‘Lupin’: Omar Sy estampa belíssimo ensaio fotográfico da nova série da Netflix

Por Thiago Nolla

Fotos da estrela de Lupin @OmarSy

Lupin é a mais nova série original francesa da Netflix e traz ninguém menos que o aclamado ator Omar Sy para o centro dos holofotes.

A produção, que já está disponível no catálogo da plataforma de streaming, ganhou novas imagens promocionais trazendo o astro em um belíssimo ensaio fotográfico.

Confira:

A série é inspirada nos romances escritos por Maurice LeBlanc e traz Omar Sy como o primeiro ator negro a encarnar uma versão do icônico Lupin, aqui contemporaneizado na roupagem de Assane Diop.

Na adolescência, Assane Diop enfrentou a morte do pai, que foi acusado de um crime que não cometeu. Depois de 25 anos, como forma de vingança, ele passa a agir sob a alcunha de “Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca”.

Ludivine SagnierClotilde HesmeNicole GarciaHervé PierreSoufiane GuerrabAntoine GouyFargass Assandé e outros completam o elenco.

WandaVision | Elizabeth Olsen diz que sotaque de Wanda não sumiu

Atriz da Feiticeira Escarlate explica que “há razões para tudo”
JULIA SABBAGA

“Elizabeth Olsen da WandaVision confirma que Wanda ainda tem sotaque Sokoviano (e explica por que você não o ouve)

Apesar de Wanda falar em um inglês perfeito desde Vingadores: Guerra Infinita e atualmente em WandaVision, a atriz da Feiticeira Escarlate, Elizabeth Olsen, explicou ao Collider que seu sotaque de Sokovia não sumiu sem motivos. Para a intéprete, há motivos para tudo, incluindo a mudança da pronúncia introduzida em Capitão América: Soldado Invernal:

“O sotaque de Sokovia tomou muito tempo. E ele não foi a lugar nenhum. Existem razões para tudo. Ele ficou mais evidente quando ela começou a morar nos Estados Unidos, e em WandaVision ela está fazendo o papel de estar em uma sitcom americana, então não foi embora. Ainda está lá, absolutamente”. 

A série é baseada em HQs como VisãoDinastia M e Vingadores: Visão e A Feiticeira Escarlate, e em sitcoms que vão de The Dick Van Dyke Show a Três É DemaisOs três primeiros episódios, aos quais o site Omelete já assitiu, mostram Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) se mudando para um bairro suburbano dos Estados Unidos em busca de uma vida normal, o que rende situações cômicas nas interações com vizinhos e colegas de trabalho.

Apesar dos primeiros episódios indicarem que a trama vai além dos calmos subúrbios norte-americanos, ainda não se sabe como a série vai se encaixar no universo compartilhado pelos filmes e em que momento da linha temporal os eventos retratados acontecem. Por enquanto, sabemos apenas que WandaVision terá ligação direta com Doctor Strange in the Multiverse of Madness, novo filme do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), atualmente com lançamento marcado para 25 de março de 2022.

Pacificador | James Gunn anuncia início das filmagens

Diretor escreveu roteiro da série em oito semanas
NICOLAOS GARÓFALO

Warner Bros./Divulgação

Diretor de O Esquadrão SuicidaJames Gunn anunciou em seu Twitter que a série derivada do Pacificador já está sendo gravada. O cineasta ainda revelou que começou a escrever o roteiro do programa como uma forma de se divertir enquanto trabalhava na edição do filme da DC e no script de Guardiões da Galáxia vol. 3 – veja abaixo:

Cinco meses atrás, durante a quarentena, comecei a escrever uma série, basicamente por diversão, entre rascunhos de Guardiões e cortes de O Esquadrão Suicida. Eu escrevi a primeira temporada de Pacificador em oito semanas e agora aqui estou, no primeiro dia de gravações. A vida é surreal. Vamos lá (e vamos com segurança)

O Esquadrão Suicida usará alguns dos mesmos personagens do longa de David Ayer, como a Arlequina (Margot Robbie), Rick Flagg (Joel Kinnaman), Amanda Waller (Viola Davis) e Capitão Bumerangue (Jai Courtney), mas não terá tantas conexões com a trama. O longa deve se inspirar nas HQs do grupo na década de 1980, escritas por Jon Ostrander e Kim Yale. O filme tem estreia definida para 6 de agosto de 2021.

