Taylor Swift pede que seus fãs apoiem seleção feminina dos Estados Unidos

Cantora afirmou que campeãs da última Copa do Mundo de futebol deram ‘passo histórico’ pela igualdade
LIN TAYLOR – REUTERS

Taylor Swift e Alex Morgan no Teen Choice Awards Foto: Danny Moloshok / Invision / AP

A cantora Taylor Swift pediu aos seus milhões de fãs que ajudem a seleção feminina de futebol dos Estados Unidos a lutar por salários iguais, dizendo que as campeãs mundiais deram um “passo histórico” pela igualdade.

A discriminação de pagamento por gênero está “acontecendo em todos os lugares”, disse a cantora e compositora americana ao aceitar o prêmio de ícone no Teen Choice Awards deste ano de Alex Morgan, co-capitã do time feminino, no último domingo, 11.

“Enquanto elas estiverem ganhando a Copa do Mundo, elas também estão dando um passo histórico em termos de igualdade de gênero e diferença salarial”, disse Swift, de 29 anos.

“Por favor, por favor, por favor, apoiem ela e suas colegas de time, porque isso ainda não acabou. Ainda não está resolvido. Fiquem online e falem sobre isso.”

A vitória por 2 x 0 na final da Copa do Mundo disputada em julho encerrou uma campanha que atraiu uma vasta audiência televisiva.

Em março, as jogadoras processaram a Federação de Futebol dos Estados Unidos, pedindo pagamentos e condições de trabalho iguais às dos homens.

As jogadoras, incluindo estrelas como Megan RapinoeCarli Lloyd e Alex Morgan, disseram que vinham sendo constantemente menos pagas do que seus semelhantes masculinos, apesar de suas performances melhores.

O prêmio em dinheiro para a Copa do Mundo feminina dobrou para 30 milhões de dólares neste ano, diante de 448 milhões de dólares disponíveis para o torneio masculino em 2018.

“Deixe as pessoas saberem como vocês se sentem sobre isso, porque o que aconteceu com elas é injusto. Está acontecendo em todos os lugares, e elas são heróinas e ícones por se levantarem [contra isso]”, afirmou Taylor Swift.

Não é a primeira vez que a cantora de Shake It Off, que tem mais de 120 milhões de seguidores no Instagram, toma uma posição política para dar um empurrão à igualdade de gênero, incluindo para a comunidade LGBT+.

Em junho, Taylor Swift lançou um vídeo para a música You Need To Calm Down e pediu aos fãs para assinar uma petição pedindo proteções legais à população LGBT dos Estados Unidos.

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‘The Terror’ traz espírito do mal que mata japoneses em campo de concentração

Nova temporada de série resgata horrores que nipo-americanos passaram nos Estados Unidos
Rodrigo Salem

The Terror retorna para seu segundo ano no dia 12 de Agosto nos EUA. Ainda sem data definida no Brasil.

LOS ANGELES – Em 8 de dezembro de 1941, o então presidente americano Franklin Delano Roosevelt discursou para uma nação atônita com o ataque surpresa do Japão à base naval de Pearl Harbor. “Uma data que viverá na infâmia”, disse.

O que ocorreu nos meses seguintes, como parte da retaliação, virou um dos episódios mais obscuros da Segunda Guerra Mundial em solo americano —a criação de campos de concentração para abrigar a população nipônica e seus descendentes, todos considerados espiões pelo governo dos Estados Unidos.

É sob esse cenário que a antologia “The Terror” retorna para a segunda temporada no canal AMC, sempre misturando fatos históricos com elementos sobrenaturais. Agora com o subtítulo “Infamy” (infâmia), a série conta a história real da comunidade de 3.000 japoneses na ilha Terminal, em Los Angeles, e da remoção das suas famílias —mas adiciona elemento do gênero kaidan quando um antigo espírito espalha mortes misteriosas entre os prisioneiros.

“O monstro age como uma metáfora, como na maioria dos filmes de horror. A trama coloca um espelho na frente da sociedade e acrescenta algo ao horror que aquelas pessoas já estão vivendo ao serem presas sem justificativa”, explica o ator Derek Mio, que faz o jovem fotógrafo Chester Nakayama, o primeiro a perceber que há um fantasma entre os nipo-americanos.

