Marcas conquistam o coração e o bolso de visitantes da CCXP

Evento que ocorre em São Paulo até domingo conta com centenas de fabricantes e varejistas. Saiba sobre os produtos vendidos
Por Marina Filippe

Loja temporária da Riachuelo: só itens para o público geek  (Gabriel Colombara/CCXP/Divulgação)

São Paulo — De quinta a domingo acontece em São Paulo a 5ª edição da CCXP, o maior evento de cultura pop e geek do mundo. O empreendimento, criado por sete sócios brasileiros, replica um formato existente e próspero há mais de 50 anos nos Estados Unidos.

Para 2018 são esperados 260 000 visitantes dispostos a conhecer seus artistas preferidos de Hollywood — a atriz Sandra Bullock é uma entre 42 celebridades globais.

Esse também é o momento de gastar nos estandes das marcas participantes. Somente no ano passado, as empresas faturaram 400 milhões de reais em quatro dias e uma noite.

É na CCXP que a Warner Bros disponibiliza uma loja oficial de produtos Harry Potter, geradora de filas imensas do lado de fora.

Outro exemplo são as vendedoras de bonecos colecionáveis Pizii Toys e Iron Studios, que tiveram alguns produtos esgotados já nesta quarta, quando o evento recebeu apenas convidados, imprensa e pessoas que compraram pacotes de ingressos especiais.

Mas não são apenas as companhias já tradicionais na indústria do entretenimento que aproveitam para se comunicar com clientes. A varejista de moda Riachuelo dobrou o tamanho de sua loja para 560 metros².

A intenção é evitar a fila de uma hora e meia que se formou do lado de fora da loja no ano passado. “Agora trouxemos 800 tipos de produtos e alguns deles serão vendidos exclusivamente no evento”, diz Julia Medeiros, gerente de licenciamentos da Riachuelo.

As varejistas de moda estão em peso no evento. A Lupo também ampliou sua loja este ano. Depois da estreia de sucesso em 2017, a marca traz meias, a linha de roupas intimas e pijamas. “Ano passado vendemos em quatro dias 350 mil reais, o faturamento mensal de uma boa loja”, afirma Carolina Pires, diretora de marketing e vendas da Lupo.

Outras marcas do setor presentes no evento são Havaianas, com novos modelos, como do desenho animado Ricky and Morty e Grendene com super-heróis estampados nos calçados.

Uma novata na CCXP é a tradicional fabricante de laticínios Itambé. Em sua estreia a marca se junta a fabricante de guloseimas Fini, que participa do evento há três anos. O momento é uma oportunidade de lançar o produto desenvolvido pelas duas empresas, além de renovar o público consumidor.

“A Itambé tem um público bastante tradicional, mas podemos alcançar também o jovem-adulto por meio de novidades e inovação”, Beatriz Cardoso, gerente de marketing da Itambé. No estande ganha o produto quem participar de jogos, por exemplo, de realidade virtual. Uma loja também vende o iogurte com balas.

Apesar de uma grande área de alimentação e bebidas, algumas empresas dessa seara investiram em ativações para o público. A Cup Noodles oferece um produto de brinde para quem se arriscar a tomar um susto.

E a Johnnie Walker aproveita o momento para lançar uma bebida especial, inspirada na série Game Of Thrones.

Os acessórios e itens de decoração são vendidos por diversas lojas que competem pela atenção do fã de personagens.

A Imaginarium tem peças de Harry Potter e Star Wars num estande de 90 metros², enquanto o próprio grupo Omelete — organizador do evento — a loja Big Head e muitas outras estampam canecas, cadernos, copos e mais.

O evento que enche o coração dos participantes de alegria com as atrações promovidas pelas marcas também ocupa espaço nas mãos cheias de sacolas.

“O tíquete médio na CCXP chega a ser três vezes maior do que o registrado pelos varejistas brasileiros no período de Natal”, diz Pierre Mantovani, sócio-fundador do grupo Omelete.

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O primor visual de ‘Maniac’, da Netflix

Minissérie original, protagonizada por Emma Stone e Jonah Hill, se passa em múltiplas realidades
Por Paula Jacob I Fotos Netflix/ Divulgação

Emma Stone e Jonah Hill

Fazia tempo que a Netflix não lançava uma série tão magnífica – talvez, a sua melhor até hoje. Maniac, dirigida por Cary Fukunaga, mistura ficção científica com drama em um roteiro tão original que te confunde nos primeiros episódios. O único defeito é que a série é limitada, portanto temos que nos contentar com apenas uma temporada.