Já a série Peacemaker no HBO Max vai investigar a origem do Pacificador, personagem de John Cena no filme. A primeira temporada terá oito episódios escritos e dirigidos por James Gunn e ainda não tem data de estreia definida.

Lady Gaga cantará hino dos Estados Unidos na posse de Joe Biden, diz The Hollywood Reporter

Lady Gaga cantará o hino nacional na inauguração de Harris Biden

A cantora Lady Gaga cantará o hino nacional dos Estados Unidos, “The Star-Sprangled Banner”, durante a cerimônia de posse do presidente Joe Biden e da vice-presidente Kamala Harris no próximo dia 20 de janeiro, segundo a The Hollywood Reporter.

Ela já cantou a música durante a abertura do Super Bowl 50 em 2016.

Além dela, Jennifer Lopez também aprticipará do evento, que contará ainda com as presenças de Jon Bon Jovi, Justin Timberlake, Demi Lovato, Ant Clemons.

Gaga também participou ativamente da campanha de Biden para a presidência, pedindo que seus fãs votassem no candidato. 

Anne Hathaway faz seu próprio ‘red carpet’ no quintal de casa e aposta em modelitos ‘deluxe’ para a estreia de seu novo filme ‘Locked Down’

Anne Hathaway ‘arma’ próprio red carpet dentro de casa || Reprodução Instagram

O filme ‘Locked Down’, estrelado por Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor, acaba de chegar à HBO Max. Mesmo sem tapete vermelho, premiére ou as habituais festas, por motivos óbvios, a atriz deu um jeitinho de fazer seu próprio ‘red carpet’. Onde? No quintal de casa, mas com toda a pompa que a ocasião pede. Annie, como já disse que gosta de ser chamada, parou a internet ao postar três looks luxuosos, que usaria se o coronavírus não estivesse a solta por aí: um cobre Versace, um dourado Azzaro e um azul Vivienne Westwood. Todos com muito brilho. Para completar, make e penteado impecáveis. Sem falar nas joias, incluindo peças da designer brasileira Ana Khouri. Musa hollywoodiana que fala.

Ainda sobre o filme, ela falou recentemente em seu Instagram sobre como é estrear um longa em meio à pandemia: “É estranho promover um filme – nada menos que uma comédia – em tempos tão inéditos … Por favor, saiba que estou me recuperando dos acontecimentos da semana passada, assim como você. Assim como você, estou tentando processar o que aconteceu por cima, tentando encontrar algum tipo de base emocional firme na areia movediça desta pandemia … Curiosamente, um tema ao qual Chiwetel e eu sempre voltávamos enquanto fazíamos nosso filme ‘Locked Down’ foi o quanto isto é sobre dois humanos perdidos e bagunçados encontrando o ‘aço’ necessário para lutar pela alegria em suas vidas, mesmo na loucura do momento atual. Acho que todos nós sentimos um pouco disso agora … Dito isso, espero que minha postagem seja vista à luz da tradição milenar de que “o show tem que continuar”. Espero também que este filme ofereça algum alívio fazendo você rir e se sentir menos sozinho em um momento de tanta dor e perda”.

Ator britânico Jonathan Bailey de ‘Bridgerton’, diz ter sido orientado a não se assumir gay

‘Seria brilhante ver homens gays contribuírem com sua própria experiência’, diz

Da esquerda para direita, Jonathan Bailey como Anthony Bridgerton e Regé-Jean Page como Simon Basset no episódio 101 de Bridgerton – Liam Daniel/Netflix

O ator britânico Jonathan Bailey, 32, afirmou que foi orientado a não se assumir gay. Ele é um dos personagens mais importantes da série de sucesso “Bridgerton” (Netflix), atua no papel de Anthony Bridgerton, irmão mais velho da protagonista, interpretada por Phoebe Dyvenor, 25.

O ator revela que para não ser boicotado e perder papéis futuros, ele não deveria falar de sua orientação sexual. “As conversas mais conservadoras que tive sobre ser honesto a respeito da minha sexualidade vieram de outros gays da indústria: ‘Oh, não, você não pode se assumir! Você realmente não deveria fazer isso! Se fizer isso, muitas coisas ruins podem acontecer'”, contou em entrevista a revista Attitude.

Ele ainda comentou que atores homossexuais em papéis principais não são tão comuns no mundo de Hollywood. “Eu penso que não deveria importar o personagem que as pessoas interpretam, mas é claro que há uma narrativa que é muito clara, que homens abertamente gays não estão interpretando os papéis principais”, disse o ator ao site Digital Spy.