Resgatar um tema que o entretenimento americano prefere esquecer não foi fácil. “Não é algo que se encaixa na narrativa dos Estados Unidos como país da liberdade e dos direitos”, afirma Alexander Woo, que criou a trama ao lado de Max Borenstein.  

“Ninguém queria contar essa história, mas é importante nos lembrarmos dela, porque está acontecendo novamente. O nome é diferente, mas não estamos num momento inédito.”

O roteirista se refere às dezenas de cadeias espalhadas pelos EUA para aprisionar imigrantes ilegais, alguns vivendo em condições deploráveise separados dos filhos.

“A crueldade e a estupidez do governo tornam a exibição da série ainda mais poderosa”, diz o ator George Takei, conhecido por viver o Sr. Sulu em “Jornada nas Estrelas – A Série Clássica”, mas também por ter sido uma das vítimas da paranoia antinipônica na década de 1940, já que era neto de japoneses.

“Pouco depois do meu aniversário de cinco anos, os soldados nos levaram embora de casa. Passamos por três campos diferentes, pois vários ainda estavam em construção”, lembra Takei, levado com os pais e dois irmãos para o hipódromo de Santa Anita, que serviu de base temporária para os prisioneiros, em 1942.

“Havia uma cerca de arame farpado e guardas armados nos separando daquela pista de corrida chique. Cada família era colocada num estábulo, era desumano e degradante. Lembro o cheiro de estrume até hoje.”

Os dez novos episódios de “The Terror: Infamy” recriam o horror dos campos californianos, mas em Vancouver, Canadá. Da primeira temporada, sobre uma expedição inglesa no Ártico, não sobrou nada a não ser a premissa geral.

Um dos pontos fortes da série é não apelar para escolhas fáceis. Boa parte dela é falada em japonês ou espanhol, com o uso das legendas —algo raro de se ver na TV.

“Não poderíamos fazer uma série assim dez anos atrás”, diz Woo, o roteirista. “Mas o momento é tão competitivo que vira obrigação criar algo diferente. Aspectos que eram considerados um risco, como um elenco quase todo japonês, não são mais. Anos atrás, haveria um herói branco salvando todos no fim.”

THE TERROR: INFAMY

  • Quando Seg. (12), às 22h30
  • Onde AMC

Bilheteria EUA: Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw, Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, O Rei Leão, Dora e a Cidade Perdida, Era uma Vez em Hollywood

Estreias da semana tiveram bons números no top 10, mas não desbancaram filme com The Rock

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw lidera bilheteria americana pela segunda semana

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw é o lider da bilheteria americana pela segunda semana consecutiva. O filme arrecadou US$ 25 milhões no fim de semana, registrando queda de 58%.

Mesmo com o domínio da produção, as estreias fizeram bons números, ocupando cinco posições do top 10. Uma delas é Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, produzida por Guillermo del Toro. A bilheteria do longa foi de US$ 20,8 milhões.

A terceira colocação ficou com o novo O Rei Leão, com US$ 20 milhões. A produção segue como uma das mais vistas do ano e já soma US$ 1.3 bilhão na bilheteria mundial.

Dora e a Cidade Perdida estreou no quarto lugar, com US$ 17 milhões, seguido de Era uma Vez em Hollywood, que está em sua terceira semama no país e chega por aqui em 15 de agosto. O filme arrecadou US$ 11,6 milhões no fim de semana.

Vale citar ainda o lançamento por lá de Bring The Soul: The Movie, nova produção da banda BTS que faturou a décima colocação, com US$ 2,2 milhões.

Um glossário de cultura pop para “Era Uma Vez em… Hollywood”, de Tarantino

Filme está repleto de referências a programas de TV, filmes e outros totens da Los Angeles da metade do século 20
Bruce Fretts

Leonardo DiCaprio em ‘Era Uma Vez em… Hollywood’

NOVA YORK | THE NEW YORK TIMES – Não é coincidência que o titulo “Era Uma Vez em… Hollywood” evoque, como A.O. Scott mencionou em sua critica no The New York Times, “tanto histórias de ninar bem quanto um par de obras-primas de Sergio Leone”.

