Jared Leto irá interpretar o estilista Karl Lagerfeld em novo filme

Ator viveu herdeiro da Gucci nas telas

Karl Lagerfeld e Jared Leto – Foto: Reprodução/Instagram

Jared Leto retornará ao mundo da moda em um novo projeto. Após interpretar um herdeiro do grupo Gucci em “Casa Gucci”, o ator irá interpretar o designer de moda e estilista alemão Karl Lagerfeld (1933-2019), que por muitos anos foi diretor criativo da Chanel.

O ator, de 50 anos, comentou sobre o projeto em sua página no Instagram.

“Karl sempre foi uma inspiração para mim. Ele era um verdadeiro polímata, um artista, um inovador, um líder e, o mais importante, um homem gentil. Quando nos reunimos com a equipe de Karl Lagerfeld, imediatamente compartilhamos uma visão criativa de fazer uma ode respeitosa a Karl enquanto ultrapassamos os limites artísticos do que uma cinebiografia pode ser. Sou muito grato a Karo, Pier e Seb por nos permitirem seguir nessa jornada juntos”, disse o astro.

O projeto contará com o apoio de Pier Paolo Righi, Caroline Lebar e Sébastien Jondeau, pessoas próximas de Karl. Não há previsão de lançamento.

Super Mario Bros. | Animação ganha trailer espetacular

Longa baseado na franquia da Nintendo chegará aos cinemas em 30 de março de 2023
GIOVANNA BREVE

Super Mario Bros., animação protagonizada pelo mascote da Nintendo, enfim ganhou um trailer nesta quinta-feira (06) durante a Nintendo Direct. No vídeo, é possível ver Mario (Chris Pratt) em altas aventuras ao lado de personagens icônicos da desenvolvedora japonesa; veja acima:

Pratt dará voz ao Mario, e a animação terá ainda Anya Taylor-Joy como a Princesa Peach, Charlie Day como Luigi, Seth Rogen como Donkey Kong, Jack Black como Bowser e Keegan-Michael Key como Toad. Fred Armisen, Kevin Michael Richardson, Sebastian Maniscalco e Charles Martinet, voz original de Mario, Luigi, Wario e Waluigi, completam o elenco.

O filme do Mario tem produção da Illumination, estúdio responsável por Meu Malvado Favorito e Minions, e sua estreia no Brasil está marcada para 30 de março de 2023.

CINEMA I Estreias: Amsterdam, Morte Morte Morte, Os Suburbanos – O Filme, Mais que Amigos, Friends

Cinemas têm 5 estreias, com destaque para ‘Amsterdam’, com Christian Bale, Margot Robbie e John David Washington

SÃO PAULO – Na Holanda da década de 1930, três amigos testemunham um assassinato, viram suspeitos e vão atrás do verdadeiro culpado. Essa é a premissa de “Amsterdam”, uma das principais estreias que chegam aos cinemas nesta quinta-feira, dia 6.

Dirigido pelo americano David O. Russell, de “Trapaça” e “O Lado Bom da Vida”, o filme tem chamado a atenção pelo elenco com estrelas de Hollywood. O trio protagonista é formado por Christian Bale, que já foi Batman, John David Washington, de “Tenet”, e Margot Robbie, que vai interpretar a Barbie no longa homônimo que tem causado frisson na internet. Também aparecem nomes como Robert de Niro, Michael Shannon, Anya Taylor-JoyRami Malek e até Taylor Swift.

Quem também gera expectativas entre os cinéfilos antes mesmo da estreia de seus filmes é o estúdio A24, que virou um tipo de grife. Nesta semana, emplaca nas telonas “Morte Morte Morte”. Segundo trabalho da atriz holandesa Halina Reijn na direção, o terror com tons de sarcasmo quer fazer uma crítica ao uso exacerbado das redes sociais pela geração Z ao seguir jovens que inventam uma brincadeira que acaba em matança.

