dito: “Tenho certeza de que eles não vão te deixar me contratar”. O diretor respondeu: “Contrato qualquer um que quiser.”

Robert Forster também atuou em filmes como Eu, Eu Mesmo e IreneOs Descendentes e séries como Breaking Bad e Twin Peaks.

Robert Forster deixa quatro filhos, quatro netos e Denise Grayson, atriz que foi sua companheira nos últimos 16 anos.

O ator também teve sua morte lamentada por Samuel L. Jackson: “Descanse em paz, Robert Forster! Um verdadeiro ator de classe”.

Novo As Panteras tem cartaz nacional divulgado

Longa chega no Brasil em novembro
NICOLAOS GARÓFALO

Sony Pictures/Divulgação

Novo reboot da franquia, As Panteras ganhou um novo cartaz nacional que dá destaque aos principais personagens do longa.

Elizabeth Banks assume a direção do filme e interpreta Bosley, personagem que será vivido também por Patrick Stewart e Djmon HounsonNaomy Scott interpreta Elena Houghlin, uma cientista do MIT descrita como o “coração do filme”; Kristen Stewart será Sabina Wilson, uma peça coringa muito habilidosa da equipe e Ella Balinska interpreta Jane Kano, ex-agente do MI6 e responsável pela força do time.

Ainda não há muitos detalhes sobre a trama em si, mas o chamado de Charlie levará As Panteras para vários lugares do mundo e elas usarão disfarces em várias oportunidades. A estreia no Brasil está marcada para 14 de novembro de 2019.

‘Border’, o filme mais esquisito do ano, ignora fronteiras freudianas entre o humano e o animalesco

Apresentação do longa encerrou módulo do Ciclo de Cinema e Psicanálise
Bianka Vieira

Cena do filme ‘Border’, de Ali Abbasi – Divulgação

Conta um dos mitos freudianos que a humanidade, quando quadrúpede, lançava mão do olfato para identificar o cio. Ao descobrir que o sexo podia ser praticado para além da reprodução, no entanto, homens e mulheres se levantaram, afastaram-se do chão e, com isso, potencializaram o olhar em detrimento do faro.

Se Freud utilizou os sentidos para explicar a passagem da condição animal para a humana através do erotismo, essas fronteiras são completamente ignoradas em “Border”, longa premiado no último Festival de Cannes na seção Um Certo Olhar.

Dirigido pelo iraniano Ali Abbasi, chegou a ser considerado o filme mais esquisito de 2019

Tina, uma fiscal de alfândega num porto da Suíça e protagonista da história, tem um faro sobre-humano capaz de flagrar a mentira, a vergonha e a culpa nas pessoas que passam pela imigração.

Sua aparência é disforme e seus dentes, metidos numa boca que está sempre aberta, são pontiagudos e sujos. Tina tem afeição por insetos e o hábito de farejar, de modo animalesco, desde itens de supermercados a animais selvagens.

O filme, exibido e discutido nesta terça (8), encerrou o módulo “Mal-estar na civilização e violência” do Ciclo de Cinema e Psicanálise, realizado pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e pelo MIS (Museu da Imagem e do Som), com apoio da Folha.

“Todos nós somos um p ouco de outro planeta, e é muito difícil aceitar pessoas tão diferentes. A gente é mais humano quando consegue respeitar e é menos humano, mas demasiadamente humano, quando massacra aquilo que nos incomoda”, afirmou a psicanalista Luciana Saddi, mediadora da conversa.

Transitando entre a fantasia, o drama e o suspense sem se fixar em uma categoria, a produção subverte padrões de comportamento, gênero, biologia e sexualidade em cenas que causam aversão.

“É uma dúvida que o diretor arrasta pelo filme todo: quais critérios a gente usa para avaliar uma pessoa como humana ou não? Eu não tenho a resposta e acho, inclusive, que nem ela [Tina] tem”, comentou Naief Haddad, jornalista da Folha.

A cultura tem uma força de violência muito grande sobre Tina, avaliou o psicanalista Ricardo Trapé Trinca. “Ela cria marcas físicas e psíquicas que dizem ‘você é uma aberração, você tem os cromossomos alterados’.”

Em caso de pessoas que fogem aos padrões concebidos como a norma, a cultura é aquilo que lhes dá condições para que possam se reconhecer como são ou o que as impede de mostrar todas as suas potências? “Ambas as coisas”, respondeu Trapé Trinca.

Ao questionar seu pai sobre as diferenças que observa em si, Tina frequentemente recebe respostas vagas. Entre outros debates sobre a violência que podem ser lidos na obra, Luciana Saddi destacou sua presença no âmbito da familiarização, que é uma das chaves do processo da análise psicanalítica. 

“Todo processo de familiarização é muito violento, não importa se é uma adoção ou não, porque a gente é enquadrado numa cultura, numa ordem familiar ou cultural, e esse enquadro é sempre violento.”

Um ato sexual, que ocorre em um momento-chave para a descoberta da identidade da personagem e é uma das passagens mais grotescas do filme, causou desconforto no público presente, que ficou inquieto nas poltronas.

“Eu senti uma estranheza, um mal-estar, inclusive falei ‘nem sei se eu gostei'”, comentou uma mulher da plateia durante o debate sobre “Border”. “Depois, caindo as fichas, eu entendi a beleza.”