O roteiro escrito por Patrick Somerville conta a história de Owen Milgrim (Jonah Hill) e Annie Landsberg (Emma Stone), dois jovens com problemas pessoais diversos que se encontram em um teste da indústria farmacêutica – o excêntrico Dr. James K. Mantleray (Justin Theroux) criou uma droga capaz de curar todos os traumas psicológicos. Durante essas imersões que a equipe de médicos e pesquisadores divide em A,B,C, as inúmeras vivências inconscientes de Owen se misturam com as de Annie. Não preciso nem ressaltar a qualidade de atuação de Emma Stone e Jonah Hill, dupla queridinha de Superbad (2007).

A beleza da série está na capacidade de abraçar tantos gêneros e ambientações – cada imersão inconsciente se passa em um espaço-tempo diferente -, sem perder o fio condutor, sem cair em clichês e, principalmente, dar um final digno aos episódios. O designer de produção Alex DiGerlando (Oito mulheres e um segredo e True Detective) trouxe referências distópicas de Blade Runner, as mágicas de Senhor dos Anéis, a simetria de2001: Uma odisséia no espaço, a nostalgia de Her e a ironia “meiga” da estética inconfundível de Wes Anderson.

Mas é muita informação para pouca coisa! – Muito pelo contrário: o trabalho de DiGerlando se torna excepcional pela capacidade de unir tudo isso e dar sentido visual alinhado com a proposta ácida do roteiro. As constantes cutucadas nos comportamentos sociais contemporâneos incluem um computador que se revolta com o centro de pesquisa, porque ele teve seus sentimentos deixados de lado; uma família milionária de Manhattan que tenta acobertar o estupro feito pelo filho mais velho usando o mais novo, Owen, que sofre com esquizofrenia, como álibi; e por aí vai.

Nestes múltiplos universos, a direção de fotografia de Darren Lew incrementa a direção de arte como forma de mostrar as diferentes técnicas possíveis para uma série. Como Maniacpossui cenas de ação, perseguição, violência explícita, introspecção e reflexão, tudo dentro de um contexto de ficção científica, a câmera é viva no sentido de não ter o mesmo tipo de movimentação dependendo da história do episódio. No plano real do laboratório, é tudo milimetricamente alinhado, com cenas mais longas e diálogos mais frenéticos. Já em uma das vivências, que envolve representantes de governo do mundo todo no pós-guerra, planos sequência de lutas ensaiadas e planos abertos dominam a cena. Da mesma forma que a direção de arte garante uma unidade visual, mesmo com tantas situações diferentes, a fotografia também. Maniac parecem várias séries em uma, uma série em várias. É brilhante!

Sandra Oh e Andy Samberg serão os apresentadores do Globo de Ouro 2019

Premiação que homenageia os melhores do cinema e da TV acontece no dia 6 de janeiro

Sandra Oh e Andy Samberg no Emmy 2018 (Kevin Winter/Getty Images)

A organização do Globo de Ouro anunciou nesta quarta-feira que os mestres de cerimônia do prêmio de 2019 serão os atores Sandra Oh (da série Killing Eve) e Andy Samberg (do seriado Brooklyn Nine-Nine). A festa acontece no dia 6 de janeiro, em Los Angeles.

Samberg já apresentou outras cerimônias antes, incluindo, mais recentemente, o Emmy de 2015. Já Sandra nunca foi mestre de cerimônia, mas é uma atriz muito querida pelo público, principalmente pelo papel da médica Cristina Yang, que ela fez por dez anos em Grey’s Anatomy.

O Globo de Ouro premia filmes e séries que se destacaram no ano anterior. A lista de indicados será divulgada nesta quinta-feira.

Novo Popeye, que come espinafre orgânico e usa apito no lugar de cachimbo, divide opiniões

Internautas se manifestam sobre mudança no desenho animado criado em 1933

O novo Popeye, que come espinafre orgânico e usa apito no lugar do cachimbo. Foto: Youtube/Popeye And Friends Official

Como um ‘velho lobo do mar’, Popeye ficou conhecido pela extrema força que conquistava após consumir espinafre para defender os mais fracos, sobretudo contra o adversário Brutus.