“Há uma razão pela qual os personagens gays são tão interessantes. Porque assim como as mulheres em ‘Bridgerton’, há muitos obstáculos e há muito crescimento pessoal, e há uma verdadeira força para os gays”, explica o ator.

Ele também fala sobre uma questão de representatividade, pois para ele os papéis de homens homossexuais deveriam ser interpretados por atores gays. “O fato de muitos homens heterossexuais terem desempenhado personagens gays icônicos e serem elogiados por isso é fantástico. Mas não seria brilhante ver homens gays contribuírem com sua própria experiência?”

“Bridgerton” estreou em 25 de dezembro do ano passado na Netflix, e é a primeira obra da produtora Shonda Rhimes, 51, para o serviço de streaming. A série foi classificada como “uma espécie de ‘Gossip Girl’ com espartilho”, pelo colunista do F5 Tony Goes, que elogiou a produção.

Série ‘Servant’ do cineasta M. Night Shyamalan traz os sentimentos da pandemia ao filmar família confinada em uma casa

Segunda temporada do seriado de terror produzido pelo cineasta M. Night Shyamalan estreia nesta sexta na Apple TV+
Mariane Morisawa – O Estado De S.Paulo

Confinamento, isolamento, luto são palavras que se tornaram comuns durante a pandemia. Mas elas sempre fizeram parte do vocabulário cinematográfico de M. Night Shyamalan, que se preparava para a segunda temporada da série Servant, que estreia nesta sexta na Apple TV+, quando tudo fechou por causa da covid-19. Na parede à sua frente durante entrevista por videoconferência ao Estadão, o cineasta olha para pôsteres de Os Pássaros, de Alfred Hitchcock, por exemplo, “em que as pessoas estão isoladas e precisam lidar com suas crenças”, descreveu. O Exorcista (1973), de William Friedkin, também está lá. “Também confinados num sobrado”, disse. “Eu sempre gostei de histórias grandiosas, mas contadas de uma única locação, focadas numa comunidade. A pandemia apenas fez com que todos se sentissem assim. Mas eu sempre falo de distanciamento da sociedade, do que nos dá medo e das coisas que nos separam uns dos outros.”

Série
Guinada sobrenatural. Segunda temporada de ‘Servant’ ganha tom dramático e a relação com a fé muda para todos os personagens. Foto: Apple TV+

Na primeira temporada de Servant, a jovem babá Leanne (Nell Tiger Free) chegava à casa confortável do casal Sean (Toby Kebbell) e Dorothy (Lauren Ambrose) para cuidar do bebê do casal. Sendo um projeto assinado por Shyamalan, claro que nem tudo é o que parece. Uma tragédia aconteceu ali, coisas aparentemente sobrenaturais começam a pipocar, e os mistérios vão se acumulando durante os episódios. 

A não ser por algumas poucas cenas, quase tudo se passa dentro das paredes do sobrado na Filadélfia, decorado com bom gosto, à exceção do antiquado quarto da funcionária, a babá. A construção também é dotada de porão e sótão, onde o estranho acontece. “É muito interessante falar de coisas dolorosas e estressantes nessa casa enorme de onde essas pessoas privilegiadas não podem escapar”, disse Kebbell ao Estadão

Esse cenário durante a pandemia foi uma experiência no mínimo curiosa para os atores. “Certamente, fez muito sentido estar trabalhando numa série em que estamos aprisionados dentro desse sobrado com esta única família”, disse Ambrose, que faz uma famosa repórter de televisão. “Especialmente porque tivemos de ficar em confinamento no meio da filmagem.” Kebbell disse que até o fato de Sean, um chef de cozinha, perder o olfato e o paladar coincidiu com o que muita gente passa na vida real. “Fora que os personagens guardam um segredo dentro de casa, então o resto do mundo é motivo de pânico”, disse. 

Rupert Grint, que faz o irmão de Dorothy e está por dentro dos mistérios da família, não tem certeza se entrar nesta outra casa é o melhor escapismo em tempos de pandemia. Mas a série lida com luto e as coisas a que nos apegamos nos momentos de perda, como a fé, o que pode criar identificação com a experiência mundial do momento. “A série é muito sobre gente que não vive o luto quando deveria”, disse Grint. “Julian gosta de parecer engraçado, sarcástico, é barulhento, mas no fim é tudo uma fachada. Na segunda temporada, descobrimos um pouco mais por que ele está agindo assim.” Os novos episódios também revelam as motivações de Sean, que tem uma mudança de posição. “Ele sempre foi o cético, só que agora quer descobrir o que está acontecendo e vai explorar as dicas dadas por Leanne do que pode ser”, disse Kebbell. Segundo Tiger Free, a relação de todos os personagens com a fé muda um pouco. 