O mais recente filme de Quentin Tarantino, passado em Los Angeles em 1969, combina personagens de ficção e celebridades reais, séries de TV, filmes e marcos históricos da era, ao contar a história de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um astro de TV inventado, e seu dublê de ação igualmente fictício, Cliff Booth (Brad Pitt).

Na realidade alternativa de Tarantino, Rick mora em Benedict Canyon, em Cielo Drive, bem ao lado de Sharon Tate (Margot Robbie), uma atriz real casada com o cineasta polonês Roman Polanski e que estava bem adiantada no seu oitavo mês de gravidez quando foi brutalmente assassinada, em companhia de hóspedes que estavam em sua casa, por membros do culto liderado por Charles Manson.

Abaixo um glossário, para ajudar a distinguir entre as referências reais e as falsas. Alerta: diversos “spoilers” adiante!

Morey Amsterdam e Rose Marie
Os atores que interpretavam os amigos do astro em “The Dick Van Dyke Show” são mencionados como convidados da próxima semana por Allen Kincaid (Spencer Garrett), um jornalista fictício de Hollywood que abre o filme entrevistando Rick e Cliff.
 
“Batman”
A série de TV (1966-68) é mencionada zombeteiramente pelo personagem de Al Pacino, um figurão fictício do cinema chamado Marvin Schwarzs – não confundir com Marvin Schwarz, que produziu “Hard Contract”, filme de sucesso sobre um assassino de aluguel, lançado em 1969. Os astros de “Batman”, Adam West e Burt Ward, também podem ser ouvidos nos créditos finais do filme, promovendo um concurso na KHJ-AM, uma estação de rádio real.
 
“The Big Valley” e “Bonanza”

Esses westerns de TV – o primeiro estrelado por Barbara Stanwyck, o segundo por Lorne Greene – são criticados por Sam Wanamaker (ator real tornado cineasta, interpretado por Nicholas Hammond). Wanamaker diz a Rick que quer que o western de TV que eles estão fazendo juntos, “Lancer”, seja mais antenado do que essas séries antiquadas.
 
“C.C. and Company”
Esse drama sobre motociclistas, de 1970, estrelado por Joe Namath e Ann-Margret, é promovido em um trailer quando Tate vai ao cinema ver um de seus próprios filmes.
 
Cinerama Dome e The Vine Theather
Esses dois cinemas reais aparecem em uma montagem de marcos locais que também inclui a cadeia de cachorros-quentes Der Wienerschnitzel, os restaurantes El Coyote, Casa Vega e Chili John’s, e a loja de fantasias e adereços de época Supply Sergeant.
 
“Combat!”
O drama de guerra estrelado por Vic Morrow é anunciado na lateral de um ônibus.
 
Sergio Corbucci

Cineasta italiano real citado como “o segundo melhor diretor de westerns-espaguete no mundo inteiro” (presumivelmente abaixo de Leone). Os filmes reais de Corbucci incluem “The Great Silence” [no Brasil, “O Vingador Silencioso”], um favorito cult de 1968 relançado recentemente, mas Tarantino o credita como diretor do imaginário “Nebraska Jim”, estrelado por Rick. Durante a passagem de Rick pela Europa, ele também trabalha com Telly Savalas, o astro de “Kojak”, que trabalhou de fato em diversos westerns italianos, e se casa com Francesca Capucci, uma atriz fictícia.
 
“Don’t Make Waves”
Comédia erótica [no Brasil, “Não Faça Onda”], estrelada por Tate, Tony Curtis e Claudia Cardinale, em 1967, celebrada em um cartaz na casa dela em Cielo Drive.
 
Ron Ely
O astro da série de TV “Tarzan” (1966-68) é mencionado por Rick – que apareceu recentemente como convidado do programa -, e pelo personagem de Pacino, que pronuncia incorretamente o sobrenome do astro, como “I-lai” (a pronuncia certa é “I-li”)
 
Fabian
O ator-cantor é mencionado como tendo abandonado seu papel em “The 14 Fists of McCluskey”, o falso filme de Rick sobre a Segunda Guerra Mundial, depois de sofrer uma fratura no ombro nas filmagens do western televisivo “The Virginian”. Fabian fez the fato três participações em episódios de “The Virginian” entre 1963 e 1966.
 
