Disney divulga novo trailer e pôster da versão live-action de 'Mulan'

Filme chega no Brasil em 26 de março de 2020; história apresenta diferenças consideráveis se comparada com a versão de 1998

Pôster promocional do filme ‘Mulan’ Foto: Disney/ Reprodução

Disney lançou nesta quinta-feira, 5, o novo trailer da versão live-action do clássico Mulan, de 1998. O vídeo, que tem pouco mais de dois minutos, apresenta cenas repletas de ação e que prometem conquistar até mesmo os fãs mais nostálgicos. A previsão de estreia no Brasil é para 26 de março de 2020.

Na pele da corajosa Hua Mulan está Liu Yifei, atriz chinesa de 32 anos que impressiona pela semelhança com a soldado chinesa. No entanto, um detalhe que pode desapontar algumas pessoas é o fato de que o atrapalhado Mushu, dragão e amigo da jovem que a acompanha em toda a sua jornada no desenho, não vai aparecer no live-action. Quem vai assumir o seu papel é a figura de uma fênix. 

Outra grande diferença – e novidade – é a presença de Xian Lang, uma bruxa perigosa interpretada por Gong Li. Ela será a vilã desta versão do filme assumindo uma função que era de Shan Yu, líder do exército Uno que Mulan precisa derrotar no longa de 1998. Em entrevistas anteriores, a atriz já revelou ao público que sua personagem terá mais tempo de tela e será muito mais malvada que o vilão do primeiro filme.

Apesar das diferenças, a premissa se mantém a mesma: o filme conta a história de Mulan, jovem chinesa que decide se passar por homem para entrar no exército e honrar a sua família. Ela toma a corajosa decisão após seu pai, um homem de idade avançada e sem filhos homens, ser obrigado pelo Imperador (Jet Li) e seus comandantes a lutar na guerra que ameaça o país asiático.

A direção é de Niki Caro e o roteiro de Rick Jaffa. Fazem parte do elenco Donnie YenJason Scott Lee e Yoson An. Vale lembrar que a história é baseada no poema A Balada de Mulan, lenda extremamente popular na China.

Veja o novo trailer logo abaixo:

Ator sul-coreano Cha In-ha é encontrado morto na mais recente tragédia do K-pop

Ele é a terceira jovem celebridade a morrer no país; assessoria disse que não haviam sinais de ataques pessoais ou cyberbullying
Sangmi Cha, Reuters

Asessoria disse que não haviam sinais de que o jovem estaria sofrendo ataques pessoais ou algum tipo de cyberbullying. 

SEUL – O ator sul-coreano Cha In-ha foi encontrado morto em sua casa, informou a polícia nesta quarta-feira, 5. Ele é a terceira celebridade jovem do país a morrer nos últimos dois meses, aumentando a preocupação com as intensas pressões sociais que os artistas enfrentam.

Em um caso não relacionado, a Konnect Entertainment, agência de gerenciamento do cantor de K-pop (gênero musical sul-coreano) Kang Daniel, disse que o ex-integrante da boy band Wanna One estava dando um tempo nos shows devido a “depressão e ataques de pânico”.

A agência também informou que o jovem de 22 anos recentemente tinha mostrado “sinais frequentes de agravamento da saúde e da ansiedade”.

Embora a cultura pop da Coreia do Sul projete principalmente uma imagem saudável no palco e na tela, ela foi marcada por uma série de mortes prematuras e casos criminais que revelaram um lado sombrio da indústria.

View this post on Instagram

다들 캄기조심⛄️

A post shared by 차인하 (@chainha_715) on

Um policial disse que Cha, 27 anos, foi encontrado morto na terça-feira, 4, e que a causa da morte não era imediatamente conhecida. O jovem, cujo nome real é Lee Jae-ho, estreou no cinema em 2017 e já foi integrante da boy band Surprise U, de cinco membros, que lançou dois álbuns.

O cantor e ator deixou um post no Instagram um dia antes de ser encontrado morto, com uma mensagem de apenas uma linha para seus fãs: “Todo mundo tenha cuidado para não pegar um resfriado”.

Não havia relatos que sugerissem que ele era alvo do tipo de ataques pessoais e cyberbullying que outros artistas do K-pop receberam.

A morte de Cha ocorre depois que a popular cantora de K-pop Goo Hara, 28 anos, foi encontrada morta em sua casa no mês passado. Ela sofreu ataques pessoais nas mídias sociais.

Em outubro, outra estrela do K-popSulli, ex-integrante do grupo feminino f (x), aparentemente cometeu suicídio. Sulli, de 25 anos, havia se manifestado contra o cyberbullying.