No cardápio nacional, “Os Suburbanos” é adaptado aos cinemas após seis temporadas da série, protagonizada por Rodrigo Sant’anna e Babu Santana. Na comédia, um pagodeiro da periferia sonha em ser um cantor famoso e, na busca pelo sucesso, acaba se envolvendo em vários problemas.

Completam a agenda a comédia romântica “Mais que Amigos, Friends”, estrelada por um casal gay, e a animação “As Aventuras de Tadeo e a Tábua de Esmeralda”. Conheça cada estreia a seguir.

Amsterdam
Um médico, uma enfermeira e um advogado são amigos que testemunham um assassinato e se tornam suspeitos do crime. Eles tentam investigar o caso para se proteger. O longa é ambientado na Holanda dos anos 1930 e tem no elenco nomes como Margot Robbie, Christian Bale, John David Washington, Roberto de Niro, Rami Malek, Chris Rock e a cantora Taylor Swift.
Estados Unidos, 2022. Direção: David O. Russell. Com: Margot Robbie, John David Washington e Christian Bale. 16 anos


As Aventuras de Tadeo e a Tábua de Esmeralda
Acidentalmente, o arqueólogo Tadeo desperta um feitiço antigo que coloca em perigo a vida dos amigos. Com a ajuda de seu cachorro e de algumas múmias, ele entra numa aventura para colocar fim na maldição. A animação espanhola é o terceiro longa da franquia iniciada em 2012.
Espanha, 2022. Direção: Enrique Gato. Livre


Mais que Amigos, Friends
A comédia romântica foge do padrão hollywoodiano do gênero e cria uma trama com personagens LGBTQIA+. O par apaixonado é formado por dois homens —um deles é curador de um museu de Nova York, que conhece na balada um advogado machista.
EUA, 2022. Direção: Nicholas Stoller. Com: Billy Eichner, Luke MacFarlane e Monica Raymund. 16 anos


Morte Morte Morte
Um grupo de jovens ricos organiza uma festa em uma mansão remota e se desafia a brincar de um jogo. Nele, uma pessoa é sorteada para ser o assassino, enquanto os outros devem evitar ser pegos. Até que a brincadeira começa a dar errado, e os amigos começam a ser mortos de verdade —a questão, agora, é descobrir quem está fazendo isso.
Estados Unidos, 2022. Direção: Halina Reijn. Com: Amandla Stenberg, Maria Bakalova e Rachel Sennott. 16 anos


Os Suburbanos – O Filme
A adaptação da série homônima comandada por Rodrigo Sant’anna acompanha Jefinho, que sonha em se tornar um cantor de pagode. Ele tenta emplacar um hit para alavancar a carreira ao mesmo tempo em que limpa a piscina do dono de uma gravadora, se envolve com a mulher do patrão e descobre que será pai.
Brasil, 2022. Direção: Luciano Sabino. Com: Rodrigo Sant’anna, Carla Cristina Cardoso e Babu Santana. 14 anos

She-Hulk e Demolidor trocam provocações (e socos) em clipe inédito

Advogados finalmente se encontrarão no próximo episódio da série
MARIANA CANHISARES

Entertainment Tonight divulgou um clipe inédito do próximo episódio de She-Hulk, que dá uma prévia do tão aguardado encontro da heroína com o Demolidor; confira acima.

O Marvel Studios, por sua vez, se manteve no tom da série e trollou seus espectadores mais uma vez. Prometendo mostrar “o personagem que todos esperavam”, o estúdio revelou o visual do Sapo, isto é, o alter-ego de Vincent Patilio; veja:

Encaminhando-se para sua reta final, a série mostra que a advogada de super-heróis pode estar em perigo após a descoberta de um fórum na internet chamado Inteligência, onde um grupo de anônimos misóginos planeja um atentado contra ela. A identidade do seu líder, identificado apenas como HulkKing, ainda não foi revelado.

