Atômica | Charlize Theron é uma agente fatal no primeiro trailer legendado

Atomic-BlondeA Universal divulgou o primeiro trailer legendado de Atômica, novo filme de ação de Charlize Theron

Na trama, uma agente secreta do MI6 é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar a morte de um colega agente e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. David Leitch (Deadpool 2) comanda e o elenco conta ainda com Sofia Boutella (A Múmia), James McAvoy (Fragmentado), John Goodman (Kong: A Ilha da Caveira) e Toby Jones (Sherlock).

O filme chega ao Brasil em agosto.

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Mulher-Maravilha | Gal Gadot divulga novo cartaz do filme

mulher maravilha wwMulher-Maravilha ganhou um novo cartaz, divulgado por Gal Gadot

O cartaz antecipa o novo trailer do filme, que deve ser divulgado amanhã (11) durante o Kids Choice Awards.

Mulher-Maravilha tem estreia marcada para 1º de junho, com Gal Gadot e Chris Pine no elenco. A personagem também estará em Liga da Justiça, que estreia em novembro.

“Ela vem do nosso mundo”, diz RuPaul sobre participação de Lady Gaga em ‘Drag Race’

rupalLady Gaga com os jurados de ‘RuPaul’s Drag Race’. Foto: Reprodução/VH1/EW


A expectativa para a estreia da nona temporada do reality show RuPaul’s Drag Race está ainda maior para os fãs, por conta da participação da cantora Lady Gaga logo no primeiro episódio, que irá ao ar no EUA no dia 24 de março.

Em entrevista à revista Entertainemnt Weekly, RuPaul Charles, que no ano passado venceu um Emmy por apresentar o reality, falou pela primeira vez sobre ter Gaga no programa. “Ela vem de um histórico da cena alternativa de Nova York, então essa é a diferença entre ela e outros convidados, que apreciam o que fazemos, mas não sabem de onde viemos”, disse.

“Ela vem do nosso mundo”, completou RuPaul, que revelou também ter adorado a participação de Lady Gaga. “Foi fabuloso passar um tempo com a Gaga. Ela estava se sentindo no paraíso porque isso tudo faz parte do que ela faz no seu imaginário, figurino e na sua performance.”

Esta semana, um vídeo vazado na internet foi divulgado e mostra a entrada de Gaga no episódio de estreia da nona temporada de RuPaul’s Drag Race. A cantora surge em meio às participantes como se fosse uma delas, até ser revelada sua identidade.

A estreia da nona temporada de Drag Race será no dia 24 de março na TV dos EUA. Pela primeira vez, o reality show será transmitido por lá no canal VH1.

No Brasil, o reality show tem temporadas disponíveis na Netflix e conta também com exibições nos canais pagos Multishow e Comedy Central.

CINEMA | Estreias da Semana: Kong – A Ilha da Caveira, Fome de Poder, Negação, Silêncio, Personal Shopper

003797428.jpgConfira agora os filmes que chegam às telas em 09 de março

Kong – A Ilha da Caveira
O longa mostrará a origem do gorila King Kong em seu local de nascimento, a Ilha da Caveira.

Aventura – (Kong: Skull Island) EUA, 2017. Direção: Jordan Vogt-Roberts. Elenco: Tom Hiddleston, Brie Larson, Samuel L. Jackson. Duração: 120 min. Classificação: 14 anos.

Fome de Poder
O drama conta a história real de Ray Kroc, um vendedor de Illinois que conheceu Mac e Dick McDonald. Impressionado com a velocidade com que os irmãos operavam uma hamburgueria no Sul da Califórnia nos anos 1950, Kroc viu o potencial para transformá-la numa franquia e acabou tirando-a das mãos dos McDonalds.

Drama, Biografia – (The Founder) EUA, 2016. Direção: John Lee Hancock. Elenco: Michael Keaton, B.J. Novak, Patrick Wison. Duração: 120 min. Classificação: 14 anos.

Negação
O filme conta a história da disputa jurídica entre Deborah E. Lipstadt e David Irving, que a acusou de difamação quando ela o declarou como um negador do Holocausto. Neste caso, o sistema jurídico inglês diz que o acusador é quem precisa provar o fato, deixando para ela a tarefa de provar a verdade sobre o caso.

Drama histórico – (Denial) EUAl, 2016. Direção: Mick Jackson. Elenco: Rachel Weisz, Andrew Scott, Timothy Spall. Duração: 110 min. Classificação: 12 anos.

Silêncio
Século XVII. Dois padres jesuítas portugueses viajam para o Japão em uma época na qual o catolicismo havia sido banido. À procura de seu mentor, os jesuítas serão submetidos a duras agressões e perseguição por parte do governo, que deseja exterminar qualquer tipo de influência externa.

