Os Orfãos | Babá é assombrada em terror com Finn Wolfhard

Filme mostra babá contratada para cuidar de órfãos em casa assombrada
JULIA SABBAGA

Os Orfãos, adaptação de A Volta do Parafuso, livro de Henry JamesThe Turning teve seu primeiro trailer e cartaz divulgados. Na prévia acima, Kate (Mackenzie Davis) é uma baba contratada para cuidar dos irmãos Miles (Finn Wolfhard) e Flora (Brooklyn Prince), mas acaba se deparando com os vários terrores da casa em que as crianças moram. O cartaz pode ser conferido abaixo:

Os Orfãos/Universal Pictures/Divulgação

Os Orfãos tem direção de Floria Sigismondi (DemolidorThe Handmaid’s Tale) e produção-executiva de Steven Spielberg.

O longa estreia tem estreia marcada para 5 de março. 

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Robert Forster, ator de ‘Breaking Bad’, morre aos 78 anos

Forster foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1998, por seu trabalho em ‘Jackie Brown’

Robert Forster em durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, em setembro de 2018. Foto: Mario Anzuoni / Reuters

O ator Robert Forster, conhecido por seu trabalho na série Breaking Bad e por uma indicação ao Oscar em 1998, teve sua morte anunciada neste sábado, 12, aos 78 anos de idade.

Segundo a jornalista Kathie Berlin, Rober Forster morreu em decorrência de um câncer de cérebro seguido de uma breve doença. No momento da morte, estava em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, cercado por sua família.

Entre seus principais papéis, estiveram o de Max Cherry em Jackie Brown, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1998. Atuou em mais de 100 longas entre as décadas de 1970 e 1980, em sua maioria, “Filmes B” dos Estados Unidos. 

O ator Robert Forster ao lado de Denise Grayson em janeiro de 2019. Foto: Phil McCarten / Invision / AP

Sobre a grande quantidade de trabalhos em sua carreira, afirmou ao Chicago Tribune, em 2018: “Eu tinha quatro filhos, aceitava qualquer trabalho que conseguia. Toda vez que chegava a um nível menor do que eu achava que podia tolerar, caía mais, e então mais.”

“Próximo ao fim [da carreira], eu não tinha agente, empresário, advogado, nada. Eu estava pegando tudo que caísse entre as rachaduras”, continuou.

Foi justamente o filme Jackie Brown, de Quentin Tarantino, que o colocou de volta nos holofotes. 

Ao receber o roteiro de Tarandino, Robert Forster teria dito: “Tenho certeza de que eles não vão te deixar me contratar”. O diretor respondeu: “Contrato qualquer um que quiser.”

Robert Forster também atuou em filmes como Eu, Eu Mesmo e IreneOs Descendentes e séries como Breaking Bad e Twin Peaks.

Robert Forster deixa quatro filhos, quatro netos e Denise Grayson, atriz que foi sua companheira nos últimos 16 anos.

O ator também teve sua morte lamentada por Samuel L. Jackson: “Descanse em paz, Robert Forster! Um verdadeiro ator de classe”.

Camila Cabello lança ‘Easy’, quarta música divulgada pela cantora em pouco mais de um mês

Música é mais uma do projeto ‘Romance’. ‘Escrevi essa música sobre o tipo de amor que faz você se amar mais’, explicou.

Camila Cabello lança ‘Easy’ — Foto: Reprodução/Instagram

Camila Cabello segue sua temporada de lançamentos musicais e divulgou, nesta sexta-feira (11), mais uma faixa. Desta vez, Camila lançou o áudio da música “Easy”.

Antes dela, desde o início de setembro, já vieram “Cry for me”, “Liar” e “Shameless”. Todas integram o projeto “Romance”.

“Escrevi essa música sobre o tipo de amor que faz você se amar mais. Eu acredito que antes de você se abrir para alguém, você sempre fica com medo de que, uma vez que percebam todas as coisas que você não gosta em si, todas as coisas que te deixam insegura, não vão mais gostar de você. E quando alguém consegue ver todas essas coisas e te ama apesar de todas elas, e por causa delas, isso faz você se sentir completamente verdadeiro por quem você é e se amar por quem você é também. Espero que gostem”, explicou Camila ao lançar “Easy”.

Harry Styles lança ‘Lights Up’; veja clipe

Músico volta com inédita após dois anos do último lançamento.

Harry Styles lançou nesta sexta (11) o single “Lights up” após dois anos do lançamento de seu primeiro álbum homônimo.

A música, pop com referências de R&B, veio acompanhada de um clipe quente: Harry está cercado de corpos, femininos e masculinos, à beira da praia.

Esta é a primeira música de seu segundo álbum, ainda sem data de lançamento.

Novo As Panteras tem cartaz nacional divulgado

Longa chega no Brasil em novembro
NICOLAOS GARÓFALO

Sony Pictures/Divulgação

Novo reboot da franquia, As Panteras ganhou um novo cartaz nacional que dá destaque aos principais personagens do longa.

