‘Um de vocês é um diabo’

Livro-reportagem reconstitui o histórico surto de feitiçaria em Salem, em 1692
Luciano Trigo

‘As bruxas’ — Foto: Divulgação

O ano de 1692 ficou marcado, na História norte-americana, como aquele em que se promoveu, literalmente, a mais terrível caça às bruxas. O episódio do surto de feitiçaria em Salem, aldeia puritana na baía de Massachussets, na Nova Inglaterra, com pouco mais de mil habitantes, já rendeu diversas obras, destacando-se o clássico romance de Nathaniel Hawtorne “A casa das sete torres” (1851) e a peça teatral de Arthur Miller “The Crucible” (1953), mas não se tinha notícia de uma reconstituição rigorosa do que realmente aconteceu. O desafio foi enfrentado pela historiadora Stacy Schiff, autora do best-seller “Cleópatra” e vencedora do Prêmio Pulitzer, em “As bruxas – Intriga, traição e histeria em Salem” (Zahar, 324 pgs. R$ 89,90).

A primeira manifestação de bruxaria aconteceu em janeiro daquele ano, com duas meninas enfeitiçadas rosnando e dando gritos horrendos. Após um bizarro processo judicial, o primeiro enforcamento se deu em junho. Até setembro, de um total de 400 acusados, com idade que variava dos 5 aos 80 anos, foram enforcadas 14 mulheres, cinco homens e até mesmo dois cachorros – todos acusados de pacto com o demônio. Vale lembrar que, no código legal fixado pelos colonos puritanos, a bruxaria aparecia como crime capital mais grave que o assassinato.

Mas a história não terminou aí: diante dos sinais de que as sentenças se basearam em testemunhos mentirosos e confissões obtidas na base da ameaça e coerção, os juízes e toda a comunidade sobrevivente de Salem tiveram que conviver com a culpa pelo resto de suas vidas. O silêncio envergonhado que se seguiu ao episódio deixou claro que o objetivo dos julgamentos não tinha sido investigar a verdade das acusações, mas estabelecer a culpa dos suspeitos. O processo de superação dessa “suja mancha na nossa História” foi longo: as primeiras vítimas das execuções foram inocentadas e reabilitadas judicialmente em 1710; as últimas, somente em 2001.

Leia aqui um trecho de “As bruxas – Intriga, traição e histeria em Salem”.

Stacy Schift fez algumas opções curiosas na reconstituição do caso. Em vez de condenar, com os olhos do presente, o surto de irracionalidade que tomou conta da aldeia, ela tenta fazer o registro dos acontecimentos tais como eram percebidos com os olhos da época – quando não se duvidava da realidade da bruxaria, como não se duvidava da verdade da Bíblia. É uma estratégia narrativa eficiente, pois mergulha o leitor no cotidiano de terror e medo em que viviam os colonos: era um mundo no qual um pastor podia gritar para seus paroquianos “Um de vocês é o diabo!”, e no qual, basicamente, só havia três opções: acusar, confessar ou ser acusado e preso, possivelmente enforcado.

“As bruxas” ganha, assim, contornos de um suspense forense, de um thriller psicológico opressivo. Somente nas páginas finais do livro a autora intervém como intérprete dos acontecimentos, analisando as diferentes teorias já formuladas para explicar o fenômeno de Salem: “tensões geracionais sexuais, econômicas, eclesiásticas e de classe; hostilidades regionais importadas da Inglaterra; envenenamento alimentar; histeria adolescente; fraude, impostos, conspiração; trauma de ataques indígenas”.

Felizmente, Stacy evita a armadilha de tratar o tema como metáfora lacradora para acontecimentos do presente: não se vê, por exemplo, nenhuma referência a Donald Trump nem ao retrocesso a tempos sombrios no qual supostamente vivemos, nem a obscurantismo religioso que, na cabeça de alguns, está mandando pessoas para a forca. Se existe alguma atualidade no tema de “As Bruxas”, ela não reside em qualquer imagem de opressão e resistência (como na alusão ao macarthismo, na peça de Arthur Miller), mas no perigo da convicção absoluta de estar do lado do bem.