Drama histórico – (Silence) EUA, Japão, Itália, México, 2016. Direção: Martin Scorsese. Elenco: Adam Driver, Liam Neeson, Andrew Garfield. Duração: 200 min. Classificação: 14 anos.

Personal Shopper
Uma jovem que trabalha no submundo da moda de Paris começa a fazer contato com seu irmão gêmeo, que acabou de morrer.

Drama, suspense – (Persona Shopper) França, 2016. Direção: Olivier Assayas. Elenco: Kristen Stewart, Lars Eidinger, Sigrid Bouaziz. Duração: 105 min. Classificação: 14 anos.

Versões de Um Crime
Keanu Reeves faz o papel de Richard Ramsay, advogado que pega um caso pessoal quando seu amigo e ex-cliente (Jim Belushi) é assassinado pelo próprio filho Mike (Gabriel Basso). Richard tenta ajudar o garoto e a viúva Loretta (Renee Zellwegger), mas Janelle (Gugu Mbatha-Raw), sua colega no caso, começa a investigar mais a fundo, imaginando que o próprio advogado teve algo a ver com o crime.

Drama, suspense – (The Whole Truth) EUA, 2016. Direção: Courtney Hunt. Elenco: Keanu Reeves, Renée Zellweger, Gugu Mbatha-Raw. Duração: 96 min. Classificação: 14 anos.

Insubstituível
Dr. Jean-Pierre Werner trabalha há 30 anos como médico de família numa cidade do interior longe de qualquer centro de saúde. Quando descobre que tem uma grave doença, ele precisa urgentemente encontrar alguém para ficar no seu lugar. Mas como substituir alguém que se considera insubstituível?

Comédia dramática – (Médecin de campagne) França, 2017. Direção: Thomas Lilti. Elenco: François Cluzet, Christophe Odent, Marianne Denicourt. Duração: 102 min. Classificação: 12 anos.

Olhar Instigado
Três artistas se apropriam do espaço público e apresentam sua visão e sua forma de manifestá-la na maior cidade da América do Sul. O filme é um mergulho nas ruas de São Paulo pelo olhar instigado de Alexandre Orion, Bruno Locuras e André Monteiro, o Pato.

Documentário – Brasil, 2017. Direção: Chico Gomes, Felipe Lion. Duração: 70 min. Classificação: 12 anos.

O Crime da Gávea
Paulo, editor de video, chega em casa no tradicional bairro carioca da Gávea e encontra sua mulher assassinada. A filha do casal, de 2 anos, está em seu berço, dormindo tranquilamente. Não há sinais de arrombamento e aparentemente nada foi roubado. Nenhuma pista do criminoso no local do crime. Paralelamente à polícia, Paulo investiga o crime e acaba perdendo-se no labirinto de suas próprias contradições.

Drama – Brasil, 2017. Direção: André Warwar. Elenco: Simone Spoladore, Ricardo Duque. Duração: 92 min. Classificação: 16 anos.

Souvenir
Liliane já teve seus dias de glória como promissora estrela da música, ficando em segundo lugar em um famoso show de novos talentos da Europa, em 1974. Após anos esquecida pelo público e trabalhando em uma fábrica, a sua vida vira do avesso quando ela se apaixona por Jean, um boxeador de 21 anos que a leva a sonhar com a volta aos palcos.

Drama – (Souvenir) França, 2016. Direção: Bavo Defurne. Elenco: Isabelle Huppert, Kevin Azais, Johan Leysen. Duração: 90 min. Classificação: 14 anos.

Papa Francisco, Conquistando Corações
Um olhar sobre a vida de Jorge Mario Bergoglio, retratando da sua infância na Argentina até sua entrada na Igreja, como papa Francisco.

Drama – (Francisco, el padre Jorge) Espanha, Argentina, 2016. Direção: Beda Docampo Feijóo. Elenco: Darío Grandinetti, Sivia Abascal, Anabella Agostini. Duração: 104 min. Classificação: 10 anos.

Paro Quando Quero
O químico e pesquisador Pietro Zinni é demitido da Universidade, no corte de gastos acadêmicos. Desempregado e sem ter como se sustentar, ele descobre sobre o valor das drogas sintéticas e cria uma para comercializar, usando a habilidade de ex-amigos acadêmicos no negócio. As coisas ficam complicadas quando eles passam a ser conhecidos e precisam lidar com um grande traficante.

Comédia – (Smeto quando voglio) Itália, 2014. Direção: Sydney Sibilia. Elenco: Edoardo Leo, Valeria Solarino, Valerio Aprea. Duração: 105 min. Classificação: 16 anos.

Hiroshima Meu Amor
Um encontro ocasional em Hiroshima faz surgir um romance entre um arquiteto japonês (“ele”) e uma atriz francesa (“ela”) que está na cidade participando de um filme sobre a paz. A relação amorosa constitui a base para Resnais explorar a natureza da memória, da experiência e da representação.

