Kevin Feige, presidente dos estúdios Marvel, vem ao Brasil participar da CCXP 2019

Responsável pelos filmes e diretor criativo da editora participa de evento, que acontece entre os dias 5 e 8 em São Paulo.

Kevin Feige vai aos prêmio Saturn, nos Estados Unidos, em 2018 — Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

A Comic Con Experience 2019 anunciou nesta sexta-feira (29) que o presidente dos estúdios Marvel, Kevin Feige, vem ao Brasil. Ele vai participar do evento, que acontece entre os dias 5 e 8 em São Paulo.

Feige é o grande responsável pelo universo cinematográfico da editora, cujos 23 filmes já somam mais de US$ 22 bilhões em bilheterias no mundo. O produtor também se tornou recentemente o diretor criativo da Marvel Entertainment, que cuida dos quadrinhos da empresa.

Ele se junta a outros convidados da Disney. O estúdio já anunciou a presença do diretor e dos protagonistas de “Star Wars: A ascensão Skywalker”, da presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, e de diretores e produtores de animações.

Além deles, também participarão de painéis da empresa os atores Ryan Reynolds (“Deadpool”), Joe Keery (“Stranger things”) e o diretor Shawn Levy (“Uma noite no museu”).

CCXP 2019

Outras estrelas já confirmaram presença na CCXP 2019. Ruth Wilson, Dafne Keen e Clarke Peters, do elenco da série “His Dark Materials”, já anunciaram a vinda.

As atrizes Gal Gadot, que interpreta a Mulher-Maravilha, e Margot Robbie, que interpreta a Arlequina, também estão confirmadas para o evento, assim como o elenco de “La casa de papel”.

O evento está com todos os ingressos esgotados.

Millie Bobby Brown receberá cachê milionário para atuar em filme de Sherlock Holmes

Atriz mirim será protagonista em obra que deve chegar aos cinemas em 2020

A atriz Millie Bobby Brown

Após ganhar destaque como Eleven, personagem principal da série Stranger ThingsMillie Bobby Brown foi escalada como protagonista do filme Enola Holmes, sobre a irmã mais nova do detetive Sherlock Holmes.

Com 15 anos de idade, a atriz mirim receberá um cachê de US$ 6,1 milhões (R$ 25,8 milhões, na cotação atual) e poderá ganhar mais US$ 800 mil (R$ 3,4 milhões) de bônus se a obra tiver um bom desempenho nas bilheterias, segundo informações do TMZ.

Enola Holmes está previsto para estrear em 2020 e terá Henry Cavill no papel de Sherlock.

BBC lista 'os 100 melhores filmes' dirigidos por mulheres; confira

Ilustração de Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola, um dos filmes mais citados pelos críticos – BBC News Brasil/Succession Varda

No ano passado, uma lista da BBC Culture, site de entretenimento e arte da BBC, com os 100 melhores filmes em língua não inglesa gerou uma discussão pertinente: de todos os selecionados, apenas quatro eram dirigidos por mulheres.

Essa escassez de diretoras vem se repetindo nas listas anuais da BBC: no ranking de 100 maiores comédias, de 2017, só havia quatro mulheres. Das 100 melhores filmes do século 21, feita em 2016, eram apenas 12 — nenhuma delas ficou entre as 20 primeiras posições. Na primeira pesquisa da BBC sobre os 100 maiores filmes americanos de todos os tempos, só dois eram co-dirigidos por uma mulher.

Então, em 2019, a BBC decidiu criar uma lista dos 100 melhores filmes dirigidos por mulheres. O resultado é a maior e mais importante pesquisa internacional da BBC Culture: 761 filmes diferentes foram votados por 368 especialistas em cinema de 84 países —críticos, jornalistas, programadores de festivais e acadêmicos. Há pessoas do Zimbábue ao Afeganistão.

"Cléo das 5 às 7" é um dos grandes clássicos da Nouvelle Vague francesa
“Cléo das 5 às 7” é um dos grandes clássicos da Nouvelle Vague francesa – BBC News Brasil/Succession Varda

Para que houvesse um equilíbrio de gênero, a BBC escolheu um número de eleitores bastante próximo entre homens e mulheres: 185 deles são do sexo feminino e 181, do masculino. Há também uma pessoa não-binária e uma que preferiu não dizer seu gênero. Cada eleitor listou seus dez filmes favoritos dirigidos por mulheres. Portanto, a lista apresenta os 100 que melhor pontuaram.

