CINEMA I Estreias: Projeto Gemini, Amor Assombrado, Em Guerra, Greta, Jessica Forever, Luna, Morto Não Fala, O Pintassilgo

Will Smith em dose dupla e terror brasileiro estão entre as 12 estreias da semana

Projeto Gemini – Gemini Man. China/EUA, 2019. Direção: Ang Lee. Com: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen. 117 min. 14 anos.

Amor Assombrado
Brasil, 2019. Direção: Wagner de Assis. Com: Vannessa Gerbelli, Carmo Dalla Vecchia e Guilherme Prates. 91 min. 12 anos.
Em um bloqueio criativo, uma escritora se perde entre pessoas da vida real e as personagens criadas em seus textos.

Em Guerra
En Guerre. França, 2018. Direção: Stéphane Brizé. Com: Vincent Lindon, Mélanie Rover e Jacques Borderie. 113 min. 16 anos.
Desrespeitando acordos trabalhistas, uma empresa francesa decide fechar uma de suas fábricas. Revoltados, os funcionários se organizam em torno de seu porta-voz, que precisa se manter firme em meio à pressão do governo e de colegas descrentes no movimento. Do mesmo diretor de “O Valor de um Homem” (2015).

Eu Sinto Muito
Brasil, 2019. Direção: Cristiano Vieira. Com: Juliana Schalch, Rocco Pitanga e Wellington de Abreu. 100 min. 14 anos.
Um diretor produz um documentário sobre transtorno de personalidade borderline, caracterizado por instabilidade emocional e impulsividade. Para isso, ele acompanha pessoas que apresentaram crises recentes. Mas lidar com tais personagens se mostra complexo.

Frans Krajcberg: Manifesto
Brasil, 2018. Direção: Regina Jehá. 96 min. Livre.
O documentário mostra o lado engajado de Frans Krajcberg, polonês naturalizado brasileiro e expoente da arte ecológica, morto em 2017 aos 96 anos. Durante a vida, ele usou a arte para se manifestar por causas como a preservação da floresta amazônica.

Greta
Brasil, 2019. Direção: Armando Praça. Com: Marco Nanini, Denise Weiberg e Démick Lopes. 97 min. 18 anos.
Um enfermeiro precisa liberar uma vaga para sua amiga no hospital onde trabalha. Para isso, ele ajuda um criminoso que foi internado a fugir e o esconde em sua casa. Exibido no Festival de Berlim de 2019.

Jessica Forever
Idem. França, 2018. Direção: Caroline Poggi e Jonathan Vinel. Com: Aomi Muyock, Sebastian Urzendowsky e Augustin Raguenet. 97 min. 16 anos.
Em um futuro distópico, uma guerreira resgata jovens órfãos que vivem nas ruas, à margem da lei, e são caçados pela polícia. Selecionado para o Festival de Berlim de 2019.

Luna
Brasil, 2018. Direção: Cris Azzi. Com: Eduarda Fernandes, Ana Clara Ligeiro e Inês Peixoto. 89 min. 14 anos.
Uma jovem da periferia se torna amiga de uma colega de sala no primeiro dia de aula. Na ausência dos pais, elas passam a frequentar salas de bate-papo em vídeo na internet, usando máscaras e codinomes. A relação de confiança, porém, é abalada quando fotos de uma delas vaza pela rede, gerando uma onda de cyberbullying.

Morto Não Fala
Brasil, 2018. Direção: Dennison Ramalho. Com: Daniel de Oliveira, Fabiula Nascimento e Bianca Comparato. 110 min. 16 anos.
Um homem que trabalha em um necrotério possui o dom de se comunicar com os mortos. Quando as conversas são direcionadas a questões de sua vida pessoal, ele se torna alvo de uma maldição que ameaça sua família.

A Noite Amarela
Brasil, 2019. Direção: Ramon Porto Mota. Com: Ana Rita Gurgel. Caio Richard e Clara de Oliveira. 102 min. 12 anos.
Um grupo de adolescentes faz uma viagem para celebrar o fim do último ano do ensino médio. Mas a euforia acaba logo na primeira noite após um estranho acontecimento, que eles não conseguem discernir se foi real ou uma alucinação.