Elizabeth Banks assume a direção do filme e interpreta Bosley, personagem que será vivido também por Patrick Stewart e Djmon HounsonNaomy Scott interpreta Elena Houghlin, uma cientista do MIT descrita como o “coração do filme”; Kristen Stewart será Sabina Wilson, uma peça coringa muito habilidosa da equipe e Ella Balinska interpreta Jane Kano, ex-agente do MI6 e responsável pela força do time.

Ainda não há muitos detalhes sobre a trama em si, mas o chamado de Charlie levará As Panteras para vários lugares do mundo e elas usarão disfarces em várias oportunidades. A estreia no Brasil está marcada para 14 de novembro de 2019.

‘Border’, o filme mais esquisito do ano, ignora fronteiras freudianas entre o humano e o animalesco

Apresentação do longa encerrou módulo do Ciclo de Cinema e Psicanálise
Bianka Vieira

Cena do filme ‘Border’, de Ali Abbasi – Divulgação

Conta um dos mitos freudianos que a humanidade, quando quadrúpede, lançava mão do olfato para identificar o cio. Ao descobrir que o sexo podia ser praticado para além da reprodução, no entanto, homens e mulheres se levantaram, afastaram-se do chão e, com isso, potencializaram o olhar em detrimento do faro.

Se Freud utilizou os sentidos para explicar a passagem da condição animal para a humana através do erotismo, essas fronteiras são completamente ignoradas em “Border”, longa premiado no último Festival de Cannes na seção Um Certo Olhar.

Dirigido pelo iraniano Ali Abbasi, chegou a ser considerado o filme mais esquisito de 2019

Tina, uma fiscal de alfândega num porto da Suíça e protagonista da história, tem um faro sobre-humano capaz de flagrar a mentira, a vergonha e a culpa nas pessoas que passam pela imigração.

Sua aparência é disforme e seus dentes, metidos numa boca que está sempre aberta, são pontiagudos e sujos. Tina tem afeição por insetos e o hábito de farejar, de modo animalesco, desde itens de supermercados a animais selvagens.

O filme, exibido e discutido nesta terça (8), encerrou o módulo “Mal-estar na civilização e violência” do Ciclo de Cinema e Psicanálise, realizado pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e pelo MIS (Museu da Imagem e do Som), com apoio da Folha.

“Todos nós somos um p ouco de outro planeta, e é muito difícil aceitar pessoas tão diferentes. A gente é mais humano quando consegue respeitar e é menos humano, mas demasiadamente humano, quando massacra aquilo que nos incomoda”, afirmou a psicanalista Luciana Saddi, mediadora da conversa.

Transitando entre a fantasia, o drama e o suspense sem se fixar em uma categoria, a produção subverte padrões de comportamento, gênero, biologia e sexualidade em cenas que causam aversão.

“É uma dúvida que o diretor arrasta pelo filme todo: quais critérios a gente usa para avaliar uma pessoa como humana ou não? Eu não tenho a resposta e acho, inclusive, que nem ela [Tina] tem”, comentou Naief Haddad, jornalista da Folha.

A cultura tem uma força de violência muito grande sobre Tina, avaliou o psicanalista Ricardo Trapé Trinca. “Ela cria marcas físicas e psíquicas que dizem ‘você é uma aberração, você tem os cromossomos alterados’.”

Em caso de pessoas que fogem aos padrões concebidos como a norma, a cultura é aquilo que lhes dá condições para que possam se reconhecer como são ou o que as impede de mostrar todas as suas potências? “Ambas as coisas”, respondeu Trapé Trinca.

Ao questionar seu pai sobre as diferenças que observa em si, Tina frequentemente recebe respostas vagas. Entre outros debates sobre a violência que podem ser lidos na obra, Luciana Saddi destacou sua presença no âmbito da familiarização, que é uma das chaves do processo da análise psicanalítica. 

“Todo processo de familiarização é muito violento, não importa se é uma adoção ou não, porque a gente é enquadrado numa cultura, numa ordem familiar ou cultural, e esse enquadro é sempre violento.”

Um ato sexual, que ocorre em um momento-chave para a descoberta da identidade da personagem e é uma das passagens mais grotescas do filme, causou desconforto no público presente, que ficou inquieto nas poltronas.

“Eu senti uma estranheza, um mal-estar, inclusive falei ‘nem sei se eu gostei'”, comentou uma mulher da plateia durante o debate sobre “Border”. “Depois, caindo as fichas, eu entendi a beleza.”

CINEMA I Estreias: Projeto Gemini, Amor Assombrado, Em Guerra, Greta, Jessica Forever, Luna, Morto Não Fala, O Pintassilgo

Will Smith em dose dupla e terror brasileiro estão entre as 12 estreias da semana

Projeto Gemini – Gemini Man. China/EUA, 2019. Direção: Ang Lee. Com: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen. 117 min. 14 anos.

