‘Bob Esponja’: Keanu Reeves aparece em novo filme; veja o trailer

Longa retratará Bob Esponja e Patrick em busca de seu Gary, seu caracol de estimação, que desapareceu

Keanu Reeves em cena do trailer de novo filme de Bob Esponja. Foto: Reprodução de cena de ‘The Spongebob Movie – Sponge On The Run’ (2019) / Columbia Pictures

trailer do novo filme de Bob EsponjaO Incrível Resgate, foi divulgado nesta quinta-feira, 14, e conta com uma participação do ator Keanu Reeves

Na história, Bob Esponja e seu amigo Patrick Estrela vão atrás do caracol de estimação do protagonista, Gary, que sumiu.

Keanu Reeves aparece por volta dos 58s do vídeo, e faz um trocadilho com a palavra “sage”, em inglês, que remete tanto à palavra “sábio” quanto ao ramo de folhas em que ele aparece.

Na versão dublada em português, o personagem diz: “Olá, Me chamem de Sábio. Sou feito de sabedoria e sou o sábio, por isso funciona muito bem”.

Assista ao trailer do novo filme de Bob Esponja – O Incrível Resgate abaixo:

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Novo filme ‘O Irlandês’ de Scorsese com Al Pacino e Robert De Niro fala sobre máfia e envelhecimento

Durante entrevista, os dois atores aproveitaram o reencontro para falar sobre trabalho, Oscar e de ‘O Irlandês’, nova produção original da Netflix
Dave Itzkoff, The New York Times

De longe, De Niro, Pacino e Scorsese até parecem um grupo de titãs, durante cena de ‘O Irlandês’ Foto: Netflix

LONDRES – Não há placa comemorativa do encontro, e nenhum de seus protagonistas sabe dizer exatamente a data em que ocorreu, mas foi em algum lugar da 14th Street, no East Village, de Manhattan, que, no final da década de 1960, dois atores novatos chamados Robert De Niro e Al Pacino se cruzaram pela primeira vez. Eles estavam começando, desfrutavam os primeiros sabores do trabalho e da visibilidade mais constantes e se conheciam por nome e reputação. Compararam seus currículos, mediram-se um pelo outro – Pacino ainda se lembra de achar que De Niro tinha “um visual incomum e uma certa energia” – e cada um foi embora para seu lado, imaginando o que o futuro reservava para si mesmo e para o homem que acabara de conhecer.

Meio século depois, os dois entraram em uma suíte de hotel de luxo no rio Tâmisa para falar sobre seu novo filme, O Irlandês, com essas incertezas há muito superadas. De Niro e Pacino conquistaram praticamente tudo o que um ator pode almejar. Foram muito além das aspirações mais exageradas que tinham quando jovens. Presentearam o cinema com alguns de seus personagens mais hipnotizantes e explosivos em clássicos como – vamos falar de uma vez – Taxi DriverScarfaceTouro Indomável e a série O Poderoso Chefão.

Nisso, suas trajetórias acabaram se entrelaçando de maneira inesperada. Eles não são apenas colegas e colaboradores ocasionais, mas amigos de verdade, que às vezes arranjam um tempo para pôr o papo em dia, vislumbrar possíveis projetos e tirar sarro um do outro.

“A gente se encontra, conversa, troca ideias”, explicou De Niro. “Mas não temos muita saudade. Só um pouco.” O mais surpreendente de tudo talvez seja que, no momento em que eles poderiam apenas se deitar sobre os louros da vitória – e já foram acusados disso –, Pacino, 79 anos, e De Niro, 76 anos, continuam se dedicando inteiramente ao ofício.

O Irlandês é dirigido por Martin Scorsese e coloca os dois atores juntos na tela pela terceira vez. O filme, um drama policial de amplo alcance e muita ambição, tem os olhos voltados para o passado e plena consciência de que, mais cedo ou mais tarde, tudo chega ao fim. Esse tema encontra forte ressonância tanto em Pacino, que interpreta Jimmy Hoffa, o irredutível presidente da International Brotherhood of Teamsters (uma liga de sindicatos dos Estados Unidos) quanto em De Niro, que é produtor do filme e dá vida a seu personagem-título, Frank Sheeran, um secretário do sindicato que tinha ligações com a máfia e reivindicou a autoria do assassinato de Hoffa.