O Pintassilgo
The Goldfinch. EUA, 2019. Direção: John Crowley. Com: Sarah Paulson, Ansel Elgort e Aneurin Barnard. 149 min. 16 anos.
Um atentado terrorista no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, tira a vida da mãe de um jovem de 13 anos. Ele sobrevive e guarda consigo o quadro de um pintassilgo que resistiu à explosão. Em meio aos traumas, a pintura se torna sua única conexão com a progenitora. Baseado no livro homônimo, vencedor do Pullizer, escrito por Donna Tartt.

A Princesa de Elymia
Brasil, 2019. Direção: Silvio Toledo. 104 min. 12 anos.
Na Pedra da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro, uma jovem encontra um portal que leva ao reino de Elymia, um mundo mágico. Ao chegar lá, descobre que possui poderes e que precisa combater bruxos, dragões e monstros.

Projeto Gemini
Gemini Man. China/EUA, 2019. Direção: Ang Lee. Com: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen. 117 min. 14 anos.
Um assassino profissional que trabalha para o governo dos Estados Unidos decide se aposentar depois de uma missão de alto risco que o fez refletir sobre sua atividade. Após descobrir que mentiram a respeito deste último trabalho, ele passa a ser perseguido por um clone seu, mais jovem, que tenta matá-lo.

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Após agradar público estrangeiro, longa ‘Morto Não Fala’ chega ao Brasil

Filme de terror nacional foi citado por revista americana como um dos melhores de 2019, junto com ‘Nós’, de Jordan Peele
Ivan Finotti

Cena do filme ‘Morto Não Fala’, de Dennison Ramalho

Após estrear por streaming nos Estados Unidos, Austrália, Alemanha e mais três países e nos cinemas na Rússia e no México, chega ao Brasil nesta quinta (10) “Morto Não Fala”, filme de terror com fantasmas, que nasceu como um seriado da Globo mas acabou pulando para a tela grande.

Produzido sem dinheiro público pela Globo Filmes, Casa de Cinema de Porto Alegre e Canal Brasil, “Morto Não Fala” foi lançado em julho do ano passado, no Fantasia International Film Festival, em Montreal. De lá para cá, foi exibido em cerca de 40 festivais no mundo.

No agregador de críticas norte-americanas Rotten Tomatoes, “The Nighshifter” (nome que recebeu por lá) tem aprovação de 92%. E foi lembrado pela revista “New York” como um dos melhores filmes de terror de 2019, ao lado de “Nós”, de Jordan Peele.

É o primeiro longa-metragem de Dennison Ramalho, que já dirigiu oito curtas na longa carreira, sempre de terror, e foi corroteirista e assistente de direção de José Mojica Marins na última aventura de Zé do Caixão, em “Encarnação do Demônio” (2008).

A história segue a vida de um médico legista, Stênio (Daniel de Oliveira, de “Cazuza”), que trabalha no período noturno do IML paulistano e tem o dom de conversar com os recém-mortos. Mora numa periferia violenta, sustenta dois filhos e é odiado pela mulher (Fabiula Nascimento, que está na novela “Bom Sucesso”). Essa vida desgraçada vai ficar muito pior quando Stênio descobrir que a mulher tem um caso com o pai (Marco Ricca, de “O Invasor”) de uma conhecida (Bianca Comparato, de “3%”).

Os efeitos especiais bolados por Ramalho ganharam alguns dos cinco prêmios já amealhados pelo filme. Para caracterizar a total imobilidade dos mortos, que, apesar do título, falam sim, o cineasta encomendou esculturas idênticas às dos atores. Seus rostos se movendo foram mais tarde inseridos digitalmente sobre os corpos sem vida.

“É um filme de terror que não tem a missão fazer comentário social. Mas fez, pois nas mesas de necrotério há jovens negros demais, há mortos pela polícia demais”, afirma Ramalho, lembrando que o conto original já carregava um pouco desse ímpeto. A história foi escrita há 15 anos pelo jornalista policial Marco de Castro para seu blog Casa do Horror.

Daniel de Oliveira embarcou no projeto e esteve diversas vezes no IML de Porto Alegre, onde o longa foi filmado no final de 2016. Conversou com legistas, assistiu autópsias e aprendeu a costurar um cadáver, conta o diretor.

“Quando estivemos na câmara fria do necrotério eram dezenas de cadáveres de verdade, em macas, em prateleiras, no chão. Eu e o Daniel só não conseguimos ir até o fundo do local, onde ficam as crianças mortas”, lembra Ramalho.