O resultado é uma impressionante coleção de filmes que demonstra o poder, a criatividade e a diversidade do cinema produzido por mulheres em todo o mundo: do filme mudo Sapatos (1916) ao drama The Souvenir (2019).

A maioria dos filmes da lista foi produzida a partir dos anos 1990. E, embora os EUA, a França, o Reino Unido, a Alemanha, a Itália, a Bélgica e o Canadá sejam os países de produção mais populares, filmes da Argentina, Irã, Ucrânia, Arábia Saudita, Índia, Tunísia e a República Tcheca também estão entre as 100 melhores. Não há nenhum filme brasileiro na lista.

A cineasta franco-belga Agnès Varda, que morreu em março deste ano, foi a diretora que mais apareceu na lista —seis filmes entre as 100 melhores—, seguida por Kathryn Bigelow, Claire Denis, Lynne Ramsay e Sofia Coppola.

A obra-prima de Jane Campion, O Piano (1993), ficou em primeiro lugar, citado por quase 10% dos críticos. Segundo a crítica Hannah Woodhead, a produção é bastante sensível e tem personagens femininas difíceis e reais. Para ela, o longa é “uma fábula penetrante que fala do desejo universal de amar e ser amado”.

Então, o que tem na lista? Um filme de uma pianista muda que redescobre a paixão fica ao lado de um longa sobre a crise existencial de uma garota parisiense; uma comédia surrealista tcheca, banida em seu país de origem; três dias na vida de uma mãe solteira na Bélgica; sexualidade e ciúme reprimidos na Legião Estrangeira e uma estranha amizade entre um ator de cinema e uma jovem em um hotel de Tóquio. E esses são apenas os cinco primeiros colocados.

Como sempre, a BBC não espera que essa lista seja definitiva, mas um ponto de partida para descoberta, discussão e debate sobre o cinema produzido por mulheres.