Ambos os atores sabem muito bem da importância de seus legados, e em O Irlandês oferecem atuações vitais como sempre. Agora, se já não têm mais nada a provar para o público, encontram motivação no desejo de superar seus próprios feitos e de acompanhar o ritmo um do outro. Nas raras ocasiões em que trabalham lado a lado, disse Pacino, “isso diminui o peso, e aumenta a pressão”. Eles deixaram marcas tão profundas no imaginário popular que são precedidos por caricaturas – não totalmente infundadas – de si mesmos. Pacino, com os cabelos compridos presos em um rabo de cavalo, é o mais arrebatador da dupla, e De Niro, bem vestido, é o mais reticente. Quando lhe perguntaram como ele e Scorsese trouxeram Pacino para O Irlandês, De Niro respondeu: “Falei: ‘Marty, o que você acha do Al para fazer o Hoffa?’. E ele falou: ‘Sim, ótimo”. Mas eles também compartilham uma descontração de décadas e, quando estão juntos, gostam de mexer um com o outro. Riram muito da ideia de que Pacino teria que passar por testes para conseguir seu papel em O Irlandês. “É, eu perguntei se ele poderia ler algumas falas do roteiro”, disse De Niro sarcasticamente. Logo depois levantou a mão e encerrou essa audição imaginaria de maneira um tanto abrupta: “Ah, tudo bem, já está bom”. Pacino entrou na brincadeira e, com uma voz baixa e suave, descreveu como ele lidaria com a tarefa hipotética: “Olha, estou ensaiando faz tempo, não é o seu roteiro, é uma peça de Shakespeare, vou ler uns trechinhos para você”, disse ele. Os dois riram muito e, como sempre faz quando está se divertindo de verdade, De Niro semicerrou os olhos e abriu aquele famoso sorriso de orelha a orelha.

Eles já tinham se encontrado, de maneira fugaz, mas espetacular, em 1995, no drama policial Fogo contra Fogo, de Michael Mann, filme sobre um ladrão engenhoso (De Niro) e o obstinado investigador (Pacino) que o persegue. Treze anos se passaram antes que De Niro e Pacino se reencontrassem, em As Duas Faces da Lei, um drama policial genérico do qual nenhum dos dois se lembra com muito carinho. “Fizemos”, disse De Niro, com humildade. “Fizemos, sim.”

Os atores tiveram dificuldade de explicar por que o tema velhice, discutida no filme, os atraiu. Com alguma hesitação, De Niro disse que ele e Pacino tiveram de lidar com as questões existenciais que O Irlandês suscita. “Chegamos a um ponto em que estamos mais perto de ver…”, ele fez um gesto trêmulo com a mão, enquanto procurava as palavras certas. “Não quero dizer o fim, mas o horizonte”, disse De Niro. “O começo daquilo que está do outro lado.” Pacino disse que enxergou essas ideias com mais clareza depois do término das filmagens: o que quer que eles tenham demonstrado em suas atuações, disse ele, foi o resultado da direção de Scorsese e do longo processo de gestação do filme. “Ele acessou – é uma palavra nova que estou usando muito agora, mas eu gosto –, ele acessou algo que eu nem consigo identificar, que fiquei surpreso por sentir. O que é este ponto em que estamos agora? O que estamos fazendo?”

Seria mais fácil se eles admitissem que querem que seus filmes resistam à prova do tempo. “Claro que você pensa nisso”, disse De Niro. “Você faz coisas das quais gostaria que as pessoas se lembrassem de um jeito especial, mais que especial.” O Irlandês, que recebeu algumas das críticas mais entusiasmadas que Pacino, De Niro e Scorsese já mereceram, parece pertencer a essa categoria. 

(Tradução de Renato Prelorentzou)

CINEMA I Estreias: As Panteras, Ford vs. Ferrari, A Camareira, Dora e a Cidade Perdida, O Irlandês, Estaremos Sempre Juntos

‘As Panteras’, ‘O Irlandês’ e ‘Ford vs. Ferrari’ estão entre as 11 estreias da semana

O Irlandês
Direção: Martin Scorsese. Com: Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci e Jesse Plemons. 209 min. 16 anos.

Adam
Idem. Bélgica/França/Marrocos, 2019. Direção: Maryam Touzani. Com: Loubna Azabal, Nessrine Erradi e Daoua Belkhaouda. 98 min. 12 anos.
Uma viúva que cria sua filha vendendo pães e doces é surpreendida pela chegada de uma jovem grávida, que lhe pede abrigo. Suas condições humildes a levam a mudar seu estilo de vida para poder ajudar a forasteira. Representante do Marrocos no Oscar de filme internacional.