Essa convicção leva pessoas normais a se aliarem na perseguição e no esfolamento de inocentes, com vizinhos acusando vizinhos, maridos acusando esposas, filhos acusando pais. A atmosfera crescentemente claustrofóbica em Salem gerou um denuncismo desvairado e um surto coletivo que seguramente guardam paralelo com o que acontece em certos meios, no Brasil de hoje. No final das contas, a mensagem que fica é que, venha de onde venha, é preciso evitar a histeria de massa, porque, uma vez instalada, é difícil escapar dela.

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Jason Momoa faz a barba pela primeira vez em sete anos

O objetivo da ação do ator de ‘Game of Thrones’ e ‘Aquaman’ foi divulgar uma campanha contra poluição

O ator Jason Momoa, antes e depois de fazer a barba. Foto: REUTERS/Lucas Jackson / YouTube/JasonMomoa

Jason Momoa não está na última temporada de Game of Thrones, mas aproveitou o clima de despedidas para dar adeus à sua barba, que não fazia desde 2012. No vídeo, o ator que deu vida ao personagem Khal Drogo promove o uso de alumínios recicláveis como alternativa ao plástico.

“Adeus Drogo, Aquaman, Declan, Baba! Estou raspando essa fera, é hora de mudar. Uma mudança para o melhor… Para os meus filhos, seus filhos, para o mundo. Vamos fazer uma mudança positiva para a saúde do nosso planeta. Vamos limpar nossos oceanos e nossas terras. Junte-se a mim nessa jornada. Vamos mudar para um alumínio reciclável. Água em latas, não em plástico”, diz a descrição do vídeo, publicado no canal do YouTube de Momoa.

Nas imagens, o ator está no meio do deserto e usa um barbeador elétrico para tirar a barba que deixou por sete anos. Um outro homem junta-se a ele e também adere ao novo visual.

A campanha tem o objetivo de difundir o uso de alumínios recicláveis, principalmente para água, para reduzir a produção de garrafas plásticas. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o tempo de decomposição da garrafa plástica é de 400 anos.

Mya-Lecia Naylor, atriz de ‘A Viagem’ e ‘Almost Never’, morre aos 16 anos

A causa da morte ainda não foi revelada. Segundo a agência A&J Management, que gerenciava a carreira dela, a atriz morreu após desmaiar subitamente.

Mya-Lecia Naylor (Foto: Reprodução/Instagram)

A atriz britânica Mya-Lecia Naylor morreu aos 16 anos no último dia 7. A informação só foi divulgada nesta quarta (17).

A causa da morte ainda não foi revelada. Segundo a agência A&J Management, que gerenciava a carreira dela, a atriz morreu após desmaiar subitamente.

Em pronunciamento, agência lamentou. “É com o mais profundo pesar que temos que anunciar que no domingo, 7 de abril, Mya-Lecia Naylor, infelizmente, morreu. Mya-Lecia foi muito talentosa e uma grande parte da A & J, vamos sentir muita falta dela. Nosso amor e pensamento estão com toda sua família e amigos neste momento difícil.”

Mya-Lecia Naylor participou de duas séries infantis da BBC: “Almost never”, sobre uma boyband rival de um girlband; e “Millie Inbetween”, sobre duas irmãs que enfrentam o divórcio dos pais.

A atriz também participou do filme “A Viagem” (2012), ao lado de Tom Hanks, Halle Berry e Hugh Grant; “Code Red” e “Index Zero”.

Além de ser atriz, Mya era youtuber de moda e beleza.

Mya-Lecia Naylor e Tom Hanks em cena do filme A Viagem (2012) (Foto: Jay Maidment)
Mya-Lecia Naylor e Tom Hanks em cena do filme A Viagem (2012) (Foto: Jay Maidment)
Mya-Lecia Naylor (2ª da esq. pra dir.) também atuou na série Almost Never (Foto: Divulgação)
Mya-Lecia Naylor (2ª da esq. pra dir.) também atuou na série Almost Never (Foto: Divulgação)
Mya-Lecia Naylor e a avó Geraldine Beggs (Foto: Reprodução/Facebook)
Mya-Lecia Naylor e a avó Geraldine Beggs (Foto: Reprodução/Facebook)

CINEMA I Estreias: A Maldição da Chorona, Amor Até as Cinzas, O Anjo, Vidas Duplas, O Mau Exemplo de Cameron Post, Cópias – De Volta à Vida

‘A Maldição da Chorona’ e cinco filmes exibidos na 42ª Mostra estão entre as estreias da semana.

