Mulher-Maravilha ganha trailer internacional

mulher-1952600-jpg-r_x_600-f_jpg-q_x-xxyxxMulher-Maravilha ganhou um trailer editado para o mercado russo que inclui relances inéditos, como Diana lutando em roupas de civil:

Mulher-Maravilha tem estreia marcada para 1º de junho de 2017. A personagem também estará em Liga da Justiça, que estreia em novembro do ano que vem.

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Círculo de Fogo 2 | Atriz ucraniana Ivanna Sakhno entra para o elenco do filme

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De acordo com o Deadline, a atriz ucraniana Ivanna Sakhno (Ivan Syla) entrou para o elenco de Pacific Rim: Maelstrom, sequência de Círculo de Fogo. Não há detalhes sobre o papel.

O elenco do filme conta com Levi Meaden, John BoyegaScott EastwoodCailee SpaenyJing Tian Adria Arjona, anunciada recentemente. Clint Eastwood também pode estar em negociações para o elenco.

A trama se passará alguns anos depois do filme original. “Não é uma sequência imediata. Estamos em um mundo que está livre dos Kaijus e vamos saber o que acontece com a tecnologia dos Jaegers agora que os monstros não são mais uma ameaça. Vai ser um belo salto“, explicou anteriormente Guillermo del Toro, que retorna como produtor. Steven S. DeKnight (DemolidorSpartacus) será o diretor.

As filmagens do longa devem começar em novembro, na Austrália. Também estão previstas filmagens na China. Pacific Rim: Maelstrom chega aos cinemas em 23 de fevereiro de 2018. [Camila Sousa]

Mais animado que de costume, Bob Dylan faz 1º show após ganhar Nobel

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Cartaz anuncia show de Bob Dylan em luxuoso cassino de Las Vegas
Como um ganhador do Nobel festeja seu grande prêmio? Se for Bob Dylan, tirando o pó de sua guitarra e indo para o trabalho como se fosse um dia qualquer, ainda que num luxuoso cassino de Las Vegas.

Como de costume, Dylan não abriu a boca para cumprimentar a plateia ou comentar a honraria no show que deu no mesmo dia do anúncio do Nobel de Literatura, na quinta-feira (13), e sim apenas para cantar hits como “Blowin In The Wind”, “Tangled Up In Blue” e “Desolation Row”.

Apesar da aparente frieza, havia algo diferente no ar. Dylan parecia mais animado que o normal e quase dançando em algumas canções, como em “Love Sick” e “Pay in Blood”. Pela primeira vez em quase quatro anos, ele empunhou a guitarra num show, deixando a zona de conforto do piano para tocar “Simple Twist Of Fate”, uma das raridades da noite.

“Já vi mais de 400 shows de Dylan e em muitos ele sempre parecia muito triste e mal olhava para o público. Hoje, ele estava se divertindo, parecia feliz. Acho que o Nobel deu uma levantada em seu astral”, disse o artista Brad Tenner, que trabalha com esculturas de vidro na cidade de Eugene, no Estado de Oregon.

A balada “Simple Twist Of Fate”, lançada no álbum de 1975 “Blood on the Tracks”, é um belo poema sobre um encontro amoroso misterioso, uma canção bem ao estilo de Dylan, que o transformou num dos maiores poetas do rock e hoje ganhador do Nobel. Sua voz rouca e seu cantar comendo palavras, no entanto, dificultam o entendimento de boa parte das letras ao vivo.

“Não importa tanto a voz. Bob é um homem teatral, um cara mítico. Foi meu primeiro show, adorei”, disse o colombiano e produtor de TV Rafael Gimenez, de 36 anos.

Para encerrar os 90 minutos exatos de apresentação, Dylan mandou o cover de Frank Sinatra “Why Try To Change Me Now” (por que tentar me mudar agora), uma boa resposta para quem esperava de Dylan um pronunciamento fora do roteiro. Outras do set list de 17 músicas foram “Make You Feel My Love”, outra raridade, “Don’t Think Twice, It’s All Right”, “Early Roman Kings” e “Ballad Of A Thin Man” na gaita e depois piano.

O público de Las Vegas não era exatamente formado por fãs “hardcore” de Bob Dylan, que tocou na sexta-feira passada num festival na cidade californiana de Indio, a 400 km de Las Vegas, evento que se repete neste final de semana com as mesmas atrações (Dylan, Rolling Stones, The Who, Paul McCartney, Neil Young e Roger Waters).