CINEMA I Estreias: Feliz Aniversário, Ainda Temos a Imensidão da Noite, O Juízo, Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe, Diante dos Meus Olhos, Dois Papas, Western Stars

Feliz Aniversário
Fête de Famille. Bélgica/França, 2019. Direção: Cédric Kahn. Com: Catherine Deneuve, Emmanuelle Bercot, Vincent Macaigne. 101 min. 14 anos.

Ainda Temos a Imensidão da Noite
Brasil/Alemanha, 2019. Direção: Gustavo Galvão. Com: Ayla Gresta, Gustavo Halfeld 
e Steven Lange. 98 min. 16 anos.

Uma instrumentista brasiliense, integrante de uma banda de rock, se cansa de não ter reconhecimento e vai tentar a vida na Alemanha. 

Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe
Motherless Brooklyn. EUA, 2019. Direção: Edward Norton. Com: Edward Norton, Bruce Willis e Willem Dafoe. 144 min. 16 anos.
Um detetive com síndrome de Tourette —transtorno que causa descontrole motor e verbal— investiga o assassinato de seu mentor. Sua busca o leva a mergulhar na realidade das populações marginalizadas em Nova York nos fim dos anos 1940. Inspirado em livro do escritor Jonathan Lethem.

Diante dos Meus Olhos
Brasil, 2018. Direção: André Félix. 81 min. 12 anos.
O documentário recupera a história da banda Os Mamíferos 45 anos após sua separação. Hoje com vidas comuns, os ex-integrantes relembram momentos que marcaram a trajetória do grupo do qual hoje poucos se lembram.

Dois Papas
The Two Popes. Argentina/EUA/ Itália/Reino Unido, 2019. Direção: Fernando Meirelles. Com: Jonathan Pryce e Anthony Hopkins. 125 min. 14 anos.
Produzido pela Netflix, o filme mostra a amizade e os conflitos entre o papa Bento 16 e seu sucessor, o papa Francisco. Do mesmo diretor de “Cidade de Deus” (2002).

Feliz Aniversário
Fête de Famille. Bélgica/França, 2019. Direção: Cédric Kahn. Com: Catherine Deneuve, Emmanuelle Bercot, Vincent Macaigne. 101 min. 14 anos.
Reunida para celebrar o aniversário da matriarca, uma família é surpreendida pela chegada de sua irmã mais jovem, desaparecida há anos. Inicialmente recepcionada como a filha pródiga, ela causa confusão e desacordos naquele que deveria ser um dia de festa.

As Golpistas
Hustlers. EUA, 2019. Direção: Lorene Scafaria. Com: Constance Wu, Jennifer Lopez, Julia Stiles e Cardi B. 110 min. 16 anos.
Um grupo de ex-strippers decide aplicar golpes em seus clientes de Wall Street. Baseado em reportagem de publicada na revista norte-americana New York Magazine. Exibido no Festival de Toronto de 2019.

O Juízo
Brasil, 2019. Direção: Andrucha Waddington. Com: Felipe Camargo, Fernanda Montenegro, Lima Duarte e Criolo. 98 min. 14 anos.
Ao se mudar para uma fazenda abandonada, um homem é tomado pelo desejo de riqueza induzido pelo espírito de um escravo traficante de diamantes que ali vivia.

Western Stars
Idem. EUA, 2019. Direção: Bruce Springsteen e Thom Zimny. 83 min. 10 anos.
O filme mostra o processo de criação e as apresentações do último álbum do músico norte-americano Bruce Springsteen.

Apple Music Awards premia Billie Eilish, Lizzo e Lil Nas X na sua 1ª edição

O que os artistas Billie EilishLizzo e Lil Nas X têm em comum? Além de grandes hits, eles são agora os primeiros vencedores do Apple Music Awards, uma nova premiação musical oferecida pela Maçã.

O Apple Music Awards possui cinco categorias: Artista do AnoArtista Revelação do AnoCompositor do AnoMelhor Álbum do Ano e Música do Ano. Os vencedores das três primeiras são selecionados pela equipe editorial do Apple Music, que filtram os artistas “verdadeiramente apaixonados pelo seu ofício”.

Enquanto isso, os vencedores das duas últimas categorias são definidos a partir de dados de streaming e refletem o que os usuários do Apple Music ouviram (repetidamente) em 2019.

Confira todos os vencedores do Apple Music Awards deste ano:

A Apple, é claro, não faria uma premiação sem um… prêmio (e que fosse à altura do design e da qualidade dos seus produtos).

Prêmio do Apple Music Awards

Sendo assim, o Apple Music Award propriamente dito é feito de um disco de silício, produzido a partir do mesmo processo que dá origem aos microprocessadores dos iPhones e iPads. Essa peça é envolta por duas partes de um vidro polido e inserida num corpo de alumínio usinado e anodizado.