Drama – (Hiroshima, Mon Amour) França, Japão, 1959. Direção: Alain Resnais. Elenco: Emmanuelle Riva, Bernard Fresson, Eiji Okada. Duração: 52 min. Classificação: 12 anos.

The Trustee | Laverne Cox estrelará piloto da nova comédia da ABC

Laverne-Cox-2017-Grammy-Awards-Red-Carpet-Fashion-Bryan-Hearns-Tom-Lorenzo-Site-2 (1).jpgA atriz Laverne Cox (Orange is the new black) foi escolhida para protagonizar a comédia The Trustee, novo piloto da ABC. No projeto, Cox interpretará Amanda Jones, uma ex-presidiária que realiza tarefas para o departamento de polícia enquanto termina sua sentença. Além dela, Meaghan RathMichael Cudlitzm foram confirmados nos papéis de liza Radley, uma detetive focada, porém teimosa e do Capitão Timothy Waits, respectivamente.

Um detalhe que chamou atenção é que, de acordo com informações do site The Wrap, em nenhum momento na na descrição do personagem postada pelo Breakdown Services, que divulga seleções de elenco, é mencionado que Amanda é trans. O anúncio de testes para a vaga, na verdade, encorajaria apenas que atrizes de diferentes etnias se candidatassem. Se for o caso, a escalação é a primeira vez em que Cox estrela um projeto grande onde sua própria identidade trans não é fator determinante e representa um passo importante na luta de atrizes trans para a conquistar de papéis mais diversificados.

O roteiro de The Trustee é assinado por Jay Scherick e David Ronn, que também cuidam da produção executiva juntos de Elizabeth Banks e Max Handelman. [Rafael Gonzaga]

Thor: Ragnarok | Cate Blanchett revela que aprendeu capoeira para o papel da vilã Hela

ew450_1000.jpgA Entertainment Weekly revelou na capa de sua nova edição os visuais de Chris Hemsworth (Thor), Cate Blanchett (a vilã Hela) e Tessa Thompson (a heroína Valquíria) em Thor: Ragnarok.


Em entrevista à EW, Cate Blanchett revelou que aprendeu capoeira para o papel da vilã Hela em Thor: Ragnarok. A atriz também disse como a personagem vai aparecer:

“Ela ficou trancada por milênios, ficando cada vez pior e, então, quando é solta por um erro, ela não quer voltar para aquela caixa”, disse Blanchett revelando que fez o treinamento com a conhecida dublê Zoe Bell.

Quando Hela ataca o protagonista, ele é enviado para o planeta Sakaar, precisa se tornar um gladiador e aprende que não é mais tão especial assim:

“Sakaar é basicamente onde todos os lugares ao redor do universo jogam seu lixo, então você tem pessoas de todos os estilos de vida e todos os tipos de habilidades e poderes. Ninguém se importa quem o príncipe ou o rei Thor foi em outro mundo. Além disso, sua força é facilmente alcançada por aqueles com quem ele luta”, disse Chris Hemsworth. No planeta, o lutador mais vitorioso e mais conhecido é o Hulk (Mark Ruffalo).

Ainda na entrevista, Hemsworth falou sobre a questão do humor no novo filme: “Taika [Waititi] tem um senso de humor rápido e atípico, que forçou os personagens e o tom da história para uma nova direção. Todos os dias estávamos tipo ‘Estamos indo longe de mais? Nós podemos ter toda essa diversão?’”. 

Já o diretor disse que há uma mudança sim, mas que as pessoas pensam nisso de forma exagerada: “Acho que às vezes as pessoas confundem uma mudança de tom com ‘vamos apenas fazer uma comédia ridícula, onde ninguém liga para o que acontece e todos ficam sentados falando de como salvar o universo’. Queremos que as pessoas se importem com o que acontece e com o sucesso do herói. Acho que há uma ligeira mudança de tom. Não estou nervoso, me sinto muito bem sobre o filme”. 

Thor: Ragnarok chega aos cinemas em 2 de novembro de 2017. [Camila Sousa]

When We Rise | Minissérie é a bíblia LGBT moderna – e todo mundo deveria assistir

170223-news-when-we-risecrop.jpgQuando foi anunciado que Dustin Lance Black iria dirigir a adaptação de um livro de Cleve Jones, era óbvio que alguma coisa muito boa sairia disso. Para quem não está familiarizado com os nomes, Lance Black é o roteirista do excelente Milk – A Voz da Igualdade e Cleve Jones é um dos maiores ativistas LGBT vivos (sendo inclusive personagem no filme anteriormente citado, quando foi interpretado por Emile Hirsch). O resultado foi When We Rise, minissérie da ABC em oito partes exibidas entre os dias 27 de fevereiro e 3 de março nos EUA. Com personagens cativantes e histórias emocionantes de luta e superação, o projeto conseguiu condensar toda a trajetória do movimento LGBT sem soar como material meramente didático mas, pelo contrário, conferindo o máximo de humanidade à batalha por direitos civis que dura até hoje.