“The FBI”
Esse drama televisivo sobre crime, no ar entre 1965 e 1974, é mencionado diversas vezes. George Spahn– proprietário do rancho em que a família Manson vive – gosta de assisti-lo. Em companhia de Cliff, Rick se vê inserido como convidado no episódio real “All the Streets Are Silent”, de 1965.
 
Wojciech Frykowski e Abigail Folger
O ator polonês e a herdeira do império Folger de café (interpretados por Costa Ronin e Samantha Robinson) estavam hospedados em Cielo Drive e foram mortos em companhia de Tate.
 
“Hobbo Kelly”
O programa infantil exibido pela TV KCOP em Los Angeles durante as décadas de 1960 e 1970 é visto em um anuncio em um ponto de ônibus.
 
“The Golden Stallion”
Um cartaz desse filme de Roy Rogers [no Brasil, “Cavalgada de Ouro”], de 1949, decora a parede da casa de Rick.
 
Robert Goulet
O cantor é visto interpretando “MacArthur Park” na TV.
 
“The Green Hornet”
Essa série de TV, de 1966-67, coestrelada por Bruce Lee (como Mike Moh), é parte de um flashback sobre o momento em que Cliff sabotou sua carreira. O dublê entra em uma briga com o mestre das artes marciais no estúdio e danifica o carro da mulher de um coordenador fictício de dublês (Kurt Russel).
 
Heaven Sent
O perfume de Helena Rubinstein é veiculado em um comercial de rádio. Outros comerciais em áudio incluem uma promoção para a adaptação de “The Illustrated Man”, romance de ficção cientifica de Ray Bradbury, adaptado para o cinema em 1969.
 
Dennis Hopper
O astro e diretor hippie de “Easy Rider” [“Sem Destino”, no Brasil] é mencionado quando Tex Watson (Austin Butler) e outros membros da família Manson aparecem em Cielo Drive. Rick, bêbado, compara Tex sarcasticamente a Hopper.
 
“Hullabaloo”
Esse programa de dança, de 1965-66, é recriado em um vídeo que mostra Rick dançando com um grupo de jovens mulheres ao som de “The Green Door” sucesso de Jim Lowe, em 1956.
 
KHJ
Essa estação real de rádio é ouvida ao longo de todo o filme, com destaque para os apresentadores Real Don Steele e Robert W. Morgan.
 
“Kid Colt Outlaw”
Quadrinho de faroeste da Marvel, visto no trailer de Cliff.
 
“Lady in Cement”
Esse mistério de 1968 [no Brasil, “A Mulher de Pedra”], com Frank Sinatra e Raquel Welch, é exibido na tela do Van Nuys Drive-In, hoje fechado.
 
“Lancer”
Foi um western da CBS (1968-70) que, na versão de Tarantino, escalou Rick como vilão convidado. No set, ele conhece os astros James Stacy e Wayne Maunder, que interpretavam irmãos nessa historia sobre rancheiros (aqui retratados por Timothy Olyphant e Luke Perry). Rick também esbarra em uma atriz jovem porém experiente chamada Trudi Fraser (Julia Butters), que pode ter sido inspirada por Jodie Foster, que trabalhou como convidada em “Gunsmoke” e outras séries de TV da era, quando criança. O patriarca de “Lancer” Andrew Duggan, é visto de relance na capa da revista TV Guide.
 
“Land of the Giants”
A série de ficção cientifica do produtor Irwin Allen (1968-70) [no Brasil, “Terra de Gigantes”], teria escalado Rick para um episódio.
 
The Mamas and the Papas
Membros da banda que gravou “California Dreamin'” -entre os quais Michelle Phillips (Rebecca Rittenhouse) e Mama Cass Elliot (Rachel Redleaf) – participam de uma festa na Playboy Mansion. Folger aparece cantando “Straight Shooter.”, sucesso da banda em 1966.
 
Membros da família Manson
Diverso acólitos de Charles Manson na vida real são retratados. Lynette “Squeaky” Fromme (Dakota Fanning), que aparece como amante de Spahn, tentou assassinar o presidente Gerald Ford em 1975. Susan “Sexy Sadie” Atkins (Mikey Madison) e Patricia “Katie” Krenwinkel (Madisen Beaty) foram condenadas pela participação nos homicídios na casa de Tate. Creditada apenas como ” Flower Child” no filme (onde ela é interpretada por Maya Hawke, filha de Uma Thurman e Ethan Hawke), Linda Kasabian serviu como olheira em Cielo Drive e mais tarde depôs contra seus cúmplices. Outros membros reais da quadrilha incluem Catherine “Gypsy” Share (Lena Dunham), e Dianne “Snake” Lake (Sydney Sweeney). Pussycat (Margaret Qualley), que flerta com Cliff, parece ser invenção de Tarantino.
 
Andrew V. McLaglen
O veterano diretor e produtor de programas de TV (“Gunsmoke”) e filmes (“The Undefeated” [no Brasil, “Jamais Foram Vencidos”]) é mencionado como grande empregador de dublês.
 
“Mannix”
Essa série passada em Los Angeles e estrelada por Mike Connors como investigador particular é uma das diversas que o agente interpretado por Pacino menciona ao tentar convencer Rick de que seu futuro está nos westerns-espaguete e não em interpretar o vilão da semana em séries como essa, Batman e outras.
 
Steve McQueen
Conhecido como “King of Cool” (interpretado por Damian Lewis), o ator fez o papel principal em “The Great Escape” [no Brasil, “Fugindo do Inferno”], supostamente derrotando Rick para conquistá-lo.
 
Terry Melcher e Dennis Wilson
Melcher, produtor de discos e filho de Doris Day, era o locatário anterior da casa em Cielo Drive e trabalhava com Wilson, baterista dos Beach Boys. Manson, um musico frustrado, era o coautor de uma versão inicial de uma canção dos Beach Boys, mas Melcher não quis lhe dar um contrato de gravação. Manson foi à casa procurando por Melcher, sem saber que os novos moradores eram Tate e Polanski. Manson mais tarde ordenou que seus seguidores voltassem ao local e matassem todos que encontrassem lá.
 
“The Mercenary”
O cartaz desse western [no Brasil, “Os Violentos Vão para o Inferno”], que Corbucci lançou em 1968, pende da parede do cinema em Bruin-Westwood Village onde Tate vai assistir a um de seus filmes.
 
Musso & Frank Grill
O lendário restaurante é o lugar do encontro em que Schwarzs tenta contratar Rick pela primeira vez.
 
“The Night They Raided Minsky’s”
Essa comédia burlesca [no Brasil, “Quando o Strip-Tease Começou”], do cineasta William Friedkin (1968) é mencionada na fachada de um cinema.
 
Paul Revere & The Raiders
O álbum “The Spirit of ’67” toca na vitrola de Tate. Ela admite que a banda não é tão bacana quando Jim Morrison e o Doors.
 
George Peppard, George Maharis e George Chakiris
Os três atores  – talvez mais conhecido por “Bonequinha de Luxo”, “Rota 66” e “Amor Sublime Amor”, respectivamente – também foram derrotados por McQueen na disputa pelo papel principal de “The Great Escape”, de acordo com Tarantino.
 
George Putnam
O veterano apresentador de noticias locais é visto em um anúncio em um ponto de ônibus.
 
“Romeu e Julieta”
A adaptação da peça de Shakespeare por Franco Zeffirelli (1968) é anunciada na fachada de um cinema.
 
Jay Sebring
O cabeleireiro de Hollywood (Emile Hirsch), teve um envolvimento romântico com Tate antes de ela se casar com Polanski, e morreu em sua companhia como vitima do clã de Manson.
 
Shorty Shea
Ex-dublê, esse empregado na propriedade de Spahn (mencionado mas não visto no filme) foi morto pela gangue de Manson.
 
Connie Stevens
A atriz e cantora (Dreama Walker) foi casada com James Stacy, coastro de “Lancer”, entre 1963 e 1966, e com o ídolo pop Eddie Fisher entre 1967 e 1969; ela faz uma cavalgada pelo Spahn Ranch, conduzida por Tex Watson.
 
“Tess of the D’Urbervilles”
O romance (1891) de Thomas Hardy é comprado por Tate como presente para Polanski. Uma década depois da morte dela, o cineasta o adaptou [no Brasil, “Tess – Um Lição de Vida”], com Nastassja Kinski no papel-título .
 