A Maçã celebrará a primeira edição do Apple Music Awards com uma performance exclusiva de Billie Eilish no Steve Jobs Theater, no Apple Park. O evento será transmitido ao vivo em todo o mundo amanhã (4/12), às 23h30 (pelo horário de Brasília), através do site da Apple (e provavelmente também via Apple TVs).

Eis o que a empresa diz sobre a novidade:

Os melhores e mais ousados músicos de 2019 merecem uma homenagem tão inovadora e criativa quanto eles: apresentamos a todos o Apple Music Award. Construído a partir das mesmas peças de silício moldadas à laser que alimentam os microprocessadores da Apple, esta premiação representa um agradecimento exclusivo aos artistas e suas criações, que geraram novas tendências e conquistaram o público o ano todo. Parabéns ao primeiro grupo de vencedores nas cinco categorias: a adolescente prodígio e seu indispensável colaborador que usaram a ansiedade como inspiração para o álbum se tornar um fenômeno global; uma estrela de rap e soul que redefiniu os termos e a imagem do estrelato pop; além do vídeo caseiro que se tornou uma sensação viral na internet e nada menos que um dos maiores singles de todos os tempos. Confira os primeiros vencedores do Apple Music Award, explore suas músicas e histórias e volte em 4 de dezembro às 23h30 (horário de Brasília) para uma apresentação ao vivo direto do Steve Jobs Theater, na Califórnia, com o nosso Artista do Ano.

A empresa informa que o acervo do Apple Music é composto hoje por mais de 60 milhões de faixas. [MacMagazine]

'Viúva Negra': veja o primeiro trailer do novo filme da Marvel

Com sinopse ainda não revelada, longa promete fazer uma viagem no passado na famosa espiã; estreia é em 1 de maio de 2020

Pôster promocional do filme ‘A Viúva Negra’ Foto: Disney Studios/ Marvel

O tão aguardado momento chegou: a gigante Marvel lançou na manhã desta terça-feira, 3, o primeiro trailer de Viúva Negra, novo filme do estúdio que promete inaugurar a fase quatro de seu universo cinematográfico. No vídeo, é possível ver Scarlett Johansson brilhando novamente no papel da agente Natasha Romanoff.

“Eu não tinha nada, até que arrumei este emprego e esta família. Mas nada dura para sempre”, diz Scarlett logo no começo do vídeo, em referência aos acontecimentos de Vingadores: Ultimato. Nos poucos mais de dois minutos do trailer, podemos ver a super espiã voltando para a casa e se reencontrando com a irmã, Yeleva Belova (Florence Pugh).

Quem faz uma rápida aparição é a Melina Vostokoff de Rachel Weisz e o cômico Alexei Shostakov (uma espécie de Capitão América soviético), que vivido por David Harbour, dá um breve respiro para o trailer mais obscuro e regado de ação. Alguns possíveis vilões também pintam na tela para dizer um ‘oi’.

Ainda sem sinopse oficial, a expectativa inicial é a de que o filme mostre o que aconteceu com Natasha após os acontecimentos de Capitão América – Guerra Civil. Um breve passeio pela sua infância, mostrando a espiã enquanto ainda era apenas uma jovem e inocente bailarina, é um dos momentos mais aguardados do novo longa.

Sobre o filme, Scarlett disse à Vanity Fair no começo de novembro deste ano, que sentia dificuldades em definir a narrativa do projeto:

“Ainda não tenho uma perspectiva total sobre isso. É um filme que fala sobre perdão próprio, mas que também fala sobre família. Na vida nós amadurecemos várias vezes e temos momentos em que estamos numa espécie de fase de transição. Acho que esse é o caso do filme solo da Viúva Negra, a personagem está vivendo um momento de crise, encarando a si mesma de várias formas e avaliando todas as características que a definem. Essa é a sua jornada”.

Veja o trailer logo abaixo:

Aos fãs, vale lembrar que vêm para a Comic Con São Paulo 2019 (CCXP), o produtor e chefe criativo da Marvel Kevin Feige. Ele vai participar de um painel no próximo sábado, 7. Além de Feige, estão confirmados nomes como o de Gal GadotRyan ReynoldsMargot Robbie, e o elenco das séries La Casa de Papel, da Netflix e de His Dark Materials, da HBO. Já pela saga Star Wars, vem Daisy RidleyJohn BoyegaJ.J. Abrams, entre outros membros da produção. Fique por dentro de tudo o que acontece na CCXP com a programação preparada pelo Estado.

Viúva Negra chega aos cinemas brasileiros em 1 de maio de 2020. A direção é de Cate Shortland com roteiro de Jac Schaeffer.

Devemos parar de admirar Paul Gauguin?