O desenho animado, criado em 1933, foi repaginado e, agora, no século 21, apresenta algumas mudanças. No lugar do cachimbo tradicional, um apito. O personagem também inseriu na alimentação o espinafre orgânico.

As alterações estão dividindo opiniões dos internautas, principalmente daqueles que criticam o ‘politicamente correto’. “Acho correto. É uma releitura pra nova geração”, escreveu um fã do desenho. 

Outras pessoas criticaram as mudanças. “Se existe uma série que não precisa de reboot é o Popeye”, comentou um internauta.

Titãs | Série da DC ganha data de estreia no Brasil pela Netflix

Seriado chega logo em janeiro

Titãs, série de TV da DC Universe, ganhou data de estreia no Brasil: um novo teaser revela que o programa chega ao Brasil em 11 de janeiro de 2019 pela Netflix. Veja acima.

A primeira temporada de Titãs conta com 12 episódios, que já foram exibidos nos EUA pelo DC Universe – serviço de streaming que não está disponível no Brasil.

A cineasta do iPhone, Charlotte Prodger, vence o prêmio de 2018 da Turner

Bridgit, da artista Charlotte Prodger de Glasgow, é elogiado pelos juízes como “inesperadamente expansivo”

Charlotte Prodger vencedora do prêmio Turner 2018.

Uma série de clipes curtos filmados em um iPhone mostrando a paisagem rural escocesa a partir de uma janela de trem, uma camiseta em um radiador e um gato agarrado a uma lâmpada ajudou Charlotte Prodger a ganhar o prêmio Turner 2018.

Prodger foi nomeado o vencedor do prêmio de 25.000 libras pela novelista Chimamanda Ngozi Adichie em uma cerimônia em Londres na noite de terça-feira.

O artista de Glasgow faz obras de imagens em movimento há 20 anos e faz parte de muitos radares da arte contemporânea. Mas ela está longe de ser bem conhecida e o júri disse que seu trabalho recente representou um avanço para uma maneira nova e mais expansiva de trabalhar.
Falando depois de sua vitória, Prodger disse: “Eu me sinto muito honrado, realmente impressionado. É bem surreal. É uma sensação adorável.

A artista disse que usou um iPhone para seu trabalho porque estava sozinha e o telefone parecia uma extensão dela: “Por causa da facilidade de uso e da maneira como você pode usá-lo enquanto você está indo pelo mundo. Para mim, tudo está lá.

Perguntada sobre o que ela poderia fazer com o dinheiro do prêmio, Prodger disse: “Eu vou viver com isso. Eu pagarei meu aluguel e meu aluguel de estúdio e algumas contas. Talvez haja uma pequena surpresa … provavelmente uma jaqueta legal. Não me segure para isso!

Prodger (centro) recebeu seu prêmio da escritora Chimamanda Ngozi Adichie e da diretora da Tate, Maria Balshaw. Foto: Peter Nicholls / Reuters

Alex Farquharson, diretor da Tate Britain, que presidiu o painel de jurados, disse que o trabalho de Prodger representava o “uso mais profundo de um dispositivo tão prosaico quanto a câmera do iPhone que vimos na arte até hoje”.
Prodger, de 44 anos, ganhou por sua exposição individual no Bergen Kunsthall na Noruega, que contou com duas obras cinematográficas, Bridgit e Stoneymollan Trail. O filme de 32 minutos, Bridgit, está em exibição na Tate Britain, como parte da exposição do Turner.

O filme é difícil de explicar. Há muita coisa acontecendo, aparentemente ao acaso. Explora classe, gênero, sexualidade e deusas neolíticas.

Prodger filmou o trabalho ao longo de um ano e incluiu imagens dela em casa e em suas viagens. Sua narração inclui trechos de autobiografia – saindo em Aberdeenshire no início dos anos 90, as pessoas sendo incapazes de dizer se ela é um menino ou menina, a suposição de que sua namorada é sua filha. Ela também cita The Modern Antiquarian, de Julian Cope.