Mas o segundo ano de Servant é principalmente uma luta de poder entre Dorothy e Leanne. “Minha personagem perde a vulnerabilidade que era sua base e está determinada a ficar com seu bebê. Foi muito diferente explorar sua força”, disse Lauren Ambrose. “Para mim é interessante como as coisas continuam se transformando na série. Não sabemos o que está acontecendo.” A doce Leanne também está em processo de transformação. “Ela está amadurecendo muito. Ao final desta temporada, vai estar quase irreconhecível”, disse Tiger Free, conhecida como a princesa Myrcella Baratheon de Game of Thrones

Em relação à primeira temporada, há uma mudança perceptível de tom. “Antes, era mais mistério. Agora é um suspense dramático”, disse Grint. A terceira temporada já foi confirmada pelo Apple TV+ e Shyamalan já mapeou a história até a quarta.

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O diretor M. Night Shyamalan Foto: Jessica Kourkounis/The New York Times

2 perguntas para o diretor M. Night Shyamalan 

Fez alguma mudança para a segunda temporada? 

No fim da primeira, estava ansioso com a relação com o público e sem saber claramente o rumo que íamos tomar. Não dava para ficar apenas apresentando coisas novas. Quando a pandemia aconteceu, eu estava no meio desse processo. Consegui mapear tudo. Quando terminei, tinha quatro temporadas na mão. 

Você não dirige tudo, como num filme? 

Eu estou trazendo diretores em quem acredito. Todos são imigrantes, exceto minha filha, que nasceu nos EUA (risos). Muitas mulheres. Isso é importante para mim. Dou total liberdade, mas eu preparo a mesa. Faço uma leitura com os atores e o diretor do episódio. Digo a cada um qual a intenção de cada momento e o que precisamos. E aí cada um fica sozinho.

Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor lançam comédia romântica ‘Locked Down’ filmada durante pandemia

‘Locked Down’, sobre um casal que estava se separando quando o isolamento social começou, está sendo transmitido pela HBO Max
Hanna Rantala, Reuters

Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor em ‘Locked Down’ Foto: HBO Max

Enquanto o restante do mundo se fechava para evitar a covid-19, a estrela norte-americana Anne Hathaway se viu iniciando um novo projeto de filme – uma comédia romântica ambientada na pandemia.

“Acho que nenhum de nós sabe bem como conseguimos”, disse Anne Hathaway à Reuters ao lado do coprotagonista Chiwetel Ejiofor para falar sobre Locked Down, o resultado do trabalho deles que começou a ser transmitido por streaming na HBO Max nesta quinta-feira, 14.

O filme conta a história de um casal prestes a se separar, até que as medidas contra o coronavírus os deixam juntos em Londres.

A frustração da convivência forçada e uma série de reviravoltas na trama se transforma em um esquema para roubar um diamante da loja de departamentos Harrold’s.

As filmagens começaram no outono do hemisfério norte, quando o Reino Unido estava aumentando as restrições novamente após uma relativa calmaria. A corrida começou para fazer com que tudo fosse finalizado antes de um novo isolamento, e lançar o filme enquanto o cenário era atual.

Os dois atores concordaram em fazer o filme depois de ver apenas um roteiro incompleto.

“Foi complexo, mas foi divertido … meio que se jogar nisso e estar no limite”, disse Ejiofor, astro de 12 Anos de Escravidão. “É estranho fazer um filme com todos de máscara”, acrescentou. “Tem gente lá que eu não vi o rosto completo. Provavelmente vou passar por eles na rua um dia e então eles vão se cobrir e eu vou me dar conta, oh, é você!”

Fotógrafa carioca Ana Alexandrino ganha espaço dentro da música ao clicar nomes quentes da cena

Ana Alexandrino já trabalhou com Letrux, Alice Caymmi e Ava Rocha
Eduardo Vanini

A foto de Letrux foi feita com improviso Foto: Ana Alexandrino / Ana Alexandrino

Muito antes do Instagram, havia o Fotolog, um desdobramento dos blogues, em que as imagens eram o grande barato. Foi por lá, em meados dos anos 2000, que a fotógrafa carioca Ana Alexandrino começou a encontrar a sua turma, salpicada por futuros expoentes da música brasileira, como Letícia Novaes, mais conhecida como Letrux, e Ana Cláudia Maiolino, a Mãeana. “Ficamos amigas de viajar e acampar. Acabou que montamos um grupo em que fomos crescendo juntos, um ajudando ao outro”, recorda-se.