“3 In the Attic”
Essa comédia erótica de 1968, estrelada por Yvette Mimieux, passa na TV.
 
“Valley of the Dolls”
Sucesso de Tate em 1967, o filme [no Brasil, “O Vale das Bonecas”], baseado em um best-seller de Jaqueline Susann sobre abuso de remédios, é citado pela bilheteira (Kate Berlant) no cinema de Bruin-Westwood. Ela está tentando explicar ao gerente quem é Tate (ele inicialmente a confunde com Patty Duke e Barbara Parkins, suas coestrelas no filme).
 
John Wayne
O Duke aparece na capa da revista capa Time em 8 de agosto de 1969 para promover seu papel em “True Grit” [no Brasil, “Bravura Indômita”], que terminou por lhe valer um Oscar. Os homicídios em Cielo Drive ocorreram pouco depois da meia noite naquela data.
 
“The Wrecking Crew”
Tate vai ao cinema para se ver esse filme de 1969 [no Brasil, “A Arma Secreta Contra Matt Helm”], em que ela contracena com Dean Martin. O que se vê na tela é o filme original – e a Tate original.
 
Tradução de Paulo Migliacci

Maju Coutinho comemora mudança para o ‘Jornal Hoje’: ‘Que honra’

Apresentadora vai assumir bancada do telejornal enquanto Sandra Annenberg estará à frente do ‘Globo Repórter’

Maju Coutinho já apresentou o ‘Jornal Hoje’ e o ‘Fantástico’.

Maju Coutinho comemorou pelo Twitter a notícia de que será a nova apresentadora do Jornal Hoje. Sandra Annenberg, que atualmente está à frente do telejornal, comandará o Globo Repórter ao lado de Glória Maria. O anúncio das mudanças foi feito pela Rede Globo nesta sexta-feira, 9, que devem ocorrer no fim de setembro. Veja mais detalhes aqui.

“Faço aniversário amanhã, mas o presente veio hoje. Que honra e que grande responsabilidade apresentar um telejornal brilhantemente comandado pela competente e querida do público e dos colegas Sandra Annenberg”, escreveu Maju ao compartilhar um tuíte do jornalista Ernesto Paglia que falava sobre as novidades.

Colegas de casa da apresentadora aproveitaram o tuíte para parabenizá-la. “Parabéns, Maju!!! Vai com tudo!”, disse Cauê Fabiano. Rodrigo Carvalho, correspondente da emissora na Europa, comentou com três corações.

No fim de julho, Maju Coutinho fez sua estreia como apresentadora do Fantástico. Ela também substituiu Poliana Abritta no último domingo, 4, e fará o mesmo neste domingo, 11.

Em fevereiro deste ano, a apresentadora também chamou atenção ao estrear no Jornal Nacionaltornando-se a primeira mulher negra na bancada do telejornal, que estreou há quase 50 anos, em 1º de setembro de 1969.

Foto que ilustra a capa do álbum ‘Abbey Road’, dos Beatles, completa 50 anos nesta quinta (8)

Imagem foi resultado de ensaio de apenas dez minutos e seis cliques

Foto que ilustra a capa do álbum ‘Abbey Road’, dos Beatles, completa 50 anos

SÃO PAULO – Com canções como “Come Together”, “Something”, “Oh! Darling” e “Here Comes the Sun”, o álbum dos Beatles “Abbey Road” é datado de setembro de 1969. Porém, alguns dias antes, em 8 de agosto daquele ano, John Lennon (1940-1980), Paul McCartney, George Harrison (1943-2001) e Ringo Starr caminhavam pela faixa de pedestres da rua que dá nome ao disco, em Londres. A foto, que marcou gerações e é reconhecida em todo o mundo, agora completa 50 anos.

O registro foi feito pelo escocês Iain MacMillan (1938-2006), fotógrafo que pagou guardas de trânsito para fazer os cliques. Na mesma rua, fica o lendário estúdio Abbey Road, onde a banda gravava seus discos. Ainda hoje, ele é utilizado por artistas nacionais e internacionais que sonham em passar por lá.