Cinco horas antes do show de Vegas, que acabou esgotado, ainda havia ingressos por US$ 60. Muitas pessoas procuravam suas cadeiras quando Dylan já estava no palco, pontualmente às 20h. A primeira série de aplausos mais entusiasmados só veio aos 40 minutos, no refrão de “Tangled Up In Blue”. Seguranças circulavam pela plateia e retiravam quem ousava tirar foto do astro, uma proibição repetida exaustivamente desde a fila de entrada.

O casal de portugueses Marta Mestre e Filipe Pina estava de férias e já tinha comprado o ingresso antes de chegar na cidade. Foi a primeira vez que eles viram Dylan ao vivo e estavam animados com a coincidência do prêmio. “O Nobel foi uma escolha polêmica porque suas letras são fortes mas não são literatura da forma tradicional. Acho bom o Nobel direcionar um bocadinho para um lado menos clássico, que é o livro, para algo da poesia musical”, disse Filipe, engenheiro civil de 40 anos, com uma camisa do Joy Division.

O baixista e corretor imobiliário Jack Fisher, 52, morador de Las Vegas, comprou seu ingresso uma hora antes e pagou mais de US$ 400 para sentar bem na frente. “Estava deprimido e bêbado em casa, perdi muito dinheiro ontem na jogatina. Mas quando ouvi sobre o Nobel do Dylan e que ele ia tocar aqui, vim correndo, me animei. Resolvi gastar dinheiro com algo que preste”, disse, de cerveja na mão.

FERNANDA EZABELLA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE LAS VEGAS (EUA)

RGirls/ Trilhas I Em noite de apresentação dupla, franco-cubanas Ibeyi fazem a mágica da música acontecer

ibey.jpgOutubro é mesmo um bom mês para shows em São Paulo. Com muitas atrações confirmadas, opções não faltam para quem está em busca de ampliar suas possibilidades musicais. Nessa quinta-feira (13) se apresentaram na Audio Club, a norte-americana Julia Holter e as irmãs franco-cubanas, Lisa-Kaindé Díaz e Naomi Díaz que formam a dupla Ibeyi.

Quem abriu a noite foi Julia Holter, que apresenta um som próprio, experimental e, de certa forma, indefinido. Ela tem tocado em festivais ao redor do mundo e trouxe para o país sua apresentação na qual é acompanhada por um contra-baixo acústico, uma bateria, um violino e seu teclado. O público parecia morno, apesar dos aplausos efusivos ao final de cada música. Logo nas duas primeiras faixas apresentadas, o clima era de que ela realmente funcionava como uma banda de abertura, a qual o público respeitava, mas esperando pelo próximo show.

Holter conseguiu mudar um pouco a atmosfera melancólica de sua apresentação, com a terceira música do set, “Feel You”, que apresentava elementos mais percussivos. Mas permaneceu durante quase toda a sua apresentação em um mundo seu. Talvez, isso se deva, por ela realizar quase todas as funções dentro de seus projetos –  a jovem de 32 anos é compositora, produtora e arranjadora -, algo que pode ter criado um mundo a parte para sua música, na qual ou você – como ouvinte – se esforça para se encaixar no que ela apresenta ou o som simplesmente passa sem causar impacto.

A cantora apresenta voz forte e marcante, e trabalha com leves toques de atonalidade musical, algo inesperado para uma jovem que não realiza somente apresentações em espaços fechados. No final das contas, se a música de Julia Holter fosse um longa-metragem, não seria um filme ruim, mas sim um filme difícil, que demanda muitas referências para fazer sentido.

Após a apresentação de Holter, foi a vez da dupla Ibeyi, que provou ser a atração mais aguardada da noite. As irmãs entraram no palco mostrando toda sua técnica vocal, com uma acapela que arrepiou, fez a plateia gritar e aplaudir antes mesmo da primeira música ser apresentada. A harmonia das vozes e a energia das gêmeas, filhas de Miguel Angá Díaz, membro do Buena Vista Social Club, foi além do palco. Era como se houvesse uma troca de magnetismo, ao mesmo tempo em que o som produzido pela dupla ressoava pelo espaço, era nítido ver como elas estavam impressionadas com o público cantando todas as faixas como se elas fizessem parte da rotina do Brasil.

Isso ficava nítido com as respostas das pessoas a cada interação, com as batidas no peito e as danças que Lisa e Naomi faziam, o tempo todo, no palco. “Essa é a nossa primeira vez no Brasil“, informava a dupla, sempre que podia, enquanto encarava uma plateia que expressava o prazer de estar ali por meio de gritos, palmas e assovios. Fazia um tempo que um show não parecia tão impactante como o feito pelas gêmeas de 21 anos.

