‘Game of thrones’: reestreia bate recorde de audiência nos EUA

Cena de ‘Game of thrones’ (Foto: HBO)

A estreia da última temporada de “Game of thrones“, no último domingo, foi o episódio mais assistido da história da série nos EUA, com 17,4 milhões de espectadores. O número reúne a audiência da TV e das plataformas HBO GO e HBO NOW.

Dos 17,4 milhões, 11,8 assistiram ao episódio “Winterfell” em sua exibição original na TV. É a melhor média de uma estreia da produção.

O recorde de audiência anterior pertencia ao último episódio da sétima temporada, “The dragon and the wolf”, exibido em 2017. O capítulo somou 16,9 milhões de espectadores em sua audiência total.

No Brasil, a HBO não divulga dados de audiência. [Gabriela Antunes]

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‘Pedi aos autores de ‘The handmaid’s tale’ algo que eu lesse e pensasse: ‘Car***!!’, diz Elisabeth Moss

Atriz americana fala sobre o papel de uma atormentada cantora grunge em novo filme e de sua participação no sucesso ‘Nós’, de Jordan Peele
Jor Coscarelli, do New York Times

Elisabeth Moss como Becky no pôster de “Her smell” Foto: Divulgação

A vida de Elisabeth Moss é sofrida, em diversas épocas. Desde que encarnou a a subestimada Peggy Olson em “Mad Men” (na década de 1960) até sua Offred na distopia “The Handmaid’s Tale” , em um futuro próximo,  passando pela aparição em “Us” de Jordan Peele, ela parece estar no bom caminho para se tornar a santa padoreira dos fracos e oprimidos.

vibe é consistente mesmo em papéis menos conhecidos, principalmente as parcerias da atriz americana de 36 anos com o escritor e diretor Alex Ross Perry. Ele a escalou em três filmes, um deles “Rainha do mundo” (2015), em que imagens cruéis em close retratam o desenlace da personagem.

“Her smell”, sexto longa-metragem do diretor, em cartaz nos EUA, mais uma vez encontra Elisabeth – agora como Becky Something, uma estrela do rock dos anos 1990, no mundo do grunge e das riot grrrls – quebrando tudo, inclusive a si mesma, com foco na maquiagem borrada. O papel foi criado especialmente para ela.

– Algumas pessoas nascem para sofrer, e outras, para fingir que sofrem – diz Perry.

Em cinco partes, a maioria deles uma única cena, “Her smell” mostra a saga de uma compositora genial,  louco, que consome drogas, se autossabota e estraga a banda. Por acaso, ela é  uma mulher.

Com uma fotografia zonza, que mostra a claustrofobia e o suor dos bastidores de uma casa de shows de rock, assim como o redemoinho do vício, o filme foi inspirado por artistascomo Guns N’ Roses, Jawbreaker, Nirvana, Bikini Kill e L7. A essa lista, Elisabeth adicionou Amy Winehouse, Marilyn Monroe e e outras. Tudo isso além de Courtney Love, cujo visual, estilo e palhaçadas no papel de cantora do Hole se espelham no caos de Becky e sua banda, Something She.

A atriz, que estudou guitarra e piano para o papel falou por telefone sobre não ter vivido a onda punk, sua queda por papéis sombrios e o lugar de Courtney no universo de “Her smell”. Veja alguns trechos da conversa.

O que você lembra da época do grunge e das riot grrrls?

Eu fazia balé desde os 5 anos e, naquela época, tinha 11 ou 12. Eu não embarquei em nada daquilo. Lembro-me de ouvir os mais populares, como Nirvana e coisas assim, no rádio. Mas tudo aquilo parecia feito para pessoas mais velhas e definitivamente mais legais que eu. Acho que não entendi direito. Eu era uma criança muito feliz, sabe?. Então, quando fui me aproximar desse universo, fui sincera com Alex, tipo: “Esse é um universo que eu não entendo muito bem”.

Os envolvidos com o filme minimizam a conexão com Courtney Love, mas há muitas referências que apontam para ela. Você a contactou?

Ela é indiscutivelmente a figura feminina mais famosa da época, e também é loura, né? Então visualmente você tem a conexão. E obviamente há algumas histórias bem documentadas e que fazem sentido no que diz respeito a Becky (risos). Mas eu disse a Alex: “Queremos fazer a história de Courtney Love? Vamos falar com ela para o filme, então”. Mas não era o que queríamos. É só por isso que minimizamos a conexão, porque não era a nossa intenção. Ela não fez parte do filme. Mas eu usei Kurt Cobain tanto quanto Courtney Love.

Você ouviu alguma reação de Courtney?

Nenhuma! Mas estive com ela algumas vezes, e ela sempre foi superlegal comigo.

Até com Kitty, seu personagem em “Nós”, e em “Top of the lake”, você se tornou um poço de dor e sofrimento. O que ainda a atrai para esses papéis brutais?

Eu os acho mais interessantes e desafiadores. Sou uma pessoa feliz. Não há nada superinteressante ou dramático em ver alguém que está bem e lava roupa, como eu estou fazendo hoje. Mas existe uma piada interna entre as pessoas com as quais eu colaboro: o que elas podem escrever que vai me fazer dizer: “Noooossa, isso é desafiador”, ou “Meu Deus, que sinistro!”? Eu disse aos autores de “Handmaid’s” no início da temporada: “Sua tarefa é escrever algo que eu vou ler e ficar assim: “Car***!!”

Você costuma equilibrar filmes de arte com alguns dos programas de mais sucesso e blockbusters. É divertido ter participado de algo como “Nós”, e ser apenas parte do ‘zeitgeist’?

É superdivertido. Foi uma experiência diferente para mim, porque eu nunca estive em um filme que as pessoas realmente foram ver (risos). Eu nunca participei de algo que tivesse a expectativa de ganhar dinheiro nas bilheterias. Essa é a verdade. Na segunda-feira, as pessoas todas vieram falar comigo sobre o filme, porque todo mundo foi vê-lo no fim de semana. Sou muito grata a Jordan (P eele, diretor de “Nós” ) por ele ter me chamado para participar de algo histórico assim.

(Spoiler de “Nós”) Quando você viu o filme no cinema, como foi ver as pessoas reagindo ao seu assassinato?

Adorei, achei hilário. Quando filmamos, Jordan chamou aquela cena de “O massacre dos sete segundos”. Aquele negócio de rastejar no chão… A gente sabia que seria legal.

“Nós” e “Her smell” têm algo mais em comum: você tem momentos de humor, mesmo se os personagens que contracenam com você não se divirtam. Você fica confortável em papéis cômicos?

Eu nunca consigo! Ninguém nunca me pede para fazer isso. Eu acho que fiquei… — estigmatizada é uma palavra negativa, então não quero usá-la —, mas definitivamente tenho a fama de fazer papéis mais dramáticos. Então foi muito divertido fazer algo diferente. E essa garota de “Nós”… eu queria fazer um filme inteiro como ela. Muitas mulheres vieram a mim e disseram: “Uau, a sua loura básica é tão legal!”

Filme Guava Island de Glover e Rihanna mistura musical e críticas

Novo filme protagonizado pelo artista multidisciplinar e Rihanna mistura música, dança e causas sociais em uma narrativa inebriante
POR PAULA JACOB | FOTOS AMAZON STUDIOS/DIVULGAÇÃO

Se você acha que Donald Glover se resume a This Is America, está precisando de uma imersão no universo criativo de um dos nomes mais importantes das artes visuais dos últimos tempos. O músico, ator, roteirista, diretor… tira qualquer narrativa social do senso comum com sua maravilhosa e necessária série Atlanta e cutuca diversas camadas sociais com suas músicas sob o pseudônimo Childish Gambino. Mas em Guava Island ele mostra o quanto sua faceta multidisciplinar é necessária para o cinema, que segue patinando nos mesmos estereótipos há alguns anos.

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O filme, disponível no Prime Videostreaming da Amazon, tem menos de uma hora e muita história para contar. O ritmo de fábula encantada começa com uma animação que contextualiza o ambiente no qual a trama se passará. Guava Island é uma pequena ilha, onde a natureza e os saberes ancestrais são valorizados; onde homens e animais convivem em harmonia; e tiram de suas terras com respeito aquilo que produz o fio de seda. Mas como ainda vivemos em um contexto capitalista patriarcal, o que era uma mera produção de roupas a partir da matéria prima, se torna um processo industrial exploratório, ganancioso e abusador dos funcionários, que trabalham de domingo a domingo. Dani (Donald Glover) é um músico que sonha em criar uma música tão linda e genuína, capaz de unir todos os moradores da ilha de novo e relembrá-los da real riqueza daquele lugar. Kofi (Rihanna) é sua companheira e amiga desde a infância, que trabalha como costureira na fábrica dominadora da região. Conseguiu pensar em algum outro lugar parecido?  

‘Guava Island’: o musical politizado de Donald Glover (Foto: Amazon Studios/Divulgação)

Mais do que um sonho de uma noite de verão, Donald Glover ressignifica suas próprias músicas. E não, Guava Island não é um álbum visual. Sob direção de Hiro Murai, mesmo de Atlanta e This Is America, o filme é uma mistura de musical, fábula encantada, política, crítica social e o que mais você conseguir extrair desse roteiro, com embalo de músicas de Glover (ou Childish Gambino). Ah, vale ressaltar: não há brancos no filme. Ele, inclusive, reencena a coreografia de This is America em um galpão ao responder para o colega de serviço – Dani é músico por paixão e operário por necessidade – que o sonho dele de ir para os Estados Unidos não é coerente, já que todo lugar do mundo é a América. “We just wanna party/ Party just for you/ We just want the money/ Money just for you/ I know you wanna party/ Party just for me…”.

‘Guava Island’: o musical politizado de Donald Glover (Foto: Amazon Studios/Divulgação)

E o que é a vida sem sonhar? Donald Glover responde ao fazer de seu personagem um disruptivo social que quer fazer um festival de música no sábado à noite, mas todos precisam trabalhar no domingo de manhã e isso afetaria os negócios da família dominante na ilha. Mesmo com as ameaças, ele segue com o festival de música que faz a população se vestir com as melhores roupas e acessórios, e, sob seu pedido, sentir o máximo da liberdade naquela noite.

‘Guava Island’: o musical politizado de Donald Glover (Foto: Amazon Studios/Divulgação)

Impossível não destacar o trabalho do designer de produção Lucio Seixas e do figurinista Mobolaji Dawodu, que criaram uma atmosfera única para a trama, enaltecendo tons vibrantes em estampas ancestrais, sem deixar o contexto político-social dos personagens de lado. Tudo envelopado pela fotografia de Christian Sprenger, que usou uma 16mm granulada para as imagens ora poéticas ora enérgicas. É daqueles para assistir sem parar até decorar todas as falas.

The Perfection | Horror da Netflix ganha primeiro trailer angustiante

Filme é estrelado por Allison Williams, de Corra! e Logan Browning, de Cara Gente Branca
GABRIEL AVILA

Netflix divulgou o primeiro trailer do horror The Perfection, estrelado por Allison Williams (Corra!) e Logan Browning (Cara Gente Branca). Confira acima.

O filme acompanha Charlotte (Williams), uma musicista talentosa, porém mentalmente instável, que passa a percorrer um caminho sombrio após encontrar uma rival na jovem Lizzie (Browning). Dirigido por Richard Shepard (Girls) com roteiro de Eric C. Charmelo (Sobrenatural), Nicole Snyder (Ringer) e Richard Shepard (O Matador), o filme estreia em 24 de maio.

Tatiana Maslany de Orphan Black estrelará série da HBO ao lado de Matthew Rhys

Tatiana Maslany – Emmy Studio – Photograph by Peter Yang

Depois de interpretar mais de cinco pessoas diferentes numa mesma produção, em “Orphan Black”, Tatiana Maslany irá estrelar “Perry Mason”, minissérie da HBO baseada no personagem homônimo criado por Erle Stanley Gardner. Matthew Rhys, de “The americans”, já tinha sido anunciado no papel título.

A atração será ambientada na Los Angeles de 1932, quando Mason estará vivendo como um investigador particular de baixo custo. Assombrado por suas experiências durante a guerra na França, ele terá que lidar com os efeitos de um casamento desfeito.

Tatiana será a irmã Alice, líder da Assembléia Radiante de Deus. Os sermões que ela dá três vezes por dia são transmitidos no rádio e atravessam o país. Sua importância para a cidade faz com que a freira exerça um grande poder quando fala e planeja usar esse poder de maneiras que só ela sabe.

O advogado fictício Perry Mason apareceu pela primeira vez no livro “O caso das garras de veludo”, de 1933. Depois, ele protagonizou mais de 80 histórias. Entre 1957 e 1966 o personagem foi tema de uma série da CBS estrelada por Raymond Burr e vendida para o mundo inteiro. [Gabriela Antunes]

Game of Thrones | Criadores da série analisam reencontros e revelações em vídeo

Última temporada estreou neste domingo (14)
MARIANA CANHISARES

HBO divulgou um vídeo dos bastidores de Game of Thrones, em que os criadores David Benioff e D.B. Weiss analisam os reencontros e revelações do episódio de estreia da última temporada. Confira acima.

A emissora ainda disponibilizou um vídeo mostrando os bastidores das filmagens deste episódio. Veja:

A temporada final de Game of Thrones é transmitida aos domingos pela HBO, às 22h. Os novos episódios também são disponibilizados semanalmente no serviço de streaming HBO Go.