She-Hulk é exibida às quintas, no Disney+

Sesc Jazz começa nesta quarta-feira

4ª edição do evento traz 20 atrações nacionais e internacionais

Em foto preto e branca, Afrosinfônica Orquestra, uma das atrações do Sesc Jazz posa para a câmera
Afrosinfônica Orquestra, uma das atrações do Sesc Jazz – Filipe Cartaxo/Divulgação

Começa nesta quarta-feira (5) e vai até o dia 23 de outubro a quarta edição do Sesc Jazz, que acontece em sete unidades do Sesc: Guarulhos, Jundiaí, Piracicaba, Pompeia, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José dos Campos. A programação inclui atividades formativas e on-line.

Entre as atrações estão a flautista norte-americana Nicole Mitchells, o pianista congolês Ray Lema, o cornetista Rob Mazurek com sua Exploding Star Orchestra, o coletivo londrino Kokoroko, liderado pela trompetista Sheila Maurice-Grey, o pianista sul-africano Nduduzo Makhathini e a cantora, percussionista e multiartista Dobet Gnahoré, da Costa do Marfim.

A presença feminina recebe vozes expressivas, como a da cantora peruana Susana Baca e a da brasileira Alaíde Costa, que dividirá o palco com sua conterrânea Ilessi, em um encontro voltado à música negra brasileira das últimas décadas. Além das pianistas Macha Gharibian, armênia radicada na França, e Kathrine Windfeld, da Dinamarca.

A tradição da música brasileira também está garantida durante as três semanas do Sesc Jazz com projetos significativos, como a retomada do álbum “Quarteto Negro”, que completa 35 anos em 2022, com três de seus integrantes originais: Zezé Motta, Djalma Correa e Jorge Degas, além do clarinetista Ivan Sacerdote completando a formação, que contava, em sua versão original, com Paulo Moura, falecido em 2010. Outro álbum lembrado nesta edição é “Lágrima / Sursolide Suite” (1982), de Lelo Nazário, lançado há 40 anos.

Em foto colorida, o pianista, arranjador e compositor Laércio de Freitas um dos homenageados no evento
O pianista, arranjador e compositor Laércio de Freitas, um dos homenageados no evento – Divulgação

O pianista Laércio de Freitas e o percussionista Airto Moreira, por sua vez, são festejados em vida por meio de dois espetáculos-homenagem inéditos que se debruçam sobre suas obras e reúnem nomes importantes da cena instrumental brasileira. Um outro ponto de atenção desta edição são os concertos das Orquestra Afrosinfônica e Orkestra Rumpilezz, as duas da Bahia.

Vale lembrar que Laércio de Freitas acaba de ganhar um megaprojeto com CD, songbook, show e um documentário, que certamente irá agradar e muito quem valoriza a musicalidade deste talentoso artista. “Laércio de Freitas, octogenário, merecia um projeto especial que registrasse esse legado, enorme e valioso, merecia que seu conhecimento e sua obra chegassem às pessoas”, adiantou o produtor e idealizador do projeto Helton Altman.

A programação da quarta edição do Sesc Jazz está disponível em http://sescp.org.br/SESCJAZZ e nas redes sociais do @sescsp e unidades participantes.

Bons shows!

Morre Kim Jung Gi, mestre do desenho sul-coreano, aos 47 anos

Artista participou da CCXP Worlds 2020, dando Masterclass de desenho
CAIO COLETTI

O artista Kim Jung Gi

O artista sul-coreano Kim Jung Gi, responsável pelos desenhos ultradetalhados de quadrinhos como Tiger the Long Tail, SpyGames e McCurry NYC 9/11, morreu aos 47 anos.

De acordo com comunicado postado no Instagram de Kim, o artista estava em um aeroporto em Paris quando começou a sentir dores no peito. Ele chegou a ser internado, mas morreu pouco depois de infarto fulminante.

Interessado em arte desde a infância, Kim entrou em uma escola de belas artes quando tinha apenas um ano de idade, passando por anos de treinamento que levaram à refinação de sua técnica impressionante.

Além dos quadrinhos nos quais trabalhou integralmente, Kim assinou várias capas variantes para a DC e a Image Comics, de títulos como Superman, Liga da Justiça, Mulher-Maravilha e Motherlands.