A icônica imagem saiu de uma sessão de fotos que durou apenas dez minutos. MacMillan registrou apenas seis opções. Mesmo assim, ela é ainda lembrada e reproduzida por fãs em Londres e também em ruas de todos os países do mundo. Em São Paulo, a avenida Paulista é frequentemente fotografada por fãs que recriam a cena. 

No aniversário de 20 anos da foto, MacMillan deu uma entrevista ao jornal inglês The Guardian revelando que toda a ideia foi de Paul McCartney. “A ideia foi dele, preciso dizer, do Paul McCartney. Poucos dias antes do ensaio, ele desenhou um rascunho de como ele imaginava a capa do disco, e acabou sendo o que foi feito naquele dia”, contou o fotógrafo.

Abbey Road – Henry Nicholls/Reuters

Os Beatles, George Harrison, Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon, atravessam a Abbey Road em Londres, Inglaterra, 8 de agosto de 1969. A famosa foto foi feita pelo fotógrafo Iain Macmillan Iain Macmillan/Apple Corps

“A foto escolhida foi a quinta das seis produzidas porque era a única que reproduzia perfeitamente a formação do ‘V’ nas pernas de todos eles”, afirmou MacMillan.

Detalhes da foto criaram lendas como a de que McCartney estaria morto. O Volkswagen com a placa LMW 281F ao fundo indicaria o sinal ’28 IF’ ou “28 se”, uma pista de o músico teria completado 28 anos, na época, se estivesse vivo. 

A foto ainda foi interpretada como uma procissão fúnebre em que John Lennon, de branco, era considerado um padre, Ringo Starr, de preto, um agente funerário, e George Harrison, o coveiro. Paul teria sido substituído com alguém porque é canhoto e segurava um cigarro com a mão direita. Hoje, está bem claro que McCartney está em lúcido e entre nós. 

Para MacMillan, o sucesso da foto vem de sua simplicidade. “É uma foto estilizada e muito simples. Também é uma imagem em que as pessoas podem se relacionar. É um lugar onde as pessoas ainda podem andar”, afirmou, em entrevista ao Guardian. 

Versões superluxo do álbum estão sendo relançadas na Europa com CD’s, LP’s, DVD’s e material gráfico comemorativo. A Amazon está fazendo entregas para o Brasil. Há produtos de US$ 22 (R$ 86) a US$ 100 (R$ 394).

CINEMA I Estreias: Simonal, O Amigo do Rei, Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, Leste Oeste, Mulheres Armadas, Homens na Lata

‘Simonal’, terror produzido por Del Toro e filmes com pegada feminista estão entre as estreias

Mulheres Armadas, Homens na Lata. França, 2019. Direção: Allan Mauduit. Com: Cécile de France, Yolande Moreau e Audrey Lamy. 87 min. 16 anos.

O Amigo do Rei
Brasil, 2019. Direção: André d’Elia. Com: Luciano Chirolli, Rafael Golombek e João Signorelli. 142 min. 12 anos.
Cinema documental e ficcional se misturam para explorar diferentes pontos de vista sobre o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, ocorrido em 2015.

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro
Scary Stories to Tell in the Dark. Canadá/EUA, 2019. Direção: André Ovredal. Com: Zoe Margaret Colletti, Michael Garza e Gabriel Rush. 108 min. 14 anos.
Em uma cidadezinha nos anos 1960, um grupo de adolescentes encontra um antigo livro em uma casa mal-assombrada. Eles logo percebem que o objeto é controlado por uma entidade maligna: as criaturas descritas nas histórias aparecem na vida real para assombrá-los. Guillermo del Toro roteiriza e produz o filme, adaptado da érie literária homônima de Alvin Schwartz.

Leste Oeste
Brasil, 2016. Direção: Rodrigo Grota. Com: Felipe Kannenberg, Simone Iliescu e Bruno Silva. 86 min. 14 anos.
Longe da cidade natal há anos, um piloto retorna para disputar sua última corrida. Antes disso, porém, encontrará figuras do passado e também um jovem que quer seguir seus passos. Exibido na 42ª Mostra.