Naomi e Lisa tiveram o público em suas mãos durante todo o tempo e mostraram o porquê do disco de estreia, homônimo, ser tão impactante. Usando somente os instrumentos necessários, com a inserção de cada som no momento certo, seja uma nuance eletrônica, seja uma percussão corporal misturada com o som do teclado, tudo colaborava para a construção de um momento de troca entre elas e a cada pessoa da plateia. Isso tudo, em conjunto com vozes que alcançam notas harmônicas tão bonitas que tiraram lágrimas, arrepios e sorrisos, graças ao som único, exclusivo da dupla que evidencia toda a mistura das duas meninas de pai cubano, mãe franco-venezuelana, que cantam em inglês, espanhol, francês e também iorubá, língua falada em países como a Nigéria. Com músicas fortes e ao mesmo tempo tão delicadas, como “River”, “Mama Says” e “Stranger/Love”, não importa o quão boas você pode pensar que elas são ao vivo, o resultado vai ser muito melhor, pode acreditar.

Por fim, a história de que a música toca a alma se realizou ali, naquele lugar. O som produzido pelas irmãs, em seus macacões vermelhos, ultrapassou o sentimento de ser somente onda sonora. Foi algo que misturouo sensações, embaralhou tudo, algo realmente cinestésico. E no final das contas, é disso que a música precisa ser feita de alma, para tocar a alma, os olhos e a pele de quem está ali para ouvir. Logo, se Ibeyi fosse um filme, ele seria perfeito. [Jacídio Junior]

Dominion | Rodrigo Santoro fala sobre desafio de enfrentar gênio da poesia no filme

ap6xkbgConvidado para integrar o júri da disputa nacional de longas-metragens do Festival do Rio 2016, em meio ao sucesso que faz em Westworld na TV, Rodrigo Santoro trouxe um de seus filmes radicais como ator para a maratona cinéfila carioca, que termina neste domingo: Dominion.

Ele é coadjuvante em um elenco classe A (ao lado de John Malkovich e Romola Garai) sobre a passagem do poeta galês Dylan Thomas (vivido por Rhys Ifans, o Lagarto de O Espetacular Homem-Aranha) pelos EUA, numa noite de um porre homérico deste gênio das Letras. Dirigida por Steven Bernstein, a produção de US$5 milhões tem sessão hoje, às 19h20m, no Cine São Luiz, no Largo do Machado.

“Assim que terminei de ler o roteiro, que era um dos melhores e mais sofisticados que já caíram na minha mão, descobri que eu teria apenas duas semanas para me preparar antes de começar a filmar”, conta Santoro ao Omelete. “Apesar de sentir que este era, provavelmente, o filme para o qual eu mais precisaria de tempo para estudar, em função da linguagem rebuscada e poética, fazê-lo parecia ser uma oportunidade única e imperdível. Foi preciso fazer um mergulho profundo em gigantes da literatura mundial como Shakespeare, Dylan Thomas, Auden, Yeats, T.S.Eliot, Ginsberg, Kerouac e toda aquela turma da contracultura. Esse foi o maior desafio. Mas foi, ao mesmo tempo, o maior presente”.

Fotógrafo de sucessos populares como As Branquelas (2004) e de cults como Monster: Desejo Assassino (2003), Bernstein construiu a narrativa em preto e branco de Dominion retratando o personagem Carlos, vivido por Santoro, como um contraponto da loucura de Dylan Thomas, que, em 1953, numa visita aos Estados Unidos, entornou 18 doses duplas de uísque em busca de transcendência.

Inadequação é o sentimento que guia este filme, no retrato de um artista que não se sente pertencente a nada”, disse o cineasta, de passagem pelo Rio. “Eu sou atraído pelas inconstâncias e pelas dualidades das pessoas, sobretudo dos artistas, e tentei levar isso para o filme, numa narrativa que evitasse ortodoxias, que evitasse uma ordem de ‘começo, meio e fim’ padronizada. O mundo é caótico e o cinema deve saber e poder espelhar isso”.

Dominion terá mais uma projeção no Festival nesta segunda, às 17h15m , no Roxy, na repescagem dos melhores filmes da maratona.  

PREMIÈRE BRASIL

Menina dos olhos do Festival do Rio há anos, com sua seleta competitiva pelo troféu Redentor, a Première Brasil encerra nesta quinta seu rol de concorrentes, com uma projeção, às 21h40, no Cine Roxy, em Copacabana, de aguardado Mulher do Pai, da diretora gaúcha Cristiane Oliveira, feito pela mesma turma que nos deu cults como Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa (2014). Havia, até quarta-feira, um certo ar de favoritismo em torno de Redemoinho, de José Luiz Villamarim, seguido de perto por Sob Pressãothriller hospitalar de ação de Andrucha Waddington. Mas a sessão de Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé, que chegou muito bem resenhado lá no Festival de San Sebastián, na Espanha (onde ganhou uma menção especial) pode ter virado o jogo. Pelo menos em termos do prêmio de melhor ator, só se fala dele, graças ao show de humor que é a atuação do paraibano José Dumont.