Em 2020, o sul-coreano participou da CCXP Worlds, ministrando uma aula de desenho – relembre.

Ariel, Annabeth, Morte, Estelar, elfos negros e um milhão de racistas

Ataques racistas se intensificam com o retorno de grandes franquias
PEDRO HENRIQUE RIBEIRO

Ariel, Estelar, Morte, Arondir

Pensei em começar esse texto como a Sam (Logan Browning), de Dear White People, com um “cara gente, branca”, seguido de uma explicação didática e paciente, mas após tanto tempo batendo na mesma tecla, não há dedo que não caleje. Quem acompanha o noticiário de cultura pop deve ter notado que, recentemente, alguns estúdios e franquias estão fazendo importantes autocríticas sobre seus produtos e escalando excelentes atrizes e atores negros para papéis de destaque em Hollywood. O que não é nada recente, no entanto, é o racismo de muitos fãs de grandes franquias – fato que ficou ainda mais evidente este ano com grandes títulos retornando a todos os tamanhos de tela.

Quando a franquia Star Wars retornou aos cinemas, em 2015, com O Despertar da Força, o ator John Boyega, que deu vida ao personagem Finn, teve seu talento questionado por muitos fãs que não gostaram do personagem nem do filme. Muitas das críticas iam acompanhadas de muito racismo e tratamento diferenciado em relação ao elenco branco do longa. A resposta da Disney, dona da franquia, foi diminuir a importância de Finn nos longas seguintes. O que, obviamente, decepcionou o ator, que teve que lidar sozinho com os trolls da internet. Em uma entrevista à revista GQ britânica, Boyega declarou: “O que eu diria para a Disney é: não anuncie um personagem negro como importante [para a franquia] para, em seguida, colocá-lo de lado”.

O descaso com Boyega serviu como lição – mal aprendida – para a Disney, que alertou previamente a atriz Moses Ingram, da série Obi-Wan Kenobi, sobre possíveis ataques racistas por parte dos fãs. “Foi algo que a Lucasfilm realmente disse: ‘Isso [racismo] é uma coisa que, infelizmente, provavelmente acontecerá. Mas estamos aqui para ajudá-lo; você pode nos avisar quando isso acontecer’”, disse Ingram em entrevista ao The Independent. O caso de Ingram foi ainda mais delicado que o de Boyega, pois ela recebeu ameaças e ofensas mais duras. Isso resultou em uma resposta pública da empresa que não se via com frequência. 

Assim como no caso de Ingram, podemos observar um padrão nos ataques, que se acentuam quando a atriz escalada é mulher. Exemplos recentes não faltam, como a escalação de Anna Diop para o papel de Estelar, em Titãs; a de Kirby Howell-Baptiste para interpretar a Morte, em Sandman; o anúncio de Leah Sava Jeffries para viver Anabeth na série Percy Jackson e Os Olimpianos; e, mais recentemente, nas primeiras imagens de Halle Bailey como Ariel no live-action de A Pequena Sereia, da Disney. Em todos os casos os ataques foram cruéis, invasivos e chegaram até as atrizes em suas redes sociais. O teaser de A Pequena Sereia recebeu a quantia desproporcional de mais de 600 mil deslikes no dia do lançamento, possivelmente por um movimento coordenado desses haters.

Muitos, para não arriscarem ser chamados de racistas, se apoiaram na ideia de que essas personagens deveriam ser extremamente fieis às descrições literárias/dos quadrinhos. Alguns diziam até que esse tipo de escalação poderiam ser ofensivas aos fãs e aos criadores, sem se dar conta de que eles mesmos manchavam o legado das obras ao levarem o racismo para elas. Neil Gaiman, criador de Sandman, e Rick Riordan, de Percy Jackson, trabalham nos bastidores de suas séries e participaram ativamente da escolha do elenco, mas nem isso foi o suficiente para convencer os racistas. Porém, esses mesmos “fãs” não se posicionam quando o jogo se inverte e temos um branco interpretando um personagem sabidamente não-branco.