Eis a lista, segundo a opinião dos críticos consultados pela BBC

  • 100 – “Minhas Mães e Meu Pai” (Lisa Cholodenko, 2010)
  • 99 – “The Souvenir” (Joanna Hogg, 2019)
  • 98 – “Um Lugar Qualquer” (Sofia Coppola, 2010)
  • 97 – “Örökbefogadás” (Márta Mészáros, 1975)
  • 96 – “Os Encontros de Anna” (Chantal Akerman, 1977)
  • 95 – “Ritual in Transfigured Time” (Maya Deren, 1946)
  • 94 – “Notícias de Casa” (Chantal Akerman, 1977)
  • 93 – “Marcas da Vida” (Andrea Arnold, 2006)
  • 92 – “Raw” (Julia Ducournau, 2016)
  • 91 – “Minha Terra África” (Claire Denis, 2009)
  • 90 – “Fast Times at Ridgemont High” (Amy Heckerling, 1982)
  • 89 – “As Praias de Agnès” (Agnès Varda, 2008)
  • 88 – “Os Silêncios do Palácio” (Moufida Tlatli, 1994)
  • 87 – “35 Doses de Rum” (Claire Denis, 2008)
  • 86 – “O Sonho de Wadjda” (Haifaa Al-Mansour, 2012)
  • 85 – “Uma Canta, a Outra Não” (Agnès Varda, 1977)
  • 84 – “Retrato de Jason” (Shirley Clarke, 1967)
  • 83 – “Sintonia de Amor” (Nora Ephron, 1993)
  • 82 – “At Land” (Maya Deren, 1944)
  • 81 – “Garota Sombria Caminha pela Noite” (Ana Lily Amirpour, 2014)
  • 80 – “Quero Ser Grande” (Penny Marshall, 1988)
  • 79 – “Sapatos” (Lois Weber, 1916)
  • 78 – “A Maçã” (Samira Makhmalbaf, 1988)
  • 77 – “Tomboy” (Céline Sciamma, 2011)
  • 76 – “Garotas” (Céline Sciamma, 2014)
  • 75 – “O Atalho” (Kelly Reichardt, 2010)
  • 74 – “Chocolate” (Claire Denis, 1988)
  • 73 – “Corpo e Alma” (Ildikó Enyedi, 2017)
  • 72 – “Europa Europa” (Agnieszka Holland, 1980)
  • 71 – “A Concha e o Clérigo” (Germaine Dulac, 1928)
  • 70 – “Encantadora de Baleias” (Niki Caro, 2002)
  • 69 – “The Connection” (Shirley Clarke, 1961)
  • 68 – “Eve’s Bayou” (Kasi Lemmons, 1997)
  • 67 – “Os Anos de Chumbo” (Margarethe von Trotta, 1981)
  • 66 – “O Lixo e o Sonho” (Lynne Ramsay, 1999)
  • 65 – “Sem Rastros” (Debra Granik, 2018)
  • 64 – “Domando o Destino” (Chloe Zhao, 2017)
  • 63 – “Maria Antonieta” (Sofia Coppola, 2006)
  • 62 – “Estranhos Prazeres” (Kathryn Bigelow, 1995)
  • 61 – “India Song” (Marguerite Duras, 1975)
  • 60 – “Uma Equipe Muito Especial” (Penny Marshall, 1992)
  • 59 – “O Longo Adeus” (Kira Muratova, 1971)
  • 58 – Procura-se Susan Desesperadamente (Susam Seidelman, 1985)
  • 57 – “O Babadook” (Jennifer Kent, 2014)
  • 56 – “A 13ª Emenda” (Ava DuVernay, 2016)
  • 55 – “Monster” – Desejo Assassino (Patty Jenkins, 2003)
  • 54 – “Brilho de Uma Paixão” (Jane Campion, 2009)
  • 53 – “La mujer sin cabeza” (Lucrecia Martel, 2008)
  • 52 – “Lazzaro Felice” (Alice Rohrwacher, 2018)
  • 51 – “Harlan County: Tragédia Americana” (Barbara Kopple, 1976)
  • 50 – “O Mundo é o Culpado” (Ida Lupino, 1950)
  • 49 – “Salaam Bombay!” (Mira Nair, 1988)
  • 48 – “Síndrome Astênica” (Kira Muratova, 1989)
  • 47 – “Um Anjo em Minha Mesa” (Jane Campion, 1990)
  • 46 – “Quando Chega a Escuridão” (Kathryn Bigelow, 1987)
  • 45 – “Triunfo da Vontade” (Leni Riefenstahl, 1935)
  • 44 – “Docinho da América” (Andrea Arnold, 2016)
  • 43 – “As Virgens Suicidas” (Sofia Coppola, 1999)
  • 42 – “As Aventuras do Príncipe Achmed” (Lotte Reiniger, 1926)
  • 41 – “Cafarnaum” (Nadine Labaki, 2018)
  • 40 – “Meninos Não Choram” (Kimberly Peirce, 1999)
  • 39 – “Retrato de Uma Jovem em Chamas” (Céline Sciamma, 2019)
  • 38 – “Paris is Burning” (Jennie Livingston, 1990)
  • 37 – “Olympia” (Leni Riefenstahl, 1938)
  • 36 – “Wendy e Lucy” (Kelly Reichardt, 2008)
  • 35 – “Matrix” (Lana e Lilly Wachowski, 1999)
  • 34 – “O Romance de Morvern Callar” (Lynne Ramsay, 2002)
  • 33 – “Você Nunca Esteve Realmente Aqui” (Lynne Ramsay, 2017)
  • 32 – “O Porteiro da Noite” (Liliana Cavani, 1974)
  • 31 – “Os Catadores e Eu” (Agnès Varda, 2000)
  • 30 – “Zama” (Lucrecia Martel, 2017)
  • 29 – “Um Casamento à Indiana” (Mira Nair, 2001)
  • 28 – “As Duas Faces da Felicidade” (Agnès Varda, 1965)
  • 27 – “Selma: Uma Luta pela Igualdade” (Ava DuVernay, 2014)
  • 26 – “Histórias que Contamos” (Sarah Polley, 2012)
  • 25 – “The House is Black” (Forough Farrokhzad, 1963)
  • 24 – “Lady Bird” (Greta Gerwig, 2017)
  • 23 – “O Mundo Odeia-me” (Ida Lupino, 1953)
  • 22 – “Precisamos Falar Sobre Kevin” (Lynne Ramsay, 2011)
  • 21 – “Inverno da Alma” (Debra Granik, 2010)
  • 20 – “Clueless” (Amy Heckerling, 1995)
  • 19 – “Orlando” (Sally Potter, 1992)
  • 18 – “Psicopata Americano” (Mary Harron, 2000)
  • 17 – “Pasqualino Sete Belezas” (Lina Wertmüller, 1975)
  • 16 – “Wanda” (Barbara Loden, 1970)
  • 15 – “La Cienaga” (Lucrecia Martel, 2001)
  • 14 – “O Pântano” (Lucrecia Martel, 2001)
  • 13 – “Caçadores de Emoção” (Kathryn Bigelow, 1991)
  • 12 – “Os Renegados” (Agnès Varda, 1985)
  • 11 – “A Hora Mais Escura” (Kathryn Bigelow, 2012)
  • 10 – “Filhas do Pó” (Julie Dash, 1991)
  • 9 – “Aquário” (Andrea Arnold, 2009)
  • 8 – “Toni Erdmann” (Maren Ade, 2016)
  • 7 – “Guerra ao Terror” (Kathryn Bigelow, 2008)
  • 6 – “As Pequenas Margaridas” (Věra Chytilová, 1966)
  • 5 – “Encontros e Desencontro” (Sofia Coppola, 2003)
  • 4 – “Bom Trabalho” (Claire Denis, 1999)
  • 3 – “Jeanne Dielman” (Chantal Akerman, 1975)
  • 2 – “Cléo das 5 às 7” (Agnès Varda, 1962)
  • 1 – “O Piano” (Jane Campion, 1993)