O cineasta começou a escrever a série baseada no conto após encomenda de Guel Arraes, para a Globo.

Ramalho já trabalhava na emissora desde 2014, quando voltou de um mestrado de cinema da Columbia University. Escreveu roteiros para os programas “Carcereiros” (também dirigiu três episódios) e “Supermax”. Ele e Claudia Jouvin escreveram onze episódios e também o roteiro do longa.

 “Morto Não Fala” ainda pode se tornar uma série da emissora, e a recepção no país pode ajudar para isso. Mas o diretor tenta não pensar muito nisso agora. “É tão traumático ver o tamanho da frustração de meus colegas quando lançam um filme e ninguém vai ver… Já estou bem feliz com o streaming e a recepção em outros países.” Logo saberemos se, aqui, esses mortos falam.

MORTO NÃO FALA

  • Quando Estreia 10/10
  • Elenco Daniel de Oliveira, Fabiula Nascimento, Bianca Comparato, Marco Ricca
  • Produção Brasil, 2019, 110 min
  • Direção Dennison Ramalho

Saiba tudo sobre a 43.ª edição da Mostra Internacional de Cinema

Valores dos ingressos, data de abertura das vendas e filmes exibidos

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Cena do filme ‘Wasp Network’, com Penélope Cruz, Wagner Moura e Gael García Bernal Foto: RT Features

Mostra Internacional de Cinema de 2019 irá exibir cerca de 300 filmes inéditos. Entre os dias 17 e 30 de outubro, 34 salas de 28 locais de exibição, entre salas de cinema, espaços culturais, CEUS e museus recebem a programação do evento. O Caderno 2 preparou um guia com todas as informações da 43.ª edição da Mostra. Confira:

Quando acontece?

A Mostra começa em 17 de outubro e segue até o dia 30. Mas, como nas outras edições, há uma semana extra de programação, conhecida como repescagem, que traz novas sessões. Em 2019, essa semana acontece entre os dias 31 de outubro e 7 de novembro.

Como comprar ingressos para a Mostra Internacional de Cinema?

Os pacotes de ingressos e as entradas permanentes para o evento começarão a ser vendidos neste sábadodia 12a partir das 11h. Os pacotes de ingressos podem ser comprados na Central da Mostra, nos pontos de exibição e online, no site veloxtickets.com. Confira os endereços:

Central da Mostra

  • Endereço: Av. Paulista, 2073 (Conjunto Nacional)
  • Informações: A partir do dia 07/10, das 12h às 18h
  • Vendas de pacotes: De 12 a 30/10, das 11h às 21h

Estande da Mostra para troca de ingressos

  • Endereço: Shopping Frei Caneca, rua Frei Caneca, 569 (3º andar).
  • Trocas: De 17 a 30/10, das 12h às 21h

Quanto custam os ingressos?

O valor varia de acordo com o pacote. São cinco opções:

  • Ingressos avulsos: R$ 20 (de segunda a quinta) e R$ 24 (de sexta a domingo)
  • Pacote com 20 ingressos: R$ 220
  • Pacote com 40 ingressos: R$ 374
  • Permanente especial (de segunda a sexta, até 17h55): R$ 117
  • Permanente integral (acesso total, em todos os dias e horários): R$ 500

Obs.: Os ingressos avulsos estarão disponíveis no dia de cada sessão, somente nas salas de exibição.

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Mario Mazzilli, Laís Bodanzky, Alexandre Youssef, Renata de Almeida, Daniso Santos de Miranda e Claudiney Ferreira em coletiva de imprensa da Mostra de Cinema de São Paulo 2019 Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto

Quem são os homenageados? 

O diretor palestino Elia Suleiman recebe o Prêmio Humanidade; seu trabalho mais recente, O Paraíso Deve Ser Aqui, foi premiado no Festival de Cannes e compõe a programação da Mostra. 

O diretor israelense Amos Gitai recebe o prêmio Leon Cakoff. Dois de seus longas, Berlim-Jerusalém (1989) e Kadosh – Laços Sagrados (1999) terão sessões especiais em homenagem aos seus aniversários de lançamento. 

Quais filmes são os destaques desta edição?