O criador do universo de Game of Thrones e muitas outras obras épicas, George R. R. Martin também participou dos bastidores de A Casa do Dragão, série derivada sobre a família Targaryen baseada em seu livro no livro Fogo e Sangue. A nova série-evento da HBO decidiu escalar atores negros para viverem a família valiriana Velaryon. Esse fato, apesar de não ter sido bem recebido por alguns fãs, não havia causado tanto barulho como os exemplos acima citados – até agora. 

Como noticiado pelo Omelete, os co-autores de The Rise of the Dragon (A Ascensão do Dragão, em tradução livre), Linda Antonsson e Elio M. García Jr.criticaram a escalação de atores negros em ambas as séries da HBO. Em posts feitos em seu blog pessoal entre 2012 e 2022, Antonsson comentou o fato de as versões televisivas de Xaro Xhoan Daxos e Corlys Velaryon serem interpretados por Nonso Anozie e Steve Toussaint, respectivamente, embora os personagens sejam descritos como brancos na obra original. “Não existem valirianos negros [nos livros] e não deveriam existir nenhum nas séries”, tentou justificar.

Martin, que possui milhões de seguidores em suas redes sociais e um blog muito influente onde ele compartilha informações sobre seus trabalhos, ainda não se manifestou publicamente sobre as falas de seus colegas de trabalho. Por causa disso, fãs estão querendo boicotar The Rise of the Dragon, que será lançado este mês, nos Estados Unidos.

Outra obra que sofre ataques constantes sem poder contar com o apoio de seu criador é O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder, mas porque ela ganhou as telas quase 50 anos após a partida de J. R. R. Tolkien. Se vivo fosse, Tolkien provavelmente a defenderia dos vários ataques contra a escalação de atores não-brancos, como o elenco fez: “Nós, o elenco de Anéis de Poder, nos unimos em solidariedade e contra o racismo, as ameaças e o assédio e o abuso incansáveis a que alguns de nossos colegas não brancos estão sendo submetidos diariamente. Nós nos recusamos a ignorá-los ou tolerá-los”, diz o comunicado, divulgado nas redes sociais da série, em setembro.

Usando apenas exemplos recentes, fica claro que há um enorme problema no mundo da cultura pop, atualmente. Há um tímido avanço por parte da indústria em acabar co ma sexualização de personagens femininas e ampliar a contratação de pessoas não-brancas nos dois lados das câmeras. Seja isso pura estratégia de marketing ou não, é impossível diminuir o impacto dessas escolhas no imaginário do público. Como comentei em outro momento aqui, até os animes japoneses foram importantes para o meu desenvolvimento e as reações das crianças ao trailer de A Pequena Sereia, por exemplo, só reforçam essa ideia.

Entretanto, saber a importância disso não é o bastante. É preciso combater o mal onde quer que ele se esconda. Afinal, é isso o que aprendemos com as nossas franquias favoritas. Se parafrasearmos uma popular ditado alemão, se há dez pessoas em uma mesa, um racista se senta e nenhuma se levanta, então temos onze racistas na mesa. Precisamos parar de aceitar esse tipo de pessoa em nossas comunidades e fandons, impedir que racistas saiam por aí associando as obras que amamos e mudaram as nossas vidas à sua maneira criminosa de pensar. No dia em que fizermos isso, talvez nossa diversão com essas obras alcance seu verdadeiro potencial.

Velma é lésbica? Nova animação de Scooby-Doo confirma antiga suspeita dos fãs

Cena com a personagem do desenho animado com expressão de apaixonada para outra mulher viraliza

no Twitter

Expressão de Velma para figurinista Coco Diablo viralizou no Twitter — Foto: Reprodução

Uma antiga suspeita dos fãs de Scooby-Doo, de que Velma seria lésbica, voltou a ganhar força com o lançamento do filme de animação “Trick or treat Scooby-Doo!”. Uma cena em que a personagem fica com os olhos arregalados e sem palavras ao conhecer a figurinista Coco Diablo viralizou no Twitter dos EUA, “confirmando” um dos maiores mistérios não solucionados pela turma da Mystery Machine.