Há um diferencial político no filme que o impõe como um concorrente de peso: o fato de tratar da questão mais discutida do ano nos maiores festivais do planeta, a exclusão dos refugiados. E, à direção, Eliane encontrou uma narrativa febril para abordar o assunto ao longo de seus 90 claustrofóbicos minutos, capaz de fundir fato e fábula, ficção e documentário de maneira indissociável.

No novo (e, à primeira vista, o mais possante) filme da diretora paulista, conhecida por Narradores de Javé (2003), vemos imigrantes degredados do Congo, da Palestina, da Síria e da Colômbia que se refugiam numa hospedaria abandonada do Centro de São Paulo, ao lado de um grupo sem teto de distintos CEPs. Lá dentro, um agitador cultural com aptidões para o teatro, Apolo (Dumont, em atuação memorável), ajuda uma dirigente de movimentos de ocupação (Carmen Silva) a dar um norte para aquela babel de muitas línguas, capaz de fundir não-atores a grandes intérpretes (vide Dumont e a também veterana Suely Franco).

Entre os documentários, a briga anda mais quente. Havia já uma trinca de candidatos ao Redentor com vigor para ganhar: Divinas Divas, de Leandra LealCurumim, de Marcos Prado (o que mais cotado ao troféu de direção de docs)A Luta do Século, de Sérgio Machado. E, na quarta, chegou, lá de Pernambuco, mais um concorrente de fôlego: o musical Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos. Com direção de Sérgio Oliveira, o longa-metragem vai às raias da fabulação em sua cartografia de um sertão em transformação, embalado por canções cosmopolitas que alimentam sonhos nos bailes de debutantes. Falta só um doc em concurso: O Jabuti e a Anta, de Eliza Capai, sobre a chegada do progresso entre as populações amazônicas ribeirinhas.

Fora da Première, no baú da retrospectiva Cinema Novo – Interseções – Cinema Marginal, há um filme nacional imperdível nesta quinta, agendado para 17h, na Cinemateca do MAMOs Mendigos, dirigido pelo ator Flávio Migliaccio, com o diretor Ruy Guerra no elenco. A trama segue a educação sentimental e social de uma menina com um grupo de pedintes. [Rodrigo Fonseca]

Atriz Gal Gadot concorda com roteirista e diz que Mulher Maravilha é bissexual

gal-11821251_1453376014969191_375838292_n-479x479-1Intérprete da Mulher Maravilha no filme solo protagonizado pela heroína e previsto para 2017, a atriz israelense Gal Gadot disse concordar com as afirmações de que a personagem é bissexual. A artista fez coro à fala do roteirista da revista da Mulher Maravilha, o escritor Greg Rucka, que disse há algumas semanas que é natural que a heroína tenha se relacionado com outras mulheres, principalmente por ter passado séculos isolada em uma ilha habitada apenas por pessoas do sexo feminino.
“Não é algo que exploramos no filme”, explicou a atriz. “Nunca entramos nessa discussão, mas se você pensar em todas mulheres que vivem na ilha e o tempo que ela viveu lá, faz sentido o que ele disse. No filme não tratamos disso, mas não é essa a questão. Ela é uma mulher que ama as pessoas por quem elas são, ela pode ser bissexual, ela ama as pessoas por seus corações”, afirmou Gadot em entrevista à revista Enterteinment Weekly.
Recentemene foi anunciado que a personagem será nomeada embaixadora honorária da ONU para o empoderamento das mulheres e meninas em cerimônia marcada para o dia 21 de outubro. Na cerimônia estarão presentes o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e a presidente da DC Entertainment, Diane Nelson. O filme estrelado por Gal Gadot chega aos cinemas dia 1 de junho de 2017.

Autobiografia de Rita Lee traz foto da cantora fazendo topless em Barbados

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Foto de Rita Lee fazendo topless em Barbados, nos anos 80 || Crédito: Divulgação
A foto acima é uma inédita do baú de Rita Lee, escolhida por ela própria para sua autobiografia. Na imagem, a roqueira faz topless em Barbados, onde costumava passar as férias com o marido, Roberto de Carvalho, e os filhos, Beto, João e Antonio, nos anos 80. “Rita Lee – Uma Autobiografia”, será lançada pela Globo Livros no final deste mês. Além das suas melhores histórias, passando pela música, casamento e filhos, Rita caprichou na escolha das fotos: a obra terá dezenas delas, a maior parte nunca antes publicada. Promete!

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Foto e capa de autobiografia de Rita Lee || Crédito: Divulgação