Os filmes brasileiros representam 20% da programação. Entre eles, está A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, premiado em Cannes e indicado pela Academia Brasileira de Cinema para concorrer a uma vaga no Oscar de filme estrangeiro. Como o longa de Aïnouz, outros 11 filmes indicados por seus países para tentar concorrer ao Oscar integram a programação. Entre eles, Parasita, do sul-coreano Bong Joon-ho, que venceu a Palma de Ouro em Cannes, e mais títulos que fizeram sensação na Croisette. O Paraíso Deve Ser Aqui, do palestino Elia Suleiman, e Papicha, de Mounia Meddour, da Argélia.

Confira a lista de destaques:

  • Parasita, de Bong Joon-ho
  • Wasp Network, de Olivier Assayas
  • Dois Papas, de Fernando Meirelles
  •  A Vida Invisível, de Karim Aïnouz
  •  The Great Green Wall, com produção de Fernando Meirelles
  • A Linha, de Ricardo Laganaro (filme em realidade virtual premiado no Festival de Veneza)
  • O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene, com acompanhamento da Orquestra Jazz Sinfônica, em homenagem ao centenário do filme, na semana da repescagem. 
Cena do filme A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz
Cena do filme A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz Foto: Bruno Machado

Onde acontece a Mostra Internacional de Cinema?

A programação da 43ª Mostra Internacional de Cinema ocorrerá em 34 salas de 28 locais de exibição:

Circuito pago:

  • Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer
  • Cinearte (Salas 1 e 2)
  • Cinemateca Brasileira
  • Sala BNDES
  • Cinesala
  • CineSesc
  • Espaço Itaú de Cinema – Augusta (Salas 1 e 4)
  • Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca (Salas 1, 2, 3, 4, 5)
  • Instituto Moreira Salles (IMS Paulista)
  • Itaú Cultural
  • MIS
  • Petra Belas Artes (Sala Villa-Lobos)
  • Reserva Cultural (sala 1)
  • Spcine Olido
  • Spcine Paulo Emilio – CCSP
  • Spcine Lima Barreto – CCSP

Circuito gratuito: 

  • Instituto CPFL (sala Umuarama)
  • SESC Belenzinho
  • SESC Campo Limpo
  • SESC Osasco – Tenda
  • Theatro Municipal de São Paulo
  • MASP (Vão Livre)
  • CEU Aricanduva
  • CEU Caminho do Mar
  • CEU Meninos
  • CEU Vila Atlântica
  • CEU Jaçanã
  • Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes

É possível assistir aos filmes depois da Mostra?

Para quem não é de São Paulo, é possível conferir alguns dos filmes na itinerância que o Sesc promoverá pelo interior. Entre os dias 9 de novembro e 8 de dezembro, 12 cidades receberão a programação, que conta com 10 filmes: Araraquara, Bauru, Campinas, Jundiaí, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Preto, Santos, São Carlos, São José dos Campos, Sorocaba e Presidente Prudente.

O Instituto CPFL de Campinas terá sessões simultâneas à programação do evento entre os dias 21 e 30/10, com exceção do dia 25/10. A entrada é franca. 

Além disso, dez filmes que compõem a Mostra também estarão disponíveis na plataforma de streaming Spcine Play. Os títulos escolhidos são Viúva do Silêncio, de Praveen Morchhale, Você Tem a Noite, de Ivan Salatic, Rua do Deserto, 143, de Hassen Ferhani, Hálito Azul e Surdina, ambos de Rodrigo Areias, Oleg, de Juris Kursietis, Uma Colônia, de Geneviève Dulude-de Celles, Apenas 6.5, de Saeed Roustayi, O Carcereiro, de Nima Javidi, e Cartas para Paul Morrissey, de Armand Rovira.

Quem vem para a Mostra?

Dezenas de diretores, atores e produtores, brasileiros e estrangeiros, confirmaram presença no evento. Entre eles, estão Leonardo Sbaraglia e Olivier Assayas (respectivamente ator e diretor de Wasp Network), Willem Dafoe, ator de O FarolFernanda Montenegro, Sebastián Borensztein, diretor de A Odisseia dos Tolos, eJuan Minujín, ator de Dois Papas.

Cinema nos EUA tem sessões canceladas de ‘Coringa’ por “ameaça concreta”

Estreia do filme estrelado por Joaquin Phoenix deixou as autoridades do país em alerta e redes sociais estão sendo monitoradas

Joaquin Phoenix no papel do vilão Coringa

Um cinema de Huntington Beach, na Califórnia, teve de cancelar duas sessões de ‘Coringa’ na última quinta-feira, dia da estreia do filme estrelado por Joaquin Phoenix. O departamento de polícia da cidade assumiu ter recebido um aviso de possível ataque no estabelecimento localizado em um shopping center e classificou a ameaça como “concreta”, de acordo com o jornal Los Angeles Times.