BBC NEWS BRASIL

CINEMA I Estreias: Um Amante Francês, Duas Coroas, Carcereiros – O Filme, Uma Segunda Chance Para Amar, A Resistência de Inga

Uma Segunda Chance Para Amar
Last Christmas. EUA/Reino Unido, 2019. Direção: Paul Feig. Com: Emilia Clarke, Emma Thompson e Henry Golding. 103 min. 12 anos.

Um Amante Francês
​Just a Gigolo. França, 2019. Direção: Olivier Baroux. Com: Kad Merad, Anne Charrier e Léopold Moati. 94 min. 12 anos.
Um gigolô que passou anos vivendo no luxo é dispensado por sua rica companheira. Após se mudar com sua irmã e seu sobrinho, ele procura uma nova amante enquanto aconselha o menino em sua vida amorosa.

Aspirantes
Brasil, 2015. Direção: Ives Rosenfeld. Com: Ariclenes Barroso, Sérgio Malheiros e Karine Teles. 75 min. 14 anos.
Um jovem pobre que trabalha para ajudar a família sonha em se tornar um jogador de futebol. Desmotivado por não chegar a um clube grande, ele passa a invejar um amigo que está tendo mais sucesso e precisa lidar com a gravidez de sua namorada.

O Barato de Iacanga
Brasil, 2019. Direção: Thiago Mattar. 93 min. 14 anos.
O documentário reconta a história e contexto da criação do Festival de Águas Claras, realizado em quatro edições na cidade de Iacanga, entre os anos 1970 e 1980. O evento se tornou um símbolo da contracultura e ganhou a alcunha de “Woodstock Brasileiro”. Exibido no festival É Tudo Verdade de 2019.

Boonie Bears: Aventura em Miniatura
Xiong Chu Mei Zhi Bian Xing Ji. China, 2018. Direção: Leon Ding e Huida Lin. 85 min. Livre.
Nesta animação, dois ursos que protegem a floresta onde vivem são encolhidos por um maligno inventor. Filme inspirado na série de TV chinesa homônima.

Carcereiros – O Filme
Brasil, 2019. Direção: José Eduardo Belmonte. Com: Rodrigo Lombardi, Kaysar Dadour e Tony Tornado. 98 min. 16 anos.
Um agente penitenciário tem de lidar com um aumento na tensão dentro da cadeia com a chegada de um terrorista internacional. Filme com os personagens da minissérie homônima exibida pela TV Globo, inspirada em livro de Drauzio Varella. Exibido na 43ª Mostra Internacional de Cinema.