Azougue Nazaré
Brasil, 2018. Direção: Sadaf Foroughi. Com: Mestre Barachinha, Ananias de Caldas e Joana Gatis. 82 min. 14 anos.
No interior de Pernambuco, jovens travam batalhas musicais. Porém, um padre acha que o maracatu é algo do diabo e que deve ser abolido da cultura. Assim, as pessoas começam a desaparecer às vésperas do Carnaval. Exibido na 42ª Mostra Internacional de Cinema.

A Camareira
La Camarista. México, 2018. Direção: Lila Avilés. Com: Gabriela Cartol, Agustina Quinci e Teresa Sánchez. 102 min. 14 anos.
Uma camareira que sonha com uma vida melhor enfrenta a solidão de longos períodos de trabalho por meio de novas amizades e de fantasias sobre os pertences esquecidos pelos hóspedes do hotel. Representante mexicano na disputa pelo Oscar de filme internacional.

​Diz a Ela Que Me Viu Chorar
Brasil, 2019. Direção: Maíra Bühler. 83 min. 16 anos.
O documentário mostra um grupo de usuários de crack confinados em um antigo prédio paulistano, tentando se desintoxicar e reconstruir suas vidas. Exibido na 43ª Mostra Internacional de Cinema.

Dora e a Cidade Perdida
Dora and the Lost City of Gold. Austrália/México/EUA, 2019. Direção: James Bobin. Com: Isabela Moner, Eugenio Derbez e Madeleine Madden. 103 min. 10 anos.
Na adaptação da animação infantil “Dora, a Aventureira”, uma adolescente exploradora precisa resgatar seus pais, que desapareceram enquanto tentavam encontrar uma antiga civilização perdida.

Estaremos Sempre Juntos
Nous Finirons Ensemble. França/Bélgica, 2019. Direção: Guillaume Canet.Com: François Cluzet, Marion Cotillard e Gilles Lellouche. 135 min. 12 anos.
Vivendo uma crise de meia-idade, um homem resolve passar o seu aniversário apenas com a mulher em sua casa de praia. Mas uma festa-surpresa que ela preparava instaura o caos naquele que deveria ser um fim de semana tranquilo.

Ford vs. Ferrari
Ford v Ferrari. EUA/França, 2019. Direção: James Mangold. Com: Christian Bale, Matt Damon, Caitriona Balfe e Josh Lucas. 152 min. 12 anos.
Na década de 1960, determinada a entrar no ramo das corridas automobilísticas, a construtora Ford traz um engenheiro experiente e um piloto audacioso para tentar desbancar a multicampeã Ferrari na prova das 24 Horas de Le Mans.

Invasão ao Serviço Secreto
Angel Has Fallen. EUA, 2019. Direção: Ric Roman Waugh. Com: Gerard Butler, Morgan Freeman e Piper Perabo. 120 min. 14 anos.
Um agente secreto de alta patente é acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, de quem esteve encarregado de proteger durante anos. Determinado a provar sua inocência, ele precisa fugir do FBI e investigar o real culpado pelo crime simultaneamente.

O Irlandês
Direção: Martin Scorsese. Com: Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci e Jesse Plemons. 209 min. 16 anos.
Narrado do ponto de vista de um ex-assassino profissional, o filme recria o desaparecimento do lendário líder sindical Jimmy Hoffa e mostra sua associação com importantes nomes da política dos Estados Unidos. Produção da Netflix que ganha exibição nos cinemas. Do mesmo diretor de “Os Infiltrados” (2006).

As Panteras
Charlie’s Angels. EUA, 2019. Direção: Elizabeth Banks. Com: Naomi Scott, Kristen Stewart, Elizabeth Banks, Ella Balinska e Patrick Stewart. 118 min. 14 anos.
Duas espiãs de elite e uma cientista se unem para encontra um executivo que roubou uma nova fonte de energia, que pode ser usada como uma arma mortal. Adaptação da série de televisão homônima.