Nos bastidores, as equipes criativas da Warner Bros. já trabalhavam com essa informação sobre a personagem como uma espécie de segredo aberto. James Gunn (“Esquadrão Suicida”, “Guardiões da Galáxia”), que roteirizou os dois filmes em live action de Scooby-Doo em 2002 e 2004, teria confirmado a sexualidade de Velma, mas sem conseguir mostrá-la de fora explícita nas produções. Em 2020, ele escreveu no Twitter que tentou mostrá-la como lésbica nos longas, mas isso não foi visto nas telas: “Em 2001, Velma era explicitamente gay no meu roteiro inicial. Mas o estúdio continuou diluindo e diluindo, tornando isso ambíguo e depois tendo um namorado (na sequência, de 2004).”

Tony Cervone, produtor da série animada “Scooby-Doo! Mistério S/A” (2010), escreveu no Instagram durante o Mês do Orgulho LGBTQIAP+ de 2020 que pensava em Velma claramente como gay: “Já disse isso antes, mas Velma em ‘Mistério S/A’ não é bi. Ela é gay. Nós sempre planejamos que Velma agisse um pouco fora do personagem quando estava namorando Salsicha, porque esse relacionamento era errado para ela e ela tinha uma dificuldade tácita com o porquê. Você pode não gostar, mas essa era a nossa intenção.”

O longa “Trick or treat Scooby-Doo!” chegou nesta quarta-feira (4) ao streaming americano, pela Amazon.

Coldplay adia shows no Brasil por causa de infecção pulmonar séria de Chris Martin

Segundo comunicado, apresentações ficarão para 2023. Banda tinha seis apresentações agendadas para São Paulo e duas no Rio de Janeiro, todas no mês de outubro.

Coldplay se apresenta no Rock in Rio 2022 — Foto: Stephanie Rodrigues/g1

Coldplay anunciou que vai adiar as apresentações que faria no Brasil. Segundo comunicado, o adiamento é em decorrência de infecção pulmonar séria do vocalista Chris Martin.

O grupo estava com oito apresentações agendadas no Brasil, sendo seis delas para São Paulo (15, 16, 18 e 19, 21 e 22 de outubro) e outras duas para o Rio de Janeiro (11 e 12 de outubro).

“Com profundo pesar, fomos forçados a adiar nossos próximos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo até início de 2023. Devido a uma infecção pulmonar séria, Chris recebeu ordens médicas rigorosas para descansar pelas próximas três semanas.”

“Estamos trabalhando para ter novas datas o mais rápido possível e divulgaremos mais informações nos próximos dias”, informou o comunicado.

“Para todos no Brasil que estavam ansiosos por esses shows, sentimos muito pela decepção e inconveniente, e somos muito gratos por sua compreensão neste momento desafiador em que precisamos priorizar a saúde do Chris.”

“Por favor, guarde seus ingressos, pois eles serão válidos para as novas datas reagendadas. Elas acontecerão no início de 2023 e serão anunciadas muito em breve. No entanto, atenderemos a todas as solicitações de reembolso de ingressos – que estará disponível no ponto de venda.”

“Estamos otimistas de que Chris retornará a boas condições de saúde após o intervalo médico prescrito e esperamos retomar a turnê o mais rápido possível.”

Coldplay adia shows no Rio e em São Paulo — Foto: Reprodução/Twitter
Coldplay adia shows no Rio e em São Paulo — Foto: Reprodução/Twitter

Rock in Rio 2022

O Coldplay se apresentou no Brasil em setembro durante o Rock in Rio 2022. Segundo leitores do g1, o show do grupo foi o melhor desta edição do festival.

A banda, conhecida por performances grandiosas, mandou distribuir 100 mil pulseiras com inteligência artificial ao público e encomendou alterações no Palco Mundo, que ganhou novos refletores e canhões de luz.

A ideia era entregar um espetáculo visual cósmico, inspirado na viagem do disco “Music of the Spheres”, trabalho mais recente do grupo, lançado em 2021. Mas o céu não ajudou muito.