Duas Coroas
Dwie Korony. Polônia, 2017. Michał Kondrat. Com: Adam Woronowicz, Artur Barcis e Pawel Delag. 92 min. 12 anos.
O filme conta a história do sacerdote Maximiliano Kolbe, que morreu para salvar um general que permitiu a fuga de prisioneiros durante o regime nazista. O religioso foi canonizado pelo papa João Paulo 2º.

Fernando
Brasil, 2017. Direção: Igor Angelkorte, Julia Ariani e Paula Vilela. 71 min. 12 anos.
O documentário mostra o trabalho de Fernando Bohrer, ator e professor de teatro. Mesmo com um problema no coração, ele não abre mão de seu trabalho em função da arte.

Novas Espécies – A Expedição do Século
Brasil, 2017. Direção: Maurício Dias. 90 min. Livre.
O documentário registra uma expedição de cientistas à serra da Mocidade, em Roraima, região pouco explorada da Amazônia. A viagem possibilitou a identificação de dezenas de novas espécies de animais e plantas.
Salas e horários

A Resistência de Inga
Héraðið. Islândia/Dinamarca/Alemanha/França, 2019. Direção: Grímur Hákonarson. Com: Arndís Hrönn Egilsdóttir, Sveinn Ólafur Gunnarsson e Sigurður Sigurjónsson. 92 min. 14 anos.
A comédia acompanha a história de uma fazendeira de laticínios da Islândia que se rebela contra uma poderosa cooperativa, a qual acusa de criar um monopólio no mercado. Exibido na 43ª Mostra Internacional de Cinema.

A Revolução em Paris
Un Peuple et son Roi. Bélgica/França, 2018. Direção: Pierre Schoeller. Com: Gaspard Ulliel, Adèle Haenel e Olivier Gourmet. 121 min. 16 anos.
Dramatização dos momentos que precederam a Revolução Francesa, iniciada em 1789. Sob o reinado de Luís 16, o povo francês decide enfrentar a monarquia e exige uma transformação social baseada nos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.

Uma Segunda Chance Para Amar
Last Christmas. EUA/Reino Unido, 2019. Direção: Paul Feig. Com: Emilia Clarke, Emma Thompson e Henry Golding. 103 min. 12 anos.
Uma jovem que tenta ser atriz vive estressada com a família e com o trabalho em uma loja de artigos natalinos. Em meio a uma crise pessoal, ela conhece um rapaz, que a ajuda a colocar sua vida nos trilhos. Livremente inspirado nas músicas de George Michael, cantor morto em 2016, e do Wham!, dupla da qual participou.

Netflix administrará Paris Theatre, um dos cinemas mais antigos de Nova York

Perto do Central Park e Hotel Plaza, Paris Theatre fechou às portas após 71 anos

Paris Theatre – Divulgação

NOVA YORK – A Netflix anunciou nesta segunda-feira (25) que administrará um dos cinemas mais antigos de Nova York, o Paris Theatre, e exibirá seus filmes lá, um novo palco para a gigante do streaming que enfrenta os grandes cinemas. 

A dois passos do Central Park e do famoso Hotel Plaza, o cinema de Paris fechou suas portas no final de agosto, após 71 anos de existência, devido ao aumento do aluguel. 

O último cinema de Nova York, com uma única sala, foi reaberto no início de novembro para a exibição do filme “Marriage Story”, do diretor americano Noah Baumbach, produzido pela Netflix.

“Esse cinema emblemático permanecerá aberto e se tornará a casa da Netflix para seus eventos excepcionais, suas projeções e estreias nas salas (de cinema)”, afirmou o grupo nesta segunda-feira em uma série de mensagens em sua conta no Twitter. 

Escolha de Elizabeth Bishop como homenageada da Flip é recebida com revolta

Escritora americana manifestou apoio ao golpe militar de 1964 enquanto morava no Brasil, e escritores e leitores criticaram a decisão da Festa de Paraty
Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

Poesia. Elizabeth Bishop venceu o Pulitzer e o National Book Award  Foto: dannarhitect.wordpress.com

escolha de Elizabeth Bishop como autora homenageada da 18.ª Festa Literária Internacional de Paraty gerou revolta nas redes sociais, com escritores, leitores e críticos definindo a decisão como “insultuosa”, “politicamente melancólica” e “lamentável”. Houve também manifestações a favor do nome da escritora americana.