When We Rise começa sua narrativa em 1972 e termina em 2013, remontando o surgimento do movimento LGBT organizado até o modo como a sociedade entende o grupo hoje. Os seis atores principais dão vida ao ativista gay Cleve Jones (Austin P. McKenzie e Guy Pearce), à militante lésbica e feminista Roma Guy (Emily Skeggs e Mary-Louise Parker) e ao ativista gay e negro Ken Jones (Jonathan Majors e Michael K. Williams) nas fases jovens e já mais velhos. Além deles, outros militantes incríveis são retratados na série, como a transexual Cecilia Chung, vivida por Ivory Aquino; Pat Norman, papel de ninguém menos que Whoopi Goldberg; o ativista da AIDS Bobbi Campbell, representado pelo ex-Glee Kevin McHale; e Chade Griffin, vivido por T.R. Knight.

O que acaba fazendo a série ser um registro tão fundamental é a história além dos indivíduos. Apesar de ter personagens baseados em seres humanos notáveis, o grande protagonista de Whe We Rise é uma causa. Tal qual um organismo vivo, é possível ver seu nascimento em um cenário conturbado, sua adolescência furiosa, seus períodos de crise onde parece que tudo está perdido, seu amadurecimento e, principalmente, sua necessidade incontestável de continuar existindo.

A série tem cenas que, de forma absolutamente clara, explicam como a sociedade reage à diferença. Em um dos seus episódios mais emocionantes, a personagem Roma Guy é levada para ver, redundâncias à parte, com seus próprios olhos o estado dos gays sofrendo com a epidemia de AIDS em um hospital. Só depois de presenciar a escala do sofrimento humano causado pela negligência do Estado que a ativista resolve se movimentar para tentar fazer alguma coisa. Mais do simplesmente querer ajudar, o status de inadmissível da situação faz com que ela sinta ter a obrigação de fazer algo. E é esse poder que a série tem: apesar de muitas das histórias ali serem conhecidas no meio LGBT, a adaptação televisiva tira essas narrativas do obscurantismo ao qual os relatos LGBT foram e continuam sendo relegados. A série faz com que pessoas de fora dessa bolha vejam, sintam e entendam as dores de uma comunidade inteira, gerando um dos mais nobres sentimentos que se pode ter na vida em sociedade: a empatia.

Para quem é LGBT e conhece um pouco da história do movimento, Whe We Rise é emocionante. A série é uma aula de referências, seja ao citar a rebelião de Stonewall, ao mostrar Bobbi Campbell usando sua icônica camisa com os dizeres “AIDS poster boy”, ao abordar a confecção da primeira bandeira LGBT ou ao mostrar o assassinato de Harvey Milk e o julgamento revoltante de Dan White. O que a série mostra é que, infelizmente, a cultura, as demandas e a luta LGBT acabam ficando restritos a esse grupo porque a sociedade heteronormativa historicamente os aprisiona em guetos – não é a toa que a série faz questão de apontar que a AIDS só passou a ser tratada como um problema de saúde pública quando mulheres casadas e heterossexuais começaram a receber o diagnóstico e bebês passaram a nascer com o vírus.

No mais, a história pincela de forma delicada situações comuns a muitos LGBTs. O personagem Jones lida com a patologização da homossexualidade dos anos 1970 e ouve do próprio pai que não teria problemas em aplicar técnicas como o eletrochoque no garoto se isso garantisse a sua “cura”. Um diálogo entre eles, aliás, diz muito sobre a heterossexualidade compulsória quando o pai diz ao jovem que “passou um ano inteiro acreditando ser gay quando era adolescente, mas passou”. Em outro momento, acompanhamos a jovem Roma esbarrando na experimentação de formas de organização afetiva que fogem do padrão da família-tradicional-monogâmica-heteronormativa para depois chegarmos na luta pelo casamento igualitário.

Mais do que entretenimento, When We Rise é um serviço precioso nos dias de hoje. Seja para as gerações LGBT mais novas conhecerem os nomes daqueles que lhes garantiram avanços no reconhecimento de sua cidadania, seja para heterossexuais entenderem os seus próprios privilégios e as privações que a comunidade LGBT passou até chegar nas demandas contemporâneas. When We Rise mostra que preconceito é fruto de desinformação e faz o mais importante: informa de um modo que, após assistir a série, é impossível menosprezar a luta contra homofobia. [Rafael Gonzaga]