Os Parças 2
Brasil, 2019. Direção: Cris d’Amato. Com: Tom Cavalcante, Whindersson Nunes e Tirullipa. 97 min. 12 anos.
Tentando juntar dinheiro para mandar um amigo que corre perigo para fora do país, três malandros passam a reformar e gerenciar uma decadente colônia de férias. Quando parecem estar no caminho certo, eles são descobertos pelo mafioso que os ameaça.

Acusação de estupro contra Polanski atinge estreia de seu filme J’accuse na França

Grupo de feministas protestaram nesta quarta-feira, 13, contra o lançamento do longa; no Twitter, internautas convocaram um boicote ao diretor
Christophe Archambault/ AFP, Agências

Roman Polanski
Feministas protestam contra Polanski durante a estreia do filme ‘J’accuse’ em Paris, na França Foto: Christophe Archambault/ AFP

A estreia do último filme de Roman Polanski na França, nesta quarta-feira, 13, foi marcada por protestos, devido a uma nova acusação de estupro contra o diretor, que abalou o apoio de que desfruta na indústria francesa do cinema.

A promoção de J’accuse, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza, foi alterada e seus protagonistas Jean Dujardin e Emmanuelle Seigner, esposa de Polanski, tiveram de cancelar as costumeiras entrevistas de promoção.

Várias feministas bloquearam na última terça-feira, 12, a pré-estreia do filme em um cinema parisiense, aos gritos de ‘estuprador Polanski’, enquanto no Twitter circulava um apelo ao boicote da obra.

O cineasta franco-polonês de 86 anos foi acusado na sexta-feira passada, 8, por uma francesa, Valentine Monnier, de tê-la estuprado depois de espancá-la em 1975, na Suíça, quando ela estava com 18 anos, segundo testemunho publicado no jornal Le Parisien. Por meio de seu advogado, Polanski negou essas acusações e disse que estuda uma ‘ação legal’.

O diretor é considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos, onde, em 1977, foi acusado de estuprar uma menor de 13 anos. Outras mulheres alegaram terem sido abusadas sexualmente por ele nos últimos anos.

Perseguição

Denunciando o “séquito incondicional de intelectuais e artistas” que continuam a apoiar o diretor, Valentine disse que decidiu tornar público seu testemunho para contrariar comparações entre o cineasta e seu último filme.

J’accuse conta o erro judicial histórico de que o militar judeu Alfred Dreyfus foi vítima no final do século XIX, na França, por razões antissemitas. “Estou familiarizado com muitas das performances do aparato de perseguição exibido no filme”, disse o diretor, que afirma ter sido injustamente criticado durante anos pela opinião pública.

Um protesto popular o forçou em 2017 a recusar o convite para presidir o Prêmio César, o Oscar do cinema francês. Já a senadora socialista e ex-ministra Laurence Rossignol disse nesta quarta-feira que não irá assistir ao filme. “É um filme que não vou ver, porque não se pode premiar Polanski com isso. Não se pode virar a página”, afirmou, ao convocar o boicote.

Eu abuso

No Twitter, alguns internautas compartilharam a hashtag #BoicotePolanski, enquanto circulavam outras modificando o título do filme, como Eu abuso. Outros apoiaram o diretor, de família judia. “É muito sério agredi-lo neste momento, quando há um aumento do antissemitismo na Europa“, disse a diretora Nadine Trintignant.

Na pré-estreia oficial de terça-feira na Champs-Élysées, em Paris, à qual Polanski compareceu, muitos dos convidados disseram ‘diferenciar o homem do cineasta’. “Venho ver o trabalho do diretor. Não sei se do que é acusado é verdadeiro, ou não”, disse à AFP uma das espectadoras, Seny Carette.

Mas o escândalo levou a Sociedade Civil de Autores, Produtores e Produtores (ARP), da qual Polanski faz parte, a anunciar que estudará medidas contra membros que foram julgados por agressão sexual. “A seriedade do momento força nosso conselho de administração a se expressar”, declarou o ARP.

A decisão da ARP também veio depois da primeira vez em que uma conhecida atriz francesa, Adèle Haenel, denunciou na semana passada ter sido vítima de um ataque sexual na indústria. Ela acusou o diretor Christophe Ruggia de “assédio permanente”, quando ela era adolescente.

‘Scooby! O Filme’ divulga primeiro trailer dublado

Animação do Scooby-Doo, com o mesmo diretor de ‘Space Jam’, chega em 2020; esse é o primeiro longa animado do personagem nos cinemas

Cena de ‘Scooby! O Filme’, que teve primeiro trailer dublado divulgado Foto: Warner Bros.