O principal motivo das críticas foi o apoio, mesmo que lateral, de Bishop ao golpe militar de 1964, em abril daquele ano. Em cartas ao colega Robert Lowell, Bishop — que vivia no Brasil há cerca de 10 anos na ocasião — disse que o evento “foi uma revolução rápida e bonita” e que “a suspensão dos direitos, a cassação de boa parte do Congresso etc., isso tinha de ser feito por mais sinistro que pareça”

Embora a política tenha pouco peso na produção estética de Bishop, que poderia ser o tema principal das discussões na Flip, as críticas nas redes sociais questionam o momento em que a organização da Festa escolheu para homenagear uma autora alinhada ao golpe militar no Brasil.

No Facebook, a escritora e acadêmica Luciana Hidalgo classificou a escolha de Bishop como “provinciana”. “Dizem por aí que não se deve misturar a obra de um autor com a sua vida – et pour cause. Escritores têm mesmo todo direito de expressar livremente o que pensam. No entanto, por que um festival literário da importância da Flip no Brasil prestaria tributo a uma autora estrangeira capaz de dizer tantas bobagens elitistas, reacionárias e preconceituosas sobre nós, deixando assim de homenagear autores brasileiros de enorme relevância?”, escreveu, em um longo texto onde dá exemplos retirados das cartas da poeta americana.

O olhar de Bishop sobre o Brasil, ressaltado pela organização da Flip como um dos motivos para a decisão, também foi criticado por quem não gostou da escolha.

O escritor Joca Reiners Terron sugeriu que a Festa poderia ter homenageado tanto Bishop quanto seu tradutor no Brasil, o poeta e professor Paulo Henriques Britto. “Quanto ao timing da escolha da direitosa, borracha e sapatona poeta, concordo com a grita: não poderia ser pior. Só que a esquerda também precisa se ligar que nem todo culturette pende pro mesmo lado: também tem artista de direita, assim como curador, diretor de festival etc”, disse Terron no Twitter.

A jornalista portuguesa Alexandra Lucas Coelho também criticou a Flip. “Não ponho em questão Bishop como poeta, nem ela pode deixar de ser lida por isso, era o que faltava — que isso fique muito claro. Mas escolhê-la como figura da maior festa literária do país justamente quando o Brasil mais precisa de afirmar a potência, a beleza, a liberdade dos seus criadores, logo quando os nostálgicos da ditadura, agora no poder, ameaçam a criação diariamente, parece-me o maior tiro no pé. Insultuoso mesmo”, disse no Facebook.

Por outro lado, como vozes dissonantes no debate das redes sociais, apareceram a poeta Angélica Freitas e o cronista Antonio Prata.

“Amo a Bishop em toda a sua complexidade”, escreveu Angélica Freitas. “Uma mulher desenraizada, lésbica, alcoólatra. Teve uma vida trágica. Apaixonou-se por uma brasileira e morou aqui (numa bolha de gente rica, que hoje apoiaria borsalino). Uma das maiores poetas do século XX. Uma das minhas poetas favoritas.”

Prata contemporizou e disse que é preciso aceitar outras visões políticas. “Sim, E. Bishop elogiou o golpe de 64.   E Nelson Rodrigues tb. E Jorge Amado elogiava a União Soviética (como boa parte de nossos intelectuais). E Vinicius tem uma letra pedófila. Exijam alinhamento político e ideológico e pureza moral de artista e a arte acaba”, escreveu no Twitter.

Estado enviou perguntas para a curadoria da Flip via assessoria de imprensa sobre a reação que o anúncio gerou, mas até o momento não recebeu as respostas.

Bishop tem uma forte conexão com o Brasil. Em 1951 – ainda antes de ganhar o Prêmio Pulitzer em 1956 – ela aportou em Santos com a intenção de permanecer duas semanas, mas acabou se apaixonando pelo País e pela arquiteta Lota de Macedo Soares (1910-1967), e viveu aqui por 15 anos, entre o Rio e Petrópolis. O Brasil está presente em muitas de suas cartas, e também em uma parte da sua poesia.