O Mau Exemplo de Cameron Post. EUA, 2018. Direção: Desiree Akhavan. Com: Chloë Grace Moretz, Sasha Lane e John Gallagher Jr.

Amor Até as Cinzas
Jiang Hu Hr Nü. China/França/Japão, 2018. Direção: Jia Zhang-ke. Com: Zhao Tao, Liao Fan e Xu Zheng. 137 min. 12 anos.
Dirigido pelo chinês Jia Zhang-ke e exibido em Cannes, o drama acompanha uma mulher que, após se envolver com um mafioso e disparar um tiro para salvá-lo de uma briga, vai presa. Depois de cumprir pena de cinco anos, ela procura o companheiro para reconstruir sua história de amor.

O Anjo
El Ángel. Argentina/Espanha, 2018. Direção: Luis Ortega. Com: Lorenzo Ferro, Chino Darin e Mercedes Morán. 119 min. 16 anos.
Baseado na história do serial killer argentino Carlos Eduardo Robledo Puch, o filme de Luis Ortega mostra como um adolescente com jeito ingênuo se transformou em criminoso, com a ajuda de um colega de escola —interpretado pelo filho do astro Ricardo Darín, Chino Darín. Também foi exibido em Cannes, onde foi considerado  para o Queer Palm, prêmio para filmes com temática LGBT.

Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos
Brasil/Portugal, 2018. Direção: Renée Nader Messora e João Salaviza. Com: Henrique Ihjãc Krahô e Raene Kôtô Krahô. 113 min. 10 anos.
Os diretores Renée Nader Messora e João Salaviza estudaram os índios craôs para narrar a história de um jovem que não quer se tornar xamã de sua tribo. Ele então foge para a cidade, onde é confrontado pela realidade de um Brasil contemporâneo avesso às causas indígenas. Venceu o prêmio do júri na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes.
S

Cópias – De Volta à Vida
Replicas. Reino Unido/China/Porto Rico/EUA, 2018. Direção: Jeffrey Nachmanoff. Com: Keanu Reeves, Alice Eve e Thomas Middleditch. 110 min. 12 anos.
Neurocientista que desenvolve estudo sobre clones humanos decide usar sua pesquisa para trazer sua família, morta em um acidente de trânsito, de volta à vida.

O Gênio e o Louco
The Professor and the Madman. Irlanda, 2019. Direção: Farhad Safinia. Com: Mel Gibson, Sean Penn e Natalie Dormer. 124 min. 14 anos.
Narra a história dos responsáveis por criar o primeiro dicionário da língua inglesa, no século 19. De um lado, o filólogo escocês James Murray, de outro, o cirurgião W.C. Minor, que era prisioneiro em um hospital psiquiátrico. Baseado no livro “O Professor e o Louco”, de Simon Winchester.

Jesus de Nazaré – O Filho de Deus
Jesús de Nazareth. Espanha, 2019. Direção: Rafa Lara. Com: Julián Gil, Gaby Espino e Sérgio Marone. 120 min. 14 anos.
O longa conta a história de Jesus Cristo, desde seu batismo no rio Jordão até a ressurreição, destacando as provações que enfrentou na via sacra.

A Maldição da Chorona
The Curse of La Llorona. EUA, 2019. Direção: Michael Chaves. Com: Linda Cardellini, Raymond Cruz e Patricia Velasquez. 93 min. 14 anos.
Enquanto investiga uma mãe acusada de negligência, assistente social é vítima de uma maldição que coloca seus filhos em perigo. Logo, a família passa a ser assombrada pelo espírito de uma mulher que, séculos atrás, matou suas próprias crianças. Baseado na lenda mexicana La Llorona.
S

Márcia Haydée – Uma Vida pela Dança
Brasil, 2018. Direção: Daniela Kallman. 90 min. Livre.
O documentário acompanha a jornada da fluminense Márcia Haydée, desde sua ida à Europa em busca do sonho de ser bailarina até seu retorno aos palcos após a aposentadoria, já com 62 anos.