Scooby-Doo e seus amigos voltam ao cinema com a animação SCOOBY! O Filme, com estreia prevista para 14 de maio de 2020, e que ganhou seu primeiro trailer dublado nesta terça-feira, 12.

O novo vídeo traz um pouco da origem da equipe de heróis e também cenas dos personagens já adultos.

O elenco de dublagem nacional conta com três netos do ator Orlando Drummond, a voz clássica de Scooby-Doo: Alexandre Drummond, como o Jovem Scooby-Doo; Felipe Drummond, como Fred; e Dudu Drummond, como Jovem Fred. Além deles, completam o elenco: Reginaldo Primo (Scooby), Mckeidy Lisita (Salsicha), Flavia Saddy (Dafne) e Fernanda Barone (Velma), as vozes originais dos desenhos animados recentes, e Victor Hugo (Jovem Salsicha).

O primeiro longa animado de uma aventura do Scooby-Doo para as telonas é uma história inédita da origem do Scooby e o maior mistério na carreira da Mistério S/A.

SCOOBY! O Filme revela como os amigos de longa data, Scooby e Salsicha, se encontram pela primeira vez e como se juntaram aos pequenos detetives Fred, Velma e Daphne para formar a famosa Mistério S/A.

Agora, com centenas de casos resolvidos e aventuras compartilhadas, Scooby e seus companheiros encaram o mais desafiador mistério: uma trama que libera o fantasma do cão Cerberus sob o mundo.

O elenco de dubladores da versão original de SCOOBY! O Filme é estrelado por Kiersey Clemons, Zac Efron , Will Forte, Jason Isaacs, Ken Jeong, Tracy Morgan, Gina Rodriguez, Amanda Seyfried, o duas vezes nomeado ao Oscar Mark Wahlberg, e Frank Welker.

SCOOBY! O Filme é dirigido por Tony Cervone, indicado ao prêmio Annie pelo filme Space Jam: O Jogo do Século. O filme será distribuído Warner Bros. Pictures.

Grace Kelly, os 90 anos de um mito do cinema

Ícone da moda e dos filmes é lembrada por seu nascimento em 1929; veja galeria com fotos
Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

Furacão. Grace Kelly teve carreira curta em Hollywood, mas foi indicada para os maiores prêmios. Foto: FOTO ERWIN BLUMENFELD

No começo dos anos 1960, Alfred Hitchcock até tentou trazê-la de volta para o cinema. A burocracia palaciana vetou a ideia veementemente. Era fora de questão que sua alteza real, a princesa de Mônaco, pudesse estrelar um filme. O cinema era passado na vida de Grace Kelly. E ainda havia a questão do próprio filme, porque o papel que o mestre do suspense lhe propunha era o de Marnie, a ladra que compensava sua frigidez sexual – e de um trauma passado – roubando. Impossível. Grace nunca mais voltou ao cinema, mas interpretou, na vida, seu maior papel. Foi a tese de Olivier Dayan na cinebiografia que lhe dedicou. Grace, interpretada por Nicole Kidman, tem de interpretar o próprio papel como princesa sereníssima para evitar uma crise com a França, sob o general De Gaulle.

Grace Kelly! Ela nasceu em 12 de novembro de 1929 na Filadélfia – há 90 anos. Morreu em 14 de setembro de 1982, há 37 anos. Grace Patricia nasceu numa família rica e influente da Pensilvânia. O pai – esportista – recebera três medalhas de ouro na Olimpíada. Fez fortunas como construtor. A filha estudou nos melhores colégios e venceu o obstáculo familiar, quando resolveu tornar-se atriz. O irmão do pai era ator de vaudeville e chegou a fazer alguns filmes na Metro e na Paramount, onde ela reinaria. Interpretar não chegava a ser estranho naquele meio, mas não era o que John, seu pai, queria para a filha. Estudou arte dramática em Nova York e estreou na Broadway com uma peça de Strindberg, Father/Pai. Foi parar na TV, interpretando teleplays. O prestigiado diretor Henry Hathaway a notou e lhe ofereceu um papel em Horas Intermináveis, seu thriller de 1951. Uma coisa levando à outra, foi contratada para ser a esposa mórmon do xerife Will Kane/Gary Cooper num western que se tornou clássico, Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann, de 1952. Na época, a personagem provocou controvérsia – pacifista, pega em armas em defesa do marido, e mata.