“Levamos a ameaça muito a sério, e estamos investigando”, afirmou a policial Angela Bennett. As sessões de ‘Coringa’ voltaram a ser programadas, porém,a polícia está de plantão com reforços na área do cinema e deve permanecer por lá pelo menos durante o fim de semana.

Polícia em frente do shopping localizado em Huntington Beach (Foto: Reprodução/TV)

O lançamento do filme, que trata da gênese do arquivilão do Batman, tem despertado muita preocupação das autoridades norte-americanas, que estão em alerta tanto nos cinemas – há informações da imprensa norte-americana de que policiais estariam infiltrados em sessões de grandes centros, como Nova York e Los Angeles – como online, vigiando grupos que postam mensagens violentas sobre a produção nas redes sociais e em fóruns específicos. 

Um boletim de inteligência do FBI obtido pela ABC News mostra que a agência de segurança está monitorando atividades nas redes sociais que tratam de “inespecíficos tiroteios em massa” ligados ao lançamento do filme. Segundo o boletim, essas ameaças são debatidas desde maio de 2019, mas sem nenhuma informação de localização específica, por grupos de incels – que é a abreviação em inglês para “celibatários involuntários”, homens incapazes de se relacionarem com mulheres apesar de suas vontades.

Os fóruns e espaços de discussões virtuais desses grupos são marcados por mensagens hostis, misóginas e racistas.

A agência também identificou um subgrupo que se denonima como ‘clowncels’, misturando o termo ‘incel’ com a palavra ‘clown’, palhaço em inglês. O medo do FBI é que ‘Coringa’ possa influenciar esses grupos a agirem violentamente por conta da história apresentada, que mostra um homem com sérios problemas mentais se tornando um violento assassino.

James Holmes, o atirador de Aurora, que matou 12 pessoas em 2012 (Foto: Getty)

O histórico também do ataque de 2012, em que um homem abriu fogo em um cinema do Colorado, identificando-se como Coringa em meio ao lançamento de ‘O Cavaleiro das Trevas Ressurge’, matando 12 pessoas, também contribui para as preocupações das autoridades policiais. O cinema de Aurora, onde ocorreu o massacre, decidiu não exibir o filme.

Mas o clima de tensão não deve causar danos na bilheteria de ‘Coringa’, que arrecadou US$ 40 milhões em apenas um dia de exibição. Espera-se que o filme quebre o recorde de bilheteria de um lançamento no mês de outubro e chegue perto dos US$ 100 milhões no seu primeiro fim de semana. 

Bilheteria EUA: Coringa, Abominável, Downton Abbey, Golpistas, It: Capítulo Dois

Coringa domina a bilheteria americana com US$ 93,5 milhões

Valor é recorde para o mês de outubro

Conforme o previsto, Coringa chegou dominando a bilheteria americana. As polêmicas cercando o filme não foram o bastante para manter o público afastado do longa, que arrecadou incríveis US$93,5 milhões no primeiro final de semana, um recorde para o mês de outubro, destronando Venom que, em 2018, fez US$80 milhões em sua estreia.

Em segundo lugar, Abominável ficou muito atrás, arrecadando US$12 milhões nos EUA nessa segunda semana em cartaz, uma diferença de mais de US$80 milhões. O filme soma, em território americano, US$ 37,83 milhões.

O pódio é completado por Downton Abbey que fechou seu terceiro final de semana em cartaz com US$ 8 milhões.

Fechando o top 5 desse primeiro final de semana de outubro, As Golpistas e It: Capítulo Dois fizeram, respectivamente, US$6,3 milhões e US$5,35 milhões.

Morre aos 84 anos a atriz e cantora Diahann Carroll

Indicada ao Oscar e vencedora do Tony Awards, Carroll foi a primeira mulher negra a não viver uma empregada na TV
AP

A atriz e cantora Diahann Carroll  Foto: Danny Moloshok/Reuters

A atriz e cantora Diahann Carroll, atriz e cantora indicada ao Oscar, morreu nesta sexta-feira, 4, vítima de câncer, anunciou sua filha Susan Kay à agência Associated Press. Carroll é reconhecida como a primeira mulher negra a interpretar uma personagem que não era empregada.