Amor Assombrado
Brasil, 2019. Direção: Wagner de Assis. Com: Vannessa Gerbelli, Carmo Dalla Vecchia e Guilherme Prates. 91 min. 12 anos.
Em um bloqueio criativo, uma escritora se perde entre pessoas da vida real e as personagens criadas em seus textos.

Em Guerra
En Guerre. França, 2018. Direção: Stéphane Brizé. Com: Vincent Lindon, Mélanie Rover e Jacques Borderie. 113 min. 16 anos.
Desrespeitando acordos trabalhistas, uma empresa francesa decide fechar uma de suas fábricas. Revoltados, os funcionários se organizam em torno de seu porta-voz, que precisa se manter firme em meio à pressão do governo e de colegas descrentes no movimento. Do mesmo diretor de “O Valor de um Homem” (2015).

Eu Sinto Muito
Brasil, 2019. Direção: Cristiano Vieira. Com: Juliana Schalch, Rocco Pitanga e Wellington de Abreu. 100 min. 14 anos.
Um diretor produz um documentário sobre transtorno de personalidade borderline, caracterizado por instabilidade emocional e impulsividade. Para isso, ele acompanha pessoas que apresentaram crises recentes. Mas lidar com tais personagens se mostra complexo.

Frans Krajcberg: Manifesto
Brasil, 2018. Direção: Regina Jehá. 96 min. Livre.
O documentário mostra o lado engajado de Frans Krajcberg, polonês naturalizado brasileiro e expoente da arte ecológica, morto em 2017 aos 96 anos. Durante a vida, ele usou a arte para se manifestar por causas como a preservação da floresta amazônica.

Greta
Brasil, 2019. Direção: Armando Praça. Com: Marco Nanini, Denise Weiberg e Démick Lopes. 97 min. 18 anos.
Um enfermeiro precisa liberar uma vaga para sua amiga no hospital onde trabalha. Para isso, ele ajuda um criminoso que foi internado a fugir e o esconde em sua casa. Exibido no Festival de Berlim de 2019.

Jessica Forever
Idem. França, 2018. Direção: Caroline Poggi e Jonathan Vinel. Com: Aomi Muyock, Sebastian Urzendowsky e Augustin Raguenet. 97 min. 16 anos.
Em um futuro distópico, uma guerreira resgata jovens órfãos que vivem nas ruas, à margem da lei, e são caçados pela polícia. Selecionado para o Festival de Berlim de 2019.

Luna
Brasil, 2018. Direção: Cris Azzi. Com: Eduarda Fernandes, Ana Clara Ligeiro e Inês Peixoto. 89 min. 14 anos.
Uma jovem da periferia se torna amiga de uma colega de sala no primeiro dia de aula. Na ausência dos pais, elas passam a frequentar salas de bate-papo em vídeo na internet, usando máscaras e codinomes. A relação de confiança, porém, é abalada quando fotos de uma delas vaza pela rede, gerando uma onda de cyberbullying.

Morto Não Fala
Brasil, 2018. Direção: Dennison Ramalho. Com: Daniel de Oliveira, Fabiula Nascimento e Bianca Comparato. 110 min. 16 anos.
Um homem que trabalha em um necrotério possui o dom de se comunicar com os mortos. Quando as conversas são direcionadas a questões de sua vida pessoal, ele se torna alvo de uma maldição que ameaça sua família.

A Noite Amarela
Brasil, 2019. Direção: Ramon Porto Mota. Com: Ana Rita Gurgel. Caio Richard e Clara de Oliveira. 102 min. 12 anos.
Um grupo de adolescentes faz uma viagem para celebrar o fim do último ano do ensino médio. Mas a euforia acaba logo na primeira noite após um estranho acontecimento, que eles não conseguem discernir se foi real ou uma alucinação.

O Pintassilgo
The Goldfinch. EUA, 2019. Direção: John Crowley. Com: Sarah Paulson, Ansel Elgort e Aneurin Barnard. 149 min. 16 anos.
Um atentado terrorista no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, tira a vida da mãe de um jovem de 13 anos. Ele sobrevive e guarda consigo o quadro de um pintassilgo que resistiu à explosão. Em meio aos traumas, a pintura se torna sua única conexão com a progenitora. Baseado no livro homônimo, vencedor do Pullizer, escrito por Donna Tartt.

A Princesa de Elymia
Brasil, 2019. Direção: Silvio Toledo. 104 min. 12 anos.
Na Pedra da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro, uma jovem encontra um portal que leva ao reino de Elymia, um mundo mágico. Ao chegar lá, descobre que possui poderes e que precisa combater bruxos, dragões e monstros.

Projeto Gemini
Gemini Man. China/EUA, 2019. Direção: Ang Lee. Com: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen. 117 min. 14 anos.
Um assassino profissional que trabalha para o governo dos Estados Unidos decide se aposentar depois de uma missão de alto risco que o fez refletir sobre sua atividade. Após descobrir que mentiram a respeito deste último trabalho, ele passa a ser perseguido por um clone seu, mais jovem, que tenta matá-lo.