Grace Kelly
Tensão. Grace Kelly em ação em ‘Disque M Para Matar’ Foto: WARNER BROTHERS ENTERTAINMENT

Conta a lenda que Alfred Hitchcock assistiu a Matar ou Morrer e, mesmo considerando a atuação de Grace “mousy” (tímida), percebeu que havia nela alguma coisa. Contratou-a, a tomou sob sua proteção e a primeira coisa que fez foi remodelá-la. Como? Nos anos 1940, Hitchcock já elegera a sueca Ingrid Bergman, que fazia carreira em Hollywood. Em Grace, ele descobriu a mesma qualidade que vislumbrara em Bergman – ambas eram loiras frias, mulheres que, sob uma aparência glacial, podiam encarnar torrentes de emoção e sensualidade. Ao longo de dois anos e três filmes, entre 1954 e 55, o que o mestre fez foi oferecer a Grace papéis cada vez melhores – Disque M para MatarJanela Indiscreta e Ladrão de Casaca. A essa altura, já filmara Mogambo na África, com direção de John Ford. Ainda em 1954, após o dois primeiros filmes com Hitchcock, estrelou Amar É Sofrer, como a filha de um alcoólatra. Ganhou o Oscar, mas até hoje tem gente que reclama de sua interpretação um tanto apática. E chegou Ladrão de Casaca, em que Hitchcock resolveu filmar a história do ladrão aposentado que volta à ativa para descobrir quem está usando seus antigos métodos para roubar em locações na Côte d’Azur.

Grace Kelly
Coragem. Em ‘Janela Indiscreta’, Grace enfrenta assassino Foto: UNIVERSAL PICTURES

Ganha ajuda de uma socialite, Grace. Ambos se envolvem, e na cena-chave trocam um longuíssimo beijo, enquanto espocam no céu fogos de artifício. Mesmo em 1955, com toda censura, todo mundo entendeu que se tratava de um orgasmo. Durante a filmagem, ao visitar o Festival de Cannes, Grace conheceu o príncipe Rainier III. Casaram-se, no que na época foi considerado o conto de fadas perfeito. A princesa de Hollywood virou princesa de verdade. A partir daí, acabou o cinema. Dedicou-se à família, aos três filhos e ao trabalho humanitário com crianças carentes e jovens aspirantes à carreira artística. Em sua curta trajetória, havia sido nomeada para (e até vencido) alguns dos mais importantes prêmios da indústria cinematográfica mundial. Duas nomeações para o Oscar; três para o Globo de Ouro; duas para o Bafta Awards; uma para o NBR Award; uma para o YFCC Award e ainda uma para o Bambi Awards.

Grace Kelly
Sonho. Estrela vira princesa no casamento com Rainier II Foto: ARCHIVES DU PALAIS PRINCIER-MONACO – 15/4/1956

Virou ícone de elegância. Além de Hitchcock, outro diretor, Herbert Ross, tentou cooptá-la para fazer Momento de Decisão, que Anne Bancroft e Shirley MacLaine terminaram interpretando em 1997. Morreu num acidente de carro, aos 52 anos.

Essa vida tão perfeita, e a morte precoce, sempre alimentaram a fantasia do público. Surgiram especulações de que Hitchcock não tirara do nada sua ideia de uma Grace capaz de se transformar em vulcão erótico. Ela teria feito furor nos bastidores de Hollywood.

Contam-se histórias de romances tórridos com colegas de elenco. Teria sido uma devoradora. Não importa. O que permanece é o mito. Grace Kelly é considerada uma das grandes lendas do cinema de Hollywood – na verdade, segundo votação do American Film Institute, a 13.ª. O notório Andy Warhol dedicou-lhe um retrato em serigrafia, edição limitada, e outro luminar da pop art, James Gill, também fez seu retrato – Grace Kelly in Sun. Mas o que a imortaliza é o cinema, e são os filmes de Hitchcock. A tesoura de Disque M, os fogos de artifício de Ladrão de Casaca e, acima de tudo, a cena em que James Stewart, imobilizado, a envia para enfrentar o assassino de Janela Indiscreta. Grace faz parte das emoções de todo cinéfilo que se preze. Só para constar, o Telecine Cult apresenta nesta terça Matar ou Morrer, às 20h25, e Ladrão de Casaca, às 22h.