O Mau Exemplo de Cameron Post
The Miseducation of Cameron Post. EUA, 2018. Direção: Desiree Akhavan. Com: Chloë Grace Moretz, Sasha Lane e John Gallagher Jr. 91 min. 16 anos.
Depois da controvérsia gerada pelo não lançamento do filme “Boy Erased: Uma Verdade Anulada” nos cinemas brasileiros, outro longa sobre terapias de conversão para homossexuais chega às telonas por aqui. Adaptação do livro homônimo, tem Chloë Grace Moretz vivendo uma adolescente lésbica que é enviada a um campo de cura gay nos anos 1990.

Vidas Duplas
O diretor Olivier Assayas se junta a Juliette Binoche mais uma vez neste longa, sobre um editor que não quer publicar o livro de um autor que é seu amigo. Em meio ao drama, discutem tecnologia, envelhecimento, relacionamentos e as mudanças na indústria editorial.

Sophie Turner se abre sobre depressão: ‘o mais difícil é sair da cama’

Atriz de ‘Game of Thrones’ falou sobre saúde mental em entrevista a podcast ‘Phil in the Blanks’

Sophie Turner é Sansa Stark na série ‘Game of Thrones‘, da HBO (HBO/Divulgação)

A atriz britânica Sophie Turner, que interpreta Sansa Stark na série Game of Thrones, revelou sua luta contra a depressão durante uma entrevista com o psicólogo e apresentador Phil McGraw, no podcast Phil in the Blanks, que foi ao ar na última terça-feira 16.

Turner conversou durante cerca de uma hora sobre sua adolescência e seu trabalho na série da HBO e contou que, durante os últimos cinco ou seis anos, tem lidado com a doença. “O mais difícil é sair da cama, sair da casa”, disse a atriz, antes de completar: “E aprender a amar a si mesma, esse é o maior desafio”.

Game of Thrones foi o primeiro trabalho de Turner na televisão e, nos primeiros anos, a atriz descreve a experiência como “incrível”, algo pelo qual ela mal podia acreditar estar sendo paga. Eventualmente, porém, os pensamentos negativos começaram a se sobrepor aos positivos: “As coisas começaram a ir ladeira abaixo quando entrei no auge da puberdade, lá pelos 17 anos. Foi quando meu metabolismo começou a ficar mais lento e comecei a ganhar peso, e me tornar alvo da fiscalização das redes sociais… Foi aí que a depressão me atingiu”, desabafa.

Apesar disso, a atriz diz não achar que os comentários maldosos na internet foram a principal causa para o problema, mas sim um forte agravante, já que, nesse período, ela se tornou muito consciente da própria aparência. “Eu ficava preocupada com os ângulos da câmera, com meu rosto, meu nariz grande – que todo mundo adorava dizer que eu tinha – e isso simplesmente me afetava.”

A atriz também falou sobre sua amizade com a colega de elenco Maisie Williams, que interpreta sua irmã, Arya, na série, e a quem recentemente convidou para ser sua madrinha de casamento (com o músico Joe Jonas). Segundo ela, Williams também passava pelas mesmas dificuldades e, juntas, elas acabaram se isolando do restante da equipe de forma “destrutiva”. “Por uns dois anos nós não socializamos com ninguém, além de nós mesmas”, admitiu.

Jonas, por outro lado, parece ter sido uma peça-chave para sua recuperação: “Quando alguém diz todos os dias que a ama, você começa a pensar nos motivos que ela tem e isso faz com que você ame a si mesma um pouco mais”.

Ao final, Turner concluiu a entrevista revelando um desejo curioso: o de se juntar à academia de polícia. “Sou fascinada por crimes e por psicologia. Quero entender por que as pessoas fazem o que fazem e como você pode manipular suas palavras e o ritmo de sua fala para fazer alguém confessar – isso me interessa muito”. Um trabalho, por esse ponto de vista, não tão diferente do que ela já faz como atriz.

Depois de Game of Thrones, que chega ao fim no dia 19 de maio, Turner estará nos cinemas em junho como a heroína Jean Grey no longa X-Men – Fênix Negra.

‘Homecoming’: Beyoncé lança álbum com músicas do documentário

Blue Ivy, filha de sete anos da artista, canta uma das faixas

Documentário ‘Homecoming’ traz detalhes sobre a apresentação de Beyoncé no Coachella 2018

Ao longo de duas horas e 17 minutos de documentário, os fãs de Beyoncé podem ficar por dentro de parte da vida da cantora e diversos detalhes da sua performance no Coachella em 2018. A estreia, que ocorreu nesta quarta-feira, 17, na Netflix, ainda contou com mais uma surpresa. Além do documentário Homecoming, Beyoncé também liberou um álbum nas plataformas de streaming com as músicas apresentadas no show.