O artista descreveu a peça como sendo sobre a fluidez da identidade de uma perspectiva queer; uma exploração do entrelaçamento de paisagem, corpo, tecnologia e tempo.

Farquharson disse que o júri achava que Bridgit era “incrivelmente impressionante na forma como lidou com a experiência vivida, a formação de um senso de identidade através de referências diferentes”. Ele disse que o trabalho evoca tradições na arte da paisagem e tem peso psicológico. “Isso acaba sendo tão inesperadamente expansivo. Não é isso que esperamos de videoclipes gravados em iPhones ”.

O júri levou mais de quatro horas para chegar a essa decisão. “Eu acho que o júri estava unido em um sentimento de que este trabalho estava introduzindo algo novo para o meio cinematográfico e como ele é usado na arte”, disse Farquharson.

Todos os quatro nomeados – três indivíduos e um coletivo – fizeram o trabalho do filme, tudo isso de alguma forma política. Dependendo da sua perspectiva, a exposição deste ano foi a mais maravilhosamente cativante na memória ou o trabalho mais difícil. Certamente, não é um show que deve ser experimentado rapidamente; a Tate recomenda quatro horas e meia.

Ele dividiu os críticos. Laura Cumming, do Observer, chamou-a de melhor em anos, “por turnos, quebrando, absorvendo, seduzindo, altamente política, freqüentemente momentosa”. Waldemar Januszczak, do Sunday Times, escreveu: “Do começo ao fim, esse aparato de esmagar a alma é extraordinariamente horrível”.

O favorito de muitos visitantes era a Arquitetura Forense, um coletivo que foi descrito como uma “agência de detetives arquitetônicos” que investiga crimes de estado e abusos dos direitos humanos em todo o mundo.

Baseado na Goldsmiths, Universidade de Londres, o grupo é formado por arquitetos, cineastas, jornalistas, arqueólogos, cientistas, advogados e desenvolvedores de software. Para o prêmio da Turner, exibiu os resultados de suas investigações sobre as mortes durante uma invasão de madrugada de 2017 pela polícia israelense em uma aldeia beduína no deserto de Negev.

O prêmio Turner, em vigor desde 1984, muitas vezes exaspera e emociona em igual medida e não é estranho a controvérsias. O mais próximo que chegou este ano foi o protesto contra o artista Luke Willis Thompson, um neozelandês de ascendência europeia e fijiana.

Alguns criticaram o trabalho de vídeo de Autoportrait, um filme silencioso de Diamond Reynolds, a namorada de Philando Castile, morto a tiros pela polícia em Minnesota. Thompson foi acusado de lançar um olhar branco de classe média sobre os casos de sofrimento negro. Um grupo de manifestantes vestindo camisetas com o texto “Black Pain Is Not for Profit” protestou contra os sofás da exposição em setembro.

O quarto artista nomeado foi Naeem Mohaiemen, que exibiu dois filmes de 90 minutos, um sobre um homem que vive sozinho em um aeroporto abandonado e outro sobre momentos da história de Bangladesh.

O vencedor foi decidido por um júri composto por Oliver Basciano, um crítico de arte; Elena Filipovic, diretora do Kunsthalle Basel; Lisa Le Feuvre, diretora executiva da Fundação Holt-Smithson; e o romancista Tom McCarthy.

A exposição do Turner do ano passado foi em Hull. Este ano foi em Londres e, no ano seguinte, o circo rola para Margate.

• A exposição do prêmio Turner vai até o dia 6 de janeiro. 
Mark Brown – The Guardian

O Mundo Sombrio de Sabrina | Especial de natal ganha trailer

Capítulo extra vai ao ar em 14 de dezembro

O Mundo Sombrio de Sabrina | Um conto de inverno l – Trailer Oficial [HD] | Netflix

Um Conto de Inverno, o especial de natal de O Mundo Sombrio deSabrina, teve seu primeiro trailer divulgado, que mostra o caótico fim de ano da família Spellman. 

O Mundo Sombrio de Sabrina adapta as HQs da Archie Comics – conheça as histórias de Sabrina nos quadrinhos. A primeira temporada da série já está disponível na Netflix. 

Já o especial de natal chega à plataforma em 14 de dezembro. Depois disso, a segunda temporada – que já teve trailer divulgado – estreia em 5 de abril de 2019.