Uma vez que os portões foram abertos, Ana mergulhou fundo na cena musical e por lá se estabeleceu. Sua assinatura está hoje em capas de álbuns, singles, EPs e fotos de divulgação de cantores descolados como Duda Beat, Alice Caymmi, Ava Rocha, Luana Carvalho e, claro, suas amigas de Fotolog. O primeiro trabalho do tipo foi a capa de “Plano de fuga para cima dos outros e de mim” (2014), álbum de estreia da banda Letuce, que tinha Letrux nos vocais. Na imagem, há um beijo subaquático trocado entre a cantora e seu ex-namorado e parceiro de banda, Lucas Vasconcellos. “Todo mundo pensa que é Photoshop, mas fizemos aquilo na piscina da casa da minha avó (no Leblon)”, conta.

Alice Caymmi já teve suas "verdades" clicadas por Ana Foto: Ana Alexandrino
Alice Caymmi já teve suas “verdades” clicadas por Ana Foto: Ana Alexandrino

Se a morada da família serviu de cenário, o conhecimento herdado do pai foi parte importante da bagagem. Ana é filha do fotógrafo Antônio Celso de Souza e Silva (morto em 2009), que atuou em publicações como “O Pasquim”. “Ele me deu a primeira câmera, quando eu tinha 20 anos. Vi as fotos que fez da Xuxa antes de ela operar o nariz”, diverte-se, lembrando que o pai também a ensinou como deixar as fotografias mais humanizadas. “Mal sabia ele que me tornaria uma retratista, com uma produção focada em gente.”

Ao descrever o seu trabalho, Ana diz buscar, acima de tudo, a verdade de quem se posta diante de suas lentes. Justamente por isso, ela acredita, as pessoas gostam dos resultados. “A Letícia (Novaes) tem uma veia na testa que, se eu tirar, ela manda voltar”, ilustra, ao passo que a cantora destaca a capacidade da fotógrafa em improvisar. É o caso da imagem que abre esta matéria. “Eu estava em São Paulo e precisava de foto de divulgação”, diz Letícia. “Liguei dizendo: ‘Amiga, vem aqui no hotel, mas não tem maquiador’. Aí começaram os disfarces, tipo usar a toalha na cabeça. Gosto desse olhar despretensioso.”

A fotógrafa Ana Alexandrino Foto: Patricia Musso
A fotógrafa Ana Alexandrino Foto: Patricia Musso

Alice Caymmi é outra que já teve suas nuances reveladas pela fotógrafa. “Algumas vezes, ela pegou a câmera e tirou fotos que não divulguei, mas mostram uma verdade minha daquele momento. E isso vira algo muito precioso”, descreve a cantora.

Foi justamente por meio dessa sensibilidade que Ana achou um caminho para não se distanciar do ofício, quando as fotos presenciais foram suspensas por causa da pandemia. Ela criou o projeto “Fotopatia”, em que explora as câmeras que as pessoas têm em suas casas para dirigi-las remotamente. “Vi que estava rolando essa coisa de fotografar à distância e comecei a queimar a cuca para encontrar uma alternativa. Acabei descobrindo que o olho no olho está presente mesmo nesses trabalhos.”

Ava Rocha também já posou para a fotógrafa Foto: Ana Alexandrino
Ava Rocha também já posou para a fotógrafa Foto: Ana Alexandrino

A primeira sessão foi com o cantor Marcelo Perdido. “Ele montou um set no banheiro, colocou a máquina num tripé e eu dizia: ‘Vira o queixo para o lado, olha para a luz’”, detalha a fotógrafa, que atualmente mora em São Paulo e já “viajou” para diferentes lugares com a técnica. “Tenho uma foto para fazer na Holanda, mas, como lá está frio, a luz ainda não está boa.”

Entre os próximos trabalhos, Ana organiza uma exposição on-line de seus retratos em preto e branco e quer montar um projeto de nus. “Tenho fotos de todas as minhas cantoras e atrizes peladas. Em alguns casos, eu até fico nua antes delas para que fiquem à vontade. Quando acaba o climão, acesso a pessoa de um modo que proporciona resultados surpreendentes.” A julgar pela fidelidade da clientela, é difícil imaginar o contrário.