Durante sua extensa carreira, ela ganhou um Tony Awards pelo musical No Strings e foi indicada ao Oscar por Claudine. Mas seu trabalho mais conhecido foi na série Julia. Carroll deu vida a Julia Baker, uma enfermeira cujo marido morreu na Guerra do Vietnã, na inovadora série de comédia que foi ao ar de 1968 a 1971.

Embora ela não tenha sido a primeira mulher negra a estrelar seu próprio programa de TV (Ethel Waters interpretou uma criada em meados dos anos 50 em Beulah), ela foi a primeira a interpretar outro tipo de papel.

Os executivos da NBC temiam transmitir Julia durante a turbulência racial dos anos 60, mas a série foi um sucesso imediato.

Ela também teve críticos, incluindo alguns que disseram que o personagem de Carroll, que tem um filho pequeno, não era uma representação realista de uma mulher negra americana na década de 1960.

“Eles disseram que era uma fantasia “, lembrou Carroll em 1998. “Muito disso não era verdade. Muito da personagem de Julia era baseado na minha própria vida, na minha família”.

Sem medo de enfrentar barreiras raciais, Carroll ganhou seu Tony Awards ao interpretar uma modelo de alta costura americana que tem um caso com um escritor branco em Paris, no musical de Richard Rodgers, de 1959, No Strings.

Ela apareceu em muitos trabalhos que foram considerados exclusivos para atrizes brancas: Same Time, Next YearAgnes of GodSunset Boulevard.

“Gosto de pensar que abri portas para outras mulheres, embora essa não fosse minha intenção original”, disse ela em 2002. Sua carreira no cinema foi mais esporádica, com créditos em  Carmen JonesPorgy and BessGoodbye AgainRush Sundown, Paris Blues e The Split.

No filme de 1974, Claudine, ela ofereceu seu desempenho mais memorável como mãe solteira de seis filhos que encontra amor no Harlem, em um coletor de lixo interpretado por James Earl Jones.

Nos anos 1980, Carroll ingressou na novela americana Dynasty como Dominique Deveraux, a glamourosa meia-irmã de Blake Carrington. Ela também apareceu na série A Different World e, mais recentemente, como convidada em Grey’s Anatomy e White Collar. Além da filha, ela deixa dois netos, August e Sydney.

CINEMA I Estreias: Angry Birds 2 – O Filme, Clube dos Canibais, Coringa, De Peito Aberto, As Loucuras de Rose, Um Dia Para Susana

‘Coringa’ e filme com Maisa estão entre as 14 estreias da semana

Coringa 
Joker. EUA, 2019. Direção: Todd Phillips. Com: Joaquin Phoenix, Zazie Beetz, Frances Conroy e Robert De Niro. 121 min. 18 anos.

Clube dos Canibais
Brasil, 2018. Direção: Guto Parente. Com: Tavinho Teixeira, Ana Luiza Rios e Pedro Domingues. 81 min. 18 anos.
Um casal rico é membro de um clube de pessoas que mata e se alimenta da carne de seus empregados. Bem relacionados, eles não têm problemas para manter a aparência de normalidade. Mas a vida dos dois fica ameaçada quando ela descobre segredos de um dos líderes do clube.

Angry Birds 2 – O Filme
Angry Birds 2. EUA, 2019. Direção: Thurop Van Orman e John Rice. 97 min. Livre.
Após viverem em guerra entre si, porcos e pássaros se unem para evitar os ataques dos habitantes de uma ilha desconhecida. 

Coringa 
Joker. EUA, 2019. Direção: Todd Phillips. Com: Joaquin Phoenix, Zazie Beetz, Frances Conroy e Robert De Niro. 121 min. 18 anos.
Um aspirante a humorista que apresenta incontroláveis ataques de riso sofre com a deterioração de sua saúde mental quando o hospital em que se tratava fecha as portas. Após perder o emprego, sua revolta se converte em atos de violência que evoluem e colaboram para que se torne um temido vilão de Gotham City.

De Peito Aberto
Brasil, 2018. Direção: Graziela Mantoanelli. 80 min. 10 anos.
Documentário acompanha seis mulheres de diferentes realidades socioculturais para compreender as múltiplas interpretações do processo de amamentação.