Meu Amigo Enzo
The Art of Racing in the Rain. EUA, 2019. Direção: Simon Curtis. Com: Milo Ventimiglia, Amanda Seyfried e Martin Donovan. 109 min. 10 anos.
O filme mostra a amizade de um piloto de corrida e seu cachorro, que o acompanha na profissão e também nos problemas da vida pessoal. Adaptação do livro “A Arte de Correr na Chuva”, de Garth Stein.

Mulheres Armadas, Homens na Lata
Rebelles. França, 2019. Direção: Allan Mauduit. Com: Cécile de France, Yolande Moreau e Audrey Lamy. 87 min. 16 anos.
Uma mulher se vê obrigada a fugir da cidade onde mora por ter um marido abusivo. Ela retorna à sua terra natal e consegue um emprego em uma fábrica. Mas certo dia, mata um colega de trabalho após uma série de provocações.

Não Mexa com Ela
Isha Ovedet. Israel, 2018. Direção: Michal Aviad. Com: Liron Ben-Shlush, Menashe Noy e Oshri Cohen. 93 min. 16 anos.
Mãe de três filhos, uma mulher decide voltar ao mercado de trabalho quando percebe que o restaurante do marido não está dando lucro. Ela consegue emprego em uma imobiliária, mas sua sorte muda quando seu novo chefe começa a assediá-la de forma incessante e agressiva.

Rainhas do Crime
The Kitchen. EUA, 2019. Direção: Andrea Berloff. Com: Elisabeth Moss, Melissa McCarthy e Tiffany Haddish. 103 min. 16 anos.
Quando seus maridos são presos pelo FBI, três mulheres passam a coordenar a rede de crimes instaurada por eles na Nova York dos anos 1970. Adaptação da HQ “The Kitchen”, de Ollie Masters e Ming Doyle.

Retrato do Amor
Photograph. Índia/Alemanha/EUA, 2019. Direção: Ritesh Batra. Com: Nawazuddin Siddiqui, Sanya Malhotra e Sachin Khedekar. 109 min. 12 anos.
Pressionado pela família, um fotógrafo indiano convence uma desconhecida a fingir ser sua noiva. Aos poucos, eles começam a se conhecer e inesperadamente desenvolvem uma relação que transforma suas vidas.

Simonal
Brasil, 2018. Direção: Leonardo Domingues. Com: Fabrício Boliveira, Isis Valverde e Caco Ciocler. 105 min. 14 anos.
A cinebiografia acompanha a carreira do músico carioca Wilson Simonal (1938-2000), de sua ascensão e astronômico sucesso até o envolvimento com membros da ditadura militar, que o levou ao ostracismo. Vencedor dos prêmios de melhor fotografia, direção de arte e trilha sonora no Festival de Gramado. Exibido na 42ª Mostra.

Vermelho Sol
Rojo. Argentina/Brasil/França/Holanda/Suíça/Bélgica/Alemanha, 2018. Direção: Benjamin Naishtat. Com: Dario Grandinetti, Andrea Frigerio e Alfredo Castro. 119 min. 14 anos.
Apesar de uma onda de violência que tomou a Argentina dos anos 1970, os moradores de uma pequena cidade levam vidas pacatas, imunes àquela realidade. Até que, certa noite, um renomado advogado e sua mulher são surpreendidos com a chegada de um estranho. Exibido na 42ª Mostra.

Voando Alto
Manou the Swift. Alemanha, 2019. Direção: Christian Haas e Andrea Block. 90 min. 12 anos.
Na animação, uma andorinha adotada por gaivotas cresce acreditando ser da mesma espécie que os pais. Quando fica sabendo a verdade, foge de casa, até descobrir um plano que ameaça sua família.

Rafiki
Idem. Quênia/África do Sul/França/Holanda/Alemanha/Noruega/Reino Unido/Líbano, 2018. Direção: Wanuri Kahiu. Com: Samantha Mugatsia, Sheila Munyiva e Jimmi Gathu. 83 min. 16 anos.
Duas grandes amigas, filhas de políticos rivais, se envolvem amorosamente. Elas então precisam decidir se vão desafiar o conservadorismo da sociedade queniana para ficarem juntas. Adaptação do conto “Jambula Tree”, da escritora ugandense Monica Arac de Nyeko. Exibido em Cannes e na 42ª Mostra.