Homecoming: The Live Album reúne 40 faixas apresentadas ao vivo por Beyoncé no festival Coachella em abril de 2018, há exatamente um ano. Sucessos como FormationCrazy in Love e Single Ladies são parte do recheado repertório da cantora.

Em uma das faixas, a primogênita Blue Ivy, de apenas sete anos, canta o poema Lift Every Voice and Sing, de James Weldon Johnson, considerado um hino nacional negro. “Eu quero fazer isso de novo”, diz Blue ao terminar de cantar, após receber palmas e elogios da mãe.

Na performance do Coachella, a artista homenageou faculdades e universidades historicamente negras dos Estados Unidos. Integrantes da banda, coral e balé, inclusive, são ex-alunos dessas universidades. 

Filmado ao longo de oito meses, o documentário acompanha a artista quando ela retorna ao palco depois do nascimento de seus filhos gêmeos, evidenciando a preparação feita para a performance. Foram quatro meses de ensaios com a banda, seguidos de quatro meses de ensaios de dança com mais de 150 músicos, dançarinos e outros profissionais, todos escolhidos pela própria Beyoncé.

Clique aqui e saiba onde ouvir o novo álbum de Beyoncé.

Lena Headey não concordou com sexo do episódio de estreia da 8ª temporada de ‘GOT’

Cena marca acontecimento importante do episódio

Cersei (Lena Headey) na oitava temporada de ‘Game of Thrones’ /Divulgação

Contém spoilers

No fim da sétima temporada de “Game of Thrones” (HBO), o pirata e mau-caráter Euron Greyjoy ( Johan Philip Asbæk) está louco pela rainha Cersei (Lena Headey) e parte em busca de um grande exército para conquistá-la. 

Logo no primeiro episódio desta nova temporada, ele volta com um exército –que não é bem o que ela esperava. No entanto, ele a pressiona para ter uma noite com a rainha, como ela havia prometido.

Para Lena, isso não é o que Cersei faria e ela relutou em gravar a cena, segundo entrevista publicada na Entertainment Weekly. 

“Eu fiquei dizendo: ‘Ela não faria isso, ela não faria isso, ela continuaria lutando, mas os produtores [David Benioff e Dan Weiss] com certeza sabem o que eles estão fazendo e foram inflexíveis sobre Cersei fazer o que ela tinha que fazer”, afirmou a atriz. 

O ator Philip Asbaek disse que a cena rendeu uma longa discussão na equipe. “Seria fora do caráter dela estar com Greyjoy no poder? Nós discutimos isso tanto que quase acabamos achando que talvez fosse demais fazer a cena”, afirmou Asbaek.

No fim, eles decidiram tentar. “Às vezes você tem que mostrar diferentes lados de um personagem, tem que se surpreender como ator, mas também precisa se surpreender como personagem”, completou o ator.

Headey disse que depois da cena, acabou vendo a situação de uma outra perspectiva. “Há algo nisso. Cersei é a última sobrevivente. Ela se recusa a cair de joelhos. Ela vai para o lugar onde ela não quer ir, o que torna a tristeza dela por não ter Jaime [Nikojaj Coster Waldau] por lá ainda mais forte”, afirma a atriz.

O ator Philip Asbaek disse que a cena rendeu uma longa discussão na equipe. “Seria fora do caráter dela estar com Greyjoy no poder? Nós discutimos isso tanto que quase acabamos achando que talvez fosse demais fazer a cena”, afirmou Asbaek.

No fim, eles decidiram tentar. “Às vezes você tem que mostrar diferentes lados de um personagem, tem que se surpreender como ator, mas também precisa se surpreender como personagem”, completou o ator.

Headey disse que depois da cena, acabou vendo a situação de uma outra perspectiva. “Há algo nisso. Cersei é a última sobrevivente. Ela se recusa a cair de joelhos. Ela vai para o lugar onde ela não quer ir, o que torna a tristeza dela por não ter Jaime [Nikojaj Coster Waldau] por lá ainda mais forte”, afirma a atriz.