Um Dia Para Susana
Brasil, 2018. Direção: Giovanna Giovanini e Rodrigo Boecker. 85 min. 10 anos.
Documentário acompanha a rotina de treinamentos da atleta Susana Schnarndorf, diagnosticada com atrofia de múltiplos sistemas. Diante da doença, ela mudou de categoria para competir nos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016.

Domingo
Brasil, 2018. Direção: Clara Linhart e Fellipe Barbosa. Com: Ittala Nandi, Camila Morgado e Chay Suede. 95 min. 16 anos.
A trama se passa em 2003, quando Lula assume a Presidência. Numa casa de campo, a matriarca de uma família burguesa transparece o medo sobre o que o novo governo pode reservar à sua classe social. Vencedor do prêmio revelação da Semana da Crítica no Festival de Cannes e do prêmio da crítica de melhor filme brasileiro na 41ª Mostra, em 2017.

Ela Disse, Ele Disse
Brasil, 2018. Direção: Cláudia Castro. Com: Maisa Silva, Marcus Bessa e Fernanda Gentil. 12 anos.
Dois alunos novos de um colégio –ela estudiosa, ele desleixado– formam um improvável amizade, por meio da qual aprendem a lidar com problemas familiares e conflitos da juventude.

Encontros
Deux Moi. França, 2019. Direção: Cédric Klapisch. Com: François Civil, Ana Girardot e Camille Cottin. 110 min. 12 anos.
Dois vizinhos lidam de formas diferentes com a solidão. Enquanto um deles se fecha para relacionamentos, o outro multiplica seus encontros nos aplicativos de relacionamento. Eles não se conhecem, mas seus destinos acabam por se cruzar.

O Homem Ideal?
M’esperarás?. Espanha, 2017. Direção: Carles Alberola. Com: Carles Alberola, Alfred Picó e Cristina García. 89 min. 14 anos.
Um casal organiza um encontro às cegas para um amigo divorciado. Mas a moça que foi convidada faz os cônjuges questionarem tudo no relacionamento que parecia estável. Adaptação de uma peça de teatro homônima.

O Homem que Cuida
El Hombre que Cuida. República Dominicana/Porto Rico/Brasil, 2017. Direção: Alejandro Andújar. Com: Héctor Aníbal, Julietta Rodriguez e Yasser Michelen. 87 min. 16 anos.
O caseiro de uma rica propriedade mergulha no trabalho para fugir do sofrimento de ter sido abandonado pela mulher. Sua rotina é alterada quando o filho de seu patrão visita o local levando uma jovem que certa vez desrespeitou a casa.

As Loucuras de Rose
Wild Rose. Reino Unido, 2018. Direção: Tom Harper Com: Jessie Buckley, Julie Walters e Sophie Okonedo. 101 min. 14 anos.
Uma cantora e ex-presidiária que vive na Escócia sonha em se mudar para Nashville, nos Estados Unidos, para se tornar uma estrela do country. Mãe solteira de dois filhos, ela precisa lidar com preconceitos e responsabilidades pessoais enquanto persegue seu objetivo.

Onde Quer Que Você Esteja
Brasil, 2018. Direção: Bel Bechara e Sandro Serpa. Com: Débora Duboc, Leonardo Medeiros e Brenda Lígia. 101 min. 10 anos.
O drama acompanha pessoas que comparecem a uma estação de rádio que transmite mensagens de quem está em busca de parentes e amigos desaparecidos. Em meio ao sofrimento, histórias se cruzam e novos laços humanos se formam.

Paulo de Tarso e a História do Cristianismo Primitivo
Brasil, 2019. Direção: André Marouço. Com: Caio Blat e Alexandre Galves. 12 anos.
Baseado nas obras bíblicas “Epístolas de Paulo” e “Atos dos Apóstolos”, o filme conta a origem de um dos principais propagadores do cristianismo: Paulo de Tarso, também conhecido como Saulo. 

A Turma do Pererê.doc
Brasil, 2018. Direção: Ricardo Favilla. 76 min. 10 anos.
Documentário exibe bastidores da criação da “Turma do Pererê”, o primeiro gibi em cores publicado no Brasil. Além de Ziraldo, principal idealizador do quadrinho, a produção conta com depoimentos artistas que foram diretamente influenciados pelo cartunista.