Numa época de sensibilidade extrema às questões de gênero, raça e colonialismo, exposição de obras do pintor impulsiona questionamentos
Farah Nayeri, The New York Times

‘Tehamana tem muitos pais’, retrato da amante menor de idade de Paul Foto: Instituto de Arte de Chicago

LONDRES – “Está na hora de pararmos de vez de olhar Gauguin?” Esta é a pergunta espantosa que os visitantes ouvem no guia áudio, circulando pela mostra Gauguin Portraits na National Gallery, em Londres. A mostra, que irá até 26 de janeiro, exibe autorretratos do pintor, retratos de amigos, de colegas artistas, dos filhos que ele teve e das jovens com as quais viveu no Taiti.

O retrato que se destaca na exposição é Tehamana tem muitos pais (1893), da amante adolescente de Gauguin, segurando um leque. O artista “manteve frequentemente relações sexuais com adolescentes, ‘casou’ com duas delas e teve filhos”, diz  o texto na parede. “Indubitavelmente, Gauguin explorou sua posição de ocidental privilegiado para aproveitar da liberdade sexual de que desfrutava”.

Nascido em Paris, Gauguin passou os primeiros anos de sua vida no Peru, antes de  regressar à França. Começou a pintar com pouco mais de 20 anos e viajou para Taiti de barco em 1891. Gauguin viveu grande parte dos 12 anos restantes de sua vida no Taiti e na ilha de Hiva Oa, na Polinésia francesa.

No universo dos museus, Gauguin é um sucesso de bilheteria. Entretanto, em uma época de extrema sensibilidade às questões de gênero, raça e colonialismo, os museus estão reavaliando o seu legado.

Há cerca de vinte anos, uma mostra sobre o mesmo tema “teria sido um grande negócio principalmente sobre a inovação formal”, disse Christopher Riopelle, um dos curadores da mostra da National Gallery. Agora, tudo deve ser revisto em um contexto muito mais pormenorizado”. “Não acho mais que seja suficiente dizer: ‘Bom, eles se comportavam assim naquela época’ ,” afirmou.

A mostra é uma co-produção com a National Gallery do Canadá em Ottawa, onde abriu no fim de maio. Dias antes da inauguração, a diretora do museu que havia sido nomeada pouco tempo antes, Sasha Suda decidiu editar alguns dos textos afixados ao lado dos quadros. Nove rótulos foram mudados para evitar  linguagens culturalmente insensíveis. Em outros lugares, o seu “relacionamento com uma jovem taitiana” mudou para “o seu relacionamento com uma menina taitiana de 13 ou 14 anos”.

A mostra deveria “ter tratado destas questões de uma maneira mais aberta e transparente que falasse ao público contemporâneo,”  indicou Suda em uma entrevista. Tratar dos “pontos cegos” da obra de artistas históricos “poderia tornar estes artistas mais relevantes”, acrescentou. Para outros profissionais dos museus, o reexame da vida de artistas do passado, da perspectiva do século 21, é arriscado.

“Eu posso ter horror e sentir asco pela pessoa, mas a obra é a obra”, explicou Vicente Todoli, diretor artístico da fundação de arte Pirelli HangarBicocca de Milão. “Uma vez que um artista cria algo, isto deixa de pertencer ao artista, passa a pertencer ao mundo”.

Entretanto, Ashley Remer, uma curadora da Nova Zelândia, que em 2009 fundou a girlmuseum.org, um museu online sobre a representação de meninas na história e na cultura, insistiu que, no caso de Gauguin, as ações do homem foram tão escandalosas que ofuscaram a obra. “Ele foi um pedófilo arrogante, superestimado, paternalista, chegando a ser tosco”, afirmou.

Mesmo para os seus admiradores, Gauguin é um convite ao questionamento. “Adoro seus quadros, mas acho que ele é um tanto estranho”, comentou Kehinde Wiley, pintor afro-americano que descreveu Gauguin como um dos seus ídolos, ao ser entrevistado em 2017 em um filme da National Gallery. “A maneira como ele pinta estes corpos negros do Pacífico transmite a sensação do seu desejo. Mas como mudar a narrativa? Como mudar a maneira de olhar?”.

Para garantir que o legado artístico de Gauguin não seja manchado por seus “casamentos” com adolescentes, estes relacionamentos deveriam permanecer cobertos nas exposições, segundo Line Clausen Pedersen, curadora dinamarquesa que organizou várias mostras de Gauguin. Em cada exposição, “retira-se outra camada da proteção da história de que ele de certo modo se aproveitou”, disse. “Talvez tenha chegado o momento de arrancar mais camadas do que antes”. E acrescentou: “O que resta dizer a respeito de Gauguin é que devemos retirar toda a sujeira”. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA